Perceber o complexo dinamismo do universo,
Procurar a verdadeira razão duma qualquer existência...
Encontrar respostas simples para perguntas complexas...
Surgem dúvidas, desconfianças, incertezas...
Raciocínio. Conclusões - indubitável ausência.
Coração... Entreabrir uma porta que deveria estar trancada.
Luz, sombras, sim, não, talvez...
O desejo limitado por um quase,
Uma caixa de surpresas fechada.
Fechar os olhos.
O perspicaz virar de cara.
Arrependimento.
Esquecer. Lembrar. Não querer. Querer.
Limpar a imagem, remover o quadro.
Os outros?
Não estar sozinho. Rever atitudes.
Noite. Má conselheira.
Tentação. Desdramatizar.
Amizade. Arriscar. Medo.
Amigos. Implicados. Medo.
Sentimentos - confusão.
Álcool, música, ritmo.
Vozes, movimentos,
sentimentos.
Nada. Tudo.
Querer esquecer.
Recomeçar.
Não sei.
PERDER.
sábado, novembro 22, 2003
Chutado pela mente, num tempo que não pára...
A dois segundos do destino, todo o tempo parece clandestino, parece que está sempre em marcha, e que nunca mais acaba.
O tempo, o que ele faz. O tempo controla, doma, cria e destrói, o tempo dá e o tempo tira, o tempo está sempre presente.
Sou impaciente, sou um inconformado temporal. Odeio esperar, odeio fazer esperar, odeio que esperem que eu espere. Como tudo na vida, o tempo também tem as suas condutas e regras, a mais importante é que não podemos fugir do tempo, podemos nos esconder de facto, mas fugir, de algo que não corre, de algo que não persegue, de algo que não nos procura, não vale a pena, pelo simples motivo de o tempo estar em todo o lado.
Fico sempre pior quanto menos tempo falta para o momento por qual espero, porque há sempre um tempo dentro desse tempo que não queima como a ponta de um cigarro ou como o pavio de uma vela. Não posso soprar para fazer com que o tempo avance.
Temos tempo para tudo, e geralmente não temos tempo para nada, o que temos de sobra e com certeza, é tempo seja muito ou pouco.
Como maioria das noções e emoções virtuais, o tempo não tem medida, nem se quantifica nem qualifica o tempo. Nunca houve muito tempo nem pouco tempo, nem nunca há um bom período de tempo ou um mau período no tempo, só há tempo.
Muitas vezes quando falhamos pensamos no “timing”, quando acertamos pensamos no “timing”, o momento prefeito no tempo para agir. No fundo não há momento no tempo, pelo menos não prefeito ou imperfeito, o momento é o tempo, e nenhum tempo é perfeito, é apenas tempo.
No fundo o que importa não é esperar, ou fazer esperar, não é escolher o momento certo para agir, porque qualquer momento é de uma probabilidade análoga nos termos de servir ou não servir.
Nós não nos servimos do tempo, ele é que se serve de nós, somos como uma folha a deambular no ar que o vento sopra a correr no tempo em que se esgota, esgota o vento não esgota o tempo. O importante não é agir ou pensar nos momentos que achamos melhores, o importante é agir ou pensar, e fazê-lo de modo convicto e com espírito de lutador. Travamos um luta permanente contra o tempo e contra nós próprios, uma luta que apenas podemos ser vitoriosos, se aprendermos a lutar. A lutar de modo que não interesse o tempo, nem mais nada, a não ser a sensação de liberdade e leveza no espírito por termos feito o que queríamos ter feito à muito tempo atrás, num tempo escolhido por nós, num tempo ou momento que servia tanto como no do alivio.
O melhor é ignorar o que digo, ignorar o que escrevo, deixar de tentar pensar o que me leva a escrever e a gastar tempo, mas o tempo não se esgota.
O melhor a fazer é agir, não interessa o tempo, interessa a liberdade da alma, o aliviar o peso da consciência, e evitar a eterna questão, “E se eu tivesse feito isto e aquilo”.
Temos é de fazer.
quinta-feira, novembro 20, 2003
Insónia
Estou cansada... Quero dormir mas sei que esta noite vai ser passada em claro - mais uma noite acompanhada pela minha fiel "amiga" insónia.
Pensei que talvez a escrita organizasse um pouco este turbilhão de pensamentos...
Mais uma vez, não será nenhum comentário à política, à economia, ao Iraque, à pedofilia, à vida dos colunáveis, enfim, é mais um desabafo...
Encore une fois, ao desfolhar os meus caderninhos encontrei umas palavritas que me fizeram pensar e crescer um pouco a minha pequenina esperança:
«A ansiedade poderá precipitar o pânico, ou uma análise profunda de tudo o que está em jogo. A inveja poderá conduzir à amargura, ou à decisão de competir com um rival e produzir uma obra-prima». ("O Consolo da Filosofia" de Alain de Botton)
Como diria Nietzsche: «As fontes das nossas maiores alegrias estranhamente perto das nossas maiores dores»!
Pode ser que esta insónia me traga a análise profunda de tudo o que está em jogo e alcance um bom resultado.
(Mas porque é que quando se trata de sentimentos nem sempre 2+2=4??)
Pensei que talvez a escrita organizasse um pouco este turbilhão de pensamentos...
Mais uma vez, não será nenhum comentário à política, à economia, ao Iraque, à pedofilia, à vida dos colunáveis, enfim, é mais um desabafo...
Encore une fois, ao desfolhar os meus caderninhos encontrei umas palavritas que me fizeram pensar e crescer um pouco a minha pequenina esperança:
«A ansiedade poderá precipitar o pânico, ou uma análise profunda de tudo o que está em jogo. A inveja poderá conduzir à amargura, ou à decisão de competir com um rival e produzir uma obra-prima». ("O Consolo da Filosofia" de Alain de Botton)
Como diria Nietzsche: «As fontes das nossas maiores alegrias estranhamente perto das nossas maiores dores»!
Pode ser que esta insónia me traga a análise profunda de tudo o que está em jogo e alcance um bom resultado.
(Mas porque é que quando se trata de sentimentos nem sempre 2+2=4??)
sábado, novembro 15, 2003
A Gripe pega que nem a moda.
Estourou a moda da gripe. Hoje em dia é raro encontrar alguém que ainda não tenha andado gripado, principalmente nesta altura do ano. Ainda estamos no Outono, mas a gripe já ataca em força sendo responsável pelo encerramento de escolas e por muitas baixas.
A gripe quando ataca vem em força, tal e qual uma ocupação de um qualquer país árabe por parte dos Norte Americanos. Eu vejo que na Faculdade de Direito de Lisboa a gripe chegou e é para durar. É muito raro o agrupamento de alunos que não tenha 4/5 deles infectados com a gripe. Em todo o lugar a gripe está infiltrada, e propaga-se, e pega-se, tão rapidamente como a moda.
De facto é uma teoria aceitável a de que a gripe hoje em dia seja uma moda, tal como a moda dos telémoveis, ou como a moda de usar aparelhos, ou a moda de usar botas nesta altura do ano, eu acho que a gripe pode ser uma moda. A verdade é que as pessoas teem a necessidade de apanhar gripe para não se sentirem diferentes, para não ouvirem comentários do estilo, “deves achar-te muito mais que os outros rapazinho saudável”, ou do tipo, “o que foste vacinado? mariquinhas com medo de gripezinhas”.
No fundo a gripe pode, além de ser incómoda, ser um trunfo.
É ideal para meter baixas, para não ir à escola, para não aturar os amigos e não ir jogar à bola logo pela manhã, é uma boa desculpa para desmarcar encontros, ou ser acarinhado e mimado pelos outros, é uma arma que absorve compaixão e atenção.
Se calhar maioria das pessoas até querem apanhar gripe, pelo menos uma vez no ano, é algo diferente, algo que revoluciona a nossa rotina de vida, algo que nos pode ser incomodo, mas muito útil.
Observando por exemplo o lado “fashion” da gripe, este vírus pode ser explorado comercialmente, todas as meninas querem exibir os seus lencinhos de diferentes marcas e diferentes cores, há até quem os tenha perfumados e se orgulhe disso.
Vendo agora pelo lado masculino, a gripe pode ser a altura ideal para fazer concursos de “escarretas”, ou até mesmo ver quem tosse mais, ou observar os espirros mais ridículos uns dos outros. Tudo isto numa versão mais infantil. Pois os mais velhos fazem outro tipo de competição, que é ver quem fica mais doente e sem tomar medicação para se mostrar mais forte, ou quem bebe mais bagaço para curar a dor de garganta.
No fundo posso dizer com alguma certeza que para além das dores de cabeça extremamente incomodas, o nariz a pingar e a secar e cheio de feridas, as dores de garganta e a tosse abominável, dos tremores da febre e da má disposição corporal, a gripe é boa em varias vertentes.
É ainda necessário referir que a gripe é algo de positivo para certos mercados, como o dos lenços de papel, para as farmacêuticas e farmácias, para os médicos, e para muitas mais vertentes comerciais.
A culpa não é do vírus a culpa é das modas.
Posso afirmar que estou gripado e por isso sinto-me parte do mundo.
A gripe quando ataca vem em força, tal e qual uma ocupação de um qualquer país árabe por parte dos Norte Americanos. Eu vejo que na Faculdade de Direito de Lisboa a gripe chegou e é para durar. É muito raro o agrupamento de alunos que não tenha 4/5 deles infectados com a gripe. Em todo o lugar a gripe está infiltrada, e propaga-se, e pega-se, tão rapidamente como a moda.
De facto é uma teoria aceitável a de que a gripe hoje em dia seja uma moda, tal como a moda dos telémoveis, ou como a moda de usar aparelhos, ou a moda de usar botas nesta altura do ano, eu acho que a gripe pode ser uma moda. A verdade é que as pessoas teem a necessidade de apanhar gripe para não se sentirem diferentes, para não ouvirem comentários do estilo, “deves achar-te muito mais que os outros rapazinho saudável”, ou do tipo, “o que foste vacinado? mariquinhas com medo de gripezinhas”.
No fundo a gripe pode, além de ser incómoda, ser um trunfo.
É ideal para meter baixas, para não ir à escola, para não aturar os amigos e não ir jogar à bola logo pela manhã, é uma boa desculpa para desmarcar encontros, ou ser acarinhado e mimado pelos outros, é uma arma que absorve compaixão e atenção.
Se calhar maioria das pessoas até querem apanhar gripe, pelo menos uma vez no ano, é algo diferente, algo que revoluciona a nossa rotina de vida, algo que nos pode ser incomodo, mas muito útil.
Observando por exemplo o lado “fashion” da gripe, este vírus pode ser explorado comercialmente, todas as meninas querem exibir os seus lencinhos de diferentes marcas e diferentes cores, há até quem os tenha perfumados e se orgulhe disso.
Vendo agora pelo lado masculino, a gripe pode ser a altura ideal para fazer concursos de “escarretas”, ou até mesmo ver quem tosse mais, ou observar os espirros mais ridículos uns dos outros. Tudo isto numa versão mais infantil. Pois os mais velhos fazem outro tipo de competição, que é ver quem fica mais doente e sem tomar medicação para se mostrar mais forte, ou quem bebe mais bagaço para curar a dor de garganta.
No fundo posso dizer com alguma certeza que para além das dores de cabeça extremamente incomodas, o nariz a pingar e a secar e cheio de feridas, as dores de garganta e a tosse abominável, dos tremores da febre e da má disposição corporal, a gripe é boa em varias vertentes.
É ainda necessário referir que a gripe é algo de positivo para certos mercados, como o dos lenços de papel, para as farmacêuticas e farmácias, para os médicos, e para muitas mais vertentes comerciais.
A culpa não é do vírus a culpa é das modas.
Posso afirmar que estou gripado e por isso sinto-me parte do mundo.
quinta-feira, novembro 13, 2003
Arriscar o coração...
Perguntava-me quando voltaria a estar inspirada para escrever...
A inspiração não é muita, mas como senti uma estranha necessidade de escrever, procurei nos meus livros algo que me despertasse a atenção. Mas foi num caderno que encontrei a resposta...
O Master_Zica e o Zé talvez percebam porque resolvi transcrever este excerto do «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho.
«...as batalhas que travou no passado acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos desses ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário. Mais de uma vez, ele perdeu o seu tempo lutando por uma mentira. E sofreu por pessoas que não estavam à altura do seu amor.
Os vencedores não repetem o mesmo erro. Por isso, o guerreiro só arrisca o seu coração por algo que valha a pena.»
Pois, mas nem sempre é fácil saber o que vale ou não a pena, nem sempre é claro perceber quando se luta por uma mentira.
Não quero dramatizar, mas como diz o velho ditado: «gato escaldado de água fria tem medo».
Até as "brincadeiras inocentes" podem fazer pensar...
A inspiração não é muita, mas como senti uma estranha necessidade de escrever, procurei nos meus livros algo que me despertasse a atenção. Mas foi num caderno que encontrei a resposta...
O Master_Zica e o Zé talvez percebam porque resolvi transcrever este excerto do «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho.
«...as batalhas que travou no passado acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos desses ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário. Mais de uma vez, ele perdeu o seu tempo lutando por uma mentira. E sofreu por pessoas que não estavam à altura do seu amor.
Os vencedores não repetem o mesmo erro. Por isso, o guerreiro só arrisca o seu coração por algo que valha a pena.»
Pois, mas nem sempre é fácil saber o que vale ou não a pena, nem sempre é claro perceber quando se luta por uma mentira.
Não quero dramatizar, mas como diz o velho ditado: «gato escaldado de água fria tem medo».
Até as "brincadeiras inocentes" podem fazer pensar...
segunda-feira, novembro 10, 2003
Com a liberdade de nada fazer e nada dizer.
Admito que hoje não estou muito inspirado para escrever, mas acho que se calhar preciso de o fazer, é quase como se dentro de mim algo me obrigasse a escrever.
Sinceramente não me ocorre muita coisa sobre o que escrever, tenho andado um pouco desligado do mundo, tenho andado um pouco distante de tudo, mas ainda não sei porquê.
Como não tenho muito sobre o que escrever, porque os assuntos não abundam, pelo menos para mim, fico sentado a ouvir musica e a pensar em algo sobre o que escrever.
Neste momento estou sintonizado nos anos oitenta, foram anos muito simpáticos para o mundo da música, nestes anos ascenderam grupos como os Pink Floyd, Led Zeppelin, Supertramp, e muitos outros, mas estes são os meus eleitos, e que constantemente os ponho a passar no pc ou numa aparelhagem.
Lembrei de repente que há uma semana atrás estava em casa com a minha namorada e estávamos a pensar o que fazer, a opção recaiu sobre ver um dvd, ao passar os olhos pelos vários dvd’s apercebi-me que já os tinha visto a todos, mas a minha namorada ainda não tinha visto um entre muitos, mas um titulo cativou-lhe a atenção, Condenados de Shawshank.
Já tinha visto este filme inúmeras vezes, por várias razões que vão desde o elenco com Tim Robbins e Morgan Freeman, até ao seu maravilhoso argumento.
Nesse filme há uma parte em que estes dois actores principais teem uma conversa sobre a liberdade, genericamente falam na liberdade como a vontade, o livre arbítrio, tudo à volta da escolha de caminhos, de viver ou de morrer, de seguir em frente ou estagnar, de sentir ou congelar.
Eu como maioria das pessoas vejo na liberdade o mesmo que aqueles dois homens viam, mesmo com uma situação diferente, pois eles estavam presos e eu estou solto, pelo menos de uma prisão.
Não acredito na liberdade total, nunca pode haver liberdade total, estamos sempre presos a algo, nem que seja a sede por conhecer e saber. Sendo assim liberdade não é estar desligado de tudo em absoluta paz.
Não acredito que a liberdade se traduza em actos tal como o voar, a eterna imagem digna de vir no dicionário ao lado de liberdade, não acho que voar ou ser invisível seja liberdade.
Também não julgo que liberdade seja optar por um caminho na vida, o fazer ou não fazer, o dizer ou não dizer, o saber ou não saber, o querer e o não querer.
No fundo a escolha, a liberdade de escolher através da vontade que cada um tem de tomar determinada decisão que vai levar a uma determinada acção, tudo feito com a livre vontade do individuo.
Liberdade pode ser ter direitos e deveres, e seguir à margem de algo predefinido pela sociedade, e saber que os nossos direitos acabam quando começam os direitos de outrem, há quem de facto veja a liberdade assim, sendo que na minha opinião os vocábulos “dever” e “liberdade” não fazem um bom par.
Para os mais novos a liberdade passa pela irreverência e por não terem responsabilidade, eles vêem mesmo a responsabilidade e os seus pais como a grande barreira para a liberdade. Consigo perceber essa visão, mas definitivamente não concordo, até porque para alguém no fim da adolescência o poder assumir a responsabilidade pelos seus actos e sair da alçada dos pais é liberdade, e com isto também não concordo.
Provavelmente começam a pensar que como sou contra todas estas opiniões, para mim a liberdade é ser contra tudo e todos e isolar-me no meu pensamento ser o dono e único detentor desse pensamento, sendo assim alguém que não tem de concordar com ninguém e achar isso liberdade, mas não, não é esse o meu pensamento.
A minha ideia de liberdade combina mais com vocábulos como “frontalidade”, para mim a liberdade é conseguir assumir os meus actos sejam eles bons ou maus, é ser possível ficarmos felizes mesmo quando fizemos algo mal, não apenas o puro conformismo, apesar de escolhermos o caminho errado ter força para o seguir há espera do que se segue, tal e qual bravos cavaleiros destemidos, sempre de elmo erguido e com olhos fixados no objectivo seja ele o que nós imaginamos anteriormente, seja ele o objectivo que alguém nos pôs na vida, mesmo não sendo aquele que nós queríamos.
Liberdade é, sermos capazes de assumir tudo o que fazemos, seja bom ou mau, libertar a consciência seja do que for, sermos frontais com as pessoas e tentar obter aquilo a que nos propomos a todo o custo, dizer aquilo que pensamos sem rodeios.
Isto é o que eu penso que a liberdade é hoje, não quer dizer que daqui a uns tempos não tenha mudado de opinião até porque se mudar a minha opinião, só tenho de a assumir.
Mas depois de dizer o que penso gostava que deixassem na caixa de comentário o que acham que é a liberdade, a vossa opinião, são livres para dar qualquer que seja a opinião. Deixo a ressalva de que me sinto livre para comentar algumas opiniões ou até mesmo não as aceitar e apagá-las... :)
Sinceramente não me ocorre muita coisa sobre o que escrever, tenho andado um pouco desligado do mundo, tenho andado um pouco distante de tudo, mas ainda não sei porquê.
Como não tenho muito sobre o que escrever, porque os assuntos não abundam, pelo menos para mim, fico sentado a ouvir musica e a pensar em algo sobre o que escrever.
Neste momento estou sintonizado nos anos oitenta, foram anos muito simpáticos para o mundo da música, nestes anos ascenderam grupos como os Pink Floyd, Led Zeppelin, Supertramp, e muitos outros, mas estes são os meus eleitos, e que constantemente os ponho a passar no pc ou numa aparelhagem.
Lembrei de repente que há uma semana atrás estava em casa com a minha namorada e estávamos a pensar o que fazer, a opção recaiu sobre ver um dvd, ao passar os olhos pelos vários dvd’s apercebi-me que já os tinha visto a todos, mas a minha namorada ainda não tinha visto um entre muitos, mas um titulo cativou-lhe a atenção, Condenados de Shawshank.
Já tinha visto este filme inúmeras vezes, por várias razões que vão desde o elenco com Tim Robbins e Morgan Freeman, até ao seu maravilhoso argumento.
Nesse filme há uma parte em que estes dois actores principais teem uma conversa sobre a liberdade, genericamente falam na liberdade como a vontade, o livre arbítrio, tudo à volta da escolha de caminhos, de viver ou de morrer, de seguir em frente ou estagnar, de sentir ou congelar.
Eu como maioria das pessoas vejo na liberdade o mesmo que aqueles dois homens viam, mesmo com uma situação diferente, pois eles estavam presos e eu estou solto, pelo menos de uma prisão.
Não acredito na liberdade total, nunca pode haver liberdade total, estamos sempre presos a algo, nem que seja a sede por conhecer e saber. Sendo assim liberdade não é estar desligado de tudo em absoluta paz.
Não acredito que a liberdade se traduza em actos tal como o voar, a eterna imagem digna de vir no dicionário ao lado de liberdade, não acho que voar ou ser invisível seja liberdade.
Também não julgo que liberdade seja optar por um caminho na vida, o fazer ou não fazer, o dizer ou não dizer, o saber ou não saber, o querer e o não querer.
No fundo a escolha, a liberdade de escolher através da vontade que cada um tem de tomar determinada decisão que vai levar a uma determinada acção, tudo feito com a livre vontade do individuo.
Liberdade pode ser ter direitos e deveres, e seguir à margem de algo predefinido pela sociedade, e saber que os nossos direitos acabam quando começam os direitos de outrem, há quem de facto veja a liberdade assim, sendo que na minha opinião os vocábulos “dever” e “liberdade” não fazem um bom par.
Para os mais novos a liberdade passa pela irreverência e por não terem responsabilidade, eles vêem mesmo a responsabilidade e os seus pais como a grande barreira para a liberdade. Consigo perceber essa visão, mas definitivamente não concordo, até porque para alguém no fim da adolescência o poder assumir a responsabilidade pelos seus actos e sair da alçada dos pais é liberdade, e com isto também não concordo.
Provavelmente começam a pensar que como sou contra todas estas opiniões, para mim a liberdade é ser contra tudo e todos e isolar-me no meu pensamento ser o dono e único detentor desse pensamento, sendo assim alguém que não tem de concordar com ninguém e achar isso liberdade, mas não, não é esse o meu pensamento.
A minha ideia de liberdade combina mais com vocábulos como “frontalidade”, para mim a liberdade é conseguir assumir os meus actos sejam eles bons ou maus, é ser possível ficarmos felizes mesmo quando fizemos algo mal, não apenas o puro conformismo, apesar de escolhermos o caminho errado ter força para o seguir há espera do que se segue, tal e qual bravos cavaleiros destemidos, sempre de elmo erguido e com olhos fixados no objectivo seja ele o que nós imaginamos anteriormente, seja ele o objectivo que alguém nos pôs na vida, mesmo não sendo aquele que nós queríamos.
Liberdade é, sermos capazes de assumir tudo o que fazemos, seja bom ou mau, libertar a consciência seja do que for, sermos frontais com as pessoas e tentar obter aquilo a que nos propomos a todo o custo, dizer aquilo que pensamos sem rodeios.
Isto é o que eu penso que a liberdade é hoje, não quer dizer que daqui a uns tempos não tenha mudado de opinião até porque se mudar a minha opinião, só tenho de a assumir.
Mas depois de dizer o que penso gostava que deixassem na caixa de comentário o que acham que é a liberdade, a vossa opinião, são livres para dar qualquer que seja a opinião. Deixo a ressalva de que me sinto livre para comentar algumas opiniões ou até mesmo não as aceitar e apagá-las... :)
domingo, novembro 09, 2003
Assunto "lamechas"...
Neste Domingo de chuva, cansada de estudar, resolvi escrever algo de útil, mas a inutilidade dos meus pensamentos quase aniquilou a vontade de publicar estas palavras.
Foi então que resolvi passar os olhos pelas notícias de um semanário, mas acabei por o voltar a atirar para o canto onde o deixara abandonado assim que o comprara.
Olhei pela janela e este tempo deprimiu-me... Resolvi escrever sobre o Amor. Pois é... Já cá faltava uma mulher para os assuntos “lamechas”.
Olhando para a prateleira cheia de livros que tenho ao meu lado, só um parece transmitir sucintamente o que penso sobre o Amor:
«O Amor é Fodido» (Miguel Esteves Cardoso).
Meus amigos, a realidade transcende o protocolo e tenho de admitir que concordo com o título que muitos criticarão. Provavelmente vocês Não Querem Ouvir, mas eu também não me quero calar.
Ao longo desse livro duas linhas não consigo esquecer :
«Sofrer é fodido porque o amor é fodido – mas como foder o sofrimento? Fazendo sofrer os outros? Já experimentei. Não resulta.»
Confesso que há 5 anos não percebi bem o livro. Gostei dessas poucas linhas sem saber ao certo porquê, mas a verdade é que quando descobri que o amor era mesmo fodido (não era apenas uma visão sexual ou pessimista das coisas, pois nessa altura ainda acreditava em príncipes encantados, inocente menina), tentei foder o sofrimento fazendo sofrer os outros... Mais tarde cheguei à conclusão: não resulta!
O sofrimento não passa, a culpa nasce e compreendi que há coisas às quais tenho de ser fiel... Os meus valores, a dignidade dos outros, a minha própria dignidade. É que eu todos os dias durmo acompanhada... com a minha consciência. E prefiro que ela esteja tranquila.
Eu só gostava de saber porque o meu coração escolhe sempre quem não deve?
Há quem “bata mal” e goste de sofrer... No meu caso é mesmo o meu coração que “bate mal”...
Também li, algures, que «quem ama é porque ainda não aprendeu a viver e quem vive é porque ainda não aprendeu a amar»...
Lendo outro livro (a minha necessidade de respostas faz-me viajar por páginas e páginas que ainda me deixam mais confusa) percebi a diferença entre o Oriente e o Ocidente. O Oriente tentou a meditação sem o Amor e o Ocidente tentou o Amor sem a meditação. E foi isso que ao Oriente trouxe o equilíbrio mas não a felicidade e ao Ocidente alguma felicidade pelas mãos do Amor, mas nunca o silêncio, faltando sempre o encontro consigo próprio... Mas este é, só por si, um assunto que dava “pano para mangas”... Ficará para a próxima!
Poderia ficar horas a escrever, mas é melhor acabar por aqui... Até porque tenho de ir estudar... Os meus livros esperam-me... Pacientes e na esperança que eu os acabe e os perceba, para não terem de me aturar por muito tempo...
«Se alguém soubesse do que digo e do que quero e aceitasse o que eu decidisse aceitar, do pouco de mim que tenho para dar, então sim entregar-me-ia, a essa pessoa, e seria dela, com as letras e os cuidados que tiver, para sempre.
E as palavras não me pertencem mas também não pertencem a ninguém».
Foi então que resolvi passar os olhos pelas notícias de um semanário, mas acabei por o voltar a atirar para o canto onde o deixara abandonado assim que o comprara.
Olhei pela janela e este tempo deprimiu-me... Resolvi escrever sobre o Amor. Pois é... Já cá faltava uma mulher para os assuntos “lamechas”.
Olhando para a prateleira cheia de livros que tenho ao meu lado, só um parece transmitir sucintamente o que penso sobre o Amor:
«O Amor é Fodido» (Miguel Esteves Cardoso).
Meus amigos, a realidade transcende o protocolo e tenho de admitir que concordo com o título que muitos criticarão. Provavelmente vocês Não Querem Ouvir, mas eu também não me quero calar.
Ao longo desse livro duas linhas não consigo esquecer :
«Sofrer é fodido porque o amor é fodido – mas como foder o sofrimento? Fazendo sofrer os outros? Já experimentei. Não resulta.»
Confesso que há 5 anos não percebi bem o livro. Gostei dessas poucas linhas sem saber ao certo porquê, mas a verdade é que quando descobri que o amor era mesmo fodido (não era apenas uma visão sexual ou pessimista das coisas, pois nessa altura ainda acreditava em príncipes encantados, inocente menina), tentei foder o sofrimento fazendo sofrer os outros... Mais tarde cheguei à conclusão: não resulta!
O sofrimento não passa, a culpa nasce e compreendi que há coisas às quais tenho de ser fiel... Os meus valores, a dignidade dos outros, a minha própria dignidade. É que eu todos os dias durmo acompanhada... com a minha consciência. E prefiro que ela esteja tranquila.
Eu só gostava de saber porque o meu coração escolhe sempre quem não deve?
Há quem “bata mal” e goste de sofrer... No meu caso é mesmo o meu coração que “bate mal”...
Também li, algures, que «quem ama é porque ainda não aprendeu a viver e quem vive é porque ainda não aprendeu a amar»...
Lendo outro livro (a minha necessidade de respostas faz-me viajar por páginas e páginas que ainda me deixam mais confusa) percebi a diferença entre o Oriente e o Ocidente. O Oriente tentou a meditação sem o Amor e o Ocidente tentou o Amor sem a meditação. E foi isso que ao Oriente trouxe o equilíbrio mas não a felicidade e ao Ocidente alguma felicidade pelas mãos do Amor, mas nunca o silêncio, faltando sempre o encontro consigo próprio... Mas este é, só por si, um assunto que dava “pano para mangas”... Ficará para a próxima!
Poderia ficar horas a escrever, mas é melhor acabar por aqui... Até porque tenho de ir estudar... Os meus livros esperam-me... Pacientes e na esperança que eu os acabe e os perceba, para não terem de me aturar por muito tempo...
«Se alguém soubesse do que digo e do que quero e aceitasse o que eu decidisse aceitar, do pouco de mim que tenho para dar, então sim entregar-me-ia, a essa pessoa, e seria dela, com as letras e os cuidados que tiver, para sempre.
E as palavras não me pertencem mas também não pertencem a ninguém».
sexta-feira, novembro 07, 2003
Quick Message
Uma breve mensagem para agradecer a participação neste blog de alguém que é muito importante tanto para mim como para o Master_Zica, e agradecer a primeira participação feminina neste blog.
Daqui em diante com a participação desta pessoa o blog só pode obter melhor qualidade, e ficar mais interessante.
Welcome Aquarius ;P, I hope you enjoy it.
Daqui em diante com a participação desta pessoa o blog só pode obter melhor qualidade, e ficar mais interessante.
Welcome Aquarius ;P, I hope you enjoy it.
Vendedores de Amigos
Saudações!
Não sei como começar... Sempre que escrevo, a introdução é que mais me custa... Tenho a iniciativa, sei qual o conteúdo que quero expor, mas as primeiras linhas custam sempre a sair...
Começarei pelos agradecimentos... Obrigado Master_Zica, obrigado Zé. Não só por me proporcionarem a oportunidade de expor o que penso (o que nasce desta mente inquieta) mas acima de tudo, pela vossa amizade!
Infelizmente a amizade passou a ser uma «coisa» rara! Uma pedra rara que mesmo quando encontrada é difícil estimar o seu valor... Pior, uma vez encontrada, muitas vezes nem é reconhecida. Habituámo-nos a ver hipocrisia em todo o lado, a esperar sempre uma facada, a nunca confiar, a desistir... Talvez nos falte o tempo (comemos fast-food e talvez nos esqueçamos que não existe fast-friendship...) Relembro um excerto do livro «O Principezinho»: "Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos." ... E entristece-me pensar que pode ser verdade, que o progresso nos fez regredir. Para muitos esta pode ser uma afirmação absurda, afinal se progredimos não regredimos... Mas talvez não seja assim, talvez, como numa fronteira de possibilidades de produção, para termos mais de um bem temos de prescindir de outro...
Mas assim como vocês não desistiram de mim, eu não desistirei de acreditar na Amizade. Obrigado por não me deixarem «fugir», por não me deixarem desistir dos amigos, do curso, da auto-estima. É bom poder ter amigos como vocês.
Master_Zica, obrigado pelo «Adoro-te», obrigado pelo apoio incondicional.
Zé, eu não ligo mais às outras pessoas do que a ti! Não sejas ciumento!
Aquarius despede-se com esperança de não meter muita água naquilo que se atrever a escrever.
Não sei como começar... Sempre que escrevo, a introdução é que mais me custa... Tenho a iniciativa, sei qual o conteúdo que quero expor, mas as primeiras linhas custam sempre a sair...
Começarei pelos agradecimentos... Obrigado Master_Zica, obrigado Zé. Não só por me proporcionarem a oportunidade de expor o que penso (o que nasce desta mente inquieta) mas acima de tudo, pela vossa amizade!
Infelizmente a amizade passou a ser uma «coisa» rara! Uma pedra rara que mesmo quando encontrada é difícil estimar o seu valor... Pior, uma vez encontrada, muitas vezes nem é reconhecida. Habituámo-nos a ver hipocrisia em todo o lado, a esperar sempre uma facada, a nunca confiar, a desistir... Talvez nos falte o tempo (comemos fast-food e talvez nos esqueçamos que não existe fast-friendship...) Relembro um excerto do livro «O Principezinho»: "Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos." ... E entristece-me pensar que pode ser verdade, que o progresso nos fez regredir. Para muitos esta pode ser uma afirmação absurda, afinal se progredimos não regredimos... Mas talvez não seja assim, talvez, como numa fronteira de possibilidades de produção, para termos mais de um bem temos de prescindir de outro...
Mas assim como vocês não desistiram de mim, eu não desistirei de acreditar na Amizade. Obrigado por não me deixarem «fugir», por não me deixarem desistir dos amigos, do curso, da auto-estima. É bom poder ter amigos como vocês.
Master_Zica, obrigado pelo «Adoro-te», obrigado pelo apoio incondicional.
Zé, eu não ligo mais às outras pessoas do que a ti! Não sejas ciumento!
Aquarius despede-se com esperança de não meter muita água naquilo que se atrever a escrever.
quarta-feira, novembro 05, 2003
Ideias soltas, e com o valor que lhes derem.
Uns tempos atrás, referi num post meu que a blogoesfera pecava por falta de originalidade, a opinião mantém-se.
Hoje penso que possivelmente a blogoesfera é um universo um bocado grande, e reduzindo esse universo a este blog, acho que este blog não peca por falta de originalidade, o certo é que todo e qualquer passo já foi certamente dado por outra pessoa qualquer.
O verdadeiro propósito deste post é informar e apelar para a participação de todos os valentes leitores que casualmente passam por aqui para ler algo de mais ou menos interesse. (espero que a pub nas páginas eróticas valha a pena)
Queria dar inicio a novas experiências neste grandioso blog (passando a modéstia), iniciando novas vertentes, como exemplos deixo a promessa de retomar com algumas frases proferidas por gente com mais interesse do que eu, iniciar a saga de aventuras do Gusmobil, e criar um espaço de discussão e debate sendo que pergunto aos leitores o que pensam de certo assunto esperando que estes respondam nos comentários para depois ser possível fazer uma estatística.
Recapitulando, frases com interesse maior do que as baboseiras que aqui digo, a saga das aventuras de Gusmobil (dedico esta saga á Kate), e elementos de discussão e votação se houver colaboração dos leitores.
Já agora ao deixar esta ideia digam o que acham de enveredar por mais estes três caminhos na procura de alguma originalidade, mesmo esta sendo escassa.
Confissões da parte fraca do ser. --- Recomendado a amigos!
De volta ao ditame de baboseiras cibernauticas, é para isso que aqui estou.
Após umas mini-férias, cinco dias bem revigorantes que até chegaram a parecer muito mais, mas como é óbvio nunca é o suficiente, volto ao papel de escriba deste blog, sendo que julgo-me responsável pela parte mais “popularucha” do blog, popularucha no bom sentido, a falta de preocupação na escrita ou no seu sentido, não que vá optar por uma vertente de revistas cor-de-rosa e começar a atirar boatos ao ar. (esta ideia não é de descartar por completo)
Nos últimos dias voltei ao meu paraíso, á minha terra natal, ao meu cantinho e aos meus.
Nesse local onde passei uns descansados cinco dias, era bem possível manter contacto com o mundo da blogoesfera e continuar a blogar e tudo, mas constatei algo engraçado, apesar de estar num local que me é querido, de estar no conforto do lar, na companhia da minha família, junto de pessoas que me dizem tudo e mais alguma coisa, não fui capaz de uma única vez me inspirar e escrever algo.
Agora estou de volta, para um sitio que durante grande parte do dia me parece um local sombrio, um local sóbrio e sem graça, um lugar frio e fútil, longe da família, um local que não mostra logo na primeira perspectiva a mesma alegria, o mesmo calor do carinho do lar. Embora assim parecendo, cada vez mais aparecem motivos que me mostram algo de contraditório, algo que faz o local sóbrio parecer um local mais divertido, um local mais acolhedor, um local mais agradável, um local para onde também gostamos de voltar, um local de onde somos capazes de sentir saudades.
Os grandes, os primordiais, argumentos, a razão de tudo parecer melhor é sem dúvida alguma devido ás boas amizades que cultivei, e espero continuar a sedimentar, e aumentar a sua força e a sua duração, sem duvida são os meus amigos que me tornam fortes para dar a próxima passada num caminho tão incerto e inseguro que tenho de percorrer, e que acompanhado por eles revela-se tudo muito mais fácil.
Anteriormente já me havia apercebido deste facto, mas acho que a ultra confirmação foi feita nestes dias, e como é óbvio houve momentos importantes para esta descoberta, o mais engraçado é que foram momentos tão dispersos por pura ocasionalidade e naturalidade que só nesta pausa em que pude reflectir é que tive oportunidade de juntar algumas peças para me aperceber de um quadro que já á algum tempo julgo estar exibido aos meus olhos.
Foram momentos memoráveis, isso foram todos sem dúvida, mas uns com peculiariedades diferentes, quer pela diferença entre as pessoas, quer pela aleatoriedade das situações. Posso referir alguns momentos, sem que eles tenham qualquer classificação de importância ou que lhes seja atribuído um grau.
Como exemplo dou o facto de ter conhecido um grande amigo, um dos apoios para o caminho que percorro, aproximadamente á oito, nove anos atrás sendo que desde ai fomos sempre colegas académicos, e com certeza por mais alguns anos seremos bons colegas e bons amigos.
Outro marco importante sem dúvida foi quando comecei a travar amizade com o meu colega de turma e de blog, uma pessoa por quem tenho uma grande estima, praticamente infindável, uma amizade que pelo meu lado vai perdurar por muitos e longos anos, atrevo-me a dizer, talvez com alguma presunção, que vai durar até ao fim das nossas vidas.
O travar conhecimento com uma rapariga, alguém muito peculiar com um feitio muito interessante, por vezes difícil de aturar, mas sem duvida fascinante, e foi num dia, não há muito tempo, que evidenciei uma constatação e afirmação remota, ao dizer que ela seria para mim a minha melhor amiga, a par de mais uma ou outra pessoa, mas sem dúvida merecedora do titulo de melhor amiga. E foi no momento de uma brincadeira infantil minha de o libertar da imaginação que fiquei radiante de energia de ver aquele rosto a esboçar alguns sorrisos que eu sei que fui eu que conquistei, quando por momentos cheguei a pensar que para aquela pessoa pouco significava, sinceramente ainda não sei se significo, mas ao menos prevalece a esperança de tal desejo. E é a ela que dedico o meu futuro sucesso, Lês Adventures de Gusmobil, é a essa pessoa que dedico essa grande ficção.
Não é por eu ser uma pessoa que seja apologista extremo do equilíbrio, mas para referir uma quarta pessoa que me marcou nestes últimos anos, foi outra rapariga, alguém de quem estou próximo todos os dias, alguém com quem partilho muita coisa, e muita amizade, e muito carinho, mas que as circunstancias do tempo, por algum motivo nos separaram e resfriaram uma amizade que já foi bem melhor, mas a essa pessoa deixo o apelo para não deixar escapar uma possível grande amizade.
As outras pessoas referidas são facilmente identificadas por quem me conhece, a quarta pessoa não sei se devo identificar, para os que nos conhecem deixo o nome de código “Sónia Andreia”.
Muitas mais pessoas fazem parte deste grupo de pessoas que conheci, mas talvez só mais três ou quatro pessoas se enquadrem a este grupo especial de pessoas.
Com isto não digo que o grupo de pessoas muito importantes que conheci nestes últimos tempos não seja maior, no fundo sei que a culpa por um lado se deve ao meu feitio pouco lapidado e insuportável, brusco, até mesmo rudimentar, sem mostrar afecto pelas pessoas, e no fundo com o meu feitio e os pedidos mudos de afecto, fazem com que eu sinta falta de demonstrações de amizade, e talvez por isso por isso sejam seis ou sete as pessoas que me marcaram nestes últimos tempos, e não vinte ou trinta.
Este post gostava de o dedicar a todas as pessoas que nos últimos anos teem sido capazes de me aturar, e pelos corajosos esforços de serem agradáveis para um insociável como eu.
Para os referidos e para todos os outros que no dia a dia mantenho um contacto, a vós vos agradeço, e é a vocês que vos apelo, que tentem cultivar e não deixar morrer as amizades, porque no fundo não são apenas a base, como também são o topo de muita coisa.
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