E ainda criticam o Saramago? Qualquer pessoa de bom senso que tivesse a consciência de viver no mesmo país que o Pinto da Costa entregava logo Portugal nas mãos dos espanhóis.
Quem me acusar de não ser patriótico que levante o dedo e o meta na boca enquanto assobia as músicas do 25 de Abril.
sexta-feira, maio 09, 2008
quinta-feira, maio 08, 2008
Mais música para vocês nesta vossa rádio cibernáutica.
Maior parte das conversas que tenho sobre o blog, começam e acabam com o elogio da sua banda sonora, ali da música que pode tocar durante horas para nos entreter, algumas pessoas inclusive usam este blog apenas pela sua música. A tais pessoas eu digo, "então pah... e a escrita pah?".
Apesar de achar que tanto os meus textos como os do Zica são ocasionalmente bons e agradáveis, com algum gosto e senso, tenho realmente de admitir que a música não está nada mal.
Foi um trabalho árduo que hoje foi ampliado nas ultimas horas. Passei de 400 para 500 músicas, mais uma data de músicas bem conhecidas, outras que vos dou a conhecer. Todo este esforço não foi pela glória de atingir as 500 músicas, muito sinceramente num dia ponho aqui 1000 boas músicas desde os anos 50 aos 80. Todo este esforço teve como missão melhorar um pouco a lista de músicas, porque se logo de inicio disse que era uma lista com músicas desde pelo menos os anos 50 até aos anos 80, tinha muito poucas músicas dos anos 50 e 60. Depois de falar com um amigo sobre alguns sucessos desses anos, e de andar no Youtube a caçar algumas recordações, decidi ir em busca das mesmas músicas no Finetune e deixo-vos aqui o que encontrei e adicionei ali à caixinha de música.
The Champs- Tequilla
Royal teens- Short Shorts
Coasters - Yakety Yak ; Charlie Brown
Drifters - Dance With Me
Platters - Only you; Great Pretender; Smoke Gets in Our Eyes
The Clovers - Love Potion nº 9; Blue Velvet; Fool Fool Fool
The Penguins - Earth Angel; Be Mine; That's How Much i Need You
The Shirelles - Will You Love Me Tomorrow; Mama Said
The Five Satins - In the Still of the Night
Flamingos - I only have eyes for you
The Students - Every day of the week
Frankie Lymon and The Teenagers - Goody goody; Little bitty pretty one
Bobby Darin - Beyond the sea; Mack the knife; Splish splash
Buddy Holly - Crying, waiting, hoping; Everyday
The Everly Brothers - All i have to do is dream; Bird dog
Rick Nelson - Traveling man; She belongs to me
Richie Valens - Donna; Come on lets go; La bamba
Eddie Cochran - Summertime blues; C'mon everybody; Something else
Gene Vincent - Be-bop-a-lula; Lotta lovin
Billy Lee Riley - Baby please don't go; Flying saucers rock and roll
Amos Milburn - Chicken shack
Danny and The Juniors - At the hop; Rock and roll is here to stay
Bobby Day -Rockin robin
Crests - Step by step; I remember
The Chiffons - One fine day
The Dixie Cups - Chapel of love; Iko Iko
The Rainbows - Mary lee
Bobby Rydell - Volare
DeanMartin - That's amore
Frankie Vallie - Tears on my pillow; Summer nights; Big girls don't cry
Bobby Vee - Take good care of my baby
Gene chandler- Duke of Earl
The Rays - Silhouettes
Betty Everett - It's in his kiss
The Tokens - Tonight i fell in love
Martha and the Vandellas - Dancing in the street
Little Anthony and the Imperials - Shimmy Shimmy ko-ko bop
Roy Orbison - Pretty woman
Jan and Dean - Surf City
The Ventures - Walk - don't run; Hawaii five-o
Ronny and the Daytonas - GTO
Little Peggy March - I will folow him
Lesley Gore - It's My party; Sunshine lollipops and rainbows
The Fleetwoods - Come Softly to me
The Supremes - Stop in the name of love
Ben E King - The magic moment
Bill Withers - Ain't no Sunshine; Lean on me
Dick Dale - Ghostriders in the sky; Hava Nagila
Duane Eddy - Rebel Rouser; Peter Gunn
Apesar de achar que tanto os meus textos como os do Zica são ocasionalmente bons e agradáveis, com algum gosto e senso, tenho realmente de admitir que a música não está nada mal.
Foi um trabalho árduo que hoje foi ampliado nas ultimas horas. Passei de 400 para 500 músicas, mais uma data de músicas bem conhecidas, outras que vos dou a conhecer. Todo este esforço não foi pela glória de atingir as 500 músicas, muito sinceramente num dia ponho aqui 1000 boas músicas desde os anos 50 aos 80. Todo este esforço teve como missão melhorar um pouco a lista de músicas, porque se logo de inicio disse que era uma lista com músicas desde pelo menos os anos 50 até aos anos 80, tinha muito poucas músicas dos anos 50 e 60. Depois de falar com um amigo sobre alguns sucessos desses anos, e de andar no Youtube a caçar algumas recordações, decidi ir em busca das mesmas músicas no Finetune e deixo-vos aqui o que encontrei e adicionei ali à caixinha de música.
The Champs- Tequilla
Royal teens- Short Shorts
Coasters - Yakety Yak ; Charlie Brown
Drifters - Dance With Me
Platters - Only you; Great Pretender; Smoke Gets in Our Eyes
The Clovers - Love Potion nº 9; Blue Velvet; Fool Fool Fool
The Penguins - Earth Angel; Be Mine; That's How Much i Need You
The Shirelles - Will You Love Me Tomorrow; Mama Said
The Five Satins - In the Still of the Night
Flamingos - I only have eyes for you
The Students - Every day of the week
Frankie Lymon and The Teenagers - Goody goody; Little bitty pretty one
Bobby Darin - Beyond the sea; Mack the knife; Splish splash
Buddy Holly - Crying, waiting, hoping; Everyday
The Everly Brothers - All i have to do is dream; Bird dog
Rick Nelson - Traveling man; She belongs to me
Richie Valens - Donna; Come on lets go; La bamba
Eddie Cochran - Summertime blues; C'mon everybody; Something else
Gene Vincent - Be-bop-a-lula; Lotta lovin
Billy Lee Riley - Baby please don't go; Flying saucers rock and roll
Amos Milburn - Chicken shack
Danny and The Juniors - At the hop; Rock and roll is here to stay
Bobby Day -Rockin robin
Crests - Step by step; I remember
The Chiffons - One fine day
The Dixie Cups - Chapel of love; Iko Iko
The Rainbows - Mary lee
Bobby Rydell - Volare
DeanMartin - That's amore
Frankie Vallie - Tears on my pillow; Summer nights; Big girls don't cry
Bobby Vee - Take good care of my baby
Gene chandler- Duke of Earl
The Rays - Silhouettes
Betty Everett - It's in his kiss
The Tokens - Tonight i fell in love
Martha and the Vandellas - Dancing in the street
Little Anthony and the Imperials - Shimmy Shimmy ko-ko bop
Roy Orbison - Pretty woman
Jan and Dean - Surf City
The Ventures - Walk - don't run; Hawaii five-o
Ronny and the Daytonas - GTO
Little Peggy March - I will folow him
Lesley Gore - It's My party; Sunshine lollipops and rainbows
The Fleetwoods - Come Softly to me
The Supremes - Stop in the name of love
Ben E King - The magic moment
Bill Withers - Ain't no Sunshine; Lean on me
Dick Dale - Ghostriders in the sky; Hava Nagila
Duane Eddy - Rebel Rouser; Peter Gunn
quarta-feira, maio 07, 2008
domingo, maio 04, 2008
Um Feliz Dia da Mãe.
Acordei eram 9h da manhã e sai do quarto devagar e descalço para não fazer nenhum barulho ao passar pelo quarto dos meus pais, bati à porta do quarto da minha irmã e disse-lhe para se despachar. Desci as escadas com cuidado para não fazer nenhum barulho e fui para a cozinha. Limpei as bancas e a mesa, tirei dos armários tudo o que seria necessário.
A minha irmã foi colher umas quantas flores ao jardim e com jeito e mestria formou um bonito ramo de flores. Enquanto isso eu cozinhava, como sempre gostei de fazer. Até seria capaz de dizer que o meu gosto pela culinária nasceu num dia como este, quando era pequeno e fazia todo este ritual com os meus irmãos. Pus o pão na torradeira, comecei a fazer os ovos mexidos à minha maneira. Sumo da laranja natural, café com leite, croissant, uma tacinha com doce, outra com um pouco de manteiga, fatias de queijo, fiambre, e um pouco de patê preparado por mim. Metia uma fatia de bolo feito no dia anterior, e deixei chá feito caso fosse preferência em vez do café com leite ou sumo de laranja natural. Fui à sala buscar o tabuleiro de ocasião, meti um bonito pano por cima, um daqueles que a minha mãe gosta.
A minha irmã ajuda-me com as torradas e com o sumo, enquanto acabo de dar os toques finais. Flores alinhadas, tudo disposto para dois.
Falta o cartão. De maneira revezada escrevo um pequeno verso ou umas frases que me brotam da alma, e a minha irmã faz o mesmo. Assinamos o cartão e este é colocado estrategicamente perto do bonito ramo de flores. Começamos a subir as escadas devagar, levando o pequeno almoço e as prendas pelo caminho. Entramos no quarto dos meus pais e preparamos tudo para um bom começo de dia com um pequeno almoço na cama. A minha mãe fica emocionada, diz que não era preciso e o meu pai ainda está a acordar e até fica bem disposto porque não recusa dar umas trincas naquele pequeno almoço.
Abrem-se as prendas, distribuídos os miminhos, e finalmente é lido o cartão. As pessoas emocionam-se e mais uma ronda de mimos e sorrisos trocados de imediato de uma forma que tanto carinho já não cabe naquele quarto. Vamos nos arranjar para ir almoçar fora, vamos todos a um restaurante escolhido pela minha mãe onde começamos a almoçar agora mesmo. Daqui a nada depois de almoço vamos dar um passeio por ai durante a tarde.
No meio de tudo isto espero que a minha mãe tenha gostado deste dia, e que o meu desejo realmente se tenha concretizado, quando lhe desejei um feliz dia da mãe.
Infelizmente com grande pena minha, isto é um mero relato do que seria o meu dia hoje, estou longe da minha mãe e por tal motivo tudo isto não passa de um sonho vivido acordado, algo que me leve mais próximo dela, para que a sinta um bocadinho mais perto de mim.
É engraçado quer seja por tradição ou imaginação minha, simples relato de outros tempos ou puro desejo de poder realizar tudo isto mais uma vez, estive desde que acordei até agora a pensar em tudo isto. Tudo imaginado ao pormenor.
Cheio de saudades e com um aperto no peito por não ser mais uma doce realidade. Estando perto ou longe o sentimento será sempre o mesmo independentemente das acções realizadas, continuo a amar a minha mãe como nunca, mais do que ontem, e cada dia mais um pouco.
Dou-lhe todo o valor que se pode dar, toda a estima de um filho, porque todo eu sou dos meus pais.
Se tenho um coração que sente de mão dada com a minha alma então à minha mãe o devo, se tenho lágrimas que espelham saudade por ela, a ela o devo, se tenho dado um suspiro que libertou o aperto do meu peito por não ter estado ao pé da minha mãe, a ela o devo.
A uma pessoa que me deu tudo, a mim e aos meus irmãos, que nos amou apesar de tudo, que sofre todos os dias por querer o melhor para todos nós, seria impossível não admirar a pessoa que tem o mais belo altruísmo de todos neste mundo, o altruísmo de quem quer bem aos seus filhos.
Por isso à minha mãe e todas as mães como a minha desejo um feliz dia da mãe, cheio de felicidade e alegria, e que possam estar com aqueles que amam, em presença ou pensamento.
Para a minha mãe em especial, um enorme beijo e um abraço daqueles que lhe costumo dar, cheio de saudade, mimo e carinho, quando a agarro como quem agarra a vida, com um sorriso, algumas lágrimas e muito amor.
A minha irmã foi colher umas quantas flores ao jardim e com jeito e mestria formou um bonito ramo de flores. Enquanto isso eu cozinhava, como sempre gostei de fazer. Até seria capaz de dizer que o meu gosto pela culinária nasceu num dia como este, quando era pequeno e fazia todo este ritual com os meus irmãos. Pus o pão na torradeira, comecei a fazer os ovos mexidos à minha maneira. Sumo da laranja natural, café com leite, croissant, uma tacinha com doce, outra com um pouco de manteiga, fatias de queijo, fiambre, e um pouco de patê preparado por mim. Metia uma fatia de bolo feito no dia anterior, e deixei chá feito caso fosse preferência em vez do café com leite ou sumo de laranja natural. Fui à sala buscar o tabuleiro de ocasião, meti um bonito pano por cima, um daqueles que a minha mãe gosta.
A minha irmã ajuda-me com as torradas e com o sumo, enquanto acabo de dar os toques finais. Flores alinhadas, tudo disposto para dois.
Falta o cartão. De maneira revezada escrevo um pequeno verso ou umas frases que me brotam da alma, e a minha irmã faz o mesmo. Assinamos o cartão e este é colocado estrategicamente perto do bonito ramo de flores. Começamos a subir as escadas devagar, levando o pequeno almoço e as prendas pelo caminho. Entramos no quarto dos meus pais e preparamos tudo para um bom começo de dia com um pequeno almoço na cama. A minha mãe fica emocionada, diz que não era preciso e o meu pai ainda está a acordar e até fica bem disposto porque não recusa dar umas trincas naquele pequeno almoço.
Abrem-se as prendas, distribuídos os miminhos, e finalmente é lido o cartão. As pessoas emocionam-se e mais uma ronda de mimos e sorrisos trocados de imediato de uma forma que tanto carinho já não cabe naquele quarto. Vamos nos arranjar para ir almoçar fora, vamos todos a um restaurante escolhido pela minha mãe onde começamos a almoçar agora mesmo. Daqui a nada depois de almoço vamos dar um passeio por ai durante a tarde.
No meio de tudo isto espero que a minha mãe tenha gostado deste dia, e que o meu desejo realmente se tenha concretizado, quando lhe desejei um feliz dia da mãe.
Infelizmente com grande pena minha, isto é um mero relato do que seria o meu dia hoje, estou longe da minha mãe e por tal motivo tudo isto não passa de um sonho vivido acordado, algo que me leve mais próximo dela, para que a sinta um bocadinho mais perto de mim.
É engraçado quer seja por tradição ou imaginação minha, simples relato de outros tempos ou puro desejo de poder realizar tudo isto mais uma vez, estive desde que acordei até agora a pensar em tudo isto. Tudo imaginado ao pormenor.
Cheio de saudades e com um aperto no peito por não ser mais uma doce realidade. Estando perto ou longe o sentimento será sempre o mesmo independentemente das acções realizadas, continuo a amar a minha mãe como nunca, mais do que ontem, e cada dia mais um pouco.
Dou-lhe todo o valor que se pode dar, toda a estima de um filho, porque todo eu sou dos meus pais.
Se tenho um coração que sente de mão dada com a minha alma então à minha mãe o devo, se tenho lágrimas que espelham saudade por ela, a ela o devo, se tenho dado um suspiro que libertou o aperto do meu peito por não ter estado ao pé da minha mãe, a ela o devo.
A uma pessoa que me deu tudo, a mim e aos meus irmãos, que nos amou apesar de tudo, que sofre todos os dias por querer o melhor para todos nós, seria impossível não admirar a pessoa que tem o mais belo altruísmo de todos neste mundo, o altruísmo de quem quer bem aos seus filhos.
Por isso à minha mãe e todas as mães como a minha desejo um feliz dia da mãe, cheio de felicidade e alegria, e que possam estar com aqueles que amam, em presença ou pensamento.
Para a minha mãe em especial, um enorme beijo e um abraço daqueles que lhe costumo dar, cheio de saudade, mimo e carinho, quando a agarro como quem agarra a vida, com um sorriso, algumas lágrimas e muito amor.
sexta-feira, maio 02, 2008
Foto da semana.
E porque adoro fotografia decidi sempre que puder, e pelo menos uma vez por semana, postar aqui uma fotografia entre as melhores de sempre.
Hoje escolhi uma fotografia de 1932 tirada por Charles C. Ebbets no 69º andar de um arranha céus em construção. Esta foto retrata onze trabalhadores a fazer uma pausa para almoço todos alinhados numa viga a umas centenas de metros do chão. Uns dias depois o mesmo fotografo voltou a tirar novas fotos neste local que retratava trabalhadores a dormir durante as suas pausas nestas mesmas vigas. Sou sincero só de olhar e imaginar sinto uns calafrios.
Hoje escolhi uma fotografia de 1932 tirada por Charles C. Ebbets no 69º andar de um arranha céus em construção. Esta foto retrata onze trabalhadores a fazer uma pausa para almoço todos alinhados numa viga a umas centenas de metros do chão. Uns dias depois o mesmo fotografo voltou a tirar novas fotos neste local que retratava trabalhadores a dormir durante as suas pausas nestas mesmas vigas. Sou sincero só de olhar e imaginar sinto uns calafrios.
quinta-feira, maio 01, 2008
Porque a dupla personalidade sempre me fascinou.
-Olá como está?
-Estou bem obrigado, e consigo?
-Cá vamos andando não é.
-Pois parece que sim, e este tempo que anda maluco ein?
-A quem o diz, não se entende estas coisas.
-Tem merda de pombo no casaco.
-Olhe a sua tia é que é feia.
-Cheiras a leitinho...cheiras a leitinho...
-Cumprimentos à sua esposa e ao seu mais novo sim?
-Serão entregues, igualmente.
-Estou bem obrigado, e consigo?
-Cá vamos andando não é.
-Pois parece que sim, e este tempo que anda maluco ein?
-A quem o diz, não se entende estas coisas.
-Tem merda de pombo no casaco.
-Olhe a sua tia é que é feia.
-Cheiras a leitinho...cheiras a leitinho...
-Cumprimentos à sua esposa e ao seu mais novo sim?
-Serão entregues, igualmente.
Velhos hábitos...é tramado...
Porque quero e porque posso.... a palavra do dia é ....(rufar de tambores)
Lambreta
Coisas que irritam o Miguel. Parte I
Hoje contaram-me uma piada e eu depois acabei por rir.
(afirmações sem conteúdo)
(afirmações sem conteúdo)
As coisas que me aconteceram na quarta-feira.
Ontem aconteceram coisas, e vocês leitores com um ar surpreendido exclamam...a sério...um dia em que aconteceram coisas??? Fantástico Pedro, deve ter sido mesmo um daqueles dias. Conta lá então que coisas são essas se faz favor.
Eu como sou um rapaz simpático e deveras aborrecido neste momento, até sou menino para vos dar uma luz sobre os acontecimentos.
Primeiro e por ordem cronológica dos momentos mais marcantes, ontem finalmente pude usar a expressão "calem-me esse gajo".
Um verdadeiro momento de glória que define o antigo Pedro caladinho no seu canto, e o novo Pedro com traços de pura demência e opinativo.
O que sucedeu foi o seguinte. Ia eu no metro de regresso a casa quando oiço um jovem por volta da casa dos 20 anos a conversar com dois amigos. A sua conversa era basicamente "esses pretos isto...esses pretos aquilo...deviam era ir para não sei onde.." e assim continuava embebido nos mais hediondos comentários racistas. O vosso amigo aqui já farto da conversa de repente dá-lhe um baque surdo na cabeça e só se lembra de dizer com ar de quem vê o Benfica a apanhar três secos da Académica (para demonstrar que era um tom ligeiramente chateado), a seguinte expressão, "epah calem-me esse gajo". Isto dito assim a meio do metro, a seco e a apontar para o rapaz. Ninguém bateu palmas, ninguém me felicitou, ninguém apoiou, tudo calado, eu de repente consegui calar uma carruagem inteira do metropolitano.
Satisfação? Sim alguma, no fundo o rapaz calou-se, e o objectivo foi alcançado ainda aliado a um sentido de poder ao ter conseguido calar uma carruagem inteira (não é que estivesse muito cheia), mas a pagar o preço da vergonha de ter feito tal acto.
Em seguida já a chegar perto de casa, paro no quiosque para ver as primeiras páginas dos jornais diários ali impressas contra o vidro quando oiço três raparigas a comentar o seguinte..."com aquela barba dá um ar cigano, mas até é giro o rapaz...". Com o primeiro comentário veio a desilusão, alguém disse que parecia um cigano por causa da minha barba, mas em seguida disseram que eu até era giro logo veio um sorriso e a pose ao estilo "deixa lá ver o que temos aqui", e depois a desilusão ao ver que elas não eram giras. Logo no confronto de emoções, ganhou a desilusão.
O último acontecimento que merece reporte aqui neste espaço foi a minha façanha com a EPAL.
Depois de verificar que não saia qualquer água das torneiras exclamei logo, "mau..", e num dia normal teria ficado por ai. O antigo Pedro era assim, não temos água vamos esperar que volte. Pois o novo Pedro nem pensar, pega na última conta da Epal, verifica que está paga e desata a marcar o número de apoio aos clientes.
Atende uma senhora e pergunta em que pode ajudar, ao que teve de levar com a seguinte conversa, "Olhe cheguei agora a casa e verifiquei que não sai qualquer água das torneiras, gostaria de saber se existe alguma razão para tal além do óbvio..." ao que a senhora perguntou onde morava e eu respondi sendo então informado que havia uma avaria a ser reparada numa rua anexa à minha. Com espírito de cliente interessado perguntei, " e a que horas pensam ter a reparação feita?" e a senhora disse de imediato por volta das 19h. Com um tom meio indignado decidi que neste dia iria atormentar a mente aquela pobre mulher, e num puro ataque de atrofio desatei a falar, "Só às 19h? Isso é muito tarde e até lá se quiser tomar um banho como faço? Sabe que todos temos as nossas vidas e tantas horas para uma reparação não é razoável. Anote ai se faz o favor que eu peço aos senhores do piquete de reparações para serem o mais rápido possível, e para ter a certeza vou passar lá pela rua para fiscalizar se estão a trabalhar ou a conversar, porque o cliente tem esse direito sabe.". Do outro lado um silêncio seguido por uma voz tremula, tem toda a razão já apontei o seu pedido e vou já transmitir ao piquete de reparações. "Mas vai mesmo? Olhe que eu daqui a uns minutos vou sair de casa e passo por lá para ver se estão a trabalhar ou não." A senhora de imediato garantiu que iria transmitir o meu pedido ao piquete e a verdade é que antes das 17h a água estava de volta.
A verdade é que o novo Pedro consegue o que quer. A bem dizer nem sempre. Ok em abono da verdade é raro existir o novo Pedro, só aparece em situações de atrofio e quando quer aparvalhar.
Este post não interessa muito pois não?
Eu como sou um rapaz simpático e deveras aborrecido neste momento, até sou menino para vos dar uma luz sobre os acontecimentos.
Primeiro e por ordem cronológica dos momentos mais marcantes, ontem finalmente pude usar a expressão "calem-me esse gajo".
Um verdadeiro momento de glória que define o antigo Pedro caladinho no seu canto, e o novo Pedro com traços de pura demência e opinativo.
O que sucedeu foi o seguinte. Ia eu no metro de regresso a casa quando oiço um jovem por volta da casa dos 20 anos a conversar com dois amigos. A sua conversa era basicamente "esses pretos isto...esses pretos aquilo...deviam era ir para não sei onde.." e assim continuava embebido nos mais hediondos comentários racistas. O vosso amigo aqui já farto da conversa de repente dá-lhe um baque surdo na cabeça e só se lembra de dizer com ar de quem vê o Benfica a apanhar três secos da Académica (para demonstrar que era um tom ligeiramente chateado), a seguinte expressão, "epah calem-me esse gajo". Isto dito assim a meio do metro, a seco e a apontar para o rapaz. Ninguém bateu palmas, ninguém me felicitou, ninguém apoiou, tudo calado, eu de repente consegui calar uma carruagem inteira do metropolitano.
Satisfação? Sim alguma, no fundo o rapaz calou-se, e o objectivo foi alcançado ainda aliado a um sentido de poder ao ter conseguido calar uma carruagem inteira (não é que estivesse muito cheia), mas a pagar o preço da vergonha de ter feito tal acto.
Em seguida já a chegar perto de casa, paro no quiosque para ver as primeiras páginas dos jornais diários ali impressas contra o vidro quando oiço três raparigas a comentar o seguinte..."com aquela barba dá um ar cigano, mas até é giro o rapaz...". Com o primeiro comentário veio a desilusão, alguém disse que parecia um cigano por causa da minha barba, mas em seguida disseram que eu até era giro logo veio um sorriso e a pose ao estilo "deixa lá ver o que temos aqui", e depois a desilusão ao ver que elas não eram giras. Logo no confronto de emoções, ganhou a desilusão.
O último acontecimento que merece reporte aqui neste espaço foi a minha façanha com a EPAL.
Depois de verificar que não saia qualquer água das torneiras exclamei logo, "mau..", e num dia normal teria ficado por ai. O antigo Pedro era assim, não temos água vamos esperar que volte. Pois o novo Pedro nem pensar, pega na última conta da Epal, verifica que está paga e desata a marcar o número de apoio aos clientes.
Atende uma senhora e pergunta em que pode ajudar, ao que teve de levar com a seguinte conversa, "Olhe cheguei agora a casa e verifiquei que não sai qualquer água das torneiras, gostaria de saber se existe alguma razão para tal além do óbvio..." ao que a senhora perguntou onde morava e eu respondi sendo então informado que havia uma avaria a ser reparada numa rua anexa à minha. Com espírito de cliente interessado perguntei, " e a que horas pensam ter a reparação feita?" e a senhora disse de imediato por volta das 19h. Com um tom meio indignado decidi que neste dia iria atormentar a mente aquela pobre mulher, e num puro ataque de atrofio desatei a falar, "Só às 19h? Isso é muito tarde e até lá se quiser tomar um banho como faço? Sabe que todos temos as nossas vidas e tantas horas para uma reparação não é razoável. Anote ai se faz o favor que eu peço aos senhores do piquete de reparações para serem o mais rápido possível, e para ter a certeza vou passar lá pela rua para fiscalizar se estão a trabalhar ou a conversar, porque o cliente tem esse direito sabe.". Do outro lado um silêncio seguido por uma voz tremula, tem toda a razão já apontei o seu pedido e vou já transmitir ao piquete de reparações. "Mas vai mesmo? Olhe que eu daqui a uns minutos vou sair de casa e passo por lá para ver se estão a trabalhar ou não." A senhora de imediato garantiu que iria transmitir o meu pedido ao piquete e a verdade é que antes das 17h a água estava de volta.
A verdade é que o novo Pedro consegue o que quer. A bem dizer nem sempre. Ok em abono da verdade é raro existir o novo Pedro, só aparece em situações de atrofio e quando quer aparvalhar.
Este post não interessa muito pois não?
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