sexta-feira, setembro 05, 2008

Coisas que também podem irritar o Dexter.

De repente comecei a escrever aqui no blog, algo que já não fazia faz tanto tempo. Para ser honesto já fazia muito tempo que não escrevia na internet em português. Admito que sabe muito bem.

Eu gosto de falar e escrever em inglês, mas repetir tal tarefa como se tivesse crescido nessa realidade torna-se assustador.

Certas vezes tenho uma sensação estranha, até pode ser embaraçoso admiti-lo, uma sensação de quem se quer perder pelas palavras da nossa língua, dar a volta por todo o vocabulário possível e cuspir dois ou três caroços dessa nossa língua.
Gosto muito da maneira tradicional de certas coisas, não me oponho a mudanças, não sou um saudosista como muitos que ocupam os nossos jardins mentais dando opiniões pelos media ou bradando nas ruas. Sou conservador no que penso que me convêm, mas também no que penso que me dá gosto em manter.
Quando falo com uma data de pessoas em inglês por vezes sinto, e de facto tenho, algumas dificuldades em expressões, não falo apenas de regionalismos, mas a malta nova têm tendência em inventar palavras, expressões e maneiras de falar. Estes dias mandaram-me um e-mail a reclamar de qualquer coisa a respeito do meu cargo num fórum, e vinha escrito no que vim depois a descobrir que é o lolz catz, uma linguagem atribuída a fotos de gatinhos a fazerem palhaçadas naturalmente, como a saltar em pleno ar, etc.

Mais uma que foram inventar, não os recrimino, em Portugal aconteceu o mesmo com os sms, com o escrever como as pitas, com a linguagem usada nos irc's e internet. Não os recrimino. São modas, tendências, mesmo uma verdadeira epidemia.
Sou conservador quanto à linguagem, e apesar de não recriminar quem a altera, sofro e tenho pena pela nossa língua. Não os recrimino, mas admito que não gosto deles. Não gosto do bué, do tasse, do bacano, do achandra ai, do dá uma beca, bué da nice bué da baril, do brotha, do chavalo, do baita, etc. Não gosto. Não gosto porque não me convêm, sou capaz de usar um pah admito, mas não aprecio a falta de suavidade de um "yo tasse bacano".

Para ser sincero em certas alturas já me apeteceu esmurrar esses assassinos, esses pulhas que andam sempre a causticar a nossa língua, abomino interjeições inventadas, vocábulos ordenhados em saliva de boçais gentes, bandidos.

Mas não são os piores, pobres diabos, falam como lhes convêm, nisso não os recrimino, e a mentalidade "sem esforço sabe melhor", não admiro mas aplaudo tal destreza de pensamento. Porque raio haviam de fazer um caminho longo quando se tem atalhos. Sim senhor. A esses pobres diabos que se sentem alumiados pelo facilitismo, não lhes desejo nenhum mal.

Agora aqueles que se intitulam de conhecedores, de sábios, intelectuais nobres, anciãs da sociedade moderna. O guru da aldeia no tempo das altas tecnologias, o que sabe mais que os outros, que aponta e ri. A essa gente que recrimina a boçalidade dos pobres diabos, jovens e inconscientes na maioria das vezes, e de repente arremessa uma jarda com uma catrefada de asneirada, de palavras amassadas e pisadas pela plebe, a essa corja de sabichões, não recrimino, mas desejo-lhes boa sorte na sua busca por uma personalidade sem hipocrisia.

5 comentários:

Dexter disse...

Isso é capaz de me irritar, é...é isso e o "vá lá man", n curtes isto man?", "é bué da fixe man". Epá gajo que diz "man" nos finais de frases devia ser lapidado.

Dexter disse...

Já que estamos numa de irritações, essa imagem aío do lado do Phelps enerva-me profundamente. N gosto do gajo, tem pinta de retaraddo mental, e o gajo que está a festejar ao lado dele tb me enerva, n sei pk. Têm pinta daqueles americanos benzocas armados em bons cheios de dinheiro e que pensam que são os maiores.

Pedro disse...

Foi o zica que a colocou não fui eu...

JP disse...

E já agora eu também já deixei aqui antes uns exemplos de "lolcats". Há coisas hoje em dia que não lembram a ninguém, e se podemos fazer alguma coisa pelos vindouros devemos escrever o mais que pudermos em português correcto, para não deixar cair no esquecimento o nosso maior tesouro cultural.

Olinda disse...

eu quero é ouvir falar de bandidos. :-)