quarta-feira, abril 20, 2005

Das nauseas para o choro.

Ao passar os olhos pela SIC Noticia, oiço um comentário de que a Deputada Zita Seabra está com tiques nervosos enquanto efectua as suas declarações, e de que a bancada do PSD está vazia, não dando apoio a esta bela Deputada saltitona, vergonha para eles, vergonha essa só desculpável pelo facto da Deputada Zita Seabra, ter uma voz ainda mais estridente e irritante que a Júlia Pinheiro. Só um reparo, a Júlia Pinheiro faz-se acompanhar por um burro nas suas intervenções, por esse facto e pela defesa da igualdade, peço que o Deputado do CDS, e líder da juventude desse partido, João Almeida faça um dueto com Zita Seabra tal e qual Júlia Pinheiro e o burro falante, que pelo que consta está prestes a acabar o curso de Direito na Católica, pelo que já foi congratulado pelo CDS e convidado a ocupar o lugar de João Almeida na bancada parlamentar do CDS.

O assunto é o aborto, é uma matéria em que não tenho uma ideia bem formada, não digo nem que sim nem que não, apenas sei um possível motivo para o facto de não ter uma opinião formada, porque talvez nunca me perguntem isso, ao ponto de me levar a reflectir.

Sinceramente sinto-me ofendido e atacado quando constato o facto de que certos Deputados nem falar sabem, mas opinam convictos numa voz de comando cometendo erros técnicos sobre um assunto que verdadeiramente deixou de ser tabu para ser tofu de que os verdes tanto gostam, mas que raio de parlamento é aquele, sou só eu ou mais alguém acha que a Deputada Odete Santos devia usar açaime e casaco de forças?
Uma absoluta e total vergonha o uso que se faz de um tema de relativa importância social para uns e de muita importância para outros.

Sinceramente, quer alguém afligido pela situação saber a opinião de quatro ou cinco peidos da bancada parlamentar do CDS? Ainda usam fraldinhas e já se dizem mártires da causa? Uma causa que nem sabem o que é ao certo.

Quem são os principais visados e interessados na questão?

Pela regra que faz de nós a sociedade democrática que somos, quem interessa opinar é o povo, sem povo não existe Estado nem Parlamento, e já agora 60% de abstenção não é decisão da maioria. Já houve um referendo em 1998, à sete anos atrás, a situação do aborto resolveu-se? Não, continua a afligir as pobres mentes tortuosas daqueles belos espécimes políticos da direita para a esquerda.

Se faz sentido um novo referendo, maioria diz que sim, e depois sopas, e depois falam de cordeiros e bolinhas de lã, no fundo o que ali se faz é enrolar novelos de lã da tosquia de Nuno Melo e João Almeida, a bancada dos cordeirinhos risonhos, risos que vêem do facto de terem aprendido a mijar de pé a semana passada.
Quem tem a voz do povo senão o povo, o povo quando deixa que a sua voz seja representada, que a carreguem, não pede para se tornar mudo, pede para que a transmitam amplificadamente.

Queremos ser Europa, queremos o referendo sobre a questão da constituição europeia, dizem que é da maior importância para Portugal poder acompanhar a integração europeia, e o que mostram naquele parlamento é que nem sabem o que é a Europa, a União Europeia, não seguem as recomendações do Parlamento Europeu, mas são uma Assembleia que se preocupa com a integração de Portugal na Europa.

Apenas me levam a crer que na Assembleia da Republica, nem sabem o que é política, nem sabe que funções devem desempenhar, acho que ninguém representa o povo querendo que este seja cego, surdo e mudo. Se existe uma medida que não resolveu certo problema, um meio que não satisfez o propósito para que foi criado, alcançando o fim desejado, seria de uma lógica brilhante que num rasgo de racionalidade se desse ao povo um novo meio de combater um assunto que não interessa sé é mais ou menos relevante, é um problema que existe, e se queremos evoluir, seria de bom grado e sinal de inteligência remendar qualquer furo no casco, para que o país que se lança nos braços do mar, não se afunde mais, e cada vez mais. Na minha opinião qualquer assunto que constitua uma preocupação social, deve ser resolvido com tanta urgência como os outros assuntos, como podemos querer fazer parte de uma União Europeia sem consultar o povo sobre assuntos que nos tornem mais Europeus, seria o mesmo que na Turquia abafar o problema da pena de morte e fazer uma referendo a perguntar se querem os Turcos fazer parte da União Europeia.

Portugal só irá estar no ponto para fazer parte da União Europeia, quando se desembaraçar de nós retrógradas nas consciências de quem no nosso país dirige e decide, que se observe a evolução dos outros, que se avance com confiança ao invés de ficar a olhar para trás para o atraso que levamos, parados no comodismo a contar e a calcular o que é preciso para sermos alguém, está na hora de passar à acção, de justificar os inúmeros esforços pedidos ao povo português com trabalho e mais esforço, não sou contra a que se peça aos portugueses mais sacrifícios, sou é a favor de que se justifique esses sacrifícios, e que caso eles não sejam justificados que rolem as cabeças, começando para quem coloca entraves na modernização e avanço ideológico necessário para nos tornar-mos parte real na União Europeia, porque neste momento, não estamos na cauda da União Europeia, nem na cauda da Europa, com este raciocínio começamos a tornar-nos nos dejectos da Europa.

Nos dias que correm, a politíca deixou de me meter nojo, e passou a criar um enorme vazio ocupado pela tristza aglomerado com desespero.