segunda-feira, março 14, 2011

Amanhecer Sangrento em Red Rock Hills

Um som agudo e perfurante no altifalante irrompeu pelos ouvidos do comando da Polícia de Bastorp County, para logo em seguida se desfazer em ruído morto… a chuva caía em Red Rock Hills. Estavam presentes o comandante Joe Harding, os tenentes Watts e Bufford e a operadora de rádio Layla Moore. Todos sem excepção sabiam o que aquele blackout electrónico significava: o Detective William “Billy” Gaines estava comprometido…

Há meses que o Detective Gaines trabalhava infiltrado no gang de motoqueiros a operar no condado. Relativamente recentes na zona, estes arruaceiros de bar procuravam subir na vida “fiscalizando” a mercadoria dos camiões que saíam da Interstate 75. Eram chefiados por um sacana feio, porco e mau, de nome Don “The Ratchet” Miller. Sob a sua liderança, os “Steer Kings” como se chamavam, duplicaram o número de arruaças nocturnas e sextuplicaram a percentagem de assaltos violentos no Condado.

Nessa noite, o trabalho de Billy chegaria ao fim com a apreensão do núcleo duro do gang, que festejava em plena pandêga no "Red Rock Motel", depois se terem apoderado de um carregamento de oxicodona seguindo para distribuição farmacêutica em Dallas. Sequestrando o camionista nesse processo.

Billy havia informado a polícia da sua localização e aguardava apenas a confirmação de "The Ratchet", sobre a localização da droga. Com a dança macabra de álcool, violência e deboche, Billy pressiona o líder...

- P'ra quê a sede de informação puto?! 'tás a querer mais qua tua parte é?! - vociferava o sujeito grandalhão, já com a veia da testa a pulsar por entre o suor e sebo que lhe caíam do cabelo.

- Nada disso! Chibo é que na sou! ...dass 'tou a tentar ajudar... e se nos apanham aqui ca "cena" tamos lixados! Porra que tou nervoso chefe! - retoquiu Billy numa actuação digna de Óscar.

- Cab... deste maricas! queres tomar conta da cena vai buscá-la a estes gajos todos! - gritou, apontando para a horda de arruaceiros que povoavam o quarto 10 do Motel - bebe esta m... antes que ta parta na cabeça - e terminou enfiando no peito do Detective uma garrafa de Jack Daniels, com tanta força que lhe partiu o microfone.

Segundos depois, Joe Harding dava ordem ataque aos 5 carros patrulha que aguardavam sorrateiramente nas imediações do "Red Rock Motel". Para este polícia frio e calculista, Billy estava em apuros, talvez até morto e tudo indicava que havia vestígios da droga no Motel. Facilmente poderia ligar a mesma ao camião roubado e como bónus, Ratchet cumpria prisão por uma série de crimes, desde roubo a homicídio. Agora que estavam bêbados, drogados e relaxados seria a melhor hora para os apanhar.

- Dá a ordem Layla! Vamos para lá! Watts, Bufford... tragam os coletes. - comandou Harding em tom seguro e confiante.

Já no estacionamento do Motel, o Sargento Hawkes liderava a operação - É a polícia! Deponham armas e saiam em fila indiana com os braços na nuca! Caso não cumpram em 5 minutos, serão invadidos e forçados a tal!

- Agente Mullins! Preparem-se para atirar caso estes atrasados se armem em espertos. O primeiro que sequer mexer os braços ou começar a correr come chumbo! Entendido? - comunicou o Sargento ao subalterno.

Lá dentro, Ratchet ignorava por completo quem era Billy e encontrava-se numa fúria cega, arremessando cadeiras, mesas e até membros do gang que lhe aparecessem à frente - Rapazes, irmãos! Fod... esses filhos da p...! Cara... que volto p'ra choldra. Ficam aqui 6 de vocês enquanto eu, o Billy e o "Crazy Earl" lhes damos calor lá de cima, tudo o resto sai e baixa a cabeça lá fora!

Como indicado, 5 membros dos "Steer Kings", deixam o motel de mão na nuca, ajoelhando-se no estacionamento por ordem da polícia. A chuva caí fria e quase invisível na noite escura, agentes e criminosos só dão por ela quando, progressivamente, lhes encharca o escalpe.

Os polícias irrompem em direcção ao grupo, numa tentativa de os algemar, quando do interior do quarto saem disparos em rajada, abatendo o agente Mullins que seguia na frente, deixando todos os que o seguiam sujeitos à segunda vaga de disparos. Automaticamente e antecipando o fogo de cobertura da segunda unidade policial comandada pelo Sargento Hawkes, Ratchet e Crazy Earl abrem fogo. O Sargento que antes parecia implacável, permanecia de cócoras abrigado atrás do carro-patrulha, impotente perante a chacina dos seus homens.

O coração de Billy batia-lhe fora do peito... que seria dele se tentasse sequer fazer o seu dever? As análises toxicológicas mostrariam indícios de droga e álcool no sangue. Os seus superiores crucifica-lo iam por fugir ao tiroteio, assumindo que não o associavam ao gangue. Cerrou os dentes e agarrou Ratchet pelo pescoço, ao mesmo tempo que lhe enfiou 4 ou 5 balázios da sua 9 mm, à queima roupa pelas costas. No caos do tiroteio "Crazy Earl" mal percebeu o sucedido, caindo com um tiro certeiro na têmpora.

Ofegante, Billy gritou o cessar-fogo ao Sargento e logo este concentrou o esforço policial nas janelas e porta do quarto 10; sem hesitar, fuzilando com a automática os membros do gangue que permaneciam prostrados no chão a poucos metros de si.

Enquanto isto, Billy refugiou-se atrás de uma chaminé no terraço, sabendo que tinha sido ouvido e descoberto pelos pulhas lá em baixo. Só com muita sorte sairia vivo de Red Rock Hills... Seriam esses os seus últimos minutos de vida? Entregue no meio de sangue, whisky e droga? Estava longe dos dias da academia, da "sabedoria" dos livros e das noites de cadete em que se imaginava tomar parte numa grande operação como esta.

- Estão em minoria, entreguem-se agora e não precisam de haver mais mortes! - tentou o Sargento.

- Vai-te fo... porco! Despachamos o chibo antes de cá chegares, o vosso Billyzinho vai a abrir! - grunhiu um dos janados lá dentro.

No terraço sentiam-se os passos de homens feitos correndo escadas acima, ao que o jovem Detective se prepara para executar uma decisão radical: sem hipóteses de resistência naquela posição, lança-se em voo do telhado, aterrando secamente em cima das suas costas e dos vidros partidos, que polvilhavam a frente do motel. Numa fracção de segundos sentiu a dor de mil vidros rasgando-lhe o casaco de cabedal, a pele e a carne. Estava imóvel com a dor do impacto, mal sentindo o corpo quando as balas entraram, nos segundos que se seguiram ao seu voo temerário. Lá em cima os pulhas soltavam a sua última gargalhada.

Ao chegar o Comandante Harding e a sua unidade, o contingente policial efectuou com sucesso a entrada no quarto, chegando ao terraço, onde apreendeu os suspeitos. O Detective Gaines foi de imediato transportado para o hospital do Condado, falecendo na ambulância devido a perda de sangue. Tendo sido condecorado postumamente, na sequência do seu trabalho, que conduziu à recuperação do carregamento de oxicodona e salvamento do camionista. No roubo e sequestro planeado pelo gangue conhecido por "Steer Kings" o crime não venceu. Terminado o inquérito à operação e liderança do Comandante Joe Harding e do Sargento Thomas Hawkes, enquanto superiores no comando, foi o mesmo arquivado.

Nesse dia o sol nascente não conseguiu secar as poças de sangue e água, que a madrugada derramou em Red Rock Hills.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Breve reflexão.

Breves constatações sobre as presidenciais.

Fernando Nobre - Passou-se, a politica claramente não é o seu mundo, começou com palavras mansas sobre a politica do amor, e acaba a pedir tiros na cabeça. Por muito boa pessoa que seja, por muito bem que tenha feito, acabou por se tornar no pior candidato possível, de uma instabilidade e incoerência no discurso, puxando por si para o que não foi feito para ser...político de arraiais.

Manuel Alegre - Cada vez mais pateta, cada vez mais chorão, a campanha de vitimização fica-lhe mal, entrou em danças com o Cavaco numa disputa ali a roçar as brigas do liceu, mas nesses tangos que foram dançados, Alegre foi sempre conduzido pelo Cavaco. Não tem estofo nem perfil para Presidente, falta-lhe agressividade bem direccionada, falta-lhe um lado fuinha de político.
No fundo e por muito mau que seja dize-lo, faltam-lhe tomates.

Cavaco Silva - O profeta da desgraça, é o seu constante papel. Nunca vi ninguém que tivesse contribuído para a crise, e ao mesmo tempo usado e abusado da crise para se promover. É aquele tipo que cria as galinhas desde pintos, para depois as violar. Não passa optimismo, apenas propaga as vozes da crise e da desgraça, mas no entanto acha que pode ser a solução. Era de esperar um pouco mais de maturidade, um pouco menos de política de arraial, poderia e devia transmitir mais segurança, mais estabilidade, mas invés disso, encarna o papel do capitão que abana o barco e ainda sorri quando vai homem borda fora.

Francisco Lopes - Quem?

Defensor Moura - Creepy...

Coelho Tiririca - Bom circo para terminar um dos comícios do Cavaco.

Rato Mickey - Tem desde já o meu voto. RATO MICKEY NA SEGUNDA VOLTA.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Aaahhh doce sabor a canelas amassadas e punhos esborrachados.


Todos os dias 30 a 40 minutos nesta brincadeira...transpirei mais que num jogo de futebol de hora e meia, e sinceramente estou exausto e com as canelas completamente a latejar.

Soube mesmo bem.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

quinta-feira, janeiro 06, 2011

O regresso do ....txxan txan txan txan...

É uma questão de tempo, prioridades e vontade.

Pensamentos não me faltam, e vontade de partilhar também não.

Para breve, para breve...

Sessão Dupla


Outside Providence é uma comédia ou melhor, uma página dos 70's disfarçada de comédia. Não vão sair daqui com a sensação de estar completamente pasmados com um filme genial, no entanto há um certo bem estar e boa onda. É diferente no estilo, muito anti-climático e uma banda sonora daquelas para comprar (diz que o download é ilegal pá...). Um bom início... e claro, tem a Amy Smart!


Se o Outside Providence era relaxado e quase documental Dazed and Confused está tão fiel aos 70s que assusta. Como disse Tarantino este é um dos grandes "hang out movies". Não há uma história que valha a pena contar, este filme é sobretudo uma página da vida das personagens e das situações cómicas originadas por estas. Despretensioso e sincero. Mais do que um relato sobre a época é uma reencarnação do seu espírito feel good. Muita música, ganzas e boa disposição. Interessante também, é ver Matthew Mcconaughey, Milla Jovovich, Ben Affleck, Adam Goldberg e Parker Posey na sua juventude. 

quinta-feira, novembro 11, 2010

Sessão Dupla

Nem vou arriscar chamar isto uma rubrica nova, mas vá apeteceu-me... anda por aí a febre do Grindhouse e deu-me para o revivalismo dos tempos em que acabava de jantar e fazia uma noite de filmes B. Alguns acabavam por surpreender e passava um bom bocado. Ficam então para os fãs dos "filmes de cowboys com gajos muita feios" (leia-se Terror) duas sugestões bem leves. Venha pipoca e luzes apagadas.

Night of Demons é uma palhaçada completa... no bom sentido. Este remake é feito para divertir e deixar o cérebro à porta, sendo extremamente bem sucedido por aí. Já tinha saudades daquele filme de terror que fazia troça do género, não se leva nem a ele nem aos outros a sério. Harmless Fun ideal para começar a descontrair e dar umas gargalhadas tenebrosas. Bem esgalhado!


All The Boys Love Mandy Lane é um slasher simpático, filmado com filtros a fazer lembrar os 70s e 80s tipo Texas Chainsaw Massacre. Honesto, barato e eficaz não pretende ser mais nem menos e consegue estar à altura: Bem filmado, diálogo básico, mas fresco e o belo do twist mais do previsível no fim, tudo com gusto  e medida certa. Um filme que vale por si só e acaba uma noite de cinema bem passada.

domingo, outubro 31, 2010

Polaroids

Há quem veja o mundo e há quem o faça assim...
Foram tiradas daqui por aqui.

quarta-feira, setembro 29, 2010

E no fim ainda sou mimado pela namorada.

Posso não estar a ter as férias de sonho, a descansar e sem nada para fazer a não ser preguiçar, mas digo já que estas férias apesar de diferentes são recompensadoras.

Farto-me de andar de um lado para o outro, mas todos os caminhos têm sentido, todos têm um objectivo que eu consigo com maior ou menor esforço alcançar.

Gosto das tarefas domésticas por saber que poupo imenso trabalho à minha cara metade, e logo dá-me prazer fazer o que for preciso para vê-la mais descansada. A bem dizer, já não me lembrava desde os tempos da faculdade, que não custa assim tanto efectuar umas tarefas domésticas básicas, e acabo sempre por me rir a pensar que vou demorar uma hora a fazer algo que faço bem e devagar em quinze minutos. Dá uma sensação de ser capaz de abrandar o tempo.

Nunca passei tantas horas em lojas de ferramentas e bricolage como nesta semana, mas hoje já sei uma data de coisas sobre ferramentas, cortes de madeiras, e coisas básicas de construção que não sabia antes.

Apercebi-me que se não for em hora de ponta, gosto bastante de andar de autocarro, e que um dia tenho de me meter num autocarro sem destino traçado, e tirar muitas fotos durante a viagem, em todas as paragens, às pessoas que entram, às que saem, aos que ficam.

Fiquei convencido que Lisboa tem uma boa rede de transportes, e que não funciona tão mal como muita gente me fez crer durante os tempos de faculdade.

Descobri que não sei andar devagar e sem pressa, por muito que queira ou mesmo que me estale um joelho, tenho um ritmo de andar sempre acelerado, por muito tempo que tenha, não abrando.

É verdade que não são as férias de descanso que esperava, mas foram enriquecedoras a vários níveis, descobri que é bom ser independente, descobri que consigo fazer muito mais do que pensava que não sou assim tão atadinho. Sinto-me mais vivo com tarefas tão pequenas, sinto-me mais capaz. Falo de forma mais confiante com as pessoas, tornei-me num consumidor mais exigente, tornei-me mais simpático com quem em trata com simpatia, e mais frio para quem me trata de modo rude.

Pensando bem, esta semana ainda vai a meio, e já aprendi tanto sobre mim e sobre o mundo que me acolhe.

Vale bem a pena.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Imagens em Disco #24

Porque hoje finalmente começo a gozar as minhas..



GoGo's - Vacation


Finalmente o merecido descanso em excelente companhia, a partir do final do dia de hoje.

quinta-feira, setembro 23, 2010

O pequeno-almoço.

Geralmente sou eu que acordo cedo entre as 06h30 e as 07h00 para tomar banho e vestir-me prontinho para o dia de trabalho. Ora antes das 07h30 estou despachado e tenho de esperar pelo menos meia hora para que o meu pai também se consiga despachar e irmos para o trabalho.

Hoje não fiquei eu à espera, hoje foi trocado o sentido e a ordem de quem se despacha primeiro. Fiquei eu pedrado de sono na cama a dormir mais um pouco e o meu pai já preparado e à espera.

Ora eu nos outros dias sento-me ou deito-me no sofá enquanto espero e fico ali no limbo entre o volta a dormir profundamente e o estado de alerta para sair assim que possível.

Desta vez foi o meu pai que esperou. E quando cheguei à cozinha tinha o pequeno-almoço preparado. Ora eu que me lembre nunca fiz isto para o meu pai.

Conclusão, não é que eu seja um mau filho, conheço melhores e conheço filhos bem piores, mas sem dúvida o meu pai é um bom pai.

Não lhe fui capaz de agradecer, comi a correr e enquanto bebia o copo de leite fiz um ok com o polegar, nada mais. Infelizmente não sou muito bom a expressar emoções, principalmente de afecto.

Seja como for, cheguei a um perfazimento, só espero um dia ser tão bom pai como o é o meu. Só espero um dia poder ter tanto jeito como ele tem para ser pai, mesmo que tanto eu como ele, não sejamos muito bons na transparência emocional.

Obrigado Pai, o pequeno-almoço matou-me a fome, não só física, mas como emocional.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Imagens em Disco #23

Crise? Qual Crise?

Supertramp - Crisis What Crisis

Put up with myself.

Sou um animal de hábitos.

Não tenho culpa, e a desculpa, é que não pretendo ser perfeito.

terça-feira, setembro 21, 2010

Soul digger.



Sometimes a scream is nothing more than a gravedigger, for those that keep things inside of them.

Sometimes you think you can share, but you discover that sharing hurts other people or makes them feel some discomfort. That's why you should avoid sharing. But when you reach that point that you're full, so full, full of secrets, full of other people bullshit, full of your own bullshit that you make up to seem fine with the bullshit of others. It's a cycle really. It's human nature working. Some weird way of emotional digestive system.

Today i needed to scream, because talking wasn't an option when it failed at the very start of the first attempt.

At that point, you scream, and the gravedigger inside of you, digs another grave where you can dig deeper and shovel all your problems inside, making some kind of fermentation for the big explosion where everything comes out.

My conclusion, i have a great gravedigger inside of my soul, and my conscience is probably a crow.

A velhice.

A caminho do trabalho, e sendo que nestes dias se procede ao regresso às aulas, pelo caminho apanho uma data de miudagem, e outras não tão miúdos assim.
Algumas coisas são diferentes do meu tempo, mesmo a nível de roupa, e comportamentos sociais, mas de resto jovens serão jovens ao longo da vida.

Lembro-me quando estava naquela posição, naqueles tempos, se visse as raparigas como vi umas hoje, ficava com um ar meio embasbacado. Algumas raparigas não se coíbem de apresentar todas as mercês presenteadas por Nosso Senhor.
Se calhar vi hoje decotes que nunca imaginei existirem, e calças descaídas, embora apertadas [algo que me faz confusão, se estão apertadas, como ficam a descair, milagres da costura moderna], em que se mostra mais carne pele que resguardo, e onde a timidez parece ter apenas lugar nos olhares, visto serem os óculos de sol a peça de vestuário/acessório de maior vulto em toda a indumentária.

Resumindo as raparigas iam praticamente nuas.

De repente a sensação que me deu ao olhar para aquele belo espectáculo digno de uma feira de variedades, não foi a que me daria noutros tempos, não fiquei embasbacado, não olhei com deleite ou prazer, não me rebarbei, e o sentimento foi totalmente oposto.

O meu primeiro pensamento foi, “Não quero que a minha filha ande nestes modos.” , não me importo que ande na moda, que use uma saia curta, um top ao seu gosto, mas sinceramente quando tiver uma filha, não a quero ver sair de casa naquele estado, em que deixa de ser nudez parcial para ser um aprumo parcial.

Sim, atingi essa fase em tão jovem idade. Hoje em dia vejo uma rapariga praticamente despida e penso que não quero o mesmo para a minha filha. Contam uma anedota sobre criancinhas a arder, e penso como seria horrível que algo de mal acontecesse aos meus filhos, quando vejo o mundo a sucumbir passo a passo enquanto o tempo avança, penso em que mundo vão viver os meus filhos, se é este mundo o melhor que temos para lhes dar.

Sim, estou a tornar-me velho, mas no entanto, não tão debilitado como o mundo em que vivemos.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Imagens em Disco #22

One more night, the stars are in sight but tonight I’m as lonesome as can be,
Oh, the moon is shinin’ bright, Lighting ev’rything in sight,
But tonight no light will shine on me...
Bob Dylan - Nashville Skyline

Perdições.

Como a minha pequenina vem sempre em primeiro, a segunda melhor coisa que nos deram os franceses, foi sem dúvida uma das minhas perdições...

Não sei porque raio, mas adoro isto:



Com chocolate, com doce de ovos, com creme de amendoa, com queijo, com fiambre, misto, sem nada, com tudo.

Absolutamente delicioso.

sábado, setembro 18, 2010

Coração frio.

Consigo ser dono e senhor de um humor negro e mórbido. Em toda e qualquer situação.

Sei lidar sem grandes entraves ou complicações, com o sentido obscuro que as pessoas tendem a dar às calamidades da vida, e delas fazer uma gargalhada.

Não me agita nem incomoda. Não me causa espanto, impressão, não me faz coçar, chorar, ou cria qualquer emoção ou reacção em particular.

Penso que sei lidar com a desgraça que não me está perto, não me diz muito, sei lidar com a tristeza distante, com as penitências dos outros. Não me incomoda que brinquem com o assunto x ou y, não me importa que crucifiquem, não me causa estranheza a badalhoquice de certos temas.

Sou tão pouco impressionável, completamente desligado, e muitas emoções desse género para mim têm um botão on e off, e quase sempre o botão está encravado no off.

Posto tudo isto, existe algo no meu padrão de comportamentos que consegue impressionar-me, mesmo que não esteja directamente relacionado.

Consigo ver, brincar, agir, reagir, lutar com, lutar pela, "miséria". Levo-a a sério ou a brincar, sem ser pior ou melhor pessoa.

Contudo, e isto é que me fascina, não sei como reagir a alguém que desata a chorar.

Seja pessoa amiga, conhecida, desconhecida, família, o que for...não sei consolar, não sei prestar o meu apoio. Se alguém começa a chorar ao meu lado, eu simplesmente deixo-me ficar imóvel ou vou chamar alguém para resolver a situação.

Não fico com medo, não fico nervoso, não me afecta sobremaneira, simplesmente não sei como lidar com aquele momento e acho que a pessoa em causa pode necessitar de algum apoio e reconfortamento.

Mais uma vez confirmo, sem grande abalo, sem saber se é bom ou mau, que não sou mesmo uma pessoa de pessoas.

I could use a guitar sometimes.

I’ve cried for you
So many times
I’ve cried for you
Daughter of Eve
Will you forgive?
Will you forgive?
For all those times
I’ve failed you
And cried for you x3

One step behind
One hand beyond
I sense you’ve gone
And now I’m alone
My heart is pain
Makes me insane
I can’t breathe x2
For holding this need

The need to know why
The dream met an end
It wasn’t just a friend
It wasn’t just the passion
It was a chemical reaction
It was his young love
That raised all above
The values of his life

But she was decided
And walked into the light
She gave up the fight
To find peace inside

I’ve cried for you
So many times
I’ve cried for you
Daughter of Eve
Will you forgive?
Will you forgive?
For all those times
I’ve failed you
And cried for you x3

I didn’t hold your hand
On the very end
I couldn’t let you go
I didn’t whisper hope
Or throw you a rope
To save you from the edge
But now I’ll pledge
To my heart, soul and mind
I promise I will find
Your bed in heaven

sexta-feira, setembro 17, 2010

Imagens em disco #21

Para descobrir no fim-de-semana...

Deluge Grander - August In The Urals