"There are only two tragedies in life: one is not getting what one wants, and the other is getting it" - Oscar Wilde
"There are two tragedies in life: one is to lose your heart's desire, the other is to gain it." - George Bernard Shaw
Digo que sim. As pessoas vivem insatisfeitas, às vezes mais com as suas escolhas, do que com as dos outros. Nunca nada está bem.
Vejo-me na minha imaturidade, e na de muitos outros, como maníacos do controlo. Tudo é pensado e repensado até à exaustão numa infinita equação lógico-matemática. Quantas vezes demos por nós a trabalhar o mais ínfimo detalhe antes de sair de casa (para uma entrevista de emprego, para um café com ela, etc.)?
E na maior parte das vezes a solução, o desejado, está fora do nosso controlo. Num "nós depois ligamos-lhe" ou na bola que faz um efeito estranho e foge fora de alcance, independentemente de que lado do campo estamos. Entretanto, como indivíduos estagnamos, não aprendemos nada. Essa é a grande tragédia, filha dessas duas.
Somos consumidos por algo exterior, por uma ideia que se torna tão real e no fim como a tristesse, se torna irrelevante na melhor das hipóteses. Quando não deixa um sabor amargo na boca por excesso ou defeito do doce sempre tão apetecível, no fim já não sabe a nada; ou se calhar nunca provamos nem o vamos fazer.
Claro, que podia ser apedrejado pelo que acabei de dizer: muita gente persegue efusivamente os caprichos, chamando-lhes sonhos. Ainda outros, muitos poucos talvez, que preferem viver vazios, sem objectivos nem rumo.
Dito isto, concordem, discordem, concluam ou elaborem...
