terça-feira, outubro 18, 2011

Porque não consigo escrever com regularidade?

Porque ando tão queimado, que se não fosse saltar à vista a palavra "sexo" nas actualizações dos blogs aqui ao lado, me esquecia de dizer que hoje foi uma p... a pagar-me o almoço. Depois de um post a falar sobre por comer na mesa não sei como ia passando despercebida a ironia.

sábado, outubro 15, 2011

Condignamente indignado

Na TV, no FB, na rua, só se fala na crise financeira. Hoje a meio da tarde telefona-me a minha mãe a perguntar se estava bem. Claro que sim, é Sábado, estou em casa deitado e a casa está de pé... porque haveria de ser diferente? "Não ouviste falar na manifestação em Roma? É que estão a haver confrontos com a polícia e cá podia acontecer o mesmo". Realmente, tenho tendência para ignorar as publicações que apelam à revolta popular... não que seja um acomodado, mas que posso eu fazer? Nos últimos anos, antes de se instalar a crise, assisti a dezenas de manifestações, greves e protestos sem consequência prática. Hoje quando Passos e Ciª funcionam a mando de Merkel e Sarkozy Ldª e esses funcionam a toque de caixa da Banca, que por sua vez tem um medo de morte das variações de humor da especulação aka fundos de pensões/grupos de investimento(onde se incluem agências de rating)/grandes grupos económicos, é aqui e agora que pego em mim e vou indignar-me para Lisboa?! Com todo o respeito para quem foi e voltará a ir, não durmo melhor por causa disso, simplesmente porque não se trata de dinheiro.

A crise é uma questão emotiva e pessoal, para quem tem um estilo de vida que lhe está a escapar por entre os dedos, por culpa de quem é pago (e bem pago) para defender os interesses da população. Esses sujeitos/comissionistas são um mal da sociedade moderna. A própria ilusão de que as manifestações dão em alguma coisa é parte do idealismo que nos leva a votar num partido, que até sabemos à partida, não proteger os nossos interesses.

A Democracia é parte da civilização que construímos, parte do estilo de vida que nos levou onde estamos e onde queremos estar. É graças a isso que não andamos a exercer violência para subir na vida, que trabalhamos para comprar comida em vez de a caçar, falamos para ser ouvidos e dormimos com os dois olhos fechados à noite. Não me parece que entrar em confrontos com a polícia e contestar fora de tempo o trabalho que não é o nosso seja o modo correcto de defender um estilo de vida civilizado.

Confesso que não acredito neste regime nem nestas pessoas, mas estar a lutar na rua enquanto eles estão sentados em casa só para os manter lá (saiam estes e entrem outros é igual) é contra-producente. É certo que são corruptos e incompetentes, no entanto, é a corrupção e incompetência que devem ser atacadas, não o cargo. E quer acreditem ou não a única maneira de dar a volta a crise é a lutar no nosso "campo de batalha", a trabalhar honestamente, a inventar modos de produzir bom e barato, a não desistir quando a coisa parece negra e a passar esses valores para os nossos filhos. Vão ressurgir sectores como a agricultura e a pecuária, vamos ter de sujar as mãos e quem sabe trabalhar ao Sábado e ao Domingo, mas vamos construir para nós. A especulação é irreal, a comida na mesa é real. Não há atalhos.   

INCEPTION do ponto de vista da banca.

Não sou grande fã de teorias da conspiração. Não fico horrorizado ou consternado com as inúmeras teorias do big brother, da manipulação de governos, dos enganos ou esquemas que se montam entre as grandes empresas capitalistas.

Mas fantástico é perceber que só agora é que muita gente começa a acordar do seu sono consumido por uma apatia social embebida no mais profundo mainstream.

Desde que nasci, que o acesso a crédito na banca é como ir encher um copo de água no meio do Furacão Katrina, ou levantar poeira no meio do deserto do Mojave, ou seja e para quem ainda não entendeu a ironia uma coisa tão fácil e previsível como o Marinho Pinto dizer uma idiotice qualquer.

Só agora é que esta maltinha vidrada no consumismo e no facilitismo, começa a entender que a banca andou a emprestar dinheiro que não tinha, e ao mesmo tempo cobrava juros que quem pedia os empréstimos não podia pagar. Nunca ninguém suspeitou que este ciclo vicioso fosse mais dia menos dia descarrilar.

Ora tudo quebra pelo elo mais fraco. E o elo mais fraco é o que estava menos prevenido, e com a cabeça no ar. Como seria lógico a banca não poderia ficar a arder com os juros e os empréstimos que as pessoas não podiam pagar. Então a escapatória é a seguinte, só não obrigam a pagar os valentes montantes de juro, como através do seu fantoche de longa data ao qual chamam de "ESTADO", e da cobrança de impostos acabam por financiar as perdas que têm.

Assim, o Banco A empresta dinheiro ao Sr. B, o Sr. B além de pagar os juros superiores a dois dígitos percentuais, financia a banca através do pagamento dos seus impostos, para que possam continuar a emprestar dinheiro ao Sr. B e à Sra. C, e por ai fora.

Ou seja, esta malta anda há anos a fazer, não de porquinho, mas de vaquinha mealheiro, e a ser bem ordenhada vezes sem conta.

Só começaram a acordar quando as icoisas começaram a ficar caras, e impossíveis de pagar, e ficaram ifodidos, e ilixados com tudo isto, porque começam a prever um ifuturo, no iqueospariu.

Deixem-se estar nos sofás até que os vão ai buscar os senhores de fraque. Deixem-se estar na caminha deprimidos até acabarem por ir dormir na rua, talvez ai acordem para entender que este problema não é de agora, e as soluções nunca são tomadas pelo lado democrata, mas sim por alguém que decide por vós.

Viva a abstenção, o comodismo, e as icoisinhas que vos distraem, enquanto o fantoche dança e a outra mãos vos vai mais uma vez ao bolso.

terça-feira, outubro 04, 2011

Getting tired...

Confesso, tenho saudades do Inverno.

Quando estão 26ºc às 8h30, e agora ronda os 30´s e picos, com vento de leste, em que a brisa se assemelha ao bafo vindo de uma caldeira, não se pode não ter saudades do Inverno.

Quando sou obrigado a andar de fato e gravata o dia todo, deslocar-me a repartições públicas e tribunais, e apenas sinto o latejar no topo da cabeça a escaldar, para além do imenso calor e do inconveniente da humidade, penso....

Porque raio é que as publicidades de desodorizantes são com desportistas? Deviam ser feitas com gajos engravatados a fazer uns km's a pé de tribunal em tribunal ou de repartição de finanças a conservatória do registo civil.

Odeio o calor...com excepção dos dias de praia.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Constatação, sem intenção de ofender.

As mulheres são um "bicho" muito sério.

Com os cabelos brancos, começam as perdas de capacidades e habilidades.

A minha masculinidade está intacta, mas o meu bom gosto pelos vistos não.

É recorrente a tentativa de escolher uma peça de roupa, uma jóia, um perfume, ou algo para uma mulher, seja namorada, a amiga, para a mãe ou a irmã, e no fim receber o feedback de um sorriso relativamente simpático ao qual apelidei "não quero ser mal agradecida mas isto não é bem o meu estilo".

Costumo apontar sempre ao lado em relação ao gosto da presenteada, gosto de coisas discretas e com uma certa classe, mas pelos vistos na genese de uma mulher, está o lado chamativo que quer atrair os olhares.

Já tive tempos em que acertava com os gostos, e pensava conhecer minimamente a psique feminina, hoje em dia chego à conclusão que não tenho o mínimo jeito para isto.

Um dia sei que vou chegar a um ponto, aquela maneira de estar de alguns homens que desistem de tentar escolher e limitam-se a sorrir na hora de pagar.

Um dia vou aderir aos vales prenda, e ao pagamento, renego as surpresas materiais, mantenho-me apenas nas emocionais, levo o romantismo meramente para os gestos e acções, e no que diz respeito a prendas e bens materiais, troco a surpresa pela satisfação de poderem escolher algo que gostem.

quinta-feira, maio 26, 2011

Retro-introspectiva

Confesso que se o Zica não tivesse assinalado a data, mais do que provavelmente iria passar-me ao lado. 8 anos. Parece que ainda nos estou a ver (no bar da faculdade, claro) há oito anos, ainda mal sabendo o que era um blog, a falar de "Coisas que os portugueses não querem ouvir...". Hoje em dia já não falamos tanto, porque se calhar também não queremos ouvir. Ouvir, o que já sabemos, o que não queremos saber, pois falta tempo ou estamos cansados ou há quem nos diga ao ouvido. Ainda assim, o blog aqui está e foi resistindo durante oito anos, talvez já mereça reforma, no entanto a ideia de perder esta constante virtual seja demasiado desconfortável.

Este blog é para mim, uma homenagem ao espírito dos tempos em que estávamos juntos todos os dias. Como um Zeitgeist cristalizado no espaço e no tempo, valendo cada post como um desabafo inconformista, não pelo seu conteúdo, ao invés pelo próprio acto de ter uma "personalidade virtual" que fala sem se preocupar com quem ouve. Fossem dirigidos a um político, professor, familiar e até a nós próprios os textos eram despreocupadamente publicados e interpretados.

Digo-vos com saudade que nos gostei de ver crescer na internet, de nos ler a pensar ou a aparvalhar. A cada dia as nossas palavras foram ganhando um pouco mais de eco e cada vez mais merecedoras de serem ouvidas. Por isso, mais ponderadas e sérias, a ficção cada vez mais um reflexo da realidade pensada e o silêncio um escape. Será esse um dos motivos para que o meu primeiro post desde há meses seja um devaneio saudosista. Só interessa a quem dele partilha.

Pela minha parte, e mesmo não fazendo parte do blog durante estes anos todos, mas fazendo deixo um abraço a alguns dos visitantes que por aqui passaram ao longo dos anos: Master_Zica, Pedro, Ganzas, Kikas, Maria, Dexter, Jedi Master Atomic, X-Wife, Tweeny Blue, Bia, Corset, Rui Brás, e tantos outros e outras que me estou a esquecer. Até para o ano!

segunda-feira, março 14, 2011

Amanhecer Sangrento em Red Rock Hills

Um som agudo e perfurante no altifalante irrompeu pelos ouvidos do comando da Polícia de Bastorp County, para logo em seguida se desfazer em ruído morto… a chuva caía em Red Rock Hills. Estavam presentes o comandante Joe Harding, os tenentes Watts e Bufford e a operadora de rádio Layla Moore. Todos sem excepção sabiam o que aquele blackout electrónico significava: o Detective William “Billy” Gaines estava comprometido…

Há meses que o Detective Gaines trabalhava infiltrado no gang de motoqueiros a operar no condado. Relativamente recentes na zona, estes arruaceiros de bar procuravam subir na vida “fiscalizando” a mercadoria dos camiões que saíam da Interstate 75. Eram chefiados por um sacana feio, porco e mau, de nome Don “The Ratchet” Miller. Sob a sua liderança, os “Steer Kings” como se chamavam, duplicaram o número de arruaças nocturnas e sextuplicaram a percentagem de assaltos violentos no Condado.

Nessa noite, o trabalho de Billy chegaria ao fim com a apreensão do núcleo duro do gang, que festejava em plena pandêga no "Red Rock Motel", depois se terem apoderado de um carregamento de oxicodona seguindo para distribuição farmacêutica em Dallas. Sequestrando o camionista nesse processo.

Billy havia informado a polícia da sua localização e aguardava apenas a confirmação de "The Ratchet", sobre a localização da droga. Com a dança macabra de álcool, violência e deboche, Billy pressiona o líder...

- P'ra quê a sede de informação puto?! 'tás a querer mais qua tua parte é?! - vociferava o sujeito grandalhão, já com a veia da testa a pulsar por entre o suor e sebo que lhe caíam do cabelo.

- Nada disso! Chibo é que na sou! ...dass 'tou a tentar ajudar... e se nos apanham aqui ca "cena" tamos lixados! Porra que tou nervoso chefe! - retoquiu Billy numa actuação digna de Óscar.

- Cab... deste maricas! queres tomar conta da cena vai buscá-la a estes gajos todos! - gritou, apontando para a horda de arruaceiros que povoavam o quarto 10 do Motel - bebe esta m... antes que ta parta na cabeça - e terminou enfiando no peito do Detective uma garrafa de Jack Daniels, com tanta força que lhe partiu o microfone.

Segundos depois, Joe Harding dava ordem ataque aos 5 carros patrulha que aguardavam sorrateiramente nas imediações do "Red Rock Motel". Para este polícia frio e calculista, Billy estava em apuros, talvez até morto e tudo indicava que havia vestígios da droga no Motel. Facilmente poderia ligar a mesma ao camião roubado e como bónus, Ratchet cumpria prisão por uma série de crimes, desde roubo a homicídio. Agora que estavam bêbados, drogados e relaxados seria a melhor hora para os apanhar.

- Dá a ordem Layla! Vamos para lá! Watts, Bufford... tragam os coletes. - comandou Harding em tom seguro e confiante.

Já no estacionamento do Motel, o Sargento Hawkes liderava a operação - É a polícia! Deponham armas e saiam em fila indiana com os braços na nuca! Caso não cumpram em 5 minutos, serão invadidos e forçados a tal!

- Agente Mullins! Preparem-se para atirar caso estes atrasados se armem em espertos. O primeiro que sequer mexer os braços ou começar a correr come chumbo! Entendido? - comunicou o Sargento ao subalterno.

Lá dentro, Ratchet ignorava por completo quem era Billy e encontrava-se numa fúria cega, arremessando cadeiras, mesas e até membros do gang que lhe aparecessem à frente - Rapazes, irmãos! Fod... esses filhos da p...! Cara... que volto p'ra choldra. Ficam aqui 6 de vocês enquanto eu, o Billy e o "Crazy Earl" lhes damos calor lá de cima, tudo o resto sai e baixa a cabeça lá fora!

Como indicado, 5 membros dos "Steer Kings", deixam o motel de mão na nuca, ajoelhando-se no estacionamento por ordem da polícia. A chuva caí fria e quase invisível na noite escura, agentes e criminosos só dão por ela quando, progressivamente, lhes encharca o escalpe.

Os polícias irrompem em direcção ao grupo, numa tentativa de os algemar, quando do interior do quarto saem disparos em rajada, abatendo o agente Mullins que seguia na frente, deixando todos os que o seguiam sujeitos à segunda vaga de disparos. Automaticamente e antecipando o fogo de cobertura da segunda unidade policial comandada pelo Sargento Hawkes, Ratchet e Crazy Earl abrem fogo. O Sargento que antes parecia implacável, permanecia de cócoras abrigado atrás do carro-patrulha, impotente perante a chacina dos seus homens.

O coração de Billy batia-lhe fora do peito... que seria dele se tentasse sequer fazer o seu dever? As análises toxicológicas mostrariam indícios de droga e álcool no sangue. Os seus superiores crucifica-lo iam por fugir ao tiroteio, assumindo que não o associavam ao gangue. Cerrou os dentes e agarrou Ratchet pelo pescoço, ao mesmo tempo que lhe enfiou 4 ou 5 balázios da sua 9 mm, à queima roupa pelas costas. No caos do tiroteio "Crazy Earl" mal percebeu o sucedido, caindo com um tiro certeiro na têmpora.

Ofegante, Billy gritou o cessar-fogo ao Sargento e logo este concentrou o esforço policial nas janelas e porta do quarto 10; sem hesitar, fuzilando com a automática os membros do gangue que permaneciam prostrados no chão a poucos metros de si.

Enquanto isto, Billy refugiou-se atrás de uma chaminé no terraço, sabendo que tinha sido ouvido e descoberto pelos pulhas lá em baixo. Só com muita sorte sairia vivo de Red Rock Hills... Seriam esses os seus últimos minutos de vida? Entregue no meio de sangue, whisky e droga? Estava longe dos dias da academia, da "sabedoria" dos livros e das noites de cadete em que se imaginava tomar parte numa grande operação como esta.

- Estão em minoria, entreguem-se agora e não precisam de haver mais mortes! - tentou o Sargento.

- Vai-te fo... porco! Despachamos o chibo antes de cá chegares, o vosso Billyzinho vai a abrir! - grunhiu um dos janados lá dentro.

No terraço sentiam-se os passos de homens feitos correndo escadas acima, ao que o jovem Detective se prepara para executar uma decisão radical: sem hipóteses de resistência naquela posição, lança-se em voo do telhado, aterrando secamente em cima das suas costas e dos vidros partidos, que polvilhavam a frente do motel. Numa fracção de segundos sentiu a dor de mil vidros rasgando-lhe o casaco de cabedal, a pele e a carne. Estava imóvel com a dor do impacto, mal sentindo o corpo quando as balas entraram, nos segundos que se seguiram ao seu voo temerário. Lá em cima os pulhas soltavam a sua última gargalhada.

Ao chegar o Comandante Harding e a sua unidade, o contingente policial efectuou com sucesso a entrada no quarto, chegando ao terraço, onde apreendeu os suspeitos. O Detective Gaines foi de imediato transportado para o hospital do Condado, falecendo na ambulância devido a perda de sangue. Tendo sido condecorado postumamente, na sequência do seu trabalho, que conduziu à recuperação do carregamento de oxicodona e salvamento do camionista. No roubo e sequestro planeado pelo gangue conhecido por "Steer Kings" o crime não venceu. Terminado o inquérito à operação e liderança do Comandante Joe Harding e do Sargento Thomas Hawkes, enquanto superiores no comando, foi o mesmo arquivado.

Nesse dia o sol nascente não conseguiu secar as poças de sangue e água, que a madrugada derramou em Red Rock Hills.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Breve reflexão.

Breves constatações sobre as presidenciais.

Fernando Nobre - Passou-se, a politica claramente não é o seu mundo, começou com palavras mansas sobre a politica do amor, e acaba a pedir tiros na cabeça. Por muito boa pessoa que seja, por muito bem que tenha feito, acabou por se tornar no pior candidato possível, de uma instabilidade e incoerência no discurso, puxando por si para o que não foi feito para ser...político de arraiais.

Manuel Alegre - Cada vez mais pateta, cada vez mais chorão, a campanha de vitimização fica-lhe mal, entrou em danças com o Cavaco numa disputa ali a roçar as brigas do liceu, mas nesses tangos que foram dançados, Alegre foi sempre conduzido pelo Cavaco. Não tem estofo nem perfil para Presidente, falta-lhe agressividade bem direccionada, falta-lhe um lado fuinha de político.
No fundo e por muito mau que seja dize-lo, faltam-lhe tomates.

Cavaco Silva - O profeta da desgraça, é o seu constante papel. Nunca vi ninguém que tivesse contribuído para a crise, e ao mesmo tempo usado e abusado da crise para se promover. É aquele tipo que cria as galinhas desde pintos, para depois as violar. Não passa optimismo, apenas propaga as vozes da crise e da desgraça, mas no entanto acha que pode ser a solução. Era de esperar um pouco mais de maturidade, um pouco menos de política de arraial, poderia e devia transmitir mais segurança, mais estabilidade, mas invés disso, encarna o papel do capitão que abana o barco e ainda sorri quando vai homem borda fora.

Francisco Lopes - Quem?

Defensor Moura - Creepy...

Coelho Tiririca - Bom circo para terminar um dos comícios do Cavaco.

Rato Mickey - Tem desde já o meu voto. RATO MICKEY NA SEGUNDA VOLTA.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Aaahhh doce sabor a canelas amassadas e punhos esborrachados.


Todos os dias 30 a 40 minutos nesta brincadeira...transpirei mais que num jogo de futebol de hora e meia, e sinceramente estou exausto e com as canelas completamente a latejar.

Soube mesmo bem.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

quinta-feira, janeiro 06, 2011

O regresso do ....txxan txan txan txan...

É uma questão de tempo, prioridades e vontade.

Pensamentos não me faltam, e vontade de partilhar também não.

Para breve, para breve...

Sessão Dupla


Outside Providence é uma comédia ou melhor, uma página dos 70's disfarçada de comédia. Não vão sair daqui com a sensação de estar completamente pasmados com um filme genial, no entanto há um certo bem estar e boa onda. É diferente no estilo, muito anti-climático e uma banda sonora daquelas para comprar (diz que o download é ilegal pá...). Um bom início... e claro, tem a Amy Smart!


Se o Outside Providence era relaxado e quase documental Dazed and Confused está tão fiel aos 70s que assusta. Como disse Tarantino este é um dos grandes "hang out movies". Não há uma história que valha a pena contar, este filme é sobretudo uma página da vida das personagens e das situações cómicas originadas por estas. Despretensioso e sincero. Mais do que um relato sobre a época é uma reencarnação do seu espírito feel good. Muita música, ganzas e boa disposição. Interessante também, é ver Matthew Mcconaughey, Milla Jovovich, Ben Affleck, Adam Goldberg e Parker Posey na sua juventude. 

quinta-feira, novembro 11, 2010

Sessão Dupla

Nem vou arriscar chamar isto uma rubrica nova, mas vá apeteceu-me... anda por aí a febre do Grindhouse e deu-me para o revivalismo dos tempos em que acabava de jantar e fazia uma noite de filmes B. Alguns acabavam por surpreender e passava um bom bocado. Ficam então para os fãs dos "filmes de cowboys com gajos muita feios" (leia-se Terror) duas sugestões bem leves. Venha pipoca e luzes apagadas.

Night of Demons é uma palhaçada completa... no bom sentido. Este remake é feito para divertir e deixar o cérebro à porta, sendo extremamente bem sucedido por aí. Já tinha saudades daquele filme de terror que fazia troça do género, não se leva nem a ele nem aos outros a sério. Harmless Fun ideal para começar a descontrair e dar umas gargalhadas tenebrosas. Bem esgalhado!


All The Boys Love Mandy Lane é um slasher simpático, filmado com filtros a fazer lembrar os 70s e 80s tipo Texas Chainsaw Massacre. Honesto, barato e eficaz não pretende ser mais nem menos e consegue estar à altura: Bem filmado, diálogo básico, mas fresco e o belo do twist mais do previsível no fim, tudo com gusto  e medida certa. Um filme que vale por si só e acaba uma noite de cinema bem passada.

domingo, outubro 31, 2010

Polaroids

Há quem veja o mundo e há quem o faça assim...
Foram tiradas daqui por aqui.

quarta-feira, setembro 29, 2010

E no fim ainda sou mimado pela namorada.

Posso não estar a ter as férias de sonho, a descansar e sem nada para fazer a não ser preguiçar, mas digo já que estas férias apesar de diferentes são recompensadoras.

Farto-me de andar de um lado para o outro, mas todos os caminhos têm sentido, todos têm um objectivo que eu consigo com maior ou menor esforço alcançar.

Gosto das tarefas domésticas por saber que poupo imenso trabalho à minha cara metade, e logo dá-me prazer fazer o que for preciso para vê-la mais descansada. A bem dizer, já não me lembrava desde os tempos da faculdade, que não custa assim tanto efectuar umas tarefas domésticas básicas, e acabo sempre por me rir a pensar que vou demorar uma hora a fazer algo que faço bem e devagar em quinze minutos. Dá uma sensação de ser capaz de abrandar o tempo.

Nunca passei tantas horas em lojas de ferramentas e bricolage como nesta semana, mas hoje já sei uma data de coisas sobre ferramentas, cortes de madeiras, e coisas básicas de construção que não sabia antes.

Apercebi-me que se não for em hora de ponta, gosto bastante de andar de autocarro, e que um dia tenho de me meter num autocarro sem destino traçado, e tirar muitas fotos durante a viagem, em todas as paragens, às pessoas que entram, às que saem, aos que ficam.

Fiquei convencido que Lisboa tem uma boa rede de transportes, e que não funciona tão mal como muita gente me fez crer durante os tempos de faculdade.

Descobri que não sei andar devagar e sem pressa, por muito que queira ou mesmo que me estale um joelho, tenho um ritmo de andar sempre acelerado, por muito tempo que tenha, não abrando.

É verdade que não são as férias de descanso que esperava, mas foram enriquecedoras a vários níveis, descobri que é bom ser independente, descobri que consigo fazer muito mais do que pensava que não sou assim tão atadinho. Sinto-me mais vivo com tarefas tão pequenas, sinto-me mais capaz. Falo de forma mais confiante com as pessoas, tornei-me num consumidor mais exigente, tornei-me mais simpático com quem em trata com simpatia, e mais frio para quem me trata de modo rude.

Pensando bem, esta semana ainda vai a meio, e já aprendi tanto sobre mim e sobre o mundo que me acolhe.

Vale bem a pena.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Imagens em Disco #24

Porque hoje finalmente começo a gozar as minhas..



GoGo's - Vacation


Finalmente o merecido descanso em excelente companhia, a partir do final do dia de hoje.

quinta-feira, setembro 23, 2010

O pequeno-almoço.

Geralmente sou eu que acordo cedo entre as 06h30 e as 07h00 para tomar banho e vestir-me prontinho para o dia de trabalho. Ora antes das 07h30 estou despachado e tenho de esperar pelo menos meia hora para que o meu pai também se consiga despachar e irmos para o trabalho.

Hoje não fiquei eu à espera, hoje foi trocado o sentido e a ordem de quem se despacha primeiro. Fiquei eu pedrado de sono na cama a dormir mais um pouco e o meu pai já preparado e à espera.

Ora eu nos outros dias sento-me ou deito-me no sofá enquanto espero e fico ali no limbo entre o volta a dormir profundamente e o estado de alerta para sair assim que possível.

Desta vez foi o meu pai que esperou. E quando cheguei à cozinha tinha o pequeno-almoço preparado. Ora eu que me lembre nunca fiz isto para o meu pai.

Conclusão, não é que eu seja um mau filho, conheço melhores e conheço filhos bem piores, mas sem dúvida o meu pai é um bom pai.

Não lhe fui capaz de agradecer, comi a correr e enquanto bebia o copo de leite fiz um ok com o polegar, nada mais. Infelizmente não sou muito bom a expressar emoções, principalmente de afecto.

Seja como for, cheguei a um perfazimento, só espero um dia ser tão bom pai como o é o meu. Só espero um dia poder ter tanto jeito como ele tem para ser pai, mesmo que tanto eu como ele, não sejamos muito bons na transparência emocional.

Obrigado Pai, o pequeno-almoço matou-me a fome, não só física, mas como emocional.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Imagens em Disco #23

Crise? Qual Crise?

Supertramp - Crisis What Crisis

Put up with myself.

Sou um animal de hábitos.

Não tenho culpa, e a desculpa, é que não pretendo ser perfeito.