segunda-feira, dezembro 29, 2008

Finalmente respondi...principalmente para ti Ju.

De acordo com o desafio do Miguel e da Ju, venho por fim responder a este desafio, principalmente à Ju que tanta vez mo pediu para fazer, e eu falhei.

Foto - Não há por agora

Escolher uma banda foi difícil, muito difícil, mas ultimamente tenho andado apanhado por uma em particular, pode não ser a minha favorita, mas nestes últimos dois ou três anos, tem andado sempre comigo para todo o lado, no mp3 ou na cabeça.
De tantos nomes como Muse ou Audioslave, e outras tantas, escolhi Death Cab for Cutie.

Vamos lá responder ponderadamente a cada pergunta.

Perguntas:

1. És homem ou mulher?
This Charming Man

2. Descreve-te.
Champagne From A Paper Cup

3. O que as pessoas acham de ti?
We Laugh Indoors

4. Como descreves o teu último relacionamento?
Your Heart Is An Empty Room

5. Descreve o estado actual da tua relação.
Soul Meets Body

6. Onde querias estar agora?
Your New Twin Sized Bed

7. O que pensas a respeito do amor?
Different Names For The Same Thing

8. Como é a tua vida?
A Movie Script Ending

9. O que pedirias se tivesses só um desejo?
Stability/All Is Full Of Love

10. Escreve uma frase sábia.
Someday You Will Be Loved

E cá está respondido o desafio, depois tenho de pensar a quem o lanço, mas eu hei de me lembrar de alguém, muito provavelmente a todos os que tenham um blog e venham cá ler.

sábado, dezembro 27, 2008

Cada mensagem corresponde a uma acção desejada.

A distância aumenta mas o teu efeito em mim adensa-se. Estás um pouco mais longe, mas cada vez mais sinto-te em mim.
Sei que custa, sei que doí, mas sofro a sorrir, por te dizer minha, por ter-me como teu, como é da primavera a andorinha, ou ser suspiro em beijo de quem o deu.
Muitas palavras e outros tantos olhares, pequenos toques, simples promessas que se vão cumprindo com a força de quem gosta, e esperança movida ao calor da paixão.
Talvez seja tudo tão claro, só desta vez, porque tudo parece tão certo, mesmo com as dificuldades que se interpõem, parece tudo tão certo, tão claro, não te vou largar.
Posso ter desistido de muitas coisas na vida, posso não ter tentado o suficiente, mas quando o coração manda e a cabeça acena, só nos resta sorrir e lutar pelo que se quer, pelo que nos parece tão certo, tão óbvio.
São mensagens que te deixo, de esperança, carinho e paixão. Se lhes queres atribuir uma acção correspondente, encara esta mensagem como se te estivesse a dar a mão e segura-la com força e segurança, com a certeza de não te querer largar.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

A testar a prenda de Natal

Primeiro post a partir da minha prenda de Natal. Aproveito para desejar todos um Feliz Natal com muitos doces, prendas e momentos de alegria. Gostava que aqueles que visitam este blog, deixassem um comentário a dizer como foi o seu Natal e como foram as suas prendinhas.

Deixo aqui as especificações da minha prenda e pergunto ao Zica quando é que ele me arranja o Crysis, e se ele acha que este portátil dá para jogar tais delícias de jogos.

Processador: Intel Core2 Duo T9400 (2x 2.53GHz) com Tecnologia Intel VT (FSB: 1066MHz)
Cache: 6MB L2
Memória: 4GB DDR2
Disco rígido: 320GB SATA (5400rpm)
Drives: Gravador DVD±RW
Ecran: TFT 15.4" WXGA (1280x800)
Placa Gráfica: nVIDIA GeForce 9650M GT
Memória Placa Gráfica: 1GB TurboCache
Interfaces: USB 2.0
1x i.LINK (Firewire)
1x HDMI
1x eSATA
Comunicações: Wireless LAN 802.11 Draft-N
Rede 10/100/1000
Sistema Operativo: Windows Vista Home Premium Português
Expansibilidade: 2x slots de memória (0 disponíveis)
Peso: 2.95 Kg
Garantia: 2 Anos

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Para os que trabalham nestes dias.


Não vale a pena ceder à tentação.

sábado, dezembro 20, 2008

Receita para o Natal - Bolo de Mel



Ingredientes:

* 2,5 kg de farinha ;
* 1 kg de açúcar ;
* 750 g de banha ;
* 500 g de manteiga ;
* 25 g de erva doce ;
* 50 g de canela ;
* 12 g de cravinho-da-índia ;
* 12 g de cravo-de-acha ;
* 1 colher de chá de mistura de especiarias ;
* 2 kg de nozes (com a casca) ;
* 250 g de miolo de amêndoa ;
* 50 g de cidrão ;
* 5 colheres de sopa de bicarbonato de sódio ;
* 250 g de pão de massa ;
* 1,8 litro de mel de cana (cerca de 2 garrafas e meia de melaço) ;
* 1 cálice de vinho da Madeira ;
* 4 laranjas

Confecção:

Na véspera do dia em que se vai preparar o bolo, compra-se o pão em massa no padeiro ou prepara-se o fermento com 250 g de farinha, 1 dl de água tépida e 10 g de fermento de padeiro. Envolve-se o pão (ou o fermento) num guardanapo depois de passado por farinha e deixa-se ficar em sítio quente de um dia para o outro.
No dia seguinte, peneiram-se as especiarias previamente pisadas; cortam-se as amêndoas, as nozes e o cidrão em bocados; dissolve-se o bicarbonato no vinho da Madeira; derretem-se as gorduras no mel quente; raspa-se a casca das laranjas e espreme-se o sumo.
Peneira-se a farinha e o açúcar para dentro de um alguidar grande, faz-se uma cova ao meio e deita-se aí a massa de fermento; depois vai-se «apagando» o fermento com a farinha, amassando. Quando a farinha e o fermento estiverem bem misturados, começa-se a juntar o mel apenas morno (juntamente com as gorduras) e vai-se amassando.
Depois de se ter adicionado todo o mel, juntam-se os frutos preparados, o vinho da Madeira com o bicarbonato, o sumo e a raspa das laranjas e as especiarias. Amassa-se até a massa se desprender do alguidar. Abafa-se com um pano e um cobertor e deixa-se levedar em sítio morno, a uma temperatura sempre igual, durante 3 a 4 dias. Depois divide-se a massa em porções de 250, 500 ou 750 g conforme o tamanho dos bolos. Deitam-se estas porções de massa em formas redondas, direitas e baixas e muito bem untadas e leva-se a cozer em forno bem quente, depois de se ter enfeitado a superfície com meias nozes, ou amêndoas ou bocados de cidrão.
Querendo, pode-se reduzir a quantidade de nozes ou de outros ingredientes caros; nesse caso aumentam-se as especiarias dando lugar a outro tipo de bolo, o bolo podre. Os primeiros são mais saborosos e os segundos mais apimentados. Depois de cozidos e frios, embrulham-se em papel vegetal ou celofane e guardam-se em caixas. Estes bolos podem conservar-se durante um ano inteiro.

Mandava a tradição, que ainda hoje vigora nalguns casos, que o bolo de mel fosse preparado no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, para estar bom no Natal, festa de que este bolo faz parte integrante. É neste dia, 8 de Dezembro, que começam os preparativos para a festa (Natal), e se partem os últimos bolos que restaram da fornada do ano anterior. Por estes motivos é dia de grande azáfama e alegria.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Gangue juvenil das barretas natalícias.


Espírito natalício do meu sobrinho, quem não é capaz de sorrir com uma carinha destas.

E a T-shirt a dizer "Mékié Pai Natal". É bom que as prendinhas sejam boas, ou o Diogo fica chateado.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Amar a dor, esquecer a sede.

A dor da perda em nada se compara com o eternamente perseguir o alcançável. Perder magoa e segue o seu caminho, estar sempre a um passo de distância destrói-nos por dentro, sem cura ou alento, puro desgosto e eterno sofrimento.
Entre rastejar para chegar a algum lado, e eternamente pairar suspenso em sonhos e meias palavras, que se me esfole a pele e a carne, não deixarei a miséria pendente sob pretexto de uma hipotética felicidade.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Dicas para o Natal.


Se um dia me ouvirem dizer que não ligo nenhuma a modas, então estou provavelmente a fazer-me de esperto, porque apesar de não seguir muito as tendências, gosto de estar actualizado e conhecedor do que me rodeia.

A última moda nestes dois ou três anos, são as prendas gadget. No fundo o que são estes gadget? Nada mais que brinquedos tecnológicos para adultos.
São os brinquedos da nova era, e normalmente com uma função mais destinada a adultos, embora muitos sejam a cara chapada das crianças, como por exemplo a parte dos brinquedos rádio controlados.

É verdade, tenho andado sempre em volta destes sites, e tenho descoberto um monte de coisas engraçadas, e embora sejam quase como brinquedos, são úteis e funcionais.
Encontrei um site, talvez dos melhorzinhos disponíveis, em que de certeza todos encontram algo que gostem, e alguma coisa para aqueles de quem gostam.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Met you in the stars.

"The story how i met you
By looking into the starts"


I wanna be a spaceman
And walk over the moon
See you sleeping in the stars
And soon

I wanna see the sun on your face
While I walk you throughout space
See you smiling like a star
And then

Take you down to the milky way
Sing you a lovely lullaby
Asking you to stay
And just watch me fly

I wanna be a spaceman
And be wondering around
Without setting on the ground
And somehow

I wanna be your safe place
And contemplate your eyes
Worship your own grace
And cry

Just want to be happy
And bring it to you
With a goofy smile
I want you happy too

I wanna be held on the night
Taking you dancing on the sky
See how great and might
Could be your love

domingo, dezembro 07, 2008

KO contra o chico espertismo.

Show-off Gets Knocked the F*ck Out


Pondo de lado o facto de ser um vídeo violento, este mesmo ilustra perfeitamente o que acontece aos gabarolas chico-espertos.
Podem julgar-me como quiserem, mas o vídeo dá alguma satisfação se no lugar do exibicionista colocarmos mentalmente a cara de todos aqueles que no dia a dia se armam em bons, e depois se ferram.

No mínimo podem tirar um apontamento filosófico deste exemplo.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Infected Mushroom para aqueles já ouviram falar de Prodigy



Para aqueles que gostavam de Prodigy ou de Scooter, e todas as bandas semelhantes por ali à volta, estes dias fiquei a saber que Infected Mushroom vai lançar um novo álbum agora em Janeiro, sendo que parte do disco explora uma nova faceta da banda, mais virada para o rock e abandonando um pouco aquele ritmo entre o trance e o dance music.

Para quem não conhecia os Infected Mushroom, muitos não vão gostar de certeza, se não eram bons fãs de Prodigy ou de Scooter. Se não sabem quem são os Prodigy ou Scooter, então nem vale a pena tentar acho eu.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

De mim para vocês um pouco da minha insanidade.

Todos temos um lado criativo. Faz parte do seccionamento do nosso cérebro, da nossa condição enquanto humanos, ou por vezes apenas como animais racionais, embora muitos anormais, todos têm essa capacidade de criar, inventar, imaginar qualquer coisa.
Muita gente diz que eu tenho um lado criativo bastante activo, dinâmico e com qualidade, em gíria de tunning potente como o caraças. Outros dizem que tenho um bom cabelo.
Seja como for, eu tenho a plena noção que a minha criatividade tem várias faces, diria mesmo rostos humanos com expressões diferentes, como se uma disforme bola de espelhos estivesse pejada de bocas, olhos, narizes, maçãs do rosto, e esqueçam as orelhas porque não ficavam muito apresentável numa bola de espelhos.
Cada rosto, cada face, exemplifica um estado de espírito, um colorido da alma, um lado puro e branco, um lado negro, um lado vermelho apaixonado, um lado azul sonhador, por ai fora. Neste blog por exemplo, a minha criatividade expressa uma face laranja, de sorriso sereno e cara normal, o que representa o meu lado mundano. Não diria que o que mostro aqui sou eu mesmo, até diria que neste blog mostro muitas faces, mas ultimamente tem sido um lado mais natural de quem sou.
Com a imposição vem a necessidade, e como outros lados da minha criatividade e personalidade por vezes se impõem em estar presentes, ou fazem birra até, decidi juntamente com uma amiga criar um blog. Sim um outro blog, mais um, e desta vez acabo mesmo por escrever nele.
Se tiverem curiosidade de observar um lado mais negro da minha criatividade, passem pelo Memórias Boémias e espreitem, deixem um comentário, até podem dizer "Eh ca freak".
É um convite que vos faço, um bocado de mim que vos ofereço.

De um pé para outro, de pensamento para divagação.

Eu devo andar a perder um monte de coisas. Sinais, gestos, percepções simples, equações humanas que se dispersam da minha atenção.
Acho que ando alheio do mundo, adormecido por dentro, mesmo quando ando lá fora.
Quando nos deixamos perder em sonhos, pensamentos distantes, verdades aldrabadas num embalar constante para enganar o pobre senso, aquele mais vulgar que todos temos, ficamos presos numa teia pardacenta, com cheiro bafiento e sabor acre.
Tenho saudades de pensar que um dia poderia fazer um programa de rádio com os meus amigos, ou que poderia tirar fotos em Brisbane. Hoje em dia sonho com coisas bem mais simples, quase como um objectivo atingível. Será que o meu corpo desenvolveu alguma técnica auto-imune em relação a desilusões?

domingo, novembro 30, 2008

Reformulando.

Existe sequer algum espírito por aqui? Porque viva alma posso garantir que não dei conta. E depois ainda dizem que costumam ler. Simpatia forçada.

sábado, novembro 29, 2008

Já existe alguém com espírito natalício?

Juro que não consigo sentir o espírito natalício antes dos dias 20 e qualquer coisa de Dezembro. Não consigo sentir o espírito natalício sem estar com a família, mas mesmo assim, acho que é de mim mesmo, nunca fui muito amigo do Natal, sempre fui um fã da família, seja com Natal ou sem Natal.

Este ano quero dar uma volta para ver as luzes e tirar fotos.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Jorge Tadeu o Clooney de outros tempos.



Não sei se alguém se lembra disto nos nossos tempos de miúdos. O grande Jorge Tadeu e a sua mija que fazia crescer a árvore e que saciava o desejo das mulheres. Pois é já lá vai tanto tempo.

terça-feira, novembro 25, 2008

Carta para o Pai Natal.

Ficam aqui as minhas dicas para prendas de Natal. Paizinho presta atenção.

Asus G71V-7T032G

Clevo M570Tu 9800 GTX

Alienware CrossFire X-Enabled M17

Asus M50VN-AS024C

LG S510-X.CP20P

Para a consulta de alguns dos modelos mencionados.
http://webservinfor.com/php/index.php

São só ideias, ou para ser mais sincero, são só pequenos sonhos, afinal de contas estamos em tempo de crise.

Para facilitar deixo ainda em aberto qualquer opção com um processador acima dos 2,0Ghz, Memória Ram por volta dos 3GB, e placa gráfica razoável por volta dos 512Mb vídeo DDR3.

Coisas Simples

Acho que só os loucos não se esforçam intelectualmente para criar, parece algo inato, simples e muitas das vezes belo.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Primeiro review da minha vida a uma Telenovela.

Pela primeira vez na vida, estive atento ao primeiro episódio de uma telenovela, o mais fantástico é que de todas as novelas e séries do género, a primeira novela que vejo o episódio de estreia, calhou de ser portuguesa.
De nome Flor do Mar, esta novela da TVI, pois além de ser produção portuguesa, é da TVI, tem como pano de fundo uma história passada na Ilha da Madeira, e sendo eu natural de tal cantinho do paraíso, fiquei com curiosidade para ver algumas das paisagens e locais que tão bem conheço, e sítios onde já estive ou por onde costumo andar.
Pelo que vi até agora na novela, a Madeira é um local que parece saido do mundo do fantástico, cheio de coisas lindas, outras estranhas, e muitos fenómenos, mais do que se tinha conhecimento, e isto é importante, que além do Cristiano Ronaldo e este vosso escriba, a Ilha da Madeira é um sítio recheado de fenómenos interessantes.
Em primeiro lugar, para aqueles que estiveram a visionar a telenovela, quero deixar claro que a parte do assalto ao supermercado era passado na África do Sul, não fossem pensar que na Madeira só se falava inglês por todo o lado, além de que o inglês na Madeira é muito melhor.
Depois na parte em que morre o casal que vivia numa casinha de santana no meio das bananeiras, enquanto ocorria uma grande festarola em São Vicente, por meio de um incêndio com uma explosão, é preciso esclarecer umas coisinhas. Primeiro a lenha a arder não era das bananeiras, porque as bananeiras não ardem assim, mas essa foi a única falha, porque de resto estava impecável. A casa começa a arder e depois explode e começa a disparar foguetes para todo o lado. Quero deixar bem claro que é de lei, e não só tradição, ter um paiol debaixo da cama. Eu na minha casa tenho um paiol e uma fábrica de tanques, assim como duas unidades industriais farmacêuticas e mesmo ao canto uma fábrica de molas para a roupa. Como é muito claro isto é de lei, não ter um paiol debaixo da cama cheio de pólvora e foguetes para rebentar quando mandam um tronco contra a casa. Depois quando se dá a explosão, também é típico da ilha, dar aquele voo à Matrix com o impacto da onde de choque provocado pela explosão. O nosso corpo voa em fast forward e os nossos braços vão no ar como quem tivesse a nadar os 200 bruços em 4 segundos. Até aqui tudo feito ao pormenor.
Outro ponto giro foi o facto de dar a imagem que na Madeira é normal as pessoas terem terras de cultivo, como se fossem extensas porções de terreno ao estilo dos ranchos brasileiros, mas Deus nos livre de cultivar outra porcaria que não bananas, quem olha para aquela novela fica com a ideia que além de sermos senhores feudais com extensas terras no nosso domínio, só se planta bananeira desde a serra até ao mar. Ficou de apontar que muitas das vezes as bananeiras plantadas mesmo quase dentro do mar, em vez de dar banana, dá camarão após abrir a casca.
Outro ritual mais que comum é confrontos tensos e pessoais no meio das bananeiras, sendo que a indumentária mais comum o traje todo preto. O que ninguém sabe é que normalmente de noite, no meio das bananeiras com tudo escuro e todos vestidos de preto, é um mau local para encontros, mas se forem tímidos é perfeito, se for para andar ao murro é um bocado foleiro. Depois nessa cena um dos protagonistas apanha um tiro do nada, sem carro a chiar, o que indica que não foi drive by, algo complicado de fazer no meio de um vasto bananal, não se viu mais ninguém por ali, nem som, nem preocupação com mais nada, e a polícia chegou na hora, que isto com a segurança não se brinca e a polícia está mesmo ali na esquina mesmo que seja em propriedades agrícolas isoladas como o caraças, mal se ouve um tiro, aparece a polícia, e eles sabem bem distinguir quando é fogo de artifício ou uns tiros para o ar, de quando é um tiro a sério para aleijar. Apesar de todo o aparato com a segurança, rápida e eficiente, lamento informar que sendo o tiro dado de parte incerta, no meio de nenhures, o mais provável é ter sido bala perdida. Pois é temos a polícia com a resposta mais rápida em todo o mundo mas ao mesmo tempo temos balas perdidas, e em zonas agrícolas, nem é problema urbano, imaginem como é no meio das cidades.
Depois não fui capaz de prestar muita atenção ao resto da novela, e julgo que acabou por ali.
No fim, resultado positivo para o retrato de uma Madeira moderna, com problemas modernos, mas um retrato fidedigno dos nossos costumes e hábitos, os maneirismos de um povo que tanto gosta de forrobodó como também gosta de boas tragédias e acontecimentos assim para o fantástico.

terça-feira, novembro 11, 2008

Tenham vergonha na cara...

Vai curto e grosso porque sinceramente é uma daquelas coisas que me deixam piurso, o Manuel Alegre e um Zé da Véstia, que começa a sentir fernicoques sempre que é para falar mal do próprio partido. Uma coisa é oposição interna, outra coisa é guerrilha geriátrica mesmo só para aparecer e dizer peidorra qualquer, porque ultimamente sempre que abre a boca parece que está a dar de corpo e a mandar mais trampa cá para fora.

Esta conversa toda sobre os professores e os alunos, santa paciência. Tudo a mandar porrada no pobre diabo da Ministra da Educação que também tem aquele ar de pavio apagado, mas qual deles o mais infeliz no meio disto tudo.

Os alunos podem ir todos lamber sabão, mandar ovos contra a Ministra é daqueles actos propícios de uma cambada de alforges mandriões, só se queixam, e as manifestações são é boas para vadiar mais um bocado. Eu tenho ideia que os estudantes são cada vez mais vadios, eu no meu tempo já era o que era, comparado com a Universidade, o ensino secundário era um passeio, e eu nesse tempo tinha nove disciplinas, enquanto que o irmão do Miguel em 2006 ou 2007 tinha 3 ou 4 disciplinas no 12º ano. Os exames nacionais são mais fáceis, é tudo mais fácil, e mesmo assim ainda berram.

Agora quem dá uma bela imagem de vadiagem são os pobres professores, em que muitos deles fazem pouco e queixam-se muito. Primeiro não me venham com merdas, eu conheço muitos professores, e muitos deles admitem que não têm grandes maçadas por ai além em preparar o ano escolar, muitas das vezes é sempre igual e o trabalho está feito. Conheço muitos professores com tempo para fazer o que bem entendem, inclusive ir para a praia em dia de trabalho. Dou o desconto visto que não é seguramente a única profissão que funciona assim, normalmente os membros da função pública caem na tendência de se sentirem seguros e dar ao luxo de fazerem o que bem entendem, visto que não são avaliados pelo seu trabalho como é o caso dos trabalhadores do sector privado. Os professores trabalham 16 ou 17 horas por semana, a dar aulas. O resto do tempo andam a partir pedra? Podem dizer que têm outras actividades, ou de preparar as aulas do dia seguinte, a sério? É com essa treta que querem convencer as pessoas?
Não sei do que se queixam tanto os professores. Quanto às colocações e isso, ainda compreendo, agora por vezes simplesmente não têm razões para miar tanto.

Chegam a ser quase tão ridículos como os sindicalistas que querem reduzir a carga horária de trabalho para 7 horas diárias, e ao mesmo tempo um aumento de 4% ou 5%, em tempo de crise. Assumindo que não têm capacidades para sequer saber do plano Marshall, duvido que tenham fidedignas intenções de ajudar, mais do que têm vontade de destabilizar.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Batalha das Músicas I

Decidi começar no Não Querem Ouvir uma nova rubrica, a batalha das músicas. Todas as semanas escolher duas músicas para batalharem uma contra a outra através da escolha popular.

Para iniciar tão avassaladora rubrica decidi colocar em votação duas músicas, da qual pedia para escolherem uma para ser usada pelo Zica num vídeo caseiro em que teria de dançar essa música.

Primeiro desafio os leitores a escolher uma das duas músicas possíveis, e depois desafio o Zica a filmar um vídeo caseiro em que faça um vídeo clip com uma delas.

Primeira :

Segunda :

O novo "Messias"...



E o novo Presidente dos EUA é Barack Obama.
Graças a Deus... novo post amanhã sobre este assunto.

Ps. Embrulha Pacheco Pereira.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Falei demais talvez.

Não sei ler palavras mudas.

Tão simples como isso.

segunda-feira, outubro 27, 2008

É deprimente para caraças.

Hoje em dia vivemos todos em alarmismo, hipocondríacos, especulativos, calculistas, doentes receosos, amedrontados e desgostosos.

De cautelosos a maníaco depressivos é um pequeno passo, uma mosca que já é o mosquito da dengue, uma gripe que passou a ser tuberculose, um chuviscos que já são cataclismos, e o cosmos que nos vai consumir vivos por não sermos mais lacaios das religiões pejadas de exageros e medos.

Um sim é um não, um talvez é um nunca, um logo se vê é um tiro na nuca de qualquer tipo de expectativas, o derrotismo é lei, impera o negativismo, e é nesta sociedade que hoje vivemos que ficamos conhecidos como os criadores da seguinte teoria, antigamente diziam os nossos antepassados que para lá do chão não se passa, hoje em dia alem da queda ser mais longa e cheia de escarpas que nos dilaceram aos bocados, quando batemos no fundo, temos a mania que ainda se pode cavar um buraco para sofrer mais um bocado.

Hoje em dia somos todos vitimas, pobres diabos, coitados, e ainda somos auto-condescendentes e auto-paternalistas porque a vida está difícil e já desconfiamos que alguém o seja por nós. Só hoje em dia é que se houve falar de emos, de terapia da dor, porque eu quando me aleijo fico puto da vida, digo uns palavrões, acabo a amaldiçoar o acontecimento e ainda dou uma chapada se tiver alguém a rir, mas hoje em dia muita da criançada é emo, e a dor é amiga, é boa, faz esquecer os problemas graves como o facto do preto não ser cor da moda, o Ipod ter avariado, e o MSN estar indisponível duas horas seguidas, sendo este último motivo, justificativo suficiente para o suicido, ou pior, meter um cd dos Tokio Hotel a tocar.

Esta nossa sociedade anda um bocado à nora não anda? Está tudo um bocado taralhouco, e perdido nas andanças da vida.

Anda tudo tão mal que acho que fiz um corte de papel no dedo ao usar o teclado.

I saw you again

I've been seeing you lately
Smelling your hair and skin
So real inside my stupid mind
Because i wake up, and you're not there

I've been thinking about you
Dreaming and screaming too
I try to act like i don't care
With the empty seat, next to my chair

We don't speak in ages
But the words are still in my chest
Written in hundreds of pages
The reasons for love, and all the rest

So if you see me crying
Call me tonight
I really need to ear your voice
I really need to ear your voice
So if you see me dying
Save me tonight
I really need to be in your arms
I really need you tonight

Don't waste no time,
Hold my hand,
like if we were partners in crime
another dynamic duo
something clueless
and save me from my mind
save me from my mind.

The time is running,
Into an end
So tell me where to find
My broken dreams, and muted screams
Give me the address to send
All my hope and foolish faith
That we could be together
I don't say forever,
but maybe one more time.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Fotos do Menino.






Agora que me encontro no Algarve em visita ao meu sobrinho, decidi e também a pedido do meu pai, para postar uma ou outra foto mais simpática do Diogo, visto que a primeira foto que meti no blog tinha acabado de nascer e não ficou tão bem parecido como está nestas fotos.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Ao mudar de roupa...

Ainda estes dias descobri que as paixões são as mesmas, e os defeitos os do costume.
A minha personalidade conformou-se com a personagem, mas eu de maneira alguma me consigo conformar com tal conformismo.

+ e -

E se em cada passo dado ocorrer uma queda?
E se em cada segredo desvendado, for descoberta uma verdade?
Em cada palpitação do coração morrer e nascer um novo amor?
Uma brisa para um arrepio.
Um raio de sol para um sorriso.
Se tudo for destinado para ser ou ter par, se tudo for feito num segundo?
Uma lágrima a mover o mundo, um sorriso a matar alguém.
Se a tudo corresponder uma resposta, uma razão ou motivo.
Num segundo, de acordo com um efeito em cadeia, o mundo, noutro segundo o vazio.
Se aparentemente tudo tem dois pólos, dois lados, um começo e um fim, nada é infinito, nada é desprovido de oposto. Se aparentemente for tudo assim como se descreve, não deveria o balanço ser mais firme, claro e presente?

Claramente, a nossa existência é o que de mais defeituoso se conhece.

Menos acertivo mas bem comigo mesmo. Poderás dizer o mesmo?

Aqui me tens prostrado à minha insignificância, despojado de alegrias, pejado de melancolias e em silêncio bruto e pálido.
Não perturbo, nem por exacerbado castigo, doença em que me abrigo, ou por ser mesmo assim, não perturbo nem chateio, não caustico por não ser desse tipo de pessoa.
Já deves ter ouvido falar, de ambição, destreza, e saciedade ímpar, tudo arrogância de quem se julga, de quem se toma e vê com um chapéu maior que o dos outros.
É ter a alma vazia de sonhos, mas cheia de gritos medonhos, angustias e insatisfação racional, será isso que te move a ser como és?
Com ponta de lança amolada em língua áspera, vais picando os outros com ocas demonstrações de gente, é assim que ficas contente, numa superioridade bacoca, mais banal e desinteressante do que oca, puramente oval, discutindo quem veio primeiro o ovo ou a galinha.
És esse tipo de gente, que se frustra a demonstrar, eu sou assim, eu sou assado, eu sei isto, eu tenho um passado, planeio um grande futuro, e no entanto estou ausente, do meu presente, onde sou mais gente que morgado amado por pai e mãe.
Que besta bestial em que te transformas de cada vez estalas os dedos e dizes eureka, já sei como os tramar, tirar partido, aprisionar a razão do meu lado como escudo e espada, com que te defendes e esgrimas uma opinião vazia de curiosidade ou reflexão.
Porque tudo é matemático no mundo, tudo é rígido e cientifico, não há margem para iluminismo, humanismo, romantismo, qualquer tipo de movimento que divague um pouco das tuas verdades, ou se calhar das tuas vaidades secretas.
Capaz de afirmar que não é mais que os outros, nem disso tem intenção, não se pretende nobre nem vil, meio termo era o ideal, balanceado nos anais da sua história, desde petiz rapaz envergonhado, nunca superior a ninguém, que altruísmo tão bem dotado. E no entanto, é tanto o esforço que se pode ver, ao tentar alcançar o cume onde se pode exibir com altivez, e gritar em plenos pulmões "louvado seja eu por existir, assim dando significado à vida destes outros infelizes".
Mas que douto ser, mestre da sabedoria, senhor de inigualável sapiência, só é pena que não haja paciência para ouvir tudo e mais alguma coisa que tens para dizer.
Com uma casa cheia de taças e medalhas, símbolos de pequenas batalhas, intelectualmente verbais, ganhas por insistência, por moer até romper a corda dos mais meticulosos, que da persistência fazem sua bondade, numa constante regularidade para com a paciência, aqueles que aturam tudo o que lhes mandas, mas mesmo assim, desesperam por te ouvir calado.
Não fosses tu tão singular indivíduo, mandavam-te passear com falta de modos.
Se calhar não o fazem, por pena, ou por algo mais nobre, talvez amizade ou simpatia, porque pena pode ser considerado um insulto, logo a quem, personagem tão astuto, de magnificência e superioridade sem igual, o homem da palavra transcendental.
Que se faça lei, pois a excelência abriu a boca. Nenhum assunto morre na presença de tal mente, só existe uma solução, toda a razão e certeza a uma só voz, porque este mundo não foi feito com liberdades de interpretação ou pensamento, foi feito para regras e traves mestras erguidas por quem sabe.
Pobre do sonhador, logo abatido se deambular pelos pensamentos, tem de seguir a linha da verdade, única e intolerável, não há espaço para acordar em desacordos, todos pensam igual e acabou.
Bato palmas, ou aplaudo? Qual será a mais formosa forma de apreciar tanta admiração por um ser incomparável.
O mundo foi feito para o sabichão, e eu claramente não pertenço a este mundo.
Não sou crente de tal culto, só quero um canto só meu, onde seja minha a verdade da vontade que me move, sem causar distúrbios ou abalroar alguém. No meu canto quieto, pedra gasta e uma janela, por ela espreito o mundo, feito para todos esses sabichões que vivem a vida como foi descrito. Não é ofensa, não é feio nem bonito, são maneiras de ser. Uns largam, outros brincam, alguns insistem em querer o mundo no seu jeito, de acordo com as regras, com as leis, com as ideias já formadas e conformadas. Não divagues. Eles andam ai.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Mais um porreiro ao mundo.

No meio de tanta coisa que tenho para escrever, nada me dá mais felicidade e alegria do que o nascimento do meu novo sobrinho Diogo.

O Diogo é um miúdo cheio de qualidades, o Diogo é meu sobrinho, uma óptima qualidade, o Diogo é algarvio, e eu conheço algarvios muito porreiros. O Diogo faz parte de uma família espectacular, e safou-se de ter outros nomes que nem vou mencionar. É verdade que Diogo não é um nome tão sonante e magnifico como Pedro, mas Diogo é um nome distinto e de viril rapaz.

O Diogo é benfiquista, e muito em breve sócio. O Diogo no fundo é mais um porreiraço que veio ao mundo. Muitos Parabéns Diogo daqui a uns 16 ou 17 anos levo-te a tomar um copo.

Muitos Parabéns aos pais do Diogo, desejo-lhes muitas felicidades e o maior numero possível de noites bem dormidas. Nuno vou já tratar da papelada para o fazer sócio do Glorioso.

Ah já agora aqui fica uma foto do Diogo que nasceu no dia 1 de Outubro (que data mais distinta, temos de convir), com 3.15kg, às 15h e 20 minutos. Reparem na virilidade patente no moço....AH MOÇE!!!

segunda-feira, setembro 22, 2008

Se calhar tens razão, falhei com a minha vida.

São momentos destes em que vejo que a fragilidade não tem sexo, a dor não tem piedade, a mágoa existe e é patente quando choramos, no meio de uma súbita vontade em desaparecer que não nos dá tréguas.

Não sei quem sou, nem quer o que seja, quem vou ser é segredo, e tenho medo dessa caixa de pandora. Não revelo os meus segredos, guardo em paz a minha alma podre com pensamentos violentos contra mim próprio. Tenho medo de abrir portas por onde saia e me perca, sem nunca poder voltar atrás.

Fosse tudo tão óbvio, e tão certo, tudo tão claro e fácil, e eu saberia responder o quanto vale esta vida.

Vale o que vale, para quem lhe dê valor, vale o que se sabe e não se teme, vale pela candura e pelo sossego, pela paz de espírito sem revolta, sem ciume de outras vidas, sem estar mergulhado em incertezas sobre as provas de um destino.

Balbuciando é que vou vendo, em choro miudinho e resguardado, o quanto é fácil , quando se pretende, forjar em alguém tal culpa, tal derrota, em que ninguém tem de nos odiar pelo que somos, nós próprios cultivamos o nosso ódio por nós mesmos.

Desilusão biológica, produzido com a terra do nosso corpo, a pobreza do nosso espírito e os arados das palavras duras que nos ferem.

Se não fosse por saber o quanto custa, o quanto doí e o sofrimento que causa, já tinha desistido faz muito tempo, de plantar esperanças para um futuro, e tinha optado pela cobardia que parecem querer plantar em mim.

Magoa.

Sei que sou uma daquelas pessoas que não se importaria que me chamassem de falhado, mas isso só seria assim tão simples, se apenas não me sentisse como um.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Coisas que também podem irritar o Dexter.

De repente comecei a escrever aqui no blog, algo que já não fazia faz tanto tempo. Para ser honesto já fazia muito tempo que não escrevia na internet em português. Admito que sabe muito bem.

Eu gosto de falar e escrever em inglês, mas repetir tal tarefa como se tivesse crescido nessa realidade torna-se assustador.

Certas vezes tenho uma sensação estranha, até pode ser embaraçoso admiti-lo, uma sensação de quem se quer perder pelas palavras da nossa língua, dar a volta por todo o vocabulário possível e cuspir dois ou três caroços dessa nossa língua.
Gosto muito da maneira tradicional de certas coisas, não me oponho a mudanças, não sou um saudosista como muitos que ocupam os nossos jardins mentais dando opiniões pelos media ou bradando nas ruas. Sou conservador no que penso que me convêm, mas também no que penso que me dá gosto em manter.
Quando falo com uma data de pessoas em inglês por vezes sinto, e de facto tenho, algumas dificuldades em expressões, não falo apenas de regionalismos, mas a malta nova têm tendência em inventar palavras, expressões e maneiras de falar. Estes dias mandaram-me um e-mail a reclamar de qualquer coisa a respeito do meu cargo num fórum, e vinha escrito no que vim depois a descobrir que é o lolz catz, uma linguagem atribuída a fotos de gatinhos a fazerem palhaçadas naturalmente, como a saltar em pleno ar, etc.

Mais uma que foram inventar, não os recrimino, em Portugal aconteceu o mesmo com os sms, com o escrever como as pitas, com a linguagem usada nos irc's e internet. Não os recrimino. São modas, tendências, mesmo uma verdadeira epidemia.
Sou conservador quanto à linguagem, e apesar de não recriminar quem a altera, sofro e tenho pena pela nossa língua. Não os recrimino, mas admito que não gosto deles. Não gosto do bué, do tasse, do bacano, do achandra ai, do dá uma beca, bué da nice bué da baril, do brotha, do chavalo, do baita, etc. Não gosto. Não gosto porque não me convêm, sou capaz de usar um pah admito, mas não aprecio a falta de suavidade de um "yo tasse bacano".

Para ser sincero em certas alturas já me apeteceu esmurrar esses assassinos, esses pulhas que andam sempre a causticar a nossa língua, abomino interjeições inventadas, vocábulos ordenhados em saliva de boçais gentes, bandidos.

Mas não são os piores, pobres diabos, falam como lhes convêm, nisso não os recrimino, e a mentalidade "sem esforço sabe melhor", não admiro mas aplaudo tal destreza de pensamento. Porque raio haviam de fazer um caminho longo quando se tem atalhos. Sim senhor. A esses pobres diabos que se sentem alumiados pelo facilitismo, não lhes desejo nenhum mal.

Agora aqueles que se intitulam de conhecedores, de sábios, intelectuais nobres, anciãs da sociedade moderna. O guru da aldeia no tempo das altas tecnologias, o que sabe mais que os outros, que aponta e ri. A essa gente que recrimina a boçalidade dos pobres diabos, jovens e inconscientes na maioria das vezes, e de repente arremessa uma jarda com uma catrefada de asneirada, de palavras amassadas e pisadas pela plebe, a essa corja de sabichões, não recrimino, mas desejo-lhes boa sorte na sua busca por uma personalidade sem hipocrisia.

Direito a dizer baboseirinha e protegido legalmente.

De acordo com a Universal Copyright Convention, uma convenção internacional sobre direitos de autor, para obter direitos de autor basta escrever um texto que encaixe num trabalho digno de ser material para direitos de autor, e eventualmente assinar, para automaticamente ter direito ao copyright sobre essa obra.

Apesar de não concordar com isto, eu devo ser uma das pessoas com mais direitos de autor sobre baboseirinhas escritas. Sei que é assustador mas é assim que funciona.

Como funcionam as coisas.

Para os que falam e não ouvem
Passar bem e boa noite.
Para os que apontam e ficam quietos
Passar bem e boa noite.
Para os que riem e nunca choram
Passar bem e boa noite.
Para os que pedem e nunca dão
Passar bem e boa noite.
Para os que se esqueceram de quem são
Passar bem e boa noite.
Para os que tentam mudar tudo isto
Boas sorte este mundo não é o teu.

domingo, julho 27, 2008

Just let it go.

Someone just lied to you
And said something it isn’t true
Just to see you cry
Someone got over you
That time bomb already blew
It’s time to say goodbye

I can see your shattered dreams
Impressed in the look of your eyes
Like in big panoramic screens
Full of hate and hurting lies


So let it go
Don’t keep it in you
Just let it flow
There’s nothing you can do
Just let it go
Not worth to chase it
So let it flow
Just mourn and sit

Like thunders in a mountain
Roaring inside your deep soul
Tears flush like a fountain
And your hope is a piece of coal
You’re screaming and shaking
All your faith is for taking
The highest bid is from your own
No point in make things harder
When she has already gone

So let it go
Don’t hide it any more
Just let it go
You’ll open another door
Would you let it go?
Pick yourself up from the floor
Please let it go
Swim back to the safest shore

Drifting in your own mind
Thinking you could maybe find
Someone else to take your place
Pain could be deaf and dumb
But for sure she isn’t blind
She will know your face

So let your body go numb
Keep biting your own thumb
But let it all go
There’s nothing you could show
And nothing you could do
Time won’t come back for you
So please just let it go
Please just let it go
Just let it go
Let it go
Let go…..

domingo, julho 20, 2008

É a vida pá.

A expressão linguística pá, usada de variadas formas como por exemplo, "então pá por onde tens andado", "é pá isso agora", "pá se lá fores agora", " não é assim pá", é uma das maravilhas da nossa língua.
A expressão pá, não só é a mais polivalente interjeição da nossa língua, pois serve quase para expressar qualquer emoção, como também pode ser um vulgar substantivo.
Vamos ser sinceros pá, a expressão pá é como que uma espécie de muletas para o apoio de outras palavras ou para a formação de frases, sendo o alicerce de todo um raciocínio que ficaria incompleto e coxo sem a palavra pá. A frase "não faças isso, não estás a ver que ainda afogas o puto" é neste momento uma frase nua, despojada de sentido, sem qualquer apelação, e com uma grande dose de insucesso. Colocada deste modo, é mais do que óbvio que o puto acabou por se afogar, porque a pessoa que estava a exercer a brincadeira inconsequente, não prestou devida atenção aos avisos quanto à normal reacção do corpo humano a uma situação adversa à sua fisionomia, porque como é óbvio maioria de nós não possui guelras.

Se tivesse sido inserido o pá ali naquela frase de modo a ficar algo como, "não faças isso pá, não estás a ver que afogas o puto pá", de certo não teria acontecido esta tragédia com o João Vítor na praia da Lomba em Gondomar.

Verdade seja dita que o vocábulo pá é de importância fundamental, impõem-se em qualquer situação, é chamativo, e constitui um fundamental apoio a qualquer conversa. Temos de convir que quando usamos a expressão pá, as pessoas começam logo a levar-nos a sério. Denota o vigor, a seriedade da situação, é imponente e intemporal. Desde dos tempos do D. Afonso Henriques que se usa tal brochura da nossa linguística, "Vamos dar porrada aos Mouros pá", "A minha mãe anda-me a moer os cornos pá", "Que merda é essa pá? Algarve?", não sabia ele que seria uma das melhores zonas do nosso Portugal.

Isto vem a propósito por ter reparado num destes dias que os advogados têm uma reacção diversa à expressão pá, é quase como uma vulgaridade, certamente porque não tem tradução para o latim e acaba por ser demasiado agressivo para os meios pacifistas praticados por tal horde de profissionais. Posso sinceramente dizer que notei um certo ar de asco na cara do advogado quando o cliente usava e abusava da expressão linguística pá.

Desafio um qualquer advogado a ir à lota de Leixões falar com um homenzinho do povo que use a palavra pá a torto e a direito, e no meio da conversa repita vezes sem conta a expressão quid pro quo.
Algo me diz que o cheiro a atum não sai com facilidade do colarinho.

terça-feira, julho 01, 2008

A pequena sereia devia fazer uma mamoplastia.

Já cá não postava faz algum tempo, mas como também não vi ninguém a manifestar desagrado com esse facto, cheguei a pensar que a minha ausência era do agrado do povo.

Aos poucos que ainda são capazes de sorrir por voltarem a ver um post meu neste espaço, aviso desde já que é qualquer coisa fraquinha só para ganhar de novo o hábito, por isso ponham as esperanças de lado porque não vem ai nenhum texto deslumbrante.

E pronto era mais ou menos isto que ia postar, mas depois pensei que se calhar também era demasiado castrador da vossa esperança em ver aqui uma obra prima...Sinceramente não sei do que estou a falar por isso vou passar logo para o assunto que aqui me trás.

Basicamente venho falar de programas infantis e formosas raparigas.
Quem não se lembra do Buéréré apresentado pela Ana Malhoa? Nessa altura a Ana Malhoa só por si era líder de audiências nas manhãs de sábado, muita da criançada ainda estava a dormir, e já alguns graúdos estavam agarrados à televisão de roupão e substituindo os cereais ou as bolachinhas por uma cervejola e uma sandes de queijo.
Por essa altura a Ana Malhoa ainda que nova, despertava alguns paradigmas sexuais, era uma moça formosa que supostamente devia entreter a criançada. Depois de Ana Malhoa nunca mais se viu tal coisa, jamais houve uma formosa rapariga a apresentar um programa para a miudagem. Hoje em dia Ana Malhoa acaba por ser degradante, não ponho em causa os atributos da senhora, apenas a sua capacidade para me causar a mínima cocega sexual. É que não me diz absolutamente nada. Ainda hoje vi uma sessão de fotos da dita senhora para a promoção do novo álbum chamado Exótica, e nem o menor interesse em olhar fosse para onde fosse, o seu sex appeal perdeu-se no meio de bolas coloridas e crianças a cair de cara numa alcatifa com o Rato Mickey estampado.

A mais recente heroína da criançada, não foi a Carolina Patrocínio, mas sim a Luciana Abreu no papel de Floribela, um papel que lhe valeu variada depreciação da sua aparência, umas perninhas que pareciam dois troncos, o vestuário não ajudava, e resumindo a Floribela era feia como os porcos. A Floribela estava destituída de qualquer chama sexual, sem o mínimo interesse, nem se podia chamar de pãozinho sem sal, aquilo era um punhado de farinha amparo num bocado de carvão do forno a lenha. Hoje depois de a ver no programa especial da Chuva de Estrelas a imitar a J-Lo, vi naquela rapariga uma verdadeira bomba sexual, e não falo apenas no corpinho bem dotado de argumentos, principalmente a sensualidade de movimentos, o sorriso chamativo, a energia e alegria como se mexia, numa suavidade plena e ao mesmo tempo carregada de trovões libidinosos.

Depois pensei cá para mim, na geração em que metiam raparigas sensuais a apresentar programas para a criançada, as crianças eram mais felizes, e os adultos também viam a bonecada, hoje em dia só deixam despontar estas moçoilas depois de as correrem dos programas infantis., hoje em dia somos obrigados a assistir a um tijolo dançante a fingir de bailarina.

Gostava que os senhores das estações televisivas entendessem que os seios não têm exclusivamente importância no crescimento das crianças na fase da amamentação, ao longo do desenvolvimento de qualquer criança, os seios acabam por ter um efeito benéfico para o desenvolvimento de um jovem rapaz. Sendo assim peço que metam mais seios, e fartos, na programação infantil, não só para o bem dos petizes que precisam com eles ter algum contacto enquanto crianças, mas também porque hoje em dia é mais fácil para mim acordar às 8h da manhã para ver uma rapariga formosa na tv a fazer umas macacadas que aguentar acordado até às 3h da manhã para ver uma moça qualquer a atender uns telefones e a falar muito alto para dar uns prémios baseados na palavra ananás.

terça-feira, junho 03, 2008

Don't know you right about now.

I don’t know where to look, keep counting minutes like I was about to die. Every breath I took was more like a smile denied. I saw you walking down that lovely shrine I built for you in my mind, you slash my hope into a little sushi crime, and all sort out lunatic style.

I feel your hand is waving something, I don’t know if you’re friendly, you look like a girl I used to know, but now you seem terribly cute, and I didn’t know you that way.

There you go with that crazy arcade look, like you had to win it all, you kept wining me all night and never claimed the prize, you sound a maniac depressed girl, slept deprived.

Close your eyes, tomorrow you’ll be able to conquer them all.

sexta-feira, maio 09, 2008

Tudo uma palhaçada.

E ainda criticam o Saramago? Qualquer pessoa de bom senso que tivesse a consciência de viver no mesmo país que o Pinto da Costa entregava logo Portugal nas mãos dos espanhóis.
Quem me acusar de não ser patriótico que levante o dedo e o meta na boca enquanto assobia as músicas do 25 de Abril.

quinta-feira, maio 08, 2008

Mais música para vocês nesta vossa rádio cibernáutica.

Maior parte das conversas que tenho sobre o blog, começam e acabam com o elogio da sua banda sonora, ali da música que pode tocar durante horas para nos entreter, algumas pessoas inclusive usam este blog apenas pela sua música. A tais pessoas eu digo, "então pah... e a escrita pah?".

Apesar de achar que tanto os meus textos como os do Zica são ocasionalmente bons e agradáveis, com algum gosto e senso, tenho realmente de admitir que a música não está nada mal.

Foi um trabalho árduo que hoje foi ampliado nas ultimas horas. Passei de 400 para 500 músicas, mais uma data de músicas bem conhecidas, outras que vos dou a conhecer. Todo este esforço não foi pela glória de atingir as 500 músicas, muito sinceramente num dia ponho aqui 1000 boas músicas desde os anos 50 aos 80. Todo este esforço teve como missão melhorar um pouco a lista de músicas, porque se logo de inicio disse que era uma lista com músicas desde pelo menos os anos 50 até aos anos 80, tinha muito poucas músicas dos anos 50 e 60. Depois de falar com um amigo sobre alguns sucessos desses anos, e de andar no Youtube a caçar algumas recordações, decidi ir em busca das mesmas músicas no Finetune e deixo-vos aqui o que encontrei e adicionei ali à caixinha de música.

The Champs- Tequilla

Royal teens- Short Shorts

Coasters - Yakety Yak ; Charlie Brown

Drifters - Dance With Me

Platters - Only you; Great Pretender; Smoke Gets in Our Eyes

The Clovers - Love Potion nº 9; Blue Velvet; Fool Fool Fool

The Penguins - Earth Angel; Be Mine; That's How Much i Need You

The Shirelles - Will You Love Me Tomorrow; Mama Said

The Five Satins - In the Still of the Night

Flamingos - I only have eyes for you

The Students - Every day of the week

Frankie Lymon and The Teenagers - Goody goody; Little bitty pretty one

Bobby Darin - Beyond the sea; Mack the knife; Splish splash

Buddy Holly - Crying, waiting, hoping; Everyday

The Everly Brothers - All i have to do is dream; Bird dog

Rick Nelson - Traveling man; She belongs to me

Richie Valens - Donna; Come on lets go; La bamba

Eddie Cochran - Summertime blues; C'mon everybody; Something else

Gene Vincent - Be-bop-a-lula; Lotta lovin

Billy Lee Riley - Baby please don't go; Flying saucers rock and roll

Amos Milburn - Chicken shack

Danny and The Juniors - At the hop; Rock and roll is here to stay

Bobby Day -Rockin robin

Crests - Step by step; I remember

The Chiffons - One fine day

The Dixie Cups - Chapel of love; Iko Iko

The Rainbows - Mary lee

Bobby Rydell - Volare

DeanMartin - That's amore

Frankie Vallie - Tears on my pillow; Summer nights; Big girls don't cry

Bobby Vee - Take good care of my baby

Gene chandler- Duke of Earl

The Rays - Silhouettes

Betty Everett - It's in his kiss

The Tokens - Tonight i fell in love

Martha and the Vandellas - Dancing in the street

Little Anthony and the Imperials - Shimmy Shimmy ko-ko bop

Roy Orbison - Pretty woman

Jan and Dean - Surf City

The Ventures - Walk - don't run; Hawaii five-o

Ronny and the Daytonas - GTO

Little Peggy March - I will folow him

Lesley Gore - It's My party; Sunshine lollipops and rainbows

The Fleetwoods - Come Softly to me

The Supremes - Stop in the name of love

Ben E King - The magic moment

Bill Withers - Ain't no Sunshine; Lean on me

Dick Dale - Ghostriders in the sky; Hava Nagila

Duane Eddy - Rebel Rouser; Peter Gunn

quarta-feira, maio 07, 2008

Porque esta música é bestial.



Who likes short shorts... i like short shorts...

domingo, maio 04, 2008

Um Feliz Dia da Mãe.

Acordei eram 9h da manhã e sai do quarto devagar e descalço para não fazer nenhum barulho ao passar pelo quarto dos meus pais, bati à porta do quarto da minha irmã e disse-lhe para se despachar. Desci as escadas com cuidado para não fazer nenhum barulho e fui para a cozinha. Limpei as bancas e a mesa, tirei dos armários tudo o que seria necessário.
A minha irmã foi colher umas quantas flores ao jardim e com jeito e mestria formou um bonito ramo de flores. Enquanto isso eu cozinhava, como sempre gostei de fazer. Até seria capaz de dizer que o meu gosto pela culinária nasceu num dia como este, quando era pequeno e fazia todo este ritual com os meus irmãos. Pus o pão na torradeira, comecei a fazer os ovos mexidos à minha maneira. Sumo da laranja natural, café com leite, croissant, uma tacinha com doce, outra com um pouco de manteiga, fatias de queijo, fiambre, e um pouco de patê preparado por mim. Metia uma fatia de bolo feito no dia anterior, e deixei chá feito caso fosse preferência em vez do café com leite ou sumo de laranja natural. Fui à sala buscar o tabuleiro de ocasião, meti um bonito pano por cima, um daqueles que a minha mãe gosta.
A minha irmã ajuda-me com as torradas e com o sumo, enquanto acabo de dar os toques finais. Flores alinhadas, tudo disposto para dois.
Falta o cartão. De maneira revezada escrevo um pequeno verso ou umas frases que me brotam da alma, e a minha irmã faz o mesmo. Assinamos o cartão e este é colocado estrategicamente perto do bonito ramo de flores. Começamos a subir as escadas devagar, levando o pequeno almoço e as prendas pelo caminho. Entramos no quarto dos meus pais e preparamos tudo para um bom começo de dia com um pequeno almoço na cama. A minha mãe fica emocionada, diz que não era preciso e o meu pai ainda está a acordar e até fica bem disposto porque não recusa dar umas trincas naquele pequeno almoço.
Abrem-se as prendas, distribuídos os miminhos, e finalmente é lido o cartão. As pessoas emocionam-se e mais uma ronda de mimos e sorrisos trocados de imediato de uma forma que tanto carinho já não cabe naquele quarto. Vamos nos arranjar para ir almoçar fora, vamos todos a um restaurante escolhido pela minha mãe onde começamos a almoçar agora mesmo. Daqui a nada depois de almoço vamos dar um passeio por ai durante a tarde.
No meio de tudo isto espero que a minha mãe tenha gostado deste dia, e que o meu desejo realmente se tenha concretizado, quando lhe desejei um feliz dia da mãe.

Infelizmente com grande pena minha, isto é um mero relato do que seria o meu dia hoje, estou longe da minha mãe e por tal motivo tudo isto não passa de um sonho vivido acordado, algo que me leve mais próximo dela, para que a sinta um bocadinho mais perto de mim.
É engraçado quer seja por tradição ou imaginação minha, simples relato de outros tempos ou puro desejo de poder realizar tudo isto mais uma vez, estive desde que acordei até agora a pensar em tudo isto. Tudo imaginado ao pormenor.
Cheio de saudades e com um aperto no peito por não ser mais uma doce realidade. Estando perto ou longe o sentimento será sempre o mesmo independentemente das acções realizadas, continuo a amar a minha mãe como nunca, mais do que ontem, e cada dia mais um pouco.
Dou-lhe todo o valor que se pode dar, toda a estima de um filho, porque todo eu sou dos meus pais.
Se tenho um coração que sente de mão dada com a minha alma então à minha mãe o devo, se tenho lágrimas que espelham saudade por ela, a ela o devo, se tenho dado um suspiro que libertou o aperto do meu peito por não ter estado ao pé da minha mãe, a ela o devo.
A uma pessoa que me deu tudo, a mim e aos meus irmãos, que nos amou apesar de tudo, que sofre todos os dias por querer o melhor para todos nós, seria impossível não admirar a pessoa que tem o mais belo altruísmo de todos neste mundo, o altruísmo de quem quer bem aos seus filhos.
Por isso à minha mãe e todas as mães como a minha desejo um feliz dia da mãe, cheio de felicidade e alegria, e que possam estar com aqueles que amam, em presença ou pensamento.


Para a minha mãe em especial, um enorme beijo e um abraço daqueles que lhe costumo dar, cheio de saudade, mimo e carinho, quando a agarro como quem agarra a vida, com um sorriso, algumas lágrimas e muito amor.

sexta-feira, maio 02, 2008

Foto da semana.

E porque adoro fotografia decidi sempre que puder, e pelo menos uma vez por semana, postar aqui uma fotografia entre as melhores de sempre.

Hoje escolhi uma fotografia de 1932 tirada por Charles C. Ebbets no 69º andar de um arranha céus em construção. Esta foto retrata onze trabalhadores a fazer uma pausa para almoço todos alinhados numa viga a umas centenas de metros do chão. Uns dias depois o mesmo fotografo voltou a tirar novas fotos neste local que retratava trabalhadores a dormir durante as suas pausas nestas mesmas vigas. Sou sincero só de olhar e imaginar sinto uns calafrios.

quinta-feira, maio 01, 2008

Porque a dupla personalidade sempre me fascinou.

-Olá como está?

-Estou bem obrigado, e consigo?

-Cá vamos andando não é.

-Pois parece que sim, e este tempo que anda maluco ein?

-A quem o diz, não se entende estas coisas.

-Tem merda de pombo no casaco.

-Olhe a sua tia é que é feia.

-Cheiras a leitinho...cheiras a leitinho...

-Cumprimentos à sua esposa e ao seu mais novo sim?

-Serão entregues, igualmente.

Velhos hábitos...é tramado...

Porque quero e porque posso.... a palavra do dia é ....(rufar de tambores)

Lambreta

Coisas que irritam o Miguel. Parte I

Hoje contaram-me uma piada e eu depois acabei por rir.

(afirmações sem conteúdo)

As coisas que me aconteceram na quarta-feira.

Ontem aconteceram coisas, e vocês leitores com um ar surpreendido exclamam...a sério...um dia em que aconteceram coisas??? Fantástico Pedro, deve ter sido mesmo um daqueles dias. Conta lá então que coisas são essas se faz favor.

Eu como sou um rapaz simpático e deveras aborrecido neste momento, até sou menino para vos dar uma luz sobre os acontecimentos.

Primeiro e por ordem cronológica dos momentos mais marcantes, ontem finalmente pude usar a expressão "calem-me esse gajo".

Um verdadeiro momento de glória que define o antigo Pedro caladinho no seu canto, e o novo Pedro com traços de pura demência e opinativo.

O que sucedeu foi o seguinte. Ia eu no metro de regresso a casa quando oiço um jovem por volta da casa dos 20 anos a conversar com dois amigos. A sua conversa era basicamente "esses pretos isto...esses pretos aquilo...deviam era ir para não sei onde.." e assim continuava embebido nos mais hediondos comentários racistas. O vosso amigo aqui já farto da conversa de repente dá-lhe um baque surdo na cabeça e só se lembra de dizer com ar de quem vê o Benfica a apanhar três secos da Académica (para demonstrar que era um tom ligeiramente chateado), a seguinte expressão, "epah calem-me esse gajo". Isto dito assim a meio do metro, a seco e a apontar para o rapaz. Ninguém bateu palmas, ninguém me felicitou, ninguém apoiou, tudo calado, eu de repente consegui calar uma carruagem inteira do metropolitano.
Satisfação? Sim alguma, no fundo o rapaz calou-se, e o objectivo foi alcançado ainda aliado a um sentido de poder ao ter conseguido calar uma carruagem inteira (não é que estivesse muito cheia), mas a pagar o preço da vergonha de ter feito tal acto.

Em seguida já a chegar perto de casa, paro no quiosque para ver as primeiras páginas dos jornais diários ali impressas contra o vidro quando oiço três raparigas a comentar o seguinte..."com aquela barba dá um ar cigano, mas até é giro o rapaz...". Com o primeiro comentário veio a desilusão, alguém disse que parecia um cigano por causa da minha barba, mas em seguida disseram que eu até era giro logo veio um sorriso e a pose ao estilo "deixa lá ver o que temos aqui", e depois a desilusão ao ver que elas não eram giras. Logo no confronto de emoções, ganhou a desilusão.

O último acontecimento que merece reporte aqui neste espaço foi a minha façanha com a EPAL.
Depois de verificar que não saia qualquer água das torneiras exclamei logo, "mau..", e num dia normal teria ficado por ai. O antigo Pedro era assim, não temos água vamos esperar que volte. Pois o novo Pedro nem pensar, pega na última conta da Epal, verifica que está paga e desata a marcar o número de apoio aos clientes.
Atende uma senhora e pergunta em que pode ajudar, ao que teve de levar com a seguinte conversa, "Olhe cheguei agora a casa e verifiquei que não sai qualquer água das torneiras, gostaria de saber se existe alguma razão para tal além do óbvio..." ao que a senhora perguntou onde morava e eu respondi sendo então informado que havia uma avaria a ser reparada numa rua anexa à minha. Com espírito de cliente interessado perguntei, " e a que horas pensam ter a reparação feita?" e a senhora disse de imediato por volta das 19h. Com um tom meio indignado decidi que neste dia iria atormentar a mente aquela pobre mulher, e num puro ataque de atrofio desatei a falar, "Só às 19h? Isso é muito tarde e até lá se quiser tomar um banho como faço? Sabe que todos temos as nossas vidas e tantas horas para uma reparação não é razoável. Anote ai se faz o favor que eu peço aos senhores do piquete de reparações para serem o mais rápido possível, e para ter a certeza vou passar lá pela rua para fiscalizar se estão a trabalhar ou a conversar, porque o cliente tem esse direito sabe.". Do outro lado um silêncio seguido por uma voz tremula, tem toda a razão já apontei o seu pedido e vou já transmitir ao piquete de reparações. "Mas vai mesmo? Olhe que eu daqui a uns minutos vou sair de casa e passo por lá para ver se estão a trabalhar ou não." A senhora de imediato garantiu que iria transmitir o meu pedido ao piquete e a verdade é que antes das 17h a água estava de volta.

A verdade é que o novo Pedro consegue o que quer. A bem dizer nem sempre. Ok em abono da verdade é raro existir o novo Pedro, só aparece em situações de atrofio e quando quer aparvalhar.

Este post não interessa muito pois não?

sexta-feira, abril 18, 2008

Um lado mais bonito e artístico do futebol.



Sem dúvida uma das partes mais giras do futebol é esta. Apreciem os malabarismos destes diferentes artistas da bola.

quarta-feira, abril 16, 2008

Eu queria aquela ali se faz favor.

Quando alguém diz que os homens são todos iguais, ou as mulheres são todas a mesma coisa, na primeira situação costumo sorrir, na segunda o meu sangue gela.
Em 5 minutos de atenção ao ambiente que rodeia duas mulheres totalmente diferente aparentemente. A primeira no metro, muito branca e com vestes góticas, brinco no meio do nariz e ar pesado, vinha a ler um livro sobre os Rituais Ocultistas do Nazismo. Esbocei imediatamente um sorriso, é aquela típica mulher que prefiro não encontrar ou conhecer, já de si o ocultismo cria-me alguma espécie, agora o ocultismo Nazi, hummmm. Algo me diz que não seria a rapariga ideal para mim.
Saindo do metro e a caminho de casa, uma rapariga linda, bem vestida, ao menos estava colorida sem parecer membro do Cirque du Soleil, rosto venusiano, sorriso cativante, e o melhor de tudo um livro de Rimbaud. Esta é o tipo de rapariga que me leva a entrar numa mercearia e comprar uma maçã só pela oportunidade de a observar por mais uns segundos.
As mulheres não são todas iguais, pelo menos na breve aparência desprevenida e solta de criticismo.

terça-feira, abril 15, 2008

Quando as aves deixam de voar.

Não era uma vez, era talvez a quinta ou sexta vez que o pequeno Diogo chateava os seus pais com o mesmo assunto.
O miúdo sonhava em poder voar, e queria muito que os pais lhe comprassem umas asas pelo Natal, não importava quais, umas quaisquer, umas que dessem para voar livremente como os pássaros que Diogo passava tardes a observar no jardim de sua casa.
Ele era um rapaz irrequieto, o normal para a sua idade de 7 anos, com o acréscimo de um problema psicológico que o tornava hiperactivo. O Diogo não tinha muitos amigos, gostava mais de passar o seu tempo sozinho, entretido com as suas coisas e ao seu ritmo. Tinha claro os habituais dois ou três amigos da sua rua que ao mesmo tempo eram seus colegas na escola, mas de resto não havia muita gente interessada em travar qualquer tipo de conhecimento com o Diogo. É incrível como os miúdos desta idade já conseguem ser tão selectivos, maldosos e desconfiados em relação aos seus pares.
Aluno de boas notas, sonhador nato, mais um rapazinho que vive num mundo muito seu, com os seus sonhos, que embora fossem tão comuns ao de outras crianças, cada um tinha uma maneira de o sentir. Diogo tinha como maior sonho o trunfo das aves, poder voar, planar no céu azul e tocar-lhe como quem sente um lençol macio quando se deita na cama.
Embora fosse esse o seu sonho, nunca disse que queria ser piloto, nem tinha interesse por aviões ou aeronaves, e os astronautas não eram os seus derradeiros heróis. Como podem ver ele tinha um sonho que é igual ao de tantas outras crianças, mas sentia-o de um modo muito particular, o que mais queria era voar, mas só se fosse como os pássaros.
Talvez compreenda eu e qualquer pessoa, que voar não é simplesmente voar, onde qualquer coisa vale, voar livremente não é andar num avião, nem mesmo pilota-lo, não é pisar a lua e sentir a sua gravidade, não é ser içado por cabos e cordas, para o Diogo voar era como os pássaros, com a sua liberdade animal, com a sua classe, com a sua mecânica muito própria.
Os pais levavam-no ao jardim zoológico, mas nunca compreenderam que o filho não tinha qualquer fascínio por animais, aliás ele até tinha medo de pombos, e não achava as aves de todo animais belos, apenas admirava a sua capacidade de voar, apenas invejava aquela habilidade.
Passava tantas horas em volta do seu sonho, a observar os pássaros, a desenhar-se a si com asas, a olhar para os céus onde imaginava as suas acrobacias, uma pequena razia aquele telhado, pousaria naquela árvore, iria apanhar aquela flor no topo daquelas rochas, sentir as nuvens no seu rosto, beber do céu e matar a sua sede por chegar mais longe que o homem comum e ter um espaço só seu, onde só ele pudesse ir por si mesmo.
Muitas das pessoas estranhavam este comportamento do Diogo, aos miúdos ainda se perdoa o facto, nestas idades não formaram a consciência, são o seu quê de maldosos por natureza, fazem troça e segregam quem não seja como eles. Agora os adultos, os seus próprios pais? Os pais ficavam furiosos com o sonho do filho, com aquela vontade tão grande de o realizar, com a constante conversa sobre o assunto, com as horas perdidas naquilo, em ter de repetir os "nãos", e os "porque não podes", e os "cala-te com isso ou levas", gritavam, brigavam e por uma vez ou outra até escapou um tabefe como resposta à insistência do miúdo em querer voar, em pedir aos seus pais para lhe ajudarem nesse sonho.
Ninguém o compreendia, ninguém o ajudava, ou gozavam, ou diziam que não, ou apenas cortavam-lhe as asas ao sonho.
Diogo não conseguia pensar em mais nada, o seu melhor amigo Alexandre tentava compreende-lo, mas era complicado, era uma obsessão tão grande, quase que um pensamento esquizofrénico na cabeça de um rapazinho de sete anos de idade, um verdadeiro perigo.
Diogo contava os seus planos, sonhos e desejos a Alexandre, como um dia iria pedir a um cirurgião que lhe trocasse os braços por asas, que iria juntar dinheiro para o conseguir, mas que para isso tinha de seguir certas regras, como nada de gastar dinheiro, ficar sempre o mais magro possível para que o seu peso não o impedisse de nada, ganhar força nas pernas para dar impulso ao seu voo, planos esses que Alexandre só se ria, mas mesmo assim dizia que sim com a cabeça.
Diogo ficou tão compenetrado com o assunto que até Alexandre sentia algum medo do amigo, não o reconhecia muitas vezes, não sabia o que lhe dizer, nem como se aproximar. Diogo não podia contar com ninguém, não havia viva alma que o ajudasse, nem um dedo se mexia pelo seu sonho, estava sozinho com o seu desejo.
Ontem à tarde encontraram o Diogo caído no chão, morto com a caixa torácica toda desfeita, pulmões perfurados, fractura do crânio e pescoço, graves lesões cervicais e fracturas nos membros, tudo apontava para uma morte instantânea depois de ter saltado do topo de uma ponte pedonal perto da sua casa. Alexandre foi o único rapaz a escrever uma carta para o funeral do Diogo, uma folha de papel normal que usaria para os trabalhos manuais, com apenas uma curta frase escrita, "Eu sei que também os anjos voam, missão cumprida.".
Poucos perceberam o significado daquela frase, a mãe nem ligou de tão desfeita emocionalmente que estava, o pai entendeu e derramou mais lágrimas por tal dito.
No fundo todos sonhamos, todos temos um sonho por mais disparatado que seja, todos queremos muito algo, alguns sonhos são guardados no nosso intimo, outras vezes partilhamos com as pessoas de quem gostamos. Nenhum sonho é ridículo ao ponto de não ser compreendido, nem tão mais ao ponto de ser impossível.
Agora existe um sonho comum a qualquer pessoa com um coração decente e carácter formado, todos sonhamos ajudar os outros, e por muito que não saibamos o que fazer, ignorar, diminuir, ou ridicularizar o sonho de alguém não será a melhor forma de ajudar.
Nunca digam a alguém que o seu sonho é impossível ou incansável, nunca o minimizem ou façam troça, nunca virem as costas aos sonhos das pessoas que amam, porque elas ou apoiam os seus, ou farão tudo para vos mostrar que o conseguem, mesmo tendo de levar qualquer coisa às ultimas consequências.

Teen Purgatory.

I know this story was told more than once
About a young boy that just wanted to dance
About a young man that wish he could fly
Spinning and twirling up high in the sky

I know that this music is to sing along
Like it was just another karaoke song
Where letters are popping right out of the screen
To yet entertain another drunken teen

You see that dreams are what we can
We deal with them without any plan
Just playing along at the sound of the beat
Finding a way to get to the end of the street

You live trough computers and cellular phones
Your skin doesn't have any different tones
The sun doesn't shin in the places you go
That's why you keep trying to aiming so low

Yes it's about you, reclusion is your own existence
It's all about you, the young man without resistance
We're talking about you, the futile, shallow, sad guy
This is about you, and all those things money can't buy

You feel disappointed for what we call hope
And there's no solution in the end of a rope
Try to get back to your shattered dream
Find a solution where you don't need to scream

Common young lad this is your time
You can't stay put drinking vodka with lime
Don't pull your self down kissing the ground
Get your ass up and fight the last round

Follow that girl with the nice warming smile
Try to get to that place and hang in for a while
Manage to be happy out of your narrow walls
This is a challenge i really hope you got the balls

Yes it's about you, reclusion is your own existence
It's all about you, the young man without resistance
We're talking about you, the futile, shallow, sad guy
This is about you, and all those things money can't buy

Like love, or even friends, another hope that never ends
A nice relation with you father and mom
The one they swear to love like a son
A brother a sister or even your dog
They give you much more than an IM log
So live your life, and do it well
Enjoy it now and not in the misery of hell.

sábado, abril 12, 2008

Para aqueles que pensam que fiz rusga a farmácias.

Quem desconhece parte da obra de Mark Twain, talvez não entenda o post anterior, assim como quem desconhece quem é Mark Twain talvez não entenda este post.

Mark Twain tem num dos seus contos, uma versão de pequenos trechos dos diários de Adão e Eva.
Hoje ao ter visionado um documentário sobre Adão e Eva na televisão, e em língua francesa, o que já só de si quase que me torna um homem culto capaz de ler a Science e Vie na toillet, lembrei-me que havia algo em falta, que Mark Twain bem poderia ter feito um esforço e ter satirizado uma espécie de diário do Caim. Como eu tenho a mania que sou um gajo muito esperto e bem preparado, com trato na língua, e conveniências de engraçadinho, decidi eu mesmo colmatar a grave falha de Mark Twain e escrever em seu lugar o Diário de Caim.

Era isso ou descrever um almoço em que na mesma frase estão incluídas expressões como, "o Xanax e o Valium para mim são rebuçadinhos", "eu vi o cão no meio do jardim e jurei que era capaz de comer o bicho, beber dá-me fome que queres", "o gajo ficou tão bêbado no meio do jardim que borrou as calças, claro que lhe demos um cobertor para se tapar, mas em casa é que não entrava..." .

Bem acho que vou na mesma escrever algo sobre este convívio tão inspirador, pelo menos para um apreciador do burlesco que sonha ficar preso num filme da co-autoria de David Lynch e Emir Kusturica.

sexta-feira, abril 11, 2008

Diário de Caim

Sexta-Feira: Acordei e logo sem ter tempo para dar a primeira golfada de ar, encontrava-me num mundo novo, vazio, bem maior do que aquele que conhecia. Sinto o meu corpo mais frio, não estou confortável, as coisas têm um cheiro, o ar tem um toque, é tudo tão estranho.
Tenho um ser estranho a olhar para mim, com uma expressão que me deixa assustado, vejo o seu ventre e as suas pernas ensanguentadas, assim como as mãos com que me segura, que nojo.
Está a deitar água pelos espelhos do seu corpo, mas ao mesmo tempo mostra as suas presas num semblante sereno e diria que simpático.
Que estranha criatura esta que me segura, será que me posso livrar dela e seguir o meu caminho? A verdade é que com tanto frio, estar junto ao seu corpo ainda me mantém aquecido. Estou todo sujo, e sinto-me desconfortável, só me apetece gritar. Estava muito melhor no outro espaço fechado, confortável, quente, onde me sentia leve e ainda estava a descobrir o uso a dar a estas membranas que tenho coladas a mim, só as consigo agitar.
Tenho tanto sono, estou exausto, devo ter feito uma viagem bem longa do meu mundo até este, na verdade parece que foi tudo tão rápido, quase como atravessar uma passagem, mas mesmo assim sinto que a viagem foi longa e cansativa, se calhar é a imensidão deste novo mundo que me deixa assim. Cheio de coisas estranhas, coisas que não sei o que são, mas tenho uma distinta ideia de ter ouvido falar sobre elas, de me terem sido descritas pelas vozes que falam do topo longínquo no meu mundo original.

Sábado: Hoje deparei-me pela manhã com a mesma criatura de ontem, levou-me para o que julgo ser o seu covil, espero que não me faça algum mal. A verdade é que olha para mim com um ar de ternura, mas tenho a distinta sensação que algo não vai correr bem. Tem andado a provar as minhas membranas, a mete-las na boca e a fazer uns barulhos esquisitos, embora cómicos, e tenho algum receio que me considere um alimento, mas a verdade é que os barulhos que faz depois de provar as minhas membranas parecem ser desaprovadores. Só espero que o meu gosto não lhe agrade.
Já que falo neste comportamento estranho, tenho de admitir que acho piada, parece um animal maluco, e faz-me rir esta atitude pouco lúcida, começo a achar que os poderei superiorizar em termos intelectuais, parecem tão tolos na verdade, não deverão constituir grande oposição.
Comecei a falar no plural sobre estes seres, porque descobri que esta criatura tem companhia, e parece ser da mesma espécie, só que é apenas mais feio e inestético, e parece menos amigável que a primeira criatura. Esta nova criatura limita-se a olhar-me de longe com um ar desconfiado, e ainda hoje tocou-me com um ligeiro medo, e eu admito que também tive medo por isso chorei e berrei e ele afastou-se. Ao mesmo tempo provoquei alguma tensão entre os dois animais, a outra criatura não gostou que me tivessem importunado, talvez me queira só para si.
Tenho de pensar rapidamente numa maneira de fugir, mas ainda não consigo coordenar o meu corpo, e por agora sinto-me relativamente seguro.

domingo, abril 06, 2008

Curiosidades deprimentes.

Ontem tive quatro horas de IEC's (impostos especiais de consumo, imposto sobre o álcool, tabaco, produtos petrolíferos, imposto sobre veículos automóveis) com um sósia do Luís Filipe Vieira, para quem não sabe é o presidente do Sport Lisboa e Benfica.

Além de ser um sósia do LFV, este senhor fez relembrar em mim um sketch dos tesourinhos deprimentes do gato fedorento, onde se contabilizava a quantidade de vezes que uma determinada expressão era usada num determinado tempo. Pois bem, posso dizer que este senhor é um campeão, talvez a parte menos semelhante com LFV. Depois de ser chamado à atenção para o facto, comecei a tomar nota e a apontar a quantidade de vezes que este senhor utilizava o termo "digamos". Feita a contagem e os cálculos, arredondados por muito pouco, este senhor em uma hora utilizou a expressão digamos 250 vezes, tendo em conta que durante essa hora e como em qualquer aula, muito mais gente ocupa esse tempo com diálogos, ou seja essa hora não constituiu um monologo por parte do docente. Sendo assim 250 digamos no espaço de uma hora, no meio de um dialogo, parece ser algo deveras impressionante.

Resumindo, passei as primeiras quatro horas da minha manhã de sábado a ouvir 1000 vezes (média estimada) a expressão "digamos".

Durante os próximos dias esperam-se novos posts com um grande conteúdo humorístico para mim, e sem graça nenhuma para a maioria de vós. Temos pena mas sou um egoísta.

terça-feira, abril 01, 2008

O único sentido que me liga.

Se vestias branco foi contigo que sonhei, se estavas de preto foi para ti que olhei, se vestias qualquer outra cor, por ti suspirei.

Realmente não me interessam as tuas vestes, se usas a verdade ou expões a mentira, desde que possa olhar para ti com desejo.

Não me preocupa se me enganas, se me levas por caminhos tortuosos, se és promessa que foge cedo, ou algo sem alcance, apenas deixa-me olhar-te e admirar.

Pouco sei das distâncias, dos tratos e maneiras, não tenho noção dos espaços, de quantos passos são precisos para chegar até ti, se são mesmo passos ou saltos, em corrida ofegante, desde que te possa ver, mesmo que seja ao longe.

Se agora finalmente entendes o meu pedido, de apenas te poder ver, pergunto-te porque levaste o único sentido que me ligava a ti, fizeste de mim cego logo no momento em que te escondeste.

sexta-feira, março 28, 2008

Leva-me contigo

Cada passo meu na tua direcção, é um risco desconhecido mas necessário, não me deixes seguir o caminho errado. Vem-me buscar e leva-me a casa, a tua, a minha, tanto faz, apenas quero um sítio nosso.

Declaração Negocial

A vida sorriu-me de forma aberta e airosa, com a promessa de se cumprirem sonhos, vontades e desejos. Deu sinais de melhoras surpreendentes, fazer planos para o futuro com bases do passado, um futuro que sorri para um passado forçado a retorquir o gesto.
De modo manso e discreto fico eu parado esperando que não tenha de abdicar muito por uma migalha de paraíso, só o indispensável para obter uma troca justa.
Perguntei à vida se esta estava interessada num bocado de brilho da minha alma.
Aguardo resposta...

quarta-feira, março 26, 2008

Lei da oferta e da procura.

Se me queres pedir um beijo fá-lo agora antes que mo roubem.

Sequência das coisas básicas.

Letras, que formam palavras, que formam as frases, que formam os pequenos recados rasgados em intenções que queres ouvir de mim.

Um beijo, que forma um suspiro, que forma o estremecer do corpo, que formam as trocas prolongadas de carícias que quero sentir de ti.

Sinto o espasmo, oiço o gemido, socorro o teu corpo com a ponta dos meus dedos e boca aberta para receber a tua língua. Arrasto o lábio pelo teu ventre até ao reduto os teus seios, aperto as tuas coxas entre braços e cravo o meu olhar no teu.

Digo-te o que quero, faço o que me pedes, presumo que nos vamos dar bem, pelo menos até alguém criar uma roleta russa emocional.

terça-feira, março 25, 2008

The second most random question ever...

Do you want me or not?

Que faço eu com isto?

No que diz respeito a assuntos de apaixonados, sou um inexperiente já com muita escola.

Se o amor não faz girar o mundo e as mulheres não são gotas de arco-íris, serei luz opaca dentro de uma caixa de vidro, serei saliva do mar que se esbate no céu, serei chagas de sangue em pedras dos montes de lava, serei um chapéu aos pés de um homem decapitado.

Não terei assim sentido guardado em mim, nem razões para ver as brisas como ventos meigos que trazem notícias do meu desejo.

The most random question ever...

Do you like me or not?

segunda-feira, março 24, 2008

Discurso incoerente.

Tirando as voltas da manhã onde realizei tarefas de necessidade básica e dei as minhas voltinhas, o resto do dia tinha sido reservado para inúmeras actividades.

Planear o dia de hoje no dia anterior, estabelecer limites e horários, prazos definidos com base nas necessidades de ver algo feito, não é o suficiente para quebrar alguma da monotonia.

Dois hábitos enfrentam-se, o calculismo da necessidade pró activa da vida rotineira, e a rotina dum ciclo monótono e mundano, ganha sempre aquele que não pode ser adiado para amanhã.

Resumindo hoje acabei por não fazer quase nada do que queria.

quinta-feira, março 20, 2008

Love and Dreams

And when i look at you,
I swear my heart goes and do
A single loop in my chest
But my mind does all the rest
I start to imagine things
I go out and buy diamond rings
I climb into the top of the sky
Just to scream your my...my
My sweat...sweat dream

When you give me that smile
I get stunned just for a while
But i can't resist to that charm
And i take you by your arm
Just to get out to dance
Living another smooth romance
Under a lovely moon in France
You know i can take that chance

Tell me that you feel the same
And i tell you love is my middle name
Call me foolish if you like
But you're a lovely single sight
You're the sunlight in my night
You're as wonderful as i am right
When i say...

Come and have a dream with me
Let's make plans and let it be
Just stick around so you could see
That love is able to set us free

I see you dancing in my mind
I fight so i could maybe find
A reason to hold you with me
Call me foolish if think that we
Could write down a new story
Full of passion without glory
Maybe just a simple plot
I even let you pick the spot
I could write a marvelous song
And have you sing it along
So why don't you...

Come and have a dream with me
Let's make plans and let it be
Just stick around so you could see
That love is able to set us free
Call me foolish if you like
But you're a lovely single sight
You're the sunlight in my night
You're as wonderful as i am right

When i say you could just go and try..
To have a little dream with me
Before you say goodbye...



( a song to be sang in a Frank Sinatra style)

quarta-feira, março 19, 2008

Nunca me esqueci de ti, nem o poderei alguma vez fazer.

Já mais do que uma vez elogiei neste blog o meu pai. Já lhe enumerei qualidades, já falei das suas virtudes, da sua paciência, sabedoria, intelecto, capacidades e tudo o mais.

Já disse o quanto gosto dele, o quanto o admiro, e que um dia quero ser como ele. Ter parte daquele feitio, uma parte daquela personalidade, do seu carisma, da sua maneira de ser.
Recordei aqui vários episódios da minha vida em que o meu pai esteve presente, mencionei, fiz referência e louvei todos os valores que me transmitiu, agradeci todos os seus ensinamentos, todo o tempo dedicado a mim.

Mencionei aqui e em várias conversas a sua coragem, a sua honestidade, a sua presença, todos os riscos que correu para o bem dos outros, todo o esforço e trabalho despendido em prol dos outros.

Caracterizei as suas melhores qualidades, e fiz ver que são qualidades de um grande homem.
Sou capaz de idolatrar os meus pais pelos seus feitos, pelas dificuldades vencidas na vida, pela sua mentalidade e inteligência, pela sua força e presença de espírito. Sou capaz e faço-o sempre que falo deles, são pessoas que amo sem nunca ter tido a mais pequena dúvida.
Digo que não existem pais como os meus, cada um deverá pensar que tem os melhores pais do mundo, e é isso que devem pensar, eu sei que tenho os melhores pais do mundo, não me ficam dúvidas.

Depois de tantas vezes ter falado no meu pai, de o ter elogiado, de ter dito o quanto o amo, de ter dito que é importante para mim, de lhe ter gabado todas as qualidades, não resta muito do elemento surpresa em escrever algo do género aqui no blog.

Assim sendo, e como já todos sabem que eu tenho um pai maravilhoso, o melhor do mundo, como já o disse muitas vezes, só me resta uma escolha.
Optar pela simplicidade e simplesmente desejar-lhe um feliz dia do pai.
Adoro-te pai, sem dúvidas, sem perguntas, sem pensar, nem preciso de sentir. Adoro-te desde que nasci, e até que a terra me leve para junto daqueles que amo, hei de te adorar até ao fim das nossas vidas.

sábado, março 15, 2008

The lost privilege of Adam.

Near that calm sacred path, i found a man laid on his back, without a care on his mind, like problems were nowhere to find. Cloud by cloud shadows would come, but he kept there, nothing could be done. A little bird started to stare, to a perfect nature love affair, a man that made a pact with time, he was granted with the ability of rewind. Every simple move, every single step, blink by blink, breath by breath. Odd times that we now live, prisoners of time that wont forgive, except if you have some joy to give, and you're not to fond of the forbidden fruit.

Written against a wall.

A falling Autumn leaf in the beginning of Spring, a bird that cries but does not sing, a man that walks along the river, felling a cold dark shiver, it's not the harsh winter cold, it's more the sadness he behold, is time running away from us?

Written on my knee.

My eye captures the memory of your silhouettes dancing in my mind, spinning around no where to find. A bright glimpse of a secret shy smile, a skipped heart beat forgotten for a while, those are my memories of you, who would say, nobody knew.

quinta-feira, março 13, 2008

Sabes alguma coisa que eu não saiba e devia saber?




Um novo estado de espírito que assombra.

O único equilíbrio do dia foi comprar algumas coisas no Lidl e outras na mercearia de bairro com preços abusivos. O resto do dia foi perdido num fundo vazio já distante da habitual monotonia.

Ando meio perdido de tudo, incluindo de mim mesmo.

Conseguir olhar-te nos olhos.

Foi estranho ver-te de novo, um misto de saudade e de timidez. Um sentimento que não sei explicar, e que muito menos deveria existir entre pessoas que se conhecem bem.

O meu lado emotivo está a ficar senil e nada previsível.

terça-feira, março 04, 2008

Rock in Wines



Dia 8 de Março pelas 22h o rock original chega a Arruda dos Vinhos, onde o habitual balido das ovelhas Mééééééé!!! passa a ser abafado pelo Yeaaaaahhhh do Rock&Roll.

Para vós comuns mortais, o custo deste Festival de música rock original, sem covers nem baladas, custa a módica quantia de €5 com direito a duas bebidas e uma dança com Telmo Lopes, assim como um workshop de como dar balela da boa para fazer amizades.

Aconselho a irem um pouco mais cedo para conseguirem lugar e desfrutarem de uns copitos nos bares locais.

Rock in Wine? Eu vou!! headbanger

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

A beleza no seu estado mais puro.

Faz algum tempo que ando a pensar se escrevo ou não este post.
Quando me perguntam qual a mulher mais bonita do mundo, respondo sempre que não sei, ainda por cima hoje em dia as mulheres estão em número superior ao homem, já são mais que as mães, logo torna-se difícil responder a essa pergunta.
Também não tenho uma musa inspiradora definida, ser musa vai mais além do que ser bonita, ser musa engloba um todo de qualidades, e uma atracção especifica pela pessoa, que julgo só poder ser aquela pessoa de quem gostamos mesmo muito.
Logo só me restava responder à pergunta, das mulheres que conheces que são globalmente conhecidas, ou seja celebridades, quem é para ti a mulher mais bonita, charmosa, elegante, etc.

Sempre tive dois nomes na cabeça, cada uma de gerações diferentes, e com algum afastamento. A primeira de à muitos anos é a Monica Bellucci, uma beleza natural, um charme apelativo, o requinte e a classe de uma mulher que amadureceu como poucas alguma vez conseguiram, sempre com um olhar que nos deixa sonhar no meio daqueles olhos castanhos cor de fogo.

A outra é a modelo brasileira Adriana Lima, pela sua beleza exótica quase imaculada, os seus olhos azuis de fazer inveja às águas das ilhas do Pacifico, lábios esculpidos, uma beleza pura que nos maravilha e fascina só de ver passar, sem dúvida a verdadeira garota de Ipanema de Jobim e Moraes.

Eis que de subito num olhar de relance para a televisão, tudo parou, e fiquei boquiaberto a observar uma rapariga de uma novela, que andava sorrindo pela rua.
Apanhei o nome da personagem e de imediato recorri ao Google.

Pesquisei até que encontrei o nome da actriz brasileira de 22 anos de idade, de seu nome Débora Nascimento. Foi sem dúvida das primeiras mulheres que devido à sua beleza inqualificável, fez-me cair num profundo silêncio de admiração. Se tivesse de arriscar diria que é das cinco mulheres mais bonitas do mundo na minha opinião, sem sequer conhecer as outras, coloco-a entre as cinco mulheres mais bonitas do mundo.
Combina perfeitamente o charme da Monica Bellucci, o olhar e o sorriso sempre delicados, como se fosse a coisa mais rara do mundo, e aquele lado exótico da Adriana Lima, com uma beleza natural, que nos faz acreditar que não existe situação ou mesmo perspectiva em que esta mulher não seja um assombro.

Deixo aqui uma foto simples, embora hajam outras melhores, apenas para mostrar uma parte do seu potencial de beleza.