Não se sintam especiais por causa disto.
Não entendo as pessoas que esboçam um grande sorriso ao constatar o óbvio, e muito menos quando logo de seguida correm a esconder o sorriso porque fez o tal click a dizer que aquele gesto foi parvo.
Existem certas pessoas, que adoram repetir as frases dos outros, confirmar o afirmativo do parceiro, atirar à praça as duas últimas sílabas da frase da pessoa com quem falam, apontar para quem aponta um sinal que aponta a direcção a seguir, coisas do género.
É verdade que existem pessoas que conseguem ser felizes assim, não dizendo nada de novo, interessante ou útil, e mesmo assim consideram-se extrovertidos e muito sociáveis porque repetem o que acabou de ser dito.
Quase que aposto que são pessoas que numa discussão filosófica ou de grande teor académico são capazes de usar o argumento "Quem diz é quem é.".
Ora é esse tipo de genialidade bruta que nos mostra o fundo da "cadeia alimentar intelectual" da nossa sociedade. São múmias do progresso no que toca ao raciocínio elementar, e verdadeiros atletas de meio fundo da estupidez mais singela, quase tão inocente de tanta pureza e ingenuidade boçal, que de repente se lembram passado muito tempo, entrar no meio de uma conversa para constatar uma merdinha qualquer.
Esse tipo de gente merece muito nesta vida, e nem estou a dizer que merecem coisas más, merecem coisas boas e muita felicidade, porque sem isso duvido que vão longe e sobrevivam.
Seja como for, não digo que sejam o pior tipo de pessoas, de facto não o são, e apenas pecam por ingenuidade e incapacidade, já por outro lado existem pessoas que optam mesmo por falhar, e serem completos elementos nulos. Por exemplo aquelas pessoas que ficam 4 anos a remoer um assunto, e depois constatam o óbvio assinando de maneira anónima. Esses para mim definitivamente ganham o prémio de obséquio à vida, porque só por muita boa vontade é que cá permanecem neste mundo, mas duvido que vão longe.
0 bitaites:
Enviar um comentário