Nunca fui muito um homem de fé, principalmente sem fé nos homens.
Sou um crítico da humanidade, do modo como se apresenta e consome, da maneira como se agrupa, se regula, e das ideologias com que se conforma.
Não sou pessoa de acreditar muito, a não ser quando mo pedem, quando convencem-me valer a pena tão pequeno esforço, mas que a mim tanto me custa.
Não sou simplesmente um céptico, sou selectivo no grau da minha descrença, sou meticuloso na maneira como franzo o sobrolho, preciso no olhar de lado, capaz de desconfiar sem ser notado.
O sarcasmo e ironia bem aplicados são armas poderosas para um descrente.
Hoje, como em grande parte da minha vida, acho a política uma ferramenta utópica de regulação de sociedades, de aproximação de classes, de estabilizador de igualdades.
Não acredito no sistema político, na sua engrenagem de oposições e alternativas ideológicas Acho mesmo que a política tem de ser demagógica, ou caso contrário em vez de política, teriamos medidas e soluções.
Não há quem se governe, muito menos quem governe os outros, tão pouco existe a esperança que metam quem ordena na ordem.
Estamos entregues aos jeitos dos primórdios, mas muito mais atabalhoados. O “uga buga laka laka” soava bem melhor que alguns discursos que se podem ouvir hoje em dia.
Sim eu sou um daqueles entes, desiludidos com o Pedro Passos Coelho. Pior, sou um dos entes que pensou por mero vislumbre de oportunidade, que fosse uma alternativa de mudança.
Posto isto volto a não acreditar na política e concentrar-me no amor ao próximo em versão mono ideológica.