quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Literalmente é meter a mão ao bolso, e ficar quieto.

Hoje em dia custa-me entrar na Fnac. É penoso ver tanta coisa boa, tantos livros que era capaz de ler em poucos dias ou horas, discos musicais que era capaz de ouvir num looping perfeito, filmes que tanto prazer me daria poder visioná-los numa noite de insónias.

A parte penosa como é óbvio não é encontrar um mundo cheio de novos brinquedos, os brinquedos da minha idade. A Fnac está para a minha idade como o Toys'R'Us está para um miudo com menos de 10 anos. O que custa mesmo são os preços.

Esta terça-feira de Carnaval, dei um pulo à Fnac do Chiado com o Miguel e o Luís para dar uma olhadela nas novidades. Este ano ainda não tinha ido à Fnac. Mais de um mês sem ir à Fnac, quase parece absurdo, e de certo que serei alvo de chacota de muita gente.

Entrei, olhei para as novidades na parte dos livros, e não difere muito das novidades da Bertrand onde tinha estado na semana anterior um bom bocado à procura de uns clássicos de romancistas americanos, e onde acabei por ver um livro engraçado de Cocktails à volta do mundo, e nem era muito caro, mas mesmo assim não valia o meu dinheiro. Ia com um disco em mente, e um dvd musical também, além de me ter lembrado que tinha de actualizar a minha legislação de fiscal, pelo que comprei uma nova que ainda não está completamente actualizada. É a vida que havemos de fazer.

De repente comecei a reparar com o Luís nos preços de alguns filmes de cinema de autor. Pelo preço parece cinema Gourmet, por exemplo, Inland Empire do David Lynch, só que é uma edição especial de coleccionador porque temos de gramar com uma entrevista do Rui Pedro Tendinha.

O preço verde deste menino era por volta dos 23€. Como diria Al Pacino..."Boo-Ya".

Outro que gostei de ver o preço foi o Fanny and Alexander da autoria de Ingmar Bergman, com o preço a rondar 33€, mais 10€ que o anterior. O Fanny and Alexander em dvd na Fnac custa por volta de 33€. Mais uma vez..."Boo-Ya". Mais vale ir buscar o velhinho VHS.

Depois ainda fui dar uma olhadela nas séries televisivas, um abuso, um verdadeiro crime, não só pelo preço de muitas delas, mas por séries como Charmed estarem disponíveis para o público, que mau gosto, e um mau gosto caro, porque uma temporada dessa bela série custava 85€.

Ainda estou para entender porque é que os livros estão sujeitos a 5% de Iva e os dvds e discos estão sujeitos a 21%. Porque um livro sobre os signos é um símbolo cultural dos nossos tempos e um disco com música de Richard Wagner é tudo menos cultura? Um filme, mesmo que não seja cinema de autor, nem mesmo um documentário, um simples filme, não é um elemento cultural?
Então porque razão em Portugal os livros estão sujeitos a 5% de Iva, e os dvds e discos estão sujeitos a 21%? Na França e Espanha todos estes elementos estão sujeitos a uma taxa de Iva de 5%.

E nem é só por ai, é que o preço que a Fnac pratica por filmes e discos que tem em stock e não os consegue aviar, não é preço de amigo de certeza. Não estou a ver muita gente a comprar o Death Wish com o Charles Bronson ou o Out for Justice do Steven Seagal ao preço que lá praticam.


Resumindo, hoje em dia o entertenimento está caro, a cultura nem se fala.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

O Júdice não gosta dos Caretos.

Quem eu aposto que não gosta mesmo nada de Carnaval, ou tão pouco de qualquer coisa popular, ou que apele ao povinho é o ilustre Doutor José Miguel Júdice.

Depois de rever mais do que uma vez os seus recentes comentários e acutilantes observações pejadas de uma inabalável crença em que tem razão no que diz, este distinto cidadão afastado do mundo político de uns anos para cá, teve uma intervenção que me deixou estupefacto.

Achei interessante a sua análise aos anteriores e posteriores Bastonários, o anterior seguia as minhas ideologias, e não eu as dele, o meu sucessor foi absolutamente irrelevante no cumprimento dos deveres de Bastonário e nos objectivos formais da Ordem como ainda foi uma nulidade na busca dos objectivos materiais da prossecução das máximas da justiça e moral. Em parte até concordo no que diz respeito ao sucessor. E por fim faz a sua análise inchada com argumento de autoridade, deste legítimo defensor do que deve ser um Bastonário, quase como que a dizer, isso do Bastonário fui eu que inventei.

Antes de mais nada quero deixar claro que sempre tive uma opinião sobre Marinho e Pinto, porque sim eu também sou opinativo quando quero.
O actual Bastonário da Ordem dos Advogados, é uma pessoa que me causa um misto de ideias por vezes contraditórias. Partilho da opinião de muita gente que tenho ouvido, é sem dúvida um homem terra a terra, que se consegue ver no meio do povo, e até quem sabe ser o povo.

Uma espécie de Carvalho da Silva com uns palmos de testa, e com noção do que está a dizer, sem medo de apontar o dedo mesmo sabendo que é feio, diz o que se supõem muitas vezes ser a verdade que ninguém expõem ao claro, levanta as suspeitas que todos fazemos no dia a dia sobre a corrupção e a forma de funcionar deste país. Basicamente se formos interrogar um cidadão comum, o que Marinho e Pinto faz é dizer o que todos sabem, mas não falam.

Quanto a isso não tenho nada contra a pessoas que sejam terra a terra e se sintam próximos do cidadão comum, até é de louvar e quase refrescante que alguém com algumas verdadeiras responsabilidades neste país se sinta capaz de aproximar-se do povo e constatar que algo está mal em certas áreas da justiça. Eu como cidadão comum quase que fico agradecido por não serem ignoradas as dúvidas e suspeitas que partilho com milhões de outros cidadãos como eu, pelas entidade com algum poder de as questionar publicamente, fazendo alguma pressão para que algo mude.

Seja como for apesar de achar que Marinho e Pinto fez parte do seu papel, para além das formalidades de Bastonário, eu pessoalmente tenho em mim a convicção de que o deveria ter feito de maneira mais subtil, bem mais subtil que o Manuel Subtil, e muito mais subtil que o Bernardino Soares. Devia lançar as dúvidas, dizer que as conhece, pegar nas suspeitas e encontrar a verdade, e fazer alguma pressão para que se tomem medidas, como se estivesse a dizer, estou a vigiar-vos e é bom que se mexam. Apontar o dedo acusador é menos subtil e pode ser alvo de criticas como veio a ser o caso.

O Dr. José Miguel Júdice, foi um dos críticos a essa tomada de atitude. Na entrevista que deu disse que Marinho Pinto era inteligente, "populacho", forte, gordo, demagogo, que levantava acusações infundadas, que era como o Mussolini ou o Hugo Chavez, que não tinha a voz de cana rachada do Louçã, que o dever do Bastonário não é falar ou envolver-se na política, e que não gostava dele.

Para ficarmos desde logo esclarecidos, não existe um curso no ensino especificamente para nos tornar-mos políticos, temos cursos que são mais propensos, e têm maior ligação com o universo político, como o curso de ciência política, direito, e mais um ou outro. Se o Bastonário da Ordem dos Médicos se envolve na política, como representante de uma ordem profissional, mais sentido faz que o Bastonário da Ordem dos Advogados o possa fazer, até porque o direito, as leis, a política estão naturalmente ligadas, dai existirem legisladores e tudo, mas se calhar em vez de leis deveríamos fazer implantes e cirurgia estética a torto e direito nesse nosso mundo político.

Continuando, denominar Marinho Pinto como inteligente e forte não compensa o facto de ter dito que era também um demagogo que levanta acusações infundadas, sem presumir a inocência das partes que acusa, que apenas o faz para cair nas graças do povo, sem sequer ser magro e mesmo assim pretender ser como o esbelto Hugo Chavez.

Evidências à parte quanto à estrutura física do homem, acho que ser comparado a Mussolini ou Hugo Chavez é ainda em Portugal algo ofensivo. Acho que o Mussolini não era muito popular no seio das suas gentes, quer dizer não no sentido que se pretende, e o Marinho Pinto não é nem de perto nem de longe capaz de se tornar num Hugo Chavez.

Com tudo isto dá claramente para retirar algumas premissas. José Miguel Júdice está nervoso, tanto tempo ausente da política por opção e sem deixar saudades, e agora vem politicar e falar de politiquices. Com que autoridade? O Bastonário da Ordem dos Advogados não pode falar de política, mas o cidadão Júdice pode falar porque não desempenha um cargo que este acha que devia imiscuir-se de opiniões políticas? Sinceramente não vejo razão nenhuma para que o Bastonário não possa envolver a política ao de leve, se isso ajudar a cumprir os objectivos formais e materiais do seu cargo. Marinho e Pinto apenas apontou alguns problemas que todos sabemos existir e aos quais se mostra alguma inércia em resolver. Eu não o acusava de abusar da política, mais do que a um Juiz que se queixar em público da política de PDM da zona onde reside.

Preocupa a José Miguel Júdice que Marinho e Pinto se venha a candidatar ao cargo de Presidente da República, ficou claramente nervoso, mas a razão é que não entendo. Estaria Júdice a pensar fazer o mesmo percurso? Não faria sentido estando tanto tempo ausente do mundo político. É pelo facto de Marinho e Pinto ser um homem do povo e logo apontado como a grande ameaça da esquerda política que incomoda José Miguel Júdice? Segundo mentes mais entendidas nestas lides, José Miguel Júdice é mais papista que Paulo Portas. Não sei se é mais devoto que este, mas está mais à direita que Paulo Portas. Será que Marinho e Pinto incomodou algum amigo de José Miguel Júdice?

Sinceramente não sei. Sei é que muito tempo sem observar grandes participações de José Miguel Júdice nos media, vem este agora aparentando grande irritação e mostrando-se incomodado com o papel desempenhado por Marinho e Pinto enquanto Bastonário da Ordem dos Advogados.
Parece quase aqueles meninos que não deixa mais ninguém brincar com certo brinquedo, porque tem a mania que só ele é que sabe como se faz.

Em jeito de balanço final, achei que as declarações de Marinho e Pinto não foram nada subtis, mas as de José Miguel Júdice foram bem piores nessa matéria. Talvez impulsionadas por uma clara irritação, talvez porque caiu num claro mau gosto no modo como falou de Marinho e Pinto, sem grande classe e com um claro intuito de atingir a imagem de Marinho e Pinto a todo o custo, de fazer com que fiquem desacreditadas as palavras de Marinho e Pinto através de "insultos" quase a roçar o estilo oratório de Joe Berardo sem a aparente iliteracia.

Acho que José Miguel Júdice esteve mal, pareceu e soou mal, além de que não foi na altura mais oportuna nem com o sentido mais conveniente.
Eu já adivinhava que Marinho e Pinto iria pagar a falta de subtilidade com ataques e criticas, mas nunca pensei que usurpassem as criticas mal construídas e de mau gosto ao Joe Berardo.
Só espero que o Louçã se mostre homenzinho suficiente para não utilizar uma expressão do tipo "coçado como o Júdice" na Assembleia da República quando se dirigir para atacar alguém.

Boa, Boa, Boa é a Ivete Sangalo.

Quando era mais novo gostava da época carnavalesca, achava piada aos disfarces, achava engraçada a folia e a boa disposição. Hoje em dia não seria capaz de me mascarar, ou participar em qualquer coisa que envolva disfarces, apesar de achar que nada na vida deve ser limitado pela idade, acho que os disfarces de Carnaval funcionam um pouco como os do Hallowen nos países anglo-saxónicos, é coisa mais para a criançada se divertir.

Não tenho grande coisa contra os adultos que andam disfarçados na rua de gatinhos ou de pijama, homens vestidos de mulheres ou mesmo só de fraldas, e mulheres disfarçadas de galinhas ou apenas com um saco do lixo na cabeça. Realmente o que tenho contra isso é o facto de achar ridículo e não me apanharem a conviver socialmente com essas pessoas nessas situações, ou até mesmo ocasionalmente.

Gosto de ver a felicidade das pessoas, acho piada a uns desfiles ao estilo brasileiro, uma festa na rua com um sambinha ou música animada, muita festa e alegria, comida, bebida, sexo seguro com amor ou sem carinho. Como disse gosto, mas não vibro com esta época, porque acho que é uma coisa mais importante para a criançada.

Agora sinceramente discriminar uma pessoa honesta e integra como o Luís só porque não se quis disfarçar como um dos membros dos Village People? Achincalhar o rapaz e faze-lo pensar que era um ser humano com problemas de sociabilidade só porque não se quis disfarçar de gatinho ou de padre a usar fraldas, tenham vergonha seus bandalhos carnavalescos.

Eu sei o que o Luís sofre, eu venho de uma terra com um costume que nunca entendi, a existência de uma noite dos travestis. Nunca participei em tal costume, porque sinceramente não aprecio e acho relativamente estúpido e bastante violento. Acreditem. Eu já vi o meu irmão disfarçado de mulher e é algo que nos faz perder toda a fé em vir a ter sobrinhos que gostem de filmes do Tarantino, até porque a visão que tive do meu irmão naquele momento foi o Tootsie realizado pelo Tarantino sob o efeito de anfetaminas.

Acreditem que não é homofobia ou qualquer coisa do género, apenas aprecio o burlesco e o bizarro no mundo da arte, a partir do momento que o bizarro e o burlesco passa para a rua e para os bares onde descansado iria beber uma cerveja, deixo de achar piada. Homens vestidos de mulheres dá azo a que se arranjem desculpas para se apalparem e mostrarem afectos uns pelos outros, quiçá até se beijarem. Além de ser roto, é vergonhoso porque é feito sem sinceridade, sempre envolvido numa cápsula de desculpabilidade recheada pelo álcool e o facto de estarem vestidos de mulheres.

Seja como for as pessoas deveriam compreender que certas pessoas não são entusiasticamente admiradores do Carnaval, aliás até preferem nada ter com tal festa, e não é por isso que serão pessoas anti sociais ou com mania que são finos, adultos, ou diferentes.

Eu também gosto muito do Boxing Day celebrado no Reino Unido, principalmente porque existe futebol no dia 26 de Dezembro mesmo em cima do Natal, e ficar mais do que duas semanas sem poder ver um jogo de futebol é algo que me deixa com tremores. Apesar de ser grande adepto do Boxing Day não obrigo as pessoas a verem os jogos da Liga Inglesa comigo, nem os chamo de palonços se não se dignam a buscar uma cerveja e ver 20 minutos de futebol em plena quadra natalícia.

São gostos, feitios, preferências, e em nada uma questão de idades, atitudes ou classes sociais.
Não me ofereçam fatos do Noddy para vestir no Carnaval, porque o mais provável é que apenas o use para limpar os vómitos se voltar a ver algum membro masculino da família vestido de mulher. Atenção digo isto sem qualquer intenção homofóbica ou discriminatória, é apenas porque os homens da minha família são gente rude e que não dignificam em nada a beleza das mulheres na minha família, dai provocando o refluxo estomacal.

Capisce?

quarta-feira, janeiro 30, 2008

One Republic - Come Home (livre de Timbalands)



[Verse 1]
Hello, world, hope you're listening
Forgive me if I`m young or speaking out of turn
But there`s someone that I`ve been missin'
And I think that they could be the better half of me
They`re in the wrong place, tryin' to make it right
And I`m tired of justifying, so I say to you...

[Chorus]
"Come home, come home
'Cause I`ve been waiting for ya, for so long, for so long
And right now there's a war between the vanities
But all I see is you and me
The fight for you is all I`ve ever known
So come home"

[Verse 2]
I get lost in the beauty
Of everything I see, the world ain`t half as bad as they paint it to be
If all the sons, all the daughters, stop to take it in
Hopefully, the hate subsides, and the love can begin
It might start now, or maybe I`m just dreamin' out loud, but until then

[Chorus]
"Come home, come home
'Cause I`ve been waiting for ya, for so long, for so long
And right now there's a war between the vanities
But all I see is you and me
The fight for you is all I`ve ever known (ever known)
So come home"

[Interlude]
Everything I can`t be, is everything you should be
And that`s why I need you here
Everything i can`t be, is everything you should be
And that`s why I need you here
So hear this now

[Chorus]
"Come home, come home
'Cause I`ve been waiting for ya, for so long, for so long
And right now there's a war between the vanities
But all I see is you and me
The fight for you is all I`ve ever known (ever known)
So come home
Come Home"

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Viagens de sonho.

Por vezes numa conversa surgem os sonhos de cada um de nós, o que sonhamos ser, o que sonhamos ter, onde sonhamos ir um dia na vida.

Numa típica conversa deste estilo, acabam sempre por nos perguntar quais os nossos sonhos, quais os nossos gostos, qual o melhor filme que já vimos, qual o melhor livro que já lemos, qual a melhor música de todas, etc, e como é normal de todas as vezes que me questionam nestes modo, respondo sempre com um top 7, de quase tudo faço um top 7.

Recentemente perguntaram-me quais os países deste mundo que gostaria de visitar. Por mim diria quase todos, alguns não faço muita questão, outros adorava e seriam um sonho realizado.

Mais uma vez peguei no meu top 7 de países que gostava de visitar e experimentar a sua cultura, ou seja implica pelo menos uns meses de estadia, e assim desvendei o meu top 7 de países que gostaria de visitar, viver, fotografar, e escrever sobre.
Todos estes países têm culturas que admiro, e com que sonho um dia poder experimentar nem que seja só um pequeno travo.

De modo aleatório passo a designar os 7 países e uma imagem das muitas que tenho sobre cada um deles.

Canadá


Rússia


Moçambique


Croácia


Japão


Escócia


Nova Zelândia


terça-feira, janeiro 15, 2008

Velhas fotos novas palavras.


No espraiar do sol e esbater de uma onda revolta encontra-se exposto o corpo de uma sereia. Fantasia apaixonada de quem sempre viveu ligado ao mar e lhe viu abjurado o direito a uma ninfa amante.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Beleza perdida na rua das putas.

Tundra do silêncio entre gentes que se perdem e jamais se encontram apenas no olhar de quem procura.
Noite de breu onde o frio recorta silhuetas sem sombras, onde o brilho se faz pelos olhos felinos dos amantes espalhados nessa rua batida por passos sem rumo.
Mãos que desapertam a roupa enquanto outras apertam a carne de quem desejam, o beijo no corpo e o entrelaçar das línguas, o ofegante riso de quem espera prazer muito em breve.
Paredes caiadas de gente encostada ao cimento e tijolo onde se apoiam os desejos carnais de toda aquela gente que se envolve em brutos embates.

Sem beijos ou afagos, matam-se as fomes de anseio por um gozo barato, mas não gratuito. Perna alçada e calça no chão, sem suspiros ou sinais de paixão, é acalmado o sedento sentido de deleito carnal.

Gemidos ao de leve não irrompem o forte silêncio de uma clandestinidade descoberta, num ar que se desperta carregado de cheiro a tabaco e álcool que afoga a necessidade de calar a consciência.

Lábios que percorrem o corpo e nunca se tocam, olhares que não se cruzam quando os corpos se penetram, mãos frias que agarram sem carinho.

Não é lugar para a paixão, é um sítio onde se satisfazem as vontades básicas sem delícia, um amor comercial como tudo mais o que os acompanha.

Começa a chover levemente, não é o suficiente para lavar a rua dos seus pecados, e os pecados daquelas gentes que se consomem em fogo no meio da calçada da libido.

Não se trocam conversas, bocas cheias embora mudas, sem nada que dizer. Parcos gemidos e suaves esbaforidos de prazer, o roçar dos corpos e demais toques, a chuva que cai, de resto tudo o mais era silêncio.

No meio de todo aquele ambiente onde as almas burlescamente eram símbolos mórbidos e ausentes, debaixo de uma das únicas luzes que funcionavam naquela rua estava sozinha uma rapariga com ar de anjo perdido nos gritos e suplícios de almas perdidas em dor.

A chuva que lhe cai no rosto não deixa perceber se ali se agregavam lágrimas, naquele lindo rosto triste e distante, dava a entender que não pertencia aquele lugar.

De pele morena e lábios ruborizados por um fogo que lhe vem da alma, ao contrário das outras não tinha um olhar vazio, tinha um olhar perdido, totalmente confiante que não deveria fazer parte daquele meio.

A tremer ligeiramente com o frio, procurava qualquer coisa na sua bolsa, talvez cigarros ou o isqueiro. Tirou de lá um espelho, mas talvez já muito fustigada pelo cansaço daquela vida e pelos tremores deixou-o cair no chão, e levou as mãos ao rosto.

Quando se preparava para o levantar do chão molhado e frio, viu uma mão a apanhar o espelho.

Apanhei aquele espelho e dei-lho com um sorriso tímido e gesto brando.

O seu rosto não mudou como esperava, não vislumbrava o mais ténue sorriso, só denotei espanto num rosto ainda mais apreensivo, e da sua boca nem um sopro quanto mais uma palavra.

Voltei a sorrir-lhe e com um leve aceno de cabeça virei costas e voltei a apresar o meu rumo.

Por algum motivo parei, devolvi ao passado os dois ou três passos que tinha dado, voltei-me para a rapariga e disse-lhe.

- Não procures o teu reflexo no espelho, porque não o têm os anjos. Nem tão mais precisam de admirar a sua beleza que dentro do seu ser é tão certa de existir.

- Se te aflige a dúvida de onde é o teu lugar neste mundo, uma coisa tens por certa, não é definitivamente nesta rua.

Acabado o que por impulso tinha de dizer, sorri e voltei a seguir o meu caminho.

- Obrigado. - disse ela.

E num ligeiro olhar por cima do ombro vi que lhe tinha arrancado um sorriso, um dos únicos que tinham sido dados e sentidos naquela rua, onde tinha sempre andado esquecida a mais singela amostra de felicidade.

No dia seguinte como rotina mansa de regresso a casa e por obrigação geográfica, tornei a passar naquela rua. Mais uma vez, e como era costume, avançava a passo célere e a fitar o chão, e num relance oculto tentava dar pela presença da rapariga da outra noite.

Não a vi por lá, nem por ali perto. Não naquela noite nem nas muitas outras que se seguiram.

Assim compreendi que algo no mundo mudou não porque eu falei, mas porque alguém me ouviu.

A story about you.

Step by step gently awakening the spirits of her heart, she walked towards the door trying to eavesdrop a whisper from the other room.
A scream, the cold wind blowing, a tumbling tear of blood, all in the fog of a dark night in a mysterious room.
She opens the door and rush into the other room. There's nothing in that room.
No woman screaming, the windows are closed, the only noise is the one coming from the screeching floor.
Was it just imagination? Maybe it was her wish for adventure that laid a trick on the mind.
It's the emptiness of the house that frightens her. She misses the screaming, the smell of blood, the cold shivers on her neck every time someone was killed in that room she never stepped on.
That was her father workplace, but now the war is over, there's no more pain to be delivered, no more names to be forgotten, no more screams begging God for help.
There’s an absolute silence, a forced solitude, all because she drags the name of her father and all the hate carried with it.
She’s the last victim of her father’s atrocities, all of the guilt comes upon her fragile being, all the fingers are pointed to her, and she will never be able to scrub away the acts of that monster. She loved him. She loved him no matter what. She’s proud of him, of his efforts in war, in the name of a proud nation no more to be.
There’s no heritage in remorse, she has no shame on the events of the past, and the guilty ones didn’t lived in that house.
She gagged her mouth and screamed all night, auto-inflicting pain in her flesh.
The addiction in pain could be found in an impressive number of everyday actions.
Even the most sacred and beautiful earthly emotions and actions, like love for example, could be a delightful feast for the pain to feed on.
No man could judge her. Everyone is entitled to suffer, to experience pain. Usually no one wants to suffer, but those that will savour agony, have the right to do it so.
Let a poor man suffer if that’s his wish, but if it’s not a wish, just a mere life imposing due to the way our world works, help that man. Help him on the simplest means you can, even a smile can be a treasure for the ones that seek a less troubled kingdom.

sábado, dezembro 22, 2007

De mim para vós.

A passar a quadra natalícia na terra, achei por bem, e de maneira a obrigar-me a escrever qualquer coisinha, relatar para vosso divertimento como vai correndo os dias desta época festiva numa casa cheia de gente como é a minha. Chamo à atenção para o facto de este ano voltar a tradição de existir uma mesa só para as bebidas ao pé da mesa de jantar. Reforço a ideia ao dizer que é uma mesa, e não um carrinho de bebidas, uma mesa a sério e com espaço para albergar uns quantos licores e bebidas suaves, assim como um bom brandy e conhaque, um whisky e bons vinhos. Eu orgulho-me de ter adicionado à mesa a Ginja de Óbidos.
Claro que se houver por alguma altura escassez como no tempo da Lei Seca nos EUA, temos sempre o bar na cave, e as infinitas reservas.
Para quem me lê quero deixar claro que isto não é uma casa de ébrios degenerados, que passam o Natal cada um agarrado ao seu copo numa mão e garrafa na outra. Para pura verdade maioria bebe como verdadeiros monges, só para provar e de modo recreativo, talvez só eu e mais alguma companhia, é que tornamos o álcool num elixir de boa disposição, eliminando o stress e dando largas à boa disposição e à piadinha rápida e rasteira que consegue deixar todos bem dispostos.
A partir de amanhã venho cá deixar pequenos relatos do que se vai passando no dia a dia cá em casa, existe sempre algum momento engraçado para contar, e todos vós gosta um pouco de vida alheia. Misturem uma escrita em que se junte a narrativa de um Sexo e a Cidade, com um pouco da mestria de um Homero e de certeza que encontram algo que vos interesse. No mínimo que achem graça, e sempre é algo diferente, uma novidade, expor-vos a vós agraciados leitores com o meu lado mais pessoal, com o meu dia a dia, com a louca viagem que é viver na época natalícia, numa casa cheia de gente.
Mais novidades e surpresas aguardam-se, e não deixem de passar por aqui e escrever nos comentários as vossas experiências e partilhar os vossos momentos do dia a dia.
Um Feliz e Santo Natal para todos vós, não deixem de experimentar os licores e ganhar novos humores.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Previsão do tempo em Lisboa para os próximos dias.

Amanhã teremos em Lisboa neblina durante a tarde, máximas a rondar os 17ºc, e mínimas a baixar para os 12ºc. Uma humidade a rondar os 95%, e com pouca possibilidade para aguaceiros.

Durante o resto da semana até domingo dia 9, teremos uma ligeira subida da temperatura máxima até aos 19ºc acompanhada de uma descida durante a próxima semana da temperatura mínima a rondar os 11ºc. Teremos nestes próximos dias o céu nublado, com a humidade sempre na casa dos 90%, não estando prevista a ocorrência de aguaceiros.

Durante a próxima semana deverão manter-se as temperaturas entre os 18ºc de máxima e os 11ºc de mínima. Teremos uma humidade sempre por volta dos 90%, com a neblina a alternar entre as manhãs e as tardes, voltando a partir de quarta-feira dia 12 ao céu nublado e encoberto, embora sem grande previsibilidade de aguaceiros.

Tornei a fazê-lo.

Achei piada ao facto que acabou de ocorrer. Depois de ter escrito dois ou três posts sem grande nexo, ou completamente fora de qualquer contexto normal, e que para todas as pessoas será difícil compreender o porquê do que escrevi, se mesmo eu não entendo, disse a alguém que não entendia metade do que a outra pessoa escrevia no MSN.
Frases cortadas a meio, palavras desencontradas, desencaixados os termos, os sentidos, o sujeito o predicado e o verbo. Um conjunto de palavras debitadas num código Morse incapacitado, de difícil compreensão, e com uma lógica coberta em mistério, ou talvez nem existente.

Acusei a outra pessoa de ser como eu. E com este post consegui outra vez repetir uma existência sem sentido.

Sem motivo para tal.

Deixei crescer a barba porque pensei que me daria um ar mais velho. Por vezes penso que me deu um ar mais acabado, gasto pela vida, pelo tempo. Sinto-me mais confortável ao eliminar uma data de expectativas. Pareço mais introspectivo, mais recluso de uma vida fechada em copas.
Pareço porque talvez seja essa a minha vida.
Deixei crescer a barba por completo, para variar, ou por comodidade, ou por estar farto de meios termos, talvez tenha sido isso. Sinceramente não sei, nem interessa muito, ou talvez interesse tanto como um poema em que o poeta descreve a articulação da sua mão que labuta na escrita frenética e descontrolada massacrando o papel.
Nem sei porque motivo é que mencionei a minha barba. Talvez a devesse ter feito hoje, mas achei que merecia mais uns dias, até ao extremo ponto de sentir necessidade de a fazer, de mudar, de iniciar um novo rumo capilar.
Por vezes a vida é tão chata, com coisas tão aborrecidas e maçadoras, e embora seja de um desinteresse incomensurável, quase todos os pequenos momentos de tempo e espaço que temos na vida, podem ser narrados.
Ironia para quem escreve, e para quem lê, tanto ou mais para quem vive sem saber o quê.

Sequioso...

A água estava suja, e eu tinha sede. Bebi a água suja e culpei a imundice da minha sede.

Bocejar...

Tenho sono. Por vezes tenho mesmo muito sono, mas é mais forte o medo de sonhar.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

O vazio da ansiedade.

Acho que sempre tive problemas de ansiedade. Pelo menos desde os 12 anos de idade, altura em que comecei a entender o que era a ansiedade, como funcionava, e que sentimento e sintomas eram aqueles.

Mais do que um sentimento, a ansiedade é um estado físico/psicológico, e muito raramente com algum contorno benéfico. Pelo menos tenho a ideia que toda a ansiedade é má, é dispensável, e no entanto constante nos dias de hoje, aliada ao stress, à necessidade de resultados e satisfações pessoais, assim como sociais.

Voltando aos 12 anos, e às primeiras vezes que senti o que era a ansiedade, lembro-me que por essa altura, o expoente máximo da ansiedade era quase sempre relacionada com a vinda dos meus irmãos a casa enquanto estudavam na faculdade. Depois de meses sem os ver, saber que chegavam naquele dia, a que horas, será que os ia buscar ao aeroporto? E quando haviam atrasos dos aviões ficava sempre chateado por estarem a adiar um momento que para mim era importante, principalmente na época natalícia.

Hoje em dia experimento o outro lado, fico ansioso por voltar a casa, poder estar com a minha família, e que saudades de viver o Natal com a casa cheia de gente.

Apesar de ser uma pessoa relativamente solitária, não no sentido em que se presume que tenha ocorrido um fracasso a nível social, sou uma pessoa que passa muito tempo sozinha apenas por feitio próprio, desde criança tenho os meus momentos de imaginação e criação numa constante necessidade de viver esses momentos, sou completamente dependente da minha família e amigos.

Este ano talvez mais que os anos passados, também por ter menos tempo com os amigos, sinto uma grande ansiedade de ir a casa e desfrutar do Natal em família, de encontrar um sítio onde esteja confortável, onde me sinta mais completo.

Tenho muitas saudades dos meus amigos, do convívio mais permanente e constante, eram eles que me faziam ganhar o dia. Hoje em dia andamos todos mais ocupados, mais distantes, talvez por isso esta vontade tão grande de voltar a casa para a família.

Gosto deste sentimento, de quem volta a viver o Natal como uma criança. A ansiedade aperta, desta vez não pelas prendas, mas pelos convívios na cozinha enquanto a mãe cozinha, pelas brincadeiras com os sobrinhos, pelas palhaçadas e risos que se trocam constantemente dentro daquela casa, pelo carinho e afecto que se sente a toda a hora. É saber que existe uma atenção constante entre as pessoas, uma preocupação latente com a felicidade e bem estar de todos.

O meu irmão põem música a tocar, o meu irmão mais velho e a minha irmã ajudam na cozinha, o meu pai trata de requintar a mesa e servir aperitivos a toda a gente, a minha avó e irmã mais nova olham pelos meus sobrinhos, é um pouco de tudo isso. Uma película cinematográfica repetida todos os anos, um ano com mais protagonistas, outro com menos, mas sempre aquela eterna magia, a magia daqueles sorrisos, dos pequenos gestos, a felicidade de nos completarmos todos uns aos outros.

A parte má de tudo isto é a ansiedade, é o tempo que passa devagar, é o tempo que me afasta de toda esta felicidade. É o facto de ficar triste com a espera, ser consumido pelo tempo e de logo cuspido para a realidade, para as tarefas rotineiras, para os dias sem sentido.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Viagra feminino? Melhor amigo? Sem dúvida mais barato que diamantes.

Estes dias fiquei curioso. Eu não sou grande apreciador de chocolates, realmente nem sou grande apreciador de doces. E esta caracteristica parece afectar a compreensão de muitas pessoas, um gajo que não aprecia chocolates é o mais próximo que já viram a um ser extraterrestre.

Por outro lado, dou-me muito bem com pessoas que são grandes apreciadoras de chocolate, até diria que alguns não vivem sem um chocolate por dia. Pessoas que fazem de um chocolate um lanche, um pequeno almoço, uma refeição se for preciso. Quando digo de um chocolate, podem ser dois ou três, ou mesmo de chocolates de dimensões maiores.

Fico fascinado com o gosto das pessoas por tal petisco, não conheço uma mulher que nunca tenha tido um chocolate dentro da carteira, e dou por mim a desconhecer muitos dos chocolates que as pessoas consomem, alguns nem sabia existir.

Tenho de confessar que apesar de não apreciar chocolates, existe um ou outro a quais eu não resisto, mas o meu favorito é sem duvida os Maltesers, aos quais não resisto.

Digam-me lá vocês quais são os vossos chocolates favoritos.

O coração sofre.

Já não escrevia no blog faz algum tempo. Muitas vezes surgem as ideias, mas ou estou num sitio em que não tenho possibilidade de os materializar em post, ou surgem nas alturas menos propicias.
É uma pena realmente, e para mais é difícil combater o hábito, quando estamos habituados a ter mais participação no blog, temos uma certa rede de segurança, sabemos que alguém irá escrever alguma coisa. Tenho achado penosa esta tarefa para o espírito, esta caminhada sozinho.

Seja como for hoje decidi escrever, talvez não a coisa mais interessante, mas algo que senti necessidade de desabafar.

O resultado do Benfica versus Milan, foi completamente injusto, o Benfica dominou o jogo, jogou melhor, e fez um jogo à Benfica como já não via à muito tempo. No fim do jogo senti-me imensamente desiludido e injustiçado com um jogo de futebol algo que já não sentia, curiosamente desde ontem quando o Manchester United ganhou ao Sporting.
É verdade, senti injustiça com uma derrota do Sporting. Pondo as baboseiras do ser português vou apoiar equipas portuguesas, algo que concordo plenamente, sempre gostei de ver o Sporting jogar para as competições europeias, é um Sporting que sofre uma metamorfose e pratica um futebol mais bonito e agradável. Por isso mesmo, não só por serem portugueses, e é claro que vou apoiar tudo o que for português, ontem estava a torcer pelo Sporting porque merecia levar dali pelo menos um ponto.

Fora a injustiça, gostaria de fazer um reparo. Um verdadeiro adepto do futebol é um gajo que aprecia o futebol independentemente do clube por quem sofre. É o caso do Zica, um sportinguista, que a meio do jogo do Benfica mandou uma mensagem de incentivo a um benfiquista.
Outra atitude é um portista na mesma mesa de 5 em 5 minutos a dizer que o benfica vai perder.
Ou um portista que não aceita que eu esteja a torcer pela vitória do FCP, só porque sou do Benfica.

Isto é a infantilidade de quem não entende o que é o futebol, não sabe o quão bonito pode ser este desporto, e a importância que tem, como coisa singela na nossa vida, a paixão por um clube, o viver um jogo de futebol, como uma regalia que nos dá a vida.

Em nota de despedida, fica o meu agradecimento ao Zica pelo apoio, mas infelizmente não chegou, e injustamente, na minha opinião, o Benfica não ganhou.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Mensagem para o Telmo, o brigadeiro/tremocinho da Arruda.

Foi a segunda pessoa que conheci na faculdade, conheci no dia em que me inscrevi.
Uma verdadeira personagem no melhor e mais terno dos sentidos, porque personagens são os elementos fulcrais de toda uma história, são quem marcam os momentos pois são eles que os constroem.

Se perguntar às pessoas qual o maior órgão do Telmo, alguns diriam que é o estômago ou o fígado, porque come bem e bebe ainda melhor, as meninas diriam provavelmente a língua, porque este rapaz é de dar à língua que se farta, é um comunicador nato, e um verdadeiro galanteador com as raparigas.

Todos iriam enganar-se, pelo menos todos aqueles que não dissessem que era o coração.
O Telmo tem um coração enorme, nasceu com gosto em fazer todos felizes, vive para os outros, dá o melhor de si e pouco ou nada pede em troca, sempre disposto em ajudar e tornar a vida dos outros melhor, um excelente anfitrião, um excelente amigo e conselheiro.

O Telmo tem jeito para quase tudo aquilo que se dedica, é um rapaz esforçado e com a verdadeira capacidade de cumprir os objectivos que traça para o seu caminho.

O Telmo é um bom comunicador, bom amigo, excelente vizinho, filho, irmão, pessoa, trabalhador, aluno. O Telmo tem inúmeras e enormes qualidades, mas a que mais admiro é ser ele mesmo, a sua personalidade única e distinta, quase que um filósofo em bibelot, agarrado à sua fé e convicções, sabe viver consigo e com o mundo sempre com um sorriso.

Digo com toda a certeza que é daquelas pessoas que nunca quero esquecer, e no que depender de mim quero conservar perto de mim para toda a vida. Perdoem-me todos os meus amigos, mas sempre que tiver uma grande confidência a fazer, o Telmo é a pessoa a quem recorro.

Podem pensar que é por causa da sua pendência para a doutrina religiosa, mas digo já que é simplesmente pela sua calma racionalidade, pelo seu bom senso e inteligência.
Num grupo o Telmo é o elo apaziguador, racional, o mais calmo possível, e sempre com uma solução adequada.

Por muito que fale do Telmo e descreva todas as suas qualidades, só é possível resumir tudo dizendo que o Telmo é um grande homem, um dos meus melhores amigos, uma pessoa em quem confio a vida, os sentimentos e a minha alma ( isto mais porque tem lá a suas ligações com o divino).

Um grande homem, um grande amigo, diria até se ele mo permitir, um grande irmão.

Agora todos perguntam, mas será que o Pedro está maluco ou quê, agora esse machalhão, esse garanhão das estepes atlânticas deu para vangloriar homens?

É simples, tudo isto serve para homenagear o meu grande amigo Telmo que faz anos, muitos parabéns Telmo, um feliz aniversário, tão feliz como toda a tua vida, é tudo o que te desejo.

PS. O gajo é um bocado rabetinha com os telemóveis, passei a tarde toda a tentar ligar e nunca dava nada, por isso achei que merecia um post só para ele.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Que deseja beber?

Queria aqui deixar uma pergunta aos distintos leitores, que embora sejam pessoas extremamente ocupadas, afinal de contas o que é que normalmente bebem, ou gostam de beber quando saem à noite?

Tenho vindo a constatar que a sangria voltou a pegar de moda, inclusive sendo por vezes mais apreciada em jantares do que a tradicional cerveja. Apenas de frisar que muito raramente vejo alguém a consumir sangria depois do jantar.

Outro facto interessante é que apesar da tradicional vodka laranja ou whisky cola, hoje em dia voltou a ser usual o consumo do martini, um resgate retro a uma bebida agradável.

Gin Tónico, bebida com um pendor de classe ou uma mariquice de bebida que sabe mal?

Deve a caipirinha ser uma bebida sazonal?

Porque motivo o daiquiri parece um granizado muito rasca?

Que bebida é que não seriam capazes de consumir? E qual é que vos deixaria a tremer se houvesse escassez?

Tenho a certeza que o álcool, como habitual, será capaz de os por a falar, por isso deixem as vossas opiniões.

Comunicado oficial.

Venho por este meio comprometer-me com este blog até 2010 com possibilidade de renovação.
Recuso-me a baixar os braços, activo ou inactivo, não me apanharam distante de um projecto que jurei levar o mais longe possível.
Quero viver uma utopia bloguistica, quero ser livre, quero poder comunicar mesmo que ninguém oiça, não vou ficar calado, mesmo que por muitas vezes seja de maior valor o silêncio.
Prometo muito disparate, com grande sentimentalismo, disparate cómico e dramático, quem sabe algum disparate com um toque de filme snuff.
Não me quero isolar, quero que saibam o que comi ao pequeno almoço, mesmo que raramente tome o pequeno almoço, quero que saibam o que ando a ler, quero que se sintam tentados a ir ao cinema ver os mesmos filmes que eu, quero partilhar o que vivo, pelo menos a parte que for possível partilhar.
Por mim este blog viverá, eu não desisto.