Pensei em aventurar-nos numa rubrica nova. A ideia é todos os dias postarmos uma capa ou artwork de um álbum. Sempre mantém o blog activo e, para além de ser bonito pode apelar ao ouvido e divulgação musical. Fica a primeira, uma curiosidade bastante audível...
domingo, agosto 22, 2010
segunda-feira, agosto 16, 2010
Frases feitas
"There are only two tragedies in life: one is not getting what one wants, and the other is getting it" - Oscar Wilde
"There are two tragedies in life: one is to lose your heart's desire, the other is to gain it." - George Bernard Shaw
Digo que sim. As pessoas vivem insatisfeitas, às vezes mais com as suas escolhas, do que com as dos outros. Nunca nada está bem.
Vejo-me na minha imaturidade, e na de muitos outros, como maníacos do controlo. Tudo é pensado e repensado até à exaustão numa infinita equação lógico-matemática. Quantas vezes demos por nós a trabalhar o mais ínfimo detalhe antes de sair de casa (para uma entrevista de emprego, para um café com ela, etc.)?
E na maior parte das vezes a solução, o desejado, está fora do nosso controlo. Num "nós depois ligamos-lhe" ou na bola que faz um efeito estranho e foge fora de alcance, independentemente de que lado do campo estamos. Entretanto, como indivíduos estagnamos, não aprendemos nada. Essa é a grande tragédia, filha dessas duas.
Somos consumidos por algo exterior, por uma ideia que se torna tão real e no fim como a tristesse, se torna irrelevante na melhor das hipóteses. Quando não deixa um sabor amargo na boca por excesso ou defeito do doce sempre tão apetecível, no fim já não sabe a nada; ou se calhar nunca provamos nem o vamos fazer.
Claro, que podia ser apedrejado pelo que acabei de dizer: muita gente persegue efusivamente os caprichos, chamando-lhes sonhos. Ainda outros, muitos poucos talvez, que preferem viver vazios, sem objectivos nem rumo.
Dito isto, concordem, discordem, concluam ou elaborem...
quarta-feira, agosto 11, 2010
Não o devia ter feito.
Curioso.
Aquele ar de comiseração, e simpático, como quem diz "aguenta ai forte, eu sei o que isso é".
Nunca fui fã que me fizessem esse olhar.
Nem nas lojas de roupa quando esperava que uma rapariga qualquer fosse exprimentar tudo o que era top numa loja, e lá estava o namorado ou amigo de uma qualquer outra moça, com o olhar de comiseração como quem diz "hang in there".
Ou quando perdi o autocarro por uma nesga, e a senhora que estava à espera de outro olho para mim com aquela cara, "é lixado eu sei meu rapaz".
Quando um gajo está a comer e acidentalmente suja a camisa, logo vem alguém com aquele olhar e encolher de ombros como quem diz "been there, done that, hang in tight buddy".
Por exemplo, entrar numa repartição de finanças todo molhado da chuva porque estava sol de manhã e porque odeio carregar um guarda chuva, e as pessoas olham com aquele ar de "acontece, não tinhas como adivinhar".
Pronto acho que já me fiz entender. Aquele arzinho de pena e solidariedade. Não o aprecio. Sinceramente.
Hoje, infelizmente hoje, dei por mim a fazer o mesmo ao desgraçado do senhor que pisou uma grande bosta de cão.
Lamento meu senhor, mas raspar o sapato na soleira da porta de alguém não resolve por completo o seu problema, e se calhar devia pedir a alguém para lhe fazer a bainha das calças porque ai vai ter de limpar com papel.
Lamento muito, mas é melhor olhar para o chão naquela rua em vez de olhar para o rabo da senhora do Banco.
Aquele ar de comiseração, e simpático, como quem diz "aguenta ai forte, eu sei o que isso é".
Nunca fui fã que me fizessem esse olhar.
Nem nas lojas de roupa quando esperava que uma rapariga qualquer fosse exprimentar tudo o que era top numa loja, e lá estava o namorado ou amigo de uma qualquer outra moça, com o olhar de comiseração como quem diz "hang in there".
Ou quando perdi o autocarro por uma nesga, e a senhora que estava à espera de outro olho para mim com aquela cara, "é lixado eu sei meu rapaz".
Quando um gajo está a comer e acidentalmente suja a camisa, logo vem alguém com aquele olhar e encolher de ombros como quem diz "been there, done that, hang in tight buddy".
Por exemplo, entrar numa repartição de finanças todo molhado da chuva porque estava sol de manhã e porque odeio carregar um guarda chuva, e as pessoas olham com aquele ar de "acontece, não tinhas como adivinhar".
Pronto acho que já me fiz entender. Aquele arzinho de pena e solidariedade. Não o aprecio. Sinceramente.
Hoje, infelizmente hoje, dei por mim a fazer o mesmo ao desgraçado do senhor que pisou uma grande bosta de cão.
Lamento meu senhor, mas raspar o sapato na soleira da porta de alguém não resolve por completo o seu problema, e se calhar devia pedir a alguém para lhe fazer a bainha das calças porque ai vai ter de limpar com papel.
Lamento muito, mas é melhor olhar para o chão naquela rua em vez de olhar para o rabo da senhora do Banco.
terça-feira, agosto 10, 2010
Tv Shopping dos pobrezinhos.

Comprei há coisa de um mês um destes negócios ali na loja dos Indianos, com a intenção de matar todos os mosquitos irritantes que no Verão tomam por iniciativa incomodar-me o sono.
Verdade das verdades, nunca levei a raquete para casa, ficou no escritório, e tem provocado um verdadeiro Auschwitz de mosquitada.
Em trinta segundos uma colega minha grelhou quatro mosquitos com o gentil soar da raquete, que tal Pete Sampras.
É verdade que sempre achei piada a tudo o que seja quinquilharia dos Chineses ou dos Indianos, todas aquelas coisas inuteis, mas que funcionam.
Temo seriamente tornar-me um daqueles velhotes que colecciona coisas compradas nas lojas dos chineses. Agora que penso... quantos relógios despertadores consigo guardar num armário?
segunda-feira, agosto 09, 2010
domingo, agosto 01, 2010
Crónicas de uma viagem de comboio.
O homem que dizia a verdade.
Era uma vez um rapaz, que se havia de tornar num homem, e que ao fechar o fecho da sua mala, mesmo antes de entrar naquele comboio e partir, virou-se para a sua amada e disse:
"Posso dizer que vejo em ti todas as coisas que gosto de ver na vida.
Sei por puro e simples sentimento, que não há distância, nem há tempo que me faça esquecer ou por um segundo não lembrar tudo aquilo que me és.
Porque não sendo tu perfeita, és toda a perfeição que o meu coração aguenta, e não poderia querer mais ninguém senão a ti.
O meu amor por ti vibra como o comboio nestes carris, e percorre distâncias infindáveis por um destino, tal qual como ele, é tão forte como o ferro e aço de que são feitos, é indestrutível este meu amor por ti."
Beijando-lhe a palma da mão, com um piscar de olho e um sorriso de quem sempre voltará para os braços dela, o rapaz tornou-se homem, pois encontrou um propósito para a sua vida. Que melhor propósito, senão o de amar alguém.
Era uma vez um rapaz, que se havia de tornar num homem, e que ao fechar o fecho da sua mala, mesmo antes de entrar naquele comboio e partir, virou-se para a sua amada e disse:
"Posso dizer que vejo em ti todas as coisas que gosto de ver na vida.
Sei por puro e simples sentimento, que não há distância, nem há tempo que me faça esquecer ou por um segundo não lembrar tudo aquilo que me és.
Porque não sendo tu perfeita, és toda a perfeição que o meu coração aguenta, e não poderia querer mais ninguém senão a ti.
O meu amor por ti vibra como o comboio nestes carris, e percorre distâncias infindáveis por um destino, tal qual como ele, é tão forte como o ferro e aço de que são feitos, é indestrutível este meu amor por ti."
Beijando-lhe a palma da mão, com um piscar de olho e um sorriso de quem sempre voltará para os braços dela, o rapaz tornou-se homem, pois encontrou um propósito para a sua vida. Que melhor propósito, senão o de amar alguém.
sábado, julho 31, 2010
Missing you
Without you, I
Can't think right
Can't get a sight
No pictures in my camera
No new panorama
Without you here
no thought is clear
all about you dear
can't write
there's no sight
not without you near
Without you here with me
There's no us, not even a we
No magic at all, just co-misery
All poems, phrases or a song
Everything seems so wrong
without you
Missing you
Can't speak, just listen
Listening to the void
Getting paranoid
Missing
Those smiles, that kissing
Missing
That voice, the laughter
Missing
The so sweeter after
Without you
No smile,
For a while
Without you
No moon,
Is bright.
And I'm alone.
quinta-feira, julho 29, 2010
segunda-feira, julho 26, 2010
I've been in a room that smell sex and candy.
I've been in a room with the smell of sex and candy
With a woman that thought i was cute and dandy
quinta-feira, julho 22, 2010
Não consigo ignorar esta desinteressante insatisfação.
Nunca fui muito um homem de fé, principalmente sem fé nos homens.
Sou um crítico da humanidade, do modo como se apresenta e consome, da maneira como se agrupa, se regula, e das ideologias com que se conforma.
Não sou pessoa de acreditar muito, a não ser quando mo pedem, quando convencem-me valer a pena tão pequeno esforço, mas que a mim tanto me custa.
Não sou simplesmente um céptico, sou selectivo no grau da minha descrença, sou meticuloso na maneira como franzo o sobrolho, preciso no olhar de lado, capaz de desconfiar sem ser notado.
O sarcasmo e ironia bem aplicados são armas poderosas para um descrente.
Hoje, como em grande parte da minha vida, acho a política uma ferramenta utópica de regulação de sociedades, de aproximação de classes, de estabilizador de igualdades.
Não acredito no sistema político, na sua engrenagem de oposições e alternativas ideológicas Acho mesmo que a política tem de ser demagógica, ou caso contrário em vez de política, teriamos medidas e soluções.
Não há quem se governe, muito menos quem governe os outros, tão pouco existe a esperança que metam quem ordena na ordem.
Estamos entregues aos jeitos dos primórdios, mas muito mais atabalhoados. O “uga buga laka laka” soava bem melhor que alguns discursos que se podem ouvir hoje em dia.
Sim eu sou um daqueles entes, desiludidos com o Pedro Passos Coelho. Pior, sou um dos entes que pensou por mero vislumbre de oportunidade, que fosse uma alternativa de mudança.
Posto isto volto a não acreditar na política e concentrar-me no amor ao próximo em versão mono ideológica.
Sou um crítico da humanidade, do modo como se apresenta e consome, da maneira como se agrupa, se regula, e das ideologias com que se conforma.
Não sou pessoa de acreditar muito, a não ser quando mo pedem, quando convencem-me valer a pena tão pequeno esforço, mas que a mim tanto me custa.
Não sou simplesmente um céptico, sou selectivo no grau da minha descrença, sou meticuloso na maneira como franzo o sobrolho, preciso no olhar de lado, capaz de desconfiar sem ser notado.
O sarcasmo e ironia bem aplicados são armas poderosas para um descrente.
Hoje, como em grande parte da minha vida, acho a política uma ferramenta utópica de regulação de sociedades, de aproximação de classes, de estabilizador de igualdades.
Não acredito no sistema político, na sua engrenagem de oposições e alternativas ideológicas Acho mesmo que a política tem de ser demagógica, ou caso contrário em vez de política, teriamos medidas e soluções.
Não há quem se governe, muito menos quem governe os outros, tão pouco existe a esperança que metam quem ordena na ordem.
Estamos entregues aos jeitos dos primórdios, mas muito mais atabalhoados. O “uga buga laka laka” soava bem melhor que alguns discursos que se podem ouvir hoje em dia.
Sim eu sou um daqueles entes, desiludidos com o Pedro Passos Coelho. Pior, sou um dos entes que pensou por mero vislumbre de oportunidade, que fosse uma alternativa de mudança.
Posto isto volto a não acreditar na política e concentrar-me no amor ao próximo em versão mono ideológica.
domingo, julho 18, 2010
Things only i can see.
domingo, julho 11, 2010
Ti ho trovato già.
Voglio condividere il resto della mia vita con te, tu ed io, proprio come accettare l'altro come siamo. ;)
sábado, julho 10, 2010
Por vezes a realidade já não é o que era...
Não vai chorar não?
Se a vida fosse um anime a ironia do destino encarregava-se de me mandar ao chão, naqueles momentos mesmo embaraçosos em que até temos vergonha do personagem. A sério. Quando penso que já me conheço minimamente, algo acontece e tira-me as manias.
Note-se que, isto vindo de um tipo que ganha a vida a falar pelos outros é preocupante: quase bocejei quando juntaram insultos, pancadaria e espingardas a uma mesa de negociações, mas deixem-me falar da minha triste e vil existência e não me faço rogado.
É aquele tipo de gajo: O LAMECHAS? sim, esse mesmo. Não gosto nada disso, soa a falso, soa a queixinhas. Mais importante ainda, todos o fazem hoje em dia... Mas eu sou especial mãezinha! ou não... és só um bocadinho burro de vez em quando.
Veja-se isto! É uma queixa! Não vale, não pode!
Olha agora... se soubesse tinha ficado calado. E vocês? O que vos parece quando estão a falar com alguém interessante e de repente o tipo (a) sai-se com um recalcamento de telenovela mexicana?
Note-se que, isto vindo de um tipo que ganha a vida a falar pelos outros é preocupante: quase bocejei quando juntaram insultos, pancadaria e espingardas a uma mesa de negociações, mas deixem-me falar da minha triste e vil existência e não me faço rogado.
É aquele tipo de gajo: O LAMECHAS? sim, esse mesmo. Não gosto nada disso, soa a falso, soa a queixinhas. Mais importante ainda, todos o fazem hoje em dia... Mas eu sou especial mãezinha! ou não... és só um bocadinho burro de vez em quando.
Veja-se isto! É uma queixa! Não vale, não pode!
Olha agora... se soubesse tinha ficado calado. E vocês? O que vos parece quando estão a falar com alguém interessante e de repente o tipo (a) sai-se com um recalcamento de telenovela mexicana?
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