A passar a quadra natalícia na terra, achei por bem, e de maneira a obrigar-me a escrever qualquer coisinha, relatar para vosso divertimento como vai correndo os dias desta época festiva numa casa cheia de gente como é a minha. Chamo à atenção para o facto de este ano voltar a tradição de existir uma mesa só para as bebidas ao pé da mesa de jantar. Reforço a ideia ao dizer que é uma mesa, e não um carrinho de bebidas, uma mesa a sério e com espaço para albergar uns quantos licores e bebidas suaves, assim como um bom brandy e conhaque, um whisky e bons vinhos. Eu orgulho-me de ter adicionado à mesa a Ginja de Óbidos.
Claro que se houver por alguma altura escassez como no tempo da Lei Seca nos EUA, temos sempre o bar na cave, e as infinitas reservas.
Para quem me lê quero deixar claro que isto não é uma casa de ébrios degenerados, que passam o Natal cada um agarrado ao seu copo numa mão e garrafa na outra. Para pura verdade maioria bebe como verdadeiros monges, só para provar e de modo recreativo, talvez só eu e mais alguma companhia, é que tornamos o álcool num elixir de boa disposição, eliminando o stress e dando largas à boa disposição e à piadinha rápida e rasteira que consegue deixar todos bem dispostos.
A partir de amanhã venho cá deixar pequenos relatos do que se vai passando no dia a dia cá em casa, existe sempre algum momento engraçado para contar, e todos vós gosta um pouco de vida alheia. Misturem uma escrita em que se junte a narrativa de um Sexo e a Cidade, com um pouco da mestria de um Homero e de certeza que encontram algo que vos interesse. No mínimo que achem graça, e sempre é algo diferente, uma novidade, expor-vos a vós agraciados leitores com o meu lado mais pessoal, com o meu dia a dia, com a louca viagem que é viver na época natalícia, numa casa cheia de gente.
Mais novidades e surpresas aguardam-se, e não deixem de passar por aqui e escrever nos comentários as vossas experiências e partilhar os vossos momentos do dia a dia.
Um Feliz e Santo Natal para todos vós, não deixem de experimentar os licores e ganhar novos humores.
sábado, dezembro 22, 2007
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Previsão do tempo em Lisboa para os próximos dias.
Amanhã teremos em Lisboa neblina durante a tarde, máximas a rondar os 17ºc, e mínimas a baixar para os 12ºc. Uma humidade a rondar os 95%, e com pouca possibilidade para aguaceiros.
Durante o resto da semana até domingo dia 9, teremos uma ligeira subida da temperatura máxima até aos 19ºc acompanhada de uma descida durante a próxima semana da temperatura mínima a rondar os 11ºc. Teremos nestes próximos dias o céu nublado, com a humidade sempre na casa dos 90%, não estando prevista a ocorrência de aguaceiros.
Durante a próxima semana deverão manter-se as temperaturas entre os 18ºc de máxima e os 11ºc de mínima. Teremos uma humidade sempre por volta dos 90%, com a neblina a alternar entre as manhãs e as tardes, voltando a partir de quarta-feira dia 12 ao céu nublado e encoberto, embora sem grande previsibilidade de aguaceiros.
Durante o resto da semana até domingo dia 9, teremos uma ligeira subida da temperatura máxima até aos 19ºc acompanhada de uma descida durante a próxima semana da temperatura mínima a rondar os 11ºc. Teremos nestes próximos dias o céu nublado, com a humidade sempre na casa dos 90%, não estando prevista a ocorrência de aguaceiros.
Durante a próxima semana deverão manter-se as temperaturas entre os 18ºc de máxima e os 11ºc de mínima. Teremos uma humidade sempre por volta dos 90%, com a neblina a alternar entre as manhãs e as tardes, voltando a partir de quarta-feira dia 12 ao céu nublado e encoberto, embora sem grande previsibilidade de aguaceiros.
Tornei a fazê-lo.
Achei piada ao facto que acabou de ocorrer. Depois de ter escrito dois ou três posts sem grande nexo, ou completamente fora de qualquer contexto normal, e que para todas as pessoas será difícil compreender o porquê do que escrevi, se mesmo eu não entendo, disse a alguém que não entendia metade do que a outra pessoa escrevia no MSN.
Frases cortadas a meio, palavras desencontradas, desencaixados os termos, os sentidos, o sujeito o predicado e o verbo. Um conjunto de palavras debitadas num código Morse incapacitado, de difícil compreensão, e com uma lógica coberta em mistério, ou talvez nem existente.
Acusei a outra pessoa de ser como eu. E com este post consegui outra vez repetir uma existência sem sentido.
Frases cortadas a meio, palavras desencontradas, desencaixados os termos, os sentidos, o sujeito o predicado e o verbo. Um conjunto de palavras debitadas num código Morse incapacitado, de difícil compreensão, e com uma lógica coberta em mistério, ou talvez nem existente.
Acusei a outra pessoa de ser como eu. E com este post consegui outra vez repetir uma existência sem sentido.
Sem motivo para tal.
Deixei crescer a barba porque pensei que me daria um ar mais velho. Por vezes penso que me deu um ar mais acabado, gasto pela vida, pelo tempo. Sinto-me mais confortável ao eliminar uma data de expectativas. Pareço mais introspectivo, mais recluso de uma vida fechada em copas.
Pareço porque talvez seja essa a minha vida.
Deixei crescer a barba por completo, para variar, ou por comodidade, ou por estar farto de meios termos, talvez tenha sido isso. Sinceramente não sei, nem interessa muito, ou talvez interesse tanto como um poema em que o poeta descreve a articulação da sua mão que labuta na escrita frenética e descontrolada massacrando o papel.
Nem sei porque motivo é que mencionei a minha barba. Talvez a devesse ter feito hoje, mas achei que merecia mais uns dias, até ao extremo ponto de sentir necessidade de a fazer, de mudar, de iniciar um novo rumo capilar.
Por vezes a vida é tão chata, com coisas tão aborrecidas e maçadoras, e embora seja de um desinteresse incomensurável, quase todos os pequenos momentos de tempo e espaço que temos na vida, podem ser narrados.
Ironia para quem escreve, e para quem lê, tanto ou mais para quem vive sem saber o quê.
Pareço porque talvez seja essa a minha vida.
Deixei crescer a barba por completo, para variar, ou por comodidade, ou por estar farto de meios termos, talvez tenha sido isso. Sinceramente não sei, nem interessa muito, ou talvez interesse tanto como um poema em que o poeta descreve a articulação da sua mão que labuta na escrita frenética e descontrolada massacrando o papel.
Nem sei porque motivo é que mencionei a minha barba. Talvez a devesse ter feito hoje, mas achei que merecia mais uns dias, até ao extremo ponto de sentir necessidade de a fazer, de mudar, de iniciar um novo rumo capilar.
Por vezes a vida é tão chata, com coisas tão aborrecidas e maçadoras, e embora seja de um desinteresse incomensurável, quase todos os pequenos momentos de tempo e espaço que temos na vida, podem ser narrados.
Ironia para quem escreve, e para quem lê, tanto ou mais para quem vive sem saber o quê.
Sequioso...
A água estava suja, e eu tinha sede. Bebi a água suja e culpei a imundice da minha sede.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
O vazio da ansiedade.
Acho que sempre tive problemas de ansiedade. Pelo menos desde os 12 anos de idade, altura em que comecei a entender o que era a ansiedade, como funcionava, e que sentimento e sintomas eram aqueles.
Mais do que um sentimento, a ansiedade é um estado físico/psicológico, e muito raramente com algum contorno benéfico. Pelo menos tenho a ideia que toda a ansiedade é má, é dispensável, e no entanto constante nos dias de hoje, aliada ao stress, à necessidade de resultados e satisfações pessoais, assim como sociais.
Voltando aos 12 anos, e às primeiras vezes que senti o que era a ansiedade, lembro-me que por essa altura, o expoente máximo da ansiedade era quase sempre relacionada com a vinda dos meus irmãos a casa enquanto estudavam na faculdade. Depois de meses sem os ver, saber que chegavam naquele dia, a que horas, será que os ia buscar ao aeroporto? E quando haviam atrasos dos aviões ficava sempre chateado por estarem a adiar um momento que para mim era importante, principalmente na época natalícia.
Hoje em dia experimento o outro lado, fico ansioso por voltar a casa, poder estar com a minha família, e que saudades de viver o Natal com a casa cheia de gente.
Apesar de ser uma pessoa relativamente solitária, não no sentido em que se presume que tenha ocorrido um fracasso a nível social, sou uma pessoa que passa muito tempo sozinha apenas por feitio próprio, desde criança tenho os meus momentos de imaginação e criação numa constante necessidade de viver esses momentos, sou completamente dependente da minha família e amigos.
Este ano talvez mais que os anos passados, também por ter menos tempo com os amigos, sinto uma grande ansiedade de ir a casa e desfrutar do Natal em família, de encontrar um sítio onde esteja confortável, onde me sinta mais completo.
Tenho muitas saudades dos meus amigos, do convívio mais permanente e constante, eram eles que me faziam ganhar o dia. Hoje em dia andamos todos mais ocupados, mais distantes, talvez por isso esta vontade tão grande de voltar a casa para a família.
Gosto deste sentimento, de quem volta a viver o Natal como uma criança. A ansiedade aperta, desta vez não pelas prendas, mas pelos convívios na cozinha enquanto a mãe cozinha, pelas brincadeiras com os sobrinhos, pelas palhaçadas e risos que se trocam constantemente dentro daquela casa, pelo carinho e afecto que se sente a toda a hora. É saber que existe uma atenção constante entre as pessoas, uma preocupação latente com a felicidade e bem estar de todos.
O meu irmão põem música a tocar, o meu irmão mais velho e a minha irmã ajudam na cozinha, o meu pai trata de requintar a mesa e servir aperitivos a toda a gente, a minha avó e irmã mais nova olham pelos meus sobrinhos, é um pouco de tudo isso. Uma película cinematográfica repetida todos os anos, um ano com mais protagonistas, outro com menos, mas sempre aquela eterna magia, a magia daqueles sorrisos, dos pequenos gestos, a felicidade de nos completarmos todos uns aos outros.
A parte má de tudo isto é a ansiedade, é o tempo que passa devagar, é o tempo que me afasta de toda esta felicidade. É o facto de ficar triste com a espera, ser consumido pelo tempo e de logo cuspido para a realidade, para as tarefas rotineiras, para os dias sem sentido.
Mais do que um sentimento, a ansiedade é um estado físico/psicológico, e muito raramente com algum contorno benéfico. Pelo menos tenho a ideia que toda a ansiedade é má, é dispensável, e no entanto constante nos dias de hoje, aliada ao stress, à necessidade de resultados e satisfações pessoais, assim como sociais.
Voltando aos 12 anos, e às primeiras vezes que senti o que era a ansiedade, lembro-me que por essa altura, o expoente máximo da ansiedade era quase sempre relacionada com a vinda dos meus irmãos a casa enquanto estudavam na faculdade. Depois de meses sem os ver, saber que chegavam naquele dia, a que horas, será que os ia buscar ao aeroporto? E quando haviam atrasos dos aviões ficava sempre chateado por estarem a adiar um momento que para mim era importante, principalmente na época natalícia.
Hoje em dia experimento o outro lado, fico ansioso por voltar a casa, poder estar com a minha família, e que saudades de viver o Natal com a casa cheia de gente.
Apesar de ser uma pessoa relativamente solitária, não no sentido em que se presume que tenha ocorrido um fracasso a nível social, sou uma pessoa que passa muito tempo sozinha apenas por feitio próprio, desde criança tenho os meus momentos de imaginação e criação numa constante necessidade de viver esses momentos, sou completamente dependente da minha família e amigos.
Este ano talvez mais que os anos passados, também por ter menos tempo com os amigos, sinto uma grande ansiedade de ir a casa e desfrutar do Natal em família, de encontrar um sítio onde esteja confortável, onde me sinta mais completo.
Tenho muitas saudades dos meus amigos, do convívio mais permanente e constante, eram eles que me faziam ganhar o dia. Hoje em dia andamos todos mais ocupados, mais distantes, talvez por isso esta vontade tão grande de voltar a casa para a família.
Gosto deste sentimento, de quem volta a viver o Natal como uma criança. A ansiedade aperta, desta vez não pelas prendas, mas pelos convívios na cozinha enquanto a mãe cozinha, pelas brincadeiras com os sobrinhos, pelas palhaçadas e risos que se trocam constantemente dentro daquela casa, pelo carinho e afecto que se sente a toda a hora. É saber que existe uma atenção constante entre as pessoas, uma preocupação latente com a felicidade e bem estar de todos.
O meu irmão põem música a tocar, o meu irmão mais velho e a minha irmã ajudam na cozinha, o meu pai trata de requintar a mesa e servir aperitivos a toda a gente, a minha avó e irmã mais nova olham pelos meus sobrinhos, é um pouco de tudo isso. Uma película cinematográfica repetida todos os anos, um ano com mais protagonistas, outro com menos, mas sempre aquela eterna magia, a magia daqueles sorrisos, dos pequenos gestos, a felicidade de nos completarmos todos uns aos outros.
A parte má de tudo isto é a ansiedade, é o tempo que passa devagar, é o tempo que me afasta de toda esta felicidade. É o facto de ficar triste com a espera, ser consumido pelo tempo e de logo cuspido para a realidade, para as tarefas rotineiras, para os dias sem sentido.
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