sábado, agosto 26, 2006

Cefaleias operandis...

A dor de cabeça é o exagero extrapolado cerebral da realidade que nos rodeia.

quarta-feira, agosto 23, 2006

E o conto continua...

Acordou no sofá sendo trespassado por flechas de luz que emanavam das frestas das persianas, desligou a televisão e olhou em seu redor, notou o casaco ensanguentado no chão olhou para o seu corpo maltratado e cheio de sangue, pousou as mãos encrostadas com o sangue seco nos braços do sofá e levantou-se em direcção ao quarto.
Entrou no quarto, era simples, uma cama baixa com roupa de cama preta e vermelha, assim como quase toda a mobília do quarto era de ébano e todo o quarto jogava com as cores pretas, brancas e vermelhas de um modo muito moderno e minimalista.
Do lado esquerdo no quarto uma porta conduzia à casa de banho, acendeu as luzes que lhe ofuscaram, talvez estivesse com alguma lesão craniana ou óptica, apoiou as mãos no lavatório de metal cromado, olhou-se no espelho e depois encostou a cabeça a este como que se passa-se a sua alma para o outro lado do espelho. Um suspirar profundo como quem confessa cem anos de pecados a um confidente divino, atirou a camisa e as calças para um canto, abriu a porta do chuveiro e ligou a água, atirou os boxers e as meias para um canto e logo depois tirou uma toalha lavada do armário.
Entrando no duche a água batia-lhe no corpo como fagulhas em brasa, a água ardia-lhe nas feridas por todo o corpo, e de cabeça encostada à parede do chuveiro olhava para o ralo que agora bebia o sangue que vestia o seu corpo.
Enquanto a água lhe percorria o corpo, alguns flash’s sem nexo arrombavam-lhe a mente, tentava liga-los dar-lhes sentido e rumo, mas estava perdido, cansado e com dores.
Acabado o duche, enrolou a toalha em volta da sua cintura e caminhou lentamente e cambaleando em direcção à cama.
Sentou-se na cama virado para a janela, jogou o corpo para trás e caiu na cama de braços abertos, levou uma mão ao peito e adormeceu de repente como se tivesse um desmaio repentino.

E assim começa o conto.

Empurra a porta com pesar em passos de compasso morto, na madeira oca daquela porta escorre o sangue da mão que a empurra.
Gota a gota devagar escorre o sangue por entre farpas, num gotejar lacrimejante que pinta a sombra que na porta mostra semblante.
Em passos arrastados de atacadores soltos vai marcando o trilho na parede com a mão ensanguentada, pernas bambas com o corpo a fraquejar como quem carrega todos os grilhões do mundo.
Escolhe o alvo do seu esforço, um sofá já gasto e velho forrado a couro e com pedaços de espuma a sair nos braços, e da parede em que se apoia dá o salto para aquele sofá onde o corpo se enforma e jaz.
Na mesinha ao lado do sofá está por entre umas revistas e uma garrafa de whisky vazia o comando da televisão. Pegando nele selecciona um canal de desporto.
Tira o casaco embebido em sangue e atira-o para o chão, descalça as sapatilhas pelos calcanhares, leva as mãos à cara e por entre o sangue algo se espalha algo que não esperava. E assim adormece exausto com as lágrimas a lavarem-lhe o gosto do sangue dos lábios.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Publicidade Enganosa?




Porque a boa publicidade anda escondida. Devo começar a procurar raparigas que usem Puma?

Question mark.

Se te contar um segredo dás-me um sorriso?

quarta-feira, agosto 16, 2006

Especial para o Miki.



Click em cima da imagem para disfrutar com maior clareza.

Я могу любить без языка?

Quem se perdeu na noite que encontre-me estendido de rosto prostrado para a lua com olhos em maré cheia.

Passem ao lado deitando uma pedra sobre o meu corpo apenas deixando os olhos por cobrir, pois eles serão cobertos com sonhos e esperanças dragadas de um poço sem fundo onde se refundiu a voz da inocência tão vagamente perdida num grito de dor.

Porque de mudez romântica padeço eu, numa descoordenação de pensamentos e sentidos, com claros alaridos bordados de sangue de lábios trincados para travar o impetuoso desejo de te dizer o que sinto.

Innamorare è vietato

Ed al di sopra di il cielo viola riposa gli angeli che manda giù la luce che brilla nei suoi occhi amano la luna presa sul fuoco.

Nelle cordicelle di cittar degli angeli di dio prendo uni capelli del suo, i capelli di seta belli più puro di la verità che spreca la terra dello sperato.

Come dire che l'amo quando sono cosí impaurito di tutto che lei è?

Lei è cosí molto a me che viverò nella paura di tale grandezza e tale grazia. La mia quasi paura è per il mee di prendere vicino a lei e la perde un giorno alcuni come, perché lei è lontano a speciale per me avere, per me desiderare, per me osare ed amare.

sábado, agosto 12, 2006

Isto não quer dizer que me vá embora.

Lanço um repto a todos os meus amigos. Se fosse a última vez que me viam o que é que diriam?

sexta-feira, agosto 11, 2006

Isto não fechou...está mortiço vá..

Porque consegui aperceber-me que em pleno mês de Agosto muitos estabelecimentos nocturnos estão em remodelações, dificultando assim as opções para a saída nocturna na Ilha da Madeira, estabeleço o paralelismo deste blog com a casa de alterne ali da esquina, ambos estão abertos e sem remodelações o pior é que ninguém faz muita questão de lá entrar.