Depois de passar os olhos pelo The Economist na sua versão online (para muitos um comportamento esquisito da minha parte, mas começo a ganhar interesses em certas áreas), como é lógico salta logo à mente os mais variados pensamentos sobre as eleições para a presidência dos EUA a ser realizada este ano a 4 de Novembro.
Tudo se divide entre Republicanos e Democratas, sendo que de ano para ano os candidatos independentes ganham mais força, mas serão sempre relativamente insignificantes sem o apoio de um destes dois partidos. No lado dos Republicanos temos o Mitt Romney e John McCain. Do lado dos Democratas temos Hilary Clinton e Barack Obama.
Os jornalistas americanos tendem a apostar em Barack Obama, existe um medo generalizado por parte do sector económico que possa ser Hilary Clinton a ganhar.
A verdade é que Hilary Clinton tem feito os seus estragos, e dos sete estados das eleições primárias em que já ocorreram votações, Hilary Clinton ganhou quatro em sete. Barack Obama parece estar cada vez mais a perder terreno, embora seja verdade que os estados mais favoráveis para Barack Obama ainda estejam para vir.
Do lado dos Republicanos a disputa tem sido taco a taco entre Mitt Romney e John McCain, dividindo entre si três estados para cada um dos sete a que foram a votação, sendo que Mike Huckabee ganhou no estado do Iowa, sendo provável que só volte a ter uma grande vitória no Arkansas. Segundo a imprensa americana o grande candidato Republicano será John McCain, Mitt Romney começa a perder as suas forças e credibilidade entre os apoiantes republicanos.
O mais curioso é que tanto Mitt Romney, como John McCain, não são muito bem vistos pelas alas mais conservadoras dos republicanos.
Até agora em quase todas as campanhas subsistem os assuntos da imigração, da segurança e guerra no Iraque, a redução de impostos ou não, nomeadamente no sector da industria, pouco mais.
Seria de esperar que focassem mais o lado económico, mas por mais curioso que pareça, tal matéria é sempre tratada de maneira muito superficial. São capazes de abordar mais a fundo a matéria do aborto, do casamento entre homossexuais, a prisão de Guantanamo, do que as medidas económicas a tomar.
Apesar de já ter esta ideia, cada vez fico mais ciente que o governo dos EUA de uns anos para cá, e talvez por permitir ser demasiadamente influenciado pelos diversos grupos de interesses, já praticamente tem pouco a dizer quanto à economia dos EUA, pois esta é gerida na sua maioria pelos grupos de interesse, que deixaram de ser um cluster de influências para passar a ter um papel de decisão e tomada de posições quanto aos rumos da economia.
Nenhum dos candidatos tem dado a devida atenção às relações internacionais ao nível económico, muito se fala do dinheiro que vai custar a brincadeira no Iraque, mas nada se diz sobre parcerias ou investimentos económicos com o estrangeiro.
Numa altura em que cada vez mais é admitido e afirmado pelos economistas americanos que a economia americana e a economia europeia são reféns uma da outra, seria de esperar um pouco mais de interesse em esclarecer essa matéria.
Sem esses pontos em foco, as eleições começam a ganhar semelhanças com um enorme circo para entretenimento dos media e de quem deles se alimenta.
Um pouco mais à parte, gostaria de saber a vossa opinião sobre o possível vencedor, os porquês da vossa escolha, e o que esperam do vosso candidato favorito.
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