terça-feira, dezembro 30, 2003

Adeus 2003!

O último blog do ano.
Adeus 2003. De ti manterei apenas algumas lembranças... Umas porque são boas e não quero esquecer, outras, porque más, não consigo esquecer...
Ao entrar em 2004 vou deixar para trás o que não presta. Vou renovar o espírito e viver uma nova vida. Algumas pessoas ficarão esquecidas, confesso, mas é assim... Ano novo vida nova. O que não tem força para sobreviver morre.
Posso parecer fria, mas é assim... É como sou... Este meu mau feitio permanecerá...

Bom ano para todos vós!

terça-feira, dezembro 16, 2003

Atestado de estupidez!

Eu sou suspeita para falar do Natal, porque eu detesto o Natal, mas não me consigo conter!

Temos de admitir que ou andamos a passar atestados de estupidez às crianças ou simplesmente falta a coragem de dizer que lhes andamos a mentir desde que nasceram...
Parece impossível, vamos a um centro comercial ou ao Jardim Zoológico e encontramos pelo menos uns 3 Pai-Natais diferentes...
E queremos nós que o mundo melhore quando, desde cedo, começamos a corromper as novas gerações!


domingo, dezembro 14, 2003

Algo para ocupar espaço, ou talvez só um conselho, uma dica, uma luz.

Desorientação é algo terrível, principalmente a desorientação dos pensamentos, não saber o que pensar ou sentir. Quantas vezes na vida nos baralham por dentro com simples palavras, com jogos de palavras, com jogos de intenções.

É terrível não saber o que sentir, aí começamos a pensar o que fica melhor sentir, acaba por ser como escolher o que vestir, e acabamos por fazer a pergunta do que vamos sentir hoje.

Normalmente até sou uma pessoa inteligente, pelo menos prudente em maioria dos casos, costumo variar os sentimentos, mas raramente me engano naquilo que devo sentir em determinado momento.
Sei que ainda não vivi o suficiente, mas sei que já vivi muito para poder julgar, para poder aconselhar, para poder dizer disparates.

Se fosse a julgar diria que as pessoas que agem mal, deviam ser as primeiras a tentar mudar e resolver a situação.

Se for a aconselhar, aconselho que se de uma oportunidade, que se de uma oportunidade ao dialogo e à frontalidade, que se resolvam as coisas a falar, mas que isso parta da pessoa com mais interesse, o que em alguns casos é difícil de definir, noutros é bem evidente.

Se for a dizer um disparate, digo que acredito nas pessoas piamente, ou então digo que devemos desconfiar de todos, quando o mais certo é contrabalançar, devemos dar sempre uma oportunidade, mas manter sempre um pé atrás, pois de quem pouco sabemos tudo esperamos.

Eu sinceramente nem sei para que escrevi isto, ou porque ponho isto aqui, duvido que tenha o mínimo de interesse para alguém, o mais provável é ser um desabafo.
As pessoas teem o direito a mudar, têm o direito a que os outros lhes ajudem e dêem uma oportunidade, mas são essas pessoas que devem mudar o comportamento, devem procurar falar, devem procurar mudar e não esperar que sejam os outros a esquecer ou mudar por elas.

Não adianta ser vítima num mundo de injustiçados.

Somos todos vitimas de algo, ou de conformismo ou de estupidez, ou de calculismo até à discriminação, todos temos defeitos, apenas temos de mudá-los e adaptá-los as pessoas com quem queremos estar.
Uma coisa é certa as pessoas estão sempre dispostas a ouvir, podem não responder ou nem ligar, mas ouvem, é preciso é que alguém esteja disposto a falar, a mudar, e a encontrar os sentimentos certos para se adaptar ao mundo que quer abraçar.

Ninguém espere que o tempo mude a situação, é preciso tomar a iniciativa, e parte sempre do lado mais necessitado.

quinta-feira, dezembro 11, 2003

A publicidade 2 em 1.



Após o delírio febril ontem à noite, decidi que hoje iria escrever sobre algo menos interessante e mais enfadonho.
Decidi que queria partilhar a minha opinião sobre a publicidade. Devem perguntar “porque raio vai este gajo partilhar opiniões, ainda não percebeu que não estamos interessados?”.

Eu apenas partilho as opiniões mais inúteis e que me ocupam espaço neste cérebro diminuto, as boas opiniões guardo à espera do momento prefeito para surpreender o mundo.
Como esta opinião não tem utilidade pública, e é matéria que me ocupa o cérebro decidi partilhar.
Pois é, a publicidade, belo tópico de conversa.
Decidi abranger a publicidade por duas vertentes, fazer uma espécie de opinião dois em um, e enveredar tanto pelo lado comum da publicidade como o lado mais formal e legal da publicidade. (o legal não é sinónimo de show de bola em brasileiro, é legal de legalidade, na vertente jurídica.)

Começo por definir publicidade no termo jurídico. Publicidade é qualquer forma de comunicação feita por entidades de natureza pública ou privada no âmbito de uma actividade comercial, industrial, artesanal ou liberal, com o objectivo directo ou indirecto de promover, com vista à sua comercialização ou alienação, quaisquer serviços ou bens, ou promover ideias, princípios, iniciativas ou instituições.
Também é considerado publicidade qualquer comunicação da Administração Publica que tenha por objectivo promover, directa ou indirectamente, o fornecimento de bens ou serviços.
Apenas a propaganda política não é considerada publicidade segundo os tramites legais da lei nº 24/96 de 31 de Julho, alterada pelo decreto-lei nº 67/2003, de 8 de Abril, anexo sobre o código da publicidade.

Após definir o que é a publicidade para o mundo jurídico, quebro a corrente e faço uma pequena compilação de anúncios odiosos da televisão portuguesa.
Em primeiro lugar fica com certeza o anuncio da Netcabo, o anuncio referente ao concurso do Ferrari em que aparece um pobre jovem a imitar a rotação de um motor do Ferrari, sendo que o anuncio baseia-se apenas na produção de um som (NAAAAAAAAAaaahhhNaaaaaaahhh), o que é extremamente irritante.

Em segundo lugar nomeio o anuncio do Mon Cheri, em que o suspense final é asfixiante, como será que vão dividir o último Mon Cheri? Aposto que a se o homem fosse a comer o último sozinho a mulher rogava-lhe a praga do intestino incontinente.

Outro anuncio é o anuncio do shampoo Herbal Essences (julgo ser este o nome), em que metem uma mulher a ter um orgasmo sempre que usa o shampoo. È claramente publicidade enganosa, o shampoo não provoca aquele estado de excitação, como sempre o mais provável é o orgasmo ser falsificado, logo a publicidade é enganosa.

A publicidade de telemoveis, por vezes deixa um pouco a desejar, principalmente o anuncio da geração tipo “Duh”, este anuncio além de falso e estúpido viola os pontos b, c e f do nº 2 do artigo 7º da lei referida anteriormente neste artigo, esses pontos versão sobre a estimulação ou apelo à violência, atentado contra a dignidade da pessoa humana e utilização de língua obscena.

Posteriormente farei uma continuação da compilação de anúncios degradantes, mas confesso que ultimamente não tenho assistido o numero de horas de televisão suficiente para poder ter um conhecimento geral da publicidade feita hoje em dia.

Agora falando de coisas mais sérias gostava de referir um numero irrisório de normas que são violadas hoje em dia pela publicidade.
Começando pelo artigo 7º da lei já referida, que versa sobre o principio de ilicitude da publicidade vem logo dois ou três anúncios à cabeça que violam mais de dois pontos daquele artigo. Logo a seguir no artigo 8º sobre o principio da identificabilidade no ponto n.º 2 esta claro que a publicidade feita na televisão ou rádio tem de ser claramente separada da restante programação, através da introdução de um separador no inicio e fim do espaço publicitário, eu acabo de assistir a publicidade feita a meio de um programa, publicidade clara a uma marca de electrodomésticos de cozinha.

O artigo seguinte, o artigo 9º sobre a publicidade oculta ou dissimulada no pontos n.º 1 e 2 refere que fica vedada e proibida o uso de mensagens subliminares ou outro meio dissimulador que explore a possibilidade de transmitir publicidade sem que os destinatários se apercebam da natureza publicitária da mensagem, ou que na transmissão televisiva ou fotográfica de qualquer acontecimento real ou simulado, é proibido a focagem directa e exclusiva da publicidade existente, quando já foi alvo de comentário em algumas revistas de informação o caso de alguma da produção nacional ser patrocinada por marcas que patrocinam certas novelas e depois durante a sua transmissão são focados os produtos patrocinadores, como o caso do patrocinio de uma novela de produção nacional, por parte da água suja do imperialismo americano, expressão aplicada por Salazar.

Publicidade enganosa encontra-se explicita no artigo 11º da lei referida anteriormente, e em muitos dos seus pontos podemos inserir o telemarketing ou a publicidade dos mestres de serviços milagrosos que alem de violar o artigo da publicidade enganosa, viola também o artigo 22º-B sobre a proibição de publicidade sobre produtos e serviços milagrosos, quando todos os dias em qualquer jornal, panfleto, e até já na televisão vemos publicidade à prestação de serviços destes.

Versado no artigo 17º está o assunto da publicidade de bebidas alcoólicas, e no n.º 2 deste artigo está expressamente proibida a publicidade de bebidas alcoólicas na televisão e rádio, entre as 7 horas e as 22 horas e 30 minutos, por acaso nunca ninguém reparou nos anúncios de marcas de vodka.
O n.º 4 deste artigo diz que é proibido associar a publicidade de bebidas alcoólicas aos símbolos nacionais, consagrados no artigo 11.º da Constituição da República Portuguesa, julgo que a bandeira da República Portuguesa é um símbolo nacional, e julgo que a cerveja é uma bebida de teor alcoólico. Será que alguma vez foram associadas uma marca de cerveja e um símbolo nacional?

No artigo 23º onde consta a publicidade domiciliária diz no n.º 1 que a publicidade entregue no domicilio do destinatário, por correspondência ou qualquer outro meio, deve conter, de forma clara e precisa certos pontos, como elementos para identificação do anunciante, este é geralmente respeitado, indicação do local onde o destinatário pode obter as informações de que careça, este também é respeitado maioria das vezes, já os últimos dois pontos quanto à descrição rigorosa e fiel do bem ou serviço publicitado e as suas características, como também o preço e formas de pagamento, bem como as condições de aquisição, de garantia e de assistência pós-venda sobre um bem ou serviço, isso raramente é respeitado.

Apenas irei referir mais um artigo porque o tempo também escasseia, o artigo 24º no seu ponto n.º 3 refere que os telejornais e programas televisivos de informação não podem ser patrocinados, peço que reparem no fim dos telejornais se não há publicidade, e muito menos cumpre o ponto n.º 2 do artigo 8º sobre a identificabilidade da publicidade.

Há mais dois casos que sem basear de momento na lei, por conhecimento geral sabemos que não é legal, o caso da duração do tempo de publicidade na televisão que ultrapassa de longe o tempo especificado por lei, e o caso da publicidade em canais pagos, que supostamente por serem pagos não deveriam de ter publicidade.
No fundo como conclusão ficamos todos a saber, que as leis que versão sobre a publicidade são das mais violadas em Portugal.

A titulo de curiosidade o artigo 34º estabelece as sanções da violação dos artigos anteriormente referidos, as sanções variam entre os 200 e os 9 mil contos em moeda antiga. Se por cada violação fossem as sanções aplicadas muita mais gente andava mal de finanças.

Bem por tanta exposição sobre o mundo jurídico da publicidade arrisco-me agora a apanhar alguns processos, mas o mais provável é ninguém ligar a isto.

quarta-feira, dezembro 10, 2003

GRIPE FASE II



A Gripe contra ataca.. Snif SNif
E pinga o nariz.. SNif Snif
A garganta está inchada... Snif Snif
Doi toda e qualquer articulação ... SNif Snif
O Reumatismo não ajuda .. Snif SnIf

Se a demência e a poesia fossem sempre assim, louvados sejam os céus.

Um pouco de amor próprio para variar.



Ontem além das muitas horas de estudo dediquei uma parte do meu tempo a relembrar um filme que já tinha visto anteriormente. Por volta das 23:45 a RTP passou um filme intitulado de Flatliners ou Linha Mortal em português. Este filme conta com a participação de Kiefer Sutherland, Julia Roberts e Kevin Bacon nos principais papeis.
O filme tem por assunto principal o facto de um grupo de estudantes de medicina que se sujeitam a morrer clinicamente por alguns minutos, correndo o risco de não conseguir a reanimação, para experienciar a morte, e poder voltar para partilhar a experiência.

Não duvido que seja uma curiosidade geral, acho que toda a gente em alguma altura da vida se questionou se há vida para além da morte, ou como será o paraíso, como será a reencarnação, como será apagar, como será viver em espírito, ou qualquer outra crença possível, não há duvida que a morte e tudo o que a rodei é um dos maiores mistérios da humanidade.

Se calhar muita gente já perdeu um ente querido e ficou curiosidade de para onde é que esse ente foi parar, ou quis ir ter com ele nem que fosse por breves momentos, alguns mais excêntricos gostariam de encontrar alguém famoso do outro lado, alguns os seus ídolos, a morte engloba muitos tipos de curiosidade, e o motivo dessa curiosidade pode ser do tipo mais diversificado possível.

Acredito que muita gente era capaz de se expor a tal experiência, alguns diriam aventura, mesmo sabendo que corriam o risco de não serem reanimados e não voltar para este mundo dos vivos. Talvez muita gente ao equacionar o experimentar ou não, pense que se fosse provada alguma segurança tentava, já desde os primórdios dos tempos que a curiosidade e a vontade de saber, move o homem e dá largas à sua evolução.

Eu digo que nem que me garantissem a segurança da experiência eu era capaz de experimentar, não por medo ou falta de curiosidade, medo é pouco, já aprendi à algum tempo a não ter medo da morte e aceitá-la como uma casualidade de estar vivo, a curiosidade não falta com certeza, mas algo convence-me a não arriscar.
O motivo é simples e acho que válido.

Apesar de este mundo não ser aquilo que eu e se calhar muitos esperavam, mas acho que isso será sempre assim com o mundo e com tudo, o inconformismo da nova sociedade urbano depressiva, nunca nada irá ser como queremos, mas apesar disso sou apegado à vida, principalmente à minha vida neste mundo, porque nunca era capaz de trocar os amores e amizades que cultivei neste mundo por qualquer sede de conhecimento, mesmo sendo esta gigantesca, admito que sou extremamente curioso e calculista, imaginativo q.b, mas nada vale mais que as amizades e amores que cultivei nesta vida, e por todas as pessoas que me fazem sentir bem em viver, todas as pessoas que me apóiam, acho que não vale a pena arrisca.

Quando morrer, quero que na minha lapide seja esculpida uma lágrima por cada pessoa que deixei no mundo a amar-me.

Isto é muita pretensão.

Será?

Só espero que se forme um oceano.

Iraque e as suas crianças...

Hoje ao passear por outros blogs resolvir passar uns minutos a pensar em problemas da actualidade, em problemas mundiais... Em problemas que indiscutivelmente ultrapassam a esfera da minha vida pessoal.

A situação do Iraque é algo que sempre me perturbou, de resto como qualquer guerra. Sou contra, sim. Não por ser no Iraque, não por estarem envolvidos os Estados Unidos, mas por ser uma guerra. Talvez seja limitada a minha visão sobre o conflito em causa, talvez não deva criticar já que não tenho planos ou soluções para apresentar. Mas não posso negar o que sinto, o que vejo.

Acima de tudo, não acredito que a violência preventiva de violência seja a melhor solução.
Não acredito que se devam pagar preços tão altos como aqueles que se têm cobrado.
Há muito que me questiono sobre o que é a Justiça... Oh Aristóteles, Oh Álvaro Pais: não consigo acreditar que Justiça exista!

As crianças, meu Deus, as crianças... Não acredito que um dia nos venham a agradecer... Matamos as suas famílias, destruimos as suas esperanças, apagamos os seus sonhos... O que ouvem é o barulho ensurdecedor de armas. Armas diferentes daquelas que vemos nos filmes. Armas a sério que matam o corpo (e a alma dos que sobrevivem). É sangue, não é molho de tomate. É dor, são lágrimas... É um sobreviver indigno! E há quem fale na dignidade da pessoa humana...

As crianças, meu Deus, as crianças... Como explicar a uma criança a guerra?
Tanto às que a vivem como àquelas que a descobrem aqui deste lado, do lado de cá, pela televisão? Como explicar que não é um filme, que é real, que os heróis morrem, que não se vive feliz para sempre.

E como explicar a um filho que o pai morreu na guerra?
Dizer-lhe que o pai é um herói?... De que serve um pai herói se não está cá para o salvar da solidão, da tristeza, da desesperança.
Se calhar nunca viram, mas eu já vi crianças chorarem porque o pai está na guerra. Se calhar nem sabiam porquê, nem onde era a Bósnia. Sabiam que era longe... Que poderia não voltar... Que havia guerra!
Felizmente voltou, hoje vivem bem. Mas poderia não ter voltado, como muitos não irão regressar a casa.
Pergunto-me se se luta por um ideal ou por dinheiro. Pergunto-me se se sabe porque se luta.
Pergunto-me se vale a pena.
Pergunto ao mundo «quem somos nós para impor condutas!».

Os direitos do homem, os direitos das crianças são só para alguns?

Não tenho resposta, admito que não sou ninguém para falar.
Mas se tivesse soluções para apresentar como aquelas que foram tomadas, também não me orgulharia.

As crianças, meu Deus, as crianças... As nossas crianças vão crescer neste mundo?!... Os nossos filhos...

Simplesmente... um desabafo.
Porque nada sei... De política nada percebo... Porque simplesmente penso como um ser humano que vê a angústia nos olhos das crianças e a cara de entrada num caminho de revolta do qual não terão volta...

sábado, dezembro 06, 2003

Todos somos guerreiros...

Tenho tido pouco tempo e também não tenho tido muita inspiração. Mas depois de uma fase deprimente e stressante cá estou eu de novo a escrever :)
Obrigado Master_Zica pelo apoio! Sabes sempre o que dizer nestas fases chatas.
As tuas palavras fizeram-me lembrar um excerto do livro «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho (lá estou eu com a mania dos livros :p ):

«O guerreiro da luz - sem querer - dá um passo em falso e mergulha no abismo.

Os fantasmas assustam-no, a solidão atormenta-o. Como procurou o Bom Combate, não pensava que isto fosse acontecer-lhe; mas aconteceu. Envolto pela escuridão, comunica com o seu mestre.

"Mestre, caí no abismo", diz. "As águas são fundas e escuras."

"Lembra-te de uma coisa", responde o mestre. "O que afoga alguém não é o mergulho, mas o facto de permanecer debaixo d'água."

E o guerreiro usas as suas forças para sair da situação em que se encontra.»


Uma lição para todos esses guerreiros que deram o mergulho... Não se deixem afogar... Não permaneçam debaixo de água... Há concerteza tanta coisa bela na vida para descobrir e para ser vivida! Debaixo de água os sons ecoam distorcidos... Quanto mais fundo se cai, menos luz se vê, mas isso não significa que o mundo seja escuro... Lutem contra a pressão, lutem para sair debaixo de água e vislumbrem o arco-iris, a praia... Não desistam... O nadador salvador pode estar distraído, mas está algures. Tentem, pelo menos, chamar por ele...

quarta-feira, dezembro 03, 2003

Uma madrugada mais vazia do que o costume.



Tenho estado ausente do mundo cibernáutico por motivos de força maior.
A minha ultima semana foi maravilhosa, fui mesmo feliz, estive seguro e confiante, fui acarinhado por uma pessoa que significa muito para mim, a minha outra parte, a cara metade, a minha alma gémea, ou como ela diz, o meu mais que tudo.
Foi uma grande semana, onde me diverti, e fui feliz, mantive um sorriso na cara em todos os momentos, senti-me acompanhado como se alguém me desse a mão por todo o caminho que antes faria no escuro, senti-me seguro, não me senti clandestino na terra de ninguém.
Esta madrugada, fria e escura, depois de me despedir dela, vaguei um pouco pela rua deserta, pelos sítios onde mais passei com a sua companhia, podia ser do tempo, mas era tudo mais frio e mais sombrio.

Não gosto muito de despedidas, o abraço da despedida é muito mais amargo que o da chegada, no momento da despedida nunca se diz o que se quer, e muito menos o que se sente.
Depois de a ver partir constatei que somos separados por três semanas, não é muito tempo, pelo menos quando estamos juntos três semanas nunca parecem muito, já quando separados três semanas, estas teem tendência a estender-se, mas são bem ultrapassados, pelo menos penso eu.

Cheguei a casa fui buscar um copo com água e refugiei-me no quarto, com o propósito de dormir mais umas horas, visto que as ultimas horas foram passadas praticamente em branco, sempre atento ao momento de a ver partir, pedido ao tempo para se expandir e se perder no infinito, para que fosse possível observá-la no sono sereno por mais uns momentos.
Entrei no quarto e deitei-me na cama muito mais vazia, mas ainda quente de ambos os lados, o cheiro dela na almofada ao lado da minha, uma peça de roupa esquecida, o candeeiro acesso, o seu perfume pelo quarto, a toalha dobrada na cadeira, um quarto vazio cheio de pequenas recordações.

Já me separei das pessoas várias vezes, nem sei quantas vezes já me despedi, vezes sem conta foram bem piores, situações e pessoas diferentes, algumas com um adeus invés de um até logo, muitas delas com um sorriso conformado, outras com felicidade, esta foi diferente.
Todas as despedidas em geral são diferentes, quase todas teem características idênticas, são pessoas diferentes, situações diferentes, perspectivas de futuro variadas, mas sempre com traços em comum.
Tal como outras vezes tive a sensação de não me ter despedido correctamente, de não ter exprimido bem o que sentia, e deixar a outra pessoa levar os meus pensamentos consigo durante a viagem, mas desta vez foi diferente, senti que não disse nada, nem bem nem mal, nem um adeus nem um até logo, nem um adeus triste nem alegre, foi um adeus conformado com o ciclo da vida, e com o que ela me tem para oferecer.

Nunca gostei de me despedir, sempre foi doloroso, por um ou outro motivo, mas desta vez nem é dor o que sinto, nem é tristeza, não é saudade, é conformismo com a situação, um conformismo mal encarado, um aceitar das circunstancias da vida insabido, um encolher de ombros e cruzar os braços, aceitar como se tivesse de ser algo que a vida me tinha preparado, mas como não sou muito crente no destino, revoltei-me em ter de aceitar mais uma despedida de animo leve.

No fundo não sei bem o que sinto, sinto tristeza e solidão, mas não em grande escala, não é a tristeza da despedida, apenas já não me sinto tão seguro, apenas sinto que não vou ser tão feliz como fui na passada semana, apenas sinto que tenho de me conformar com o que a vida dá e com o que a vida tira, sinto que vou envelhecendo, mas fico contente por saber que não estou a crescer, mantenho aquele espírito infantil, e questiono o porquê de a vida ser assim, e não ser como eu quero, sendo que posso dar inúmeras razões para me convencer a mim mesmo do contrario, acho que a vida pode ser como quero, mas continuando nos porquês, gostava de saber a razão do meu conformismo, da despedida resignada.

O motivo que me leva a não procurar a resposta não é o ter de aceitar a vida como ela é, mas sim o facto de no meio de tanto querer saber sobre varias questões da vida, há perguntas que mais vale não serem feitas, há coisas que nem sempre queremos descobrir sobre nós e sobre os outros, por isso mais vale deixar andar a vida, do jeito que ela quer.

sábado, novembro 22, 2003

Efeito do Álcool

Perceber o complexo dinamismo do universo,
Procurar a verdadeira razão duma qualquer existência...
Encontrar respostas simples para perguntas complexas...

Surgem dúvidas, desconfianças, incertezas...
Raciocínio. Conclusões - indubitável ausência.
Coração... Entreabrir uma porta que deveria estar trancada.

Luz, sombras, sim, não, talvez...
O desejo limitado por um quase,
Uma caixa de surpresas fechada.

Fechar os olhos.
O perspicaz virar de cara.
Arrependimento.
Esquecer. Lembrar. Não querer. Querer.
Limpar a imagem, remover o quadro.
Os outros?

Não estar sozinho. Rever atitudes.
Noite. Má conselheira.
Tentação. Desdramatizar.

Amizade. Arriscar. Medo.
Amigos. Implicados. Medo.
Sentimentos - confusão.

Álcool, música, ritmo.
Vozes, movimentos,
sentimentos.

Nada. Tudo.
Querer esquecer.
Recomeçar.
Não sei.
PERDER.

Chutado pela mente, num tempo que não pára...



A dois segundos do destino, todo o tempo parece clandestino, parece que está sempre em marcha, e que nunca mais acaba.
O tempo, o que ele faz. O tempo controla, doma, cria e destrói, o tempo dá e o tempo tira, o tempo está sempre presente.
Sou impaciente, sou um inconformado temporal. Odeio esperar, odeio fazer esperar, odeio que esperem que eu espere. Como tudo na vida, o tempo também tem as suas condutas e regras, a mais importante é que não podemos fugir do tempo, podemos nos esconder de facto, mas fugir, de algo que não corre, de algo que não persegue, de algo que não nos procura, não vale a pena, pelo simples motivo de o tempo estar em todo o lado.

Fico sempre pior quanto menos tempo falta para o momento por qual espero, porque há sempre um tempo dentro desse tempo que não queima como a ponta de um cigarro ou como o pavio de uma vela. Não posso soprar para fazer com que o tempo avance.
Temos tempo para tudo, e geralmente não temos tempo para nada, o que temos de sobra e com certeza, é tempo seja muito ou pouco.

Como maioria das noções e emoções virtuais, o tempo não tem medida, nem se quantifica nem qualifica o tempo. Nunca houve muito tempo nem pouco tempo, nem nunca há um bom período de tempo ou um mau período no tempo, só há tempo.
Muitas vezes quando falhamos pensamos no “timing”, quando acertamos pensamos no “timing”, o momento prefeito no tempo para agir. No fundo não há momento no tempo, pelo menos não prefeito ou imperfeito, o momento é o tempo, e nenhum tempo é perfeito, é apenas tempo.

No fundo o que importa não é esperar, ou fazer esperar, não é escolher o momento certo para agir, porque qualquer momento é de uma probabilidade análoga nos termos de servir ou não servir.
Nós não nos servimos do tempo, ele é que se serve de nós, somos como uma folha a deambular no ar que o vento sopra a correr no tempo em que se esgota, esgota o vento não esgota o tempo. O importante não é agir ou pensar nos momentos que achamos melhores, o importante é agir ou pensar, e fazê-lo de modo convicto e com espírito de lutador. Travamos um luta permanente contra o tempo e contra nós próprios, uma luta que apenas podemos ser vitoriosos, se aprendermos a lutar. A lutar de modo que não interesse o tempo, nem mais nada, a não ser a sensação de liberdade e leveza no espírito por termos feito o que queríamos ter feito à muito tempo atrás, num tempo escolhido por nós, num tempo ou momento que servia tanto como no do alivio.

O melhor é ignorar o que digo, ignorar o que escrevo, deixar de tentar pensar o que me leva a escrever e a gastar tempo, mas o tempo não se esgota.
O melhor a fazer é agir, não interessa o tempo, interessa a liberdade da alma, o aliviar o peso da consciência, e evitar a eterna questão, “E se eu tivesse feito isto e aquilo”.
Temos é de fazer.

quinta-feira, novembro 20, 2003

Insónia

Estou cansada... Quero dormir mas sei que esta noite vai ser passada em claro - mais uma noite acompanhada pela minha fiel "amiga" insónia.
Pensei que talvez a escrita organizasse um pouco este turbilhão de pensamentos...
Mais uma vez, não será nenhum comentário à política, à economia, ao Iraque, à pedofilia, à vida dos colunáveis, enfim, é mais um desabafo...

Encore une fois, ao desfolhar os meus caderninhos encontrei umas palavritas que me fizeram pensar e crescer um pouco a minha pequenina esperança:

«A ansiedade poderá precipitar o pânico, ou uma análise profunda de tudo o que está em jogo. A inveja poderá conduzir à amargura, ou à decisão de competir com um rival e produzir uma obra-prima». ("O Consolo da Filosofia" de Alain de Botton)

Como diria Nietzsche: «As fontes das nossas maiores alegrias estranhamente perto das nossas maiores dores»!

Pode ser que esta insónia me traga a análise profunda de tudo o que está em jogo e alcance um bom resultado.

(Mas porque é que quando se trata de sentimentos nem sempre 2+2=4??)

sábado, novembro 15, 2003

A Gripe pega que nem a moda.

Estourou a moda da gripe. Hoje em dia é raro encontrar alguém que ainda não tenha andado gripado, principalmente nesta altura do ano. Ainda estamos no Outono, mas a gripe já ataca em força sendo responsável pelo encerramento de escolas e por muitas baixas.

A gripe quando ataca vem em força, tal e qual uma ocupação de um qualquer país árabe por parte dos Norte Americanos. Eu vejo que na Faculdade de Direito de Lisboa a gripe chegou e é para durar. É muito raro o agrupamento de alunos que não tenha 4/5 deles infectados com a gripe. Em todo o lugar a gripe está infiltrada, e propaga-se, e pega-se, tão rapidamente como a moda.

De facto é uma teoria aceitável a de que a gripe hoje em dia seja uma moda, tal como a moda dos telémoveis, ou como a moda de usar aparelhos, ou a moda de usar botas nesta altura do ano, eu acho que a gripe pode ser uma moda. A verdade é que as pessoas teem a necessidade de apanhar gripe para não se sentirem diferentes, para não ouvirem comentários do estilo, “deves achar-te muito mais que os outros rapazinho saudável”, ou do tipo, “o que foste vacinado? mariquinhas com medo de gripezinhas”.

No fundo a gripe pode, além de ser incómoda, ser um trunfo.
É ideal para meter baixas, para não ir à escola, para não aturar os amigos e não ir jogar à bola logo pela manhã, é uma boa desculpa para desmarcar encontros, ou ser acarinhado e mimado pelos outros, é uma arma que absorve compaixão e atenção.
Se calhar maioria das pessoas até querem apanhar gripe, pelo menos uma vez no ano, é algo diferente, algo que revoluciona a nossa rotina de vida, algo que nos pode ser incomodo, mas muito útil.

Observando por exemplo o lado “fashion” da gripe, este vírus pode ser explorado comercialmente, todas as meninas querem exibir os seus lencinhos de diferentes marcas e diferentes cores, há até quem os tenha perfumados e se orgulhe disso.
Vendo agora pelo lado masculino, a gripe pode ser a altura ideal para fazer concursos de “escarretas”, ou até mesmo ver quem tosse mais, ou observar os espirros mais ridículos uns dos outros. Tudo isto numa versão mais infantil. Pois os mais velhos fazem outro tipo de competição, que é ver quem fica mais doente e sem tomar medicação para se mostrar mais forte, ou quem bebe mais bagaço para curar a dor de garganta.

No fundo posso dizer com alguma certeza que para além das dores de cabeça extremamente incomodas, o nariz a pingar e a secar e cheio de feridas, as dores de garganta e a tosse abominável, dos tremores da febre e da má disposição corporal, a gripe é boa em varias vertentes.
É ainda necessário referir que a gripe é algo de positivo para certos mercados, como o dos lenços de papel, para as farmacêuticas e farmácias, para os médicos, e para muitas mais vertentes comerciais.
A culpa não é do vírus a culpa é das modas.

Posso afirmar que estou gripado e por isso sinto-me parte do mundo.

quinta-feira, novembro 13, 2003

Arriscar o coração...

Perguntava-me quando voltaria a estar inspirada para escrever...
A inspiração não é muita, mas como senti uma estranha necessidade de escrever, procurei nos meus livros algo que me despertasse a atenção. Mas foi num caderno que encontrei a resposta...
O Master_Zica e o Zé talvez percebam porque resolvi transcrever este excerto do «Manual do Guerreiro da Luz» de Paulo Coelho.

«...as batalhas que travou no passado acabaram sempre por lhe ensinar alguma coisa. Entretanto, muitos desses ensinamentos fizeram o guerreiro sofrer além do necessário. Mais de uma vez, ele perdeu o seu tempo lutando por uma mentira. E sofreu por pessoas que não estavam à altura do seu amor.
Os vencedores não repetem o mesmo erro. Por isso, o guerreiro só arrisca o seu coração por algo que valha a pena.»


Pois, mas nem sempre é fácil saber o que vale ou não a pena, nem sempre é claro perceber quando se luta por uma mentira.

Não quero dramatizar, mas como diz o velho ditado: «gato escaldado de água fria tem medo».
Até as "brincadeiras inocentes" podem fazer pensar...

segunda-feira, novembro 10, 2003

Com a liberdade de nada fazer e nada dizer.

Admito que hoje não estou muito inspirado para escrever, mas acho que se calhar preciso de o fazer, é quase como se dentro de mim algo me obrigasse a escrever.

Sinceramente não me ocorre muita coisa sobre o que escrever, tenho andado um pouco desligado do mundo, tenho andado um pouco distante de tudo, mas ainda não sei porquê.
Como não tenho muito sobre o que escrever, porque os assuntos não abundam, pelo menos para mim, fico sentado a ouvir musica e a pensar em algo sobre o que escrever.
Neste momento estou sintonizado nos anos oitenta, foram anos muito simpáticos para o mundo da música, nestes anos ascenderam grupos como os Pink Floyd, Led Zeppelin, Supertramp, e muitos outros, mas estes são os meus eleitos, e que constantemente os ponho a passar no pc ou numa aparelhagem.

Lembrei de repente que há uma semana atrás estava em casa com a minha namorada e estávamos a pensar o que fazer, a opção recaiu sobre ver um dvd, ao passar os olhos pelos vários dvd’s apercebi-me que já os tinha visto a todos, mas a minha namorada ainda não tinha visto um entre muitos, mas um titulo cativou-lhe a atenção, Condenados de Shawshank.
Já tinha visto este filme inúmeras vezes, por várias razões que vão desde o elenco com Tim Robbins e Morgan Freeman, até ao seu maravilhoso argumento.
Nesse filme há uma parte em que estes dois actores principais teem uma conversa sobre a liberdade, genericamente falam na liberdade como a vontade, o livre arbítrio, tudo à volta da escolha de caminhos, de viver ou de morrer, de seguir em frente ou estagnar, de sentir ou congelar.

Eu como maioria das pessoas vejo na liberdade o mesmo que aqueles dois homens viam, mesmo com uma situação diferente, pois eles estavam presos e eu estou solto, pelo menos de uma prisão.
Não acredito na liberdade total, nunca pode haver liberdade total, estamos sempre presos a algo, nem que seja a sede por conhecer e saber. Sendo assim liberdade não é estar desligado de tudo em absoluta paz.
Não acredito que a liberdade se traduza em actos tal como o voar, a eterna imagem digna de vir no dicionário ao lado de liberdade, não acho que voar ou ser invisível seja liberdade.
Também não julgo que liberdade seja optar por um caminho na vida, o fazer ou não fazer, o dizer ou não dizer, o saber ou não saber, o querer e o não querer.

No fundo a escolha, a liberdade de escolher através da vontade que cada um tem de tomar determinada decisão que vai levar a uma determinada acção, tudo feito com a livre vontade do individuo.
Liberdade pode ser ter direitos e deveres, e seguir à margem de algo predefinido pela sociedade, e saber que os nossos direitos acabam quando começam os direitos de outrem, há quem de facto veja a liberdade assim, sendo que na minha opinião os vocábulos “dever” e “liberdade” não fazem um bom par.
Para os mais novos a liberdade passa pela irreverência e por não terem responsabilidade, eles vêem mesmo a responsabilidade e os seus pais como a grande barreira para a liberdade. Consigo perceber essa visão, mas definitivamente não concordo, até porque para alguém no fim da adolescência o poder assumir a responsabilidade pelos seus actos e sair da alçada dos pais é liberdade, e com isto também não concordo.

Provavelmente começam a pensar que como sou contra todas estas opiniões, para mim a liberdade é ser contra tudo e todos e isolar-me no meu pensamento ser o dono e único detentor desse pensamento, sendo assim alguém que não tem de concordar com ninguém e achar isso liberdade, mas não, não é esse o meu pensamento.

A minha ideia de liberdade combina mais com vocábulos como “frontalidade”, para mim a liberdade é conseguir assumir os meus actos sejam eles bons ou maus, é ser possível ficarmos felizes mesmo quando fizemos algo mal, não apenas o puro conformismo, apesar de escolhermos o caminho errado ter força para o seguir há espera do que se segue, tal e qual bravos cavaleiros destemidos, sempre de elmo erguido e com olhos fixados no objectivo seja ele o que nós imaginamos anteriormente, seja ele o objectivo que alguém nos pôs na vida, mesmo não sendo aquele que nós queríamos.

Liberdade é, sermos capazes de assumir tudo o que fazemos, seja bom ou mau, libertar a consciência seja do que for, sermos frontais com as pessoas e tentar obter aquilo a que nos propomos a todo o custo, dizer aquilo que pensamos sem rodeios.
Isto é o que eu penso que a liberdade é hoje, não quer dizer que daqui a uns tempos não tenha mudado de opinião até porque se mudar a minha opinião, só tenho de a assumir.

Mas depois de dizer o que penso gostava que deixassem na caixa de comentário o que acham que é a liberdade, a vossa opinião, são livres para dar qualquer que seja a opinião. Deixo a ressalva de que me sinto livre para comentar algumas opiniões ou até mesmo não as aceitar e apagá-las... :)

domingo, novembro 09, 2003

Assunto "lamechas"...

Neste Domingo de chuva, cansada de estudar, resolvi escrever algo de útil, mas a inutilidade dos meus pensamentos quase aniquilou a vontade de publicar estas palavras.
Foi então que resolvi passar os olhos pelas notícias de um semanário, mas acabei por o voltar a atirar para o canto onde o deixara abandonado assim que o comprara.
Olhei pela janela e este tempo deprimiu-me... Resolvi escrever sobre o Amor. Pois é... Já cá faltava uma mulher para os assuntos “lamechas”.

Olhando para a prateleira cheia de livros que tenho ao meu lado, só um parece transmitir sucintamente o que penso sobre o Amor:
«O Amor é Fodido» (Miguel Esteves Cardoso).
Meus amigos, a realidade transcende o protocolo e tenho de admitir que concordo com o título que muitos criticarão. Provavelmente vocês Não Querem Ouvir, mas eu também não me quero calar.

Ao longo desse livro duas linhas não consigo esquecer :
«Sofrer é fodido porque o amor é fodido – mas como foder o sofrimento? Fazendo sofrer os outros? Já experimentei. Não resulta.»
Confesso que há 5 anos não percebi bem o livro. Gostei dessas poucas linhas sem saber ao certo porquê, mas a verdade é que quando descobri que o amor era mesmo fodido (não era apenas uma visão sexual ou pessimista das coisas, pois nessa altura ainda acreditava em príncipes encantados, inocente menina), tentei foder o sofrimento fazendo sofrer os outros... Mais tarde cheguei à conclusão: não resulta!
O sofrimento não passa, a culpa nasce e compreendi que há coisas às quais tenho de ser fiel... Os meus valores, a dignidade dos outros, a minha própria dignidade. É que eu todos os dias durmo acompanhada... com a minha consciência. E prefiro que ela esteja tranquila.

Eu só gostava de saber porque o meu coração escolhe sempre quem não deve?
Há quem “bata mal” e goste de sofrer... No meu caso é mesmo o meu coração que “bate mal”...

Também li, algures, que «quem ama é porque ainda não aprendeu a viver e quem vive é porque ainda não aprendeu a amar»...

Lendo outro livro (a minha necessidade de respostas faz-me viajar por páginas e páginas que ainda me deixam mais confusa) percebi a diferença entre o Oriente e o Ocidente. O Oriente tentou a meditação sem o Amor e o Ocidente tentou o Amor sem a meditação. E foi isso que ao Oriente trouxe o equilíbrio mas não a felicidade e ao Ocidente alguma felicidade pelas mãos do Amor, mas nunca o silêncio, faltando sempre o encontro consigo próprio... Mas este é, só por si, um assunto que dava “pano para mangas”... Ficará para a próxima!
Poderia ficar horas a escrever, mas é melhor acabar por aqui... Até porque tenho de ir estudar... Os meus livros esperam-me... Pacientes e na esperança que eu os acabe e os perceba, para não terem de me aturar por muito tempo...

«Se alguém soubesse do que digo e do que quero e aceitasse o que eu decidisse aceitar, do pouco de mim que tenho para dar, então sim entregar-me-ia, a essa pessoa, e seria dela, com as letras e os cuidados que tiver, para sempre.
E as palavras não me pertencem mas também não pertencem a ninguém».

sexta-feira, novembro 07, 2003

Quick Message

Uma breve mensagem para agradecer a participação neste blog de alguém que é muito importante tanto para mim como para o Master_Zica, e agradecer a primeira participação feminina neste blog.
Daqui em diante com a participação desta pessoa o blog só pode obter melhor qualidade, e ficar mais interessante.
Welcome Aquarius ;P, I hope you enjoy it.

Vendedores de Amigos

Saudações!

Não sei como começar... Sempre que escrevo, a introdução é que mais me custa... Tenho a iniciativa, sei qual o conteúdo que quero expor, mas as primeiras linhas custam sempre a sair...
Começarei pelos agradecimentos... Obrigado Master_Zica, obrigado Zé. Não só por me proporcionarem a oportunidade de expor o que penso (o que nasce desta mente inquieta) mas acima de tudo, pela vossa amizade!
Infelizmente a amizade passou a ser uma «coisa» rara! Uma pedra rara que mesmo quando encontrada é difícil estimar o seu valor... Pior, uma vez encontrada, muitas vezes nem é reconhecida. Habituámo-nos a ver hipocrisia em todo o lado, a esperar sempre uma facada, a nunca confiar, a desistir... Talvez nos falte o tempo (comemos fast-food e talvez nos esqueçamos que não existe fast-friendship...) Relembro um excerto do livro «O Principezinho»: "Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos." ... E entristece-me pensar que pode ser verdade, que o progresso nos fez regredir. Para muitos esta pode ser uma afirmação absurda, afinal se progredimos não regredimos... Mas talvez não seja assim, talvez, como numa fronteira de possibilidades de produção, para termos mais de um bem temos de prescindir de outro...

Mas assim como vocês não desistiram de mim, eu não desistirei de acreditar na Amizade. Obrigado por não me deixarem «fugir», por não me deixarem desistir dos amigos, do curso, da auto-estima. É bom poder ter amigos como vocês.

Master_Zica, obrigado pelo «Adoro-te», obrigado pelo apoio incondicional.

Zé, eu não ligo mais às outras pessoas do que a ti! Não sejas ciumento!

Aquarius despede-se com esperança de não meter muita água naquilo que se atrever a escrever.

quarta-feira, novembro 05, 2003

Ideias soltas, e com o valor que lhes derem.



Uns tempos atrás, referi num post meu que a blogoesfera pecava por falta de originalidade, a opinião mantém-se.

Hoje penso que possivelmente a blogoesfera é um universo um bocado grande, e reduzindo esse universo a este blog, acho que este blog não peca por falta de originalidade, o certo é que todo e qualquer passo já foi certamente dado por outra pessoa qualquer.
O verdadeiro propósito deste post é informar e apelar para a participação de todos os valentes leitores que casualmente passam por aqui para ler algo de mais ou menos interesse. (espero que a pub nas páginas eróticas valha a pena)

Queria dar inicio a novas experiências neste grandioso blog (passando a modéstia), iniciando novas vertentes, como exemplos deixo a promessa de retomar com algumas frases proferidas por gente com mais interesse do que eu, iniciar a saga de aventuras do Gusmobil, e criar um espaço de discussão e debate sendo que pergunto aos leitores o que pensam de certo assunto esperando que estes respondam nos comentários para depois ser possível fazer uma estatística.
Recapitulando, frases com interesse maior do que as baboseiras que aqui digo, a saga das aventuras de Gusmobil (dedico esta saga á Kate), e elementos de discussão e votação se houver colaboração dos leitores.

Já agora ao deixar esta ideia digam o que acham de enveredar por mais estes três caminhos na procura de alguma originalidade, mesmo esta sendo escassa.

Confissões da parte fraca do ser. --- Recomendado a amigos!




De volta ao ditame de baboseiras cibernauticas, é para isso que aqui estou.
Após umas mini-férias, cinco dias bem revigorantes que até chegaram a parecer muito mais, mas como é óbvio nunca é o suficiente, volto ao papel de escriba deste blog, sendo que julgo-me responsável pela parte mais “popularucha” do blog, popularucha no bom sentido, a falta de preocupação na escrita ou no seu sentido, não que vá optar por uma vertente de revistas cor-de-rosa e começar a atirar boatos ao ar. (esta ideia não é de descartar por completo)

Nos últimos dias voltei ao meu paraíso, á minha terra natal, ao meu cantinho e aos meus.
Nesse local onde passei uns descansados cinco dias, era bem possível manter contacto com o mundo da blogoesfera e continuar a blogar e tudo, mas constatei algo engraçado, apesar de estar num local que me é querido, de estar no conforto do lar, na companhia da minha família, junto de pessoas que me dizem tudo e mais alguma coisa, não fui capaz de uma única vez me inspirar e escrever algo.

Agora estou de volta, para um sitio que durante grande parte do dia me parece um local sombrio, um local sóbrio e sem graça, um lugar frio e fútil, longe da família, um local que não mostra logo na primeira perspectiva a mesma alegria, o mesmo calor do carinho do lar. Embora assim parecendo, cada vez mais aparecem motivos que me mostram algo de contraditório, algo que faz o local sóbrio parecer um local mais divertido, um local mais acolhedor, um local mais agradável, um local para onde também gostamos de voltar, um local de onde somos capazes de sentir saudades.

Os grandes, os primordiais, argumentos, a razão de tudo parecer melhor é sem dúvida alguma devido ás boas amizades que cultivei, e espero continuar a sedimentar, e aumentar a sua força e a sua duração, sem duvida são os meus amigos que me tornam fortes para dar a próxima passada num caminho tão incerto e inseguro que tenho de percorrer, e que acompanhado por eles revela-se tudo muito mais fácil.

Anteriormente já me havia apercebido deste facto, mas acho que a ultra confirmação foi feita nestes dias, e como é óbvio houve momentos importantes para esta descoberta, o mais engraçado é que foram momentos tão dispersos por pura ocasionalidade e naturalidade que só nesta pausa em que pude reflectir é que tive oportunidade de juntar algumas peças para me aperceber de um quadro que já á algum tempo julgo estar exibido aos meus olhos.
Foram momentos memoráveis, isso foram todos sem dúvida, mas uns com peculiariedades diferentes, quer pela diferença entre as pessoas, quer pela aleatoriedade das situações. Posso referir alguns momentos, sem que eles tenham qualquer classificação de importância ou que lhes seja atribuído um grau.

Como exemplo dou o facto de ter conhecido um grande amigo, um dos apoios para o caminho que percorro, aproximadamente á oito, nove anos atrás sendo que desde ai fomos sempre colegas académicos, e com certeza por mais alguns anos seremos bons colegas e bons amigos.

Outro marco importante sem dúvida foi quando comecei a travar amizade com o meu colega de turma e de blog, uma pessoa por quem tenho uma grande estima, praticamente infindável, uma amizade que pelo meu lado vai perdurar por muitos e longos anos, atrevo-me a dizer, talvez com alguma presunção, que vai durar até ao fim das nossas vidas.

O travar conhecimento com uma rapariga, alguém muito peculiar com um feitio muito interessante, por vezes difícil de aturar, mas sem duvida fascinante, e foi num dia, não há muito tempo, que evidenciei uma constatação e afirmação remota, ao dizer que ela seria para mim a minha melhor amiga, a par de mais uma ou outra pessoa, mas sem dúvida merecedora do titulo de melhor amiga. E foi no momento de uma brincadeira infantil minha de o libertar da imaginação que fiquei radiante de energia de ver aquele rosto a esboçar alguns sorrisos que eu sei que fui eu que conquistei, quando por momentos cheguei a pensar que para aquela pessoa pouco significava, sinceramente ainda não sei se significo, mas ao menos prevalece a esperança de tal desejo. E é a ela que dedico o meu futuro sucesso, Lês Adventures de Gusmobil, é a essa pessoa que dedico essa grande ficção.

Não é por eu ser uma pessoa que seja apologista extremo do equilíbrio, mas para referir uma quarta pessoa que me marcou nestes últimos anos, foi outra rapariga, alguém de quem estou próximo todos os dias, alguém com quem partilho muita coisa, e muita amizade, e muito carinho, mas que as circunstancias do tempo, por algum motivo nos separaram e resfriaram uma amizade que já foi bem melhor, mas a essa pessoa deixo o apelo para não deixar escapar uma possível grande amizade.

As outras pessoas referidas são facilmente identificadas por quem me conhece, a quarta pessoa não sei se devo identificar, para os que nos conhecem deixo o nome de código “Sónia Andreia”.

Muitas mais pessoas fazem parte deste grupo de pessoas que conheci, mas talvez só mais três ou quatro pessoas se enquadrem a este grupo especial de pessoas.
Com isto não digo que o grupo de pessoas muito importantes que conheci nestes últimos tempos não seja maior, no fundo sei que a culpa por um lado se deve ao meu feitio pouco lapidado e insuportável, brusco, até mesmo rudimentar, sem mostrar afecto pelas pessoas, e no fundo com o meu feitio e os pedidos mudos de afecto, fazem com que eu sinta falta de demonstrações de amizade, e talvez por isso por isso sejam seis ou sete as pessoas que me marcaram nestes últimos tempos, e não vinte ou trinta.

Este post gostava de o dedicar a todas as pessoas que nos últimos anos teem sido capazes de me aturar, e pelos corajosos esforços de serem agradáveis para um insociável como eu.
Para os referidos e para todos os outros que no dia a dia mantenho um contacto, a vós vos agradeço, e é a vocês que vos apelo, que tentem cultivar e não deixar morrer as amizades, porque no fundo não são apenas a base, como também são o topo de muita coisa.

domingo, outubro 26, 2003

A treta dos desabafos e descobertas do eu interior!!



É incrível as conclusões que conseguimos tirar de simples coisas em grandes acontecimentos, e pequenos também, nestes últimos quatro dias.
Nestes últimos dias consegui fazer múltiplas descobertas sobre mim e sobre os outros.
O relacionamento com novas pessoas, as impressões ocasionais, acções partidas no tempo sem seqüência lógica a não ser quando se junta todos esses momentos dispersos.
Podemos conhecer as pessoas pelo seu modo de agir durante uma refeição, o seu modo de comer, as conversas que se desenrolam durante o repasto, ate pelo passar de uma travessa o seu tempo de reação ou o modo como se entrega.
Eu sempre gostei de observar os comportamentos das pessoas, e no meio que me rodeia as pessoas que melhor me conhecem estão habituadas a achar piada ao modo como relato o comportamento do que me rodeia, e o modo como vejo as coisas, o ponto de vista incisivo e subtil, a maneira rápida de fazer associações.
Na verdade há quem se assuste com isso.
Ontem fui convidado para um jantar de aniversário de uma das pessoas mais importantes para mim, alguém que me diz muito pela sua peculiaridade, pela sua maneira simples e pura de agir, sendo que me cativou, e levou-me a criar laços fortes de amizade, daquela amizade que sou capaz de me orgulhar e agradecer a deus por ter tido a oportunidade.
Nesse jantar fiquei a conhecer todo um tipo diferente de pessoas que antes sabia existir, e fiquei a conhecer quem não fizesse a menor ideia que existisse, e ainda fiquei prevenido sobre quem já conhecia.
A pessoa que me levou a ir ao jantar não me surpreendeu, pois tem um comportamento que não se desvia muito do habitual, fiquei contente por saber que se calhar dá valor há minha opinião e por ver que psicologicamente está mais forte.
Fiquei a conhecer pessoas diferentes, alguns gostei, outros pouco me disseram, sinceramente não me senti entrosado no grupo, mas realmente nunca me senti incluído em nenhum grupo.
Mas numa noite de chuva intensa de frio, mas com muita boa disposição pude tirar as seguintes conclusões ao observar acontecimentos dessa noite.

1º - Nunca somos aquilo que queremos, pelo menos completamente, mas sinceramente nunca iremos ser.

2º - Nunca é possível inverter o que uma pessoa sente em relação a nós, a não ser com o humor.

3º - A preseverança é uma treta, é uma fraude bem metida.

4º - Não há maneira de compensar a boa amizade, a paciência, a atitude prestativa das pessoas, a simpatia, a não ser com a mesma moeda de troca.

5º - O mundo está bem pior mentalmente e cada vez fica mais doente.

6º - Não vale a pena queixar da nossa vida com alguém porque esse alguém está logo pronto a arranjar algo pior para rematar o nosso desabafo.

7º - Não gosto que sejam frios comigo, que sejam sinceros, frontais, objectivos, sim isso admito e agradeço, que sejam frios e crus e que me virem a cara não gosto.
8º - Tenho medo de me afastar de certas pessoas, juntamente vejo que tenho um certo medo de admitir e pedir que se aproximem.

9º - A maioria nem sempre ganha.

10º - Nem sempre vale a pena seguir os outros apenas para não destabilizar, mas por vezes é extremamente útil.

11º - O silêncio de uma pessoa tanto pode ser uma benção como pode ser preocupante.

12º - A boa chuva é a chuva que não molha, não atrapalha, e não causa mal estar.

13º - A sinalização rodoviária em Lisboa é preocupante, é praticamente inexistente e a que existe é de má qualidade e geralmente está escondida. Isso torna que seja muito mau circular em Lisboa a certas horas. Para isso deixo algumas soluções, ou estendem a rede de metro a mais localidades, ou no mínimo metem o metro funcional 24 horas. Arranjam sinalização decente, bem colocada sem obstruções a tapar a sinalização e com varias direções. Ou então oferecem um sistema Gps por cada automóvel que houver em Lisboa.

14º - O sentido de orientação devia ser um sentido obrigatório tal como o tacto e o olfacto.

15º - O sistema gástrico e intestinal está ligado ao sistema respiratório de um modo mais perigoso do que pensam, sendo que há quem não consiga evacuar quando está com dores de garganta algo que é no mínimo novidade para mim. (desejo as melhoras ao protagonista)

16º - Acho que um dos meus maiores ódios sempre foi o medo de me atrasar e não gostar de chegar atrasado, o incomodo de fazer os outros esperar.

sábado, outubro 25, 2003

Um sonho, uma paixão, um orgulho, de toda uma nação!






Há coisas que foram feitas para o homem não poder controlar, uma dessas coisas são as emoções.
Há emoções que são mais fortes que outras, há emoções que arrebatam mais os corações e desplotam uma imensidão de sentimentos e alterações psicológicas e físicas.
De entre as várias emoções, a alegria, o orgulho, o prazer, o sentir uma enorme felicidade, são das emoções mais arrebatadoras que existem.
Eu hoje assisti a algo que me fez sentir orgulho puro, o orgulho em que o peito incha, os olhos brilham, e as lágrimas caem. Acompanhado desse orgulho veio o prazer, a alegria e a felicidade de qualquer pessoa que ama tudo o que é bonito.
Por vezes pergunto-me se alguma vez senti o orgulho que senti hoje de 25 de Outubro de 2003, um dia histórico para mim, não só pelo acontecimento em si, mas por toda uma história que é bem maior que eu, e é bem maior que o sentimento de toda uma nação.
A inauguração da nova Catedral da Luz, um templo do futebol de luz intensa, a casa que representa um clube que já criou tantas emoções nos corações dos milhões de pessoas por esse mundo fora.
A inauguração deste estádio representa não apenas o orgulho de uma nação, não apenas um orgulho arquitetônico, não apenas um orgulho do Benfica, mas sim o orgulho de toda uma nação por nos tempos que correm serem capazes de produzir algo tão bonito e tão intenso como a união de milhares de pessoas no estádio e de milhões em todo o mundo e festejar um passo para o futuro, a demonstração de que as pessoas em Portugal são capazes de produzir eventos e ocasiões de uma magnificência inalcançável por muitos, mas possível para um povo e para uma associação como o povo português e a instituição incomparável que é o Sport Lisboa e Benfica.

quarta-feira, outubro 22, 2003

Males meus, Males dos dias que correm!




Inspiração.
Originalidade.
Criação.
Maturidade.
Escolástica.
Leveza.
Gramática.
Pureza.



Tudo isto acaba por faltar um dia em qualquer escritor.
Seja eu um grande cronista, seja eu um escritor de bd’s, escreva para passar o tempo ou para entreter os outros.
Aconteça o que acontecer chegamos a um ponto em que a mente bloqueia, que atrofia a veia responsável para transformar uma conversa de café numa história interessante.

O caso da pedófilia cansa, já foi explorado e remexido, o futebol já não apela, as noticias, os escândalos, que diariamente aparecem em noticiários diferentes, já não são temas que apeteça escrever.
Hoje em dia vivemos uma liberdade de expressão que já não é premiada pela originalidade, mas sim pela repetição pelo desgaste do tema até ao extremo da exaustão.

Cada vez mais, ler cansa, pelo menos a nova literatura, não me refiro ás belas obras de Tolstoi, aos seus contos cativantes, não me cansa ler Pessoa, ou ler Kafka, mas ler a imprensa de hoje me dia, ou ler novos escritores que exploram o mesmo assunto centenas de vezes.
No fundo tanta palermice para dizer apenas que nos dias de hoje a originalidade não é algo abundante. Tudo se repete, mas repete-se de tal modo que chego a pensar que neste último ano tive mais deja vu do que a quantidade de pessoas que viram o Matrix.
Os tópicos de conversa estão tão explorados como as minas de carvão na Alemanha, ou como as minas de volfrâmio em Trás-os-Montes.

Hoje em dia já é tão banal falar de sexo como falar do escândalo da Casa Pia, com tanto alarido há volta já deixou de ser escândalo, já começa a ser aborrecimento tal como a repetição da queda das Torres Gémeas.
Há coisas que cansam, que já não vale a pena explorar, como bom exemplo disso são os assuntos que repetidamente passam nos media.
No fundo gostava de pedir ajuda a quem por aqui fosse passando, ajuda essa que consiste em deixar assuntos que gostariam que fossem explorados neste blog, que deixassem a vossa sugestão de um assunto que vos interesse observar a opinião de duas jovens e ávidas mentes.

Sei lá podem pedir para falarmos do que achamos das avós, dos cães, de automóveis, de roupa, de algo que há muito tempo foi banal mas, hoje graças a discussões políticas deixou de ser.
Podem mesmo dizer algo do género “Ó Zé fala ai do Senhor do Bolo”, ou então “Ó Zé diz lá o que achas de suspensórios”, e eu garanto que terei o maior gosto em vos dar a minha visão sobre os suspensórios ou sobre discutir qual a melhor marca de pneus, tudo menos assuntos “actuais”.

Sinceramente gostava que alguém me orientasse para assuntos diversos, se isso não acontecer vou passar a contar aqui histórias sem nexo, e acho que isso ninguém quer.
Isto é um sério apelo que vos faço, manifestem-se musas inspiradoras e digam o que querem me ver opinar, peço encarecidamente que alguém me oriente, não uns trocos, nem tabaco, nem droga, mas sim um tópico de conversa que ainda não esteja tão gasto e sujo de tinta.

quinta-feira, outubro 02, 2003

A Tribute to some one special!!

To see you when I wake up, is a gift I didn't think could be real
To know that you feel the same, as I do, is a Three-fold utopian dream
You do something to me
That I can't explain
So would I be out of line, If I said
I miss you.
I see your picture, I smell your skin on, the empty pillow next to mine
You have only been gone ten days, but already I am wasting away
I know I'll see you again
Whether far or soon
But I need you to know, that I care
And I miss you


Band: Incubus / Song: I Miss You / Album : Make Yourself


A special song letter, for some one special....

quarta-feira, outubro 01, 2003

Outra meta atingida!!

Não há complacência para desmoralizar, atingimos as 2000 visitas, em 4 meses, mas o facto é que as atingimos.
Queria agradecer desde já aos meus pais que tornaram tudo isto possivel, a todo o pessoal dos bastidores que me apoiou, em especial ao meu colega de blog Master_Zica, e gostava de dizer que sem todos os leitores que por aqui costumam parar, não seria possivel atingir este novo marco na história, e não, já mais, haverá um efémero momento do Não Querem Ouvir.
Para a academia que nos deu o prémio e a toda a equipe um grande bem haja!!!

terça-feira, setembro 30, 2003

Teorias dos Males Comuns – A Exploração do Assunto Parte II

De facto este assunto merece ser explorado, porque além de ser um assunto praticamente infindável, é um assunto que nos toca a todos e de uma maneira autentica.
Neste post é minha intenção denunciar o já tão denunciado comportamento em público das pessoas, incluindo nós próprios, que circulam por esse mundo fora.

O comportamento em público quase que pode ser assimilado como uma prática desportiva, sendo que pode ser praticado no exterior ou em recintos cobertos, nomeadamente na rua ou num ambiente fechado como um centro comercial, onde habitualmente transitamos por várias ordens de razão.
E ainda mais se torna semelhante a uma prática desportiva, pois o comportamento pode ser individual ou coletivo, quer um individuo vagueie sozinho ou acompanhado por amigos ou familiares fazendo parte de um grupo peculiar.
O comportamento em público como qualquer outra prática desportiva é feita de modo contrário a outra equipe ou outros indivíduos, pois alguns apreciam ou não se importam, mas outros rivalizam, além do mais o comportamento em público tem as suas regras, sendo que o juiz que as aplica é a chamada consciência coletiva por maioria de razão.

Como exemplos de comportamentos em público, temos a maneira de comunicar, que abrange modalidades como a linguagem, os gestos, a sonoridade não especifica, o uso de meios de comunicação ou a interação individual ou em grupo com outros participantes, ou até mesmo sozinho (aquelas ocasiões em que ou a pessoa está encharcada de álcool, ou realmente possui perturbações psicológicas).
Temos também como exemplo de comportamento público a motoridade, em que podemos avaliar a maneira de andar, o ritmo da marcha, a orientação e a prova de obstáculos.
Daqui poderia partir por varias categorias de comportamentos em público e dai partir para sub-categorias, mas isso tornava este post um ligeiramente detalhado e maçador.

De facto há comportamentos que nós e os outros temos em público que nunca são do agrado geral de quem nos rodeia. Por exemplo, imaginem-se num cinema ou mesmo até numa loja como a Fnac em que estamos sossegados e concentrados em algo como um livro ou um filme, mas de repente aparece um individuo com uma sonoridade fora do habitual ao telémovel, daqueles que grita com o aparelho em vez de falar para a pessoa do outro lado, esse é um comportamento desagradável para quem está na sua paz a ler ou mesmo dentro do cinema a ver o filme, mas provavelmente a muitos de nós já nos tocou o telémovel ou fomos obrigados a falar ao telémovel em alturas menos impróprias, sem duvida é um mal comum de comportamento em público.

Passando para a categoria da movimentação nos sítios públicos quer este seja “outdoor” ou “indoor”, há certos e determinados comportamentos que conseguem ser particularmente irritantes e ao mesmo tempo são feitos de modo generalizado, quem por exemplo nunca transitou num passeio estreito, em que ao longo desse caminho houvesse dezenas de lojas de pronto a vestir e calçado, e mesmo até de eletrodomésticos, e de repente encontramos mesmo à nossa frente um obstáculo, que normalmente são uma coletividade de pessoas tal e qual como se de uma equipe se trata-se, toda parada a meio do passeio a olhar para as montras, o que torna difícil a nossa circulação e normalmente temos de nos desviar para o meio da estrada para podermos prosseguir, mas quem de nós nunca participou numa dessas “excursões” a uma montra em pleno passeio criando um obstáculo para os outros transeuntes.

Ou por exemplo quando uma pessoa vai acompanhada mas geralmente tem uma marcha mais acelerada do que quem nos acompanha, e de repente ao constatarmos que estamos muito mais adiantados somos obrigados a parar e esperar pela outra pessoa sendo que vamos sendo ultrapassados e somos um obstáculo estático a meio da via pedestreonal, e posteriormente somos também levados a acompanhar a marcha da pessoa mais lenta o que faz com que nos tornemos naqueles empecilhos que vagueiam pelo passeio e que constantemente são tocados no braço acompanhado de um “com licença”, e isto nos dias bons em que não somos abalroados, á semelhança dos pobres idosos de ritmo mais lento que normalmente são vistos como os Renault 4 da via pública infestada por Mercedes.
Mas será que maioria das pessoas já não passou por isto ?

Ou as pobres crianças ainda de tão tenra mente que quando vão andando pelo passeio muito gostam na sua inocência de fazer aqueles joguinhos de ir apenas nas faixas brancas ou apenas nos quadrados pretos, ou saltitar de figura a figura mesmo a meio do passeio apinhado de pessoas a se dirigirem com certa pressa, e depois claro como é apenas uma criança não queremos passar por cima e geralmente tentamos ultrapassá-la mas como a criança ainda tem a sua saúde física completa acabamos por andar aos zigzagues tal como ela. Mas quem nunca passou por isso ou quem nunca foi aquela criança?

Temos muito mais casos como os comportamentos públicos há espera de um serviço automatizado, seja a espera por um elevador ou para pagar o estacionamento numa das máquinas, ou mesmo o uso das escadas rolantes.
Quem nunca passou por situações de rivalidade a ver quem toca primeiro e mais vezes no botão do elevador, como se isso nos atribui-se autoridade para excluir ou escolher quem vai a bordo do suposto “nosso” elevador, quem chega primeiro á maquina de pagamento de serviços, quem demora mais tempo numa caixa de multibanco, ou das pessoas que se recusam a dar um espaço nas escadas rolantes para os outros passarem e normalmente insistem em ocupar um degrau inteiro, argumentando que aquilo não é de ninguém e chegaram lá primeiro.

Mas podemos focar mais casos desde os grupos de adolescentes que em grupo adoram fazer o mais barulho possível, e as coisas mais estúpidas possíveis, como sentar-se a meio da via pública, exibir publicamente e em tom alto os problemas dos colegas, rir ou dizer palavrões num tom mais alto que o normal, fazer simulações de violência gratuita, encavalitarem-se a meio do passeio, andarem aos empurrões, mas quem nunca foi jovem irreverente e estúpido?

Ou o hábito de ouvir as bisbilhotices da mesa do café do lado ou a conversa de quem esta mesmo do nosso lado na paragem de metro ou autocarro,e ainda pior ás vezes após sorrateiramente ouvir a conversa opinar sobre o assunto, e dar conselhos, há quem ache isso normal e um meio de fazer novas amizades, eu numa ideia louca fico-me pela preferência pela privacidade. Porque depois é engraçado como as pessoas ficam a saber de certos assuntos que pensávamos ser pessoal, dai a uns tempos já na Sibéria se sabia que certa pessoa que trabalha nos correios anda metida com o moço das entregas, mas eu não sei de nada.

Para finalizar temos os diferentes, mas já definidos grupos, ou se preferirem equipes, que normalmente teem comportamentos em público estereotipados, como por exemplo o grupo de trabalhadores de construção civil que estão a construir um prédio relativamente perto a um sitio onde circula muita gente, principalmente jovem e do sexo feminino, e nesse caso já temos o tradicional coro de assobiadelas treinadas, e palavras ou frases pirosas já estipuladas pela associação recreativa dos trabalhadores de construção civil, como por exemplo “Oh Jóiazinha não queres dar aqui um beijinho ao teu ourives?”, temos também a equipe que é a família versão king-size, que decide ir tudo ao mesmo tempo para o shopping, e que tem como características comportamentos como o falar alto, correr atrás dos putos todos, ralhar com a mãe com a mulher e com o filho ao mesmo tempo, e uma grande dificuldade quer para desembarcar e embarcar os passageiros do pequeno carro citadino.

Mas estes são os males de muita gente, são males que são um marco da nossa sociedade moderna, e sempre em constante evolução, com o aparecimento de novos casos, mas o certo é que há coisas que nunca mudam e atingem muita gente.

quinta-feira, setembro 25, 2003

Aproveitando a deixa.

Após ler o post anterior escrito pelo Master_Zica, posso dizer que sim a ideia agradou, e sim é possível concretizá-la, e por fim por acaso já tinha pensado em algo semelhante a essa da TDMC, Teoria Dos Males Comuns.
È uma boa ideia e a partir dessa ideia podemos descortinar uma dúzia de outras teorias ainda a serem levadas a cabo, tal como a teoria de afinfar (expressão utilizada como sinónimo de impingir ou enfiar) um pastel de nata após um bom cozido confeccionado e consumido no restaurante Painel de Alcântara, ou a teoria de como a escolha de um telémovel pode ser influenciada pelas teclas, a teoria que prova a sensação de alivio das pessoas ao chegarem à saída do Aeroporto da Portela, ou teorias sobre o uso excessivo da buzina por parte dos taxistas, ou teoria de encher um texto de palha tentando torná-lo maior e pouco mais interessante, mas nada como a Teoria Dos Males Comuns.

Ao explorar essa ideia lanço uma teoria já um pouco conhecida, mas ainda não tratada e divulgada, a teoria do ser Português é igual a ser mal dizente.

Durante um almoço surgiu a discussão sobre o hábito do português falar mal de todos e uns dos outros. È verdade que é um mal geral desta nossa sociedade portuguesa, mas e não é de todas as sociedades? Podia levar a cabo um estudo sociológico, recolher através de uma amostra dados a analisar e interpretar através de cuidadosos trabalhos de pesquisa e interrogação, mas não é preciso porque naquela mesa onde decorria a discussão já as pessoas provavam e dotavam a teoria de veracidade, pois de facto conseguiam falar negativamente sobre o que é ser português, a capacidade de concordar e não concordar ao mesmo tempo, a capacidade de ser do contra apenas com o objectivo de ser diferente ou de lançar uma discussão ou apenas por provocação. Mas porque raio isso é apenas português?

Não será esse um mal do ser humano em geral seja ele de que nacionalidade ou cultura for? É obvio que o português enquanto ser humano é assim, mal dizente (passando a expressão), mas não acho que seja típico do povo português, acho que é um pouco parte de sermos seres humanos dotados de opinião, e se em muita coisa concordamos uns com os outros em muita coisa discordamos. Mas claro que podem dizer que o português condena o estilo de vida de Portugal, culpa mais o governo do que grita com o cão, que diz que em Portugal nada funciona tudo está mal, mas eu pergunto e nos outros paises não será assim?

Não será a insatisfação por não ter mais do que se tem, ou a ambição de ter mais e melhor, o egoísmo de ter o que mais ninguém tem, não será essa uma característica da mentalidade humana? Não digo que concordo, porque até não posso concordar nem discordar, porque normalmente essa pratica de dizer mal de algo é quase como involuntária hoje em dia, tal como ninguém conseguir ter um dia perfeito por muito mais que queira é a sociedade de hoje em dia, mas não é a sociedade portuguesa, é a sociedade universal.

As teorias são mais que muitas, e muitas mais são as opiniões divergentes ou convergentes sobre todos os assuntos, e tudo o que aqui escrevo pode ser contrariado com mais ou menos razão com outros argumentos, mas tudo é valido enquanto pensamento, enquanto pensamento quer interiorizado ou exteriorizado, pode não ser valido em acção, mas enquanto ideologia, enquanto teoria tudo pode ser aceite quer por uns ou refutado por outros, mas não deixa de existir, tal e qual como qualquer outra crença, ou como qualquer aura em que alguém ainda tenha uma réstia de fé.

Tanto é possível fazer teorias de males comuns como teorias de bens comuns e se formos ver o que pra um é mal para outro pode ser bem, mas a mim essa teoria não me interessa, ou até pode interessar, continuo a achar que tudo se faz um pouco do momento, se calhar sou mais actualista do que historicista, e se me perguntarem a mim o que penso agora sobre determinado assunto, dou a minha opinião, mas sem certeza, sem razão fundamentada, porque de um momento para o outro posso vir a discordar de mim mesmo, pois as ideias são feitas numa dada altura especifica, e mesmo que perdurem no tempo, e se transmitam de geração para geração, o que conta mesmo é a sua aplicação no momento, na actualidade.

Para mim, mesmo com duvidas, mas muito poucas, os males podem ser de um podem ser de todos, mas o mal de agir de acordo com o modo como a mente humana foi designada a funcionar é um mal geral da sociedade, da sociedade universal, talvez ate nem seja da sociedade, mas sim da mentalidade universal, talvez os males ainda sejam mais do que comuns, mas tudo é feito de vocábulos como talvez, a incerteza que reside em cada palavra, em cada ideia, em cada tentativa de expressão, fica sempre uma réstia de duvida e incerteza quanto ao modo da sua aplicação e quanto ao estar ou não correcto. Por isso digo que a vida é mais regida por instintos do que pela razão, ou se calhar pelo instinto da razão, porque certezas irrefutáveis não tenho, apenas tenho opinião de como acho que são ou devem ser as coisas, apenas sei que nada sei, mesmo quando sei que agi do melhor modo que pude.

sexta-feira, setembro 19, 2003

Isto é que não queria mesmo ouvir!!!

Nas últimas 72 horas passei por momentos muito agradáveis, momentos muito bons, de calma e descontração, aliás neste momento está o Jorge Palma a dez metros da minha varanda a dar um excelente concerto ao vivo. Infelizmente nestas 72 horas bem passadas de modo generalizado, onde descobri vários valores como a amizade, o carinho pela família, o gosto pela vida, a paciência como virtude, houve uma coisa que me abalou o bom estado de espírito. Soube que na FDL, Faculdade de Direito de Lisboa sediada na Cidade Universitária fazendo parte da Universidade de Lisboa, foram afixados papeis com o novo valor das propinas para o ano de 2003/2004, sendo que o valor das propinas é de 852 euros nada mais nada menos que 170 mil escudos, ou seja praticamente 3 vezes o ordenado mínimo nacional. A FDL apenas tem um curso, que é o curso de Direito, um curso que para os alunos tem alguns gastos como o preço dos livros e a quantidade de livros, chegando um aluno num ano a gastar praticamente 500 euros em livros e material escolar, fotocópias e outros recursos.
A FDL sendo uma faculdade de Direito e com apenas esse curso, não tem maneira de ser um curso em que seja preciso um laboratório, um curso onde seja utilizada maquinaria pesada, um curso em que sejam utilizados instrumentos de grande valor, pois é um curso de direito e não de engenharia ou de biologia, de ciências ou de medicina, é um curso de Direito.
Não vejo como se justifica o gasto das propinas, pois não há muito por onde gastar, as propinas anteriores davam perfeitamente para os gastos, analisando as contas de outros weblogs, a faculdade de direito recebe em média cerca de 600 alunos por ano, isso devido a ser um curso de 5 anos, dá cerca de 3000/3100 alunos, 600x5 mais a margem de cálculo de 100 alunos, se cada aluno pagar os 852 euros de propinas o total de propinas pagas á faculdade é de 2.641.200 de Euros, cerca de mais de meio milhão de contos por volta dos 527.000.000 de escudos. Segundo contas do ano passado a receita foi de 217.000.000 de escudos, ou seja 1.085.000 euros. No fundo há um aumento por volta dos 58% nas propinas e nas receitas da faculdade, para pagar o que a mais do que pagavam o ano passado, esse dinheiro, esse aumento de 58% serve para que gastos que possa ter a faculdade?
Se realmente a faculdade for abrir uma nova vertente que envolva equipamento de alta tecnologia eu não fazia ideia.
É de facto um motivo para mal estar, pois de certo que não serão dadas explicações plausíveis, e de certo tudo ficará no mesmo e o peso vai para o bolso de quem já não pode mais, o remédio é desistir, que bela alternativa que nos dão os responsáveis pelo nosso bem estar, os responsáveis pela nossa educação, que alternativa nos dá o governo senão sentirmos vergonha de sermos regidos por quem somos.

quinta-feira, setembro 18, 2003

Sugestão Musical! Nostalgia no seu melhor som...









Cliquem para o som do Whole Lotta Love ( recomendamos o uso do Real Player )

Deixo ficar esta bela sugestão para um pouco daquele sentimento nostalgico que cria um sorriso...

quarta-feira, setembro 10, 2003

Vinte coisas que podes fazer no elevador para passar o tempo:

1. Assoa-te e oferece-te para mostrar o conteúdo do lenço aos outros passageiros.

2. Com uma expressão de dor, dá palmadas na testa e vai murmurando:
"Calem-se, todos vocês! Calem-se!"

3. Assobia continuamente as primeiras oito notas do "Assejere" sem parar.

4. Abre uma nesga da tua mala ou carteira e, enquanto espreitas lá para
dentro, pergunta "Têm ar suficiente aí dentro?"

5. Oferece etiquetas com nomes a quem entrar no elevador. Usa a tua
virada de pernas para o ar.

6. Mantém-te quieto e em silêncio no canto do elevador, virado para a parede, sem sair em nenhum andar.

7. Ao chegar ao teu andar, tenta abrir as portas com as mãos, rangendo os
dentes e gemendo com o esforço, e de seguida age embaraçado quando elas se abrirem sozinhas.

8. Inclina-te para os outros passageiros e sussura: "Aí vem a patrulha dos macacos!"

9. Cumprimenta toda a gente que entrar no elevador com um caloroso aperto
de mão e pede-lhes para te tratarem por Almirante.

10. No piso mais alto, mantém a porta do elevador aberta e exige para que permaneça assim
até tu ouvires a moeda que deixaste cair pelo poço do elevador bater no chão.

11. Olha fixamente os outros passageiros com um sorriso de orelha a orelha
e depois anuncia: "Tenho meias novas!"

12. Quando pelo menos oito pessoas tiverem entrado no elevador, geme lá de trás
"Oh não, raio de altura para ficar enjoado!"

13. Mia ocasionalmente.

14. Grita "Cá vamos nós!" sempre que o elevador descer.

15. Leva contigo uma caixa térmica com um autocolante a dizer "Cabeça Humana".

16. Diz "Ding!" em cada andar que o elevador parar.

17. Usa um fantoche na tua mão e fala com os outros passageiros "através" dele.

18. Faz barulhos de explosões sempre que alguém carregar num botão.

19. Usa óculos de Raios-X e olha sugestivamente para os outros passageiros.

20. Diz numa voz demoníaca: "preciso de encontrar um corpo mais apropriado."

quinta-feira, agosto 28, 2003

Coisas que me irritam! ( 2 )

Se há algo que realmente me causa uma profunda má disposição, é a falta de frontalidade. As queixinhas que são feitas pelas costas, o sussurrar de uns para os outros sobre alguém, o esperar que a pessoa vire as costas para poder dizer mal de algo, a mais pura estupidez ao melhor nível. A arte de mal dizer feita pelas costas a qualquer altura, em qualquer situação a habilidade de “fazer” a cabeça uns aos outros, a habilidade de poder ser mesquinho no seu melhor.
A falta de frontalidade mostra medo do confronto, o que não é particularmente mau, mas mostra também medo de dar a bofetada e receber outra em troca, é o mesmo que mandar pedras da torre Eifel, sendo que lá de baixo é impossível responder do mesmo modo.
O hábito de falar pelas costas, é algo que se forma nas pessoas com falta de personalidade, pessoas frágeis normalmente emocionalmente instáveis, ou então com uma auto-estima muito por baixo.
Mas o mais irritante na falta de frontalidade e no meio das mesquinhices e das conversas e queixinhas feitas, nem é a tentativa de arrastar a opinião dos outros para o mesmo caminho, isso só mostra que quem se deixa ir pode ser ainda mais patético, o que irrita mesmo é a capacidade de envolver outras pessoas ao barulho e de uma pessoa passar para outra numa analogia quase sempre feita de modo bruto e inconsciente, tal como quem tem merda de cavalo no lugar do cérebro, mas os problemas cefálicos de cada individuo tem desculpa, o que não se pode desculpar é mesmo o mau génio de cada um.
Normalmente o processo de falar mal na falta de presença da pessoa lesada, começa do seguinte modo, o mal dizente acorda mal disposto, talvez alguma frustração logo ao sair da cama, vai para os seus afazeres higiênicos e logo ai começa a se sentir mal consigo mesmo, ao entrar em contacto com as pessoas do dia a dia, começa logo no tira teima, e ao ver que perde sempre a razão fica ainda mais frustrado consigo mesmo, depois segue um período em que essa pessoa fica carrancuda, até chegar uma entidade superior, quer na hierarquia da família, do trabalho, ou de qualquer outro meio onde seja “associado”, e lá começa o mal dizente a sorrir e a mostrar bem disposto, mas ai percebe que está a se conduzir contra a sua vontade, e mais um ponto para a frustração, a partir deste momento já é um ser mesquinho e muito vulnerável.
Chegado ao ponto sem retorno, este individuo tem de “lixar” o dia a alguém pois nunca gosta de ir sozinho, então escolhe um alvo, normalmente alguém que seja habitual chatear, como um irmão mais novo, ou o enfezadito do trabalho, ou o rapaz novo da zona, e logo ai fica a observar o alvo, lança um tema ou pelo menos um ambiente propicio ao eventual acontecimento de uma discussão, e ao primeiro movimento do alvo arranja uma desculpa para dizer mal, mas não aproveita para criticar ou dizer mal no momento, não espera pela altura em que o alvo se retira do local dos acontecimentos, e vira-se para a mãe, ou para um colega de trabalho, ou para o pessoal lá da zona e começa o belo processo das queixinhas e do dizer mal, sendo incapaz de ao ver o retorno da pessoa de dizer seja o que for ficando caladinho como é costume nas pessoas mesquinhas, mas depois de se queixar e criticar e ter conseguido levar umas quantas pessoas a trás, vai buscar assuntos pouco mais ou menos relacionados com o alvo para dar a machadada final.
O certo é que este temível predador torna-se um gatinho manso passado algum tempo, é claro que é inevitável não pedir o seu favor há pessoa de quem minutos ou horas antes disse mal.
Esta espécie é conhecida também por dizer mal dos superiores pelas costas, mas borrar-se há frente deles, ser malcriado pelas costas mas parecer um tótó de um mariquinhas pela frente.
Esta raça de pessoas que não tem coragem para ser frontal, um especial obrigado por existirem, porque mesmo que sejam uma das coisas que mais me irritam e mais desprezo, a par dos outros ignorantes e pobres anormais que vão atrás de tais conversas, é bom que existam porque assim posso atribuir mais valor ás pessoas como eu que conseguem ser frontais e não fogem do confronto, porque sabem admitir quando sabem e quando não sabem, ao contrario dessa vil raça de ser humano( ou quase ) que julga sempre que é o melhor e o pior em tudo, depende da conveniência.


quarta-feira, agosto 27, 2003

Life

"A man walks down the street
He says why am I soft in the middle now
Why am I soft in the middle
The rest of my life is so hard"

Paul Simon - You Can Call Me Al

Arte de Amar

Quem diz de amor fazer que os actos não são belos
que sabe ou sonha de beleza? Quem
sente que suja ou é sujado por fazê-los
que goza de si mesmo e com alguém?


Só não é belo o que se não deseja
ou que ao nosso desejo mal responde.
E suja ou é sujado que não seja
feito do ardor que se não nega ou esconde.


Que gestos há mais belos que os do sexo?
Que corpo belo é menos belo em movimento?
E que mover-se um corpo no de um outro o amplexo
não é dos corpos o mais puro intento?


Olhos se fechem não para não ver
mas para o corpo ver o que eles não,
e no silêncio se ouça o só ranger
da carne que é da carne a só razão.

Jorge de Sena

sábado, agosto 16, 2003

Coisas que me irritam!

No fundo neste momento apenas uma coisa me cai mesmo no goto... talvez mais que uma mas neste mundo tudo tem ligação.

1º A estagnação do Governo, a falta de mobilidade e capacidade de resolução e acção perante o "Inferno" que se viveu em Portugal, quando perante os meios de comunicação pedem o máximo de compreensão e solidariedade, não sei porque mas no fim de tudo algo me diz que os incêndios vão ser usados como desculpa pela má gestão do governo, desculpa perante derrapagens e asneiradas sucessivas, pois realmente com a calamidade que ocorreu quem é que pode ter calma e sangue frio para governar e reagir.
Apenas sei que neste momento é isto que me irrita, além do facto de alguns ministros estarem demasiado verdes, mais até do que eram as serras em Portugal, por falar em incendiários é impossivel nao fazer qualquer analogia com um digno membro do Governo, que em tempos foi o maior incendiário do pais com as suas farpas e fagulhas para tudo e todos usando como combustivél uma fraca escrita no jornal o Independente, pessoa que hoje em dia não pode ser criticada que parece uma flor de estufa portegida por todos os lados, se algo me revolta foi a falta de acção do Governo sobre os incêndios e o que me revolta o estomago é a manutenção de um Ministro daqueles.

Ps. Em caso de duvida quanto ao Ministro referido, que se entenda tanto o da Defesa como o da Administração Interna....

quinta-feira, julho 31, 2003

Ideias estúpidas take one!!

No dia a dia olhamos em volta e podemos observar uma pluralidade de objectos que nos são mais ou menos conhecidos no quotidiano. Estes objectos variam de feitios, cores, massas, densidades, velocidades, e principalmente de utilidades.
Ao referir o termo objectos, quero mencionar todos os corpos físicos e não físicos, como por exemplo uma gravura, no fundo objectos são todos os instrumentos não vivos, palpáveis ou não, que nos auxiliam todos os dias, ou que tem uma determinada função, ou mesmo são capazes de nos estragar o dia, e a título de exemplo posso referir os estúpidos ímans que me põem na porcaria do frigorifico e que sempre que fecho a porta do frigorifico vão ao chão fora ter de arranjar os que se estragam tenho de estar constantemente a apanha-los.
Outra invenção estúpida são as luzes que se acendem quando batemos palmas, isto torna um convívio de domingo em casa para ver a bola com os amigos um momento embaraçoso e de extremo desgastaste para o sistema eléctrico.
Tradutor de gatos, um aparelho recentemente lançado no Japão, logo pela natureza do objecto estúpido mesmo é quem compra, porque eu nunca tive dificuldades em ouvir o
Garfield a falar.
O suporte de copos da maioria dos carros, principalmente aqueles localizados no porta luvas, são de inutilidade total, aposto que nem 2% da população portuguesa com automóvel usa tal utensílio, em primeiro lugar porque muitos não sabem que existe, segundo porque usar os suportes de copos do porta luvas é um risco que nem todos estamos dispostos ou aptos a correr, principalmente quando se trata de café quente a uma distância tão efémera dos genitais.
No computador temos o ignorado suporte de microfones, não é um objecto estúpido, nem está mal feito ou colocado, é apenas inutilizado, grande parte das vezes porque ninguém liga ao microfone, e por esse motivo ou anda perdido, ou então muitas pessoas juram que o viram numa gaveta mas já lá não está.
Roupas para cães, ando eu a vida toda em sonhar com liberdade e começam a vestir os pobres canitos com vestes que mais parecem de umas bonecas que haviam lá no armário de casa, quer dizer eu não posso andar nu na via pública, primeiro por pudor e civismo, segundo para não fazer alguém passar mal, e agora os cães que teem liberdade para isso, que não se envergonham de andar em pêlo no meio uns dos outros inventam vestes para animais, só falta haver franchising de roupas para animais como o Caungustus, ou algo do género.
Podia aqui passar a noite a me lembrar de objectos inúteis e enuncia-los, e a justificar mal ou menos mal a sua utilidade, mas o certo é que os há alguns são estúpidos e úteis para muitos para outros não o são.
Agora há coisas estúpidas que se podiam tornar úteis tal como um Manual de Código para a escrita nos blogs em que houve-se sinalização deste género:

Outra possibilidade é algo muito semelhante ao sinal anterior, para que ás vezes o sentido em que é escrito o post seja bem identificado, e não cause perturbações em mentes com um pleno desejo de iniciar ávidas discussões com direito a insultos indirectos e sorrateiros.

quarta-feira, julho 23, 2003

O que eu já não quero ouvir falar neste País!

Foi atingida a meta dos mil e dez visitantes, motivo para mais um hurrei, motivo para mais um grande pulo de alegria.
É claro que o caro leitor pergunta se estes festejos não são exagero da minha parte, mas eu a isso respondo nos dias que correm em Portugal, o que é que não é levado ao exagero. Querem exemplos, Casa Pia, Futebol, TVI, Ferro Rodrigues, Paulo Portas, anda tudo com uma mania do exagero.
Mas o exagero é de tal ordem que hoje em dia uma conversa entre pai e filho é resumida a isto:

- Filho para o Pai - Pai pega-me ao colo!!!
- Pai para o Filho - Pá não te posso pegar ao colo na via pública, não vês que se faço isso cai logo o Namora em cima, sou acusado de ter abusado de crianças da Casa Pia, dizem que tive relações homossesuais com o Calado que vai para ao Sporting, fico sobre escuta, o Ferro Rodrigues vem dizer que sabe o que isso é, o Portas riposta com retórica e logo a noite estamos todos na TVI depois do menino que vai morrer com uma doença hedionda e antes de um rapaz qualquer que guarda um rebanho, ao mesmo tempo que apanham mais alguem a largar uns carinhos menos amistosos na ex-mulher.

Exagero?!? Nos tempos que correm nada é exagero, é divulgação.(ironia)
Ok chegamos a Mil visitas Hurrei......

Pois é amigos atingimos os mil visitantes, esperamos contar com muitos mais..blabla...aquela parte em que agradeçemos aos leitores...blabla...
Parabéns ao meu colega...blabla..o que importa mesmo é partilhar as ideias e espero poder faze-lo por mais tempo e com mais qualidade, independentemente das visitas que possa ter ou não.
Critica? Discórdia? Apenas uma outra visão.

Ao ler o último post elaborado pelo meu colega Master Zica, vejo a sua visão do que é e para que serve o blog. È de realçar que o seu post foi escrito com um tom de ironia, algo que não se pode explicitar tão bem como no tom da fala. Dai ter oferecido como solução o uso de destas coisinhas  ( ). Passo a exemplificar: O blog do Lomba dava um Best-Seller ( ironia). Mas a função principal deste post é mostrar que não partilho da mesma visão do que é a função dos Weblogs é o mais simples, tem uma função livre, lésbica (derivado de régua lésbica = maleável).Ok admito começo a exagerar nas explicações da minha escrita e começa a ser entediante, por isso recomendo que usem apenas em nota de roda pé, do tipo: este post foi escrito a usar Ironia.
Acho que os blogs são para cada um colocar o que bem entender, os blogs são como a consciência, pessoais e usados como cada um entende que deve ser usada, com mais pudor ou menos pudor, com mais graça ou menos graça, com inutilidade ou utilidade.
O objectivo dos blog’s é o desabafo, o descomprimir de informação que nos atormenta e enfastia a mente, é criar um fluxo de informação, é o processamento de toda a informação útil e inútil que temos a nos atrofiar o cérebro, mas que queremos deixar registrada, publicamente. Podem dizer que se quero desabafar uso um diário com florzinhas daqueles que eu tantas vezes encontrei escondidos nos cantos mais recônditos da casa, os diários da minha irmã que nunca abri, mas sempre dei a entender que tinha espreitado só para testar a capacidade de inovação da minha irmã mais nova.
Mas eu respondo que o blog é livre, de ser escrito e de ser lido e cada um põem o que bem entender, o blog é como um bem público, não susceptível de exclusão nem de rejeição.
Na minha mais profunda sinceridade ao ler o blog do Pedro Lomba, e ao ler o post “a casa” em particular, senti um certo arrepio, semelhante aos arrepios de quando sonho que o Bonga é o Presidente da República, mas não só por achar um pouco tépido o assunto, mas por ter algumas semelhanças com a minha infância, e quando encontro alguém com semelhanças ao meu ser, fico imediatamente preocupado porque vejo um futuro sombrio para o mundo.
Mas não fugindo ao tema principal discordo totalmente com frases como esta, “Os blogues não deviam servir para relatar experiências de infância”, discordo e afronto revelando aqui que sempre tive pavor a palhaços enquanto criança, mas hoje sou obrigado a tolerar, como por exemplo, algumas personalidades da vida social e política, e não me estou a referir ao Batatinha, mas mais depressa a um Luis Fazenda.
Meus amigos partilhem toda a informação que quiserem, não tenham medo de explorar os lados mais recônditos da vossa mente, partilhem, podem ser ignorados, como podem ser aclamados e declamados também.

terça-feira, julho 22, 2003

Televisão e humor? Não me parece...

Na minha casa sempre disseram que pelo meu ar preguiçoso e sempre agarrado ao comando da televisão eu podia dar um excelente critico de Tv, também a tempos disseram que dava para a "stand up comedy", ideias ridículas, fui e sempre serei um idiota, uma fonte de ideias e informações inúteis, só argumentação que serve para a socialização do dia a dia.
Eu como qualquer rapazola da minha geração fui criado pela tv, foi lá que aprendi as primeiras palavras de inglês, que aprendi alguns vocábulos mais interessantes, aprendi anatomia feminina, aprendi que uma boa mentira vale mais que meias verdades, e que aquilo de parecer mais gordo na televisão é mentira, eu que o diga que me filmei em 3 horas de pura inutilidade para constatar o facto.
Mas foi também através da Tv que aprendi a dar as minhas melhores e mais sonantes gargalhadas, aprendi a estimular os músculos da face responsáveis pela retração dos lábios e exposição de uma bela coleção de marfim humano.
Foi através da televisão, logo desde muito novo, que aprendi a estimular o conhecimento, e aprendi a criar e manter a boa disposição, aprendi também que vale a pena passar por um mau dia se pudermos parar para rir durante alguns minutos, mas tem de ser uma boa gargalhada arrancada do mais fundo da caixa toráxcica. O riso é a estimulação de muitos nervos, mas mais importante é o relaxamento que beneficia em vários membros e órgãos do corpo humano, há até quem defenda o riso como meio curativo de doenças, não curativo, mas sim apaziguador de efeitos de algumas doenças.
O riso tem como função o bem estar e como estimulante o humor, as ideias e atitudes em tom de brincadeira e diversão que são protagonizadas por um individuo, com uma certa piada, mais conhecido como bom humor.
O riso é o estandarte da boa disposição, é a função que Deus ou mesmo o homem encontrou para dar ao riso, estimular nervos e enzimas que provocam sensação de bem estar e de mente calma e leve, mesmo que muitas vezes seja um perigo para a vida quando assistimos a gargalhadas em que as pessoas perdem o fôlego ou teem incontinência, coisas que não provocam um bem estar muito agradável.
O riso pode ser estimulado através de qualquer sistema sensorial, pela visão, pelo tacto, pela audição, se bem que pelo olfacto e paladar é um pouco mais difícil, mas esboçamos um sorriso quando a sensação é boa, quando o paladar é agradado por um travo agradável, ou o olfacto por um aroma suave e doce.
Mas isso é o simples riso, o que eu encontrei no estimulo audiovisual oferecido pela televisão, criou em mim a noção da gargalhada monumental, o riso incontrolável, as lágrimas a escorrerem pelo rosto, de tanto prazer que o meu cérebro sentia.
Há quem compare a boa gargalhada a um orgasmo, para mim são idênticos, mas não são a mesma coisa, ambos exprimem um expoente de prazer, mas um prazer diferente, com níveis diferentes, com efeitos e objectivos semelhantes mas diferentes ao mesmo tempo como se de uma dicotomia se tratasse, mas ao mesmo tempo fosse uma analogia.
E toda esta introdução para dizer que hoje em dia o humor televisivo não presta.
Não presta e ponto final, pouco se aproveita, e anda tudo no mesmo estado nem avança nem se recorre aos clássicos.
Eu sou com algum orgulho um bom praticante de zapping, admito que não pratico muitas horas, mas sei as horas em que devo praticar, ou melhor dizendo, sabia.
Eu passo por todos os canais da Tv por Cabo, alguns sa interessantes, outros úteis, outros um desperdício de antena.
Como é obvio, mesmo sendo poliglota, os canais a que dou preferência são aos portugueses e dentro deles aos principais, mesmo tendo uma certa dificuldade em designar quais os principais, porque há a minha visão de primordialidade, e há a visão de todo um Zé povinho.
Analisando os canais um a um, posso dizer que a nível de programação tudo é muito fraco, e como não é espanto para ninguém a qualidade televisiva anda muito por baixo, e mais fundo não pode ir após as malditas festarolas da TVI no meio da rua com o Carlos Ribeiro e as velhotas e a criançada toda junta, pior mesmo só o Carlos Ribeiro com o Batatinha.
Analisando canal a canal, a TVI é sem dúvida dos mais baixos em nível de qualidade, a informação é péssima e muito mal dada, abundam os casos de infortúnio de pobres pessoas, e um noticiário explora esses casos e o lado mais fraco e indefeso das pessoas que é a miséria para ganhar Sharing, se não fosse pelo tempo de antena do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, nem via aquele símbolo ridículo da TVI a frente, e pensar que já foi um canal movido por lobbys religiosos, uma pessoa pensa que não pode piorar e de facto piora.
Mudando de canal, damos um pulo há Sic, líder em violência, e programas de qualidade nula, salvando um pouco da informação, e um ou outro programa que sirva para o gasto, pois desde que esta estação televisiva se desmembrou em outros canais parece que o canal “Mãe” perdeu toda a qualidade e interesse, se é que alguma vez o teve, mas bem haja que conseguiram fazer um Sic Noticias que ainda tem algum valor, e a Sic Radical e a Sic Mulher onde se pode ver algum humor internacional e algum nacional, sendo que do nacional na Sic Radical felicito o Ricardo Araújo Pereira e o José Diogo Quintela, autores deste blog, por alguns bons sketch’s que fazem no Prefeito Anormal, mas acho-lhes mais piada no blog do que na tv, porque senão aquele programa só servia para mostrar a inutilidade de quem julga ter graça e lá está só pelo tacho.
Quanto há RTP, é uma televisão de melhor qualidade mas parada no tempo, um pouco “old fashion”, mas que sem dúvida conquista a minha preferência a nível de informação, e por mim tem um dos mais prestáveis programas de humor que é o Contra Informação, sendo que mete na sola do sapato um Malucos do Riso, e um Levanta-te e Ri.
De facto o canal mais mal servido em comédia é a TVI, a Sic lá tem o Herman, que tinha muito mais graça uns anos atrás na RTP a fazer as suas personagens que tanto dominavam o mundo fictício e humorístico de um circulo enorme de fãs, fãs esses que hoje vão sendo poucos, e a idade de facto não perdoa, ou talvez seja o dinheiro e as doenças relacionadas com ele que não perdoam, tem o Levanta-te e Ri, com a participação do Fernando Rocha que já começa a perder piada, e de um ou outro humorista que se revela, e lembro-me agora do Aldo Lima por exemplo, e a RTP conta com a Contra Informação que bate todos os outros aos pontos.
Falta um canal, é a RTP2, canal mais cultural, canal mais ligado há arte e cultura, mas a quem nunca faltou algum espaço de humor, mas esses tempos áureos já lá vão, já lá vai o tempo de antena de sábado á noite dedicado aos Sitcoms britânicos, ou a altura de grandes comédias que serão eternamente imortalizadas como um BlackHader com a presença do Rowan Atkinson, o afamado Mr. Been, e um Allo’Allo, com Gorden Kaye, e Carmen Silvera.
Quem poderá alguma vez esquecer tais comédias, até mesmo podendo ser intituladas de “divinas comédias”, nas noites da Rtp2, o esperar para assistir a mais um Allo’Allo, ou a um BlackHader, ou mesmo assistir a uma boa série de Monty Python, com a soberba participação de Graham Champman.
Ao que o humor decaiu, ao que chegamos de humor na tv, malditos Malucos do Riso, que bem aproveitado era o espaço de antena com um Allo’Allo, ou um BlackHader.
Sem dúvida prefiro a comédia britânica e até brasileira, há má tentativa de tentar imitar dos portugueses, começando pelo Herman José a tentar imitar um David Letterman ou um Jay Leno, até a um Não Há Pai a tentar imitar o Sai de Baixo brasileiro.
Somos de uma originalidade barata, fomos pioneiros em tempos, mas só em tempos, também diga-se a verdade já pouco há para inventar, mas se for para imitar, mais vale reposições de obras de arte do humor.
A televisão já não tem humor, já não tem brilho, ou será que fui eu que cresci e pedi o brilho, ou troquei o brilho da televisão pelo brilho dos livros ou pelo brilho do mundo internauta.
Será que estou assim tão enganado ou a televisão em Portugal não presta mesmo?
De facto eu tenho a consciência que a qualidade nos últimos anos baixou e baixou imenso, mas de quem é a culpa?
A culpa é nossa que não exprime o que deseja, a culpa é das pessoas tal como eu que teem saudades de um Allo’Allo, não se manifestarem perante os responsáveis pela televisão para aumentarem a qualidade dos programas, a culpa mesmo é das mentalidades deste país que são muito mais difíceis de equilibrar do que o orçamento que já parece impossível, e enquanto a Tvi andar a por macacos a saltar tal como a Sic com as bananeiras e tudo, o povinho não há de querer outra coisa, mas se soubessem o que perdem e a oportunidade que desperdiçam, até mudavam de ideia, mas é preciso mostrar a alternativa para poder mudar.
Com uma breve passagem pelo resto da cultura em Portugal, termino este post, pois é triste ver alguns valores musicais como o Joel Xavier e novas bandas e projectos portugueses não receberem tanto apoio das estações televisivas como deviam, enquanto alguns projectos de mau gosto e baixo nível como Zé Cabra, andam a par e passo com a Tv, é motivo para dizer que a televisão é um veiculo de cultura, mas da cultura errada, hoje em dia a televisão e o mau gosto andam de mãos dadas, as soluções, ou desligo a tv, ou proponho a mudança, mas é preciso que se juntem as vozes e que alguém nos oiça, o que nos tempos que correm, é uma tarefa Herculiana.