segunda-feira, janeiro 23, 2006

Em cinco minutos de escrita, descrevo um segundo. (também conhecido como crappy poem)

Foi naquele metro vazio
Que escutei o teu riso
Num silêncio sombrio
Do chão que eu piso

Só quem lá estava é que ouviu
Tão lindo som de puro regozijo
Só eu mais ninguém é que sentiu
O calor do teu suave sorriso

De estação em estação
Sem parar para pensar
Ouvia uma outra canção
Que fiquei de te cantar

Falava de nós dois
E o que vinha depois
Não sei, nunca a acabei
Saí em cada paragem
Onde sempre procurei
O fim de uma mensagem
Que nunca encontrei

Vou embora, desta viagem
Não paguei bilhete, esqueci
Foi como a outra miragem
Com a qual enlouqueci
Uma simples imagem
Tomou conta de mim
Quando todos dizem não
Eu digo sempre que sim
Canto a olhar para o chão
Porque lá me perdi
Sempre, só a pensar em ti

Abrem-se as portas
É um novo caminho
Em condutas tortas
Encontra-se o carinho
Que queria apenas sentir
De cada vez que vou mentir
E negar, que ainda sou
Louco por ti, e me dou
Sem à verdade fugir
E agora acho que vou
Saber voltar a pedir
Que olhes para mim
Apenas mais uma vez
Olha-me mais assim
Como quem nunca fez
De tudo isto o seu fim.

Petr Ganz

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