Tirando o facto de que deveria estar a estudar, reservei cinco minutos para partilhar com os atentos leitores, parte crucial da minha vida, por incrível que pareça.
Nos últimos anos, grande parte dos meus dias é violentado por palavras de ar portentoso, entre partilhas de terras, e servidões de passagem, contratos de compra e venda de imóveis sujeitos a registo, penhoras de membros postiços e usucapião de ravinas, o caso mais estranho sempre foi a doação de bibliotecas jurídicas aos entes queridos.
O que me refiro é a algo deste género, o senhor A com 82 anos de idade decide doar a B seu sobrinho parte da sua biblioteca jurídica de onde constam livros valiosos de direito romano, e doa a C, também seu sobrinho e irmão de B, a outra metade da biblioteca jurídica de onde constam belos brocardos, e livros com glosas divinais.
B menor de idade vende a sua metade da biblioteca jurídica a D, um lente da Faculdade de Direito de Lisboa, mas D exige a B que os livros de belas glosas façam parte do pacote, pelo facto que B esbulha o seu irmão e vende juntamente com a sua metade da biblioteca os livros glosados de C. C que sempre quis seguir a vertente de direito, entra em desespero ao dar por falta dos seus livros glosados com imagens nuas de Justiniano, e decide agredir o irmão e ameaça cortar-lhe um dedo todos os dias até que este lhe devolva o livro.
B diz que em três dias recupera o livro do irmão, caso contrário submete-se a ser sodomizado por E que se oferece como sodomizador fiador de C, visto que C ficou interdito para tal prática quando entalou os genitais num exemplar de capa grossa do Código Civil. B já sem sete dedos, mas ainda apto para comer de faca e garfo, dirige-se a D a pedir que este lhe restitua o livro glosado, caso contrário exerce direito de preferência sobre a filha de D e mete-a a prostituir-se na Torre do Tombo e na Assembleia da Republica. D com medo das ameaças de B, e com receio de se tornar sogro de João Almeida, deputado pelo CDS, decide dar a B o livro glosado com fotos de Justiniano nu.
B já em posse do livro é esbulhado por E, que sabe que se B não restituir o livro a C, irmão de B, será sodomizado por si.
B a quem acabou a vaselina decide matar A que lhe doou metade da biblioteca jurídica que causou todo o imbróglio, e ao expelir um cálculo dos rins através do pénis mata E como se de David e Golias se tratasse. C escandalizado com todo o procedimento ocorrido decide engravidar a filha de D e oferece os livros glosados a D pela mão da sua filha. B entretanto torna-se cantor popular e ganha a vida a cantar os artigos da Constituição Portuguesa.
Depois de tudo isto, digam-me qual é a primeira coisa que uma mente fragilizada pela brusquidão dos calhamaços pensa?
Safoder com o A e com o B mais o C e o D e até o E, porque raio não se metem todos numa ramboia, no regabofe saudosista dos tempos do António e se comem uns aos outros.
Algum lente com dois dedos de testa, acha sinceramente que algum aluno se esfalfa a pensar porque raio o senhor A deixa que o senhor B lhe pape a filha, e que tipo de servidão é essa?
Será que a minha vida vai ser toda feita em volta do senhor A e do senhor B, será que irei passar a vida a pensar no divórcio do senhor C com a senhora D, e de como fica o pequeno E?
As conversas com os amigos serão todas sobre fulano e beltrano, sobre o senhor X que matou o cão da senhora Z, pelo qual q senhora Z através de actos sexuais impregnou o senhor X com uma terrível praga de chatos, e de como toda a situação se tornou surrealista quando o senhor X ao coçar a micose a meio do tribunal atingiu o escrivão com um pelo púbico que lhe levou uma vista e por uma nesga não lhe encravava o teclado?
Meus amigos, um apelo, comecem a utilizar figuras nos livros de direito, larguem o senhor A e o senhor B e comecem a usar boatos das revistas cor-de-rosa, algo tipo Cláudio Ramos agrediu Santana Lopes, pois este não lhe ocupou o cargo, ou o senhor César Peixoto fez um contrato de compra e venda das suas lingeries preferidas ao senhor ou senhor filha do Néné.
Pensem nisso, porque isto de estar a estudar promessas, não promete nada par ao futuro, isto cansa e é maçador, peço com urgência que se torne os livros menos maçadores e mais actuais, se os livros de português do 8º ano podem ter testes sobre o Big Brother, porque não pode um livro de Obrigações ter testes sobre o Juiz Decide?
Quem se junta a mim nesta luta?
Tem de ser parvo e uma completa abécula.
terça-feira, março 15, 2005
segunda-feira, março 14, 2005
Tinham de inventar a roda..e agora isto..próxima paragem poias falantes.
Uma reportagem da TVI mostrou aos portugueses o que é ser Vegan.
Ser vegan vai mais além do que os vegetarianos, alem de não comerem animais e os seus derivados, não usam nada de origem animal.
Não usam seda, pois coitados dos bichos da seda, são explorados, a CGTP já anda em cima desse problema à muito tempo, não usam nada feito de couro, ou peles de animais, claro é bem melhor usar sandálias de cânhamo assim podem usar um bocadinho da sola para passar um bom bocado, resumindo eles não querem nada dos animais, ouvi dizer que os Vegans mais extremistas nem são capazes de dar uma festinha a um cão sem que este lhes dê permissão, e só depois de estabelecerem um pacto de amizade e confiança, pois não querem abusar da confiança do canídeo e dar festinhas podendo incomodar o animal, que não se sente à vontade com demonstrações públicas de afecto.
Isso de ser Vegan é complicado, além de que pode ser extremamente roto.
Ninguém vai a um restaurante e pede meia dose de espinafres com coentros, ou meia dose de couve-flor, além de que pedir meia dose é muito roto, pedir uma dose de grelos seria roto e muito estúpido.
Quem não come carne é roto, qual é o homem que não gosta de carne, nem que seja peixe que já é bem roto, mas qual o português que dispensa o fiel amigo da sua mesa?
Que ser vil e maquiavélico consegue dispensar um bom churrasco, uma boa picanha, quem não gosta de feijoada, de enchidos, presunto, quem pode dispensar leite, ovos, queijos, manteiga e todos os outros derivados de animais, quem diz não a um bom peixe assado, a uns jaquinzinhos, que comem eles com o pão, couve lombarda, cenouras ou pickles?
Comer caldo verde sem o chouriço a boiar, que crime, que pecado, esses Vegans conseguem ser pior que muitos ditadores megalómanos.
Agora um pouco mais a sério, a mensagem que os Vegan querem fazer passar, é de uma forte ligação com a natureza, um estado de harmonia com o natural, e o que dizem eles ser o saudável e recomendável para uma vida boa e longa, até existe casos em que afirmam alimentarem-se apenas de raios de sol e agua.
Quanto a mim isto não é saudável, nem natural, muito menos recomendável.
O ser humano é omnívoro por natureza, foi assim que fomos criados, comemos de tudo, e de tudo um pouco precisamos para o nosso organismo, seria contra natura deixar de ser omnívoro, se o homem fosse para ser herbívoro teríamos nascido com dois estômagos e com um problema de bulimia constante.
E as plantas não são seres vivos? Não se sentem mal por comer plantas, produtos hortícolas, será que uma cenoura não sofre? São tão amigos das plantas que as comem, bastardos insensíveis, mais valia o canibalismo seus pulhas.
Para quando a ideia de comer rochas? Essas não respiram, neem teem de ser salvas.
Sinceramente cada um tem a liberdade de viver como quer desde que em respeito pelos outros, cada um é livre de fazer as suas opções de vida e viver como quer, agora dizer que o Veganismo é o modo correcto de viver?
Já acho essa ideia algo descabida e pretensiosa demais.
Sinceramente acho isso tudo de ser Vegan uma grande treta, não é normal, muito menos completamente saudável, é uma alternativa, assim como é alternativa amputar um braço ou os dois e viver com menos membros do que aqueles com quais nascemos, mesmo assim não deixa de ser uma alternativa, uma opção de vida em minha opinião muito estúpida.
E vegans que sejam fascistas? Será que existem?
Ser vegan vai mais além do que os vegetarianos, alem de não comerem animais e os seus derivados, não usam nada de origem animal.
Não usam seda, pois coitados dos bichos da seda, são explorados, a CGTP já anda em cima desse problema à muito tempo, não usam nada feito de couro, ou peles de animais, claro é bem melhor usar sandálias de cânhamo assim podem usar um bocadinho da sola para passar um bom bocado, resumindo eles não querem nada dos animais, ouvi dizer que os Vegans mais extremistas nem são capazes de dar uma festinha a um cão sem que este lhes dê permissão, e só depois de estabelecerem um pacto de amizade e confiança, pois não querem abusar da confiança do canídeo e dar festinhas podendo incomodar o animal, que não se sente à vontade com demonstrações públicas de afecto.
Isso de ser Vegan é complicado, além de que pode ser extremamente roto.
Ninguém vai a um restaurante e pede meia dose de espinafres com coentros, ou meia dose de couve-flor, além de que pedir meia dose é muito roto, pedir uma dose de grelos seria roto e muito estúpido.
Quem não come carne é roto, qual é o homem que não gosta de carne, nem que seja peixe que já é bem roto, mas qual o português que dispensa o fiel amigo da sua mesa?
Que ser vil e maquiavélico consegue dispensar um bom churrasco, uma boa picanha, quem não gosta de feijoada, de enchidos, presunto, quem pode dispensar leite, ovos, queijos, manteiga e todos os outros derivados de animais, quem diz não a um bom peixe assado, a uns jaquinzinhos, que comem eles com o pão, couve lombarda, cenouras ou pickles?
Comer caldo verde sem o chouriço a boiar, que crime, que pecado, esses Vegans conseguem ser pior que muitos ditadores megalómanos.
Agora um pouco mais a sério, a mensagem que os Vegan querem fazer passar, é de uma forte ligação com a natureza, um estado de harmonia com o natural, e o que dizem eles ser o saudável e recomendável para uma vida boa e longa, até existe casos em que afirmam alimentarem-se apenas de raios de sol e agua.
Quanto a mim isto não é saudável, nem natural, muito menos recomendável.
O ser humano é omnívoro por natureza, foi assim que fomos criados, comemos de tudo, e de tudo um pouco precisamos para o nosso organismo, seria contra natura deixar de ser omnívoro, se o homem fosse para ser herbívoro teríamos nascido com dois estômagos e com um problema de bulimia constante.
E as plantas não são seres vivos? Não se sentem mal por comer plantas, produtos hortícolas, será que uma cenoura não sofre? São tão amigos das plantas que as comem, bastardos insensíveis, mais valia o canibalismo seus pulhas.
Para quando a ideia de comer rochas? Essas não respiram, neem teem de ser salvas.
Sinceramente cada um tem a liberdade de viver como quer desde que em respeito pelos outros, cada um é livre de fazer as suas opções de vida e viver como quer, agora dizer que o Veganismo é o modo correcto de viver?
Já acho essa ideia algo descabida e pretensiosa demais.
Sinceramente acho isso tudo de ser Vegan uma grande treta, não é normal, muito menos completamente saudável, é uma alternativa, assim como é alternativa amputar um braço ou os dois e viver com menos membros do que aqueles com quais nascemos, mesmo assim não deixa de ser uma alternativa, uma opção de vida em minha opinião muito estúpida.
E vegans que sejam fascistas? Será que existem?
Subscrever:
Mensagens (Atom)