terça-feira, agosto 31, 2010

Imagens em Disco #8

Semana de trabalho... Pink Floyd com Animals.

E um cafézinho não ajuda?

Sentado à minha secretária no trabalho, tive por momentos dificuldade em efectuar a destrinça entre o que é sono, e o que é uma experiência espiritual fora do nosso corpo.

Algo me diz que tenho de dormir mais horas. E isto no dia em que dormi mais horas que o habitual.

Bem vou para a sala do arquivo dormir meia horinha.

segunda-feira, agosto 30, 2010

Imagens em Disco #7

Depois do fim-de-semana há que começar ao de leve. Sun Kil Moon com April.

domingo, agosto 29, 2010

Palavras ocas para orelhas moucas.

Estava a passar quando reparei que a minha mãe estava a ver um filme.

Espreitei a ver se deslindava de que filme se tratava. Levei algum tempo a entender, e entretanto perguntei à minha mãe, que estava completamente fixada no filme, com uma cara, de um sentimento que nem agora consigo descrever. Repulsa, nojo, revolta, ódio, injustiçada, tristeza, desilusão.

Sentei-me ao lado dela, e em poucos segundos entendi o porquê daquele ar, entendi que filme era, e imediatamente fiquei com a mesma expressão e o mesmo sentimento.

Comecei a reflectir no assunto inerente aquele filme.

The Stoning of Soraya M., um filme sobre o apedrejamento de mulheres no Irão e em outros países de cultura Muçulmana.

Não me cabe distinguir as atrocidades da religião, do fanatismo religioso, todas as religiões estão manchadas de sangue, desde o seu inicio até ao fim, a violência é retratada como uma condição humana, a crença cega na voz de quem se diz representante de algo maior, ganha a força pouco natural de ser verdade incontestável.

Poderia até expressar o meu ponto de vista sobre as religiões, mas não é a crença e fé cega dos homens que me dá repulsa, quanto muito uma pena condescendente, não é o conservadorismo da cultura da fé que me chuta o estômago com violência e espezinha a razão do intelecto.

Acima de qualquer criação do homem, está o homem em si. Os seus condicionamentos, e as suas capacidades básicas. O homem por si, e o homem enquanto membro de grupo.

A distinção entre o bem e o mal, é uma característica que nos une a todos, depois podemos discutir se todos temos a mesma percepção das consequências, se todos temos capacidade de medir meios e resultados, de ser equilibrados e justos.

Mas todos, desde pequeninos, sabemos distinguir o certo do errado, o bem do mal, mesmo que ignoremos as consequências que dai podem surgir, e independentemente do caminho que seguimos, todos sabemos fazer a simples e lógica distinção entre o bem e o mal, a vida e a morte.

Por vezes posso achar que o mal se justifica, que o bem não é produtivo, que o mal vem por bem, ou que é um bem maldoso. São valorações posteriores de meio e resultado, objectivação dos mesmos.

Apedrejar uma mulher até morrer, como pene pelo adultério, obrigado a que os filhos da mesma participem, parece-me a mim, um mal. Algo que está mal, que está errado.

Agora explico porquê. Primeiro a pena de morte, só por si, não é lógico. Uma pena pressupõem o cumprimento de uma penitência, uma acção ou omissão que cause um efeito desagradável de modo a fazer com que o infractor entenda que cometeu um erro, que entenda que as acções têm consequências, e que o facto de causar dano a alguém, de prejudicar alguém, provoca nessa pessoa, um mal estar, um dano, que é desagradável, desconfortável, doloroso. A intenção de cumprir uma pena, é "educar" e recuperar o individuo, levando-o a entender o mal da sua acção, e recupera-lo para a sociedade como alguém consciente entre as consequências do bem e do mal. Ou seja por lógica, isto leva algum tempo. A pena de morte faz com que seja impossível, "educar", reabilitar alguém. E que espécie de "castigo" é tirar a vida a alguém?

Para mais, se a morte por apedrejamento fosse aplicável ao adultério do homem, na mesma não compreenderia o seu sentido, mas poderia dizer que haveria um sentido de justiça e igualdade macabra. Que na verdade não existe.

O que revolta é que desde 1990 altura em que o livro foi lançado, até hoje pouco mudou nestas culturas.

Eu sou um homem de costumes, dou muito valor a certas tradições, e até sou conservador em muitas coisas, mas o melhor que conservo da minha história, da história da humanidade, é a sua evolução.

O que mais estimo nos costumes das gentes, é a liberdade que temos de evoluir, de partilhar ideias, de progredir para algo melhor.

É discutível se caminhamos para o sitio certo em tudo, é discutível se o liberalismo não deve ter trela, se o conservadorismo não deve ser solto, é questionável se estamos melhor nos extremos ou no equilibro do centralizado.

O que não é questionável, ou não deveria ser hoje em dia, é a igualdade entre raças, sexo, crenças. A igualdade é pedra basilar para uma sociedade de direitos, uma igualdade de direitos e de obrigações, de oportunidades e de oportunismos, uma igualdade de tratamento, uma igualdade.

É inconcebível o que se vive em algumas sociedades islâmicas. É desumano, bárbaro, intolerável. E na nossa sociedade Ocidental e moderna? Na nossa sociedade cheia de aparelhinhos e tecnologia, no avançado liberalismo da mente, no proxenetismo económico que eu próprio não seria capaz de viver sem...teremos melhor noção de igualdade?

Por vezes gostaria de achar que sim, e muitas vezes a sociedade leva-me a acreditar que não. É assim tão complicado aplicar a mais crua e simples igualdade entre as pessoas? Compreendo que alguns sejam especiais, não compreendo é que outros sejam tratados como não tendo direito de ser especial para alguém.

A igualdade de tratamento básico, de condições e de oportunidades, é do mais elementar que existe na fundamentação de uma sociedade.

Será que alguma vez deixaremos de ser rebanhos para ser aquilo que ambicionamos?

É a igualdade utopia? E sendo uma utopia, devo deixar de almeja-la? De tentar aplica-la aos casos concretos onde seja eu senhor daquele destino?

sexta-feira, agosto 27, 2010

Imagens em Disco #6

Por sugestão do Pedro...

...um pouco de blues à sexta.

quinta-feira, agosto 26, 2010

Imagens em Disco #5

Esta capa fascina-me... e o álbum é uma pérola sub-apreciada na discografia da banda...

Que estranho.

Eu sei que tenho de escrever, eu sei que apetece-me escrever, eu sei que tenho ideias e palavras para galgar os muros da monotonia, eu sei que não estou com uma secura mental, que não me permita escrever qualquer coisa.

Sei que não é bem por falta de tempo, por vezes são cinco minutos, não é o repúdio da obrigação, não é por preguiça, por esquecimento, não se prende com falta de interesse, tudo paira na mente e a palavra está quente, pronta a ser debitada para este espaço.

Não sai nada, mas não é bloqueio, não desprende, mas não é a mente agrilhoada, simplesmente,


não aconteceu.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Imagens em Disco #4

O artwork completo do Leviathan pelos Mastodon. É verdade... os álbuns de metal tem covers mais fixes lol

terça-feira, agosto 24, 2010

Imagens em Disco #3

E claro que tinham de estar aqui... o primeiro e o mais icónico.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Imagens em Disco #2

Um dos clássicos: 1984

domingo, agosto 22, 2010

Imagens em disco #1

Pensei em aventurar-nos numa rubrica nova. A ideia é todos os dias postarmos uma capa ou artwork de um álbum. Sempre mantém o blog activo e, para além de ser bonito pode apelar ao ouvido e divulgação musical. Fica a primeira, uma curiosidade bastante audível...

segunda-feira, agosto 16, 2010

Frases feitas

"There are only two tragedies in life: one is not getting what one wants, and the other is getting it" - Oscar Wilde


"There are two tragedies in life: one is to lose your heart's desire, the other is to gain it." - George Bernard Shaw

 

Digo que sim. As pessoas vivem insatisfeitas, às vezes mais com as suas escolhas, do que com as dos outros. Nunca nada está bem.

Vejo-me na minha imaturidade, e na de muitos outros, como maníacos do controlo. Tudo é pensado e repensado até à exaustão numa infinita equação lógico-matemática. Quantas vezes demos por nós a trabalhar o mais ínfimo detalhe antes de sair de casa (para uma entrevista de emprego, para um café com ela, etc.)?

E na maior parte das vezes a solução, o desejado, está fora do nosso controlo. Num "nós depois ligamos-lhe" ou na bola que faz um efeito estranho e foge fora de alcance, independentemente de que lado do campo estamos. Entretanto, como indivíduos estagnamos, não aprendemos nada. Essa é a grande tragédia, filha dessas duas.

Somos consumidos por algo exterior, por uma ideia que se torna tão real e no fim como a tristesse, se torna irrelevante na melhor das hipóteses. Quando não deixa um sabor amargo na boca por excesso ou defeito do doce sempre tão apetecível, no fim já não sabe a nada; ou se calhar nunca provamos nem o vamos fazer.

Claro, que podia ser apedrejado pelo que acabei de dizer: muita gente persegue efusivamente os caprichos, chamando-lhes sonhos. Ainda outros, muitos poucos talvez, que preferem viver vazios, sem objectivos nem rumo.

Dito isto, concordem, discordem, concluam ou elaborem... 

quarta-feira, agosto 11, 2010

Não o devia ter feito.

Curioso.

Aquele ar de comiseração, e simpático, como quem diz "aguenta ai forte, eu sei o que isso é".

Nunca fui fã que me fizessem esse olhar.

Nem nas lojas de roupa quando esperava que uma rapariga qualquer fosse exprimentar tudo o que era top numa loja, e lá estava o namorado ou amigo de uma qualquer outra moça, com o olhar de comiseração como quem diz "hang in there".

Ou quando perdi o autocarro por uma nesga, e a senhora que estava à espera de outro olho para mim com aquela cara, "é lixado eu sei meu rapaz".

Quando um gajo está a comer e acidentalmente suja a camisa, logo vem alguém com aquele olhar e encolher de ombros como quem diz "been there, done that, hang in tight buddy".

Por exemplo, entrar numa repartição de finanças todo molhado da chuva porque estava sol de manhã e porque odeio carregar um guarda chuva, e as pessoas olham com aquele ar de "acontece, não tinhas como adivinhar".

Pronto acho que já me fiz entender. Aquele arzinho de pena e solidariedade. Não o aprecio. Sinceramente.

Hoje, infelizmente hoje, dei por mim a fazer o mesmo ao desgraçado do senhor que pisou uma grande bosta de cão.

Lamento meu senhor, mas raspar o sapato na soleira da porta de alguém não resolve por completo o seu problema, e se calhar devia pedir a alguém para lhe fazer a bainha das calças porque ai vai ter de limpar com papel.

Lamento muito, mas é melhor olhar para o chão naquela rua em vez de olhar para o rabo da senhora do Banco.

terça-feira, agosto 10, 2010

Tv Shopping dos pobrezinhos.



Comprei há coisa de um mês um destes negócios ali na loja dos Indianos, com a intenção de matar todos os mosquitos irritantes que no Verão tomam por iniciativa incomodar-me o sono.

Verdade das verdades, nunca levei a raquete para casa, ficou no escritório, e tem provocado um verdadeiro Auschwitz de mosquitada.

Em trinta segundos uma colega minha grelhou quatro mosquitos com o gentil soar da raquete, que tal Pete Sampras.

É verdade que sempre achei piada a tudo o que seja quinquilharia dos Chineses ou dos Indianos, todas aquelas coisas inuteis, mas que funcionam.

Temo seriamente tornar-me um daqueles velhotes que colecciona coisas compradas nas lojas dos chineses. Agora que penso... quantos relógios despertadores consigo guardar num armário?

segunda-feira, agosto 09, 2010

This song makes me playful..



Oh it makes me wonder baby, it makes me wonder.

domingo, agosto 01, 2010

Crónicas de uma viagem de comboio.

O homem que dizia a verdade.

Era uma vez um rapaz, que se havia de tornar num homem, e que ao fechar o fecho da sua mala, mesmo antes de entrar naquele comboio e partir, virou-se para a sua amada e disse:

"Posso dizer que vejo em ti todas as coisas que gosto de ver na vida.

Sei por puro e simples sentimento, que não há distância, nem há tempo que me faça esquecer ou por um segundo não lembrar tudo aquilo que me és.

Porque não sendo tu perfeita, és toda a perfeição que o meu coração aguenta, e não poderia querer mais ninguém senão a ti.

O meu amor por ti vibra como o comboio nestes carris, e percorre distâncias infindáveis por um destino, tal qual como ele, é tão forte como o ferro e aço de que são feitos, é indestrutível este meu amor por ti."

Beijando-lhe a palma da mão, com um piscar de olho e um sorriso de quem sempre voltará para os braços dela, o rapaz tornou-se homem, pois encontrou um propósito para a sua vida. Que melhor propósito, senão o de amar alguém.

Friendly Sex



I'll never fight back in what concerns being raped by my girlfriend.

sábado, julho 31, 2010

Missing you



Without you, I
Can't think right
Can't get a sight
No pictures in my camera
No new panorama

Without you here
no thought is clear
all about you dear
can't write
there's no sight
not without you near

Without you here with me
There's no us, not even a we
No magic at all, just co-misery
All poems, phrases or a song
Everything seems so wrong
without you

Missing you
Can't speak, just listen
Listening to the void
Getting paranoid
Missing
Those smiles, that kissing
Missing
That voice, the laughter
Missing
The so sweeter after

Without you
No smile,
For a while

Without you
No moon,
Is bright.

And I'm alone.

quinta-feira, julho 29, 2010

Pulso firme.

É este fim de semana que venho cá escrever.

Não é promessa, é imposição.