sábado, dezembro 31, 2005

Tu cuerpo es tan gracioso como una flor...

CUERPO DE MUJER ...

Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.

Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.

Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
¡Ah los vasos del pecho! ¡Ah los ojos de ausencia!
¡Ah las rosas del pubis! ¡Ah tu voz lenta y triste!

Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia si límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.

Pablo Neruda
фиолетовый

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Uma cena fantástica que tenho para contar, leiam este post, isto aconteceu mesmo...

Decidi que agora devia escrever, por duas razões, não tenho nada para fazer e já começo a ficar aborrecido, e depois todas as outras alternativas pareciam mais produtivas do que esta.

Já que estou a ser sincero, posso afirmar com certeza que não tenho absolutamente nada para dizer, e que este post não teve a mínima preparação mental, com a ressalva que eu não sou propriamente alguém que faça muito uso das suas ínfimas capacidades mentais.

Poderia eu escrever um post sobre as melhores coisas do ano, melhores livros, melhores filmes, melhores músicas, até os melhores vinhos, mas tudo isso parece-me uma boa ideia para fazer noutro dia que não hoje, talvez amanhã.

Podia escrever um post de opinião sobre a entrevista que vi do Ricardo Araújo Pereira, alguém que fiquei a admirar quanto baste para não o insultar como costumo insultar as pessoas que estou a ver na tv, é que no natal fico com um espírito e uma maneira de ser muito parecida com um octogenário com uma micose infernal no escroto.

Podia falar de como foi o meu natal, ou pelo menos inventar um natal, é que o natal normalmente sou eu e os meus gatos e 5 latas de atum a dividir por todos, fora pintar os testículos dos bichanos de vermelho vivo com um verniz deixado aqui pela última dona de um quiosque com quem consegui ter algo próximo a uma dita intimidade, não tem muito que se lhe diga, visto que até passei a dita noite a ler as previsões que encomendei ao Miguel de Sousa por apenas 50€, preço singelo por tão preciosa informação que de certo irá dar um rumo à minha vida.

Podia falar de muita coisa e no entanto não tenho paciência para falar de nada, estou aqui a escrever e ao mesmo tempo vou dando uma espreitadela ao decorrer das gravações, visto que agora decidimos graças às novas tecnologias passar todas as filmagens caseiras em VHS para DVD com recurso a meios tecnológicos avançados, também eles obtidos através de uma compra ao senhor Miguel de Sousa astrólogo e vendedor part-time na San Luís, se não era ele peço desculpa ao senhor que nos vendeu tal maquinaria, mas tinha ar de astrólogo e tarólogo, e tudo mais.

Na mais pura das verdades estou a passar uma seca descomunal, e levado pelo bom espírito natalício ainda vivo em mim depois de comer atum durante 5 dias seguidos, decidi partilhar essa seca descomunal com todos os pobres desgraçados que tirarem tempo para ler esta bosta de post, mas o que interessa mesmo é partilhar nesta época.

Quem chegou ao fim do post e ainda não está enjoado, ou com algum tipo de irritação, pode ainda ter a amabilidade de telefonar-me para que eu vos insulte de maneira corriqueira e asquerosa, chegando mesmo ao ponto de ser um bardajão de primeira.

Aqueles que por algum motivo sejam tímidos, podem deixar a morada na caixa de comentários, inclusive um endereço de e-mail, para que vos insulte por escrito, de modo a não invadir em demasia a vossa intimidade e privacidade.

Se por algum motivo for algum depravado que goste de praticar onanismo enquanto é insultado, agradeço que telefone ao Zica, porque ele tem mais jeito que eu para imitar vozes.

Se com isso tudo ainda não se sentirem insultados e devidamente repugnados, sempre podem ler algo escrito pelo Miguel Sousa Tavares, ai sim garanto que terão convulsões e espasmos onde jorradas de vómitos esguicharam pelos mais derivados orifícios do vosso frágil e combalido corpo, então se optarem por artigos de opinião desse ser, poderá ser morte pela certa.

O caro leitor se por algum motivo ainda estiver a respirar, então digo-lhe que tem uma capacidade de resistência surpreendente, e de duas uma, ou é um débil mental e ainda não consegui juntar as duas sílabas do inicio do post, ou é o Luís Delgado, a bom ver vai tudo dar no mesmo.

Se depois de tudo ficou com uma enorme vontade de insultar-me é favor utilizar a caixa de comentários, mas por favor não sejam malcriados, insultem com qualidade, que para atitudes menos próprias já estou cá eu, e depois tenho familiares que lêem isto e pronto era chato estarem a insultar-me de modo brejeiro.

Porventura se alguém quiser elogiar, o que duvido seriamente, e digo desde já que seria algo inesperado, é favor faze-lo com um bonito cabaz de natal, ou então quem sabe um singelo elogio utilizando palavras afáveis e ternurentas um pouco à semelhança da prática do fellatio por uma brasileira com algodão na boca embebido em groselha.

Ps. O título do post era mesmo só para servir como chamada de atenção, nada mais que um engodo fácil e de baixo nível para lerem esta bodega de post. Quem se deixou levar, já é a segunda vez neste mês que lhes metem uma encavada de mau gosto, é de pensar se não começam a gostar de ser enganados.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Desejos singelos...

Obrigado a quem apagou o meu post a desejar feliz natal, eu também sou da opinião que era de mau gosto, feliz natal na mesma a 26 de Dezembro.
Já agora um feliz Ano Novo para todos...

Mais uma noite perdido em flash's solitários.

Deitado na cama a ouvir a música que embala o sono dos tristes, lembrei-me mais uma vez de ti, como tantas outras vezes durante um só dia. Não te recordo com pesar, não me custa nada pensar em ti da forma como penso, não é penosa a repetição indiscriminada da tua imagem na minha mente.

Era capaz de desenhar a tua face com os meus dedos sobre uma tela de seda, sentir o movimento dos teus lábios ao dizeres o meu nome, não me esqueci de nenhum pormenor teu, tudo registado em olhares furtivos, em esgares escondidos por vergonha de olhar nos olhos.

Sinto no meu peito o calor do teu corpo de quando te encostas em mim, registei por puro gozo muito dos teus tiques, vejo agora o movimento das tuas mãos, os teus gestos com os ombros, toda a graciosidade de uma alma para além de um corpo.

Por entre os dedos sinto um ardor, é a falta do teu cabelo a tocar-me na pele, não foram vezes suficientes as que senti tão puro fio de mel, com todo o seu fel embutido na mais pura graça que são os teus cabelos.

Cada sorriso teu é marcado numa Polaroid cerebral, todos eles devidamente anotados, todos eles apreciados ao sabor de uma banda sonora que só eu oiço quando te vejo sorrir, tudo o mais à minha volta paralisa para depois desvanecer com um suspiro meu como se fosse uma bola de sabão empurrada pela brisa suave de mais uma madrugada a pensar em ti.

Tantas foram as vezes a pensar em ti a olhar para o tecto sobre a minha cama, que o teu rosto já poderia ser o padrão daquele espaço vazio e branco, colorido com as cores do teu rosto de uma palidez boreal, tão bela como a mais pura essência da natureza, tão prefeito como um fresco na mais magnificente arquitectura secular.

O teu jeito de andar, tudo tão leve e solto como quem caminha sobre campos de algodão no Éden, ou como quem passa por cima de sentimentos tão ingénuos como o meu.

Ninguém mandou-me apaixonar por esse teu jeito de ser, tão inacessível como convidativo, és a mais pura das armadilhas para os apaixonados de bom gosto, e continuo a imaginar-te todas as noites como se estivesse a observar-te em uma qualquer hora de mais puro prazer visual, todos os frames dos teus movimentos são puros slides de êxtase e prazer para quem te vislumbra com um coração de ver, com a alma cheia de um vazio provocado por ti, com a ínfima esperança que um dia preenchas este coração do mesmo modo que preenches a minha mente, é outro coração que também sente.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

O amor, quando se revela...

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Dizer foder não é ser malcriado, ser malcriado é não saber rir.

O coito e a Sauna

Melhor é foder primeiro, e então banhar.
Esperas que, curva, sobre o balde se ajeite
O traseiro nu miras com deleite
E tocas-lhe entre as coxas a reinar.

Mantém-na em posição, mas logo após
Assento no piço lhe seja permitido
Se duche quiser na cona, invertido.
Depois, claro, seguindo nossos avós,
Serve ela no banho. As pedras põe a apitar
Com bátega rápida (que a água ferva)
Com tenra bétula te açoita e corado
Em balsâmico vapor mais esquentado
A pouco e pouco te deixas refrescar
Suando agora a fodança em caterva.

Bertolt Brecht

terça-feira, dezembro 20, 2005

This Xmas i give you my heart.

I feel it in my fingers
I feel it in my toes
Love is all around me
And so the feeling grows
It's written on the wind
It's everywhere I go, oh yes it is
So if you really love me
Come on and let it show

You know I love you, I always will
My mind's made up by the
Way that I feel
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on my love you can depend

I see your face before me
As I lay on my bed
I kinda get to thinking
Of all the things you said, oh yes I did
You gave your promise to me and i
Gave mine to you
I need someone beside me
In everything I do, oh yes I do

You know I love you, I always will,
My mind's made up by the
Way that I feel
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on my love you can depend

Got to keep it moving
Oh it's written in the wind
Oh everywhere I go, yeah, oh well
So if you really love me, love me, love me
Come on and let it show
Come on and let it show
Come on and let it
Come on and let it (come and let it show, baby)
Come on, come on, come on let it show baby
Come on and let it show
Come on and let it show, baby
Come on and let it show

By bit (bit by bit, bit by bit)....

Wet Wet Wet - Love Is All Around

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Daltonismo literário ou tifóide vocabular?

Este post vem alertar para o facto da parca votação para o logótipo do blog.

Faço-vos um apelo, votem, votem bem e em consciência, metam os vossos familiares a votar também, este voto não é um dever nem um direito, é uma ordem, assim como ordeno que quando cheguem a casa dêem um chuto no vosso bengaleiro, quem não tiver bengaleiro pode chutar as pernas da tia. Porquê da tia? Porque se fosse da avó acusavam-me de fazer mal aos velhinhos, se fosse da mãe seria um mau filho, se fosse da irmã era um degenerado fraternal, se fosse ao pai era um triste que tinha sido expulso de casa, se fosse no avô era para atingir a avó, se fosse no cão ou no gato era um pulha que maltrata os animais, agora tias que ninguém gosta...em todas as famílias existe uma...e o chuto é pequenino.

O importante mesmo é conseguirem pôr mais gente a votar, é um apelo sentido, vá é uma ordem, não quero ser acusado de dispresão ideológica com o que já disse antes.

Por cada voto vai estar também a ajudar esta causa www.withtheeyewideopen.blogspot.com, por cada voto este menino ganha um comentário de apoio na sua nova epopeia, atenção este menino escreve os posts com a sua genitália postiça em acrílico, ajudem a criança...

E parabéns pelo novo blog Zézalho...

Já agora este post vem revogar alguma coisa... pode ser... humm o artigo 78º do RAU.. apetece-me.

sábado, dezembro 10, 2005

Hoje é com significado e com um propósito.

A palavra do dia é ... resistir.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Nostalgia metamórfica estacionária em loop.

A partir de agora sempre que puder, vou utilizar o blog para recordar a mim e aos caros leitores da minha geração, e de gerações próximas, os desenhos animados que fizeram a minha infância.
Desde os desenhos Hanna Barbera, Walt Disney, Warner Brothers, Tex Avery, tudo o que seja a dita bonecada, até manga, irei recordar aqui, neste cantinho tão nosso, tão seu.


Como primeira recordação deixo aqui uma imagem de El Kabong a identidade secreta de Pepe Legal, ou Quick Draw McGraw de seu nome original, e que tinha como seu companheiro Babalu, ou Baba Looey como nome original.
Vai muita saudade para estes desenhos animados da Hanna Barbera, Pepe Legal e Babalu tal como os conheci.

Image hosted by Photobucket.com

Imagem de El Kabong a identidade secreta de Pepe Legal


Image hosted by Photobucket.com

Imagem de Baba Looey ou Babalu o companheiro de aventuras de Pepe Legal

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Como Faz a Vaquinha?!?

COMO FAZ A VAQUINHA?!?

Image hosted by Photobucket.com

Desculpa não ouvi bem...

E a palavra de hoje é .... Flausina.

terça-feira, novembro 29, 2005

É mais para o estilo de uma adenda.

A nova palavra do dia, sem revogar a anterior, é ... pilantra.

Don't ask.

E a palavra do dia é ... forcéps.

segunda-feira, novembro 28, 2005

E a gerência que vos dê colinho não?

Fui acusado de apenas usar substantivos na rubrica "A palavra de hoje é...".
Para compensar tal caluniosa reclamação deixo aqui alguma coisa.

O advérbio de hoje é ... galhardamente.

Palavra puxa Palavra.

E a palavra do dia é ... Alambique.

terça-feira, novembro 22, 2005

domingo, novembro 20, 2005

Brain malfunction...New Stage Area...

É hoje lançada a crónica ... "a palavra do dia é...".

E a palavra do dia é .... Pullover.

Dá que pensar...ou não...

quinta-feira, novembro 17, 2005

Beija-me outra vez, mesmo que seja a primeira vez...

Tu és,
Tudo aquilo que homem pode querer
Dás-me prazer, tás ao meu lado para me defender
Adoro o teu sorriso
Quando me olhas com ternura acredita paraliso
És bonita, simpática, tão atraente
Derretes-me todo com o teu olhar inocente
Palavras doces na tua boca parecem brisas
Tu não andas, tu deslizas
Enfeitiçaste-me no dia em que te conheci
Fico fulo da vida quando eles olham para ti
Ao mesmo tempo sinto-me tão bem
Por saber que por te ter, mais ninguém tem

Princesa,
Beija-me outra vez
Diz que me amas, baby diz mais uma vez
Princesa

Adoro fazer-te adormecer no meu peito
Quando te tenho a meu lado pra mim o mundo é perfeito
Adoro os fins-de-semana passados na cama
Apaixonados na cama, abraçados na cama
Fazer amor contigo é ir ao céu e voltar,
É morrer e ressuscitar
Adoro os nossos momentos picantes
Engraçado como anos podem parecer instantes
A tua pele é mel o teu toque é magia
Adoro falar contigo, a tua doce companhia
Antes que seja que tarde demais, quero dizer
Que faço tudo para não te perder, para não te perder

Schhhh, não digas nada,
Beija-me outra vez com esses teus lábios de fada
Há palavras que ainda estão por inventar
E por mais que tente nunca hei-de conseguir explicar
Não sei se é calor, não sei é frio
Só sei que sem ti sinto-me vazio
Adoro quando no sentamos no sofá com edredon
A luz apagada, Sade é o som
Tocamo-nos no escuro, o silêncio diz tudo
O amor é cego e por vezes também é mudo
És tu quem eu quero, eu sou sincero
Não digas nada, beija-me outra vez

BossAc feat Berg - Princesa

domingo, novembro 13, 2005

O que se passa?

E hoje disseram-me... "Nunca mais escreveste umas asneiradas lá no blog, parece que ficaste mais sério...".
Não fiquei mais sério, tornei-me sim mais amargo, privei-me mais de muitos dos sentidos que não apenas os físicos, como meio de evitar a loucura.

Who the hell am i?

Hoje foi básicamente um dia mau, nem vou explicar porque motivos, porque nem sei bem explicar o que era, talvez fossem o costume.

No muito tempo que tive para pensar, apenas me ocorreu uma coisa, eu não sei bem quem sou, o que quero, para onde quero ir, e ao mesmo tempo sei perfeitamente quais os meus desejos e sonhos, que de momento são aqueles que não tenho, e não sei como alcançar.

Na procura de culpados o mais evidente seria a minha personalidade, o probleme maior.... qual delas?!?

É costume receber na minha conta de e-mail, alguns mails em que algúem pergunta se queremos ficar com alguns cãezinhos que recentemente deram à luz, porque os donos não podem ficar com eles, etc, etc...

Eu por outro lado estava a pensar em enviar um mail para os meus contactos a perguntar se algúem quer ficar com uma personalidade minha... não garanto que sejam boas, nem estejam em bom estado, depende daquela que apanhar, mas também nada na vida é garntido certo...arrisquem, se quiserem alguma contactem aqui o blog através da caixa de comentários, levem as personalidades que quiserem...

quarta-feira, novembro 09, 2005

Mau casaco...Mau casaco... deita..senta..rebola..faz de fashion na montra.

Hoje um casaco da Zara rosnou-me... inclusive tentou atacar-me... pior, nem tinha as vacinas em dia o raio do bicho... e Silvia já descobri de que raça é o teu casaco, é um Serra da Estrela... e eu tenho fotos que o comprovam...

terça-feira, novembro 08, 2005

I'm really having some trouble sleeping...why's that?!?

I’m having trouble sleeping
You’re jumping in my bed
Twisting in my head
Leave me

I’m having trouble breathing
You’re sitting on my chest
I sure could use the rest
Leave me

It’s you
Why’s it always you and never me?
I’ve never dared to let my feelings free
Why’s it always you and never me?
I’ve never cared too much about honesty

I’m having trouble sleeping
I’m thinking of what you said
About the tears been shed
Leave me

It’s you
Now and always you
but never me
I’ve never dared to let my feelings free
Why’s it always you and never me?
I’ve never cared too much about honesty..

The Perishers - Trouble Sleeping

A expressão "Helloooo!!" é algo de uma estupidez incomesurável...

Sensibilidade masculina
Eva: "Adão, amas-me?"
Adão: "Não!"
Eva: (chorando) "Então porque fizeste amor comigo?"
Adão: "Hellooooooooooo? Vês por aqui mais alguém?"

Agora é favor reparar num detalhe, se Adão que foi o primeiro dos homens usava a expressão "Helloooooooo!!" e "tipo duh".... está explicado a existência de tanto pandula neste mundo, os genes são mesmo lixados...

quinta-feira, novembro 03, 2005

Esta tinha eu de meter ainda hoje...

Image hosted by Photobucket.com

Soraia Chaves, também conhecida como a Amélia do Padre Amaro, a primeira vez que se fala numa grande Amélia e de facto essa "Amélia" é uma mulher... E que mulher...

quarta-feira, novembro 02, 2005

I like that batty batty...fresh punani

Image hosted by Photobucket.com

Só um tapinha não doi um tapinha não doi um tapinha não doi...

terça-feira, novembro 01, 2005

domingo, outubro 30, 2005

I creep myself...

Quando temos frio no meio do calor, sentimos tristeza no meio da alegria, sentimos que estamos sozinhos no meio de uma multidão, estamos perdidos no caminho do conhecimento, é melhor perder a noção da realidade e abraçar o sentido irónico de analisar a nossa consciência.

Algo está mal, eu sei que sim, até posso saber o quê, mas tenho ao mesmo tempo a noção de que não me interessa, na verdade nem quero saber, algo está mal e a esperança é que deixe de estar um dia.

Como uma hora extra no dia dá um jeitaço para pensar nestas merdas...

sábado, outubro 22, 2005

Parabéns Zicael... seu profeta do Restelo.

Parabéns Zica.

Suponho que seja assim que comece o dia deste jovem rapaz, com as felicitações dadas por aqueles que não o esquecem e estimam a sua existência.

Muitas felicidades Zica, poucos devem ser aqueles que merecem mais que tu a felicidade nesta vida, poucos são aqueles que lutam verdadeiramente por encontrar essa felicidade, poucos são os que sabem manter essa felicidade, tu és dos poucos que além de merecer essa felicidade sempre a tiveste em teu redor, conquistada com a tua maneira de ser, cativando as pessoas e aproveitando os bons momentos que a vida dá.

Muitos anos de vida, por muitos e bons anos, que os possa partilhar contigo, que tenhas a felicidade de os partilhar com todos os teus amigos, familiares, entes queridos, que a tua vida seja próspera e completa, tal como consegue ser a tua personalidade, e tudo o que a vida tem de bom reflecte-se em ti pelo que és, pouco na vida te foi dado, maioria conquistaste pelo teu mérito.

Poderia falar de ti, da tua personalidade, da tua maneira de ser, poderia dizer que conheço-te um pouco, mas não serei a pessoa indicada para o fazer, muitos são aqueles que conhecem-te melhor, que viveram mais contigo e de ti, mas seja como for não me quis remeter ao silêncio no dia de hoje.

Sabes que és como um irmão para mim, um verdadeiro amigo, uma pessoa que eu adoro, já vivemos muita coisa os dois, temos muita coisa em comum, e já fomos muitas vezes mestre e aprendiz um do outro, seja no modo de ver a vida, seja na simples argumentação de uma trivialidade, e assim espero que se mantenha ao longo da minha vida, que durante a minha caminhada pela vida possa olhar para o lado e saber que conto contigo, tal como espero contar com todos os meus amigos, e dou-te uma certeza, eu nunca deixo ningúem para trás, não garanto que não falhe, mas podes ter a certeza que faço de tudo para não falhar a quem merece o meu esforço, carinho, dedicação, atenção, amizade, preocupação, sacrifício, etc.

Para ti meu irmão quero desejar-te mais uma vez os Parabéns e muitas felicidades.

Bad Boyz For Life ....hugs

sexta-feira, outubro 21, 2005

Despotismo do despertar.

Acordei ás horas pretendidas, olhei lá para fora e acho que me vou voltar a deitar.

Acho que os dias cinzentos são muito mais bonitos vistos do lado de dentro de uma casa.

Pah que se lixe vou dormir mais um bocado que tou doente.

Chiquitita very nice pum!!!

Image hosted by Photobucket.com

Adenda

Quaisquer erros ortográficos presentes nos posts anteriores são da responsabilidade da fadiga mental do estúpido do escriba... por isso peço desculpa por qualquer coisinha, mas é que já nem vejo bem as teclas...

Vai dormir pah!!

Porque raio penso eu demais...?!?

Leva-me a algum lado?

Depende do pensamento claro, como muita coisa na vida é relativo o valor e a utilidade do pensamento, agora trivialidades ocas??

Não será uma perda de tempo?

Se calhar até já me calava, visto que tenho de acordar daqui a duas horas e começo a ficar com uma ligeira dor encefálica.

A verdade é que até apetece-me escrever, mesmo que seja meras baboseiras de madrugada.

Já agora digo-vos não conheço nada melhor que uma mulher bem disposta, ok talvez uma data delas bem dipostas, mas uma mulher bem disposta gerando um aboa companhia é algo importante e de muito bom gosto, os sorrisos multiplicam-se e os bons momentos são elevados ao cubo.

Ah seu ganda Machalhão...

O homem é definitivamente um ser de indubitável anormalidade.

Só esse ser abençoado é que acredita que numa circunstância em que as personalidades são alteradas, por factores externos à maneira de ser das pessoas, pode realmente as coisas correr como o desejado.

Maior erro do homem é a suposição, dúvidar é menos mal, mas não ajuda, agora tentar adivinhar algo, utilizar uma suposição... deus nos livre de cometer esse erro, porque tudo calha sempre ao lado.

Taxi Driver

Esta noite aconteceu-me algo relativamente inédito.

Por falta de outro meio de deslocação fui forçado a apanhar um táxi, visto que a via de ir a penantes de madrugada com a sua considerável distância, não era algo que fosse estimulante ou de profícua realização.

Depois de uns bons minutos na fila, lá conseguimos apanhar um táxi, logo de inicio foi dado o precurso ao malabarista do volante, primeiro Olaias depois Telheiras.

A meio do caminho, um amigo meu, já um pouco impaciente, talvez com a birrinha do sono, e ainda incrédulo com o facto de ter de acordar cedo amanhã, lá resmungou com o taxista sobre o caminho mais rápido, sendo que na minha opinião o taxista até foi bem rápido no precurso escolhido, visto que como disse o próprio "é ela por ela amigo".

Chegamos à primeira etapa do precurso, na hora de pagar o taxímetro cotava a bela quantida de €5,21, foi entregue uma nota de dez euros e receberam o troco de cinco, sendo que os 21 cêntimos foram dados com prontidão, "se não tiver 20 cêntimos deixe ficar assim", até fiquei espantado.

Saem do táxi os meus companheiros de viagem e eu digo, se calhar era melhro colocar o táximetro a zeros, até porque seria justo para o bondoso taxista, prontamente respondeu "não deixe estar, assim ia pagar mais e a corrida é a mesma e é...", eu disse ok você é que sabe.

Depois de perguntar qual o caminho que eu queria, e de eu ter respondido o mais rápido, o meu pedido foi cumprido em menos de 5 min já estava em casa, e o taximetro somava €8,75.

Já meio embalado pela viagem e pelo sono, perguntei quanto devia, e o homem replicou, "dê o que quiser sei lá, dê 2 euros e chega...", eu como bom rapaz que sou até dei três euros, mas na verdade fiquei sempre a ganhar.

Moral da história, conheci o primeiro táxista que não se importa com o dinheiro, não liga aos tostões, e ainda por cima não tentou aldrabar em nada...

Um bem haja para esse feliz ás do volante, que como ele venham muitos para essas praças e pracetas do nosso Portugal...

Let's go dance... i prefer reading... or not

Sair à noite hoje em dia sai caro, fora o transporte, a perda de tempo para estacionar o veículo ou arranjar meio alternativo a certas horas é hoje em dia um bocado dispendioso.

Juntar os amigos, combinar um local, e ir para a desbunda.

Casa lotada, um ambiente relativamente aceitável, boa disposição, pessoal animado e a noite promete.

Passam umas horas a dançar e umas idas ao bar, e atinge o pico das 3h da matina em que começam a passar música brasileira e o Dartacão... isso ao que me diz respeito é um convite a ir embora.

Resumindo, em troca de 2 ou 3 horas de diversão ganha-se uma data de encargos e de vez em quando umas valentes dores de cabeça...

Se algúem pedir a minha opinião sincera, hoje em dia não compensa sair à noite sem uma excelente companhia, algo que tive sempre, ou maioria das vezes, seja como for começo com a idade a dar mais valor a certos momentos caseiros, como ver um bom filme com amigos, ou um convivio dentro de casa, e até mesmo a ida a um barzinho calmo, estilo pub...

quinta-feira, outubro 13, 2005

Tu farás? Eu penso em fazer... tudo o que puder mesmo...

Image hosted by Photobucket.com

Eu gosto bem...e sinceramente farei o que puder, vamos lá saber por quem... Esta senhora se me gusta mucho...

terça-feira, outubro 11, 2005

Tal como tenho pena de Penal.

O Direito Comercial é um direito de regateio, mas suponho que nunca vamos saber se fizemos um bom negócio.

Mas que destino fabuloso...

Image hosted by Photobucket.com

Em certas caras existe algo de especial, talvez um pouco da beleza natural que pela sua simplicidade e gentileza é incapaz de ser artificial mesmo na sua forma mais singela.

domingo, outubro 09, 2005

Bater umas bolas agora no fim do calor hum?!?

Image hosted by Photobucket.com

Mas esta rapariga transpira saúde por todos os lados... está em forma sim senhora...que tal ir bater umas bolas? Sugestivo?!?

sábado, outubro 08, 2005

Virtualidades curiosas.

Angola esta tarde após vencer o Ruanda por uma bola a zero, qualificou-se para o Mundial 2006 que irá realizar-se na Alemanha.
Queria dar os meus parabéns tanto à seleção angolana como a todo o seu povo por esta felicidade e grande feito.
Agora para o Mundial na Alemanha ficar mesmo interessante, só falta Israel qualificar-se e a Espanha não, seria um Mundial cheio de surpresas, e aposto que os alemães iriam adorar, aliás o grupo Alemanha, Angola, Israel e Polónia seria uma maravilha histórica, no entanto os EUA teriam de calhar no grupo do Irão.
Que festa não seria.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Scarlett e vocês numa ilha.... ai ai mau mau mau...por acaso bom bom bom que era...

Image hosted by Photobucket.com

Scarlett Johansson .... numa ilha.... sociedade que vive em utopia.... a Scarlett numa ilha... guardem essa imagem...ai ai vocês numa ilha com a Scarlett Johansson com ideias utópicas.... ai ai ... bem Zica esta aqui é dedicada a ti visto estares munido de uma forte pancada pela menina em questão, que até é mais nova que tu.

terça-feira, outubro 04, 2005

Ainda não provaste a Lima ... és um grande tonhó.

Image hosted by Photobucket.com

Na pausa para almoço em pleno verão, nada melhor que uma lima para refrescar o ambiente, então por volta das 20h00 com um martini...quem me dera uma lima destas.

domingo, outubro 02, 2005

Os pais deviam viver para além dos 100 anos.

Hoje é o aniversário da minha mãe, mas ao contrário do que havia feito para o aniversário do meu pai e da minha irmã não vou escrever um texto em forma de dedicatória para a minha mãe, pelo simples facto de ter com ela uma relação demasiado peculiar e pessoal para conseguir partilhar o que sinto com mais alguém a não ser com ela.

Podia dizer que a adoro, que a sinto todos os dias em mim, que a oiço quando estou sozinho, que sinto a sua força, que admiro a sua força, que admiro a sua vontade de viver, que muitas são as histórias que comprovam isso, que é uma verdadeira mãe guerreira, uma mulher que acima de tudo é minha mãe.
Não vou discutir se é a melhor mãe do mundo, não é a única mãe do mundo pelo que sei, mas para mim será sempre a melhor, nem se trata de ser a melhor ao nível de ser mãe, trata-se de ser a melhor ao nível de ser mulher.

Podia ficar aqui a dizer o que gosto na minha mãe, histórias que me lembro entre nós, momentos únicos, carinhos eternos, sorrisos e choro partilhado, e a simplicidade daquele abraço que tanto nos diz, que aquece e arrefece tanto como toca e solta um suspiro de paz.

Por muito que tenha a dizer, sei que ela sabe o que sinto, por muito que queira dizer, não me sinto capaz de o mostrar por palavras, e se ela pudesse ver o meu olhar agora, o lacrimejar que acompanha um sorriso de satisfação eterna por ter uma mãe como ela, sei que ela entendia a violência do sentimento que não quero partilhar aqui.

Por isso à minha mãe, além de desejar os parabéns, deixo aqui outro tipo de dedicatória, não sei se a mais bela, ou singela, se a mais fugaz e carismática, não si se a melhor ou se a mais banal dedicatória, mas digo porque quero dizer à minha mãe, que a ela dedico a minha vida, seja o que vivi, seja momentos vindouros, toda a minha vida e os objectivos alcançados na formação de ser humano que irei ter ao longo da vida, dedico à minha mãe e ao meu pai pela educação que me deram, com que nunca me faltasse nada, aos dois devo tudo, e à minha mãe em particular devo a força que por vezes ela estimula em mim, a força para vencer qualquer coisa na vida.

Obrigado mãe por tudo, espero que aniversários tenhas muitos mais, que nunca me faltes, e que eu nunca te falte, que juntos partilhemos todos os momentos, quer de alegria e de tristeza, eu mais do que amar-te eu idolatro-te.

PARABÉNS MÃE!!

E eu morro se passo um dia só....

Image hosted by Photobucket.com

Jessica Alba...que mais dizer da perfeição da juventude..

sábado, outubro 01, 2005

Nem sol nem madrugada...

Image hosted by Photobucket.com


A pedido de muitas famílias, crentes no meu bom gosto sobre o fascinante mundo feminino, coloquei aqui uma outra foto em homenagem a este belo ser que é a mulher. Aproveito para dizer algo... in photos there's no bitch crying girls and no blá blá blá.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Depois de ti mais nada...

Image hosted by Photobucket.com

Uma paixão antiga, já de há muito muito tempo ainda era eu uma criança...quem não gosta da beleza natural do ser humano, são pequenas dádivas destas que nos fazem acreditar em muita coisa.

quarta-feira, setembro 28, 2005

É pena que este seja o meu primeiro post no novo formato.

Aos poucos vou anulando a minha existência...

quarta-feira, setembro 21, 2005

Pensamento do Dia...quero ver-te a fazer isto Zica.

"A verdadeira bravura está em chegar em casa bêbado
de madrugada, ser recebido pela mulher com uma vassoura
na mão e ainda ter peito pra perguntar:

Vais varrer ou vais voar?"

domingo, setembro 18, 2005

Post especial para os Nanni que andam ai...

Como faz a vaquinha do Fernando?
O primeiro a responder ganha um jantar com o Senhor Tobias...
Sabiam que isto não tem interesse absolutamente nenhum? Espero que sim, a verdade é que ainda vieste ler isto não foi... para veres isto maior tens de ir ao menu Ver na barra superior da janela e escolher o tamanho do texto, é só um conselho, mas tu é que sabes.

sábado, setembro 17, 2005

Não tentem entender...a sério

Miau!

Segundo post para encher chouriços...Part II Hardcore sausage filler

E bom cá estamos não é...ora bem...vidas...está um tempo agradável não está...pois é...lá vamos andando...e basta que sim.




Como seria se eu escrevesse um post só a dizer Miau! ... ?!?

Post para encher chouriços

Um amigo meu disse-me ontem que tinha sonhado que eu morria de forma absurda.
Ora bem se ainda fossem amigas minhas a sonhar comigo, tudo bem, ok sim senhor e tal, amigos já admito que não me agrada tanto, e espero que o morrer de maneira absurda não envolva qualquer tipo de trespassar de alguma zona do corpo, púdicidades vá lá.
Agora se eu morri de maneira absurda e a minha vida é vivida de maneira absurda, quer dizer que Lili Caneças não tinha razão e estar vivo não é o contrário de estar morto, é tudo simplesmente absurdo, o que por acaso acaba por soar um bocado absurdo.
A verdadeira diferença entre a vida e a morto está na base da rigidez corporal e no comportamento dos outros para com esse facto.
Estou vivo e tenho parte do corpo rigida, eventualmente sou importunado para algum tipo de acção maçuda como a procriação ou apenas jogos sexualmente intelectuais, agora se eu estou morto e tenho o corpo totalmente rigido, já ningúem me chateia, ora a difrença está no facto de a morte representar a paz dos tesos.
Seja como for não era nada disto que queria escrever, mas como não me lembrei de mais nada para escrever em 3 min disse cá para mim, ora bolas e porque não a porra de um trocadilho foleiro e uma piadinha à conguito...hummm?!? Porque não pá? Boa? Topam?!?...
Ok agora devem tar a pensar porque é que só morres em sonhos... pois também digo...

sexta-feira, setembro 16, 2005

"A mulher gosta de ser compreendida até ao ponto de não se sentir exposta."

A mente feminina é sem dúvida das mais brilhantes autodefesa criadas pela natureza.
Num mundo cada vez mais das mulheres, muitas continuam a usar o velho síndrome da fragilidade do ser atacado, como meio para controlar o meio que as rodeia.

Sinceramente é de admirar a destreza feminina para lidar com as situações, não conheço uma mulher incapaz de enganar um homem, e conheço homens que mentem muito mal, mulheres ... até hoje nenhuma.
São verdades, as mulheres foram feitas para o drama, dai a ideia preconcebida, e um pouco machista, de que os dramas cinematográficos são mais do gosto feminino, e na verdade são, a pura das verdades é que são mesmo, o romance é mais feminino que masculino, a ideia da delicadeza, subtileza, os pormenores, maioria dos homens não são assim, elas quase todas são.

Tudo o que for passível de argumentação é de imediato um drama.

Nem é preciso alguma vez ter tido uma relação amorosa para entender do que eu estou a falar, o melhor exemplo são as mães, todos ou a maioria das pessoas teve uma, e lidou com ela em certos períodos da vida, quem nunca reparou na subtileza de uma mãe, no gosto pelo pormenor e no detalhe, quem nunca foi abordado pela sua mãe em conversas do tipo, "Agora estava a reparar e a tua roupa não combina lá muito bem, tens de ter mais atenção nisso", em primeiro lugar a transmissão da culpa para quem usa a roupa, a tua roupa, quando muito provavelmente só tivemos aquela roupa com o aval da nossa mãe, o cuidado, a subtileza de dizer para termos atenção, quando o vocábulo pretendido empregar seria desleixo. As mães reparam em tudo, e dizem tudo de uma forma ao princípio subtil e depois de maneira autoritária ou mais altiva.

Na minha concepção passível de ser ridicularizada e até desmentida, a mulher é o ser mais fascinante que existe, não sei como o homem pretende habitar a lua se ainda nem se conhece a si mesmo, nem nunca há de conhecer, nunca ninguém vai compreender a mulher pelo seu todo e de forma completa, tudo o resto que o homem desenvolve é meramente para passar o tempo e para se distrair, pois não compreender as mulheres pode ser frustrante, não fazer por compreender seria além de frustrante, uma grande idiotice.

Na verdade, e a verdade para mim pode ser dúbia para os demais, a mulher gosta de ser compreendida até ao ponto de não se sentir exposta, porque tenho ideia que a mulher sempre considerou a vulnerabilidade um problema com que não conseguem lidar.

Libertar a minha mente de certezas ingratas.

Sinto que estou a pagar um castigo demasiado pesado para os crimes que cometi.

Sei que em mim reina um clima de inconformismo com o que vivo, sei que poderia viver melhor e como o poderia fazer, mas estou enclausurado no tempo que irá ditar a minha fortuna.
Tenho tanta coisa para dizer, tanta outra para mostrar, hoje em dia tudo é tão simples na minha cabeça, não sei como te dizer, não sei se vale a pena, é tudo um dilema que eu não deveria ser obrigado a viver.

Quero paz, não quero paz comigo mesmo, isso sinto que atingi um pouco, quero paz de alma, quero deixar de ter percepção do mundo que me rodeia, quero ser ignorante, quero mergulhar na brutidão do desconhecido, quero ser evasivo à verdade, quero ser mais do que ocultado, quero passar em branco até ao dia em que tudo faça sentido.

Quero fugir e não ser capaz de olhar para trás, esconder-me num sitio sombrio à espera do primeiro raio de sol que aqueça o meu lado gélido da alma, porque o meu lado quente da alma já não provoca uma chama, em vez disso apenas consome, consome toda a minha percepção de vida, todos os meus ideais sobre como viver se somos obrigados a isso, sinto-me tentado a anular-me a mim mesmo através do despotismo acidental da mente.

Na verdade, apenas sinto que me encontrei perdido algures num lugar desconhecido onde já estive muitas vezes sem saber para onde ir, caminhando por caminhos familiares na dor que acompanha-me em passo lento e no infortúnio que se arrasta sobre mim.

Eu não sou derrotista, sou um altruísta do pessimismo, vivo um neo-sofrimento pois tenho noção da minha dor, absorvo essa dor que me alimenta durante o tempo até dias melhores.

Despertar das penitências

Foi uma pausa forçada no trabalho, subitamente tive uma enorme vontade de escrever, como se um surto prosaico se apoderasse de mim.

Não sei bem sobre o que escrever, nem faço ideia do que me impeliu a tal, apenas sei que tenho tanta coisa para dizer e não sei como, nem quando, nem mesmo a quem.
Queria procurar conforto nas minhas palavras porque sinto-me desprotegido nas acções dos outros, já há muito que não sinto segurança nas palavras dos outros, sinto-me vazio e sem propósito de ser, mas ao mesmo tempo sinto que tenho algo a fazer, só não sei por onde começar.

Sinto que nos últimos tempos mudei, algumas coisas para melhor outras para pior, sinto que estou mais agressivo, mais frio e calculista, mais vulnerável ao que me rodeia, mais impaciente, tudo isto numa primeira visão introspectiva, mas sei que ao mesmo tempo lá no fundo estou melhor comigo mesmo, estou mais consciente de mim mesmo, das minhas necessidades, dos meus pontos fortes e dos meus defeitos, hoje em dia tenho noção do que preciso para ser feliz, sei como o fazer, infelizmente a oportunidade não me é presenteada pelo feliz acaso do destino.

Nem era disto que queria falar, não era de mim que queria falar, nem de ti, nem de um nós, queria apenas dizer-te que eu agora sei, embora tarde, sei o rumo que quero e devo tomar, sei a conduta a adoptar, sei ser feliz, apenas não me deixam.

Não quero falar do passado nem do futuro, e faço o possível para esquecer o presente, não quero falar do que senti ou do que sinto, e magoa-me o facto de imaginar o que poderia sentir apenas se pudesse mesmo, tenho o puzzle completo e falta-me apenas uma peça, que ingratidão mundana, que desperdício de sobriedade, a minha fase de esclarecimento é a fase do dúbio perecimento da vontade de ser algo ou alguém.

Nunca na minha vida encontrei-me tanto no meio do nada, nunca senti tanta clarividência das minhas vontades como agora onde me encontro despojado de movimentos, é como se tivesse tomado gosto em voar, tivesse entendido o seu propósito, mas cortaram-me as asas, aprendi a saborear a vida sem palato e tudo parece muito mais insonso quando se prova.

Neste momento falta algo em mim, a peça que faz com que tudo se encaixe, que mova a engrenagem que vai despoletar um sorriso eterno, pelo simples facto de ter entendido o propósito da vida.

Na verdade acordei tarde de um sonho em que a realidade me esbofeteava com vontade.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Goodbye...

Don't say goodbye unless you want to, don't say it's over unless you mean it... so goodbye i'll see you around.

quarta-feira, agosto 31, 2005

Mira que guapo és el corcundita...

Agosto é o mês de todas as torturas, sinceramente um mês que providencia tempo para pensar na vida é sem dúvida um verdadeiro castigo, pensar na vida é o martírio de quem não tem vida, então pensa que tem e que é complicada... por acaso acaba sempre por ser.

Chamar férias a um período de penitência emocional e mental é no mínimo paradoxal e sem dúvida sarcástico, digno do melhor sadismo.

Bem sinceramente não tenho o que dizer, ora porque a minha mente está em branco completamente obsoleta, ora porque a confusão é tanta que sinceramente o que eu preciso é de estar calado, porque ninguem quer ouvir.

Venho anunciar que dentro de um dia vou partir para férias, e ficarei por volta de uma semana sem dar noticias, o que desde já é básicamente o que tenho feito e no fundo é apenas manter a rotina.

Gostava muito de ir de férias para a Argentina mas tal não foi possível problemas de logística, por isso vou uma semaninha para as pampas Ibéricas... ou não.

Fiquem bem e aproveitem o final do verão para muita pinocada... o filme do boneco do Gepetto tem muitas versões.

terça-feira, agosto 23, 2005

Insert coin and try again...

E se agora de repente eu quisesse escrever sem parar sem vírgulas nem pontos sem pontuação alguma escrever coisas sem nexo até ao fim do dia batalhar no teclado cravar letra após letra sem o mínimo de respeito pela forma ou pela génese do meu pensamento que seria de nós perder o fôlego por querer ser livres que seria de nós sem regras que seria de nós sem a estúpida de uma vírgula?

Certas coisas são porque teem o intuito de ser, são porque são e funcionam porque se vêem com esse objectivo, mas podemos sempre optar, e eu estou farto de optar, estou farto de recuar, não tenho paciência para estratégias e jogadas estudadas, simplesmente deixo ser, deixo acontecer, e espero sempre que seja o melhor possível.

Eu se te pudesse dizer apenas uma coisa, se te pudesse pedir apenas uma coisa, faria o mesmo com a vida, a única coisa que eu quero neste momento é tentar com o tempo, estou farto de desistir ou de colocar algo de lado só porque atravesso um caminho mais ríspido, sinceramente não entendo, não concebo a mentalidade humana, por exemplo a nível de relações, se está mal põem-se termo à relação, o que foi feito do esforço mutuo para que tudo fique bem, o que é feito do romantismo estóico em que os amantes lutavam por um lugar ao sol, hoje em dia está mal acabou, e que tal ceder um bocado mudar aqui e ali e deixar correr, é que já estou farto de entrar naquelas fases do como seria se tivesse continuado, ou do sinto tanto a falta de coisas que só tu farias, será que posso viver descansado por um bocado?

Será o sossego e a paz indissociável da solidão? Preciso de estar sozinho e sentir-me excluído do mundo para estar em paz comigo?

Porque raio não podemos tentar, assim na maluca, à desportista dizer vamos lá embora, em vez de pensar que com fita cola não dá, se não dá com fita cola começamos de novo, se não dá com fita cola seguramos com as mãos, não entendo porque raio fico sempre eu a lutar, é que sinceramente começo a pensar que nunca ninguém lutou por mim... depois se digo que não valho nada ou que tenho um valor semelhante ao de saliva num passeio, estou a ser parvo, mas então se me querem contradizer, se acham que tenho valor demonstrem, infelizmente eu não nasci com capacidade para a suposição emocional, eu não sei se gostam de mim se me dão valor até que o demonstrem, será pedir muito? Será pedir muito o simples facto de eu pedir que sejam sinceros com vocês mesmos, se vos custa não se incomodem eu cá me arranjo como sempre, odeio conformismos, mas já me começo a habituar a rotinas.

segunda-feira, agosto 22, 2005

Desabafos é o que isto é crlh.

Esta sensação de fazer e não fazer parte de algo e ao mesmo tempo ser parte influente de um nada, começa a ser um bocado irritante.
Durante toda a minha vida a única coisa que pedi foi que fossem comigo aquilo que sou com os outros, pelo menos minimamente, é que ainda não entendi porque raio nunca tenho direito a uma oportunidade, seja ela primeira, segunda ou terceira, é que é coisa de me provocar uma certa urticária, não posso falar porque supõem o que eu penso nem se tentam basear no que eu digo, é logo no que eu supostamente na concepção racional de outro ser que não eu havia de estar a pensar, e que no fundo, muito provavelmente, não pensei.

Sinceramente eu até já me conformei com a ideia de ser uma pessoa com pouco valor para o mundo e para os maravilhosos seres que nele habitam, mas por favor tenham alguma pena do ceguinho, é que isto é todo o dia portas a bater na cara do pobre ceguinho que só quer entrar para um sítio onde esteja em paz e sossegado.

Hoje é dia para dizer, que quem quiser que me compre, aviso que não venho com garantia nem com a puta de um manual, visto que supostamente toda a gente tem ideia de como eu penso ou devo reagir, tomei por suposição que manual seria algo mais a roçar no esferovite e completamente desnecessário.

Já agora a base de licitação começa muito por baixo, tão baixo como eu me encontro, logo se cuspirem para o chão vale como licitação.

terça-feira, agosto 16, 2005

Vodka..Cigaretta..Vinho...pedidos estranhos...

Sou só eu a aguentar aqui o estaminé.... e mal diga-se de passagem, bons e velhos tempos em que em 50 post's escrevia um decente, agora hoje em dia, é uma desgraça, é uma recessão intelectual que até dá dó aqueles que teem um estomago mais forte...miséria digo-vos eu...

Apesar de andar-mos em crise, de estar neste momento a passar por um período enfadonho da vida, tudo muito morto, rotinas, falta de imaginação, criatividade nula, etc etc, certas coisas não deixam-me de surpreender.

É verdade que Portugal não anda na sua melhor forma, falam em recessão, desemprego, incêndios, no fundo existe uma profunda crise não só económica, mas de nervos, e as pessoas andam sempre stressadas e preocupadas com a vida, tudo parece um drama pejado de catarses, enfim a chamada tempestade dentro de um copo de água, coisa que já começa a faltar cá pela terra também.

Embora a situação deste nosso Portugal não seja das melhores, e o pessoal ande assim tudo um bocado para o nervosinho, estes dias entendi como a cultura portuguesa tem muito para aprender, e se somos conhecidos por sermos relativamente liberais em certos pontos, e retrogadas noutros, digo-vos já que a malta que vêm do Leste Europeu, é do melhor, esses sim são liberais, e devem confiar plenamente na sociedade portuguesa que por vezes deve-se assemelhar um bocado ao entardecer moscovita.

Estava eu numa festarola para os lados da Arruda dos Vinhos, ainda plenamente capacitado das minhas coordenações motoras e mentais a assistir a um concerto, quando nisto um senhor que pelo sotaque e semblante físico aparentava ser do Leste Europeu, diz-me o seguinte..."Olhe não se importa de tomar atenção na minha mulher que eu vou buscar vinho?"...

Sinceramente ainda olhei para um amigo meu a ver se tinha entendido bem o pedido do homem, mas visto que tinha entendido bem ao ser-me confirmado por esse meu amigo, pensei logo, este gajo não tá bem de certeza, tão ninguém no seu prefeito juizo chama à atenção de outro homem para ficar a olhar para a sua mulher, vá lá que foi por uma razão plausível, o homem foi buscar vinho compreendi a situação, mas vamos imaginar que eu já tinha bebido tudo o que vim a beber depois e em vez de entender "Olhe não se importa de tomar atenção na minha mulher que eu vou buscar vinho", e entendia algo como.. "olhe não se importa de tomar a minha mulher que eu dou-lhe vinho." ... hum como seria então?

Pois é foi arriscado, o que vale é que eu sou bom moço e nem fiz nada de nada, mantive-me imóvel a assistir ao concerto, tanto quanto sei até podiam ter-lhe levado a mulher que eu nem dava conta, mas e se fosse eu um Camarinha, ou um Alcindo com uma farta bigodaça encharcada de bagaço, foi arriscado foi, e de duas uma ou o homem português está bem cotado como respeitador para com os seus camaradas semelhantes, ou então devem pensar que o homem português é frouxo ou anda tudo a mudar de ares... seja como for não deixou de ter a sua piada, mas aviso já não comecem a tentar muitas destas porque se o senhor por acaso tivesse dito "olhe tome conta da minha filha de 19 anos que é bem parecida à Sharapova que eu vou dar uma volta a Kiev e já venho"... ai ai nem digo mais nada ... havia tourada... ou não muito provavelmente..

sábado, agosto 13, 2005

Eu havia de ser deixado inconsciente à paulada...

Image hosted by Photobucket.com

Não sei porquê, mas não imagino isto a passar-me assim pelas veias... isto é coisa para arranhar as veias.

A culpa é daqueles jogos de unir os pontinhos e ver que desenho dá, este deu a composição química da heroína olha que bonito, jogo digno para uma revista com o nome Canhâmo Visão, na próxima edição una os pontos para descobrir a composição química da morfina que durante o mês de Agosto tanta falta nos faz.

Eu acho que este esquema dava uma excelente tática desportiva, não que o Maradona já não tenha patenteado a utilização deste esquema no mundo do futebol, mas quem sabe a sua utilização no bilhar, uns quantos Arlindos e disparar bolas de bilhar para o público a uma velocidade de 30 km/h.

Heroina é menosprezada, mas não se esqueçam que em Portugal depois do caldo verde, o segundo caldo mais conhecido é o caldinho para a heroina, ok e talvez o caldo Knorr.

Ok já vi que não consigo escrever nada de jeito, apenas achei piada ao descobrir um esquema da composição química da heroina, e ficar a saber que não passa de um analgésico...como diria Maradona..."ai ai mamanzita las dores..ai qé non puedo más...dáme un conto por amor di dios!"

Smurff é nome de alucinogénico... pelo menos parece...

Da minha janela vi um senhor de saias a apanhar os dejectos de um canito, depois lembrei-me que por volta das 8h tive a ver os Smurff's com os seus chapéus contraceptivos na tv, e achei que a versão brasileira traduzida pelo Herbert era mais gira que a versão na língua do Camões.

Alguém ligado ao campo da psicologia quer analisar este começo de dia?

sexta-feira, agosto 12, 2005

Conversas de Scotch e Levarfenol.

Sandokan: Então Rantanplan bons olhos te vejam meu rafeiro pistoleiro, como estás?

Rantanplan: Com sono básicamente.

Sandokan: E então queres falar da política macroeconomica da Micronésia ou dos musicais do teatro de revista?

Rantanplan: Eu acho mesmo que o pequeno buda era democrata cristão.

Insensatez de uma boca mordida.

Perdido entre o silêncio e o murmurar de breves suspiros, procuro a verdade nos segredos que criei numa boca seca pelo tempo que congela qualquer olhar para uma fonte de pura vaidade emocional. Se o papel corta, as palavras dilaceram a alma em pequenos pedaços que eu espero que tu juntes e guardes dentro de uma caixa sem fundo.

quinta-feira, agosto 11, 2005

As supostas verdades/observações estúpidas.

É incrível como no mês de Agosto o tempo passa muito mais devagar quando não interessa.
É daquelas coisas que leva a pensar no título... Diário de um Louco. Yedasss

Primeiro texto do Sr . Tobias... sinceramente não leia é o conselho dos humildes escribas deste blog.

Hoje por volta das 9h da manhã telefonou-me o Sr. Tobias a dizer que gostaria de começar as suas crónicas sexuais, pelo qual pedia gentilmente que houvesse uma cedência de espaço de escrita neste blog, pois já havia tentado outros blogs, nomeadamente o de personalidades ilustres como Pedro Mexia e Pacheco Pereira, ao qual numa graçola o Sr. Tobias se referiu em primeiro lugar como Jaime Pacheco, ao que respondi com um esgar telefónico de quem acabou de acordar para aturar alguém que toma ao pequeno almoço bourbon com rosquilhas do Continente.
Prontamente e já com o briefing feito com o Zica, foi decidido que seria a nossa política a de apoiar qualquer ser que queira dizer umas barbaridades no mundo bloguístico, pelo conseguinte foi de nossa vontade aceitar a publicação das crónicas e conselhos sexuais do Sr. Tobias.

Todo o espaço que se segue é totalmente da responsabilidade do Sr. Tobias, pelo qual a direcção deste blog não se responsabiliza em matéria de responsabilidade quanto aos direitos de personalidade salvaguardados na lei.

Caros leitores, eu sou aquele a quem apelidam muy graciosamente de Sr. Tobias.
O meu objectivo é elucidar jovens mentes, e mentes de si não tão jovens, para os meandros do sexo, ora com crónicas e contos fantásticos, ora com simples dicas de como avivar a vossa vida sexual, ou pelo menos não a destruir.
Como primeira intrevenção neste muy nobre e patético espaço, gostaria de deixar a primeira dica de muitas.

Se por acaso estiver a pensar na prática de cunnilinguis, vulgarmente conhecido como o belo do minete, com o seu ente querido, ou mesmo com uma puta de 17 ou 54 anos que tem um banquinho de cartão em Monsanto, recomendo que coma o seu bife bem passado, que o mastigue bem, e que depois da refeição cuide da sua higiene bucal, ou não vá confundir a bela da mifra com um resto de carne entalado entre dentes, sendo que 87% das pessoas ao encontrar um bocado de comida parcialmente mastigada e consumida através das enzimas bocais, volta a tentar deglutir o alimento, e acho que nenhuma mulher com bom senso goste de ver o seu clito mastigado.

Se por acaso quer apimentar as coisas na bela arte do cunnilingus, recomendo que antes de levar o músculo mais poderoso do ser humano ao músculo mais influente da história da humanidade, use uma embalagem de peta-zetas, o famoso snack que continha pepitas que estalavam em contacto com a saliva, e que melhor durante o começo do regabofe do que um pito aos estalinhos.

Por hoje é tudo, se tiverem oportunidade de "espetar" façam-no, se por acaso são garbosos punheteiros, ao menos tenham a decência de não o fazer para dentro de uma meia branca com raquetes, que eventualmente iram calçar no dia a seguir para ir passear para a praia. Um bem haja e boas continuações de um verão quente e suado.

Ass. Sr. Tobias..... Tobia-mos pah


Voltamos a frisar que apesar de ter sido decidido publicar estas crónicas o único responsável por elas será o Sr. Tobias como anteriormente foi acordado, sendo que o caro leitor corre per si o risco de as ler, visto que todo o contexto utilizado não é aconselhado a pessoas influênciaveis cic...

sexta-feira, agosto 05, 2005

Da Paciência ao Desespero vão dois ou três pensamentos.

O desespero é uma quimera, o que o torna tão semelhante à esperança - Sandor Petofi

Apenas o silêncio é o supremo desprezo - Charles-Augutin

A paciência é uma virtude caluniada, talvez porque seja a mais difícil de por em práctica. - Sigrid Undset

quinta-feira, agosto 04, 2005

E hoje é apenas o quarto dia de Agosto...

Será que vale tomar alucinogénicos para sobreviver ao mês de Agosto?

A moda deste verão parece-me que vai ser a de post's curtos... e sem puto de sentido.

Por falar em moda, o penteado do Beto jogador do Sporting, é assim um bocado corte de cabelo ao estilo do MacGayver nos anos 80... assim parece mais jogador da Casa Pia do que do Sporting... ok no Benfica também temos o João Pereira... estamos quites.. por falar em quite... ia fazer um trocadilho com o Justiceiro mas não me apetece muito..

terça-feira, agosto 02, 2005

Atrofio Geral

Estou no segundo dia de Agosto e já começo a pensar como vou sobreviver a este mês.

segunda-feira, agosto 01, 2005

What can i say...it's the music of the day.

I tear my heart open, I sew myself shut
And my weakness is that I care too much
And my scars remind me that the past is real
I tear my heart open just to feel

I'm Drunk and I'm feeling down
And I just wanna be alone
I'm pissed 'cuz you came around
Why don't you just go home?
'Cuz you channeled all your pain
And I can't help you fix yourself
You're making me insane
All I can say is...

I tear my heart open, I sew myself shut
And my weakness is that I care too much
And our scars remind us that the past is real
I tear my heart open just to feel

I tried to help you once
Against my own advice
I saw you going down
But you never realized
That you're drowning in the water
So I offered you my hand
Compassion's in my nature
Tonight is our last stand

I tear my heart open, I sew myself shut
And my weakness is that I care too much
And our scars remind us that the past is real
I tear my heart open just to feel

I'm drunk and I'm feeling down
And I just wanna be alone
You should've never come around
Why don't you just go home?
'Cuz you're drowning in the water
And I tried to grab your hand
I left my heart open
But you didn't understand
But you didn't understand

Go fix yourself

I can't help you fix yourself
But at least I can say I tried
I'm sorry but I gotta move on with my own life
I can't help you fix yourself
But at least I can say I tried
I'm sorry but I gotta move on with my own life

I tear my heart open, I sew myself shut
And my weakness is that I care too much
And our scars remind us that the past is real
I tear my heart open just to feel

I tear my heart open, I sew myself shut
And my weakness is that I care too much
And our scars remind us that the past is real
I tear my heart open just to feel

Papa Roach - Scars

sábado, julho 30, 2005

Miss You ...again...and again...and again...does this stop at any time?

Quando a saudade aperta não nos resta fazer mais do que ter paciência.

Procurei por uma definição de paciência e a que mais gostei foi a seguinte:


Paciência: uma forma menor de desespero, mascarada de virtude. - Ambrose Bierce

Sou um falso virtuoso com um grau relativo de desespero... não é que bate certo.

Tenho saudades tuas, só queria que soubesses isso.

sexta-feira, julho 29, 2005

Loucura de quem deseja pela atenção de quem seja, mata-me a saudade com um pouco do teu tempo.

Citações que criam elos de ligação entre sentimentos, acções, momentos, como se ligam as palavras, como t udo segue uma mesma linha condutora por onde já todos andamos.

Pensamento...Ciúme....Paixão



A mais nobre alegria dos homens que pensam é haverem explorado o concebível e reverenciarem em paz o incognoscível. - Von Goethe



É impossível exprimir a perturbação que o ciúme causa a um coração em que o amor ainda se não tenha declarado - Madame de La Fayette




A paixão transforma, muitas vezes, o mais hábil dos homens num louco e torna muitas vezes mais hábeis os mais tolos. - Rochefoucauld




Pensamento + Ciúme = paixão? Paixão x Ciúme = Pensamento? Ciúme + Paixão x Pensamneto = Dor de cabeça....

Normalmente o ciúme tem uma conotação negativa, talvez porque é um sentimento que faz sair de nós o pior que temos, os pensamentos mais irracionais, as acções menos comedidas, mas o certo é que se faz sair esses aspectos negativos, o que fica lá dentro é sempre uma grande paixão.
Os ciúmes sentem-se por medo de perder, por vontade de querer, ou simplesmente por confusão.

Eu não dou muito valor ao ciúme, vejo o ciúme como um pedido de atenção a quem se ama e se quer ter por perto, ninguém pode dispensar a atenção daqueles a quem se quer bem. Pedir algo como não sentir ciúmes a este nível básico em ter sede de atenção de quem nos eleva o espírito, seria como pedir para renegar a nossa existência para com os outros.

Só sente ciúmes quem deseja, só sente ciúmes quem quer, só sente ciúmes quem gosta, desde que não seja em excesso, o ciúme faz sempre parte dos relacionamentos.
Ninguém saudável de espírito quer ser o centro das atenções do mundo que o rodeia, mas pobre do tolo que não tenha intenções de ser o centro das atenções de alguém em particular, é de louvar aqueles que querem fazer notar o seu amor.

Não vejo mal nenhum em reclamar para si o que aos poucos tenta conquistar com valores bem mais importantes que aqueles que muitas vezes apagam a nossa presença perante o ser amado, se de mim dou de ti um pouco quero, se de mim tens de ti um pouco espero, se de mim te dei de ti espero que aceites e não esqueças que também eu tenho necessidades.

Se a paciência acompanha aqueles que declaram tréguas ao tempo, muitas vezes em lume brando ferve a paixão que queima a pouca sanidade de um homem apaixonado.

Quando nunca se diz o que se devia, quando alguém não fala, mas também não se cala.

O pensamento é algo que por si só torna deliciosa a existência humana. Pelo outro lado, muitas vezes nos pensamentos persiste a dúvida, e a distinção entre uma realidade e outra é feita por uma tenue linha de consciência.

Ao contrário de muitos, defini a realidade com base em calculos sem a menor razão de ser, fundamentandos na simples razão de não querer que neste caso hajam alternativas.
A realidade para mim é composta em 50% por ficção, 20% na busca pela verdade, 15% de memórias que nos atromentam a alma, 10% em sonhar acordado, e 5% é simplesmente o que não queremos ver ou saber o que é, logo suponho que sejam os 5% da verdade.

Metade da realidade que vivo é pura imaginação minha, a outra metade é o que tento evitar saber, viver, sentir, ouvir.

Vivo dividido entre falar e não falar, ouvir e não ouvir, pensar e não pensar, querer e não querer, e no meio de tanta escolha acabo sempre por optar pela que parece-me ser a menos lógica.
Tento ser honesto e justo comigo mesmo, tento não me enganar com desculpas que minimizem os singelos problemas da minha vida, que de tanta singeleza, provocam o maior dos incómodos.

A honestidade não é menos que a redução das opções, a diminuição da escolha múltipla que nos é apresentada em cada precurso novo da vida, se formos honestos, sinceros com os outros e com a nossa própria pessoa, reduzimos drásticamente a margem de erro colocada em passos incertos por inumeros desertos de enrredos provocados pela burocratização do relacionamento humano.

Com o raciocinio lógico elaborado a estas horas da madrugada, e apresentado anteriormente, venho a desenvolver a seguinte solução numa fase posterior ao que iria realmente dizer.

Entre o que queremos dizer e dizemos, queremos fazer e fazemos, entre aquilo que sentimos e pensamos, vai uma distância do caraças, por isso a maior probabilidade vai redundar na hipotese de eu não te dizer o qeu devia, nem te mostrar o que queria, e continuar a remoer os problemas até ficarem num pó que se entranha pelos meus poros cada vez que deixo assentar em mim uma névoa de dor e confusão.

quarta-feira, julho 27, 2005

Poesia (de)ambulante

procuro-te obsessivamente na melancolia das mãos
porque só o acto de morrer muitas vezes compensa
e foi necessário que fizéssemos uma serra para cortar os pulsos
de uma espada e fizemos
e com uma cana-da-índia de rota fizemos uns foles para atear o fogo
pintei nos ombros umas asas de coral para me evadir
abandonei a casa e as notas rabiscadas rápidamente
as emendas as manchas de tinta azulada nos dedos
os manuscritos ilegíveis
a poeira dum olhar preso ao vício feliz das palavras
a escrita
a indelével respiração do poema
o fluxo do grito o eco lacustre dos dedos tamborilando no sono
a casa vazia
e a janela onde debrucei o que me restava da vida
levei dez dias de viagem
até que a noite me recebeu como um ressurgido do outro lado do corpo
e nada direi sobre o deserto
nem deixarei sequer um inédito

Procuro-te Obssesivamente, Excerto - Al Berto

segunda-feira, julho 25, 2005

Suspiros que partilho com a noite sete dias por semana.

Se for a fazer um relato de todas as noites que passo sem ti, acabo por me repetir sete vezes por semana em noites de saudade constante.

Olho para a mesma lua que também é tua, confesso-lhe o quanto te sinto, não escondo nem minto, quando digo que o que sinto é maior que a minha confidente.

Concentro em mim recordações gravadas na minha inquieta mente, vejo tudo como um holograma espelhado no céu que acompanha-me nestes momentos pejados de uma vontade de te beijar e num abraço profundo dizer que estou aqui para cuidar de ti.

Recordo todos os momentos em que me desliguei do mundo na presença de um querer maior, na presença de alguém mais importante que esse mundo que me acolhe, penso com saudade nas coisas boas da vida e nenhuma delas se desliga de ti.

Haverá melhor coisa que a nossa face entre as mãos da mulher que ama-mos, o trocar de olhares envergonhados enquanto se mordem os lábios matando o desejo de algo mais ousado, sentir a face colada á tua quando te abraço por trás e pouso o meu queixo no teu ombro sussurrando-te ao ouvido palavras meigas, jurando que te farei sentir segura.

Embalado pela música dividida ao som do vento, não passo um momento sem pensar em ti, desenhando o teu rosto no pensamento, beijando-o de uma forma doce, que revejo em ti, meu anjo de olhar profundo.

Sinto que me queres, sei que me queres bem, em cada olhar teu se esconde uma verdade que me aquece a alma, em cada sorriso teu está um delicioso momento que me alimente o espírito sedento de amor sem barreiras, liberto-me e percorro as fronteiras entre os teus lábios e os meus.

Nada que te diga vai soar como novo, tudo o que te diga já foi repetido vezes sem conta, como todas as noites que passo sem ti, e fico à deriva na esperança de me acolheres nos teus braços, sinto entre suspiros baços que do outro lado da janela está a minha felicidade.

Procuro que a noite te diga o que não posso dizer pela distância, espero que a noite te diga o quanto te quero bem, o quanto eu amo-te, e que das suas palavras possas provocar um suspiro de saudade, saudades de mim.

Depois perguntam "Pedro que merda é esta que andas a escrever" e eu digo à pois muito estudo pouca ...oda...

Sinto o teu corpo nu colado ao meu, sinto o sabor dos teus ombros nos meus lábios que os percorrem como gotas de chuva.
Agarro-te de maneira a sentir as tuas costas no meu peito, acaricio-te os seios desnudados, sinto o seu calor na minha mão sinto o suor entre eles, deixo as minhas mãos caírem pelo teu ventre, como se um magnetismo fizesse tudo parecer um toque leve, deixo cair as mãos até o teu pélvis, sinto o calor, vejo o teu ar de desejo, mal te toco e sinto o calor que emana o teu corpo.

Mordo-te a orelha sussurro no teu ouvido que te quero sentir mais e melhor, cheiro o teu pescoço enquanto soltas um gemido, mal toquei-te e já é tanto o prazer, apenas o calor de dois corpos solta tanta energia, agarro-te com mais força quero sentir todo o teu corpo com a ponta dos dedos.

Percorro o teu corpo com a ponta dos dedos, adoro sentir a textura dos teus braços, contornar os teus seios, sentir o teu pescoço, desenhar a tua cara com o indicador como se fosse um lápis de carvão, passar o dedo pela tua testa, percorrer o nariz acabar nos lábios seguido de um beijo.

Quero que as palmas da minha mão cubram as tuas coxas que deslizem por elas como seda sobre cetim, quero agarra-las aperta-las nas mão e depois contra mim.
Quero e percorro as tuas costas com beijos, soprar entre os teus seios, quero os teus cabelos junto ao meu nariz, quero te ouvir gemer de prazer aos meus ouvidos com o teu peito contra o meu, quero sentir o teu corpo nu como carne crua, quero sentir a libido a escorrer como sangue, quero absorver o teu suor com a língua e junta-lo ao meu corpo.

Penetrar-te com gentileza, sentir a primeira entrada a olhar-te nos olhos, ver o alivio de matar um desejo, satisfazer uma vontade, quero sentir os teus pulsos em volta do meu pescoço enquanto te penetro, quero fazer amor contigo e sentir a tua respiração ofegante contra a minha cara, quero sentir os movimentos ondulantes que fazes enquanto me cravas as unhas no peito, quero que me mordas que me beijes que me devores com desejo, quero sentir o apertar das tuas coxas, quero apertar as tuas nádegas e sentir o teu corpo como um holograma nas minhas mãos.

Mordo-te o queixo, sinto-te a querer gritar, mordes os lábios não queres soltar já todo o prazer, só mais um pouco, sim mais um pouco, queres sentir-me dentro de ti já sendo parte de ti, queres penetrar-te a ti mesma, só mais um pouco, já está quase.

Aumenta o ritmo e agarro-te no pescoço com a mão aberta, acaricio a tua face com a palma da mão, e com a outra aperto-te um seio, meto as duas mãos à cintura, está quase, aguenta só mais um pouco.
Soltas um grito e entrelaçamos os dedos das mãos, as tuas pernas apertam sinto-te a vir, venho-me também, os dedos cruzados apertam como torniquetes, o grito prolonga-se seguido de um suspiro, um, dois, três espasmos, e o teu corpo cai redondo em cima do meu, corpos suados, corpos cansados, corpos leves vagueando pela libidonosidade largada pela sala, selamos o fim com um beijo, e ficamos agarrados a recuperar fôlego.

A beleza do sexo é que nunca é o que queremos, são vontade de dois corpos que se misturam em algo que acaba por ser único, nunca é o que dele queremos, nunca é o que dele esperamos, e tantos mas tantos são os pormenores que nele não reparamos, não existem coisas tão livres como o sexo.

Frases de engate a evitar, o regresso do Jedi.

Oh miuda que idade tens? 20? se fosses uma pita punha-te molho de iogurte e comia-te toda.

Ok esta é de evitar, até porque é estúpida e não tem piada, mas disseram para meter aqui.
Gira é se tiverem na escola e viram-se para a púdicazinha da turma, normalmente é a moça que tem as canetas às cores e os acessórios todos a nível de material escolar, e pedem assim..."epah tens ai um afiador?" ...ela responde.."sim tenho" .. ao que se riposta com ..."então faz-me o bico".... sucesso garantido, este tipo de deixa devia vir nos lápis do Jumbo.

domingo, julho 24, 2005

O som do teu ser tem muitos tons graves.

Ecos dos teus passos parecem uma dança flamenca na minha mente, sinto-te a chegar tão perto em passo acelerado que ecoa tão distante.

Os meus sonhos parecem dançar um tango com a insónia que sofro, a violência das lembranças, os momentos em que estou desperto, o facto de o sono não pesar.

Oiço um saxofone a tocar tons melancólicos ao mesmo tempo que observo o teu vulto por uma porta iluminada, acompanha o piano cada passo que dou até abrir a porta, espreito e vejo que é tudo imaginação, mas sinto o teu pé a bater no chão, sinto as tuas mãos a percorrer-me a face, sinto-te bem perto e desperto ao som de um violoncelo que marca mais uma corrida em busca de ti.

Que som é este, que tom nostálgico tem aquele trompete, será a saudade? Serão estes instrumentos figurinos de sentimentos, serão eles os mais básicos elementos de uma noite de verão a ouvir jazz, a sentir o calor e a luz da lua reflectida na parede e não no tecto.

Afundo o meu olhar que está focado num ponto solto do pensamento, desenho a perspectiva ao som de um baixo acompanhado a piano, um som que se torna frenético como o som de alguém a subir e a descer umas escadas em busca de algo ou alguém que não sabe onde se encontra.

Abro a porta e fecho a porta para outro pensamento, rasgo um sonho e desenho outro, e o piano sente-se mais intenso, não consigo acompanhar a partitura, tento escrever mentalmente o mais depressa que posso, escrevo-te dezenas de cartas onde repito sempre a mesma coisa, tenho saudades tuas.

O tom grave do violoncelo começa a baixar o ritmo, sinto-me cansado, procuro-te e só te encontro na mente, onde te abraço sem mais largar, dali não foges tu, dali não sais de maneira alguma, nem que te prenda com o entrelaçar das mãos ao som de notas musicais que te embalem nos meus braços.

Que saudade de um sorriso teu, do teu beijo, do teu olhar, que saudades tenho eu de ti, volta para mim no espaço de um breve compasso.

sexta-feira, julho 22, 2005

Que arrufada no espírito, nostalgia, porcaria, campo jurídico.

Chegou ao verão, sim eu sei que já foi à algum tempo, mas só agora é que entrei nas férias “judiciais”, no interregno jurídico que compõem grande parte da minha vida.

Com o verão veem roupas menores, mais calor, meninas mais desnudas, praia, sol, o belo do café em esplanadas, o costume.

O costume para o jurista é uma prática reiterada com convicção de obrigatoriedade em todos os seus elementos, ou pelo menos esta é a sua definição às duas da matina já com muito dia em cima.
Se há um costume típico do verão na sua vertente televisiva que se coaduna com a definição de costume no seu sentido jurídico, tratasse das belas reposições de êxitos cinematográficos, pérolas do cinema como diria qualquer critico de cinema.

Entre esses box office's, destaco a reposição da saga Karate Kid, Sozinho em Casa, Pestinha, Lagoa Azul, filmes do Steven Seagal, e muitos mais.

Ainda não entendi porque raio continuam a repor esses belos filmes dignos de um domingo à tarde, onde está calor em demasia para a prática do onanismo, e o corpo já mole decide praticar o zapping pelos belos canais que dispõem a Tv por Cabo.

Na conversa com um amigo, falava-mos da qualidade miserável da tv, das belas reposições, e de quando iria começar a reposição das marés vivas.
Esse meu amigo destacou-se na conversa pela frase, “saudade do tempo em que esperava para ver o Poupas”, esse grande passaram de semblante rota, que parecia um espanador símbolo da Love Parade.

Como os tempos mudam, hoje cada vez mais esperamos não nos tornar num poupas, muito menos a assistir um sapo drogado a comer uma porca nossa amiga.

Se as mentalidades avançam, quer por caminhos mais certos ou de si mais dúbios, pergunto-me porque raio não começam a repor o Quebra Nozes no verão e o Karate Kid no Natal?
Senhores da televisão, façam um favor, se quiserem ser nostálgicos, comecem a repor a melhor diversão de todos os tempos do verão, o Juiz Decide.

Até aqui se nota a minha queda e tendência para a desgraça no mundo jurídico, mas pior que eu só a qualidade televisiva.

Frases de engate a evitar.

És como um nenufar, boias mesmo que um sapo esteja a fornicar em cima de ti.

quinta-feira, julho 21, 2005

domingo, julho 17, 2005

Olhares de criança...arrancam sempre um sorriso.

Image hosted by Photobucket.com



O que ao início podia ter sido uma música agora são palavras ditas em loop com sentido só para quem sente.

Desculpa se as minhas mãos estão trémulas, nunca aprendi a gostar, e estou demasiado habituado a perder.
Não te quero causar insegurança, desculpa se penso demasiado, desculpa se falo de mais, é o nervoso que faz vibrar as cordas vocais.

Nunca pensei que pudesse me agarrar assim, nunca pensei que tivesse tanto medo de fechar os olhos, é a diferença entre o rapaz e o homem, ainda sou rapaz.

Desculpa se não te quero largar a mão, se quero manter o teu odor bem perto do meu peito, com medo que não volte a cheirar o teu perfume que a minha mente cria todas as manhãs.
Soltei-me, larguei sem querer amarras que me prendiam a um fundo negro, e ainda me estou a habituar a ver a luz.

Abro as pálpebras devagar e vejo um sorriso, fico logo com o olhar preso, fixado nos teus olhos profundos que me gastam o pensamento.
Não sei lidar com o tempo, sou mau a dar-me com vontades, não consigo matar desejos, e evitar saudades, ensina-me o que fazer.

Sem querer entregar-me, já me encontro jogado aos teus pés, não sei andar, não sei dar os passos de que falas, ajuda-me.

Tudo parece tão escuro a não ser aquela luz ao fundo, está de braços abertos e sorriso rasgado, caminho para ela, mas preciso que me guies, guia-me até ti.

Já não sei o que diga, não sei o que escrever e repito-me até a exaustão, cala-me com um beijo, segura a minha face com as tuas mãos e diz-me com o teu olhar que tudo vai correr bem.
Olho para ti como uma criança que descobre o mundo, passo a vida a sorrir para ti com a tua paixão como fundo.

sábado, julho 16, 2005

Se soubesse o que queria de ti, já te tinha dito.

Image hosted by Photobucket.com

Tenho a mente bloqueada com coisas que não vivi e que pretendo viver.

As insónias são dominadas por sonhos, como se de um processo masoquista se tratasse, eu incito em ir contra os meus limites.

Cada vez penso mais em ti, com medo de agarrar-me de novo a sonhos e objectivos, que um dia me fugiram da mão como os grãos de areia com que construía os meus castelos no céu, bem longe do mar, para que esse não afogasse o meu espírito antes do ultimo suspiro.

Perguntas tu que palavras são estas, e se as profiro para ti, não são palavras, são arrestas que eu tento limar por si.
Olhas-me como se fosse louco, que de tanto gritar fica rouco, sempre a dizer que quer dar tudo de mim simplesmente em troca de um sim, de aceitação.

Não te peço que me oiças, não te peço que me olhes, peço-te apenas que nunca vás embora para um sitio onde não te veja, peço-te que não sejas vulto em pensamento, e sombra de um recalcamento amoroso.

Sinto que devia estar calado, nem gosto muito de escrever, dizem que tenho jeito, mas não acho, tenho é uma grande fome de viver, tenho uma necessidade de sentir, e regurgitar tudo cá para fora, de maneira bela ou hediondo, não me interessa, interessa-me é que tu saibas o que sinto, que saibas o que penso, quero ser transparente contigo, não tenho medo, desarmaste-me os escudos desde o início com o teu jeitinho simples de ser, e ao mesmo tempo tão complexo que despertou em mim uma curiosidade flamejante.

Não me interessa manejar as palavras como quem sente o ar com as palmas das mãos, se não tas conseguir sussurrar ao ouvido, se não souber como faço que elas cheguem a ti.

Não sei quem és, mas sinto que já te conheci, pego em momentos soltos que de si parecem antigos, mas são tudo pedaços mendigos, que insistem uma esmola do meu apreço, não sabendo eles que valem muito mais que isso, não sabes tu o valor que tens para mim.

E podem dizer que tudo o que escrevo é invenção, é a verdade, do mais puro que há, tudo criação minha numa co-produção entre a minha mente e o meu coração, escrevo para quem queira ler, para quem precise de ouvir, escrevo para um ser indeterminado que a minha alma escolheu, que dicotomia engraçada, quero-te e nem sabes bem o quanto, nem sabes bem se és tu, afasto e evito o pranto, já de si provocado por raiva, estou farto de gritar e finges que não ouves.

Espero imóvel uma resposta tua, seja fria, seja crua, dispo a alma que fica nua à espera que no seu centro craves o teu nome em sangue que embebe a ponta dessa arma a que chamas de paixão.

Começo a ficar farto de tanto galanteio, falas mansas em passeio, por uma mente minha que já não quer palavras ocas, pede antes o encostar de bocas em beijos profundos num trocar de línguas que ambos entendemos, no trocar de línguas que ambos queremos, quero ser aquilo que procuras, quero te deixar sem fôlego no meio de loucuras, sem reflexos, sem doçuras, porque gosto do meu amor derramado em sangue.

quinta-feira, julho 14, 2005

Música para quem me queira...

António Variações - Canção do Engate

Tu estás livre e eu mais estou livre
e há uma noite p’ra passar
porque não vamos unidos
porque não vamos ficar, na aventura dos sentidos..

Tu estás só e eu mais só estou
que tu tens o meu olhar
tens a minha mão aberta
à espera de se fechar, nessa tua mão deserta..

Vem que o amor não é o tempo
nem é o tempo que o faz
vem que o amor é o momento
em que eu me dou e que te dás..

Tu que buscas companhia
e eu que que busco quem quiser
ser o fim desta energia
ser um corpo de prazer, ser o fim de mais um dia..

Tu continuas à espera
do melhor que já não vem
que a esperança foi encontrada
antes de ti por alguém, e eu sou melhor que nada…

Vem que o amor não é o tempo
nem é o tempo que o faz
vem que o amor é o momento
em que eu me dou e que te dás..

O homem era um pequeno génio, o que ele diz faz mesmo sentido =P

quarta-feira, julho 13, 2005

Parabéns Nhinhinhas *

Começo a ficar com vergonha de me expor tanto, m as em seguimento do post que fiz para os anos do meu pai, decidi que a minha irmã mais nova que fez anos hoje a 13 de Julho também merecia um post só para ela.

Eu tenho alguma ou muita dificuldade em exprimir o que sinto, mas não tenho dificuldade nenhuma em sentir as coisas, em ver o verdadeiro sentido que levam e têm as coisas para mim, sei sentir de qualquer forma, qualquer pessoa, com intensidades diferentes embora sempre com a mesma vontade que caracteriza o meu espírito e modo de ser.

Correndo um risco de criar um texto esquemático e elaborado das qualidades da minha irmã, prefiro que num pequeno texto diga o que sinto em relação a ela.
Ela é a mais nova de cinco filhos, é a minha irmã mais nova, e em idade a que mais perto de mim está, passamos pelas fases da vida com pouca diferença de tempo, sendo que essa diferença se fazia sentir ainda menos devido ao excesso de maturidade da rapariga.

Como podem por uma simples associação lógica de ideias e pressupostos que são denominador comum em muitas famílias a nível mundial, os últimos dois filhos, nomeadamente a mais nova e o que veio antes, andam sempre às turras um com o outro, eu e a minha irmã não éramos excepção, ela com a sua forte personalidade, eu como teimoso que sou talvez, porque a minha personalidade não é lá grande coisa, é fraquinha vá lá.
Apesar de andarmos sempre em discussão digna de estado de sítio caótico, sempre sentimos um pelo outro um grande sentido de carinho, uma ligação tão forte, que a possibilidade de perder o outro, seria maior do que perder todo o mundo.

Apesar de nos tentarmos atingir um ao outro muitas vezes, nada atingiu-me tanto como saber que eu e a minha irmã temos almas inseparáveis, que nos ligamos num amor indestrutível e eterno, que somos uma espécie de simbiose do relacionamento humano, onde ambos saímos a ganhar com a maneira como sentimos o outro.

Sou o primeiro a dizer que tenho muitos e muitos defeitos, mais do que queria, mais do que devia, sou também um dos primeiros a dizer que a minha irmã tem alguns defeitos, uns próprios do tempo e da idade, muitos deles ainda eu conservo para mim de quando passei por certas fases da vida, mas por muitos defeitos que ela tenha, e alguns bem tramaditos, tem qualidades inquestionáveis e inegáveis.
A minha irmã é alguém que vive a vida de forma apaixonada e intensamente, vai buscar à minha mãe a forma impulsiva mas verdadeira de dizer o que sente e pensa, mas vai buscar ao meu pai a sabedoria e experiência para lidar com as situações, retira da minha mãe e do meu pai as suas maneiras de darem carinho e faz sua uma maneira muito especial de amar os outros, sentindo um carinho forte e inabalável, podendo eu dizer que quando a minha irmã gosta, gosta mesmo.

É uma rapariga que gosta de agradar às pessoas, de as fazer sentir bem consigo, mas é incapaz de mentir, ou de fugir à verdade para minimizar alguma dor, não dá nada de graça, mas pelo que dá vale a pena pagar o preço.
Tem o verdadeiro temperamento de uma Catarina, ainda não conheci nenhuma que não agisse de forma semelhante, e com quem eu não andasse às turras, mas ao mesmo tempo nutrindo fortes sentimentos por essas pessoas.

Tem um feitio difícil que facilmente se põem de lado por causa do enorme brilho do seu coração, a maneira como se entrega aos outros, a maneira como ama os outros, a maneira como sente e toca os outros, faz logo imediatamente apagar da nossa mente alguma falha que ela possa ter enquanto pessoa.

Como reverso e inverso da medalha, há algo que não gosto de dizer, mas sendo verdade também é bom de se dizer, de todas as pessoas que na minha vida apareceram desde que nasci, a minha irmã é sem dúvida a que mais falta me faz em todos os momentos, de todas as pessoas se a minha irmã desaparecesse seria a pessoa que mais falta me faria, e a minha vida perderia todo o seu sentido, gosto de poder ver a minha irmã como a minha bebé apesar da diferença ser apenas de 3 anos, mas nunca tive oportunidade para a sentir assim por isso aproveito agora para fazer dela umas das melhores coisas da minha vida, uma das pessoas mais preciosas que tenho.

Eu que muitas vezes a magoei, e lhe fiz mal, nunca vou conseguir ultrapassar sem lágrimas as recordações das vezes que a fiz chorar por pura estupidez minha, por pura idiotice e por ser um animal de primeira, e também nunca vou conseguir dizer sem lágrimas que a amo muito, de forma muito intensa, com um carinho muito grande por ela, como se de uma paixão eterna se tratasse, e de facto é o que é, não consigo dizer isto sem lágrimas, porque a intensidade do sentimento é tanta que sei que se alguém dá valor ao sentimento que nutro por alguém, é a minha irmã e sei o quanto importante sempre foi para ela que eu gostasse dela, e sempre gostei muito, só que mostrei isso da forma errada, impus isso de forma errada, agi da forma errada, quando teria sido bem mais fácil pegar-lhe na mão e encostar ao meu rosto para que ela sinta as minhas lágrimas por cada vez que eu digo que a a adoro de forma apaixonada e eterna, de que a acho linda, maravilhosa, que é a melhor mana que poderia ter, e que é das pessoas que mais me completa nesta vida.

Muitos Parabéns Catarina, que eu te diga isto por muitos anos, e que todos os anos chore por ver a minha pequenina cada vez mais bonita, mais inteligente, mais lutadora, uma verdadeira vencedora da vida desde muito cedo, o que me enche de orgulho, fazendo com que as lágrimas vão de encontro a um grande sorriso de pura felicidade por ter alguém como tu na minha vida.

Obrigado Catarina por tudo, por seres quem és, por existires, e por poder tirar de ti inspiração para muitas vezes continuar com a minha vida.
Adoro-te muito.
Beijinhos do Mano....
Pedro

O meu mais pequeno post de sempre...frases ditas e desditas.

De todas as paixões, o medo é aquela que mais debilita o bom senso, e o medo de querer não dá paz à alma. Se num só beijo profundo te pudesse dizer o que sinto sem sentir o medo de perder o que de ti já tenho, faria desse beijo um momento fotográfico para que nele ficasse perdido a leve intensidade do ser que não tem medo de dizer que ama.

domingo, julho 10, 2005

Despertares

Sinto os sons, sinto a textura do ar, sinto tudo em meu redor antes de abrir os olhos.
Estou a acordar e sinto a minha alma a se espreguiçar, sento-me na cama, um bocejo, pouso os cotovelos nos joelhos e encolho a cabeça de forma a apoia-la nas mãos, esfrego a cabeça e levanto-me com um suspiro, mais um dia.

Num dia normal, quebro a rotina do dia anterior alternando sempre na primeira coisa a fazer, entre ir à casa de banho ou ao computador, ligar a tv nas noticias, ou abrir a janela e sentir um pouco do ar que entra directamente nos pulmões.

Olho para o telemóvel, vejo onde estão colocadas as coisas, meramente por hábito, e na esperança de ver algo diferente como prenuncio de um novo dia, mas por incrivel que pareça as coisas estão sempre colocadas no mesmo sitio desarrumado e pouco prático.

Espero uns segundos para adaptar a alma ao corpo, tento fazer as coisas com calma e com tempo, visto que tempo hoje em dia não me falta a não ser quando dele necessito.

Tomo banho e visto-me independentemente do que vá fazer, espreito sempre pela janela como está o mundo lá fora, para que possa decidir o que vestir, quase sempre é ao calhas, é mais um dos estúpidos hábitos que não têem efeitos práticos.

Acabado de vestir e pronto para pensar no que vou fazer, paira sempre a certeza de que não vai variar muito de ontem, que independentemente dos planos que tenha feito, o dia de hoje será uma reposição do dia de ontem, e o pay per view de amanhã.

Dou uma voltas pelo quarto, não sou pessoa de ficar sentado muito tempo, e penso como gostaria que o dia fosse, e como nunca acaba por ser, por muita influencia psicológica que eu empregue.

Um destes dias acordei de modo diferente, não senti sons, nem a textura do ar, estava com os sentidos adormecidos por uma tristeza inexplicável, nem tinha aberto os olhos e mal me tinha sentado na cama, senti uma lágrima a escorrer pela face, de suave levei dois dedos ao rosto e senti a lágrima compacta entre o indicador e o polegar, senti a sua textura, senti a sua frieza, senti que tinha sido uma gota vaga de liquido humano, e que outras se haviam de seguir.

Antes que desse por algo, já tinha levado as mãos à cara para tentar estancar as lágrimas que me rompiam os olhos, mas não fui capaz de lhes tocar, pareciam ácido a cair no chão, redondas e de maneira certeira.
Chorei sem emitir um único som, nem acelerei a respiração, nem um suspiro nem um soluço, nenhuma aflição nem ansiedade, nenhum desespero ou medo, era tristeza pura que tinha me brotado no espírito naquela manhã.
Chorava como se tivesse ao mesmo tempo fora do meu corpo a apreciar todo o momento, perguntando-me que reacção era esta, o que me tinha levado a este ponto, porque razão tinha aquele ar tão triste.

Depois de um bocado, começou a parar, como se fosse uma ferida dilacerada, estancou, mas ficou um ardor nos olhos que apenas sentia por irritação, porque sentia uma dor mais forte, a dor provocada pela implosão da minha alma, como se tivesse disparado contra muros de betão adornados com pedaços de vidro de um espelho no qual não me queria olhar.

A sensação de face arranhada pelas lágrimas frias, limpei a cara e joguei o corpo para trás deixando-me pousar um pouco a alma já desfeita.

Depois de uns segundos levantei-me e abracei a rotina, e tudo foi mais um dia, mais um daqueles dias, mais uns momentos, trocas de olhares, mais uns sentimentos dispostos de modo livre, sem o mínimo de sentido, numa vida desde já desprovida de significado.

sábado, julho 09, 2005

Just wondering if you will come...

Staying home alone on a Friday
Flat on the floor looking back
On old love
Or lack thereof
After all the crushes are faded
And all my wishful thinking was wrong
I'm jaded
I hate it

I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here

Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one

I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here

I could have met you in a sandbox
I could have passed you on the sidewalk
Could I have missed my chance
And watched you walk away?

I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
You'll be so good
You'll be so good for me

John Mayer - Love Song For No One

Parabéns Ó Ganza...

Por acaso dia 9 de Julho não é o dia do Pai, mas é o dia do meu Pai.
Pensei, eu nunca dou presentes de jeito, e este ano nem tive tempo para encontrar aquela prenda, além do mais tenho medo de ter metido o postal no marco do correio errado.
Porque não escrever um texto dedicado ao meu pai?

Que outra pessoa além da minha mãe merece tanto um pequeno texto de agradecimento senão o meu pai?

E se desse para embutir isto em prata ai sim é que era, mas é difícil.

Não faço ideia porque comecei deste modo algo que é suposto ser uma dedicatória e ao mesmo tempo um sinal de agradecimento ao meu pai, talvez por me sentir pouco à vontade em partilhar certo tipo de sentimentos que fazem de mim um ser humano credivel.

Muitas vezes o que se sente não se explica e o amor que se tem por um pai, não é dos mais fáceis de explicar, é um amor que só um pai consegue ler nos olhos de um filho, que só um pai consegue ler desde que o filho mal abria os olhos, até conseguir ver o filho com os olhos a brilhar com a mesma intensidade ao partilhar a mesma aventura que é a paternidade.

Correndo o risco de me faltarem adjectivos bajuladores, limito-me a dizer quem é o meu pai a meus olhos.
Filósofo de mente branda, convicto do seu saber, crente no aprender com os outros.
Leitor compulsivo, devorador de páginas de matérias das mais diversas formas, um conhecedor da literatura por excelência.
Um apreciador de artes, das mais diversas formas, música, cinema, pintura, com um conhecimento vasto em todos os campos, alguém que se cultiva por puro gosto e prazer, e que incutiu esse mesmo espírito em todos os seus filhos.
Amante fervoroso de tudo a que se dedica, com uma paciência de outro mundo própria de um velho mocho sábio de barbas grisalhas, nunca desiste, com uma insistência incrível, apenas igualável a uma reflexão sempre comedida e ponderada de forma clara.
Excelente apelador da razão, um lógico nato, com tendência para a divagação na exemplificação de como se deve viver a vida, em constante movimento circular, em pensamentos profundos sem nunca perder o sentido ascendente e frontal.

E farto de qualidades estou eu, tudo muito formal, o meu pai é o meu ídolo, é como ele que eu sempre quis ser, uns miúdos queriam ser policias, bombeiros, e doutores, juízes e aviadores, eu sempre quis ser como o meu pai.

O meu desejo sempre foi viver como viveu o meu pai, sempre para os outros, retirando dessa vivência toda a felicidade, o meu pai vivia para aqueles de quem gostava, dava tudo e mais alguma coisa a quem lhe pedia e não pedia, vivia para ver alguém sorrir.
É assim que eu quero viver, quero viver para a família e amigos, quero viver para quem importa, não preciso de sonhos pessoais, faço deles a alegria e união de uma massa de gente de quem dependo para sorrir.

Queria ser como o meu pai, culto, engenhoso, conhecedor da vida, bom aluno da vida, bom professor da vida, um apreciador da vida na sua forma mais pura, o carinho e afecto pelos seus.
Gostava de um dia preparar os meus filhos para a vida como o meu pai preparou, o meu pai não pescou por mim, ensinou-me a pescar, utilizando este velho cliché, ele nem me ensinou a pescar da forma que ele pescava, apenas disse o que deveria fazer, e simplesmente era acreditar em mim, nas minhas capacidades, e naqueles que me rodeiam e me amam.

Acho que por esse facto, ele se saiu tão bem em tudo o que faz, só pecando no excesso de bondade e brandura como lida com as pessoas, tornando-o afável demais para quem o realmente conhece.
Apesar de tudo o meu pai sempre inspirou uma figura de respeito, como se fosse uma figura paternal ao bom estilo Romano, o Bonus Pater Familia, o bom pai de família, a quem não se respeita por medo, mas apenas por dedicação e carinho, alguém que conquistou o nosso respeito mostrando que nos respeita e trata como iguais, mesmo quando ele é especial.

O meu pai é o melhor pai do mundo, como se calhar para outras pessoas o seu pai é o melhor do mundo, mas eu digo isto com uma confiança tal, talvez exacerbada pelo momento, mas é sem dúvida o melhor pai do mundo para mim, um exigente e trabalhoso filho.

Ao meu pai devo tudo, ao meu pai devo quem sou, ao meu pai devo o que sei de ser, no meu pai confio de um modo incondicional, o meu pai é o meu melhor amigo, o meu pai é a minha consciência que me orienta para um futuro que decerto me irá sorrir pelo simples facto de o meu pai ter-me ensinado a sorrir para a vida e para o futuro.

Não era nada disto que eu queria, o meu pai merecia muito mais, mas sinto a pendência de algum egoísmo dentro de mim que não quer partilhar os sentimentos mais profundos que tenho pelo meu pai, por isso fico-me pelos mais superficiais.

Parabéns Pai, obrigado por tudo, mesmo que muitas vezes não saiba corresponder como merecia, obrigado, por me fazer saber que mesmo não sendo o filho que deveria ser, serei sempre o seu filho e que me é dado o mesmo valor fosse eu quem fosse ou como fosse.