terça-feira, outubro 18, 2011
Porque não consigo escrever com regularidade?
Porque ando tão queimado, que se não fosse saltar à vista a palavra "sexo" nas actualizações dos blogs aqui ao lado, me esquecia de dizer que hoje foi uma p... a pagar-me o almoço. Depois de um post a falar sobre por comer na mesa não sei como ia passando despercebida a ironia.
sábado, outubro 15, 2011
Condignamente indignado
Na TV, no FB, na rua, só se fala na crise financeira. Hoje a meio da tarde telefona-me a minha mãe a perguntar se estava bem. Claro que sim, é Sábado, estou em casa deitado e a casa está de pé... porque haveria de ser diferente? "Não ouviste falar na manifestação em Roma? É que estão a haver confrontos com a polícia e cá podia acontecer o mesmo". Realmente, tenho tendência para ignorar as publicações que apelam à revolta popular... não que seja um acomodado, mas que posso eu fazer? Nos últimos anos, antes de se instalar a crise, assisti a dezenas de manifestações, greves e protestos sem consequência prática. Hoje quando Passos e Ciª funcionam a mando de Merkel e Sarkozy Ldª e esses funcionam a toque de caixa da Banca, que por sua vez tem um medo de morte das variações de humor da especulação aka fundos de pensões/grupos de investimento(onde se incluem agências de rating)/grandes grupos económicos, é aqui e agora que pego em mim e vou indignar-me para Lisboa?! Com todo o respeito para quem foi e voltará a ir, não durmo melhor por causa disso, simplesmente porque não se trata de dinheiro.
A crise é uma questão emotiva e pessoal, para quem tem um estilo de vida que lhe está a escapar por entre os dedos, por culpa de quem é pago (e bem pago) para defender os interesses da população. Esses sujeitos/comissionistas são um mal da sociedade moderna. A própria ilusão de que as manifestações dão em alguma coisa é parte do idealismo que nos leva a votar num partido, que até sabemos à partida, não proteger os nossos interesses.
A Democracia é parte da civilização que construímos, parte do estilo de vida que nos levou onde estamos e onde queremos estar. É graças a isso que não andamos a exercer violência para subir na vida, que trabalhamos para comprar comida em vez de a caçar, falamos para ser ouvidos e dormimos com os dois olhos fechados à noite. Não me parece que entrar em confrontos com a polícia e contestar fora de tempo o trabalho que não é o nosso seja o modo correcto de defender um estilo de vida civilizado.
Confesso que não acredito neste regime nem nestas pessoas, mas estar a lutar na rua enquanto eles estão sentados em casa só para os manter lá (saiam estes e entrem outros é igual) é contra-producente. É certo que são corruptos e incompetentes, no entanto, é a corrupção e incompetência que devem ser atacadas, não o cargo. E quer acreditem ou não a única maneira de dar a volta a crise é a lutar no nosso "campo de batalha", a trabalhar honestamente, a inventar modos de produzir bom e barato, a não desistir quando a coisa parece negra e a passar esses valores para os nossos filhos. Vão ressurgir sectores como a agricultura e a pecuária, vamos ter de sujar as mãos e quem sabe trabalhar ao Sábado e ao Domingo, mas vamos construir para nós. A especulação é irreal, a comida na mesa é real. Não há atalhos.
A crise é uma questão emotiva e pessoal, para quem tem um estilo de vida que lhe está a escapar por entre os dedos, por culpa de quem é pago (e bem pago) para defender os interesses da população. Esses sujeitos/comissionistas são um mal da sociedade moderna. A própria ilusão de que as manifestações dão em alguma coisa é parte do idealismo que nos leva a votar num partido, que até sabemos à partida, não proteger os nossos interesses.
A Democracia é parte da civilização que construímos, parte do estilo de vida que nos levou onde estamos e onde queremos estar. É graças a isso que não andamos a exercer violência para subir na vida, que trabalhamos para comprar comida em vez de a caçar, falamos para ser ouvidos e dormimos com os dois olhos fechados à noite. Não me parece que entrar em confrontos com a polícia e contestar fora de tempo o trabalho que não é o nosso seja o modo correcto de defender um estilo de vida civilizado.
Confesso que não acredito neste regime nem nestas pessoas, mas estar a lutar na rua enquanto eles estão sentados em casa só para os manter lá (saiam estes e entrem outros é igual) é contra-producente. É certo que são corruptos e incompetentes, no entanto, é a corrupção e incompetência que devem ser atacadas, não o cargo. E quer acreditem ou não a única maneira de dar a volta a crise é a lutar no nosso "campo de batalha", a trabalhar honestamente, a inventar modos de produzir bom e barato, a não desistir quando a coisa parece negra e a passar esses valores para os nossos filhos. Vão ressurgir sectores como a agricultura e a pecuária, vamos ter de sujar as mãos e quem sabe trabalhar ao Sábado e ao Domingo, mas vamos construir para nós. A especulação é irreal, a comida na mesa é real. Não há atalhos.
INCEPTION do ponto de vista da banca.
Não sou grande fã de teorias da conspiração. Não fico horrorizado ou consternado com as inúmeras teorias do big brother, da manipulação de governos, dos enganos ou esquemas que se montam entre as grandes empresas capitalistas.
Mas fantástico é perceber que só agora é que muita gente começa a acordar do seu sono consumido por uma apatia social embebida no mais profundo mainstream.
Desde que nasci, que o acesso a crédito na banca é como ir encher um copo de água no meio do Furacão Katrina, ou levantar poeira no meio do deserto do Mojave, ou seja e para quem ainda não entendeu a ironia uma coisa tão fácil e previsível como o Marinho Pinto dizer uma idiotice qualquer.
Só agora é que esta maltinha vidrada no consumismo e no facilitismo, começa a entender que a banca andou a emprestar dinheiro que não tinha, e ao mesmo tempo cobrava juros que quem pedia os empréstimos não podia pagar. Nunca ninguém suspeitou que este ciclo vicioso fosse mais dia menos dia descarrilar.
Ora tudo quebra pelo elo mais fraco. E o elo mais fraco é o que estava menos prevenido, e com a cabeça no ar. Como seria lógico a banca não poderia ficar a arder com os juros e os empréstimos que as pessoas não podiam pagar. Então a escapatória é a seguinte, só não obrigam a pagar os valentes montantes de juro, como através do seu fantoche de longa data ao qual chamam de "ESTADO", e da cobrança de impostos acabam por financiar as perdas que têm.
Assim, o Banco A empresta dinheiro ao Sr. B, o Sr. B além de pagar os juros superiores a dois dígitos percentuais, financia a banca através do pagamento dos seus impostos, para que possam continuar a emprestar dinheiro ao Sr. B e à Sra. C, e por ai fora.
Ou seja, esta malta anda há anos a fazer, não de porquinho, mas de vaquinha mealheiro, e a ser bem ordenhada vezes sem conta.
Só começaram a acordar quando as icoisas começaram a ficar caras, e impossíveis de pagar, e ficaram ifodidos, e ilixados com tudo isto, porque começam a prever um ifuturo, no iqueospariu.
Deixem-se estar nos sofás até que os vão ai buscar os senhores de fraque. Deixem-se estar na caminha deprimidos até acabarem por ir dormir na rua, talvez ai acordem para entender que este problema não é de agora, e as soluções nunca são tomadas pelo lado democrata, mas sim por alguém que decide por vós.
Viva a abstenção, o comodismo, e as icoisinhas que vos distraem, enquanto o fantoche dança e a outra mãos vos vai mais uma vez ao bolso.
Mas fantástico é perceber que só agora é que muita gente começa a acordar do seu sono consumido por uma apatia social embebida no mais profundo mainstream.
Desde que nasci, que o acesso a crédito na banca é como ir encher um copo de água no meio do Furacão Katrina, ou levantar poeira no meio do deserto do Mojave, ou seja e para quem ainda não entendeu a ironia uma coisa tão fácil e previsível como o Marinho Pinto dizer uma idiotice qualquer.
Só agora é que esta maltinha vidrada no consumismo e no facilitismo, começa a entender que a banca andou a emprestar dinheiro que não tinha, e ao mesmo tempo cobrava juros que quem pedia os empréstimos não podia pagar. Nunca ninguém suspeitou que este ciclo vicioso fosse mais dia menos dia descarrilar.
Ora tudo quebra pelo elo mais fraco. E o elo mais fraco é o que estava menos prevenido, e com a cabeça no ar. Como seria lógico a banca não poderia ficar a arder com os juros e os empréstimos que as pessoas não podiam pagar. Então a escapatória é a seguinte, só não obrigam a pagar os valentes montantes de juro, como através do seu fantoche de longa data ao qual chamam de "ESTADO", e da cobrança de impostos acabam por financiar as perdas que têm.
Assim, o Banco A empresta dinheiro ao Sr. B, o Sr. B além de pagar os juros superiores a dois dígitos percentuais, financia a banca através do pagamento dos seus impostos, para que possam continuar a emprestar dinheiro ao Sr. B e à Sra. C, e por ai fora.
Ou seja, esta malta anda há anos a fazer, não de porquinho, mas de vaquinha mealheiro, e a ser bem ordenhada vezes sem conta.
Só começaram a acordar quando as icoisas começaram a ficar caras, e impossíveis de pagar, e ficaram ifodidos, e ilixados com tudo isto, porque começam a prever um ifuturo, no iqueospariu.
Deixem-se estar nos sofás até que os vão ai buscar os senhores de fraque. Deixem-se estar na caminha deprimidos até acabarem por ir dormir na rua, talvez ai acordem para entender que este problema não é de agora, e as soluções nunca são tomadas pelo lado democrata, mas sim por alguém que decide por vós.
Viva a abstenção, o comodismo, e as icoisinhas que vos distraem, enquanto o fantoche dança e a outra mãos vos vai mais uma vez ao bolso.
terça-feira, outubro 04, 2011
Getting tired...
Confesso, tenho saudades do Inverno.
Quando estão 26ºc às 8h30, e agora ronda os 30´s e picos, com vento de leste, em que a brisa se assemelha ao bafo vindo de uma caldeira, não se pode não ter saudades do Inverno.
Quando sou obrigado a andar de fato e gravata o dia todo, deslocar-me a repartições públicas e tribunais, e apenas sinto o latejar no topo da cabeça a escaldar, para além do imenso calor e do inconveniente da humidade, penso....
Porque raio é que as publicidades de desodorizantes são com desportistas? Deviam ser feitas com gajos engravatados a fazer uns km's a pé de tribunal em tribunal ou de repartição de finanças a conservatória do registo civil.
Odeio o calor...com excepção dos dias de praia.
Quando estão 26ºc às 8h30, e agora ronda os 30´s e picos, com vento de leste, em que a brisa se assemelha ao bafo vindo de uma caldeira, não se pode não ter saudades do Inverno.
Quando sou obrigado a andar de fato e gravata o dia todo, deslocar-me a repartições públicas e tribunais, e apenas sinto o latejar no topo da cabeça a escaldar, para além do imenso calor e do inconveniente da humidade, penso....
Porque raio é que as publicidades de desodorizantes são com desportistas? Deviam ser feitas com gajos engravatados a fazer uns km's a pé de tribunal em tribunal ou de repartição de finanças a conservatória do registo civil.
Odeio o calor...com excepção dos dias de praia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)