segunda-feira, março 08, 2004

Desabafos de uma alma atormentada pelo monótono!


Uma verdade, a vida é feita de fases emocionais, de momentos, de vontades.

Em todos esses momentos interagimos com uma data de emoções, acontecimentos que nos envolvem com outras pessoas, com outros sentimentos, temos sempre boas recordações e más recordações, são essas recordações, que guardamos e que mais tarde relembramos,que nos fazem pensar na vida, e recordar as más é sempre mais desagradável que recordar as boas, por muito óbvio que isto seja não é demais frisar a diferença entre as duas, as más recordações são todos os sapos que as circunstancias nos obrigam a engolir, as boas recordações são os momentos em que somos obrigados a acarinhar por motivos de razão naturalmente sentimental.

Infelizmente não escolhemos os momentos para nos recordar das coisas, é verdade que há momentos já padronizados para recordar ou momentos felizes ou momentos tristes, por exemplo estar doente é mais propicio a recordar momentos menos agradáveis.

Muitos desses momentos são coisas que tentamos esquecer, até porque a vida é suposta ser continua, e mais vale preocupar com o que vem à frente do que o já vai lá atrás.

È pena que a vida tenha de ser toda tão equilibrada, embora isso talvez seja o mais favorável, mais vale o seguro que o incerto, mas por muito que o passado seja bom para ser esquecido há momentos que não devemos esquecer , outros não podemos, outros não queremos, e outros não conseguimos. Se há coisa mais fácil na vida é me contradizer facilmente em quer o que seja que eu diga, pois conheço-me e sei os meus pontos fracos, e sei que tudo na vida tem dois pólos, é questão de escolha, de optar por um caminho.

Quando vêem os momentos maus à mente, por muito que nos tentemos livrar deles, temos a tendência para reagir mal, cair em desespero, em raiva, ódio, tristeza, eu tentei evitar isso tudo, tentei ser sincero comigo e com os outros, tentei dar a volta, tentei não reagir mal, mas isso é coisa impossível, enganarmos os nossos sentimentos, mesmo que estejamos a ser sinceros para conosco.

E enveredando o assunto para um exemplo, o que me acontece neste momento é basicamente o mesmo que aconteceria a um guerreiro que lhe sendo pedido que mais não lute, essa mesma pessoa impede-o de pousar a espada, é o comportamento das pessoas para com o guerreiro pedindo ao mesmo tempo que as salve e que as poupe, e que os mate e trucide, é a contradição que me atormenta, é a falta de compreensão, a falta de discernimento nas opções que as pessoas fazem, no fazer e arrepender de modo sucedâneo e repentino, o querer e não querer ao mesmo tempo, o acusar e arrepender no mesmo exacto momento.

Sinto-me perdido, na indecisão dos outros para comigo, para com as suas vidas que interferem com a minha, com os assuntos em que também eu faço parte, em que sou a solução, e sou tratado como a indecisão, sinto-me preso na escolha das pessoas, sinto-me ancorado numa vida que as pessoas criam para mim com os seus jogos, tudo porque me mantenho fiel a mim, tudo porque não quero jogar como todos jogam, tudo por ideais, ou seja lá o que for, há algo que me impede de jogar, de dissimular sentimentos, de dissimular reações, mas tenho consciência de que se jogasse tudo seria mais fácil.

Sem comentários: