sexta-feira, julho 31, 2009

Swinga no sambinha...awwweeee valeu.



Oiçam a letra, e aprendam.

domingo, julho 19, 2009

Não sei que mais dizer.

Não sei muito sobre a vida e a morte, nem posso dizer que saiba muito sobre o bem e o mal, ou a alegria e a tristeza.
Sei o que a vida me deixou aprender, e sei o que consegui retirar do que se chamam lições de vida.
Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, não sou a mais perspicaz, não serei a mais paciente, a mais calma, o culminar da inocência, a ingenuidade pura, nem serei o melhor ou o pior de tudo, ou em algo.
Considero-me mediano, completamente mediano, não sou normal, ou comum, mas sou mediano, não sou especial, nem mais nem menos que a maioria das pessoas.
Tenho noção que a sabedoria é algo que se adquire durante a vida por vontade própria, não se absorve, não se depreende por simples contacto, é preciso querer, é preciso reflectir no tema, no assunto, nos problemas, no que queremos aprender, é preciso pensar muito bem e tentar juntar a lógica necessária para obter uma ideia geral sobre aquele tema.
A sabedoria acaba por ser o arquivar das experiências da vida, do modo que mais nos convém.
As pessoas são diferentes no meio de tanta coisa em comum, no meio de tanta mediocridade, e digo isto não no sentido depreciativo, mas a realidade é que o ser humano é em si o paradoxo da diferença na igualdade do ser.
Somos todos capazes dos gestos mais bonitos, dos mais feios, somos todos capazes de fazer bem e fazer mal.
Isto tudo para dizer que sou a anormalidade dentro do habitual, tenho tanto de diferente como tenho de comum com qualquer outra pessoa.
Acho que todos somos capazes de gostar de alguma coisa, ou de alguém, não interessa a intensidade, a frequência, não se impõem qualidade ou quantidade, o valor da paixão será sempre subjectiva.
Eu de maneira anormal gosto de alguém. Gosto de alguém à minha maneira, como acho que ninguém poderá alguma vez gostar, porque não são eu. Gosto de alguém porque gosto, não é segredo esta minha simplicidade no gesto de sentir afecto.
Se calhar pela primeira vez não sofro por gostar, apenas me compadeço por não ser compreendido.
Gosto, e quero, desejo o carinho de alguém como quem deseja ter um dia bom. Sentimento mais que normal e natural, algo que desejo todos os dias, um dia bom em que seja feliz, em que aconteçam mais coisas boas que más, um dia em que tu sejas comigo o que já foste muitas vezes, e por algum motivo me privaste de voltar a ver.
Sou paciente, sou persistente, sou porque gosto, senão se calhar não era, e não sei deixar de gostar, porque não quero deixar de gostar.
No fundo não estou entre a espada e a parede, eu sou a parede que deseja a espada.
Não faço segredo do que sinto, e tenho sempre imensa vontade em partilhar os meus sentimentos contigo, mas penso agora que se calhar isso faz de mim fraco, ou sufocante perante os teus olhos. Lamento não conseguir deixar de expressar o que sinto por ti, lamento não saber controlar esta vontade de te mimar e fazer bem.
É mais forte que eu querer proteger-te, querer cuidar de ti, gostar de te fazer rir, ser o motivo de um teu sorriso.
Não vou conseguir deixar de gostar de ti, porque não o quero fazer, nem seria capaz.
Vou continuar a gostar de ti, porque é o que sinto vontade de fazer. Mentia se tivesse a audácia de dizer que não me interessa o que tu pensas, ou o que sentes, mas mais uma vez digo que os meus sentimentos não necessitam da tua reciprocidade para existirem.
Sei que me posso magoar, que posso chorar, posso sentir a tua falta, sentir-me esquecido, posso dizer que estás distante, que me sinto baralhado e confuso pelas mensagens distintas que mandas. Sei que só posso esperar por ti, que só tenho que aceitar aquilo que és e quem és, e que foi por isso mesmo que acabei a gostar de ti.
Sei que não te é possivel dar o que mais almejo, sei que as coisas não são fáceis, sei que se calhar nem tens grandes razões ou motivos para gostar de mim, mas não me podes julgar por querer esperar, ou por morder a esperança de forma a alimentar a minha vontade.
Gosto de ti, e sei que já sabes disso, não existe mais razões para o voltar a dizer. E por aqui me fico. Fico à espera com a esperança, estendendo a mão que não te alcança, onde te ofereço o meu saber ser, a minha singela e errática maneira de gostar.

segunda-feira, julho 13, 2009

A minha persistência, a tua irresistivel essência.

Sempre em busca de ti, sinto-te distante, e eu aqui.
Não me vou embora, não vou baixar os braços, deixar de te querer, ou deixar-te de ver como vejo, recuso-me e não o faço.
Quero-te assim, quero-te bem, para mim.
Talvez não faça sentido, talvez seja cansaço, sei que não luto pelo impossível, luto pela felicidade que almejo, que desejo como quem sente o que sabe sentir.
Gosto de ti hoje, gosto de ti amanhã, nada muda, independentemente do que me dás ou do que me negas.
Sinto-te distante, e a afastar-me cada vez mais, e recuso-me a largar o que quero, o que sinto, o que decidi viver por mim.
Talvez seja o cansaço, talvez seja apenas a minha imaginação, mas continua tudo o mesmo para mim, tudo o que te disse, tudo o que te digo, todos os dias.
Não me esqueço de ti, és especial, gosto de ti e estou aqui. Vou cá ficar, sozinho ou como for, mas não vou deixar de sentir o que tenho para sentir, não me vou negar essa liberdade, a liberdade de gostar, venha a dor, venha o medo, ou venha o tempo, não me vou deixar cair nesse tormento.
És a minha música, o meu sorriso, és as mãos que me afagam o rosto, a força do meu pensamento, és musa, és esperança, numa felicidade que também dança, que se prende, cravada no meu peito.
Sei que me fazes feliz, e quero essa felicidade, ou ma dás ou conquisto-a. Não vou a lado nenhum.

(Acho que estas foram as palavras de um homem convicto, num dia de desespero, estando ele a escrever uma carta no café central de Motovun.)

quarta-feira, julho 01, 2009

Fechei os olhos para te ver assim.

Encontrei-te à minha janela, e que silhueta tão bela, que cheiro tão bom, eras tu.
Estavas a olhar para o mar, embalada pelo som da brisa, alguns pássaros, e a onda que encosta à rocha.
Sossegada. Estavas tão sossegada que até tive medo de te incomodar, fiquei quieto a observar-te com um ar tão puro, mas presa por um olhar distante e perdido.
Não sabia em que pensavas, como sempre. Não sabia o que fazer por ti, mais uma vez.
O sol tocava-te na face, e a brisa descobria-te o pescoço afastando gentilmente os teus cabelos. Pareciam gestos meus, levados a cabo pela natureza. Que inveja tive eu daquela brisa, daquele sol. Queria ser eu a afastar-te os cabelos do pescoço, e dar-te um beijo quente e doce, no teu pescoço.
Parecias sozinha, compenetrada nos teus pensamentos. Não me parecias feliz, mas também não sabia dizer se estavas triste.
Queria tanto confortar-te, queria tanto fazer-te sentir segura.
Continuei a observar-te, a olhar-te com os olhos cheios de ternura, e a cabeça ocupada a pensar no que poderia fazer por ti.
Perdi o receio de te incomodar, perdi o medo de estar a envolver-me demasiado no teu espaço, perdi o medo, mas não quebrei o respeito que tenho por ti, pelo teu espaço, pelo teu mundo, foi apenas uma sensação mais forte do que tudo. Foi aquela sensação e necessidade de te agarrar, dizer que vai ficar tudo bem, que não te vou largar porque não quero nem posso, que vou cuidar de ti.
Dei os passos que tinha a dar na tua direcção, ganhei coragem, abracei-te por trás, senti as tuas costas coladas ao meu peito, abracei-te pela cintura, cheirei o teu cabelo, afastei-o, dei-te um beijo no pescoço e sussurrei ao teu ouvido "estou aqui, por ti e para ti."
De repente vejo o teu corpo a rodar nos meus braços, e a o teu corpo a virar-se para mim, a tua boca tão perto e eu tremi.
Puseste as tuas mãos em volta do meu pescoço e com um sorriso disseste, "eu senti-te ali ao canto a olhar para mim, e sei que estás aqui para mim, sem vontade de me largar.". Encostaste a cabeça no meu peito, e senti o teu sorriso bem perto do meu coração, senti o calor que precisava, senti que te tinha feito bem, e feliz por saberes que estava ali para ti.
Dei-te um beijo na testa e prometi que iria tudo ficar bem, e quando menos esperava, olhavas para mim com os olhos cheios de crença, como quem aceitava a minha promessa e a iria cobrar com carinho. Sorri para ti, e enquanto sorria e piscava os olhos senti os teus lábios perto dos meus. Beijei-te, num beijo profundo e eterno, e tudo o resto parou ali. Deixei-me ficar, agarrado a ti, e à promessa que te fiz.