É uma triste verdade, mas hoje em dia deito-me mais cedo que os meus sobrinhos de 4 anos de idade. Das duas uma, ou talvez ambas, eu estou a ficar um velhadas, cansadinho com o trabalho, stressadinho, etc, ou os meus sobrinhos andam a ficar uns atrevidos, que daqui a dias ninguém lhes põem a mão em cima.
Post Scriptum (sou gajo fino) - Enquanto escrevia a porcaria deste texto, ligou-me uma colega a falar de trabalho e em 5 minutos adormeci. Acordei agora e lembrei-me que tinha deixado o post a meio.
Acho mesmo que estou a ficar velho.
Ah, outra coisa que me preocupa, é que já sonho com o que tenho que fazer no outro dia. Ontem tive um pesadelo que preparava escrituras para a compra de 10 prédios rústicos (o detalhe de serem prédios rústicos) e o notário fazia aquilo tudo mal, e eu levava por tabela e tinha de fazer tudo de novo em 20 minutos.
Sinceramente, mais um bocado e se continuar assim, façam o favor de pegar na 9mm que está guardada e abaterem-me a tiro por piedade.
segunda-feira, agosto 24, 2009
sexta-feira, agosto 21, 2009
Um bocadinho tenso.
Não gosto de palhaços, pimentos ou atitudes manientas totalmente viradas para picardias.
Acho que de uma semana para cá ando com vontade de berrar, de mandar um estoiro em alguém, mas estou a aguentar-me demasiado bem. O problema é que de cada vez que evito rebentar e dar um valente berro e passar-me de vez, o esforço é tanto que fico com a vista turva.
Nunca me tomei por uma pessoa paciente, mas ultimamente toda a gente quer vender-me essa ideia, que sou muito paciente, muito calmo, muito respeitador, prestável e bom rapaz, e no entanto começo a entrar numa espiral comigo mesmo e a pensar que ou anda tudo a gozar comigo, ou estão a fazer a cama até eu passar-me por completo.
Acho que de uma semana para cá ando com vontade de berrar, de mandar um estoiro em alguém, mas estou a aguentar-me demasiado bem. O problema é que de cada vez que evito rebentar e dar um valente berro e passar-me de vez, o esforço é tanto que fico com a vista turva.
Nunca me tomei por uma pessoa paciente, mas ultimamente toda a gente quer vender-me essa ideia, que sou muito paciente, muito calmo, muito respeitador, prestável e bom rapaz, e no entanto começo a entrar numa espiral comigo mesmo e a pensar que ou anda tudo a gozar comigo, ou estão a fazer a cama até eu passar-me por completo.
Coisas que me espantam.
Hoje fui considerado um herói porque:
- Carreguei 4 cafés para a mesa só com uma mão enquanto com a outra levava duas águas e dois copos.
- Porque levei 12 dossiers escada acima, assim como dois ecrãs de computador, e duas cadeiras, evitando assim que alguma das colegas tivesse de carregar alguma coisa.
- Fui comprar copos de plástico para não terem de beber das latas.
- Porque fui comprar água para quem fez menção que tinha sede e tinham-se acabado as águas no escritório.
- Por ter feito dois contratos, um de partilha de divórcio e outro de arrendamento em cima do joelho só para encobrir a falha de alguém.
- Porque arrisquei-me a aventurar no mundo da jurisprudência sobre comércio de material informático, com isto perdendo umas boas horas.
- Por ter cedido o computador onde trabalhava, para que uma colega pudesse acabar o parecer, e voltar aos velhos costumes e fazer o meu trabalho à mão.
Ou seja no dia de hoje fui elogiado por estes gestos, tendo duas das pessoas em causa utilizado a palavra herói.
Se calhar de uma dessas pessoas engasgar, eu garanto que não tenho a mínima ideia do que fazer, mas prontamente deixo ali a pessoa estendida e vou buscar um copo de água. Para isso podem contar comigo.
Se querem dizer que sou atencioso, ou bom rapaz digam, agora dizer que sou herói ou uma jóia de rapaz, pelo amor de deus, não sejam levianos com as palavras e definições.
Eu apenas sou prestativo, de forma a não me ver tanto como inútil.
Muito sinceramente espanta-me como é que as pessoas podem considerar um pouco de boa educação e espírito de ajuda uma coisa fora do normal. Digo muito honestamente que pensava que estivessem já habituados a isso.
Acho que ou me ponho a pau, ou sou massacrado neste meio que nem um cordeirinho no meio de alcateias.
- Carreguei 4 cafés para a mesa só com uma mão enquanto com a outra levava duas águas e dois copos.
- Porque levei 12 dossiers escada acima, assim como dois ecrãs de computador, e duas cadeiras, evitando assim que alguma das colegas tivesse de carregar alguma coisa.
- Fui comprar copos de plástico para não terem de beber das latas.
- Porque fui comprar água para quem fez menção que tinha sede e tinham-se acabado as águas no escritório.
- Por ter feito dois contratos, um de partilha de divórcio e outro de arrendamento em cima do joelho só para encobrir a falha de alguém.
- Porque arrisquei-me a aventurar no mundo da jurisprudência sobre comércio de material informático, com isto perdendo umas boas horas.
- Por ter cedido o computador onde trabalhava, para que uma colega pudesse acabar o parecer, e voltar aos velhos costumes e fazer o meu trabalho à mão.
Ou seja no dia de hoje fui elogiado por estes gestos, tendo duas das pessoas em causa utilizado a palavra herói.
Se calhar de uma dessas pessoas engasgar, eu garanto que não tenho a mínima ideia do que fazer, mas prontamente deixo ali a pessoa estendida e vou buscar um copo de água. Para isso podem contar comigo.
Se querem dizer que sou atencioso, ou bom rapaz digam, agora dizer que sou herói ou uma jóia de rapaz, pelo amor de deus, não sejam levianos com as palavras e definições.
Eu apenas sou prestativo, de forma a não me ver tanto como inútil.
Muito sinceramente espanta-me como é que as pessoas podem considerar um pouco de boa educação e espírito de ajuda uma coisa fora do normal. Digo muito honestamente que pensava que estivessem já habituados a isso.
Acho que ou me ponho a pau, ou sou massacrado neste meio que nem um cordeirinho no meio de alcateias.
quinta-feira, agosto 20, 2009
Não se sintam especiais por causa disto.
Não entendo as pessoas que esboçam um grande sorriso ao constatar o óbvio, e muito menos quando logo de seguida correm a esconder o sorriso porque fez o tal click a dizer que aquele gesto foi parvo.
Existem certas pessoas, que adoram repetir as frases dos outros, confirmar o afirmativo do parceiro, atirar à praça as duas últimas sílabas da frase da pessoa com quem falam, apontar para quem aponta um sinal que aponta a direcção a seguir, coisas do género.
É verdade que existem pessoas que conseguem ser felizes assim, não dizendo nada de novo, interessante ou útil, e mesmo assim consideram-se extrovertidos e muito sociáveis porque repetem o que acabou de ser dito.
Quase que aposto que são pessoas que numa discussão filosófica ou de grande teor académico são capazes de usar o argumento "Quem diz é quem é.".
Ora é esse tipo de genialidade bruta que nos mostra o fundo da "cadeia alimentar intelectual" da nossa sociedade. São múmias do progresso no que toca ao raciocínio elementar, e verdadeiros atletas de meio fundo da estupidez mais singela, quase tão inocente de tanta pureza e ingenuidade boçal, que de repente se lembram passado muito tempo, entrar no meio de uma conversa para constatar uma merdinha qualquer.
Esse tipo de gente merece muito nesta vida, e nem estou a dizer que merecem coisas más, merecem coisas boas e muita felicidade, porque sem isso duvido que vão longe e sobrevivam.
Seja como for, não digo que sejam o pior tipo de pessoas, de facto não o são, e apenas pecam por ingenuidade e incapacidade, já por outro lado existem pessoas que optam mesmo por falhar, e serem completos elementos nulos. Por exemplo aquelas pessoas que ficam 4 anos a remoer um assunto, e depois constatam o óbvio assinando de maneira anónima. Esses para mim definitivamente ganham o prémio de obséquio à vida, porque só por muita boa vontade é que cá permanecem neste mundo, mas duvido que vão longe.
Existem certas pessoas, que adoram repetir as frases dos outros, confirmar o afirmativo do parceiro, atirar à praça as duas últimas sílabas da frase da pessoa com quem falam, apontar para quem aponta um sinal que aponta a direcção a seguir, coisas do género.
É verdade que existem pessoas que conseguem ser felizes assim, não dizendo nada de novo, interessante ou útil, e mesmo assim consideram-se extrovertidos e muito sociáveis porque repetem o que acabou de ser dito.
Quase que aposto que são pessoas que numa discussão filosófica ou de grande teor académico são capazes de usar o argumento "Quem diz é quem é.".
Ora é esse tipo de genialidade bruta que nos mostra o fundo da "cadeia alimentar intelectual" da nossa sociedade. São múmias do progresso no que toca ao raciocínio elementar, e verdadeiros atletas de meio fundo da estupidez mais singela, quase tão inocente de tanta pureza e ingenuidade boçal, que de repente se lembram passado muito tempo, entrar no meio de uma conversa para constatar uma merdinha qualquer.
Esse tipo de gente merece muito nesta vida, e nem estou a dizer que merecem coisas más, merecem coisas boas e muita felicidade, porque sem isso duvido que vão longe e sobrevivam.
Seja como for, não digo que sejam o pior tipo de pessoas, de facto não o são, e apenas pecam por ingenuidade e incapacidade, já por outro lado existem pessoas que optam mesmo por falhar, e serem completos elementos nulos. Por exemplo aquelas pessoas que ficam 4 anos a remoer um assunto, e depois constatam o óbvio assinando de maneira anónima. Esses para mim definitivamente ganham o prémio de obséquio à vida, porque só por muita boa vontade é que cá permanecem neste mundo, mas duvido que vão longe.
segunda-feira, agosto 17, 2009
It's a bit ironic...don't you think?
Plenamente convencido que as mulheres gostam de ser maltratadas. O facto de ser cavalheiro e sempre simpático, assusta muita mulher, com muita pouca razão de ser.
Ou eu sou muito libertino com a minha simpatia, sou muito atrevido com os elogios que faço, ou então as mulheres definitivamente andam a bater mal.
Um elogio simpático, um gesto cavalheiro, dá logo azo a desconfiar e procurar motivos por detrás de tais comportamentos.
Minhas senhoras. Eu sou educado para toda a gente, e quando digo toda, eu digo mesmo toda a gente, até que me sejam dados motivos para ter um comportamento diferente.
Eu sorrio para toda a gente, e gosto de agradar as pessoas com pequenos gestos. Garanto que ir buscar uma água, puxar uma cadeira, dar passagem ao abrir uma porta, ou carregar uma caixa, se o faço, é porque não me custa nada. Se pensam que eu pensaria que por tão pequeno favor obtinha dali algum porveito de outro género, então definitivamente não são mulheres para mim.
Eu sou cordial, simpático, educado, bem disposto, paciente e calmo em maior parte das situações, é a minha natureza de ser, juntamente com o ar brincalhão e animado, com a frontalidade e sinceridade que me precedem.
Se preferiam que ignorasse, que vos mandasse à badamerda, que fosse bruto e antipático, com ar de sacana convencido, porque isso é que vos dá picam então admito já aqui ser um gajo muito pouco interessante. Eu sou como sou e não vou mudar.
É lixado nunca ser o que os outros querem, mas pouco posso fazer quanto a isso. Recuso-me tornar-me num sacana bruto e armado em esperto, apenas para facilitar qualquer tipo de interesse.
É a dura realidade, mas o meu feitio não muda, e dúvido muito que o fosse capaz de fazer. Terei de me contentar em ser o rapazinho simpático que as mães gostam, e as filhas desprezam.
A vida é definitivamente irónica.
Ou eu sou muito libertino com a minha simpatia, sou muito atrevido com os elogios que faço, ou então as mulheres definitivamente andam a bater mal.
Um elogio simpático, um gesto cavalheiro, dá logo azo a desconfiar e procurar motivos por detrás de tais comportamentos.
Minhas senhoras. Eu sou educado para toda a gente, e quando digo toda, eu digo mesmo toda a gente, até que me sejam dados motivos para ter um comportamento diferente.
Eu sorrio para toda a gente, e gosto de agradar as pessoas com pequenos gestos. Garanto que ir buscar uma água, puxar uma cadeira, dar passagem ao abrir uma porta, ou carregar uma caixa, se o faço, é porque não me custa nada. Se pensam que eu pensaria que por tão pequeno favor obtinha dali algum porveito de outro género, então definitivamente não são mulheres para mim.
Eu sou cordial, simpático, educado, bem disposto, paciente e calmo em maior parte das situações, é a minha natureza de ser, juntamente com o ar brincalhão e animado, com a frontalidade e sinceridade que me precedem.
Se preferiam que ignorasse, que vos mandasse à badamerda, que fosse bruto e antipático, com ar de sacana convencido, porque isso é que vos dá picam então admito já aqui ser um gajo muito pouco interessante. Eu sou como sou e não vou mudar.
É lixado nunca ser o que os outros querem, mas pouco posso fazer quanto a isso. Recuso-me tornar-me num sacana bruto e armado em esperto, apenas para facilitar qualquer tipo de interesse.
É a dura realidade, mas o meu feitio não muda, e dúvido muito que o fosse capaz de fazer. Terei de me contentar em ser o rapazinho simpático que as mães gostam, e as filhas desprezam.
A vida é definitivamente irónica.
terça-feira, agosto 11, 2009
Querer e não ter, é como mandar-me fod...
Sinto-me só. Triste e pedinte. A solidão é a única mão que me afaga, e o único sorriso que tenho é o negro e sombrio.
Vivo uma vida que me agrafa a boca, sem queixume, censurada pela dor da insatisfação.
Na verdade é isso mesmo, só queria uma mão, a cruzar os meus cabelos, a mimar o meu rosto, e que diga que vão existir dias melhores. Sinto falta do carinho de alguém que goste de mim daquele jeito, do jeito de quem mima pacientemente, um rezingão insatisfeito.
A vida é casa trabalho, pouco ou nada mais, uma rotina como tantas outras, e não serei o primeiro dos mortais a padecer de tal maleita, só que tenho a alma contrafeita, pensando que poderia ter muito mais.
Não procuro ninguém, acho que não me consigo dar se não me puder entregar a quem mereça o fardo que sou, e o bom que tenho para dar também. Mas preciso de alguém, quando sinto que não tenho ninguém a quem me confessar. Sinto falta de uma relação, de um mimo comprometido, prometido e cobrado, de um mimo aguardado, do colo de alguém que espera por mim.
Sinto falta que me alimentem uma esperança, um sonho, que me façam acreditar na magia de um futuro que me espera sorridente e amoroso, onde o carinho substitui a amargura de uma solidão entre multidões.
Só queria um sorriso comprometido esta semana.
Vivo uma vida que me agrafa a boca, sem queixume, censurada pela dor da insatisfação.
Na verdade é isso mesmo, só queria uma mão, a cruzar os meus cabelos, a mimar o meu rosto, e que diga que vão existir dias melhores. Sinto falta do carinho de alguém que goste de mim daquele jeito, do jeito de quem mima pacientemente, um rezingão insatisfeito.
A vida é casa trabalho, pouco ou nada mais, uma rotina como tantas outras, e não serei o primeiro dos mortais a padecer de tal maleita, só que tenho a alma contrafeita, pensando que poderia ter muito mais.
Não procuro ninguém, acho que não me consigo dar se não me puder entregar a quem mereça o fardo que sou, e o bom que tenho para dar também. Mas preciso de alguém, quando sinto que não tenho ninguém a quem me confessar. Sinto falta de uma relação, de um mimo comprometido, prometido e cobrado, de um mimo aguardado, do colo de alguém que espera por mim.
Sinto falta que me alimentem uma esperança, um sonho, que me façam acreditar na magia de um futuro que me espera sorridente e amoroso, onde o carinho substitui a amargura de uma solidão entre multidões.
Só queria um sorriso comprometido esta semana.
sexta-feira, julho 31, 2009
domingo, julho 19, 2009
Não sei que mais dizer.
Não sei muito sobre a vida e a morte, nem posso dizer que saiba muito sobre o bem e o mal, ou a alegria e a tristeza.
Sei o que a vida me deixou aprender, e sei o que consegui retirar do que se chamam lições de vida.
Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, não sou a mais perspicaz, não serei a mais paciente, a mais calma, o culminar da inocência, a ingenuidade pura, nem serei o melhor ou o pior de tudo, ou em algo.
Considero-me mediano, completamente mediano, não sou normal, ou comum, mas sou mediano, não sou especial, nem mais nem menos que a maioria das pessoas.
Tenho noção que a sabedoria é algo que se adquire durante a vida por vontade própria, não se absorve, não se depreende por simples contacto, é preciso querer, é preciso reflectir no tema, no assunto, nos problemas, no que queremos aprender, é preciso pensar muito bem e tentar juntar a lógica necessária para obter uma ideia geral sobre aquele tema.
A sabedoria acaba por ser o arquivar das experiências da vida, do modo que mais nos convém.
As pessoas são diferentes no meio de tanta coisa em comum, no meio de tanta mediocridade, e digo isto não no sentido depreciativo, mas a realidade é que o ser humano é em si o paradoxo da diferença na igualdade do ser.
Somos todos capazes dos gestos mais bonitos, dos mais feios, somos todos capazes de fazer bem e fazer mal.
Isto tudo para dizer que sou a anormalidade dentro do habitual, tenho tanto de diferente como tenho de comum com qualquer outra pessoa.
Acho que todos somos capazes de gostar de alguma coisa, ou de alguém, não interessa a intensidade, a frequência, não se impõem qualidade ou quantidade, o valor da paixão será sempre subjectiva.
Eu de maneira anormal gosto de alguém. Gosto de alguém à minha maneira, como acho que ninguém poderá alguma vez gostar, porque não são eu. Gosto de alguém porque gosto, não é segredo esta minha simplicidade no gesto de sentir afecto.
Se calhar pela primeira vez não sofro por gostar, apenas me compadeço por não ser compreendido.
Gosto, e quero, desejo o carinho de alguém como quem deseja ter um dia bom. Sentimento mais que normal e natural, algo que desejo todos os dias, um dia bom em que seja feliz, em que aconteçam mais coisas boas que más, um dia em que tu sejas comigo o que já foste muitas vezes, e por algum motivo me privaste de voltar a ver.
Sou paciente, sou persistente, sou porque gosto, senão se calhar não era, e não sei deixar de gostar, porque não quero deixar de gostar.
No fundo não estou entre a espada e a parede, eu sou a parede que deseja a espada.
Não faço segredo do que sinto, e tenho sempre imensa vontade em partilhar os meus sentimentos contigo, mas penso agora que se calhar isso faz de mim fraco, ou sufocante perante os teus olhos. Lamento não conseguir deixar de expressar o que sinto por ti, lamento não saber controlar esta vontade de te mimar e fazer bem.
É mais forte que eu querer proteger-te, querer cuidar de ti, gostar de te fazer rir, ser o motivo de um teu sorriso.
Não vou conseguir deixar de gostar de ti, porque não o quero fazer, nem seria capaz.
Vou continuar a gostar de ti, porque é o que sinto vontade de fazer. Mentia se tivesse a audácia de dizer que não me interessa o que tu pensas, ou o que sentes, mas mais uma vez digo que os meus sentimentos não necessitam da tua reciprocidade para existirem.
Sei que me posso magoar, que posso chorar, posso sentir a tua falta, sentir-me esquecido, posso dizer que estás distante, que me sinto baralhado e confuso pelas mensagens distintas que mandas. Sei que só posso esperar por ti, que só tenho que aceitar aquilo que és e quem és, e que foi por isso mesmo que acabei a gostar de ti.
Sei que não te é possivel dar o que mais almejo, sei que as coisas não são fáceis, sei que se calhar nem tens grandes razões ou motivos para gostar de mim, mas não me podes julgar por querer esperar, ou por morder a esperança de forma a alimentar a minha vontade.
Gosto de ti, e sei que já sabes disso, não existe mais razões para o voltar a dizer. E por aqui me fico. Fico à espera com a esperança, estendendo a mão que não te alcança, onde te ofereço o meu saber ser, a minha singela e errática maneira de gostar.
Sei o que a vida me deixou aprender, e sei o que consegui retirar do que se chamam lições de vida.
Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, não sou a mais perspicaz, não serei a mais paciente, a mais calma, o culminar da inocência, a ingenuidade pura, nem serei o melhor ou o pior de tudo, ou em algo.
Considero-me mediano, completamente mediano, não sou normal, ou comum, mas sou mediano, não sou especial, nem mais nem menos que a maioria das pessoas.
Tenho noção que a sabedoria é algo que se adquire durante a vida por vontade própria, não se absorve, não se depreende por simples contacto, é preciso querer, é preciso reflectir no tema, no assunto, nos problemas, no que queremos aprender, é preciso pensar muito bem e tentar juntar a lógica necessária para obter uma ideia geral sobre aquele tema.
A sabedoria acaba por ser o arquivar das experiências da vida, do modo que mais nos convém.
As pessoas são diferentes no meio de tanta coisa em comum, no meio de tanta mediocridade, e digo isto não no sentido depreciativo, mas a realidade é que o ser humano é em si o paradoxo da diferença na igualdade do ser.
Somos todos capazes dos gestos mais bonitos, dos mais feios, somos todos capazes de fazer bem e fazer mal.
Isto tudo para dizer que sou a anormalidade dentro do habitual, tenho tanto de diferente como tenho de comum com qualquer outra pessoa.
Acho que todos somos capazes de gostar de alguma coisa, ou de alguém, não interessa a intensidade, a frequência, não se impõem qualidade ou quantidade, o valor da paixão será sempre subjectiva.
Eu de maneira anormal gosto de alguém. Gosto de alguém à minha maneira, como acho que ninguém poderá alguma vez gostar, porque não são eu. Gosto de alguém porque gosto, não é segredo esta minha simplicidade no gesto de sentir afecto.
Se calhar pela primeira vez não sofro por gostar, apenas me compadeço por não ser compreendido.
Gosto, e quero, desejo o carinho de alguém como quem deseja ter um dia bom. Sentimento mais que normal e natural, algo que desejo todos os dias, um dia bom em que seja feliz, em que aconteçam mais coisas boas que más, um dia em que tu sejas comigo o que já foste muitas vezes, e por algum motivo me privaste de voltar a ver.
Sou paciente, sou persistente, sou porque gosto, senão se calhar não era, e não sei deixar de gostar, porque não quero deixar de gostar.
No fundo não estou entre a espada e a parede, eu sou a parede que deseja a espada.
Não faço segredo do que sinto, e tenho sempre imensa vontade em partilhar os meus sentimentos contigo, mas penso agora que se calhar isso faz de mim fraco, ou sufocante perante os teus olhos. Lamento não conseguir deixar de expressar o que sinto por ti, lamento não saber controlar esta vontade de te mimar e fazer bem.
É mais forte que eu querer proteger-te, querer cuidar de ti, gostar de te fazer rir, ser o motivo de um teu sorriso.
Não vou conseguir deixar de gostar de ti, porque não o quero fazer, nem seria capaz.
Vou continuar a gostar de ti, porque é o que sinto vontade de fazer. Mentia se tivesse a audácia de dizer que não me interessa o que tu pensas, ou o que sentes, mas mais uma vez digo que os meus sentimentos não necessitam da tua reciprocidade para existirem.
Sei que me posso magoar, que posso chorar, posso sentir a tua falta, sentir-me esquecido, posso dizer que estás distante, que me sinto baralhado e confuso pelas mensagens distintas que mandas. Sei que só posso esperar por ti, que só tenho que aceitar aquilo que és e quem és, e que foi por isso mesmo que acabei a gostar de ti.
Sei que não te é possivel dar o que mais almejo, sei que as coisas não são fáceis, sei que se calhar nem tens grandes razões ou motivos para gostar de mim, mas não me podes julgar por querer esperar, ou por morder a esperança de forma a alimentar a minha vontade.
Gosto de ti, e sei que já sabes disso, não existe mais razões para o voltar a dizer. E por aqui me fico. Fico à espera com a esperança, estendendo a mão que não te alcança, onde te ofereço o meu saber ser, a minha singela e errática maneira de gostar.
segunda-feira, julho 13, 2009
A minha persistência, a tua irresistivel essência.
Sempre em busca de ti, sinto-te distante, e eu aqui.
Não me vou embora, não vou baixar os braços, deixar de te querer, ou deixar-te de ver como vejo, recuso-me e não o faço.
Quero-te assim, quero-te bem, para mim.
Talvez não faça sentido, talvez seja cansaço, sei que não luto pelo impossível, luto pela felicidade que almejo, que desejo como quem sente o que sabe sentir.
Gosto de ti hoje, gosto de ti amanhã, nada muda, independentemente do que me dás ou do que me negas.
Sinto-te distante, e a afastar-me cada vez mais, e recuso-me a largar o que quero, o que sinto, o que decidi viver por mim.
Talvez seja o cansaço, talvez seja apenas a minha imaginação, mas continua tudo o mesmo para mim, tudo o que te disse, tudo o que te digo, todos os dias.
Não me esqueço de ti, és especial, gosto de ti e estou aqui. Vou cá ficar, sozinho ou como for, mas não vou deixar de sentir o que tenho para sentir, não me vou negar essa liberdade, a liberdade de gostar, venha a dor, venha o medo, ou venha o tempo, não me vou deixar cair nesse tormento.
És a minha música, o meu sorriso, és as mãos que me afagam o rosto, a força do meu pensamento, és musa, és esperança, numa felicidade que também dança, que se prende, cravada no meu peito.
Sei que me fazes feliz, e quero essa felicidade, ou ma dás ou conquisto-a. Não vou a lado nenhum.
(Acho que estas foram as palavras de um homem convicto, num dia de desespero, estando ele a escrever uma carta no café central de Motovun.)
Não me vou embora, não vou baixar os braços, deixar de te querer, ou deixar-te de ver como vejo, recuso-me e não o faço.
Quero-te assim, quero-te bem, para mim.
Talvez não faça sentido, talvez seja cansaço, sei que não luto pelo impossível, luto pela felicidade que almejo, que desejo como quem sente o que sabe sentir.
Gosto de ti hoje, gosto de ti amanhã, nada muda, independentemente do que me dás ou do que me negas.
Sinto-te distante, e a afastar-me cada vez mais, e recuso-me a largar o que quero, o que sinto, o que decidi viver por mim.
Talvez seja o cansaço, talvez seja apenas a minha imaginação, mas continua tudo o mesmo para mim, tudo o que te disse, tudo o que te digo, todos os dias.
Não me esqueço de ti, és especial, gosto de ti e estou aqui. Vou cá ficar, sozinho ou como for, mas não vou deixar de sentir o que tenho para sentir, não me vou negar essa liberdade, a liberdade de gostar, venha a dor, venha o medo, ou venha o tempo, não me vou deixar cair nesse tormento.
És a minha música, o meu sorriso, és as mãos que me afagam o rosto, a força do meu pensamento, és musa, és esperança, numa felicidade que também dança, que se prende, cravada no meu peito.
Sei que me fazes feliz, e quero essa felicidade, ou ma dás ou conquisto-a. Não vou a lado nenhum.
(Acho que estas foram as palavras de um homem convicto, num dia de desespero, estando ele a escrever uma carta no café central de Motovun.)
quarta-feira, julho 01, 2009
Fechei os olhos para te ver assim.
Encontrei-te à minha janela, e que silhueta tão bela, que cheiro tão bom, eras tu.
Estavas a olhar para o mar, embalada pelo som da brisa, alguns pássaros, e a onda que encosta à rocha.
Sossegada. Estavas tão sossegada que até tive medo de te incomodar, fiquei quieto a observar-te com um ar tão puro, mas presa por um olhar distante e perdido.
Não sabia em que pensavas, como sempre. Não sabia o que fazer por ti, mais uma vez.
O sol tocava-te na face, e a brisa descobria-te o pescoço afastando gentilmente os teus cabelos. Pareciam gestos meus, levados a cabo pela natureza. Que inveja tive eu daquela brisa, daquele sol. Queria ser eu a afastar-te os cabelos do pescoço, e dar-te um beijo quente e doce, no teu pescoço.
Parecias sozinha, compenetrada nos teus pensamentos. Não me parecias feliz, mas também não sabia dizer se estavas triste.
Queria tanto confortar-te, queria tanto fazer-te sentir segura.
Continuei a observar-te, a olhar-te com os olhos cheios de ternura, e a cabeça ocupada a pensar no que poderia fazer por ti.
Perdi o receio de te incomodar, perdi o medo de estar a envolver-me demasiado no teu espaço, perdi o medo, mas não quebrei o respeito que tenho por ti, pelo teu espaço, pelo teu mundo, foi apenas uma sensação mais forte do que tudo. Foi aquela sensação e necessidade de te agarrar, dizer que vai ficar tudo bem, que não te vou largar porque não quero nem posso, que vou cuidar de ti.
Dei os passos que tinha a dar na tua direcção, ganhei coragem, abracei-te por trás, senti as tuas costas coladas ao meu peito, abracei-te pela cintura, cheirei o teu cabelo, afastei-o, dei-te um beijo no pescoço e sussurrei ao teu ouvido "estou aqui, por ti e para ti."
De repente vejo o teu corpo a rodar nos meus braços, e a o teu corpo a virar-se para mim, a tua boca tão perto e eu tremi.
Puseste as tuas mãos em volta do meu pescoço e com um sorriso disseste, "eu senti-te ali ao canto a olhar para mim, e sei que estás aqui para mim, sem vontade de me largar.". Encostaste a cabeça no meu peito, e senti o teu sorriso bem perto do meu coração, senti o calor que precisava, senti que te tinha feito bem, e feliz por saberes que estava ali para ti.
Dei-te um beijo na testa e prometi que iria tudo ficar bem, e quando menos esperava, olhavas para mim com os olhos cheios de crença, como quem aceitava a minha promessa e a iria cobrar com carinho. Sorri para ti, e enquanto sorria e piscava os olhos senti os teus lábios perto dos meus. Beijei-te, num beijo profundo e eterno, e tudo o resto parou ali. Deixei-me ficar, agarrado a ti, e à promessa que te fiz.
Estavas a olhar para o mar, embalada pelo som da brisa, alguns pássaros, e a onda que encosta à rocha.
Sossegada. Estavas tão sossegada que até tive medo de te incomodar, fiquei quieto a observar-te com um ar tão puro, mas presa por um olhar distante e perdido.
Não sabia em que pensavas, como sempre. Não sabia o que fazer por ti, mais uma vez.
O sol tocava-te na face, e a brisa descobria-te o pescoço afastando gentilmente os teus cabelos. Pareciam gestos meus, levados a cabo pela natureza. Que inveja tive eu daquela brisa, daquele sol. Queria ser eu a afastar-te os cabelos do pescoço, e dar-te um beijo quente e doce, no teu pescoço.
Parecias sozinha, compenetrada nos teus pensamentos. Não me parecias feliz, mas também não sabia dizer se estavas triste.
Queria tanto confortar-te, queria tanto fazer-te sentir segura.
Continuei a observar-te, a olhar-te com os olhos cheios de ternura, e a cabeça ocupada a pensar no que poderia fazer por ti.
Perdi o receio de te incomodar, perdi o medo de estar a envolver-me demasiado no teu espaço, perdi o medo, mas não quebrei o respeito que tenho por ti, pelo teu espaço, pelo teu mundo, foi apenas uma sensação mais forte do que tudo. Foi aquela sensação e necessidade de te agarrar, dizer que vai ficar tudo bem, que não te vou largar porque não quero nem posso, que vou cuidar de ti.
Dei os passos que tinha a dar na tua direcção, ganhei coragem, abracei-te por trás, senti as tuas costas coladas ao meu peito, abracei-te pela cintura, cheirei o teu cabelo, afastei-o, dei-te um beijo no pescoço e sussurrei ao teu ouvido "estou aqui, por ti e para ti."
De repente vejo o teu corpo a rodar nos meus braços, e a o teu corpo a virar-se para mim, a tua boca tão perto e eu tremi.
Puseste as tuas mãos em volta do meu pescoço e com um sorriso disseste, "eu senti-te ali ao canto a olhar para mim, e sei que estás aqui para mim, sem vontade de me largar.". Encostaste a cabeça no meu peito, e senti o teu sorriso bem perto do meu coração, senti o calor que precisava, senti que te tinha feito bem, e feliz por saberes que estava ali para ti.
Dei-te um beijo na testa e prometi que iria tudo ficar bem, e quando menos esperava, olhavas para mim com os olhos cheios de crença, como quem aceitava a minha promessa e a iria cobrar com carinho. Sorri para ti, e enquanto sorria e piscava os olhos senti os teus lábios perto dos meus. Beijei-te, num beijo profundo e eterno, e tudo o resto parou ali. Deixei-me ficar, agarrado a ti, e à promessa que te fiz.
sexta-feira, junho 26, 2009
Só contigo.
Sinto-me diferente. Diferente do que normalmente sou.
Sou uma pessoa independente, que embora seja tolerante e paciente, nunca vira a cara, e nunca gosta de sair por baixo, nunca se rende, nunca se entrega, sou um quanto orgulhoso, principalmente para evitar sair magoado.
É muito raro rebaixar-me, mesmo perante as pessoas que amo, família, ou amigos.
Não deixo que me metam a mão em cima, que me saibam transparente, claro como água, nunca entrego os meus pensamentos de bandeja, nunca partilho o que sinto sem calcular os efeitos.
Talvez por isso me sinta parvo, por me render a ti tão facilmente.
Se calhar vem dai o meu receio, por não saber o que pensas de mim, o que sentes, e eu ser tão descaradamente explicito sobre o que sinto ou penso de ti.
Não me entrego por completo, mas sei que se calhar basta pedires que me dou, basta chamares que eu vou, basta um sorriso meigo que me desarme.
Não te resisto, não sei porquê. Não é ao teu charme, nem será pela tua beleza, pelas tuas qualidades. Não te resisto pela tua simplicidade, por seres diferente, por seres algo que me fascina de um modo que nunca pensei que tivesse efeito em mim. Porque é raro que não me importe de como sejas, quero todos os pedaços de ti, todos os que me possas dar e guardo-os com carinho, dou-lhes valor, mesmo que sejam migalhas, para mim são gestos que recordo e vivo com vontade.
Sinto-me estúpido e feliz ao mesmo tempo, tenho receio que não gostes que eu seja assim contigo, que não queiras que te veja como alguém especial, mas eu não te consigo ver de outra forma.
Por vezes sei que pode ser complicado, sei que por vezes a minha sinceridade e frontalidade pode chocar, mas não sei ser de outra forma contigo, que não de forma pura, de forma clara.
Tenho necessidade de dizer o que sinto, e espero sempre que aceites aquilo que sou.
Sou uma pessoa independente, que embora seja tolerante e paciente, nunca vira a cara, e nunca gosta de sair por baixo, nunca se rende, nunca se entrega, sou um quanto orgulhoso, principalmente para evitar sair magoado.
É muito raro rebaixar-me, mesmo perante as pessoas que amo, família, ou amigos.
Não deixo que me metam a mão em cima, que me saibam transparente, claro como água, nunca entrego os meus pensamentos de bandeja, nunca partilho o que sinto sem calcular os efeitos.
Talvez por isso me sinta parvo, por me render a ti tão facilmente.
Se calhar vem dai o meu receio, por não saber o que pensas de mim, o que sentes, e eu ser tão descaradamente explicito sobre o que sinto ou penso de ti.
Não me entrego por completo, mas sei que se calhar basta pedires que me dou, basta chamares que eu vou, basta um sorriso meigo que me desarme.
Não te resisto, não sei porquê. Não é ao teu charme, nem será pela tua beleza, pelas tuas qualidades. Não te resisto pela tua simplicidade, por seres diferente, por seres algo que me fascina de um modo que nunca pensei que tivesse efeito em mim. Porque é raro que não me importe de como sejas, quero todos os pedaços de ti, todos os que me possas dar e guardo-os com carinho, dou-lhes valor, mesmo que sejam migalhas, para mim são gestos que recordo e vivo com vontade.
Sinto-me estúpido e feliz ao mesmo tempo, tenho receio que não gostes que eu seja assim contigo, que não queiras que te veja como alguém especial, mas eu não te consigo ver de outra forma.
Por vezes sei que pode ser complicado, sei que por vezes a minha sinceridade e frontalidade pode chocar, mas não sei ser de outra forma contigo, que não de forma pura, de forma clara.
Tenho necessidade de dizer o que sinto, e espero sempre que aceites aquilo que sou.
quinta-feira, junho 25, 2009
Declaração ao acordar.
É na meiguice de quem és profundamente, alheada de qualquer máscara, ou qualquer pose para o mundo, é nesse carinho, nessa meiguice da tua simplicidade, é aí mesmo que me entrego.
Na tua voz doce e cansada, a quem o sono abate qualquer defesa, é ai que te vejo linda, de tamanho brilho e encanto.
Quando o tempo permite, e a disposição se acerta, consigo sentir-me especial. Não te escondo que o teu mimo, ou apenas o facto de te lembrares de mim, uma certa atenção dedicada a quem sou, aquele toque gentil e suave de quem também me vive um bocado, tudo isso não te nego que me faz sentir bem.
Com tão pouco fazes-me feliz, e das duas uma, ou contento-me facilmente, ou realmente és de tal maneira diferente e especial, que o teu pouco para mim é muito, e o teu muito será para mim um sonho, algo que quero ter esperança de viver um dia.
Sou capaz de me imaginar nos maiores carinhos contigo, e os maiores serão os mais simples. Os meus dedos a passar pelos teus braços, um entrelaçar de dedos, o encostar da cabeça uma na outra, descansar no teu ombro, pousar a cabeça no teu colo, esse tipo de mimos faz-me ganhar o dia, e só os imagino. Nem consigo ponderar como seria vive-los todos os dias.
Acho que todo este post, serve para dizer, mesmo com medo que aches demasiado, ou exagerado, preciso de te dizer que fazes-me bem, que me fazes sorrir, que és uma doce e excelente companhia, que me conquistas todos os dias, quando deveria ser eu a tentar conquistar-te, e que não imagino já um dia sem pensar em ti, sem te sentir de alguma forma. Não sei o que isto é, só sei que é bom de se sentir.
Na tua voz doce e cansada, a quem o sono abate qualquer defesa, é ai que te vejo linda, de tamanho brilho e encanto.
Quando o tempo permite, e a disposição se acerta, consigo sentir-me especial. Não te escondo que o teu mimo, ou apenas o facto de te lembrares de mim, uma certa atenção dedicada a quem sou, aquele toque gentil e suave de quem também me vive um bocado, tudo isso não te nego que me faz sentir bem.
Com tão pouco fazes-me feliz, e das duas uma, ou contento-me facilmente, ou realmente és de tal maneira diferente e especial, que o teu pouco para mim é muito, e o teu muito será para mim um sonho, algo que quero ter esperança de viver um dia.
Sou capaz de me imaginar nos maiores carinhos contigo, e os maiores serão os mais simples. Os meus dedos a passar pelos teus braços, um entrelaçar de dedos, o encostar da cabeça uma na outra, descansar no teu ombro, pousar a cabeça no teu colo, esse tipo de mimos faz-me ganhar o dia, e só os imagino. Nem consigo ponderar como seria vive-los todos os dias.
Acho que todo este post, serve para dizer, mesmo com medo que aches demasiado, ou exagerado, preciso de te dizer que fazes-me bem, que me fazes sorrir, que és uma doce e excelente companhia, que me conquistas todos os dias, quando deveria ser eu a tentar conquistar-te, e que não imagino já um dia sem pensar em ti, sem te sentir de alguma forma. Não sei o que isto é, só sei que é bom de se sentir.
sábado, junho 20, 2009
Coisas do meu ser.
Sinto-me estúpido. Sinto que por vezes não me compreendem porque nem eu me consigo compreender. Tenho maneirismos próprios, que preciso de ultrapassar por vezes, ou tentar camuflar, mas que invariavelmente fazem parte de mim.
Quando estou preocupado com alguém que me diz muito, fico cego. A preocupação consome a cada minuto que sou incapaz de acalma-la ou de resolver a situação. Normalmente quando estou verdadeiramente preocupado com algo, ou se estou incomodado com alguma coisa, tenho alguns "tiques" ou maneirismos nervosos. Primeiro é o começar a falar, dizer coisas sem nexo que me desocupem a cabeça, o tentar distrair dizendo disparates ou coisas sem nexo, e falo, falo, de forma a dar um pouco de descanso à minha mente concentrada na minha preocupação.
Segundo é que bloqueio, bloqueio as percepções de tudo o que vem do exterior, e no entanto tudo me afecta. Uma brincadeira, um comentário, por vezes até o facto de me tentarem animar incomoda. Estou preocupado e não vejo mais nada à frente. Atenção estou a falar de uma preocupação grande, por exemplo com alguém de quem goste muito.
E quando é assim fico um pouco concentrado nessa preocupação, e tenho reacções diferentes do meu comportamento normal.
Seja como for, odeio quando isto acontece.
Odeio deixar-me embeber por certas preocupações, mesmo que estas mereçam mesmo toda a minha atenção, mas que não seja capaz de desligar-me disso, e saber como reagir a tudo o resto em paralelo.
Desculpa pela minha reacção. Se calhar não foi a única, nem será a última, mas tens de ter um pouco de paciência comigo, e todos podemos cair neste erro uma vez por outra.
Desculpa por não ter emendado logo a situação, mas por vezes custa-me a largar certas partes de mim, mesmo as erradas.
E peço desculpa, não por gostar de ti, mas porque és alguém que respeito muito, e que merece sempre o melhor de mim, por isso desculpa quando falho em dar o melhor de mim.
Gosto de ti e tenho medo. Tenho medo que sejam estas pequenas coisas que sirvam de desculpa para outras coisas. Tenho receio de perder, mesmo aquilo que não é meu, mas de deixar escapar tudo aquilo que fui tentando cativar com o melhor que tenho em mim.
Penso por vezes que as minhas qualidades não são suficientes para compensar os meus estúpidos defeitos, e dai andar numa eterna luta para os suprimir.
Era capaz de te tratar sempre com mimo e carinho, e ser tratado da mesma forma, mas por vezes isso simplesmente não acontece.
Desculpa por vezes falhar-te tanto, de modo a que fique sentir que deitei tudo a perder, de ficar com medo de ter posto em risco aquilo porque luto, e por vezes por algo tão pequeno.
Compreende o meu receio, compreende os meus erros, só os cometo, e só peço perdão por eles porque o que mais importa és tu.
Por vezes posso dar uma ideia errada do que sinto, outras vezes espero que compreendas que algumas reacções são insignificantemente passageiras, e reféns de um estado de espírito do momento.
Agora espero que 98% do tempo em que tento melhorar, tento estar bem contigo, tento ser o melhor que posso, não sejam prejudicados por 2% de falhas.
Se assim for, falhei mais do que pensava. Odeio pensar que se acaba toda a minha esperança, por algo tão pequeno. São os feitios que se moldam, aos poucos, e lamento não ser mais rápido em limar os meus defeitos.
No fim de tudo, gosto de ti porque gosto, não quero perder-te, mesmo que te tenha tão pouco, quero sorrisos e meiguices, só tenho de aprender a conquistar, em merecer tudo isso, e não ficar habituado a que tudo venha a mim.
Gosto de ti e isso não consigo mudar, nem quero.
Quando estou preocupado com alguém que me diz muito, fico cego. A preocupação consome a cada minuto que sou incapaz de acalma-la ou de resolver a situação. Normalmente quando estou verdadeiramente preocupado com algo, ou se estou incomodado com alguma coisa, tenho alguns "tiques" ou maneirismos nervosos. Primeiro é o começar a falar, dizer coisas sem nexo que me desocupem a cabeça, o tentar distrair dizendo disparates ou coisas sem nexo, e falo, falo, de forma a dar um pouco de descanso à minha mente concentrada na minha preocupação.
Segundo é que bloqueio, bloqueio as percepções de tudo o que vem do exterior, e no entanto tudo me afecta. Uma brincadeira, um comentário, por vezes até o facto de me tentarem animar incomoda. Estou preocupado e não vejo mais nada à frente. Atenção estou a falar de uma preocupação grande, por exemplo com alguém de quem goste muito.
E quando é assim fico um pouco concentrado nessa preocupação, e tenho reacções diferentes do meu comportamento normal.
Seja como for, odeio quando isto acontece.
Odeio deixar-me embeber por certas preocupações, mesmo que estas mereçam mesmo toda a minha atenção, mas que não seja capaz de desligar-me disso, e saber como reagir a tudo o resto em paralelo.
Desculpa pela minha reacção. Se calhar não foi a única, nem será a última, mas tens de ter um pouco de paciência comigo, e todos podemos cair neste erro uma vez por outra.
Desculpa por não ter emendado logo a situação, mas por vezes custa-me a largar certas partes de mim, mesmo as erradas.
E peço desculpa, não por gostar de ti, mas porque és alguém que respeito muito, e que merece sempre o melhor de mim, por isso desculpa quando falho em dar o melhor de mim.
Gosto de ti e tenho medo. Tenho medo que sejam estas pequenas coisas que sirvam de desculpa para outras coisas. Tenho receio de perder, mesmo aquilo que não é meu, mas de deixar escapar tudo aquilo que fui tentando cativar com o melhor que tenho em mim.
Penso por vezes que as minhas qualidades não são suficientes para compensar os meus estúpidos defeitos, e dai andar numa eterna luta para os suprimir.
Era capaz de te tratar sempre com mimo e carinho, e ser tratado da mesma forma, mas por vezes isso simplesmente não acontece.
Desculpa por vezes falhar-te tanto, de modo a que fique sentir que deitei tudo a perder, de ficar com medo de ter posto em risco aquilo porque luto, e por vezes por algo tão pequeno.
Compreende o meu receio, compreende os meus erros, só os cometo, e só peço perdão por eles porque o que mais importa és tu.
Por vezes posso dar uma ideia errada do que sinto, outras vezes espero que compreendas que algumas reacções são insignificantemente passageiras, e reféns de um estado de espírito do momento.
Agora espero que 98% do tempo em que tento melhorar, tento estar bem contigo, tento ser o melhor que posso, não sejam prejudicados por 2% de falhas.
Se assim for, falhei mais do que pensava. Odeio pensar que se acaba toda a minha esperança, por algo tão pequeno. São os feitios que se moldam, aos poucos, e lamento não ser mais rápido em limar os meus defeitos.
No fim de tudo, gosto de ti porque gosto, não quero perder-te, mesmo que te tenha tão pouco, quero sorrisos e meiguices, só tenho de aprender a conquistar, em merecer tudo isso, e não ficar habituado a que tudo venha a mim.
Gosto de ti e isso não consigo mudar, nem quero.
domingo, junho 14, 2009
Talvez expliquem melhor que eu.
When I see your smile
Tears run down my face I can't replace
And now that I'm strong I have figured out
How this world turns cold and it breaks through my soul
And I know I'll find deep inside me I can be the one
I will never let you fall
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all
Even if saving you sends me to heaven
It's okay. It's okay. It's okay.
Seasons are changing
And waves are crashing
And stars are falling all for us
Days grow longer and nights grow shorter
I can show you I'll be the one
I will never let you fall (let you fall)
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all (through it all)
Even if saving you sends me to heaven
Cuz you're my, you're my, my, my true love, my whole heart
Please don't throw that away
Cuz I'm here for you
Please don't walk away and
Please tell me you'll stay, stay
Use me as you will
Pull my strings just for a thrill
And I know I'll be okay
Though my skies are turning gray
I will never let you fall
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all
Even if saving you sends me to heaven
[to fade]
E porque por vezes as minhas palavras podem não ser suficientes, deixo que a musica fale por mim, e a negrito vai tudo o que te gostava de poder dizer, isto se ainda não leste o mail que te mandei. Pode ser que tudo seja em vão, que não tenha sequer oportunidade de mostrar nada, de provar nada, mas seja como for fica aqui de outra forma explicado aquilo que sinto.
Você decide.
Sentados na relva lado a lado. Os suspiros voavam alto, acabados de sair de um casulo que se formou na antecipação daquele momento.
As mãos não se tocavam, mas estavam tão perto. Os olhares não se encontravam, mas cruzavam-se constantemente entre eles.
Era possível ouvir o palpitar do coração de cada um, uma cadência ritmada que acompanhava o pulsar de ambos.
Ele abanava o pé em sinal de nervosismo, ela encaracolava o cabelo, e nem uma palavra se trocava.
Era claro que ele esperava nitidamente que ela olhasse para ele e fosse capaz de dizer o que sentia, ela esperava o mesmo da parte dele, mas nenhum falou.
Nem sabia bem porquê mas ele sentia um certo medo em dizer o que pensava, o que sentia, podia não ser compreendido, podia ela achar que era um exagero, podia afasta-lo, já noutras alturas coisas semelhantes tinham acontecido.
Existia nele um temor de ser inconveniente, mas ele estava sedento pela atenção dela, pelos seus carinhos, por poder explodir e ser quem sentia que devia ser, mas não tinha a certeza do que fazer, nem sabia se havia a mínima possibilidade de ela gostar dele.
Ele sentia um aperto tão grande no peito, ele queria falar e não conseguia, ele queria explicar e não conseguia, e ela sempre serena como se estivesse alheia a tudo.
Decidiu falar, mas depois conteve-se, repensou no que ia a dizer, estava preparado para falar, mas travou. Ele sabe perfeitamente o que sente, mas sabe que não o deveria sentir, não faz sentido, que ligação podem eles ter? Voltou a olhar para o céu e a tentar convencer-se que não sentia nada por ela. Quando voltou a por os olhos nela, reparou que ela estava a olhar na direcção de alguém. Alguém que se aproximava. Era um amigo dela, que se sentou do outro lado e começou a conversar com ela. Parecia haver ali muita cumplicidade. Começou a reparar em todos os gestos, todos os toques e formas como eles os dois se tratavam. Sentia cada vez mais um aperto no peito, seriam ciumes? Impossível. Ele sabia que não podia sentir nada por ela, estava proibido de gostar dela, porque raio havia de sentir ciumes. Apertava a mão, estava confuso. Cada vez mais sentia que se calhar existia algo ali, demasiado forte para controlar, demasiado forte para agarrar e guardar dentro de si.
Por um lado tinha medo de dizer o que sentia por ela, com medo que ela fosse embora ou se afastasse, por outro lado tinha medo que se não lhe fosse contar e mostrar o que sentia, ela fosse arrebatada por outra pessoa.
O dilema dilacerava-lhe o espírito. Parecia uma bola de canhão que lhe rebentava com o coração, que lhe estilhaçava a alma.
Estava encurralado, e não sabia o que fazer.
Como é que acaba esta história?
As mãos não se tocavam, mas estavam tão perto. Os olhares não se encontravam, mas cruzavam-se constantemente entre eles.
Era possível ouvir o palpitar do coração de cada um, uma cadência ritmada que acompanhava o pulsar de ambos.
Ele abanava o pé em sinal de nervosismo, ela encaracolava o cabelo, e nem uma palavra se trocava.
Era claro que ele esperava nitidamente que ela olhasse para ele e fosse capaz de dizer o que sentia, ela esperava o mesmo da parte dele, mas nenhum falou.
Nem sabia bem porquê mas ele sentia um certo medo em dizer o que pensava, o que sentia, podia não ser compreendido, podia ela achar que era um exagero, podia afasta-lo, já noutras alturas coisas semelhantes tinham acontecido.
Existia nele um temor de ser inconveniente, mas ele estava sedento pela atenção dela, pelos seus carinhos, por poder explodir e ser quem sentia que devia ser, mas não tinha a certeza do que fazer, nem sabia se havia a mínima possibilidade de ela gostar dele.
Ele sentia um aperto tão grande no peito, ele queria falar e não conseguia, ele queria explicar e não conseguia, e ela sempre serena como se estivesse alheia a tudo.
Decidiu falar, mas depois conteve-se, repensou no que ia a dizer, estava preparado para falar, mas travou. Ele sabe perfeitamente o que sente, mas sabe que não o deveria sentir, não faz sentido, que ligação podem eles ter? Voltou a olhar para o céu e a tentar convencer-se que não sentia nada por ela. Quando voltou a por os olhos nela, reparou que ela estava a olhar na direcção de alguém. Alguém que se aproximava. Era um amigo dela, que se sentou do outro lado e começou a conversar com ela. Parecia haver ali muita cumplicidade. Começou a reparar em todos os gestos, todos os toques e formas como eles os dois se tratavam. Sentia cada vez mais um aperto no peito, seriam ciumes? Impossível. Ele sabia que não podia sentir nada por ela, estava proibido de gostar dela, porque raio havia de sentir ciumes. Apertava a mão, estava confuso. Cada vez mais sentia que se calhar existia algo ali, demasiado forte para controlar, demasiado forte para agarrar e guardar dentro de si.
Por um lado tinha medo de dizer o que sentia por ela, com medo que ela fosse embora ou se afastasse, por outro lado tinha medo que se não lhe fosse contar e mostrar o que sentia, ela fosse arrebatada por outra pessoa.
O dilema dilacerava-lhe o espírito. Parecia uma bola de canhão que lhe rebentava com o coração, que lhe estilhaçava a alma.
Estava encurralado, e não sabia o que fazer.
Como é que acaba esta história?
Não sei que dia é este.
Tenho dias. A verdade é que todos os dias começo de maneira diferente. Principalmente no que respeita à disposição.
Hoje não sei como acordei, ou se calhar sei. Acordei a pensar em ti. Acordei com saudades. Não és um vício, ou uma necessidade extrema, simplesmente és alguém que me faz falta. Consigo bem viver sem ti, sem a tua atenção, sem a tua voz, sem o teu toque de carinho, mas é tudo tão mais amargo, quando não fazes parte do meu dia.
Tento ao extremo não deixar transparecer nada. Tenho alguma vergonha de ser como sou, de pensar em coisas tão tolas. No fim eu sei bem em que pé está a realidade, sei bem qual o meu lugar e onde devo ficar.
Perco já um pouco da noção ao que digo. Sei perfeitamente o que sinto ou não sinto, tenho consciência das minhas vontades, só que por vezes perco noção do que posso ou não posso dizer. Tento ao máximo reprimir certas palavras, certos gestos, certos sentimentos, porque não quero que sejam demais, não quero que tomem conta de mim, porque sei que não posso, que não devo.
Neste mesmo momento tenho medo do que escrevo, tenho medo que seja tão óbvio. Tenho medo que me saibas, que me vejas. Principalmente tenho medo que não me queiras por ser assim como sou. Não me posso dar ao luxo de deixar os meus sentimentos fluírem livremente. Não é que não queira, quero e não quero, mas principalmente tenho medo que tu não queiras.
Penso duas vezes se devo apagar o que vou escrevendo neste caderno. Porque sei que um dia o poderás ler, e ficar a saber aquilo que penso e sinto, muito provavelmente negas, e dizes que não é de ti ou para ti que falo, será outra pessoa qualquer.
Tenho medo que descubras que falo de ti, e que não queiras, que não te vejas na disposição de ao menos ser quem me inspira a escrever.
Não sei como vai acabar o dia, mas espero que acabe bem, apesar de todo um aglomerado de sentimentos que me dizem que o dia não vai correr bem.
Preciso de ti, preciso de um sorriso teu, de acreditar, de pensar que posso ser quem sou contigo e não me sentir preso às correntes que me obrigo a usar, para não deixar que a minha alma ande à solta, em busca da tua.
Acho que hoje estou frágil, e só me posso dar ao luxo de partir em mil bocados, se souber que depois tenho a oportunidade de sentir a gentileza das tuas mãos arranjar-me de novo.
Não sei que faça, não sei que diga, e tenho medo de me expor demasiado.
Hoje não sei como acordei, ou se calhar sei. Acordei a pensar em ti. Acordei com saudades. Não és um vício, ou uma necessidade extrema, simplesmente és alguém que me faz falta. Consigo bem viver sem ti, sem a tua atenção, sem a tua voz, sem o teu toque de carinho, mas é tudo tão mais amargo, quando não fazes parte do meu dia.
Tento ao extremo não deixar transparecer nada. Tenho alguma vergonha de ser como sou, de pensar em coisas tão tolas. No fim eu sei bem em que pé está a realidade, sei bem qual o meu lugar e onde devo ficar.
Perco já um pouco da noção ao que digo. Sei perfeitamente o que sinto ou não sinto, tenho consciência das minhas vontades, só que por vezes perco noção do que posso ou não posso dizer. Tento ao máximo reprimir certas palavras, certos gestos, certos sentimentos, porque não quero que sejam demais, não quero que tomem conta de mim, porque sei que não posso, que não devo.
Neste mesmo momento tenho medo do que escrevo, tenho medo que seja tão óbvio. Tenho medo que me saibas, que me vejas. Principalmente tenho medo que não me queiras por ser assim como sou. Não me posso dar ao luxo de deixar os meus sentimentos fluírem livremente. Não é que não queira, quero e não quero, mas principalmente tenho medo que tu não queiras.
Penso duas vezes se devo apagar o que vou escrevendo neste caderno. Porque sei que um dia o poderás ler, e ficar a saber aquilo que penso e sinto, muito provavelmente negas, e dizes que não é de ti ou para ti que falo, será outra pessoa qualquer.
Tenho medo que descubras que falo de ti, e que não queiras, que não te vejas na disposição de ao menos ser quem me inspira a escrever.
Não sei como vai acabar o dia, mas espero que acabe bem, apesar de todo um aglomerado de sentimentos que me dizem que o dia não vai correr bem.
Preciso de ti, preciso de um sorriso teu, de acreditar, de pensar que posso ser quem sou contigo e não me sentir preso às correntes que me obrigo a usar, para não deixar que a minha alma ande à solta, em busca da tua.
Acho que hoje estou frágil, e só me posso dar ao luxo de partir em mil bocados, se souber que depois tenho a oportunidade de sentir a gentileza das tuas mãos arranjar-me de novo.
Não sei que faça, não sei que diga, e tenho medo de me expor demasiado.
sábado, junho 13, 2009
Fechei os olhos e foi o que vi.
Quando sorris, os teus lábios parecem que explodem em mil beijos contra mim.
Gostava de te ajeitar o cabelo para te ver sorrir mais vezes. Com os dedos suavemente acariciar a tua cara, num movimento suave e ternurento, desde a orelha até ao queixo, arrancar um sorriso tímido, de olhar fugido.
Passar o dedo pelo teu nariz, beijar-te os olhos, ser feliz.
Arrastar o meu lábio pelo teu queixo, cheirar e beijar o teu pescoço enquanto passo as mãos pelos teus braços.
Beijar-te a nuca à procura de um arrepio, sussurrar-te palavras doces ao ouvido, abraçar-te por trás com as mãos em volta da tua cintura, queixo pousado no teu ombro, face com face, e um dançar lentamente ao som de uma música que gostes.
Tens os lábios tão bonitos, que me deixam perdido em suspiros, rodopios na mente onde acabo por cair feliz num campo de sonho.
Tens uns olhos tão cativantes, que já devem ter aprisionado mais de mil almas, são olhos de um olhar onde não me importava de cumprir pena.
A forma como o cabelo te recorta a face, a forma como o teu sorriso molda a cara, a forma como tudo isso me cativa.
Todos os dias, penso em como me fazes bem. Tomará poder dizer quem és, tomara eu saber que não te importavas de ser quem és para mim. Por agora serás apenas uma imagem que guardo em mim com tanto carinho possível para que possa preservar tudo o que imaginei, tudo o que descrevi.
Quem me dera que reclamasses para ser quem descrevo, quem me dera poder eu dar um passo em frente, ter a coragem de o fazer. Quem me dera que lesses isto e pensasses que era de ti que falava, não tivesses dúvidas disso, que me confrontasses e eu finalmente pudesse dizer que sim.
Quem me dera que os sonhos fossem realidade, que os sentimentos fossem permitidos, que o beijo fosse eternamente esculpido pelos nossos lábios.
Estou perdido e quero que me encontres.
Gostava de te ajeitar o cabelo para te ver sorrir mais vezes. Com os dedos suavemente acariciar a tua cara, num movimento suave e ternurento, desde a orelha até ao queixo, arrancar um sorriso tímido, de olhar fugido.
Passar o dedo pelo teu nariz, beijar-te os olhos, ser feliz.
Arrastar o meu lábio pelo teu queixo, cheirar e beijar o teu pescoço enquanto passo as mãos pelos teus braços.
Beijar-te a nuca à procura de um arrepio, sussurrar-te palavras doces ao ouvido, abraçar-te por trás com as mãos em volta da tua cintura, queixo pousado no teu ombro, face com face, e um dançar lentamente ao som de uma música que gostes.
Tens os lábios tão bonitos, que me deixam perdido em suspiros, rodopios na mente onde acabo por cair feliz num campo de sonho.
Tens uns olhos tão cativantes, que já devem ter aprisionado mais de mil almas, são olhos de um olhar onde não me importava de cumprir pena.
A forma como o cabelo te recorta a face, a forma como o teu sorriso molda a cara, a forma como tudo isso me cativa.
Todos os dias, penso em como me fazes bem. Tomará poder dizer quem és, tomara eu saber que não te importavas de ser quem és para mim. Por agora serás apenas uma imagem que guardo em mim com tanto carinho possível para que possa preservar tudo o que imaginei, tudo o que descrevi.
Quem me dera que reclamasses para ser quem descrevo, quem me dera poder eu dar um passo em frente, ter a coragem de o fazer. Quem me dera que lesses isto e pensasses que era de ti que falava, não tivesses dúvidas disso, que me confrontasses e eu finalmente pudesse dizer que sim.
Quem me dera que os sonhos fossem realidade, que os sentimentos fossem permitidos, que o beijo fosse eternamente esculpido pelos nossos lábios.
Estou perdido e quero que me encontres.
Palavras encarceradas.
Não sei qual é a motivação do medo. Penso que seja algo variado. A razão, do medo, será o desfecho de uma realidade pela qual ansiamos.
Não é questão de ser positivo ou negativo, é um receio fundado por expectativas de que as coisas possam com grande nível de probabilidade não correr de feição, e por esse modo trazer consequências indesejáveis para a pessoa.
Para mim, dizer certas coisas é um constante pressionar do gatilho contra mim próprio, onde espero a cada vez que o faço, que a câmara da arma esteja vazia e sem bala.
Acho que deixaram-me assim. Deixaram-me com medo de falar, de dizer certas coisas, com medo que em seguida fossem usadas contra mim. E quem é a pessoa que gosta que os seus sentimentos sejam lanças de metal frio a rasgar a pele.
Neste momento por todo o lado no meu corpo existem cicatrizes. A culpa é minha por sentir mais do que devo, talvez não em quantidade, mas em intensidade. E por tal facto sou chicoteado pelas minhas próprias palavras que fizeram ricochete na frieza de alguém.
Eu tenho consciência de quem sou, e por isso mesmo tenho medo do que me possa acontecer. Não sou uma pessoa fraca senão já tinha desistido, mas definitivamente fiquei fragilizado. Sou uma pessoa doce, se calhar tão doce que enjoa a maioria. Sou uma pessoa meiga, tão meiga que afugenta. Uma pessoa preocupada com os outros, tão preocupado que as palavras de carinho parecem aos outros sermões.
O meu mal se calhar é ser em demasia. Demasiado eu. Só que não há nada a fazer. Não consigo mudar. Não posso deixar de me preocupar com os outros, de ser meigo, carinhoso, atencioso, gostar de ajudar, mimar, respeitar, estar lá para as pessoas que gosto, não sei ser diferente, e pago por isso.
Parece injusto, mas de facto é apenas a forma de funcionar deste mundo em que vivo. Dou demais de mim quando devia dar menos e esperar que pedissem mais.
Ultimamente as coisas mudaram um pouco. Este meu medo tornou-me mais comedido.
Travou a impetuosidade dos meus sentimentos, acalmou os meus sentidos, e deixou-me preso, como um renegado que se nega a sentir o que lhe bate no peito.
A minha cobardia, apesar de justificada pelo sentimento de auto preservação, não faz sentido ser explicada senão como um medo ridículo. Um receio que me impede de dizer aquilo que sinto, aquilo que quero sentir mas que não permito.
Doi-me a alma, os maxilares cerrados, as palavras contidas, os sentimentos fechados, doi-me, tudo isso implode cá por dentro numa angustia penosa, mas não posso. Não posso dizer o que sinto, o que quero, não posso mostrar-te o meu interior, sem ser por métodos indirectos e descomprometidos, sob pena da dor que sinto agora ser maior.
Porque o medo que alimenta a dor que sinto, que me impede de falar, nada é comparado ao medo que possa vir a sentir se deixar escapar por entre os lábios as palavras que te quero sussurrar aos ouvidos.
Porque se fazem ricochete, são dez mil lanças afiadas a trespassar o meu corpo, e eu ainda nem voltei a viver, e não estou preparado para ir ao chão outra vez.
Devia ser mais optimista talvez, mas isso ai parte da esperança com que me alimentem.
Ajuda-me a sorrir, ajuda-me a sentir-me bem, e prometo que afasto os medos.
Não é questão de ser positivo ou negativo, é um receio fundado por expectativas de que as coisas possam com grande nível de probabilidade não correr de feição, e por esse modo trazer consequências indesejáveis para a pessoa.
Para mim, dizer certas coisas é um constante pressionar do gatilho contra mim próprio, onde espero a cada vez que o faço, que a câmara da arma esteja vazia e sem bala.
Acho que deixaram-me assim. Deixaram-me com medo de falar, de dizer certas coisas, com medo que em seguida fossem usadas contra mim. E quem é a pessoa que gosta que os seus sentimentos sejam lanças de metal frio a rasgar a pele.
Neste momento por todo o lado no meu corpo existem cicatrizes. A culpa é minha por sentir mais do que devo, talvez não em quantidade, mas em intensidade. E por tal facto sou chicoteado pelas minhas próprias palavras que fizeram ricochete na frieza de alguém.
Eu tenho consciência de quem sou, e por isso mesmo tenho medo do que me possa acontecer. Não sou uma pessoa fraca senão já tinha desistido, mas definitivamente fiquei fragilizado. Sou uma pessoa doce, se calhar tão doce que enjoa a maioria. Sou uma pessoa meiga, tão meiga que afugenta. Uma pessoa preocupada com os outros, tão preocupado que as palavras de carinho parecem aos outros sermões.
O meu mal se calhar é ser em demasia. Demasiado eu. Só que não há nada a fazer. Não consigo mudar. Não posso deixar de me preocupar com os outros, de ser meigo, carinhoso, atencioso, gostar de ajudar, mimar, respeitar, estar lá para as pessoas que gosto, não sei ser diferente, e pago por isso.
Parece injusto, mas de facto é apenas a forma de funcionar deste mundo em que vivo. Dou demais de mim quando devia dar menos e esperar que pedissem mais.
Ultimamente as coisas mudaram um pouco. Este meu medo tornou-me mais comedido.
Travou a impetuosidade dos meus sentimentos, acalmou os meus sentidos, e deixou-me preso, como um renegado que se nega a sentir o que lhe bate no peito.
A minha cobardia, apesar de justificada pelo sentimento de auto preservação, não faz sentido ser explicada senão como um medo ridículo. Um receio que me impede de dizer aquilo que sinto, aquilo que quero sentir mas que não permito.
Doi-me a alma, os maxilares cerrados, as palavras contidas, os sentimentos fechados, doi-me, tudo isso implode cá por dentro numa angustia penosa, mas não posso. Não posso dizer o que sinto, o que quero, não posso mostrar-te o meu interior, sem ser por métodos indirectos e descomprometidos, sob pena da dor que sinto agora ser maior.
Porque o medo que alimenta a dor que sinto, que me impede de falar, nada é comparado ao medo que possa vir a sentir se deixar escapar por entre os lábios as palavras que te quero sussurrar aos ouvidos.
Porque se fazem ricochete, são dez mil lanças afiadas a trespassar o meu corpo, e eu ainda nem voltei a viver, e não estou preparado para ir ao chão outra vez.
Devia ser mais optimista talvez, mas isso ai parte da esperança com que me alimentem.
Ajuda-me a sorrir, ajuda-me a sentir-me bem, e prometo que afasto os medos.
sexta-feira, junho 12, 2009
Apenas a imaginação fala.
Gostava de saber descrever o teu rosto de forma tão completa que a matéria que envolve o espaço onde me encontro, pudesse reproduzi-lo não apenas na minha mente.
Preciso urgentemente de acordar com um beijo. Apenas um doce e suave beijo que me desperte do meu descanso, que me faça sorrir, abraçar-te e envolto no teu cheiro, e bem perto de ti, ficar agarrado a uma paz que tanta falta me faz.
Preciso urgentemente de acordar com um beijo. Apenas um doce e suave beijo que me desperte do meu descanso, que me faça sorrir, abraçar-te e envolto no teu cheiro, e bem perto de ti, ficar agarrado a uma paz que tanta falta me faz.
Ilusão do beijo.
It's so unlike you, to be like me, because it's so unlike you to be that free, with your feelings.
That being said, let's talk in our native tongue. Speaking of which, i don't want it to come out of my mouth. Neither your tongue, or the words i shall cast away.
Encarna-me na carne dos teus lábios. O fascínio que tenho por eles. São de um rubor vivo na palidez da tua face meiga.
Fecho os olhos e imagino os meus dedos suavemente dedilhando a silhueta dos teus lábios, que parecem desenhados ao pormenor, num estilo muito próprio e desconcertante.
Toca-me com a tua mão na minha face, encosta a tua testa ao meu rosto, passa o teu nariz pelos meus lábios, promete que os meus lábios encontram os teus a meio caminho.
Sinto-os a chegar. Deixo a boca entreaberta, um pouco na expectativa, outro tanto para poder absorver ar que me acalme o fogo que sinto.
Sinto os teus dedos nos meus olhos, não queres que te veja a beijar-me. Acho-te tola por isso. Não é um momento que me possas impedir de visualizar. Na minha mente tenho rotas traçadas, gestos definidos, momentos e imagens gravadas, antecipadas pelo desejo bruto da mente.
Sinto os teus lábios a palmilhar terreno, estão tão perto dos meus. Suspendo a respiração por senti-los tão perto. Pensas tu que aguardo o momento em que selamos os lábios, como uma implosão de expectativas, um turbilhão de desejos materializados na carne palpitante das nossas bocas. E o quanto te enganas. Não foi apenas mais um beijo. Foi um realizar de um desejo, sim admito isso, mas não criei expectativas, não empolguei o momento, apenas decidi vive-lo. Vivi aquele beijo, o teu beijo. Comi da paixão incerta dos teus lábios, agrilhoei aquele suspiro selvagem, que podia denunciar as minhas intenções de repetir aquele momento em que nos beijamos, vezes sem conta.
Sinto os nossos dedos a entrelaçar, no mesmo momento que os lábios se descolam. Um acto que se arrasta, como se fossem tiras de velcro a serem afastadas. Em parte porque não queremos que acabe, outra porque assim dita a química dos nossos corpos, e a pele que se apega, na humidade de um beijo.
E à medida que afastas os teus lábios dos meus, os nossos olhos reencontram-se. Volto a vislumbrar a expressão do teu rosto, tu com um sorriso tímido, e um olhar que pede por mais. Eu supostamente com um sorriso infantil, deliciado e sedento por muito mais.
É isto que me ponho a fazer quando não te tenho aqui mais perto, quando não oiço a tua voz ou sinto o calor do teu carinho. Ponho-me a a imaginar sozinho. E mesmo sozinho estou sempre bem acompanhado. Nem que seja por uma doce ilusão.
That being said, let's talk in our native tongue. Speaking of which, i don't want it to come out of my mouth. Neither your tongue, or the words i shall cast away.
Encarna-me na carne dos teus lábios. O fascínio que tenho por eles. São de um rubor vivo na palidez da tua face meiga.
Fecho os olhos e imagino os meus dedos suavemente dedilhando a silhueta dos teus lábios, que parecem desenhados ao pormenor, num estilo muito próprio e desconcertante.
Toca-me com a tua mão na minha face, encosta a tua testa ao meu rosto, passa o teu nariz pelos meus lábios, promete que os meus lábios encontram os teus a meio caminho.
Sinto-os a chegar. Deixo a boca entreaberta, um pouco na expectativa, outro tanto para poder absorver ar que me acalme o fogo que sinto.
Sinto os teus dedos nos meus olhos, não queres que te veja a beijar-me. Acho-te tola por isso. Não é um momento que me possas impedir de visualizar. Na minha mente tenho rotas traçadas, gestos definidos, momentos e imagens gravadas, antecipadas pelo desejo bruto da mente.
Sinto os teus lábios a palmilhar terreno, estão tão perto dos meus. Suspendo a respiração por senti-los tão perto. Pensas tu que aguardo o momento em que selamos os lábios, como uma implosão de expectativas, um turbilhão de desejos materializados na carne palpitante das nossas bocas. E o quanto te enganas. Não foi apenas mais um beijo. Foi um realizar de um desejo, sim admito isso, mas não criei expectativas, não empolguei o momento, apenas decidi vive-lo. Vivi aquele beijo, o teu beijo. Comi da paixão incerta dos teus lábios, agrilhoei aquele suspiro selvagem, que podia denunciar as minhas intenções de repetir aquele momento em que nos beijamos, vezes sem conta.
Sinto os nossos dedos a entrelaçar, no mesmo momento que os lábios se descolam. Um acto que se arrasta, como se fossem tiras de velcro a serem afastadas. Em parte porque não queremos que acabe, outra porque assim dita a química dos nossos corpos, e a pele que se apega, na humidade de um beijo.
E à medida que afastas os teus lábios dos meus, os nossos olhos reencontram-se. Volto a vislumbrar a expressão do teu rosto, tu com um sorriso tímido, e um olhar que pede por mais. Eu supostamente com um sorriso infantil, deliciado e sedento por muito mais.
É isto que me ponho a fazer quando não te tenho aqui mais perto, quando não oiço a tua voz ou sinto o calor do teu carinho. Ponho-me a a imaginar sozinho. E mesmo sozinho estou sempre bem acompanhado. Nem que seja por uma doce ilusão.
terça-feira, junho 09, 2009
Como têm de ser as coisas.
Cansado de qualquer sentimento. Renego as emoções, afasto os pensamentos romancistas, recuso-me a sonhar.
De brisa que corre em busca de alguém a quem beijar gentilmente, passo a pedra dura inamovível alheia ao que lhe passa ao lado, sem sentimentos, sem procura, sem andar atrás dos outros.
Estarei que nem pedra ali jogado no meio do nada, sem pensar, sem dizer uma palavra.
Se passares por mim segue o teu caminho. Serei uma daquelas pedras que ao tropeçarem em mim, ou pegam e guardam, ou atiram para longe amaldiçoando.
Desisto de dar mais de mim a quem seja, a partir de agora quem quiser aquilo que sou, aquilo que tenho em mim, terá de cá vir buscar.
Fechou a loja, acabou o tempo.
De brisa que corre em busca de alguém a quem beijar gentilmente, passo a pedra dura inamovível alheia ao que lhe passa ao lado, sem sentimentos, sem procura, sem andar atrás dos outros.
Estarei que nem pedra ali jogado no meio do nada, sem pensar, sem dizer uma palavra.
Se passares por mim segue o teu caminho. Serei uma daquelas pedras que ao tropeçarem em mim, ou pegam e guardam, ou atiram para longe amaldiçoando.
Desisto de dar mais de mim a quem seja, a partir de agora quem quiser aquilo que sou, aquilo que tenho em mim, terá de cá vir buscar.
Fechou a loja, acabou o tempo.
quarta-feira, junho 03, 2009
Primeiro exemplo prático da vida.
Começo a pensar que tudo na vida é um bocado como a caixa de pandora para mim.
Existem coisas que eu tenho mesmo de deixar ficar quietas.
Uma delas são as minhas conclusões motivadas por uma curiosidade.
Depois acontecem coisas como por exemplo, e só a titulo exemplificativo e metafórico. Imaginem que vão a caminhar e mesmo à vossa frente vai a rapariga de quem vocês gostam. Tentam agir de maneira descontraída, tipo "act cool, and stay sharp", um bocado gingão só para não acusar a total falta de estilo e sentido de estar. De repente da mala da rapariga cai um papel no chão, vocês apanham o papel e quando vão para lho devolver ela apressadamente entra num táxi e vai embora. Claro que a cena do táxi é uma cena adulterada, que vos permite e leva a uma escolha. Guardar o papel sem o ler, ou ler o papel e guardar para depois invariavelmente devolver.
Ora bem. Dilema. É a rapariga que gosto, claro que vou respeitar a privacidade, e não vou ler o papel. Provavelmente é uma lista de compras, ou uma coisa sem interesse. E mesmo assim seria interessante se fosse apenas uma lista de compras, sempre a ficava a conhecer melhor, ou se calhar até é um texto que me pode revelar muita coisa, inclusive ajudar-me.
Porra sou fraco e isso não é segredo nenhum, no entanto o papel pode conter um segredo. Tenho de saber, a curiosidade e a necessidade de saber algo sobre quem gostamos é bem maior.
Abrimos o papel, e um texto bem esclarecedor, romântico e frontal descreve tudo aquilo que sonhamos ouvir daquela boca que tanto desejamos. Meu Deus, este texto deixou-me sem ar. E a maneira como ela descreve a outra pessoa, só posso ser eu. Não diz o nome ao certo, mas mas refere várias vezes a letra P., por isso deve mesmo ser o meu nome. Nem acredito, tenho de me conter. Tanta felicidade. Nunca imaginei que ela sentisse isto por mim.
Encontro-a mais tarde e devolvo-lhe o papel embrulhadinho, digo que o deixou cair, que ainda a chamei, mas não fui a tempo de o devolver. Pergunta-me se o li, e eu sorrio confiante e digo que não, e contraponho com a pergunta, se devia ter lido.(isto dito com um sorriso super confiante e piscar de olhos. Afinal de contas eu sei o que lá está escrito, e sei que é para mim)
Aceno com a cabeça de um jeito muito cool, feliz da vida e confiante que agora tenho tudo o que preciso para avançar e toma-la pela cintura, e concretizar toda aquela paixão num beijo que anseio dar-lhe.
Volto atrás para a encontrar. É agora o momento. Estou confiante. Tenho o meu melhor sorriso, e tenho no meio peito prestes a explodir as mais bonitas palavras que me lembrei de lhe poder dizer.
Oiço o som de um disco a riscar. Pára tudo numa pausa violenta. Um choque bruto.
Vejo-a de mão dada e a trocar risos com o Paulo. P. ...de Paulo. Não de Pedro.
Então aquela descrição, aqueles trejeitos todos que me pareciam tão meus, de todo o meu carinho e devoção para com ela afinal.. não eram nada.
Era um P de Paulo e não de Pedro. Eu descobri o maior segredo de alguém que não era eu, embora tivesse acreditado que sim.
Dói. Bastante. É esquisito. Arrependo-me agora de ter aberto aquele papel, e principalmente de ter sonhado. De ter acreditado que temos aquilo que merecemos, que cada um recebe aquilo por que trabalha, que se colhe o que se cultiva, que quando fazemos bem, nos querem bem.
Por essas e por outras, é que eu, este Pedro, prefere deixar as coisas quietas. Se calhar abdico de viver a vida, de sonha-la e de ser feliz, mas por cada vez que o coração se parte, o caco que cai é substituído por pedra, dura e fria.
Existem coisas que eu tenho mesmo de deixar ficar quietas.
Uma delas são as minhas conclusões motivadas por uma curiosidade.
Depois acontecem coisas como por exemplo, e só a titulo exemplificativo e metafórico. Imaginem que vão a caminhar e mesmo à vossa frente vai a rapariga de quem vocês gostam. Tentam agir de maneira descontraída, tipo "act cool, and stay sharp", um bocado gingão só para não acusar a total falta de estilo e sentido de estar. De repente da mala da rapariga cai um papel no chão, vocês apanham o papel e quando vão para lho devolver ela apressadamente entra num táxi e vai embora. Claro que a cena do táxi é uma cena adulterada, que vos permite e leva a uma escolha. Guardar o papel sem o ler, ou ler o papel e guardar para depois invariavelmente devolver.
Ora bem. Dilema. É a rapariga que gosto, claro que vou respeitar a privacidade, e não vou ler o papel. Provavelmente é uma lista de compras, ou uma coisa sem interesse. E mesmo assim seria interessante se fosse apenas uma lista de compras, sempre a ficava a conhecer melhor, ou se calhar até é um texto que me pode revelar muita coisa, inclusive ajudar-me.
Porra sou fraco e isso não é segredo nenhum, no entanto o papel pode conter um segredo. Tenho de saber, a curiosidade e a necessidade de saber algo sobre quem gostamos é bem maior.
Abrimos o papel, e um texto bem esclarecedor, romântico e frontal descreve tudo aquilo que sonhamos ouvir daquela boca que tanto desejamos. Meu Deus, este texto deixou-me sem ar. E a maneira como ela descreve a outra pessoa, só posso ser eu. Não diz o nome ao certo, mas mas refere várias vezes a letra P., por isso deve mesmo ser o meu nome. Nem acredito, tenho de me conter. Tanta felicidade. Nunca imaginei que ela sentisse isto por mim.
Encontro-a mais tarde e devolvo-lhe o papel embrulhadinho, digo que o deixou cair, que ainda a chamei, mas não fui a tempo de o devolver. Pergunta-me se o li, e eu sorrio confiante e digo que não, e contraponho com a pergunta, se devia ter lido.(isto dito com um sorriso super confiante e piscar de olhos. Afinal de contas eu sei o que lá está escrito, e sei que é para mim)
Aceno com a cabeça de um jeito muito cool, feliz da vida e confiante que agora tenho tudo o que preciso para avançar e toma-la pela cintura, e concretizar toda aquela paixão num beijo que anseio dar-lhe.
Volto atrás para a encontrar. É agora o momento. Estou confiante. Tenho o meu melhor sorriso, e tenho no meio peito prestes a explodir as mais bonitas palavras que me lembrei de lhe poder dizer.
Oiço o som de um disco a riscar. Pára tudo numa pausa violenta. Um choque bruto.
Vejo-a de mão dada e a trocar risos com o Paulo. P. ...de Paulo. Não de Pedro.
Então aquela descrição, aqueles trejeitos todos que me pareciam tão meus, de todo o meu carinho e devoção para com ela afinal.. não eram nada.
Era um P de Paulo e não de Pedro. Eu descobri o maior segredo de alguém que não era eu, embora tivesse acreditado que sim.
Dói. Bastante. É esquisito. Arrependo-me agora de ter aberto aquele papel, e principalmente de ter sonhado. De ter acreditado que temos aquilo que merecemos, que cada um recebe aquilo por que trabalha, que se colhe o que se cultiva, que quando fazemos bem, nos querem bem.
Por essas e por outras, é que eu, este Pedro, prefere deixar as coisas quietas. Se calhar abdico de viver a vida, de sonha-la e de ser feliz, mas por cada vez que o coração se parte, o caco que cai é substituído por pedra, dura e fria.
domingo, maio 31, 2009
Depois de pousar a mala.
É tão bom ouvir a pele a crepitar ao sol. Não tive nenhuma queimadura solar assinalável, mas nunca me tinha sabido tão bem estar ao sol na companhia dos amigos.
Única coisa que chateia, é que seja muito tempo ou pouco, ir à praia deixa sempre a malta cansada e na moleza. Não entendo.
Não gosto do calor, aliás abomino calor, mas na praia é o que melhor sabe, o sol a tostar a pele, e o som do mar a acalmar a alma. Que conforto. Que luxo.
No fim das contas foi um excelente fim de semana.
Única coisa que chateia, é que seja muito tempo ou pouco, ir à praia deixa sempre a malta cansada e na moleza. Não entendo.
Não gosto do calor, aliás abomino calor, mas na praia é o que melhor sabe, o sol a tostar a pele, e o som do mar a acalmar a alma. Que conforto. Que luxo.
No fim das contas foi um excelente fim de semana.
quinta-feira, maio 28, 2009
My own encrypted message.
I'm sorry if i can't be everything you wanted me to be. Can't blame me enough to care about you, can't curse me much more to show you what i feel.
I can't break the seal that hides my secrets, you know that there aren't many things i hold from you, but every single thing i lock inside me, is for your own protection against me.
I'm so terribly sorry if my voice can't hold inside when i say that i care for you, i feel so ashamed that my eyes reflect my need for you, i present my condolences towards all the mix feeling you created in me. Don't take me wrong, it's not your fault, blame my tendency to dream, my tendency to fight for some of the things i believe. Blame my non charming personality, because there is no charm in truth, or in the rawness of what i am, or what i want to give.
This is what i am, and what i've got to offer isn't much. I wish i could say take it or leave it, but i can't find an exit if we go into separate ways.
So let me stay beside you, even if you ignore me. Let me stand near you, even if i can't control the sadness, the destruction, caused by your disbelief in me.
I know that you cast me away for my own safety, but i don't feel the need for a safetysuit when i'm around you, i just need an ocassional break to breathe, a simple smile from time to time, couple sweet words when you're in the mood to make me smile.
I don't need pity, i don't need time, i don't need nothing that you could possibly consider the only thing you have left to offer. I just need a bit of you, to call my own.
Maybe a secret nickname between us, our own handshake, i would feel blessed if we had our own signs.
Call me stupid, but i'm lost. Call me week but i'm still here for you. Call me everything you wan, but give me a break and admire my resilience in giving up on you.
Maybe i enjoy the pain, maybe i don't have style to be any other person, i am what i am, and i wont offer you the roots of my soul, just to make you happy.
This is it. Either we stand together and talk, or we stand beside each other in silence.
You're move, my weakness.
I can't break the seal that hides my secrets, you know that there aren't many things i hold from you, but every single thing i lock inside me, is for your own protection against me.
I'm so terribly sorry if my voice can't hold inside when i say that i care for you, i feel so ashamed that my eyes reflect my need for you, i present my condolences towards all the mix feeling you created in me. Don't take me wrong, it's not your fault, blame my tendency to dream, my tendency to fight for some of the things i believe. Blame my non charming personality, because there is no charm in truth, or in the rawness of what i am, or what i want to give.
This is what i am, and what i've got to offer isn't much. I wish i could say take it or leave it, but i can't find an exit if we go into separate ways.
So let me stay beside you, even if you ignore me. Let me stand near you, even if i can't control the sadness, the destruction, caused by your disbelief in me.
I know that you cast me away for my own safety, but i don't feel the need for a safetysuit when i'm around you, i just need an ocassional break to breathe, a simple smile from time to time, couple sweet words when you're in the mood to make me smile.
I don't need pity, i don't need time, i don't need nothing that you could possibly consider the only thing you have left to offer. I just need a bit of you, to call my own.
Maybe a secret nickname between us, our own handshake, i would feel blessed if we had our own signs.
Call me stupid, but i'm lost. Call me week but i'm still here for you. Call me everything you wan, but give me a break and admire my resilience in giving up on you.
Maybe i enjoy the pain, maybe i don't have style to be any other person, i am what i am, and i wont offer you the roots of my soul, just to make you happy.
This is it. Either we stand together and talk, or we stand beside each other in silence.
You're move, my weakness.
segunda-feira, maio 25, 2009
O Passado do Zica
Aqui fica rock português com Zica na bateria. Pois é se calhar não sabiam, mas o Zica em 1981 era baterista dos NZZN.
Mais uma curiosidade Não Querem Ouvir.
sexta-feira, maio 22, 2009
Música para o espírito.
Partilhar com vocês esta linda música. Boa para ouvir na calma da noite, no derramar de uma lágrima, no rasgar do sorriso da pessoa amada.
Uma música que dá para vários tipos de soundtrack.
quarta-feira, maio 20, 2009
A ver se te explico as coisas de modo que entendas.
Gosto de ouvir o teu riso. Mesmo que fosse por uma coisa tonta, que nem entendi bem, adorei ouvir-te rir com vontade.
Acho piada que fiques incomodada quando tento ser meigo contigo, como se isso te assustasse mais do que tudo. Não me importo de fazer a conversa solta do costume, com as ordinarices pelo meio, os insultos a picar, tudo na brincadeira e descontraído, mas de cada vez que sinto em ti, na tua voz, no teu gesto, algo que me diz que não estás bem, quero tanto abraçar-te dar um beijo na cabeça e dizer que vai ficar tudo bem.
Sei que não sou a pessoa que o pode fazer, e talvez nem a que tu queiras que o faça, eu próprio sei que não o posso, mas não deixo de sentir essa vontade.
Não te quero passar a ideia que quero cuidar de ti, mas é mais forte do que eu preocupar-me com as pessoas, principalmente aquelas que fazem parte do meu dia.
Gosto da tua companhia, mesmo quando me deixas calado a ouvir o que fazes, enquanto sou obrigado a olhar para a relva a ser regada, quase como se fosse a imagem que melhor reflecte a minha inutilidade. Tenho pena de não te arrancar mais sorriso, mais risos, mais suspiros, bons momentos durante o dia.
Não pretendo nada com isso. Só fazer parte do teu dia, parte da tua vida. Só quero aquele espaço em que seja preciso, em que sintas a minha falta, e eu a tua, e nada mais. Quero ser parte útil da tua existência, um resto de felicidade, uma voz que te embala e acalma, uns braços que te guardam, um sorriso que te estima, um olhar que te valoriza por quem és.
Gosto de tentar ver para lá do que vendes. Caminhar para além do que me mostras. E tantas são as vezes que penso que é ai que te perco, nesta minha insistência de ir mais além na tua vida, de te ver mais como és.
De abrir alguns dos teus segredos, partilhar alguns dos teus medos, segurar-te a mão e ficar ali contigo.
Não quero mais nada. Apenas quero mostrar-te o que vejo, o que vejo em ti. Quero que vejas o brilho, e tudo o que renegas. Que entendas que és melhor do que pensas, mais alguém do que julgas, que és muito mais do que te deixas ser.
Quero afastar os cabelos que o vento manda para a frente dos teus olhos, afastar os cabelos que se prendem nos teus lábios, sorrir, olhar-te nos olhos e deixar que retires da minha alma a imagem que tenho de ti.
Acho piada que fiques incomodada quando tento ser meigo contigo, como se isso te assustasse mais do que tudo. Não me importo de fazer a conversa solta do costume, com as ordinarices pelo meio, os insultos a picar, tudo na brincadeira e descontraído, mas de cada vez que sinto em ti, na tua voz, no teu gesto, algo que me diz que não estás bem, quero tanto abraçar-te dar um beijo na cabeça e dizer que vai ficar tudo bem.
Sei que não sou a pessoa que o pode fazer, e talvez nem a que tu queiras que o faça, eu próprio sei que não o posso, mas não deixo de sentir essa vontade.
Não te quero passar a ideia que quero cuidar de ti, mas é mais forte do que eu preocupar-me com as pessoas, principalmente aquelas que fazem parte do meu dia.
Gosto da tua companhia, mesmo quando me deixas calado a ouvir o que fazes, enquanto sou obrigado a olhar para a relva a ser regada, quase como se fosse a imagem que melhor reflecte a minha inutilidade. Tenho pena de não te arrancar mais sorriso, mais risos, mais suspiros, bons momentos durante o dia.
Não pretendo nada com isso. Só fazer parte do teu dia, parte da tua vida. Só quero aquele espaço em que seja preciso, em que sintas a minha falta, e eu a tua, e nada mais. Quero ser parte útil da tua existência, um resto de felicidade, uma voz que te embala e acalma, uns braços que te guardam, um sorriso que te estima, um olhar que te valoriza por quem és.
Gosto de tentar ver para lá do que vendes. Caminhar para além do que me mostras. E tantas são as vezes que penso que é ai que te perco, nesta minha insistência de ir mais além na tua vida, de te ver mais como és.
De abrir alguns dos teus segredos, partilhar alguns dos teus medos, segurar-te a mão e ficar ali contigo.
Não quero mais nada. Apenas quero mostrar-te o que vejo, o que vejo em ti. Quero que vejas o brilho, e tudo o que renegas. Que entendas que és melhor do que pensas, mais alguém do que julgas, que és muito mais do que te deixas ser.
Quero afastar os cabelos que o vento manda para a frente dos teus olhos, afastar os cabelos que se prendem nos teus lábios, sorrir, olhar-te nos olhos e deixar que retires da minha alma a imagem que tenho de ti.
segunda-feira, maio 18, 2009
You're full of shit.
Acho piada que te tentes convencer de ser alguém que em ti não vejo. Dos dois qual o mais louco, e qual o mais errado.
Seja como for, não digo que sejas recomendável, nem acredito que não tenhas os teus problemas. De certo não és um anjo de pessoa, nem assim te vejo, mas também não acredito que sejas um lobo em pele de cordeiro.
Podes avisar-me as vezes que quiseres, que não te recomendas, que vais acabar por me magoar, que não andas virada para nada a não ser a crua relação que procuras nas coisas da tua vida, eu sinceramente ignoro. Primeiro porque se tens medo de me magoar, é porque te preocupas, e se te preocupas não podes ser tão má como te pintas. Segundo porque não quero de ti aquilo que se calhar pensas que procuro. Gosto da companhia, e acho-te uma pessoa interessante, e se algum dia acontecer algo que tenha de acontecer logo se verá. Não sonho acordado, deixei-me disso, mas também não dramatizo a coisa ao ponto de ver o mundo como se tudo fosse cru e frio.
Seja como for acho que és uma tretas. Não te pedi nada, nem te ofereci nada, o meu interesse em ti por agora é puramente recreativo. Gosto das conversas, e gosto de pensar que consigo mexer com a tua cabeça, mesmo sabendo que se calhar não o faço, e com noção que tu prontamente o irias negar. Posso não mexer contigo, mas gosto de ser presunçoso o suficiente para pensar que se calhar mexo contigo, e estimulo algo em ti.
No fundo acho que tentas pintar uma imagem de ti, que eu consigo capturar, amarrotar, e ver para lá disso. Se isso te incomodar, tanto melhor, porque assim torna tudo mais interessante.
Não é quente nem frio, nem se pode categorizar como sentimento. Apenas gosto de falar contigo, porque estou entretido, e também gosto de tentar entreter-te.
Seja como for, não digo que sejas recomendável, nem acredito que não tenhas os teus problemas. De certo não és um anjo de pessoa, nem assim te vejo, mas também não acredito que sejas um lobo em pele de cordeiro.
Podes avisar-me as vezes que quiseres, que não te recomendas, que vais acabar por me magoar, que não andas virada para nada a não ser a crua relação que procuras nas coisas da tua vida, eu sinceramente ignoro. Primeiro porque se tens medo de me magoar, é porque te preocupas, e se te preocupas não podes ser tão má como te pintas. Segundo porque não quero de ti aquilo que se calhar pensas que procuro. Gosto da companhia, e acho-te uma pessoa interessante, e se algum dia acontecer algo que tenha de acontecer logo se verá. Não sonho acordado, deixei-me disso, mas também não dramatizo a coisa ao ponto de ver o mundo como se tudo fosse cru e frio.
Seja como for acho que és uma tretas. Não te pedi nada, nem te ofereci nada, o meu interesse em ti por agora é puramente recreativo. Gosto das conversas, e gosto de pensar que consigo mexer com a tua cabeça, mesmo sabendo que se calhar não o faço, e com noção que tu prontamente o irias negar. Posso não mexer contigo, mas gosto de ser presunçoso o suficiente para pensar que se calhar mexo contigo, e estimulo algo em ti.
No fundo acho que tentas pintar uma imagem de ti, que eu consigo capturar, amarrotar, e ver para lá disso. Se isso te incomodar, tanto melhor, porque assim torna tudo mais interessante.
Não é quente nem frio, nem se pode categorizar como sentimento. Apenas gosto de falar contigo, porque estou entretido, e também gosto de tentar entreter-te.
sexta-feira, maio 15, 2009
O telefonema.
Senti que não estavas à espera quando te liguei. Já te disse que não quero nada. Não é por ti nem por mim que insisto, não é por nós que faço as coisas, apenas satisfaço uma vontade.
Gosto de falar contigo. Sinto-me bem. Conversa despreocupada, sempre com um misto de charme e ordinarice.
Gosto muito da tua voz, dos teus trejeitos femininos, dos comportamentos e reacções.
Acho piada, graça, fascínio, o que tu melhor entenderes, a quem tu és.
Peguei no telefone e liguei outra vez. Ocupado. Voltei a ligar. Ocupado. Não desesperei, porque tenho plena noção que não pretendo desistir, porque não tenho nada, absolutamente nada a perder. Finalmente breves e curtas palavras tuas, o suficiente para saciar a vontade de te ouvir, sentir o teu ar surpreso, de quem não acredita que quando digo que não me apetece deixar-te sozinha, e que vou lá estar para ti, um misto de incredibilidade, de emoção, e ao mesmo tempo senti na tua voz um leve toque de desejo que não te voltasse a ligar mais nenhuma vez.
Infelizmente não és tu que decides com quem me dou ou não, e eu gosto muito da tua companhia, e por agora, isso é tudo o quanto te peço. Não me apetece ir embora.
Vou ligar-te outra vez.
Gosto de falar contigo. Sinto-me bem. Conversa despreocupada, sempre com um misto de charme e ordinarice.
Gosto muito da tua voz, dos teus trejeitos femininos, dos comportamentos e reacções.
Acho piada, graça, fascínio, o que tu melhor entenderes, a quem tu és.
Peguei no telefone e liguei outra vez. Ocupado. Voltei a ligar. Ocupado. Não desesperei, porque tenho plena noção que não pretendo desistir, porque não tenho nada, absolutamente nada a perder. Finalmente breves e curtas palavras tuas, o suficiente para saciar a vontade de te ouvir, sentir o teu ar surpreso, de quem não acredita que quando digo que não me apetece deixar-te sozinha, e que vou lá estar para ti, um misto de incredibilidade, de emoção, e ao mesmo tempo senti na tua voz um leve toque de desejo que não te voltasse a ligar mais nenhuma vez.
Infelizmente não és tu que decides com quem me dou ou não, e eu gosto muito da tua companhia, e por agora, isso é tudo o quanto te peço. Não me apetece ir embora.
Vou ligar-te outra vez.
Também decidi aceitar o desafio da minha foto.

Pois é, indo ao Google imagens e colocando o nome completo, aparecia uma imagem do D. Sebastião. Decidi então usar apenas o primeiro e último nome, e a imagem que aparece em primeiro lugar foi esta.
Sinceramente fico assustado. Será que no futuro serei assim? Sinceramente tenho pouco a haver com a imagem, mas adorei o pormenor do cabelo, e em breve vou tentar adoptar o estilo.
quinta-feira, maio 14, 2009
Já não me ria assim ...
Fartei-me de rir, e nesta personagem, revi um misto de muitos dos meus amigos.
quarta-feira, maio 13, 2009
Estragado.
Deliciada nas tuas vontades, és mimada por quem te tomas fazer teu sem intenção de soltar o mais estúpido prisioneiro que se deixou fazer cativo no teu doce relato das palavras.
Fico sem ar. Perco-me no ser. Vem devagar o que espero ver.
Não sei mais. Não sei mais nada. De mim ou de ninguém. Quem me quer, quem me tem.
Não sei. Recuso-me a querer saber, e no entanto agarro pelas pernas quem desejo ver partir.
Sou um paradoxo ambulante, um romântico pedante, sem leito de morte, pois fui morto pela esperança de ver em ti algo mais que não queria, quase que por magia, deixei-me morrer.
Desliguei-me. Suicidei-me amorosamente, como quem põem termo ao que era, e saúda o que será feito do meu corpo, pois a alma abandonou a residência e jaz agora nas mãos de quem pegou e largou.
Sou tão paradoxal que o asco que sinto em ser assim, é de si dicotómico e em nada encaixa no orgulho por sentir da forma que sinto.
Sou inconformado, estragado, usado, abusado, sabido, vendido, entregue a ti, e a quem me quer bem, ou quem bem me quer, mesmo sem pensar que não aguento mais tudo isto.
Quero ver-te ir embora, sentir o salto agulha a sair de cima do meu espírito, onde andavas para trás e para a frente calcando o que restava de mim mesmo.
Desejo intimamente ver-te partir para outros lados, e ainda assim dou por mim a segurar-te na mão impedindo que vás. Não quero ser eu a fugir, quero que sejas tu, não me quero esconder a não ser que seja por baixo de ti.
Não quero que vás, ainda não, não estou pronto para ficar sem ti, mas não aguento estar ao teu pé, tão ausente e indiferente ao que eu não quero que me sejas, mas que corres o risco de ser.
O triste é que no fim, depois de tanto disparate, de tanto escrito sem senso, esta mensagem é para todos e para ninguém.
Fico sem ar. Perco-me no ser. Vem devagar o que espero ver.
Não sei mais. Não sei mais nada. De mim ou de ninguém. Quem me quer, quem me tem.
Não sei. Recuso-me a querer saber, e no entanto agarro pelas pernas quem desejo ver partir.
Sou um paradoxo ambulante, um romântico pedante, sem leito de morte, pois fui morto pela esperança de ver em ti algo mais que não queria, quase que por magia, deixei-me morrer.
Desliguei-me. Suicidei-me amorosamente, como quem põem termo ao que era, e saúda o que será feito do meu corpo, pois a alma abandonou a residência e jaz agora nas mãos de quem pegou e largou.
Sou tão paradoxal que o asco que sinto em ser assim, é de si dicotómico e em nada encaixa no orgulho por sentir da forma que sinto.
Sou inconformado, estragado, usado, abusado, sabido, vendido, entregue a ti, e a quem me quer bem, ou quem bem me quer, mesmo sem pensar que não aguento mais tudo isto.
Quero ver-te ir embora, sentir o salto agulha a sair de cima do meu espírito, onde andavas para trás e para a frente calcando o que restava de mim mesmo.
Desejo intimamente ver-te partir para outros lados, e ainda assim dou por mim a segurar-te na mão impedindo que vás. Não quero ser eu a fugir, quero que sejas tu, não me quero esconder a não ser que seja por baixo de ti.
Não quero que vás, ainda não, não estou pronto para ficar sem ti, mas não aguento estar ao teu pé, tão ausente e indiferente ao que eu não quero que me sejas, mas que corres o risco de ser.
O triste é que no fim, depois de tanto disparate, de tanto escrito sem senso, esta mensagem é para todos e para ninguém.
Que se parta a mesa.
E é no tenebroso silêncio da noite, que bato três vezes com o punho na mesa, e três vezes revelo com o punho batido a minha insatisfação.
É na bruma de uma ausência sentida, que grito duas vezes profundamente, por duas vezes ecoam os gritos mudos de quem se sente só.
Com o pesar da verdade sobre os ombros, por uma vez disse o teu nome, e só por uma vez o amaldiçoei.
Não são os números ou ciclos que me atraiçoam, nem as contas que me baralham, sou capaz de calcular tudo na minha vida. O meu problema são os nomes, que nome dar a quem, quando e porquê?
Levas daqui o meu recado, que em teu nome não cometerei pecado, o maior pecado que me lembro, a alienação de quem sou, por um pouco de quem és. O tão pouco que tens para dar.
É na bruma de uma ausência sentida, que grito duas vezes profundamente, por duas vezes ecoam os gritos mudos de quem se sente só.
Com o pesar da verdade sobre os ombros, por uma vez disse o teu nome, e só por uma vez o amaldiçoei.
Não são os números ou ciclos que me atraiçoam, nem as contas que me baralham, sou capaz de calcular tudo na minha vida. O meu problema são os nomes, que nome dar a quem, quando e porquê?
Levas daqui o meu recado, que em teu nome não cometerei pecado, o maior pecado que me lembro, a alienação de quem sou, por um pouco de quem és. O tão pouco que tens para dar.
domingo, maio 10, 2009
Leram-me o mapa astral, e eu não entendo nada.
SOL EM ÁRIES, ASCENDENTE EM LIBRA - A LUTA POR CAUSAS SOCIAIS
De acordo com a sua hora de nascimento, Pedro, você nasceu com o ascendente em Áries e o Sol em Libra, condição típica de quem nasceu por volta do pôr-do-sol. A projeção do astro-rei para a zona oeste do mapa lhe garante uma compreensão natural do seu próximo, uma condição especial chamada alteridade, que lhe permite reconhecer o outro como outra pessoa com desejos e quereres próprios, e não como uma extensão sua. Tudo isso lhe torna uma pessoa hábil para relacionamentos, que tem um grande respeito pelos processos alheios. Esta é uma qualidade especial e desejada em terapeutas, em pessoas que atendem os outros.
*A poderosa qualidade guerreira de Áries se conjuga ao espírito de justiça libriano, e o resultado é um profundo compromisso com uma ética pessoal e, sobretudo, a coragem de lutar por causas que você considere justas. Cuidado apenas para não descambar para um estilo teórico demais, pois Libra - seu ascendente - é demasiadamente idealista, e Áries tem um lado ingênuo, de modo que nem todos os seus sonhos encontram eco na realidade mundana. Você pode inclusive se desapontar, não entendendo como as pessoas não conseguem "ver a beleza" das suas idéias e motivações, e termina se sentindo como um gênio incompreendido.
Seu anseio por justiça é grande, mas pode ser exagerado, a ponto de você terminar manifestando um lado "Dom Quixote", lutando contra moinhos de vento. Cabe a você aprender a lidar com metas realistas e observar o que é prático e efetivo. Não estou sugerindo que você abdique de seus ideais librianos, mas apenas que saiba esperar o tempo certo. Paciência, afinal, é sempre uma virtude importante a se aprender quando se nasce sob o signo de Áries.
Leram-me o mapa astral, mas como não levo jeito para estas coisas, interpretem vocês e deixem na caixa de comentários as vossas interpretações.
De acordo com a sua hora de nascimento, Pedro, você nasceu com o ascendente em Áries e o Sol em Libra, condição típica de quem nasceu por volta do pôr-do-sol. A projeção do astro-rei para a zona oeste do mapa lhe garante uma compreensão natural do seu próximo, uma condição especial chamada alteridade, que lhe permite reconhecer o outro como outra pessoa com desejos e quereres próprios, e não como uma extensão sua. Tudo isso lhe torna uma pessoa hábil para relacionamentos, que tem um grande respeito pelos processos alheios. Esta é uma qualidade especial e desejada em terapeutas, em pessoas que atendem os outros.
*A poderosa qualidade guerreira de Áries se conjuga ao espírito de justiça libriano, e o resultado é um profundo compromisso com uma ética pessoal e, sobretudo, a coragem de lutar por causas que você considere justas. Cuidado apenas para não descambar para um estilo teórico demais, pois Libra - seu ascendente - é demasiadamente idealista, e Áries tem um lado ingênuo, de modo que nem todos os seus sonhos encontram eco na realidade mundana. Você pode inclusive se desapontar, não entendendo como as pessoas não conseguem "ver a beleza" das suas idéias e motivações, e termina se sentindo como um gênio incompreendido.
Seu anseio por justiça é grande, mas pode ser exagerado, a ponto de você terminar manifestando um lado "Dom Quixote", lutando contra moinhos de vento. Cabe a você aprender a lidar com metas realistas e observar o que é prático e efetivo. Não estou sugerindo que você abdique de seus ideais librianos, mas apenas que saiba esperar o tempo certo. Paciência, afinal, é sempre uma virtude importante a se aprender quando se nasce sob o signo de Áries.
Leram-me o mapa astral, mas como não levo jeito para estas coisas, interpretem vocês e deixem na caixa de comentários as vossas interpretações.
sábado, maio 09, 2009
Por quem procuro, sei o teu nome, e não sei quem és.
O simples ecoar do teu riso, cria em mim as mais orquestrais saudades.
Os teus insultos eram como unhas cravadas nas costas durante o êxtase, nem bom nem mau, eram parte dos nossos jogos, das brincadeiras.
Imaginar as tuas pernas entrelaçadas nas minhas, os pés que brincam, as mãos que se conhecem, dois olhares que se enternecem.
E por gentil toque dos meus dedos nas tuas costas, e caloroso sorriso na tua boca, apelando aos meus lábios o saciar da fome, do desejo mais carente.
Foi decalcando o teu rosto com a ponta dos dedos, que desenhei de ti uma imagem que não tenho, foi no puro ar que me rodeia, naquele que tomou o teu lugar, foi nele que esculpi toda a tua forma, e todos os meus suaves toques, desde o sentir a pele dos teus braços, ao calor das tuas coxas, o ofegar do teu peito, e o teu colo, é nele que imaginariamente deito e repouso a minha cabeça, numa subserviência que pede mimo.
Numa voz doce descrevo-te os meus desejos para contigo, as minhas intenções menos próprias, mas profundamente justificadas, pretendidas e até esperadas.
Alguém ficou de me ligar a noite passada. Alguém ficou de ir comigo ao cinema a noite passada. Alguém ficou de mexer no meu cabelo enquanto sentados olhávamos a lua.
Onde andas tu?
Os teus insultos eram como unhas cravadas nas costas durante o êxtase, nem bom nem mau, eram parte dos nossos jogos, das brincadeiras.
Imaginar as tuas pernas entrelaçadas nas minhas, os pés que brincam, as mãos que se conhecem, dois olhares que se enternecem.
E por gentil toque dos meus dedos nas tuas costas, e caloroso sorriso na tua boca, apelando aos meus lábios o saciar da fome, do desejo mais carente.
Foi decalcando o teu rosto com a ponta dos dedos, que desenhei de ti uma imagem que não tenho, foi no puro ar que me rodeia, naquele que tomou o teu lugar, foi nele que esculpi toda a tua forma, e todos os meus suaves toques, desde o sentir a pele dos teus braços, ao calor das tuas coxas, o ofegar do teu peito, e o teu colo, é nele que imaginariamente deito e repouso a minha cabeça, numa subserviência que pede mimo.
Numa voz doce descrevo-te os meus desejos para contigo, as minhas intenções menos próprias, mas profundamente justificadas, pretendidas e até esperadas.
Alguém ficou de me ligar a noite passada. Alguém ficou de ir comigo ao cinema a noite passada. Alguém ficou de mexer no meu cabelo enquanto sentados olhávamos a lua.
Onde andas tu?
sexta-feira, maio 08, 2009
Começar de novo.
Lavar a cara, e tirar a terra das mãos, enterrar o que era, e esperar que em mim nasça alguém mais forte, diferente, talvez uma pedra assente sob o regime dos outros.
Sangrar a alma, e acalmar a mente.
Vampirismo social, é um fenómeno onde durante o dia somos aceites, e à noite feridos por qualquer luz que brote do comportamento daqueles a quem queremos a voz, o toque, a simples companhia.
Não peço muito, mas por certo vou cada vez dar menos, porque de nada me serve ser como sou.
Fiquei cansado e baixo os braços. Quero voltar às origens, e desaprender a ser como acabei por me tornar. Quero fechar em copas, e guardar toda a luz cá dentro. Se sentir dor, que seja a dor de me ter por companhia, que seja a minha alma a rasgar o dia, a quebrar as paredes de um pranto daquele menino que noutros dias sabia viver sozinho, e hoje em dia, não sabe, não quer, nem sente.
Hei de gelar até que nada mais me doa, e quebrar a incessante vontade de fugir quando me apertam o coração com as mãos.
Já dizia quem me conhece, que sou fraco, e que a minha fraqueza está em não conseguir deixar de ser quem sou.
Resta-me sorrir para o espelho e tapar a cara com a mão. Melhores dias hão de vir.
Não peço muito, mas por certo vou cada vez dar menos, porque de nada me serve ser como sou.
Fiquei cansado e baixo os braços. Quero voltar às origens, e desaprender a ser como acabei por me tornar. Quero fechar em copas, e guardar toda a luz cá dentro. Se sentir dor, que seja a dor de me ter por companhia, que seja a minha alma a rasgar o dia, a quebrar as paredes de um pranto daquele menino que noutros dias sabia viver sozinho, e hoje em dia, não sabe, não quer, nem sente.
Hei de gelar até que nada mais me doa, e quebrar a incessante vontade de fugir quando me apertam o coração com as mãos.
Já dizia quem me conhece, que sou fraco, e que a minha fraqueza está em não conseguir deixar de ser quem sou.
Resta-me sorrir para o espelho e tapar a cara com a mão. Melhores dias hão de vir.
Palhaço de gelo.
Colidiu. Foi um choque entre duas vidas, onde não se ouviram despedidas, apenas o violento embate entre o que ele era, e no que se tornou.
Foi o cansaço que o venceu, a paciência que esmoreceu, e a incompreensão de como funciona o mundo. Sentiu-se incompreendido mesmo quando lhe acenavam com a cabeça em sinal de concordância. Perdeu-se a crença na esperança e a fé nos melhores dias.
Deixou-se levar para algo que não é, negligenciou quem teve, e falhou com quem não tinha.
Era assim a sua vida. Noites a fio no mesmo ciclo. Nunca entendeu porque sentia aquela insatisfação, porque tantas vezes lhe estendiam a mão apenas para o empurrar e nunca para o puxar. Não pedira nada a não ser uma oportunidade de ser aceite, de olharem para ele como era, mesmo que fosse alguém já raro e estimado, não era apreciado, não mais que um palhaço.
Inverteu os papeis. Era uma espécie de ser estranho, um palhaço sem mascara, um palhaço sem graça, um palhaço que não escondia o rosto, e abria o peito rasgado, dando de si o melhor que tinha. Pegaram-lhe fogo no seu peito, atiraram-lhe as tintas para a cara, com o dedo desenharam-lhe uma boca triste, como se fosse mais um boneco de porcelana que apenas servia para brincar em alguns momentos. Ataram-lhe cordéis à volta dos membros, os estigmas que os outros sofreram, eram agora os fios que puxavam para fazer dançar este boneco. Eram fios de aço que lhe cortavam a pele, que lhe laceravam a carne, como um fio pálido e metálico onde escorria o sangue vermelho dor. Vermelho dor era a cor com que lhe pintaram a boca, o sorriso triste com que o presentearam, e quase que em tom de troça gritavam, "Dança! Dança! Porque quem és diverte mais do que encanta.".
O mais triste, foi descobrir que no fundo, era vitima de si mesmo. Já por vezes tinha pensado em borrar a cara, esquecer as regras e viver para si mesmo, mas o palhaço, que outro nome não se lhe ajeita, era aquilo que mais se enaltecia, e ao mesmo tempo aquilo que mais despreza em si mesmo.
É errado sermos como achamos que temos direito de ser, o mundo é frio e poucas dúvidas disso mesmo restam em cada noite que se via calado pelas vozes que a ele apelavam conforto, carinho, e compreensão.
Cada vez que lhe dizem que é bonita a forma como ele é, e depois lhe demonstram o que isso trás, é uma chapada de mão aberta, uma angustia que se aperta, e um coração que mirra, pouco a pouco, até se tornar num pequeno cubo de gelo para refrescar a bebida amarga que um dia foi obrigado a beber.
Muitos lhe apontaram que não era nenhuma vítima, e de facto só seria vitima de si mesmo, e da maneira como se entrega.
Foi o cansaço que o venceu, a paciência que esmoreceu, e a incompreensão de como funciona o mundo. Sentiu-se incompreendido mesmo quando lhe acenavam com a cabeça em sinal de concordância. Perdeu-se a crença na esperança e a fé nos melhores dias.
Deixou-se levar para algo que não é, negligenciou quem teve, e falhou com quem não tinha.
Era assim a sua vida. Noites a fio no mesmo ciclo. Nunca entendeu porque sentia aquela insatisfação, porque tantas vezes lhe estendiam a mão apenas para o empurrar e nunca para o puxar. Não pedira nada a não ser uma oportunidade de ser aceite, de olharem para ele como era, mesmo que fosse alguém já raro e estimado, não era apreciado, não mais que um palhaço.
Inverteu os papeis. Era uma espécie de ser estranho, um palhaço sem mascara, um palhaço sem graça, um palhaço que não escondia o rosto, e abria o peito rasgado, dando de si o melhor que tinha. Pegaram-lhe fogo no seu peito, atiraram-lhe as tintas para a cara, com o dedo desenharam-lhe uma boca triste, como se fosse mais um boneco de porcelana que apenas servia para brincar em alguns momentos. Ataram-lhe cordéis à volta dos membros, os estigmas que os outros sofreram, eram agora os fios que puxavam para fazer dançar este boneco. Eram fios de aço que lhe cortavam a pele, que lhe laceravam a carne, como um fio pálido e metálico onde escorria o sangue vermelho dor. Vermelho dor era a cor com que lhe pintaram a boca, o sorriso triste com que o presentearam, e quase que em tom de troça gritavam, "Dança! Dança! Porque quem és diverte mais do que encanta.".
O mais triste, foi descobrir que no fundo, era vitima de si mesmo. Já por vezes tinha pensado em borrar a cara, esquecer as regras e viver para si mesmo, mas o palhaço, que outro nome não se lhe ajeita, era aquilo que mais se enaltecia, e ao mesmo tempo aquilo que mais despreza em si mesmo.
É errado sermos como achamos que temos direito de ser, o mundo é frio e poucas dúvidas disso mesmo restam em cada noite que se via calado pelas vozes que a ele apelavam conforto, carinho, e compreensão.
Cada vez que lhe dizem que é bonita a forma como ele é, e depois lhe demonstram o que isso trás, é uma chapada de mão aberta, uma angustia que se aperta, e um coração que mirra, pouco a pouco, até se tornar num pequeno cubo de gelo para refrescar a bebida amarga que um dia foi obrigado a beber.
Muitos lhe apontaram que não era nenhuma vítima, e de facto só seria vitima de si mesmo, e da maneira como se entrega.
segunda-feira, maio 04, 2009
Diário de Bordo na vida de um matrapilho.
Estou indeciso se a minha vida neste momento parece uma novela, ou um filme muito rasca, mas vai dar quase ao mesmo.
Gostava de procurar estabilidade para a minha vida, companhia, até uma certa rotina, e viver a vida de modo mais descansado.
Nestes últimos tempos tido sido tudo menos isso, e a minha cabeça nunca se sentiu tão cansada, a minha alma tão gasta e o meu corpo tão violentamente pontapeado.
Tenho comido pouco e a más horas, e é quando como, por exemplo neste momento a última coisa que comi foi à 24 horas atrás. E muitos dos dias teem sido assim.
O telemóvel tem ficado sem bateria mais vezes, quando noutros tempos só o metia a carregar de 3 em 3 dias, nesta semana não houve dia que não tivesse de ser ligado à corrente.
Tenho andado para cá e para lá a tentar descobrir as coisas que quero, o que está destinado a completar-me mesmo que por tempo indeterminado.
Tenho prioridades desreguladas, vontades animalescas por domar, não sei que passo dar primeiro, e onde cair depois. Eu sei que vou cair não tarda, e vou cair não de um estado de graça ou do altar dos aventurados, mas vou cair do chão, vou cair mais abaixo de onde cai da última vez.
No meio disto tudo tenho pena de muita coisa. Tenho pena de não ter coragem para enfrentar mais desafios, porque sei que volta e meia iriam atormentar-me, tenho pena de me ter desligado de muitas coisas que gosto de fazer, porque passei a dedicar o meu tempo a outras coisas que se calhar não merecem esse tempo. Tenho pena de me ter desligado e de já não estar com os meus verdadeiros amigos desde sei lá quando, e passo a vida no combina e desmarca por vontade alheia, e porque por algum motivo que ainda não consegui entender surgem problemas que em nada são mais importantes resolver, do que passar tempo com os meus amigos, mas no fim sou forçado a resolve-los para que mais tarde não se propaguem ou aumentem de tamanho.
Eu sou uma pessoa simples que não tem problema nenhum em viver uma vida complexa, mas que no entanto começa a ficar farto de gente complexa que pensa que a vida deve ser levada como algo puramente simples.
De facto as coisas podem ser muito mais simples, mas de modo algum será a vida que tem de ser simplificada, tão somente será preciso que as pessoas simplifiquem o que sentem, os seus desejos e anseios.
Gostava de procurar estabilidade para a minha vida, companhia, até uma certa rotina, e viver a vida de modo mais descansado.
Nestes últimos tempos tido sido tudo menos isso, e a minha cabeça nunca se sentiu tão cansada, a minha alma tão gasta e o meu corpo tão violentamente pontapeado.
Tenho comido pouco e a más horas, e é quando como, por exemplo neste momento a última coisa que comi foi à 24 horas atrás. E muitos dos dias teem sido assim.
O telemóvel tem ficado sem bateria mais vezes, quando noutros tempos só o metia a carregar de 3 em 3 dias, nesta semana não houve dia que não tivesse de ser ligado à corrente.
Tenho andado para cá e para lá a tentar descobrir as coisas que quero, o que está destinado a completar-me mesmo que por tempo indeterminado.
Tenho prioridades desreguladas, vontades animalescas por domar, não sei que passo dar primeiro, e onde cair depois. Eu sei que vou cair não tarda, e vou cair não de um estado de graça ou do altar dos aventurados, mas vou cair do chão, vou cair mais abaixo de onde cai da última vez.
No meio disto tudo tenho pena de muita coisa. Tenho pena de não ter coragem para enfrentar mais desafios, porque sei que volta e meia iriam atormentar-me, tenho pena de me ter desligado de muitas coisas que gosto de fazer, porque passei a dedicar o meu tempo a outras coisas que se calhar não merecem esse tempo. Tenho pena de me ter desligado e de já não estar com os meus verdadeiros amigos desde sei lá quando, e passo a vida no combina e desmarca por vontade alheia, e porque por algum motivo que ainda não consegui entender surgem problemas que em nada são mais importantes resolver, do que passar tempo com os meus amigos, mas no fim sou forçado a resolve-los para que mais tarde não se propaguem ou aumentem de tamanho.
Eu sou uma pessoa simples que não tem problema nenhum em viver uma vida complexa, mas que no entanto começa a ficar farto de gente complexa que pensa que a vida deve ser levada como algo puramente simples.
De facto as coisas podem ser muito mais simples, mas de modo algum será a vida que tem de ser simplificada, tão somente será preciso que as pessoas simplifiquem o que sentem, os seus desejos e anseios.
segunda-feira, abril 27, 2009
Coisas que nunca fiz, e coisas que tenho de fazer.
Nunca o fiz, e foi uma realidade nova.
Nunca tinha tido um dia bonito que depois da meia noite se tenha tornado em algo completamente diferente.
Nunca tinha entrado num bar ou café e pedido um copo de whisky, bebido de uma assentada, posto uma nota na mesa e sair de seguida em tão poucos segundos, sem olhar para uma única cara presente, num sitio cheio de gente.
Nunca tinha tido vontade de deixar de ser quem sou, e ser quem eu tenho de ser.
Nunca me passou pela cabeça que a minha maneira de ser fosse tão má para mim, ao ponto de pensar seriamente que se me tornar num cabrão frio e desgostoso, fosse realmente aquilo que preciso para a minha vida.
Foi a primeira vez que apeteceu-me chorar e não chorei, e recuso-me a chorar, a desabafar com alguém, quero usar este amargo que tenho, quero com ele criar uma distância do que sou, perder noção disso, e pensar que se não me conseguir livrar da maneira que sou com os outros, ao menos que desconheça isso, e passe a culpar algo que não eu.
Nunca tinha pensado em evitar conhecer a realidade, nem que a verdade era tão cabrona, acho que vivia bem com uma mentira demasiado boa para se notar, ou suficientemente aceitável para me fazer ignorar a realidade que sou.
Tudo isto em menos de meia hora.
E amanhã para mal dos meus pecados, mesmo daqueles que podia ter cometido e não cometi, amanhã talvez acorde para a infelicidade de continuar a ser quem sou e como sou.
Nada muda, só o facto de ter visto mais uma vez a minha realidade.
Não quero ser crescido, não quero ser o homenzinho das situações, só quero que por uma vez as coisas fossem como eu lutei para que fossem, e que um dia alguém me compreenda, e aceite, que alguém um dia veja em mim o que realmente diz ver.
Amanhã se calhar volto ao mesmo, mas até ir dormir, serei uma pessoa diferente.
Nunca tinha tido um dia bonito que depois da meia noite se tenha tornado em algo completamente diferente.
Nunca tinha entrado num bar ou café e pedido um copo de whisky, bebido de uma assentada, posto uma nota na mesa e sair de seguida em tão poucos segundos, sem olhar para uma única cara presente, num sitio cheio de gente.
Nunca tinha tido vontade de deixar de ser quem sou, e ser quem eu tenho de ser.
Nunca me passou pela cabeça que a minha maneira de ser fosse tão má para mim, ao ponto de pensar seriamente que se me tornar num cabrão frio e desgostoso, fosse realmente aquilo que preciso para a minha vida.
Foi a primeira vez que apeteceu-me chorar e não chorei, e recuso-me a chorar, a desabafar com alguém, quero usar este amargo que tenho, quero com ele criar uma distância do que sou, perder noção disso, e pensar que se não me conseguir livrar da maneira que sou com os outros, ao menos que desconheça isso, e passe a culpar algo que não eu.
Nunca tinha pensado em evitar conhecer a realidade, nem que a verdade era tão cabrona, acho que vivia bem com uma mentira demasiado boa para se notar, ou suficientemente aceitável para me fazer ignorar a realidade que sou.
Tudo isto em menos de meia hora.
E amanhã para mal dos meus pecados, mesmo daqueles que podia ter cometido e não cometi, amanhã talvez acorde para a infelicidade de continuar a ser quem sou e como sou.
Nada muda, só o facto de ter visto mais uma vez a minha realidade.
Não quero ser crescido, não quero ser o homenzinho das situações, só quero que por uma vez as coisas fossem como eu lutei para que fossem, e que um dia alguém me compreenda, e aceite, que alguém um dia veja em mim o que realmente diz ver.
Amanhã se calhar volto ao mesmo, mas até ir dormir, serei uma pessoa diferente.
A dor daqueles que lutam.
Não vou desistir de uma felicidade que nasceu em mim, mas hoje certamente senti a amargura de tentar ser eu mesmo.
Maldito o dia em que nasci como sou, e tentei dar o melhor de mim a quem quis, mas sabe tão bem fazer alguém, feliz, sabe bem a felicidade que dai retiro.
Depois de dois dias com o melhor sabor na boca, de sentir na pele os melhores e mais felizes toques, agora uma amargura invade-me a boca, um sentimento envenena-me o corpo.
Não vou desistir, mas sei que agora estou coxo.
Maldito o dia em que nasci como sou, e tentei dar o melhor de mim a quem quis, mas sabe tão bem fazer alguém, feliz, sabe bem a felicidade que dai retiro.
Depois de dois dias com o melhor sabor na boca, de sentir na pele os melhores e mais felizes toques, agora uma amargura invade-me a boca, um sentimento envenena-me o corpo.
Não vou desistir, mas sei que agora estou coxo.
terça-feira, abril 21, 2009
Começo a sentir o calor de uma certa luz sobre o meu rosto que sorri, por ti.
Conversa do tipo..
A - Fico feliz por ver que estás bem, tenho lido os teus textos, e pareces feliz.
Eu - Pois mas aqueles textos não passam de criação minha, de imaginação, uma forma de exorcizar aquele demónio que em mim existe, que não me permite ligar o desejo e a vontade.
A - Mas ao imaginares isso tudo, não vives já um bocado desse mundo? És tu que crias a tua própria realidade naquilo que escreves e descreves.
Eu - Acaba por não passar de imaginação criatividade e uma vontade de viver tais anseios, mas daí a ser uma base sólida da realidade que eu vivo, não me parece.
A - Tudo é criado, e no teu caso uma fantástica criação, que poderias querer mais?
Eu - Queria uma realidade, crua e pura. bruta e nua.
Sou como sou e sei que vivo o que digo, seja de que forma for, e se calhar nos últimos posts, vivo uma realidade bem mais perto do que algum dia esperei, e em criações mais antigas, onde idealizava alguém com quem as viver, pode se ter dado o caso de encontrar a pessoa certa. Acho que não está assim tão longe a materialização do sonho, só que tenho uma enorme necessidade de lhe dar um beijo, encostar a minha testa na dela, suspirar e dizer que finalmente encontrei aquela pessoa que foi capaz de me tirar o chão por debaixo dos pés, de me encantar profundamente, alguém que acima de um enorme carinho que sinto, tenho uma grande admiração por quem é, pelo que já viveu, e a forma linda que tem nos seus jeitos de ser.
Talvez comece a dar razão a A. quando me diz que um dia serei feliz, e que está tudo mais perto do que imagino. Começo a acreditar nisso, e a resposta aos meus anseios, pode estar para breve.
A - Fico feliz por ver que estás bem, tenho lido os teus textos, e pareces feliz.
Eu - Pois mas aqueles textos não passam de criação minha, de imaginação, uma forma de exorcizar aquele demónio que em mim existe, que não me permite ligar o desejo e a vontade.
A - Mas ao imaginares isso tudo, não vives já um bocado desse mundo? És tu que crias a tua própria realidade naquilo que escreves e descreves.
Eu - Acaba por não passar de imaginação criatividade e uma vontade de viver tais anseios, mas daí a ser uma base sólida da realidade que eu vivo, não me parece.
A - Tudo é criado, e no teu caso uma fantástica criação, que poderias querer mais?
Eu - Queria uma realidade, crua e pura. bruta e nua.
Sou como sou e sei que vivo o que digo, seja de que forma for, e se calhar nos últimos posts, vivo uma realidade bem mais perto do que algum dia esperei, e em criações mais antigas, onde idealizava alguém com quem as viver, pode se ter dado o caso de encontrar a pessoa certa. Acho que não está assim tão longe a materialização do sonho, só que tenho uma enorme necessidade de lhe dar um beijo, encostar a minha testa na dela, suspirar e dizer que finalmente encontrei aquela pessoa que foi capaz de me tirar o chão por debaixo dos pés, de me encantar profundamente, alguém que acima de um enorme carinho que sinto, tenho uma grande admiração por quem é, pelo que já viveu, e a forma linda que tem nos seus jeitos de ser.
Talvez comece a dar razão a A. quando me diz que um dia serei feliz, e que está tudo mais perto do que imagino. Começo a acreditar nisso, e a resposta aos meus anseios, pode estar para breve.
Recordar textos antigos, e hábitos que perduram.
A beleza perdida na rua das putas
Tundra do silêncio entre gentes que se perdem e jamais se encontram apenas no olhar de quem procura.
Noite de breu onde o frio recorta silhuetas sem sombras, onde o brilho se faz pelos olhos felinos dos amantes espalhados nessa rua batida por passos sem rumo.
Mãos que desapertam a roupa enquanto outras apertam a carne de quem desejam, o beijo no corpo e o entrelaçar das línguas, o ofegante riso de quem espera prazer muito em breve.
Paredes caiadas de gente encostada ao cimento e tijolo onde se apoiam os desejos carnais de toda aquela gente que se envolve em brutos embates.
Sem beijos ou afagos, matam-se as fomes de anseio por um gozo barato, mas não gratuito. Perna alçada e calça no chão, sem suspiros ou sinais de paixão, é acalmado o sedento sentido de deleito carnal.
Gemidos ao de leve não irrompem o forte silêncio de uma clandestinidade descoberta, num ar que se desperta carregado de cheiro a tabaco e álcool que afoga a necessidade de calar a consciência.
Lábios que percorrem o corpo e nunca se tocam, olhares que não se cruzam quando os corpos se penetram, mãos frias que agarram sem carinho.
Não é lugar para a paixão, é um sítio onde se satisfazem as vontades básicas sem delícia, um amor comercial como tudo mais o que os acompanha.
Começa a chover levemente, não é o suficiente para lavar a rua dos seus pecados, e os pecados daquelas gentes que se consomem em fogo no meio da calçada da libido.
Não se trocam conversas, bocas cheias embora mudas, sem nada que dizer. Parcos gemidos e suaves esbaforidos de prazer, o roçar dos corpos e demais toques, a chuva que cai, de resto tudo o mais era silêncio.
No meio de todo aquele ambiente onde as almas burlescamente eram símbolos mórbidos e ausentes, debaixo de uma das únicas luzes que funcionavam naquela rua estava sozinha uma rapariga com ar de anjo perdido nos gritos e suplícios de almas perdidas em dor.
A chuva que lhe cai no rosto não deixa perceber se ali se agregavam lágrimas, naquele lindo rosto triste e distante, dava a entender que não pertencia aquele lugar.
De pele morena e lábios ruborizados por um fogo que lhe vem da alma, ao contrário das outras não tinha um olhar vazio, tinha um olhar perdido, totalmente confiante que não deveria fazer parte daquele meio.
A tremer ligeiramente com o frio, procurava qualquer coisa na sua bolsa, talvez cigarros ou o isqueiro. Tirou de lá um espelho, mas talvez já muito fustigada pelo cansaço daquela vida e pelos tremores deixou-o cair no chão, e levou as mãos ao rosto.
Quando se preparava para o levantar do chão molhado e frio, viu uma mão a apanhar o espelho.
Apanhei aquele espelho e dei-lho com um sorriso tímido e gesto brando.
O seu rosto não mudou como esperava, não vislumbrava o mais ténue sorriso, só denotei espanto num rosto ainda mais apreensivo, e da sua boca nem um sopro quanto mais uma palavra.
Voltei a sorrir-lhe e com um leve aceno de cabeça virei costas e voltei a apresar o meu rumo.
Por algum motivo parei, devolvi ao passado os dois ou três passos que tinha dado, voltei-me para a rapariga e disse-lhe.
- Não procures o teu reflexo no espelho, porque não o têm os anjos. Nem tão mais precisam de admirar a sua beleza que dentro do seu ser é tão certa de existir.
- Se te aflige a dúvida de onde é o teu lugar neste mundo, uma coisa tens por certa, não é definitivamente nesta rua.
Acabado o que por impulso tinha de dizer, sorri e voltei a seguir o meu caminho.
- Obrigado. - disse ela.
E num ligeiro olhar por cima do ombro vi que lhe tinha arrancado um sorriso, um dos únicos que tinham sido dados e sentidos naquela rua, onde tinha sempre andado esquecida a mais singela amostra de felicidade.
No dia seguinte como rotina mansa de regresso a casa e por obrigação geográfica, tornei a passar naquela rua. Mais uma vez, e como era costume, avançava a passo célere e a fitar o chão, e num relance oculto tentava dar pela presença da rapariga da outra noite.
Não a vi por lá, nem por ali perto. Não naquela noite nem nas muitas outras que se seguiram.
Assim compreendi que algo no mundo mudou não porque eu falei, mas porque alguém me ouviu.
Pedro - 14 Janeiro 2008
Estive a recordar velhos textos, e de muitos que li, este talvez seja aquele que demonstra mais o que sou, a necessidade de arrancar sorrisos, de dar valor às pessoas, e de viver o mundo com um olhar romântico. Cada vez mais tenho a certeza que fui feito para outras épocas. Volto a rever este texto, passado mais de um ano, e continuo a ser a mesma pessoa, não mudei, não sei mudar, e talvez não queira mudar.
Entrego-me assim a uma vida dependente da compaixão das pessoas, por alguém que não conseguindo deixar de ser romântico, sofre com isso, a descriminação de quem sonha em viver o sonho, e vive para gostar dos outros. Acabo por ter prazer nesse castigo.
Tundra do silêncio entre gentes que se perdem e jamais se encontram apenas no olhar de quem procura.
Noite de breu onde o frio recorta silhuetas sem sombras, onde o brilho se faz pelos olhos felinos dos amantes espalhados nessa rua batida por passos sem rumo.
Mãos que desapertam a roupa enquanto outras apertam a carne de quem desejam, o beijo no corpo e o entrelaçar das línguas, o ofegante riso de quem espera prazer muito em breve.
Paredes caiadas de gente encostada ao cimento e tijolo onde se apoiam os desejos carnais de toda aquela gente que se envolve em brutos embates.
Sem beijos ou afagos, matam-se as fomes de anseio por um gozo barato, mas não gratuito. Perna alçada e calça no chão, sem suspiros ou sinais de paixão, é acalmado o sedento sentido de deleito carnal.
Gemidos ao de leve não irrompem o forte silêncio de uma clandestinidade descoberta, num ar que se desperta carregado de cheiro a tabaco e álcool que afoga a necessidade de calar a consciência.
Lábios que percorrem o corpo e nunca se tocam, olhares que não se cruzam quando os corpos se penetram, mãos frias que agarram sem carinho.
Não é lugar para a paixão, é um sítio onde se satisfazem as vontades básicas sem delícia, um amor comercial como tudo mais o que os acompanha.
Começa a chover levemente, não é o suficiente para lavar a rua dos seus pecados, e os pecados daquelas gentes que se consomem em fogo no meio da calçada da libido.
Não se trocam conversas, bocas cheias embora mudas, sem nada que dizer. Parcos gemidos e suaves esbaforidos de prazer, o roçar dos corpos e demais toques, a chuva que cai, de resto tudo o mais era silêncio.
No meio de todo aquele ambiente onde as almas burlescamente eram símbolos mórbidos e ausentes, debaixo de uma das únicas luzes que funcionavam naquela rua estava sozinha uma rapariga com ar de anjo perdido nos gritos e suplícios de almas perdidas em dor.
A chuva que lhe cai no rosto não deixa perceber se ali se agregavam lágrimas, naquele lindo rosto triste e distante, dava a entender que não pertencia aquele lugar.
De pele morena e lábios ruborizados por um fogo que lhe vem da alma, ao contrário das outras não tinha um olhar vazio, tinha um olhar perdido, totalmente confiante que não deveria fazer parte daquele meio.
A tremer ligeiramente com o frio, procurava qualquer coisa na sua bolsa, talvez cigarros ou o isqueiro. Tirou de lá um espelho, mas talvez já muito fustigada pelo cansaço daquela vida e pelos tremores deixou-o cair no chão, e levou as mãos ao rosto.
Quando se preparava para o levantar do chão molhado e frio, viu uma mão a apanhar o espelho.
Apanhei aquele espelho e dei-lho com um sorriso tímido e gesto brando.
O seu rosto não mudou como esperava, não vislumbrava o mais ténue sorriso, só denotei espanto num rosto ainda mais apreensivo, e da sua boca nem um sopro quanto mais uma palavra.
Voltei a sorrir-lhe e com um leve aceno de cabeça virei costas e voltei a apresar o meu rumo.
Por algum motivo parei, devolvi ao passado os dois ou três passos que tinha dado, voltei-me para a rapariga e disse-lhe.
- Não procures o teu reflexo no espelho, porque não o têm os anjos. Nem tão mais precisam de admirar a sua beleza que dentro do seu ser é tão certa de existir.
- Se te aflige a dúvida de onde é o teu lugar neste mundo, uma coisa tens por certa, não é definitivamente nesta rua.
Acabado o que por impulso tinha de dizer, sorri e voltei a seguir o meu caminho.
- Obrigado. - disse ela.
E num ligeiro olhar por cima do ombro vi que lhe tinha arrancado um sorriso, um dos únicos que tinham sido dados e sentidos naquela rua, onde tinha sempre andado esquecida a mais singela amostra de felicidade.
No dia seguinte como rotina mansa de regresso a casa e por obrigação geográfica, tornei a passar naquela rua. Mais uma vez, e como era costume, avançava a passo célere e a fitar o chão, e num relance oculto tentava dar pela presença da rapariga da outra noite.
Não a vi por lá, nem por ali perto. Não naquela noite nem nas muitas outras que se seguiram.
Assim compreendi que algo no mundo mudou não porque eu falei, mas porque alguém me ouviu.
Pedro - 14 Janeiro 2008
Estive a recordar velhos textos, e de muitos que li, este talvez seja aquele que demonstra mais o que sou, a necessidade de arrancar sorrisos, de dar valor às pessoas, e de viver o mundo com um olhar romântico. Cada vez mais tenho a certeza que fui feito para outras épocas. Volto a rever este texto, passado mais de um ano, e continuo a ser a mesma pessoa, não mudei, não sei mudar, e talvez não queira mudar.
Entrego-me assim a uma vida dependente da compaixão das pessoas, por alguém que não conseguindo deixar de ser romântico, sofre com isso, a descriminação de quem sonha em viver o sonho, e vive para gostar dos outros. Acabo por ter prazer nesse castigo.
Messing with the minds of most of you.
Talvez alguém possa pensar que a loucura invade-me o espírito como se estivesse a alma a ser possuída por outras vozes, e que ando a escrever textos, a escrever com outro nome e a dedica-los a mim.
Talvez seja isso mesmo. Já me vieram perguntar se estive em Praga, porque não acreditam que eu possa criar, imaginando, falando para dentro de mim.
Será tudo um mistério, e ficará tudo envolto em bruma, um segredo que perfuma aquilo que vejo em mim, e que talvez os outros não vejam. Se calhar não passa de publicidade, ou talvez haja alguém que me veja como sou e o que tenho de bom.
Talvez seja isso mesmo. Já me vieram perguntar se estive em Praga, porque não acreditam que eu possa criar, imaginando, falando para dentro de mim.
Será tudo um mistério, e ficará tudo envolto em bruma, um segredo que perfuma aquilo que vejo em mim, e que talvez os outros não vejam. Se calhar não passa de publicidade, ou talvez haja alguém que me veja como sou e o que tenho de bom.
Ilusões?
Sonhei algum dia alguém como tu... delineei os teus traços, esperei demasiado tempo pelos teus braços e agora começo a compreender que há sonhos que podem, na realidade, adquirir contornos reais.
O tempo passa, segundo a segundo, minuto a minuto, lento, quase torturante, na ansiedade de te poder tocar, sentir-te mais perto, à distância de sentir a tua respiração no meu pescoço... de sentir o teu cheiro invadir-me o corpo e desnortear-me os sentidos... Será tudo isto um profundo sonho, desejado durante anos e anos, que está cada vez mais perto de tocar a realidade?
Não há ser humano que não sonhe, que não idealize, que não aspire sempre uma realidade superior, porém não é agradável, de todo, vermos cair sonhos por terra, sentirmos que os nossos projectos não têm pernas para andar... Provas-me a cada dia que passa que é possível e será que realmente o é? Quão grande é a possibilidade? Por agora será apenas isso, uma possibilidade, algo que me atrai como um íman a arriscar.
Deixa-me acreditar que ainda tenho dois caminhos e que há sempre aquela escapatória pela qual tanto ansiamos quando vemos que não há mais caminho para andar... Mostra-me que não vou precisar dela!
Permite-me que deixe de sonhar, para passar a viver... sentir cada toque, cada beijo, cada suspiro. Perder-me nos teus braços sem razão ou explicação. Tocar nos teus cabelos, longe de olhares desconfiados e recriminadores. Simplesmente ficar em silêncio quando as palavras não são mais precisas.
Deixa o sonho ganhar asas...
Para ti Pedro, com "aquele" sentimento.
Joana
O tempo passa, segundo a segundo, minuto a minuto, lento, quase torturante, na ansiedade de te poder tocar, sentir-te mais perto, à distância de sentir a tua respiração no meu pescoço... de sentir o teu cheiro invadir-me o corpo e desnortear-me os sentidos... Será tudo isto um profundo sonho, desejado durante anos e anos, que está cada vez mais perto de tocar a realidade?
Não há ser humano que não sonhe, que não idealize, que não aspire sempre uma realidade superior, porém não é agradável, de todo, vermos cair sonhos por terra, sentirmos que os nossos projectos não têm pernas para andar... Provas-me a cada dia que passa que é possível e será que realmente o é? Quão grande é a possibilidade? Por agora será apenas isso, uma possibilidade, algo que me atrai como um íman a arriscar.
Deixa-me acreditar que ainda tenho dois caminhos e que há sempre aquela escapatória pela qual tanto ansiamos quando vemos que não há mais caminho para andar... Mostra-me que não vou precisar dela!
Permite-me que deixe de sonhar, para passar a viver... sentir cada toque, cada beijo, cada suspiro. Perder-me nos teus braços sem razão ou explicação. Tocar nos teus cabelos, longe de olhares desconfiados e recriminadores. Simplesmente ficar em silêncio quando as palavras não são mais precisas.
Deixa o sonho ganhar asas...
Para ti Pedro, com "aquele" sentimento.
Joana
segunda-feira, abril 20, 2009
Hold me, grab me, take me.
I want to break the flower, counting time hour after hour, waiting, wishing, a sign from you.
I need to feed my mind, with voices i find, jumping all around my head, and then finally break down and fall in bed. I can say i do, i would do it for you, i can make us a dream, and then feed it with a thin, thin peace of hope, every hour every day.
I'm not lost, and i will be fine, i know that some one out there is listening to the same song i am, so i believe i really can, be that one, your ideal man.
Smile to me, do it like you meant to light up my day, please sit next to me and stay, just don't go away, not right now, and not without taking me with you.
Sitting back to back, looking at the same sky, i know that one day your heart will be mine, i just have to keep supporting you, holding you next to me, making possible to live something that became more than a dream, it became a need.
I need, so much, just like air to breathe, or the hope which my soul i feed, i need, your eyes on me, watching closely, making me see, how much i need you to be, my one song, that lovely lullaby.
Reach to me, grab my hand and hold my heart, let's run together for that wanted start, let's be something as one. Drop the fear, come to me, get near my arms, i will hold you tight, because you are my sunlight, my darkness, the scream or the silence, you're my everything, and the empty space in my life. Grab me and i will be yours.
I need to feed my mind, with voices i find, jumping all around my head, and then finally break down and fall in bed. I can say i do, i would do it for you, i can make us a dream, and then feed it with a thin, thin peace of hope, every hour every day.
I'm not lost, and i will be fine, i know that some one out there is listening to the same song i am, so i believe i really can, be that one, your ideal man.
Smile to me, do it like you meant to light up my day, please sit next to me and stay, just don't go away, not right now, and not without taking me with you.
Sitting back to back, looking at the same sky, i know that one day your heart will be mine, i just have to keep supporting you, holding you next to me, making possible to live something that became more than a dream, it became a need.
I need, so much, just like air to breathe, or the hope which my soul i feed, i need, your eyes on me, watching closely, making me see, how much i need you to be, my one song, that lovely lullaby.
Reach to me, grab my hand and hold my heart, let's run together for that wanted start, let's be something as one. Drop the fear, come to me, get near my arms, i will hold you tight, because you are my sunlight, my darkness, the scream or the silence, you're my everything, and the empty space in my life. Grab me and i will be yours.
Confissão
É na ternura doida de um beijo e no teu medo em acreditar nele, que ganho toda a minha coragem, e vontade de conquista.
Tens medo que te puxem o chão debaixo dos teus pés, de ser arrebatada, de descobrir que o que parece uma ilusão é uma intensa paixão vivida por quem te quer bem.
Não vou abdicar do teu sorriso, não quero largar as tuas mãos, quero fingir que toco piano nos teus dedos, que mato a sede nos teus lábios, que procuro abrigo no teu regaço, de sorrir de espaço a espaço, vivendo aquela alegria quase de criança que brota dentro de mim.
Gosto de te acordar todos os dias com um beijo, de ouvir o teu sorriso rasgar por mimalhice, adoro todos os sons que tu emites quando a meiguice é compactada num momento de carinho.
Quero-te para mim, para que me alegres o dia, para sentir o teu mimo, a tua força, a tua fé em mim. Quero-te para arquitectar os meus planos, para viver longos anos, ver a vida avançar e nem dar conta com a vista obstruída pela felicidade de algo a dois.
Mas quero-te demais, e para mais do que rir e ser feliz. Quero que me ampares quando estou triste, que me lambas as feridas, que me confortes e ensines a levantar de novo, quero que me aconselhes, quero aprender contigo, viver-te e saber-te tão bem.
Quero falar contigo horas e parecer que foram segundos, cheirar-te o cabelo enquanto dormes, passar os dedos pelas costas enquanto danças, e dizer o quanto me encantas com o teu jeito de ser.
Quero adormecer embalado no sussurrar da tua voz, nos teus braços, entregue pacificamente a um sentimento superior, e sentir ao de leve, que a vida se compõem à nossa volta, que nos carrega para melhor sorte, melhores dias, e talvez conforte, saber que somos unicamente feitos um para o outro.
Tens medo que te puxem o chão debaixo dos teus pés, de ser arrebatada, de descobrir que o que parece uma ilusão é uma intensa paixão vivida por quem te quer bem.
Não vou abdicar do teu sorriso, não quero largar as tuas mãos, quero fingir que toco piano nos teus dedos, que mato a sede nos teus lábios, que procuro abrigo no teu regaço, de sorrir de espaço a espaço, vivendo aquela alegria quase de criança que brota dentro de mim.
Gosto de te acordar todos os dias com um beijo, de ouvir o teu sorriso rasgar por mimalhice, adoro todos os sons que tu emites quando a meiguice é compactada num momento de carinho.
Quero-te para mim, para que me alegres o dia, para sentir o teu mimo, a tua força, a tua fé em mim. Quero-te para arquitectar os meus planos, para viver longos anos, ver a vida avançar e nem dar conta com a vista obstruída pela felicidade de algo a dois.
Mas quero-te demais, e para mais do que rir e ser feliz. Quero que me ampares quando estou triste, que me lambas as feridas, que me confortes e ensines a levantar de novo, quero que me aconselhes, quero aprender contigo, viver-te e saber-te tão bem.
Quero falar contigo horas e parecer que foram segundos, cheirar-te o cabelo enquanto dormes, passar os dedos pelas costas enquanto danças, e dizer o quanto me encantas com o teu jeito de ser.
Quero adormecer embalado no sussurrar da tua voz, nos teus braços, entregue pacificamente a um sentimento superior, e sentir ao de leve, que a vida se compõem à nossa volta, que nos carrega para melhor sorte, melhores dias, e talvez conforte, saber que somos unicamente feitos um para o outro.
sexta-feira, abril 17, 2009
Não me aticem com ferros de marcar gado.
Eu ando a ficar muito desinteressante. Desinteressante e vago, ou vazio, tanto faz.
Vago e vazio como este post.
Vão-se lá embora e deixem o moribundo em paz.
Vago e vazio como este post.
Vão-se lá embora e deixem o moribundo em paz.
terça-feira, abril 14, 2009
Não sei o que fazer
Acho incrível que a frase de engate do vestia-te um pijaminha de cuspo, ainda não tenha tido bom resultado por nenhuma vez. Agora fico a pensar se é pelo sotaque, ou se mando perdigotos quando tento.
Tic Tac the world is coming to an end.
Ando preocupado com o Miguel, vejo mais queixume que o normal. =p
Nem imagino se o FM for com os porcos, e eu sem o bunker acabado.
Próximo fim de semana tenho de ir acabar o bunker pelo sim pelo não, porque ando a prever calamidade para algum lado e eu sou menino para fugir, os bravos e valentes que se quilhem.
Noutra nota a luz do meu quarto foi ao ar, e não consigo arranjar aquilo. Quem quiser cá vir que traga velas, porque de outra maneira fica complicado. Já agora e só por acaso se houver ai uma electricista toda jeitosa, faça o favor de contactar, e venha só de macacão.
Nem imagino se o FM for com os porcos, e eu sem o bunker acabado.
Próximo fim de semana tenho de ir acabar o bunker pelo sim pelo não, porque ando a prever calamidade para algum lado e eu sou menino para fugir, os bravos e valentes que se quilhem.
Noutra nota a luz do meu quarto foi ao ar, e não consigo arranjar aquilo. Quem quiser cá vir que traga velas, porque de outra maneira fica complicado. Já agora e só por acaso se houver ai uma electricista toda jeitosa, faça o favor de contactar, e venha só de macacão.
Respeito conquistado a pilosidade.
Eu não me importo que me chamem de senhor, tudo bem, compreendo, se calhar já está na altura, mas não gosto que façam de mim velhadas.
Estou na fila para pagar o almoço e o rapaz que estava à minha frente também teve o mesmo problema que eu, não levantou dinheiro e queria pagar com cartão.
O rapaz devia ter os seus 20 anos, ou por ai, ou seja sou pouco mais velho, no entanto o tratamento foi abismal. Quando o senhor da caixa passou o cartão do rapaz, deu erro de comunicação, mais uma tentativa e o mesmo volta a acontecer, nem passados 10 segundos da segunda tentativa o homem da caixa manda logo a boquinha ao rapaz, "Pois andou a gastar o dinheiro todo em roupa agora não consegue pagar o jantar. Estes miúdos são sempre a mesma coisa.". O rapaz ficou prontamente ofendido e disse que o problema seria da máquina e que tinha o cartão atestado com euritos, num tom já um bocado irritado. Eu na minha paz ali à espera para pagar com cartão também fui envolvido ao barulho. O homem da caixa pediu-me o meu cartão e disse "Este senhor parece gente séria, por isso se o cartão não funcionar é da máquina se funcionar é do seu cartão."
Com medo de passar vergonha, meti logo os outros cartões de multibanco à mão, não fosse não ter dinheiro naquele e deixar de ser alguém que aparenta ser gente séria, podia assim redimir a falha do primeiro cartão mostrando que tinha mais que uma conta bancária e era pessoa de bem, ou na realidade uma pessoa que penhorou a alma com a banca.
O meu cartão também não funcionou, e antes que o senhor da caixa pudesse dizer qualquer coisa, ou despromover-me a bandido, disse logo para testar na outra maquina ao lado. No fim o problema era mesmo da máquina eu paguei a minha refeição primeira para que os outros pudessem ficar a discutir. Conclusão continuei a ser um senhor com aparência de gente séria, não fui despromovido a gandulo como tenho ideia que por vezes possa ser visto, e aposto que a minha barba cuidada e bem aparada acabo por me dar ar de gente séria, com mais idade, em vez de parecer um desleixado.
Sei que muita gente não me gosta de ver de barba, outros gostam de me ver com barba, e eu é como me der na cabeça.
Estou na fila para pagar o almoço e o rapaz que estava à minha frente também teve o mesmo problema que eu, não levantou dinheiro e queria pagar com cartão.
O rapaz devia ter os seus 20 anos, ou por ai, ou seja sou pouco mais velho, no entanto o tratamento foi abismal. Quando o senhor da caixa passou o cartão do rapaz, deu erro de comunicação, mais uma tentativa e o mesmo volta a acontecer, nem passados 10 segundos da segunda tentativa o homem da caixa manda logo a boquinha ao rapaz, "Pois andou a gastar o dinheiro todo em roupa agora não consegue pagar o jantar. Estes miúdos são sempre a mesma coisa.". O rapaz ficou prontamente ofendido e disse que o problema seria da máquina e que tinha o cartão atestado com euritos, num tom já um bocado irritado. Eu na minha paz ali à espera para pagar com cartão também fui envolvido ao barulho. O homem da caixa pediu-me o meu cartão e disse "Este senhor parece gente séria, por isso se o cartão não funcionar é da máquina se funcionar é do seu cartão."
Com medo de passar vergonha, meti logo os outros cartões de multibanco à mão, não fosse não ter dinheiro naquele e deixar de ser alguém que aparenta ser gente séria, podia assim redimir a falha do primeiro cartão mostrando que tinha mais que uma conta bancária e era pessoa de bem, ou na realidade uma pessoa que penhorou a alma com a banca.
O meu cartão também não funcionou, e antes que o senhor da caixa pudesse dizer qualquer coisa, ou despromover-me a bandido, disse logo para testar na outra maquina ao lado. No fim o problema era mesmo da máquina eu paguei a minha refeição primeira para que os outros pudessem ficar a discutir. Conclusão continuei a ser um senhor com aparência de gente séria, não fui despromovido a gandulo como tenho ideia que por vezes possa ser visto, e aposto que a minha barba cuidada e bem aparada acabo por me dar ar de gente séria, com mais idade, em vez de parecer um desleixado.
Sei que muita gente não me gosta de ver de barba, outros gostam de me ver com barba, e eu é como me der na cabeça.
segunda-feira, abril 13, 2009
Advogados são bicho esquisito.
Diz a Susana e bem que, onde há dois advogados há logo três opiniões. Eu diria que onde há dois advogados há logo três opiniões um batelão de sub-hipóteses, e um punhado de supostas soluções e até que se prove o contrário, nada de concreto em cima da mesa.
Mostrar despeito ao tempo.
Batem as horas no relógio, seja noite, dia ou madrugada, oiço o tempo abruptamente a passar por mim, e a cada passo do relógio continuo longe de tudo aquilo que quero tocar, ter, e acabo apenas por sonhar.
Quero romper a bruma que encobre o meu mundo de anseios, quero despejar os meus desejos em rajadas de metralhadora, atingir vários alvos, muitos sonhos, tudo com a mais afogueada vontade.
Gostava de bater a uma porta que me fosse aberta, cair em braços que reconfortem, comer de um sorriso que me aqueça e prometa tudo o mais que eu não me lembrei de pedir.
Quero a subserviência de uma paixão inegável, o beijo que diga "no matter what" que se imponha como carimbo que aprova aquilo que peço tão crente e nutrido por uma esperança farta.
Se chegar ao ponto de ficar entre a espada e a parede, que Deus me ajude, porque puxo a espada contra o meu corpo e fico encostado naquela parede trespassado pela espada, imóvel e sorridente, porque entre escolher uma ou outra, tomei a liberdade de embarcar nas duas e criar um impasse, como que se tivesse insultado o tempo que a partir dai deixaria de passar.
Quero romper a bruma que encobre o meu mundo de anseios, quero despejar os meus desejos em rajadas de metralhadora, atingir vários alvos, muitos sonhos, tudo com a mais afogueada vontade.
Gostava de bater a uma porta que me fosse aberta, cair em braços que reconfortem, comer de um sorriso que me aqueça e prometa tudo o mais que eu não me lembrei de pedir.
Quero a subserviência de uma paixão inegável, o beijo que diga "no matter what" que se imponha como carimbo que aprova aquilo que peço tão crente e nutrido por uma esperança farta.
Se chegar ao ponto de ficar entre a espada e a parede, que Deus me ajude, porque puxo a espada contra o meu corpo e fico encostado naquela parede trespassado pela espada, imóvel e sorridente, porque entre escolher uma ou outra, tomei a liberdade de embarcar nas duas e criar um impasse, como que se tivesse insultado o tempo que a partir dai deixaria de passar.
domingo, abril 12, 2009
Partilhando barreiras.
Sentir a luz do teu rosto através do timbre perfumado da tua voz, soube melhor do que poderia imaginar.
Foi sentir atentamente ao teu toque na minha face, ao gesto meigo do teu olhar que me amarrava ao teu regaço, e por lá sonhar. Tão simplesmente sonhar, como quem corre pelos largos campos da possibilidade, seguindo a trilha demarcada da esperança.
Eu acredito que possa um dia sentir a tua voz a embater contra os meus olhos fechados, enquanto prometes um beijo ou navegas a minha cara com a ponta dos teus dedos.
Quero sentir a tua boca a esbater com a minha, lábio com lábio num mordiscar depenicando um beijo aqui um beijo ali, um sorriso malandro jogando o charme à rua, deixando no ar uma ideia geral dos prazeres que se aproximam em pensamentos de passo largo e apressado.
Vejo-te ali de frente para mim sentada ao meu colo debruçada sobre mim, imaginando o teu próximo passo, acreditando que tanto serias capaz de pousar a cabeça no meu ombro e renegar do teu pensamento os males do mundo, e ficar em paz no meu abraço carinhoso, como também serias capaz de arrancar-me a timidez com jogo de língua e mão sorrateiras, provocando a carne e intimidando a mente, pedindo algo mais intenso e fugaz.
Imagino isto tudo, porque não te tenho, nem imagino que possa ter, não do modo em que fomos colocados no mundo, como peões num tabuleiro em lados opostos, e destinados ao sacrifício de nunca nos encontrarmos em jogo, sem nunca nos comermos, ou sermos comidos com vontade.
Não sei quem és, mas espero que existas, e mesmo que nunca te tenha, tive-te em desejo contido, nas penumbras do pensamento, foste minha e quis-te tanto que até pareceu verdadeira a ideia que não serias mero fruto da minha imaginação.
Foi sentir atentamente ao teu toque na minha face, ao gesto meigo do teu olhar que me amarrava ao teu regaço, e por lá sonhar. Tão simplesmente sonhar, como quem corre pelos largos campos da possibilidade, seguindo a trilha demarcada da esperança.
Eu acredito que possa um dia sentir a tua voz a embater contra os meus olhos fechados, enquanto prometes um beijo ou navegas a minha cara com a ponta dos teus dedos.
Quero sentir a tua boca a esbater com a minha, lábio com lábio num mordiscar depenicando um beijo aqui um beijo ali, um sorriso malandro jogando o charme à rua, deixando no ar uma ideia geral dos prazeres que se aproximam em pensamentos de passo largo e apressado.
Vejo-te ali de frente para mim sentada ao meu colo debruçada sobre mim, imaginando o teu próximo passo, acreditando que tanto serias capaz de pousar a cabeça no meu ombro e renegar do teu pensamento os males do mundo, e ficar em paz no meu abraço carinhoso, como também serias capaz de arrancar-me a timidez com jogo de língua e mão sorrateiras, provocando a carne e intimidando a mente, pedindo algo mais intenso e fugaz.
Imagino isto tudo, porque não te tenho, nem imagino que possa ter, não do modo em que fomos colocados no mundo, como peões num tabuleiro em lados opostos, e destinados ao sacrifício de nunca nos encontrarmos em jogo, sem nunca nos comermos, ou sermos comidos com vontade.
Não sei quem és, mas espero que existas, e mesmo que nunca te tenha, tive-te em desejo contido, nas penumbras do pensamento, foste minha e quis-te tanto que até pareceu verdadeira a ideia que não serias mero fruto da minha imaginação.
quinta-feira, abril 09, 2009
Quando te vejo
Estava sentado no café, quieto, mortiço, como se tivesse perdido mais um dia. Batia com os dedos na mesa como se estivesse a tocar bateria, a tentar marcar o compasso da batida do meu animo esmorecido por não te ter encontrado nem perdido.
Simplesmente não sei quem serás, ou por onde andas, não reconheço a tua cara, as tuas mãos, a tua voz, não sei nada de ti, se já nasceste ou não, estou absolutamente alheio ao meu destino.
Sei que existe alguém para mim, espero que exista, já nem sei.
No momento em que pegava no casaco para me ir embora senti os dedos frios, como se estivessem gelados do metal de uma caixa de multibanco, a passarem-me na nuca, a avançar pelo meu cabelo a dentro e um suave sopro na orelha.
Fechei os olhos e imaginei quem seria, se poderias ser tu. Imaginei que me virava e puxava-te para mim, sentava-te ao meu colo, segurava-te a cara com as mãos, passava os polegares no teu rosto e beijava-te o pescoço, os lábios, o queixo.
Queria ver o teu sorriso aberto, a promessa cumprida de um momento suspenso nas nossas almas juntas. Perdi o jeito de te dizer o que queria, engasguei-me, atropelei as palavras, perdi-me em ti. A timidez, o nervosismo de te ter nos meus braços, criaram uma dormência na minha percepção do espaço e tempo que rodeia, da mecânica simples da felicidade. Rapaz feliz = sorriso - peso do mundo sob a sua fragilidade.
Foram uns segundos de imaginação infértil, porque apesar da boa vontade, do sentimento e saudade que tinha, de viver tudo aquilo, mesmo que fosse apenas na minha cabeça, não foi o suficiente. Desejar com muita força só quebra a patega esperança.
Olhei para trás e onde tinha imaginado um começo, apenas constatei que o vento naquela manhã estava mais frio, tão frio que pareciam as tuas mãos geladas depois de tocar na caixa multibanco, mais vivo porque a brisa parecia o teu riso a ser soprado perto da minha orelha, e a mexer no meu cabelo.
Peguei no casaco e vesti-o, porque o vento já me tinha gelado todas as esperanças, todos os sonhos, e agora precisava de me aquecer para sonhar outra vez.
Simplesmente não sei quem serás, ou por onde andas, não reconheço a tua cara, as tuas mãos, a tua voz, não sei nada de ti, se já nasceste ou não, estou absolutamente alheio ao meu destino.
Sei que existe alguém para mim, espero que exista, já nem sei.
No momento em que pegava no casaco para me ir embora senti os dedos frios, como se estivessem gelados do metal de uma caixa de multibanco, a passarem-me na nuca, a avançar pelo meu cabelo a dentro e um suave sopro na orelha.
Fechei os olhos e imaginei quem seria, se poderias ser tu. Imaginei que me virava e puxava-te para mim, sentava-te ao meu colo, segurava-te a cara com as mãos, passava os polegares no teu rosto e beijava-te o pescoço, os lábios, o queixo.
Queria ver o teu sorriso aberto, a promessa cumprida de um momento suspenso nas nossas almas juntas. Perdi o jeito de te dizer o que queria, engasguei-me, atropelei as palavras, perdi-me em ti. A timidez, o nervosismo de te ter nos meus braços, criaram uma dormência na minha percepção do espaço e tempo que rodeia, da mecânica simples da felicidade. Rapaz feliz = sorriso - peso do mundo sob a sua fragilidade.
Foram uns segundos de imaginação infértil, porque apesar da boa vontade, do sentimento e saudade que tinha, de viver tudo aquilo, mesmo que fosse apenas na minha cabeça, não foi o suficiente. Desejar com muita força só quebra a patega esperança.
Olhei para trás e onde tinha imaginado um começo, apenas constatei que o vento naquela manhã estava mais frio, tão frio que pareciam as tuas mãos geladas depois de tocar na caixa multibanco, mais vivo porque a brisa parecia o teu riso a ser soprado perto da minha orelha, e a mexer no meu cabelo.
Peguei no casaco e vesti-o, porque o vento já me tinha gelado todas as esperanças, todos os sonhos, e agora precisava de me aquecer para sonhar outra vez.
quarta-feira, abril 08, 2009
Olha para este lado da mão.
Porque faz-me muito feliz, e fico contente por agora poder contar com esta grande música no meu computador, telemóvel, e tudo o mais onde a possa ouvir tocar.
Juro aqui que se um dia fizerem algo de tão descabido que me leve a dar-vos uma valente bofetada ao ponto de vos virar do avesso, prometo que logo de seguida meto esta música a tocar.
Calamidade, o que me faz lembrar calamares.
Declaro o estado de emergência na minha mesa de cabeceira. Ao tentar ligar o candeeiro ocorreu um desabamento de livros, que por sua vez foram embater noutros livros, aonde ainda constava uma pilha de livros dos tempos da faculdade.
Do primeiro balanço constam como vítimas o meu mp3, um telemóvel, caixa de pastilhas elásticas de melancia, lenços de papel, um isqueiro, e uma bola anti-stress.
Do primeiro balanço constam como vítimas o meu mp3, um telemóvel, caixa de pastilhas elásticas de melancia, lenços de papel, um isqueiro, e uma bola anti-stress.
segunda-feira, abril 06, 2009
Time Warp
Acho piada em ver certas coisas em câmara lenta. Algumas vezes a vida bem podia ser assim.
Modernices
Nesta era da comunicação, o meu irmão lá decidiu fazer um site, com um blog e tudo o mais, sobre o seu casamento daqui a uns meses. Uns podem dizer, ai que giro, outros achar um exagero, eu acho muito bem. Até digo mais, haver uma cerimónia virtual para os não presentes, é que era a cereja no topo do bolo.
sexta-feira, abril 03, 2009
O que sou e o que faço.
Ando por onde não te encontro e sou geograficamente infeliz.
Beijo quem tu não és e sou socialmente infeliz.
Oiço músicas que não me fazem lembrar de ti e sou musicalmente infeliz.
Durmo numa cama que não a tua e sou totalmente infeliz.
O mundo não gira à tua volta, mas parte do que sou só se completa pela tua presença, e por quem és.
Não te conheço, e sei-te tão bem. Vi-te ao longe naquelas ruas de Praga, capturei a essência do teu rosto, a expressão do teu intelecto e o suave andar da tua alma.
Escrevo para quem não lê e sou completamente feliz.
Beijo quem tu não és e sou socialmente infeliz.
Oiço músicas que não me fazem lembrar de ti e sou musicalmente infeliz.
Durmo numa cama que não a tua e sou totalmente infeliz.
O mundo não gira à tua volta, mas parte do que sou só se completa pela tua presença, e por quem és.
Não te conheço, e sei-te tão bem. Vi-te ao longe naquelas ruas de Praga, capturei a essência do teu rosto, a expressão do teu intelecto e o suave andar da tua alma.
Escrevo para quem não lê e sou completamente feliz.
I'm not the man i wanted to be.
You're not my Judas, and i wouldn't consider a betrayal, you just pushed me when i was unbalanced so you could watch me fail.
I fell into a reality, not so alternative but with another perspective. Those who we see as crutches can also be the stones on our path, or the wind that knock us down, the solid hand that shove us. We can call them friends, family, or lovers, someone that supports us but at the same time, we need to keep conscience that they are the ones best positioned to makes us go down.
Between casting a stone or a thought, the stone hurts less, since the stone intends to hurt, the thought about you is set to destroy a self acknowledge reality of what you are.
I don't mind to see the perspectives that other people might have of me, i don't mind to be another thing i think i'm not, i just mind when people are unfair, and unbalance that needed stability between telling the truth or trying to hurt with it.
Love hurts, truth hurts, losing hurts, so many things can hurt in this life, but the thing that hurts me the most is that need from someone that is close to us, to make us feel bad, hurt, ashamed of ourselves. I hate when people say what they think without thinking in nothing else but their intended achievement, to hurt somebody.
If i were smart, i would expect that from those closer to me, but since i'm a believer, i receive the strike and walk away. No point is gain if we become the thing we hate.
If i'm lucky i ill learn something from these experiences, change, hopefully to become a better person.
I fell into a reality, not so alternative but with another perspective. Those who we see as crutches can also be the stones on our path, or the wind that knock us down, the solid hand that shove us. We can call them friends, family, or lovers, someone that supports us but at the same time, we need to keep conscience that they are the ones best positioned to makes us go down.
Between casting a stone or a thought, the stone hurts less, since the stone intends to hurt, the thought about you is set to destroy a self acknowledge reality of what you are.
I don't mind to see the perspectives that other people might have of me, i don't mind to be another thing i think i'm not, i just mind when people are unfair, and unbalance that needed stability between telling the truth or trying to hurt with it.
Love hurts, truth hurts, losing hurts, so many things can hurt in this life, but the thing that hurts me the most is that need from someone that is close to us, to make us feel bad, hurt, ashamed of ourselves. I hate when people say what they think without thinking in nothing else but their intended achievement, to hurt somebody.
If i were smart, i would expect that from those closer to me, but since i'm a believer, i receive the strike and walk away. No point is gain if we become the thing we hate.
If i'm lucky i ill learn something from these experiences, change, hopefully to become a better person.
quinta-feira, abril 02, 2009
Coisas que eu quero mesmo.
Essências.
Toca-me nos lábios, sente-os ofegantes, quentes e delirantes, agarra-me no pescoço e morde-me o queixo, como quem desesperadamente pede para que algo aconteça.
Deixa-me cheirar os teus cabelos, trincar os teus ombros, percorrer as tuas costas com os meus dedos levemente enquanto sussurro leves suspiros de vontade.
Quero sentir o teu perfume na minha carne, misturar cadências de gemidos, apertos sentidos, torturar-te ao negar-te um beijo e de seguida implorar por outro.
Beijar-te as mãos que acaraciaram a minha cara, entrelaçar os meus olhos com os teus, mergulhar bem fundo em todos os espasmos que indicam um desejo tão perdidamente descontrolado. Quero sentir a tua língua, quero sentir os teus dedos no meu cabelo, as minhas mãos nas tuas coxas, quero que tudo se solte numa intensa explosão de querer, de querer ter, de mexer, de saber, sentir e sorrir. Sorrir com um ar malandro, sentir a arrogância do beijo e o apertar confiante dos corpos, quero ter-te como se fosse o teu dono, quero que me tenhas como se tivesses a plena certeza que me dominas.
É esse domínio mutuo, essa luta de desejos, a intensidade do querer a sobrepor-se ao outro, numa simbiose egoísta em busca de satisfazer apenas os seus sentidos, que dá sabor ao choque de vontades que acabam por ser a mesma.
O sexo será tão bom quanto o prazer que procuramos, e não digo que não seja atencioso procurar o prazer dos outros, mas pensem no sexo como a mão invisível de cada um a explorar o corpo do outro, e quanto mais nos dedicamos em busca de obter o nosso prazer, mais prazer damos ao outro.
O amor pode ser muita coisa e de várias formas, não existe formula para o amor, nem tão pouco para o sexo, mas mesmo assim será legitimo dizer que o sexo será melhor quanto mais crus forem os sentidos, quanto mais secos os gemidos, e mais claras as vontades.
Deixa-me cheirar os teus cabelos, trincar os teus ombros, percorrer as tuas costas com os meus dedos levemente enquanto sussurro leves suspiros de vontade.
Quero sentir o teu perfume na minha carne, misturar cadências de gemidos, apertos sentidos, torturar-te ao negar-te um beijo e de seguida implorar por outro.
Beijar-te as mãos que acaraciaram a minha cara, entrelaçar os meus olhos com os teus, mergulhar bem fundo em todos os espasmos que indicam um desejo tão perdidamente descontrolado. Quero sentir a tua língua, quero sentir os teus dedos no meu cabelo, as minhas mãos nas tuas coxas, quero que tudo se solte numa intensa explosão de querer, de querer ter, de mexer, de saber, sentir e sorrir. Sorrir com um ar malandro, sentir a arrogância do beijo e o apertar confiante dos corpos, quero ter-te como se fosse o teu dono, quero que me tenhas como se tivesses a plena certeza que me dominas.
É esse domínio mutuo, essa luta de desejos, a intensidade do querer a sobrepor-se ao outro, numa simbiose egoísta em busca de satisfazer apenas os seus sentidos, que dá sabor ao choque de vontades que acabam por ser a mesma.
O sexo será tão bom quanto o prazer que procuramos, e não digo que não seja atencioso procurar o prazer dos outros, mas pensem no sexo como a mão invisível de cada um a explorar o corpo do outro, e quanto mais nos dedicamos em busca de obter o nosso prazer, mais prazer damos ao outro.
O amor pode ser muita coisa e de várias formas, não existe formula para o amor, nem tão pouco para o sexo, mas mesmo assim será legitimo dizer que o sexo será melhor quanto mais crus forem os sentidos, quanto mais secos os gemidos, e mais claras as vontades.
quarta-feira, abril 01, 2009
Dance and smile..go wild
É uma versão mais animada e mixada por Fatboy Slim desta grande música dos Cornershop.
Acaba por espelhar o meu estado de espírito de hoje, e se puder contagiar outras pessoas, ainda melhor.
Construir um bunker para o computador.
Não acho piada nenhuma às histórias de vírus que por ai andam, já na semana passada tinham-me avisado que havia novos vírus a serem enviados por e-mail, e agora um enviado pela própria actualização do Windows ou coisa que o valha.
Nunca fui muito hipocondríaco, mas hoje em dia da maneira como trato o meu novo portátil, melhor do que a um filho quase (embora não tenha filhos, e eu disse quase), definitivamente tornei-me um hipocondríaco cibernético.
Quem me mandar vírus eu vou-lhes ao focinho pá.
A verdade é que na última semana com a ajuda de um amigo informático, meti aqui no computador três bons anti vírus a trabalhar em simultâneo e sem se atropelarem, assim como programas de diagnóstico, de limpeza, e ainda um programa que monitoriza o desempenho e a mínima alteração. Hei de construir um bunker à volta do meu computador, mas aqui não entra vírus.
Nunca fui muito hipocondríaco, mas hoje em dia da maneira como trato o meu novo portátil, melhor do que a um filho quase (embora não tenha filhos, e eu disse quase), definitivamente tornei-me um hipocondríaco cibernético.
Quem me mandar vírus eu vou-lhes ao focinho pá.
A verdade é que na última semana com a ajuda de um amigo informático, meti aqui no computador três bons anti vírus a trabalhar em simultâneo e sem se atropelarem, assim como programas de diagnóstico, de limpeza, e ainda um programa que monitoriza o desempenho e a mínima alteração. Hei de construir um bunker à volta do meu computador, mas aqui não entra vírus.
Dos e-mails mais épicos já recebidos.
Sei que isto é no Twitter, e é tudo relativo, mas abrir o mail e dar de caras com dois mails, um a dizer que Barney Stinson is now following you on twitter, e outra a dizer que recebi uma mensagem privada do Barney Stinson, é uma daquelas coisas que me fez rir, de felicidade, mas hoje também duvido que alguma coisa me possa tirar o sorriso da cara, embora pense numas quantas coisas que podiam aumentar esse sorriso.
É de mencionar também que recebi uma mensagem do comediante Rob Corddry sobre uma piada que ele tinha feito no twitter e eu respondi com uma contra piada, ao que na mensagem privada dizia, "So you think you can be a funny guy. No really it was funny."
Esta aventura pelo twitter ainda vai acabar por ser engraçada.
É de mencionar também que recebi uma mensagem do comediante Rob Corddry sobre uma piada que ele tinha feito no twitter e eu respondi com uma contra piada, ao que na mensagem privada dizia, "So you think you can be a funny guy. No really it was funny."
Esta aventura pelo twitter ainda vai acabar por ser engraçada.
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