sábado, dezembro 22, 2007
De mim para vós.
Claro que se houver por alguma altura escassez como no tempo da Lei Seca nos EUA, temos sempre o bar na cave, e as infinitas reservas.
Para quem me lê quero deixar claro que isto não é uma casa de ébrios degenerados, que passam o Natal cada um agarrado ao seu copo numa mão e garrafa na outra. Para pura verdade maioria bebe como verdadeiros monges, só para provar e de modo recreativo, talvez só eu e mais alguma companhia, é que tornamos o álcool num elixir de boa disposição, eliminando o stress e dando largas à boa disposição e à piadinha rápida e rasteira que consegue deixar todos bem dispostos.
A partir de amanhã venho cá deixar pequenos relatos do que se vai passando no dia a dia cá em casa, existe sempre algum momento engraçado para contar, e todos vós gosta um pouco de vida alheia. Misturem uma escrita em que se junte a narrativa de um Sexo e a Cidade, com um pouco da mestria de um Homero e de certeza que encontram algo que vos interesse. No mínimo que achem graça, e sempre é algo diferente, uma novidade, expor-vos a vós agraciados leitores com o meu lado mais pessoal, com o meu dia a dia, com a louca viagem que é viver na época natalícia, numa casa cheia de gente.
Mais novidades e surpresas aguardam-se, e não deixem de passar por aqui e escrever nos comentários as vossas experiências e partilhar os vossos momentos do dia a dia.
Um Feliz e Santo Natal para todos vós, não deixem de experimentar os licores e ganhar novos humores.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Previsão do tempo em Lisboa para os próximos dias.
Durante o resto da semana até domingo dia 9, teremos uma ligeira subida da temperatura máxima até aos 19ºc acompanhada de uma descida durante a próxima semana da temperatura mínima a rondar os 11ºc. Teremos nestes próximos dias o céu nublado, com a humidade sempre na casa dos 90%, não estando prevista a ocorrência de aguaceiros.
Durante a próxima semana deverão manter-se as temperaturas entre os 18ºc de máxima e os 11ºc de mínima. Teremos uma humidade sempre por volta dos 90%, com a neblina a alternar entre as manhãs e as tardes, voltando a partir de quarta-feira dia 12 ao céu nublado e encoberto, embora sem grande previsibilidade de aguaceiros.
Tornei a fazê-lo.
Frases cortadas a meio, palavras desencontradas, desencaixados os termos, os sentidos, o sujeito o predicado e o verbo. Um conjunto de palavras debitadas num código Morse incapacitado, de difícil compreensão, e com uma lógica coberta em mistério, ou talvez nem existente.
Acusei a outra pessoa de ser como eu. E com este post consegui outra vez repetir uma existência sem sentido.
Sem motivo para tal.
Pareço porque talvez seja essa a minha vida.
Deixei crescer a barba por completo, para variar, ou por comodidade, ou por estar farto de meios termos, talvez tenha sido isso. Sinceramente não sei, nem interessa muito, ou talvez interesse tanto como um poema em que o poeta descreve a articulação da sua mão que labuta na escrita frenética e descontrolada massacrando o papel.
Nem sei porque motivo é que mencionei a minha barba. Talvez a devesse ter feito hoje, mas achei que merecia mais uns dias, até ao extremo ponto de sentir necessidade de a fazer, de mudar, de iniciar um novo rumo capilar.
Por vezes a vida é tão chata, com coisas tão aborrecidas e maçadoras, e embora seja de um desinteresse incomensurável, quase todos os pequenos momentos de tempo e espaço que temos na vida, podem ser narrados.
Ironia para quem escreve, e para quem lê, tanto ou mais para quem vive sem saber o quê.
Sequioso...
segunda-feira, dezembro 03, 2007
O vazio da ansiedade.
Mais do que um sentimento, a ansiedade é um estado físico/psicológico, e muito raramente com algum contorno benéfico. Pelo menos tenho a ideia que toda a ansiedade é má, é dispensável, e no entanto constante nos dias de hoje, aliada ao stress, à necessidade de resultados e satisfações pessoais, assim como sociais.
Voltando aos 12 anos, e às primeiras vezes que senti o que era a ansiedade, lembro-me que por essa altura, o expoente máximo da ansiedade era quase sempre relacionada com a vinda dos meus irmãos a casa enquanto estudavam na faculdade. Depois de meses sem os ver, saber que chegavam naquele dia, a que horas, será que os ia buscar ao aeroporto? E quando haviam atrasos dos aviões ficava sempre chateado por estarem a adiar um momento que para mim era importante, principalmente na época natalícia.
Hoje em dia experimento o outro lado, fico ansioso por voltar a casa, poder estar com a minha família, e que saudades de viver o Natal com a casa cheia de gente.
Apesar de ser uma pessoa relativamente solitária, não no sentido em que se presume que tenha ocorrido um fracasso a nível social, sou uma pessoa que passa muito tempo sozinha apenas por feitio próprio, desde criança tenho os meus momentos de imaginação e criação numa constante necessidade de viver esses momentos, sou completamente dependente da minha família e amigos.
Este ano talvez mais que os anos passados, também por ter menos tempo com os amigos, sinto uma grande ansiedade de ir a casa e desfrutar do Natal em família, de encontrar um sítio onde esteja confortável, onde me sinta mais completo.
Tenho muitas saudades dos meus amigos, do convívio mais permanente e constante, eram eles que me faziam ganhar o dia. Hoje em dia andamos todos mais ocupados, mais distantes, talvez por isso esta vontade tão grande de voltar a casa para a família.
Gosto deste sentimento, de quem volta a viver o Natal como uma criança. A ansiedade aperta, desta vez não pelas prendas, mas pelos convívios na cozinha enquanto a mãe cozinha, pelas brincadeiras com os sobrinhos, pelas palhaçadas e risos que se trocam constantemente dentro daquela casa, pelo carinho e afecto que se sente a toda a hora. É saber que existe uma atenção constante entre as pessoas, uma preocupação latente com a felicidade e bem estar de todos.
O meu irmão põem música a tocar, o meu irmão mais velho e a minha irmã ajudam na cozinha, o meu pai trata de requintar a mesa e servir aperitivos a toda a gente, a minha avó e irmã mais nova olham pelos meus sobrinhos, é um pouco de tudo isso. Uma película cinematográfica repetida todos os anos, um ano com mais protagonistas, outro com menos, mas sempre aquela eterna magia, a magia daqueles sorrisos, dos pequenos gestos, a felicidade de nos completarmos todos uns aos outros.
A parte má de tudo isto é a ansiedade, é o tempo que passa devagar, é o tempo que me afasta de toda esta felicidade. É o facto de ficar triste com a espera, ser consumido pelo tempo e de logo cuspido para a realidade, para as tarefas rotineiras, para os dias sem sentido.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Viagra feminino? Melhor amigo? Sem dúvida mais barato que diamantes.
Por outro lado, dou-me muito bem com pessoas que são grandes apreciadoras de chocolate, até diria que alguns não vivem sem um chocolate por dia. Pessoas que fazem de um chocolate um lanche, um pequeno almoço, uma refeição se for preciso. Quando digo de um chocolate, podem ser dois ou três, ou mesmo de chocolates de dimensões maiores.
Fico fascinado com o gosto das pessoas por tal petisco, não conheço uma mulher que nunca tenha tido um chocolate dentro da carteira, e dou por mim a desconhecer muitos dos chocolates que as pessoas consomem, alguns nem sabia existir.
Tenho de confessar que apesar de não apreciar chocolates, existe um ou outro a quais eu não resisto, mas o meu favorito é sem duvida os Maltesers, aos quais não resisto.
Digam-me lá vocês quais são os vossos chocolates favoritos.
O coração sofre.
É uma pena realmente, e para mais é difícil combater o hábito, quando estamos habituados a ter mais participação no blog, temos uma certa rede de segurança, sabemos que alguém irá escrever alguma coisa. Tenho achado penosa esta tarefa para o espírito, esta caminhada sozinho.
Seja como for hoje decidi escrever, talvez não a coisa mais interessante, mas algo que senti necessidade de desabafar.
O resultado do Benfica versus Milan, foi completamente injusto, o Benfica dominou o jogo, jogou melhor, e fez um jogo à Benfica como já não via à muito tempo. No fim do jogo senti-me imensamente desiludido e injustiçado com um jogo de futebol algo que já não sentia, curiosamente desde ontem quando o Manchester United ganhou ao Sporting.
É verdade, senti injustiça com uma derrota do Sporting. Pondo as baboseiras do ser português vou apoiar equipas portuguesas, algo que concordo plenamente, sempre gostei de ver o Sporting jogar para as competições europeias, é um Sporting que sofre uma metamorfose e pratica um futebol mais bonito e agradável. Por isso mesmo, não só por serem portugueses, e é claro que vou apoiar tudo o que for português, ontem estava a torcer pelo Sporting porque merecia levar dali pelo menos um ponto.
Fora a injustiça, gostaria de fazer um reparo. Um verdadeiro adepto do futebol é um gajo que aprecia o futebol independentemente do clube por quem sofre. É o caso do Zica, um sportinguista, que a meio do jogo do Benfica mandou uma mensagem de incentivo a um benfiquista.
Outra atitude é um portista na mesma mesa de 5 em 5 minutos a dizer que o benfica vai perder.
Ou um portista que não aceita que eu esteja a torcer pela vitória do FCP, só porque sou do Benfica.
Isto é a infantilidade de quem não entende o que é o futebol, não sabe o quão bonito pode ser este desporto, e a importância que tem, como coisa singela na nossa vida, a paixão por um clube, o viver um jogo de futebol, como uma regalia que nos dá a vida.
Em nota de despedida, fica o meu agradecimento ao Zica pelo apoio, mas infelizmente não chegou, e injustamente, na minha opinião, o Benfica não ganhou.
quarta-feira, novembro 07, 2007
Mensagem para o Telmo, o brigadeiro/tremocinho da Arruda.
Foi a segunda pessoa que conheci na faculdade, conheci no dia em que me inscrevi.
Uma verdadeira personagem no melhor e mais terno dos sentidos, porque personagens são os elementos fulcrais de toda uma história, são quem marcam os momentos pois são eles que os constroem.
Se perguntar às pessoas qual o maior órgão do Telmo, alguns diriam que é o estômago ou o fígado, porque come bem e bebe ainda melhor, as meninas diriam provavelmente a língua, porque este rapaz é de dar à língua que se farta, é um comunicador nato, e um verdadeiro galanteador com as raparigas.
Todos iriam enganar-se, pelo menos todos aqueles que não dissessem que era o coração.
O Telmo tem um coração enorme, nasceu com gosto em fazer todos felizes, vive para os outros, dá o melhor de si e pouco ou nada pede em troca, sempre disposto em ajudar e tornar a vida dos outros melhor, um excelente anfitrião, um excelente amigo e conselheiro.
O Telmo tem jeito para quase tudo aquilo que se dedica, é um rapaz esforçado e com a verdadeira capacidade de cumprir os objectivos que traça para o seu caminho.
O Telmo é um bom comunicador, bom amigo, excelente vizinho, filho, irmão, pessoa, trabalhador, aluno. O Telmo tem inúmeras e enormes qualidades, mas a que mais admiro é ser ele mesmo, a sua personalidade única e distinta, quase que um filósofo em bibelot, agarrado à sua fé e convicções, sabe viver consigo e com o mundo sempre com um sorriso.
Digo com toda a certeza que é daquelas pessoas que nunca quero esquecer, e no que depender de mim quero conservar perto de mim para toda a vida. Perdoem-me todos os meus amigos, mas sempre que tiver uma grande confidência a fazer, o Telmo é a pessoa a quem recorro.
Podem pensar que é por causa da sua pendência para a doutrina religiosa, mas digo já que é simplesmente pela sua calma racionalidade, pelo seu bom senso e inteligência.
Num grupo o Telmo é o elo apaziguador, racional, o mais calmo possível, e sempre com uma solução adequada.
Por muito que fale do Telmo e descreva todas as suas qualidades, só é possível resumir tudo dizendo que o Telmo é um grande homem, um dos meus melhores amigos, uma pessoa em quem confio a vida, os sentimentos e a minha alma ( isto mais porque tem lá a suas ligações com o divino).
Um grande homem, um grande amigo, diria até se ele mo permitir, um grande irmão.
Agora todos perguntam, mas será que o Pedro está maluco ou quê, agora esse machalhão, esse garanhão das estepes atlânticas deu para vangloriar homens?
É simples, tudo isto serve para homenagear o meu grande amigo Telmo que faz anos, muitos parabéns Telmo, um feliz aniversário, tão feliz como toda a tua vida, é tudo o que te desejo.
PS. O gajo é um bocado rabetinha com os telemóveis, passei a tarde toda a tentar ligar e nunca dava nada, por isso achei que merecia um post só para ele.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Que deseja beber?
Queria aqui deixar uma pergunta aos distintos leitores, que embora sejam pessoas extremamente ocupadas, afinal de contas o que é que normalmente bebem, ou gostam de beber quando saem à noite?
Tenho vindo a constatar que a sangria voltou a pegar de moda, inclusive sendo por vezes mais apreciada em jantares do que a tradicional cerveja. Apenas de frisar que muito raramente vejo alguém a consumir sangria depois do jantar.
Outro facto interessante é que apesar da tradicional vodka laranja ou whisky cola, hoje em dia voltou a ser usual o consumo do martini, um resgate retro a uma bebida agradável.
Gin Tónico, bebida com um pendor de classe ou uma mariquice de bebida que sabe mal?
Deve a caipirinha ser uma bebida sazonal?
Porque motivo o daiquiri parece um granizado muito rasca?
Que bebida é que não seriam capazes de consumir? E qual é que vos deixaria a tremer se houvesse escassez?
Tenho a certeza que o álcool, como habitual, será capaz de os por a falar, por isso deixem as vossas opiniões.
Comunicado oficial.
Venho por este meio comprometer-me com este blog até 2010 com possibilidade de renovação.
Recuso-me a baixar os braços, activo ou inactivo, não me apanharam distante de um projecto que jurei levar o mais longe possível.
Quero viver uma utopia bloguistica, quero ser livre, quero poder comunicar mesmo que ninguém oiça, não vou ficar calado, mesmo que por muitas vezes seja de maior valor o silêncio.
Prometo muito disparate, com grande sentimentalismo, disparate cómico e dramático, quem sabe algum disparate com um toque de filme snuff.
Não me quero isolar, quero que saibam o que comi ao pequeno almoço, mesmo que raramente tome o pequeno almoço, quero que saibam o que ando a ler, quero que se sintam tentados a ir ao cinema ver os mesmos filmes que eu, quero partilhar o que vivo, pelo menos a parte que for possível partilhar.
Por mim este blog viverá, eu não desisto.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Muitos Parabéns Baluzinho
Não sei que te diga, a não ser aquilo que já te venho dizendo ao longo dos anos.
Se não ficares satisfeito, aconselho-te a pegares na tua capa de finalista e a ler a fita que te escrevi.
Muitos Parabéns bro.
domingo, outubro 21, 2007
Alheio do seu destino
- Não tenho para onde ir. - retorquiu ele.
Partilhado
De um para o outro em carreiro
Meio fixo meio solto
Encarreiram-se palavras em segredo
Um pouco a gosto e a medo
Batem ondas no veleiro
O som descola envolto
Enroscando-se num penedo
Um pouco a tosco e cedo
No sol toco eu com o dedo
Deixo a marca digital
E que para lá de ele posto
Fica a ferida principal
Deixa cair leve em vazio
O manchado sentimento
Um espectro roubado ao choro
Renuncia à dor
Abraça a vida confusa
Saltei do abismo incompleto
Para cair num sonho velado
Onde confidenciei só a ti
Como desisti do que vi
E vivo agora o silêncio herdado
Das palavras que trocamos.
terça-feira, setembro 25, 2007
Vivo de talões de desconto.
Neste momento sou capaz de observar a minha cabeça a rolar para debaixo do número de telefone de alguém que não me lembro muito bem. Acho que as falhas de memória são também sinal de cansaço.
Apesar de todos estes sinais, o mais preocupante é achar que às 21h já começa a ficar tarde.
Amanhã encho a taça de cereais com estuque da parede carregadinho de amianto, junto-lhe vodka com gasolina e deixo-me adormecer em cima da Dica da Semana, só assim obtenho o meu verdadeiro reality check e entendo que já não posso continuar assim.
Ideologia de um dia mau.
Só me ficaria bem dizer que para a próxima será melhor, nem tudo está perdido, há que levantar e tentar de novo, e no fundo são tudo meias verdades, mas não deixam de ser a verdade e o caminho a seguir. Nunca desistir.
Tudo estaria bem, para além das falhas, se conseguisse ser um crente destes elevadores de moral ao estilo da Hallmark, no fundo acho que não é a crença que me move a acreditar em mim, no fundo a insistência em lutar por algo é uma forma de alimentar a ideia que as pessoas podem, se calhar, esperar algo de mim.
Eu tenho grandes planos para o futuro, e apesar de não saber quais, tenho a certeza que são bem bons, o único problema é que não consigo esperar nada de mim, a minha motivação vem da ideia que no fundo alguém conta comigo, alguém espera que eu atinja um nível de sucesso aceitável nas coisas a que me proponho iniciar e acabar com um certo grau de satisfação e noção de dever cumprido.
A minha vontade de triunfo e sucesso não se baseia tanto numa vontade ou necessidade minha, mas sim mais num costume que tenho de querer superar as expectativas das pessoas em relação à minha capacidade, é o costume normal e já eternamente presente de apresentar trabalho feito a alguém, não pela fé de que consigo ou pela vontade de atingir tal objectivo, mas apenas com uma convicção de obrigatoriedade em mostrar capacidades a alguém.
Apesar de tudo isto que afirmo, julgo que não serei uma pessoa estranha por isso, na verdade toda a natureza e as suas acções destinam-se a transmitir algo aos outros, são espasmos comunicativos em que cada um demonstra aos outros aquilo que é capaz.
Só assim se explica porque durante a vida somos constantemente avaliados por todos e em tudo.
Neste momento de maior desanimo penso que só me safo nesta vida sendo eremita.
domingo, setembro 16, 2007
O que importa mesmo é o ser humano viver livre...???
Há dois anos atrás podiam perguntar-me o que tinha contra os legisladores, e eu diria muito provavelmente que contribuíam para o meu cansaço e stress arranjando sempre mais qualquer coisa para eu estudar, muitas vezes leis muito mal feitas e inúteis. No fundo davam-me cabo da saúde.
Hoje em dia parecem querer ser literais, querem mesmo dar-me cabo da saúde, da vida, da sociedade onde tentamos sobreviver.
Se pegar numa jaula selada com 100 metros quadrados, cheia de gravilha com 100 coelhos e 10 lobos, é muito provável que os coelhos venham a ter um sarau desagradável, nunca ninguém gosta de ouvir os lobos a mastigar de boca aberta, muito menos quando estão a mastigar os nossos tenrinhos músculos e carninha.
A nova lei referente ao processo penal, acaba por meter os lobos todos cá fora, quase que numa relação de compadrio sem lógica, numa acção de radicalismo liberal ao som da música dos Delfins, onde os criminosos são as vitimas, e as vitimas são os infames desgraçados que levaram a que os criminosos fossem presos quase que por birrinha.
O que faz pensar numa proposta para a TVI, um programa tipo Big Brother onde na mesma prisão houvesse um convívio de criminosos com os legisladores que se lembram de fazer estas belas alterações legais ao estilo das ideias reformistas de Domicio Enobarbo.
A lei existe para conseguirmos viver e sobreviver em sociedade, o cartão do monopólio que nos livra de ir para a prisão foi inventado para dar ideias aos legisladores, que por sua vez utilizam a lei para dificultar a sobrevivência na nossa sociedade.
Fico à espera do dia em que os legisladores se lembrem de fazer uma largada de 30 touros no centro comercial Colombo, de soltar 50 leões verdadeiros em Alvalade, e deixar um homem inteligente e razoável tornar-se legislador.
Próxima medida dos legisladores é reduzir a pena por homicídio qualificado para duas palmadinhas na mão e um olhar reprovador, aposto que isso castra logo qualquer vontade que um indivíduo psicótico tenha de matar os seus familiares e amigos mais chegados.
O que me deixa descansado é que de certeza quase todos os criminosos que estão a ser libertados, acabam por sair já reavidos dos seus erros, e com a consciência que procederam mal, não voltando a cometer os mesmos erros, adoptando outra postura quanto à sua fuga às autoridades. Agora matam, roubam, violam, e têm outra postura quando se deixam apanhar, porque mais cedo ou mais tarde estão cá fora outra vez, logo matam com muito mais calma, com menos desassossego a pensar o que lhes pode acontecer, e ainda poupam uns valentes cobres em viagens para o Brasil, porque agora já não existe mal nenhum em ser apanhado. Pode ser que até criem alguma espécie de brinde, e após a quinta condenação ganhem um lugar de legislador.Bem agora vou dar um passeio por ai, sinto-me muito mais seguro hoje.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Scolari nome de gelado ou nome de bebida brasileira?
Contínuo a dizer desde o Euro2004 que o Scolari não é homem para dirigir esta selecção. Sempre que digo isto sou criticado ferozmente, e que o Scolari é um grande seleccionador, etc.
Primeiro eu sou daqueles que compara o Scolari ao Hugo Chavez, é um populista. Scolari o único mérito que tem é conseguir incutir algum espírito de grupo na selecção.
Não digo que seja fácil, mas numa selecção não é raro quando "todos" jogam pela pátria.
De resto Scolari é mau, é mau seleccionador, é mau treinador de futebol. Pode não o ter sido na sua carreira toda, mas para mim é um mau seleccionador.
Os meus pontos de vista são simples, no Euro2004 ficamos em segundo lugar, a jogar em casa, com todo o apoio e capacidade, e perdemos a final com uma selecção da Grécia que acabou por nem se apurar de seguida para o Mundial 2006. Eu não festejei o segundo lugar no Marquês de Pombal, eu ambicionava e esperava muito mais, para o Scolari foi muito bom.
Mundial de 2006, ficamos em quarto lugar, perdemos de maneira vergonhosa o jogo de terceiro e quarto lugar com a Alemanha, mais uma vez por duvidosas escolhas tácticas de Scolari, mostrando uma falta de ambição e satisfeito com o quarto lugar.
Scolari tem vindo a perder e a empatar jogos de uma forma ridícula, sempre por falta de ambição, e por um julgamento demasiado fraco da condição e capacidade dos jogadores.
Se o Deco dá o litro nos treinos, nos jogos não dá nem gases, não joga, não se esforça.
Como na selecção não se recebe salário e o rapaz até é brasileiro de origem, não vê por que motivo se devia esforçar.
Tirar o único avançado e meter dois médios mais defensivos para se juntarem a outros médios defensivos, tirando a função de Moutinho, embora não seja de pendor tão atacante como seria o Deco, mostra uma falta de ambição enorme.
Scolari tenta defender sempre resultados mínimos de uma forma ilógica, desordenada e sem táctica. Acaba por lhe correr mal.
Quaresma se fizesse um terço na selecção do que faz no FCP, era um brilhante jogador, quem diz o Quaresma diz muitos que lá andam. Os jogadores não dão o litro pela selecção quando nos últimos jogos os adeptos têm dado o litro para apoiar.
Para finalizar e para que os apoiantes do Scolari possam dizer que este é um grande macho que parte para a violência, está exemplificado o comportamento do seleccionador, o primeiro a ter um comportamento vergonhoso de agredir um jogador da equipa adversária, mostrando mau perder, ou empatar neste caso, apesar de saber a derrota. Mandou a classe, a pedagogia, o bom exemplo tudo ao ar quando se comportou como um velhote do Cais Sodré a tentar dar murros nos chapéus-de-chuva.
Scolari para mim nunca foi seleccionador para Portugal, o Deco para mim neste momento não é jogador para Portugal, a selecção portuguesa para mim neste momento não está a desenvolver um futebol equiparável às suas capacidades.
Se Scolari é bom a dirigir o moral dos seus pupilos, se calhar devia de ir treinar uma escola de samba, no futebol não é só moral e união da equipa, é precisso garra, ambição e rigor tático.
Não usa o Hugo Almeida, não usa o Tiago, nem o Quim que está em melhor forma que o Ricardo.
Scolari volta a defender-se que faz parte de um grupo, e a culpa não é dele, a culpa é da arbitragem, é uma vergonha pegada com escolhas táticas vergonhosas.
Scolari sabe pedir bandeiras nas janelas, mas não consegue colocar os jogadores a dar 100%. Começaram agora as épocas, estão todos rotos já? Tenham dó.
Scolari não é seleccionador para esta selecção, acha que não tem de dar explicações, nem deve nada a ninguém. Pobre Scolari anda a ser explorado a receber milhares de euros e a encher os bolsos, quando lhe dava muito mais jeito receber dólares.
O técnico do mata mata, por diversas vezes tem dado um tiro no pé.
What the hell are you thinking?
Primeiro não sei se eurodeputada é um daqueles títulos como Dr., ou sua excelência, por mim dizia a senhora Ana Gomes, mas pelos vistos fica mais simpático dizer a eurodeputada Ana Gomes, que muito me faz lembrar a Dona de Casa do 4º Esquerdo Maria Conceição.
A eurodeputada Ana Gomes deve ser das coisinhas mais absortas da realidade política e económica de Portugal.
Politicamente e economicamente o que será mais vantajoso para o Governo português? Receber os chineses ou o Dalai Lama, ser amigo dos chineses ou do Dalai Lama? Obter alguns acordos económicos e políticos com a China, uma das maiores potências mundiais, ou receber uns paninhos, bordados e incensos com ranço do Dalai Lama?
Se calhar a minha astúcia demasiado dirigida para a realidade política e económica do nosso pequeno país, faria com que eu em estilo de adivinha fosse capaz de apostar que os chineses dão um melhor amigo que o Dalai Lama.
E que tal a eurodeputada Ana Gomes acolher na sua casa em Portugal o Bin Laden? Se calhar podíamos chatear e picar um bocadinho os EUA. Isso vamos começar a criar mau ambiente com as potências mundiais, se algo começar a correr muito mal, tentamos ganhar no futebol e gozamos com eles.
quinta-feira, setembro 06, 2007
Arrivederci Luciano 1935-2007
O maior cantor lírico de sempre, uma alma puramente mágica, uma voz que aquecia multidões fazendo esquecer e lembrar os horrores e as alegrias da vida, dando-lhe sempre um toque de mensagem carregada de esperança.
segunda-feira, setembro 03, 2007
Para qualquer deleite.
Tudo sabe melhor, o tempo não passa nem muito depressa, nem muito devagar, nada é enfadonho, nunca falta a conversa com as observações sagazes do que nos rodeia naquele momento.
Troca de sorrisos e elogios, algumas piadas maliciosas, brincadeiras inocentes, e outras mais provocatórias, sem qualquer intenção subjacente.
Tudo acaba com uma frase, como diria um colega meu da faculdade na altura, "estupenda". "A maneira de comer pode ser muito sensual.", ao que eu retorqui com "Sensual não tenho a certeza, talvez romântica.".
Ela muito convictamente insistiu em afirmar que havia maneiras sensuais de comer, e eu pedi um exemplo.
"Repartir comida boca com boca, embora seja um bocado nojento.", disse ela a franzir o nariz. Logo prontamente estranhei eu tal afirmação e disse que as coisas sensuais normalmente não devem ser nojentas, ao que ela simplesmente riposta, "muitas coisas sensuais são nojentas e perversas."
No fim ficou um misto de curiosidade e algum receio.
domingo, setembro 02, 2007
De prosaico a parvo.
Uns achariam esta frase repugnante, outros achariam engraçada, outros interessante, alguns se calhar não entenderiam.Todos nós temos percepções diferentes das coisas, todos apreciamos a vida de um modo diferente, mas de facto o interesse de tal premissa é irrelevante, quando na realidade tal frase será efemeramente desinteressante e desconhecida de um universo suficientemente grande para poder ser apreciada.
Se por acaso alguém achar a frase sensual, deixe um comentário com o endereço de e-mail para futuras conversas deveras carregadas de idiotismo sintomático.
Filosofia enlatada.
Nunca estamos suficientemente preparados para sequer problematizar o que não conseguimos aceitar como possibilidade factual.
É relativamente fascinante e assustadoramente horrível o facto de durante a existência do ser humano, a religião e crenças semelhantes, terem sido uma das maiores causas de morte no mundo. Guerras, terrorismo, fogueiras, perseguições.
Na sempre presente burocracia ficcional da vida, quem terá aprovado tal coisa?
quarta-feira, agosto 15, 2007
Jogar à apanhada com beijos.
segunda-feira, agosto 13, 2007
Adolescente embriagado mata de pânico 300 galinhas.
«Aparentemente, algumas das galinhas estavam tão desesperadas para fugir que chocaram contra as paredes e morreram», afirmou o porta-voz da polícia de Kassel. «Outras morreram de ataque de coração».
O adolescente, de 17 anos e natural da cidade, embateu contra o galinheiro enquanto conduzia uma carrinha sob o efeito do álcool. O jovem já foi detido.
O aviário continha cerca de 1000 pássaros.
O franchising Kentucky Fried Chicken ofereceu-se desde logo para realizar todo o processo fúnebre das galinhas através da cremação e posterior buffet oferecido a todos os familiares das vítimas.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Dos elementos da natureza, quero-te a ti.
Mesmo por detrás dos teus óculos de sol consigo ver esse olhar tão terno numa cara carregada de seriedade. Vejo espelhado nessa venda de vidro o meu sorriso, truque de recurso para te fazer sorrir, visto que as carícias que te faço sobre a pele dos teus ombros parecem deixar-te apenas pensativa.
Ver o teu sorriso ao sol, beijar a ouvir o mar, que fusão de deliciosos pecados vulgares, que sensação esta de poder viver em simultâneo tão aprazíveis ensejos.
Dei um jeito no teu cabelo, empurrei-o para trás da orelha desnudando-te o pescoço, tornando-o vulnerável aos meus impetuosos impulsos de o querer beijar, de o querer cheirar, de o querer sentir com as faces dos meus lábios corados e quentes do sol.
Como é bom provar o sal desse teu corpo, que festim divinal, pura arte para os sentidos extasiados com a mais bela musa que imaginei.
Sei que a minha barba faz-te cócegas quando a passo pelo teu ventre, mas não resisto ouvir-te rir, não resisto sentir aquele contorcer do corpo em prazer, o mais genérico possível ao contorcer orgásmico, e de imediato sentir as tuas mãos coladas no meu rosto pedindo tréguas com um sorriso e prometendo um beijo para que me comporte.
Vendo-me facilmente aos teus encantos e para maior dos espantos é que tudo o resto se compadece, podias negar-me o beijo prometido e ficaria satisfeito com o teu sorriso feliz, inocentemente entrego-me a ti, de alma e coração com tudo o resto, e que sagaz conclusão não é para mim, ver-me conquistado com um simples gesto.
Deitados na toalha encostei a minha cabeça ao teu peito, fiquei a olhar o mar e o sol, a ouvir as ondas e o pulsar do teu coração, uma sinfonia para a qual descobri a canção.
segunda-feira, julho 30, 2007
Magia
Na magia guardo o segredo por entre a penumbra das minhas crenças sei que ficaremos juntos sempre que a ilusão perdure.
Encantas-me com singelos truques e levantas o véu lentamente sobre os meus desejos que se mostram a desvanecer intermitentemente.
Cria-me ilusões que possas cumprir com um agitar das mãos, abrilhanta-me os olhos com a magia do teu movimento, deixa fluir o teu encanto e entretanto perco-me na profundeza dos teus gestos inefáveis.
Se da minha fé sempre duvidei, na magia comecei a acreditar desde o primeiro momento em que encantaste a minha alma, a ti entrego-me por entre truques de luzes e espelhos.
terça-feira, julho 24, 2007
Assim parece.
História da moralidade versus anormalidade humana.
Com as mãos na cabeça foi-se embora o mudo, e todos os surdos ficaram à espera de mãos nos bolsos, enquanto viam o mudo ir-se embora visivelmente chateado.
Pouco mais adiante tropeçou um cego em cima do mudo, o cego pediu desculpa e riu-se da situação, o mudo riu-se porque finalmente alguém o tinha entendido, e todo o mundo surdo começou a rir por ambos terem caído.
Naquele momento todo o mundo entrou numa sintonia.
Só falta arranjar uma moral lógica para o relato de um quotidiano de si tão normalmente surreal.
Revisão da matéria dada.
No chão está um computador portátil, um candeeiro, latas de cerveja vazias e uns quantos cd's de música.
Poucos minutos depois de uma tentativa frustrada em busca da escrita criativa, deitou-se no chão unindo metaforicamente o seu céu e a terra.
O homem não se adapta com facilidade, o homem apenas prescinde sem esforço.
Compensem-me com paciência.
sexta-feira, julho 13, 2007
Feliz Aniversário Maninha.
Sempre divertida e brincalhona, e de uma maturidade assustadora, ainda me lembro de a olhar com 12 anos e acha-la mais velha do que eu. 
Afinal de contas hoje em dia já não pode ser só a minha princesinha, já é uma grande mulher.
Muitos Parabéns Catarina, que sejas muito feliz durante toda a tua vida, que me acompanhes sempre e partilhes comigo esse teu sorriso, para que eu seja feliz também. Um grande beijinho do teu mano que tanto te ama.
segunda-feira, julho 09, 2007
Puccini - Nessun Dorma (Turandot ActIII)
Il principe ignoto
Nessun dorma! Nessun dorma! Tu pure, o Principessa,
nella tua fredda stanza
guardi le stelle
che tremano d'amore e di speranza...
Ma il mio mistero è chiuso in me,
il nome mio nessun saprà!
No, no, sulla tua bocca lo dirò,
quando la luce splenderà!
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio
che ti fa mia.
Voci di donne
Il nome suo nessun saprà...
E noi dovrem, ahimè, morir, morir!
Il principe ignoto
Dilegua, o notte! Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle! All'alba vincerò!
Vincerò! Vincerò!
Feliz Aniversário Pai...
O homem, a lenda, o meu pai. Sempre com uma pose de verdadeiro filósofo, uma mente brilhante, um gentil ser humano. Foi no dia 9 de Julho de 1952 que nasceu aquele que viria a ser o homem que mais admiro na vida. Um verdadeiro herói fora do sentido ficcional, o carácter, a força e a sensatez combinadas numa só pessoa.Comparável ao quanto o admiro e quanto o estimo, só o quanto o amo, a sua maneira de pensar, a sua bondade, a sua sapiência partilhada com tacto. Um homem bem-humorado com uma forma singular de sorrir para a vida, de brincar com as circunstancias, sem nunca perder a sensibilidade que se ajusta à causa.Desejo-lhe os meus sinceros e sentidos Parabéns, um feliz aniversário, e uma vida o mais feliz e descansada possível, com saúde e paz. Que me acompanhe por muitos e bons anos, pelo menos até eu ter o dobro da sua idade.
segunda-feira, julho 02, 2007
A paz é de quem ignora.
Sangrar a alma por uma lágrima de felicidade.
Completamente embebido e absorvido no colo de Hades, a ver se me livro de uma prisão que nunca me foi tentadora, apenas castradora de alguma felicidade.
Assim tenho passado os meus dias, num misto de sonho e tristeza, numa realidade aleatória em que um sorriso é como ser tocado pelo sol, para quem vive nas mais profundas catacumbas do seu triste ser.
domingo, junho 10, 2007
O poder do riso
Porque o riso é contagiante, e ontem quando vi este vídeo, ri-me mais do que alguma vez na vida. Se quisessem, os putos conquistavam o mundo de tão engraçados que são.
quinta-feira, junho 07, 2007
Niilismo
Assim não quero...
Dor...
quinta-feira, maio 31, 2007
Paper skin in the old room.
Ficou uma sensação engraçada, mas esquisita, como da primeira vez que se toma banho nu numa piscina.
segunda-feira, maio 28, 2007
Ferramentas da ironia I
Disse ao meu pai para nas reuniões da empresa quando certas pessoas começam com o afamado bullshit, sacar do bolso do casaco uns óculos do Groucho Marx com o bigodinho e começar a sorrir.
O mesmo queria eu fazer nos exames orais, é o cúmulo do espelho irónico.
Fora do meu controlo.
Torna-me a vida um pouco mais fácil e leva-me contigo.
Para onde quiseres, escolhe por mim e eu carrego os fardos todos, não é uma troca justa?
Leva-me contigo, não me deixes sem saber, indeciso e perdido à espera de saber em que caminhos estás.
Leva-me contigo, dá-me outra vida fora de um abismo.
Leva-me contigo, só por um bocadinho, depois logo se vê até onde podemos ir, não me deixes ir embora.
And so it is...
Tenham a bondade de me auxiliar...
Toda a gente quer algo na vida, uma qualidade, uma característica, acesso a tornarem-se alguém melhor, ter alguém melhor, poder fazer dos outros alguém melhor.
Toda a gente procura por algo na vida, toda a gente sonha com algo na vida.
Quanto a mim, apenas pedia um pouco de coragem.
domingo, maio 27, 2007
Another day has come with a cloudy crying sky.
Um dia vou conseguir não deixar-me levar pelo teu sorriso, porque agora deixaste-me só.
Poderia ter sido diferente?
Senti picar...
Calcando o coração
Não é tentar escolher
Caminhos perdidos,
Ou sonhos esquecidos,
É saber perder para depois tentar
É saber esquecer, para lembrar
Todas as outras coisas que me são
Correr atrás do elo quebrado
Fazer do erro tentação
Escolher saber encontrar o pecado
E deixa-lo guiar-te a mão
Fugi, e não quero voltar aqui
Não sei, que outro rumo tomar
Fugi, e não quero voltar aqui
Não sei, que outro rumo tomar
Mas sei que te vou procurar
Olhei o céu e vi a lua
Caleidoscópio em lágrima nua
Pensava em ti naquele instante
Perdi-me de mim, tornei-me distante
Pedi aos céus para deixar-te ver
Quebrei o medo de te perder
Porque nunca tive sequer lá perto
Foram passos num faustoso deserto
Onde sei, tudo aquilo que passei
Tudo aquilo que encontrei
Na busca do teu doce ser
E então…
Fugi, e não quero voltar aqui
Não sei, que outro rumo tomar
Fugi, e não quero voltar aqui
Não sei, que outro rumo tomar
Mas sei que nunca me vou perdoar
Perdão, trinquei a mão
Não aguentei, ver-te sorrir
Atenção, esse olhar vai ficar
Aqui, sempre dentro comigo
Juro que o vou estimar
E talvez guardar lá no fundo
Com toda a paz e toda a calma
E quem sabe se não consigo
Levar-te a ti, da mente à alma
Onde podes sempre brincar
Onde a minha e a tua palma
Se vão poder tocar
Dá-me a mão, senão vais ver que…
Fugi, e não quero voltar aqui
Não sei, que outro rumo tomar
Fugi, e não quero voltar aqui
Não sei, que outro rumo tomar
Já nem sei o que fazer
Deixar-me levar, ou tentar saber
O que é ficar, e o que é sofrer…
Broken
segunda-feira, maio 21, 2007
Não gosto da maneira como brincas.
Sad kid on the news.
It’s sad but it’s better than buying
A book about me
To see you walk away
Instead of trying to stay
It’s bad, especially to me
Please don’t make those eyes
Become even more lies
Than I ever said to you
Please keep those lips
Away from my fingertips
Or I’ll don’t know what to do
I will try to feel the empty
And cherish it with plenty
Of love, I have enough to give
You don’t have to wait
Just take it with faith
And I will now believe
Get everything you want
And add it up all I can’t
Then wrap it in my face
Ditch me on my fears
Forget all my stupid tears
I’m just a big disgrace
Can you ear that kid crying
Can you see that kid hiding?
Can you see? Can you see?
I’m not fit to even be
Me.
Cortes na memória...
Peguei em todos os pedaços que de mim foram desfeitos, juntei, queimei, e uma luz guiou a descida de todo o ser perdido para o fundo de um poço.
Leva os meus dedos por entre o teu pescoço, sente o meu queixo no teu cabelo, faz-me sentir fogo e cinza nos olhares perdidos no calor do teu sorriso.
Fechei a porta, dei dois passos e sorri.
terça-feira, maio 15, 2007
Quem segue o seu caminho...
Senta-te! Não vais ficar a aguardar de pé a atribuição do teu caminho.
Muitos anos levam alguns a trilhar um caminho para a vida, e por muitas vezes procuram atalhos e perdem-se, sê paciente e espera um bocadinho. Tens fome?
Alimenta-te da tua alma enquanto esperas, vais precisar de força para pegares em ti mesmo após as muitas quedas que vais dando.
Não olhes assim para mim, já devias saber que a vida é dura e o chão é rijo, e por vezes tem pedras aguçadas, ou espinhos à espera de cravar profundo na carne.
Não procures olhar o céu, não é ele que tem as respostas, e também não sabes voar.
Quando caminhares olha para o chão e vê onde pisas, no céu só se colam os olhos dos sonhadores, e depois o tombo é tão grande que dele nunca ficou memória de castelos feitos nas nuvens.
Deixa-te disso rapaz. Sonhar é para aqueles que não sabem ser objectivos, queres viver a vida com sabor, prova-a enquanto cru.
Não acredites no sussurrar da brisa, também o vento mente, e depois assobia desentendido.
Não penses que consegues tocar na lua, pelo menos a olha-la desse jeito aqui de onde estás sentado, nem tudo é possível de alcançar na vida meu rapaz. Pega antes nessa pedra e desenha o teu percurso e começa a memoriza-lo.
Porque raio estás a fazer desenhos com criaturas imaginárias, assusta-te assim tanto a realidade?
Tu realmente tens umas escolhas esquisitas.
Já te levantaste porquê? Onde vais? Estás assim com tanta pressa em escolher o caminho errado e depois lutar incessantemente para poder voltar atrás? Aviso-te já que é muito complicado voltar atrás, por isso escolhe bem o caminho meu caro amigo.
Olha lá, antes de deixares-me aqui e seguires essa estrada, diz-me lá o teu nome e explica-me porque raio tens assim tanta pressa?
- O meu nome é Destino, e enquanto aqui esperei nunca tive problema em fazer as minhas escolhas, mesmo sabendo que o meu caminho já estava escolhido.
Dá-lhe sentido...
sábado, maio 12, 2007
Não vou parar de te olhar...
Eu sei, nosso amor não vai morrer
Vou pedir aos céus, você aqui comigo
Vou jogar no mar, flores pra te encontrar
Não sei porque você disse adeus
Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus, você aqui comigo
Vou jogar no mar, flores pra te encontrar
You say goodbye, and I say hello
Papas da Língua - Eu Sei
quinta-feira, maio 10, 2007
WATER FOR LIFE
Um espectáculo único a não perder, aconselho a todos que o vejam pois vale a pena.
Passem a mensagem se quiserem por aqueles a quem vos aprouver.
terça-feira, maio 08, 2007
Deixem de ser chatas pah... mais logo...
Do meu ponto de vista as moçoilas não são suficientemente interessantes para ofuscar o irritante que conseguem ter impregnado em si.
segunda-feira, maio 07, 2007
Shhh...estejam calados se faz o favor..
É que a insistência em especular dos média no caso da pequena Madeleine McCann, é bem provável de levar tudo ao mesmo resultado.
Cada vez penso mais que segredo de justiça, ou o segredo na investigação policial, é meramente especulativo quanto à sua real existência.
Adoro que a TVI neste mesmo momento esteja a dar as várias hipóteses de fuga para o raptor através das nossas fronteiras, dão os horários e o roteiro completo, só faltava mesmo um menu para a pausa durante o rapto. Bem dito sejam os meios de comunicação.
No fim de tudo só faltava o raptor mandar uma nota de agradecimento a todos os meios de comunicação em Portugal. Aguardo com curiosidade para ver se daqui a uns minutos dão um programa sobre como torturar as vitimas de rapto.
Vamos mesmo fazer figas para que os raptores não vejam televisão, oiçam rádio, ou leiam jornais.
E devo também ser só eu a pensar que os pais fizeram asneira, porque eu nunca na minha vida deixava os meus filhos com menos de 3 anos de idade sozinhos num quarto.
Lá calha...
Ninguém me convence que não foi a sorte que deu o título ao Velho, o Rapaz e o Burro na Premier League Inglesa.
Ninguém me convence que o PND é alguma coisa para se levar a sério.
Ninguém me convence que eu sou uma pessoa que maioria das vezes não sabe o que diz, e ao fim ao cabo, lá se deixa convencer de algumas coisas.
Enfim...
Ando cansado é isso...
Não é que os bichos metam medo, e nem é apenas por serem sujos e portadores de doenças, uns verdadeiros ratos com asas, simplesmente acho que são animais estúpidos.
No fundo estúpido fiquei eu quando após os dois pombos terem ameaçado abalroar-me eu ter dito "Put* das gaivotas são estúpidas como a m*rda".
Naquele momento consegui ser mais estúpido que a estupidez personificada naquele pobre animal de si símbolo marcante da estupidez.
A todos os pombos com quem já me cruzei, peço desculpa, eu por vezes sou mais estúpido que vocês.
domingo, maio 06, 2007
Compra do mês.
Valeu a pena todos os cêntimos, uma edição memorável.
quarta-feira, maio 02, 2007
Psicologia ilusória...
Alain de Botton -" Ensaios sobre o amor " (1997)
Arquitectura emocional...
Trauma de guerra computorizada.
Que ninguém se lembre de me dar uma Mauser K98k ou uma mais moderna Prickskyttegevär 90.
quinta-feira, abril 26, 2007
Backpacker love.
Decidi não seguir viagem, sem saber em que fim de linha brilha o sol.
Ficarei nesta paragem, encharcado ao frio e vento, num melancólico desalento com apenas com um bilhete na mão.
Porque hei de vaguear sem destino, bater em portas que sei estarem fechadas, prefiro ser doido e contar que chovam chaves, que um raio de sol indique um porto de abrigo.
Todos os caminhos são feitos de terra, em todos eles pedras gastas marcam o trilho de quem se perdeu em busca de uma saída para alguma terra prometida.
Talvez mais dois passos e caio por terra, de cara aberta entre o sol e o chão, pergunto à vida se brincar à guerra, é a melhor maneira, se é solução.
Levanto a cabeça a questionar o céu, e as lágrimas misturam-se com a chuva, cocktail lírico num momento empírico sem qualquer razão.
Não estou triste, estou sozinho, não sou o único a vaguear, perdido num cruzamento não marquei o caminho, agora não tenho por onde voltar.
Só queria um mapa bem demarcado, a rota mágica das sensações, um troço de estrada com um rio ao seu largo, para mergulhar as frustrações.
Daqui a ti é só meia hora, e com vontade menos ficava, mas no entanto foi sem saber onde o teu sentido mora, que ano após ano a vontade passava.
Acho que está na hora de ir embora, deixar a chuva e a magoa para trás, viver passo a passo o caminho incerto, mesmo que seja para sofrer o abrasivo do deserto, em miragem da viagem vou encontrar o oásis certo.
Rasgo o bilhete que tenho na mão, não acho certo ter de ser eu a encontrar solução, deixo em aberto toda a viagem, e não ponho a boleia fora de questão.
Não foi preciso café nem perguntas.
Não te perguntei para quem eram as mensagens naquele bloco prostrado em cima da mesa, se calhar não sendo para mim não as devia ter lido. Erro meu em toma-las como minhas, pequenas mentirinhas de gosto tão raiado.
Não tinham dono, eram desejos soltos à espera de encontrar remetente, e eu tão ingenuamente meti selo e dei morada, para sentimentos que a meu respeito não diziam nada.
Tu não escrevias para mim, tu não escrevias sobre mim, nunca foi intenção ou plano que eu lê-se o que dizias, o que sentias, o que querias tornar realidade no ressuscitar das palavras.
Aquela mensagem não era para mim, nenhuma delas, todas tinham dono, ele era a tua vida, foi ele que a marcou, e ela tinha toda a razão quando dizia que eu era sombra onde só ele era luz.
Falamos por falar, pelo menos tu, e eu já sem certezas do que disse. Nem perto ou ao longe se consigo dominar o que sinto, nem delapidando emoções.
Tenho medo de te mandar pedrinhas ao pensamento, como quem pede para abrir a janela, e eu com medo de entrar por ela, apenas para sair logo pela porta.
Nem me preocupa se entendi tudo mal, entendi o que reparei, percebi o que consegui ver, as palavras não eram para mim, as verdades não eram minhas, e os sentimentos eram todos teus, para teu uso pessoal.
Só te peço uma coisa, quando fizeres a tua casa, mete tabuleta à porta a dizer quem deve entrar, não me quero enganar de novo e pensar que estou a mais em equações de outros lados numa linguagem que só vocês falam.
Adivinha quem voltou ao covil do anjo.
segunda-feira, abril 23, 2007
Desvios mentais...call me Private Mother...
Mais vale pegar no comando da PS2 e ficar calado.
Pêndulo de Venus.
O mistério da vida é o castigo dos que ainda tentam perceber. O meu conselho, vivam-nas simplesmente, custa na mesma, mas custa menos.
Serás...
Sinto-me estúpido por esperar sempre por ti, por não te resistir, por ficar alterado com a tua presença, por ficar extasiado com o teu sorriso, e sempre enternecido com o teu olá.
Sou uma pessoa simples, que te quer pouco a pouco muito, que deseja sentir em ti a minha parte da alegria no teu olhar.
terça-feira, abril 17, 2007
Já tentaram levar-me com piropos de maior classe.
Agora andam a tentar engatar na secção dos frutos secos?
quinta-feira, abril 12, 2007
End of the road.
Saudades ficam também para todos os momentos passados nestas férias, em qualquer hora ou minuto, haverá sempre algo para contar e uma memória para partilhar.
Conheci melhor as pessoas que são os pilares na minha vida, conheci melhor amigos que levarei comigo para todo o sempre, para qualquer lado.
Tive muita pena de não ter ido muito mais gente que tanta falta me fez, tenho pena que tenha sido tão rápido mas as saudades de casa já começavam a apertar.
Para todos os meus amigos, os que acompanharam-me na viagem, e todos aqueles que acompanharam-me em espírito e mente, sendo por várias vezes foram homenageados com brindes, sorrisos e algumas lágrimas, a todos vós apenas quero dizer que são o meu sangue, são o meu ar, são com a minha família, o mais importante da minha vida.
Um muito obrigado a todos, ninguém em especifico e a todos em "especial".
segunda-feira, abril 02, 2007
Boas Férias para todos.
Está para breve a realização do filme Girls Go Wild in Spain.
Talvez não.
Boas férias, boas viagens para todos e até daqui a uns dias e espero que passem muito devagar.
Para bailar la bamba....
sexta-feira, março 30, 2007
Não julguem aqueles que se condenam a si mesmos.
Sinto-me fraco, sinto-me sem fôlego, no meio de tudo por aquilo que estou a passar ainda tenho preocupações estúpidas.
Olho para várias toalhas espalhadas no chão, tento entender o propósito de estarem por ali jogadas de maneira tão pouco aleatória, mas quem as terá colocado à minha volta.
Não consigo pensar, dói-me o corpo, sinto-me fraco. Sinto os braços hirtos como barras de aço banhadas em raiva.
Parece que o ódio consome mais oxigénio que o normal, é como uma chama voraz e descontrolada a roubar toda a vida no meu corpo.
Eu não sou assim, eu não sou esta pessoa, sinto-me vulnerável, sinto-me exposto a mim mesmo, sou alvo dos meus ataques, alvo do meu ódio.
Estou a destruir-me, é a tristeza que me consome, o que quer dizer que sou eu quem a alimenta.
Consegui trair-me depois de tanto tempo simplesmente a enganar-me, a mim e a todos os outros.
Todos os dias a disfarçar as emoções, a tentar misturar-me no meio das pessoas normais, a sorrir com vontade, a rir com gosto, a dizer as verdades na sua forma mais pura sem sequer saber que no meio de tudo isso apenas mentia, a mim e aos outros.
Sou o logro humano, com a sua alma fraudulenta e todos os seus sentimentos eram mentiras, todos menos aqueles que eram escondidos.
E de maneira ardil evitava que fosse revelado o verdadeiro amor, a verdadeira amizade, a mais pura lágrima, ou o mais quente sorriso, tudo o que tinha de bom em mim guardava-o, distribuía o placebo por todos, vendia baratas as emoções criadas por uma mente afogada em medo.
Já não consigo estar em pé, começo a sentir os espasmos no meu corpo, o que é que se passa comigo, tenho medo.
Começo a ter espaços em branco, a perder a noção das coisas, não consigo pensar direito, tenho flashes do que sou, da minha vida, e do que desejo, mas a única imagem fixa és tu, como se fosses um papel de fundo.
É a primeira vez que me vejo ao espelho desde há muito tempo, é a primeira vez que me atrevo a olhar nos olhos, e apenas vejo um mentiroso, uma falsidade crua, à viva força quero ser cego, quero evitar olhar para mim, odeio descobrir o que sou, não quero ser fraco, não me quero render aos mais baixos desejos humanos.
Vejo uma lágrima a cair pelo meu rosto, percorrendo lentamente a minha face, é fria, deve vir do coração.
Pinga do queixo e cai no lavatório como se fosse uma pedra num tambor, o barulho é indescritível ao simples ouvido humano, mas a mim criatura envolta em tristeza que consome e que me tolda o espírito, é igual ao barulho de um corpo morto a cair em cima de uma mesa, um baque surdo e rápido.
Olho para o sitio onde caiu a minha lágrima, no meio de tanto vermelho espesso, parece tinta atirada a uma tela branca e deixada a escorrer, parecem dois pequenos afluentes de um só rio de dor, um rio que antes fervilhava pelo teu amor, pela tua doce existência.
Apercebi-me que já não tenho muito tempo, o corpo começa a não responder e ainda tenho de marcar todo o cliché com um texto a explicar o porquê das minhas acções, só assim vou poder descrever os meus últimos momentos de vida.
Cambaleando e aos encontrões contra as paredes e portas, lá cheguei ao computador.
Despedidas escritas em papel seria demasiado romantismo, e foi o amor que me trouxe até este estado moribundo de alma seca e coração petrificado.
Como explicar ao mundo cientifico que um coração de pedra consegue bombear sangue que flúi e jorra como o fazem os verdadeiros.
Acho de novo incrível o cuidado que tenho em não querer sujar nada em demasia com o meu sangue, são daquelas preocupações imbecis que vêem com a personalidade, é melhor meter papel por baixo do teclado, não quero deixar a mesa marcada com sangue.
Tudo na minha vida é premeditado, apenas escapa aquela grande parte que não controlo que são as falhas dos meus calculismos. Seria de prever que já tinha o blog aberto e pronto para escrever.
Sinto um enorme formigueiro nas mãos e em volta dos pulsos, fiz algo de mal, está a doer mais do que devia, e a dar-me mais tempo do que eu queria.
A minha incompetência espelha-se em todo o lado, só é incrível como por vezes vem a calhar. Foi por um erro de cálculo que consegui ter tempo para escrever tudo isto, e se calhar ter ainda tempo para ler.
Achei por bem descrever os últimos minutos da minha vida.
Nunca pensei ser capaz de chegar a este ponto apenas por não te ter comigo, é assim tão grande o meu desejo e a minha vontade de te ter? Ou será maior o meu desespero por saber que tudo não passa de um sonho impossível?
Nem quando estou prestes a fechar os olhos pela última vez sou capaz de dar uma resposta a uma vida cheia de questões insignificantes do ponto de vista daqueles que não viviam a minha dor e a minha sede por te amar.
Espero conseguir partir e assim fazer com que notes a minha presença neste mundo, para além da simples existência que sempre tive para ti, assim deixo de ser apenas mais uma pessoa com quem te cruzas todos os dias, para ser aquela pessoa que deixaste de ver. E como a pior coisa que conheço da vida é saber do teu sofrimento seja qual for a razão, decidi fazer-te sofrer uma única e derradeira vez, para que posso morrer a odiar-me por isso, e saber que se calhar só com um estúpido esquema trágico, não te fui tão indiferente ao ponto de ser apenas mais uma pessoa na tua vida.
Foi este o caminho que encontrei para ir ter contigo.
Só falta carregar no botão que diz publish e recostar-me na cadeira à espera das ultimas memórias que levo desta vida, e sempre lá no meio a tua cara, com o teu melhor sorriso e o teu mais belo olhar, sinto-me privilegiado por conseguir guardar-te tão real na minha memória.
E assim parto com a certeza que como nunca leste nada do que escrevo, também não irias ler este texto, nem mesmo o teu nome escrito com o sangue numa qualquer folha de papel.
(texto ficcional)
segunda-feira, março 26, 2007
E foi preciso desperdiçar minutos da minha vida para vir cá escrever.
Na RTP1 depois de ver um programa muito fraco dos Gato Fedorento, e finalmente acertaram, fiquei indeciso entre deixar a TV ligada na TVI ou na RTP1.
Como sou uma pessoa sem amigos, e que costuma lidar com a vida de um modo muito solitário, lamento dizer que a TV acaba por ser um dos poucos estímulos sonoros que tenho perto da minha área de trabalho, até porque por vezes farto-me um bocado de ouvir música.
Então já que tinha de ligar a TV, qual seria o bendito canal que iria fazer-me companhia?
Pois bem, na RTP1 estava a começar os Grandes Portugueses a grande finalíssima, sem danças, sem cantos, e sem cuspidores de fogo, pelo menos em sentido literal.
Na TVI, o programa A Bela e o Mestre já estava a dar e a minha irmã bate entusiasticamente à porta para chamar à atenção para algumas calinadas.
Como bom cidadão de uma sociedade urbano depressiva, poder aliar o vislumbre de mulheres com bons dotes físicos, e juntar a isso um chorrilho de impropérios que demarcam a incapacidade intelectual humana, mudei logo para a TVI.
Primeiro porque fui chamado à atenção pela minha irmã que me garantiu ser divertido poder constatar uma data de asneiradas, e essa ideia já tinha sido reforçada no programa dos Gato Fedorento, segundo porque as asneiradas seriam supostamente ditas por mulheres apelidadas de belas, e terceiro porque tinha uma forte ideia que na RTP1 o Salazar podia ganhar alguma coisa sem envolver dança e isso causa-me alguma confusão, embora eu ache que o senhor tem todo o direito.
A verdade é que ouvi mais o programa da TVI do que realmente prestei atenção, e isto porque realmente estava a trabalhar, em segundo lugar porque afinal elas não eram assim tão belas, terceiro porque todo o cenário consegue ferir a vista a qualquer um que não tenha visão monocromática, e para finalizar o apresentador tinha de ser credenciado pela TVI.
Pelo que vi do programa, sendo que ouvi mais do que vi, consigo agora tecer uma panóplia de comentários.
Para começar, as raparigas não me parecem assim tão ignorantes como já me tinham dito, é verdade que têm falhas graves de cultura geral, mas também aposto que 70% da população portuguesa tem o QI naquele especifico plafond, e muitas das perguntas não são de uma simplicidade linear. A título de exemplo uma das partes mostrava dificuldades na realização de operações matemáticas como divisões feitas à mão, verdade seja dita que conheço muita boa gente licenciada, e com grande nível de cultura que também não as sabem fazer.
Quanto aos mestres nada a apontar, o típico cromo, o mais que rotulado geek, uma espécie humana com quem não sou capaz de me associar, embora consiga admitir alguma inveja por serem capazes de gerir melhor a vida que eu, mesmo até quanto ao nível de sociabilidade.
O melhor do programa, e a única coisa de valor é a Iva Domingues, mas mesmo assim já me pareceu melhor do que se mostra naquele programa.
Guardo um especial “ódio” ao apresentador, um pequeno palhaço que se exibe com orgulho como criança hiperactiva com dois pregos cravados num dos lóbulos cerebrais.
Agora é aquela parte em que vou cascar no júri, e que medo e traumas conseguem eles causar num ínfimo espaço de minutos. A Clara Pinto Correia é a porta-estandarte da hipocrisia pseudo-intelectual. Assassina por completo a imagem da mulher, chega mesmo a profanar a minha imagem do que é uma mulher, é uma mistura de druida hippie que se injecta com grandes doses de estupidez e capaz de comer anormalidade às colheres para arrotar pelo ouvido. Tem a mania que é letrada, que é má e com autoridade, que é uma voz do conhecimento e sapiência, quando na verdade é a cara da frustração, insegurança, e falta de amor próprio, porque ninguém anda naquele estado de apanhadora de bolotas.
O Rui Zink seria o único que merecia da minha parte alguma compreensão, mas o tempo adulterou-o, e agora consegue aliar a si uma sibilante idiotice, e uma alarvidade de quem se acha seguro o suficiente do seu estatuto (seja ele qual for) para poder fazer e dizer o que quiser. É um gajo com claro mau gosto, e pensa que ser diferente é que é porreiro, mas não consegue ser diferente, apenas entra naquele grupo de pessoas que não se consegue inovar para o mundo, mas também não quer largar um foco de luz.
A Marisa Cruz, por muito estranho que pareça, ali naquele programa é adorável, muito beneficiada da companhia que por lá tem.
O argentino que não sei bem o nome, suponho que seja Quevedo, é daqueles seres humanos que ainda não apanharam com dois ou três tiros de caçadeira, vá-se lá saber porque razão. Prima por ser estúpido, odioso, malcriado, incoerente, inútil. Na verdade é um perfeito protótipo de incapacidade humana, perfeita inutilidade, um autêntico desperdício de matéria.
Depois de ter chegado a todas estas simples conclusões, gostava muito de saber como recuperar todos aqueles minutos da minha vida? A quem peço indemnização? E que danos podem provocar tamanha alarvidade, a uma impressionável massa encefálica?
No meio disto tudo quase que apetece salvar a Floribella de ser prensada por um comboio.
segunda-feira, março 19, 2007
Feliz Dia do Pai
quarta-feira, março 14, 2007
Com a qualidade Não Querem Ouvir à qual já vos habituamos.
Optei por fazer uma playlist diferente daquela que se encontra no Vícios Perfeitos, onde a música é toda dos anos 90 para a frente, e sempre numa onda rock.
Nesta nova playlist, que mesmo não tendo sida concebida em especial para o blog, tentei manter uma coerência temporal que fosse dos anos 80 e regredindo até aos anos 50.
Neste espaço de 30 anos, temos bandas históricas e as progressões dos seus intervenientes, temos os Cream, e temos Clapton no seu trabalho a solo. Temos Jeff Beck e temos The YardBirds.
Temos o melhor dos clássicos.
Uma verdadeira lista de grandes músicas de fazer inveja a qualquer alinhamento de uma estação de rádio, se estivesse tudo numa colectânea de cd's (não pirateados como é óbvio) digo-vos com sinceridade que era menino para comprar.
Espero que gostem de uma das melhores selecções de música alguma vez feitas, dentro destes parâmetros pelo menos.
quarta-feira, março 07, 2007
Tive um dia mau e acusei-me.
O meu quarto escuro embala-me a tristeza, pequenos feixes de luz rasgam a escuridão de uma alma cada vez mais entregue às sombras de uma esperança defunta.
Nos cantos da boca tenho frases perdidas, afirmações ou declarações menos certas que teria para fazer-te a ti num momento certo, já nem sei ao certo se estava mais perto do que longe de abrir o jogo.
Tento encher a noite com memórias futuras de um sonho precavido do seu final inexistente, foi bom enquanto durou a memória falsa de um desejo real.
Vou preenchendo os espaços vazios de uma noite que nunca foi-me propriamente fiel ou conselheira, nunca tive na figura da noite reflectiva uma grande companheira, não era amiga e digamos que o facto de ser minha conhecida só o era porque não me deixava ignorá-la.
Diria que vivo, embora o mais correcto fosse dizer sobrevivo, evadido de um sonho que tento alcançar, mas com medo que este me alcance e os moldes sejam outros.
Consciente da mais provável verdade, fabriquei nas teias do engano a minha própria verdade, uma verdade piedosa para comigo mesmo, assassinei a sinceridade com dois golpes de esperança, esperança que pudesse enganar-me sem denunciar o meu crime.
Pergunto a todos que se cruzam comigo, quem quer viver a verdade, quem quer a realidade tão perto com sabor árido a deserto de pálida solidão decadente.
Tento fechar-me em mim, nas minhas criações ilusórias de vida, na minha abençoada e ignorante fé de ver o sonho tornar-se em realidade.
Agora olhem para mim, vejam como fujo de tudo isso, como enfrento a vergonha de admitir que sou uma farsa, burlei a minha vida com promessas, trafiquei esperança para cá e para lá, assassinei pervertidamente toda a nobreza de viver na lucidez.
Não sou um oprimido da dor e da desgraça, não sou uma vítima das vicissitudes da vida, não sou um pobre desgraçado que se alimenta de falsas realidades, sou apenas um refugiado em ilusões, sou um renegado da verdade crua.
No meu intimo conheço-me, sei quem sou, consigo traçar o perfil e identificar-me em qualquer situação, mas se cruzar-me comigo mesmo opto por ignorar-me.
Numa timidez envergonhada olho para mim de maneira retrospectiva e abano a cabeça com pesar, que triste ser este que se julga a si mesmo, que aponta as suas fraquezas, que faz pouco da sua falta de sorte.
Que ser vil e desgraçado, que pobre coitado atormentado por si mesmo, que canibal emocional, sozinho…
Estás sozinho a meio do mundo, pareces perdido num ponto de encontro em que tudo se cruza contigo e nada nem ninguém se assume perante os teus olhos.
Apetece-te correr e deixas-te ficar, apetece-te gritar e mordes a língua, queres quebrar o reflexo do modo que o teu ser perplexo enfrenta uma vida que não quer, estás rendido a uma luta que começaste contigo próprio.
Como me arrombam a mente e corrompem o espírito todas estas dúvidas, todo este julgamento sem culpados, eu sei que sou inocente, e foi a minha inocência que me pronunciou, talvez mais que a inocência a própria ingenuidade foi considerada procedência suficiente para não ser absolvido por mim mesmo.
Sou culpado, confesso, fiz-me acreditar que as coisas poderiam ser diferentes se apostasse na esperança, admito que arrisquei, joguei tudo nesse conceito inventado por quem espera sentado pelo aquecer do sol.
Por fim regurgitei os meus pecados, todos os atentados contra mim mesmo, e jurei levar por arrasto todos aqueles que numa cumplicidade ausente formaram toda esta trama para comigo.
Tanto sou eu culpado por obrigar-me a acreditar num sonho, como é culpado aquele que me deixou sonhar, como aquele que não me disse qual era o placebo para o amor, como ainda o outro que se omitiu em fazer-me ver que a estupidez arrastou-me para o fundo.
sábado, março 03, 2007
Para o Carlos uma mensagem de apoio.
Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
de quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
de quem já só por dentro se ilumina
e surpreende
e por fora é
apenas peso de ser tarde.
Como é amargo não poder guardar-te
em chão mais próximo do coração.
Daniel Faria
de Explicação das Árvores e de Outros Animais
1998
Escolhi este poema como forma de homenagear e respeitosamente apresentar os meus pêsames ao Carlos e à sua família pela perda do seu avô.
Em ti Carlos reconheço-te a força para ultrapassar toda a situação, em ti reconheço o respeito para homenageares o teu avô com a tua vida, em ti reconheço a bondade e carácter para com saudade recordar e guardar no fundo de ti a memória de um grande homem, assim como o homem que se já não és, não duvido que o serás.
Um grande abraço e podes contar comigo para o que for preciso.
sexta-feira, março 02, 2007
Rendido entretanto...
O teu sorriso balançado entre carinho e simpatia, deixa me vidrado numa suave melancolia, esse olhar rodeado de brilho e encanto faz me suspirar um outro tanto, pensando como me perdia em todos os teus gestos.
Fascinado vivo eu na tua presença, quase que uma crença, ilusão paladina de um desejo de rompante.
Dás-me tanto na tua simplicidade que até temo um gesto sentidamente dirigido a mim, que ardor não terá na sua abrupta memória.
Fico à espera, dedilhando no joelho, num nervoso corrosivo, perdido, desorientado, entre o impulso do que sinto, e a verdade que não tenho presente em mim.
És desconcertante, e incoerentemente fascinante, és brilho, és sombra de um sonho vivo, és todos os sons e figuras que tomam de assalto a mente, és sinal de fogo em pele ardente.
Quero tocar-te como gelo, sentir-te a queimar-me as mãos, cravar em ti os meus dedos, passar para ti segredos, viver envolto nos teus risos, e fundir-me no teu significado.
És sujeito, e predicado, frase feita para o mal amado, és cliché de arte pura, musa reluzente em luz latente e dura que me queima a vista.
Manda-me calar com os teus dedos nos meus lábios, deixa-me cheirar o teu cabelo, beijar-te o queixo, ser jogado e agarrado por ti, pegar-te ao colo, agarrar-te nos ombros dormir encostado na tua nuca.
Acaricia-me a cara, promete-me conforto, garante a segurança dos teus afagos, salva-me de uma existência sem ti.
Agarra-me e não me largues, não me conduzas mas atrai-me, chama-me ao teu encontro, esconde-te e eu encontro forma de me esconder contigo.
Sopra-me ao pescoço, canta-me uma canção, dorme de mão dada comigo e faz de tudo um deja vu, porque tudo o que viver contigo prefiro que sejam duas vezes.
Repete-te, inventa-te de novo, quero descobrir-te todos os dias, quero saber como te recrias e me constróis a mim pedaço solto de ti.
Leva-me pelo teu caminho guiado pelo teu sorriso, perdido no juízo crente e profundo que saberei ser feliz contigo e mais ninguém.
És tu quem eu escolhi, és tu quem eu quero, agora e sempre até que a boca mente não dizendo o que sente, nunca te largarei a mão nem te negarei um sorriso, porque a ti rendi-me entre tantas outras soluções.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Não me enganes, o meu desejo está certo.
Enganei-me eu com sonhos e ilusões que só um desejo enorme de ti levou-me a criar.
Haverá esperança?
Porque sou descuidado com aquilo que desejo, e se o meu desejo viesse a tornar-se realidade, arcava com as consequências como quem embala a vida de mãos erguidas ao sol.
Vou continuar a sonhar, a desejar, e a querer-te num silêncio aflito.
domingo, fevereiro 25, 2007
Eu não tenho é voz.
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos
Tu estás só e eu mais só estou
Tu que tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta
Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás
Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia
Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada
António Variações - Canção do Engate
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
A partilha do momento.
Aproximei-me devagar, passo a passo, num ritmo embalado pela curiosidade do que estarias a fazer.
De cabelos soltos jogados para o lado, cabeça baixa e pescoço desnudado, ombros desvendados e braços prostrados na tarefa, era assim que te via daquele ângulo, e assim fui-me aproximando sem querer dar de mim.
Estava perto, e apoderou-se de mim uma afasia simplesmente por inalar o teu doce aroma. Com a fala trancada no desejo, fiquei em silêncio e apoderei-me dos teus ombros com as minhas mãos e encostei o meu queixo à tua cabeça e sorri.
Percorri com as mãos a suavidade dos teus braços como mãos que escorregam em cetim, cheirei o teu cabelo, fechei os olhos e esperei aquele arrepio de prazer.
Senti que sorrias em reconhecimento do meu gesto meigo e apaixonado, senti a tua mão a erguer-se em busca do meu rosto. Que carícia mais leve. Gesto simples de agradecimento, gesto simples de carinho, gesto simples de quem procura, espelhado na grandeza a quem recebe.
Beijei-te a mão e agarrei de maneira gentil o teu pescoço, sem dar aviso não resisti à tentação de te beijar o pescoço.
Que vil desenvoltura essa, que castigo de prazer, que vontade chicoteada no momento, como se perdiam os meus lábios no teu pescoço, como romantismo em elegância, como fogo no aço, ardendo e soldando os meus lábios à tua carne.
Fechei-me nos meus sentidos, onde aliei-me aos teus, entrando num puro estado de ataraxia, nada mais aconteceu naquele momento que não um beijo meu em corpo teu.
Soltavas um gemido de baque surdo, o teu corpo soltava-se nas minhas mãos, empurravas-te para trás contra mim, como quem forçava a junção dos corpos num só.
Deixando cair a caneta foste virando-te para mim, prendeste-me com um beijo que fez cativo um suspiro meu.
Senti os teus lábios a morder os meus ao mesmo tempo que os teus dedos percorriam os meus cabelos. Agarrei-te no queixo com o indicador e o polegar, apenas para parar por breves segundos todos aqueles beijos apaixonados, onde me viria a perder segundos mais tarde. Nessa breve pausa olhei para ti e sorri, mostrando a minha felicidade, o meu deleite, vendo a tua felicidade, o teu prazer.
Foram nesses segundos também, que ganhei noção de onde estavam as folhas e a caneta em cima da mesa. E enquanto beijava-mos, a minha mão descia do teu queixo, pelo teu peito, pela tua cintura, até à mesa.
Com uma mão a segurar-te o pescoço e tecendo nos teus cabelos, aproveitei a mão livre para escrever algo numa folha.
Larguei a caneta logo após o último traço. Agarrei-te na cara com as duas mãos enquanto te dava um derradeiro beijo apaixonado.
Vidrado em ti, pedi-te que olhasses para aquela folha.
Depois de olhares, reparei numa lágrima solta no teu rosto, que ia de encontro com um sorriso cadente na tua boca.
Sorri de volta e limpei a tua lágrima com os meus lábios. Pedi-te então que me lesses o que lá tinha escrito.
“A minha paixão por ti são todos estes momentos onde me perco em tudo aquilo que me és.”
Fechaste o caderno, demos as mãos e fomos até a varanda olhar o sol.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Não apontes que é feeeeeiii...ai jesus.
Ainda sem estar sobre o efeito do Olcadil.
Sei que a amizade é uma concepção volátil no seu todo, é alvo de vários entendimentos, e mutações constantes em vários estádios da vida.
Paulatinamente à amizade é acrescentado ou descontado algo, é conceito refém do estojo de química da humanidade e da sua vivência.
Porque a amizade e o seu conceito, pode ser tão diferente de pessoa para pessoa, acredito ter descoberto recentemente algo que me deixou fascinado.
A amizade pode ter um conceito fixo, uma ideia base, uma premissa de partida onde todos podem beber dessa fonte, onde todos podem ver reflexo o que é a amizade.
Esse conceito pilar de amizade encontrei-o nos entendimentos da filosofia, o que é a amizade para a filosofia.
Dizem os filósofos que na amizade encontra-se uma abertura de cada um ao outro como uma espécie de extensão do eu.
Dizia Aristóteles que “a pessoa excelente relaciona-se com o seu amigo da mesma maneira que se relaciona consigo mesma, uma vez que um amigo é outro eu; e, assim, tal como o seu próprio ser é digno de ser escolhido por si, o ser do seu amigo é de igual modo semelhante, digno de ser escolhido por si.”
Já por seu turno, Kant a esta ideia acrescentava os sentimentos quando dizia que apesar de tudo não existe uma importância moral nesses sentimentos, a amizade é um assunto meramente pessoal, que embora exigindo grande parte de virtuosismo, vai contra o requisito universalista do tratamento imparcial para todos, pois um amigo é uma pessoa que é tratada de modo diferente das outras, sendo muitas das vezes imperativo que se dê este primeiro passo para se atingir estágios seguintes de paixão e amor.
No fundo a amizade aparenta ser uma acção racional egoísta, mas que na verdade desta foge. O alargamento do eu feito pela abertura de cada um aos outros, na consumpção de interesses afasta uma ideia de egoísmo, a procura é de um interesse que dando benefícios a nós próprios se irá estender aos outros por inerência do alargamento do eu aos outros, abarcando uma espécie de ser único.
No fundo a amizade é parte de nós que não sendo reflexa nos outros, é parte de nós nos outros e parte dos outros em cada um de nós.
Em suma, um amigo, uma amizade ou várias amizades, não são mais que partes de nós próprios, e demais a mais, partes que sendo nossas devemos amar e preservar em qualquer altura e todo o momento.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Para quem não vê, eu apenas sinto.
Mais uma vez pensava em ti, que martírio, que castigo, que vil e cruel momento de prazer, pensar em ti, só em ti e nada mais.
Um sorrisinho doce que vejo em saudade, um cheiro harmonioso que de ti inala, movimentos traçados em pura beleza, que vaidade esta a minha de te vangloriar como parte dos meus sonhos.
Encostado ao parapeito da minha janela, deito a cabeça sobre os braços e suspiro, um suspiro cansado, gasto e usado em tantas outras vezes com o teu nome.
Escondo os olhos por baixo dos braços, estilhaça-me a alma, pouso o queixo na laje fria, penso em tudo que por ti faria.
Isto não é vida para mim, não é a vida que eu quero, mas é a vida que eu levo por não agarrar o que quero com medo de deixar escapar ao de leve por entre dedos, por fraqueza dos braços, por ilusão da alma, por grandeza do sonho.
Levo as mãos à cara, penso na dor, penso no medo, penso nos passos que vou dando, e quantos deles são um passo atrás, o desespero instala, o desejo aperta, a noite fica calma quando sorrio ao pensar no teu ar encoberto por uma aura tão linda como a tua.
Não acredito na minha satisfação saloia e simplista, e ao mesmo tempo tão apaixonada, tão regrada de mim mesmo, onde vou enunciando tudo o que em ti adoro.
Prendes-me ao de leve com breves laivos de ternura, com suaves momentos que se alongam no meu espírito que absorve-te e catalisa como química necessária para cada dia.
Respiro por mim, suspiro por ti, acordo por mim, sonho por ti, não te tenho e já partilho parte da minha existência contigo como quem se entrega nos braços de um anjo sem asas, um ser terreno digno de ser iluminado de forma especial, e assim enquanto andas para mim, mais anseio que não me passes ao lado.
Depois de pensar tudo isto levantei-me da cadeira e nem me lembrava que era cego.
Dei um passeio pelo parque e perguntei-me como era capaz de criar estes sonhos apenas por penitência de uma incapacidade que nunca foi minha.
Esclarecimento.
Porque muita gente tem vindo a colocar essa questão.
Para o Carlos Barbosa que não é capaz de puxar a barra de navegação para baixo, os últimos post's teem sido do Zica, mas também encontras por ai abaixo post's meus.
Esclarecimentos feitos.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
O rosto e o resto de Eulália.
Na esteira do post anterior do Zica, e é mentira quem disser que lhe ando sempre a cheirar o rabo, a culpa é dele que o põem perfumado, decidi também meter uma foto de quem me presta serviços…de limpeza doméstica.
Esta é uma foto razoavelmente fiel ao aspecto da Sra. Eulália a minha empregada doméstica que cá vem de semana a semana para dar uma mãozinha…na roupa e limpezas.
Ao contrário do Zica eu conheço um pouco melhor aqueles que me são servis, sei que a Sra. Eulália não gosta de esparguete com berbigão, e é fã da novela da noite da TVI.
Ao contrário do Sr. Carlos que o Zica mencionou, a Sra. Eulália não tem um olhar nada esgazeado.
A Sra. Eulália é daquelas mulheres que tem um rosto e o resto muito eterno e pegando em letrinhas da palavra eterno diria que se tirava o primeiro “e” e metia o “n” antes do “r”.
Infelizmente a senhora em questão cobra e bem, e tendo sempre a pagar-lhe um extra pelo bom serviço…doméstico.
O mal afamado Nº5.
Qual a importância do Nº5? Qual o significado do Nº5? Qual a sua relação com o seu antecessor Nº4 e com um possível vindouro Nº6?
Pois bem, o Nº5 como se sabe, encaixou-se entre o Nº4 e o Nº6, assim foi decidido pelos antigos.
Sem o Nº5, entre o Nº4 e o Nº6 não haveria nada mais que a pausa entre o Nº4 e o Nº6, pausa essa a que chamam de Bilhinhékes.
O significado do Nº5 é ainda nos dias de hoje um mistério. O misticismo deve-se muito ao facto das religiões não ligarem muito ao Nº5, ora bem o Nº3 é a conta que Deus fez, o Nº6 repetido 3 vezes é o símbolo do belzebu, os mandamentos eram no Nº10, e não seriam divisíveis. O Nº5 era apenas o número no qual multiplicado por dois teria algo sentido, ou seja só teria significado à custa do Nº2 e em prole de se tornar no Nº10, dez dedos nas mãos, nos pés, só na sua indivisibilidade é que o Nº5 teria sentido, e mesmo assim muita da doutrina prefere não proceder desse modo arcaico.
No fundo o Nº5 é um elo perdido, mas ao mesmo tempo pode ser um desobstrutor de consciências, pode ser um desinibidor a vários níveis, ou pode ser a quantidade de gramas de ópio que acabei de consumir à 5 minutos atrás.


