quinta-feira, julho 01, 2010
E é isto que tão depressa se cria, como tão depressa podemos ver fugir.
É saudável, este vicio de ti,
Não é um vicio cego e desmedido
É vicio natural e contido
Cresce controlado, em passo cuidado
Não constitui perigo para ti
Nem dependência para mim
É apenas um simples vicio de ti.
quarta-feira, junho 30, 2010
terça-feira, junho 29, 2010
Doce ilusória realidade da vida, quanto me dás para depois tirares.
Imaginem aquele vosso guilty pleasure em termos de cromice.
Imaginem que gostam de coleccionar selos, ou adoram entomologia, sempre foram fãs de mitologia, e devoravam livros sobre algum interesse menos comum.
Vamos supor que têm um desses secretos prazeres, que são difíceis de partilhar com alguém porque normalmente não vos levam a sério se disserem que uma das vossas paixões é a mitologia, ou o estudo profundo da geologia do vosso jardim.
Isso já acontece em prazeres tão mais mundanos, como escrever, ou gostar de fotografia, ou devorar discos de jazz. Por vezes olham para nós com um ar tão incompreensivo como se fosse um ser estranho por gostar de algo bom como jazz, por gostar de filmes italianos, ou por ter como uma das maiores paixões a literatura, tanto de ler como de escrever.
O mundo não compreende, nem nunca vai compreender a minha paixão por literatura do leste europeu, ou o meu vício em Kerouac e Bukowski.
E durante anos vivemos sozinhos esses pequenos prazeres em segredo, sem termos com quem os partilhar, com quem os saber apreciar.
Agora imaginem que do nada, do modo mais inesperado e quase cruel, aparece alguém, que partilha os gostos da vossa vida como se fosse uma cópia exacta, que vos impressiona de tal modo que se sentem rendidos e fascinados.
Imagina tu Luís que encontras alguém que gosta de Ophet ou Porcupine Tree tanto como tu, que venera os filmes Grindhouse, que toca guitarra baixo lindamente, e partilha tantos outros gostos como tu?
Imagine quem quer que leia este post, que no meio do nada da vossa vida aparece alguém que nunca pensaram existir, alguém que vos impressiona de tal maneira, aquela outra parte que faltava, aquela pessoa com quem posso ser eu, e que posso partilhar as minhas paixões da vida.
Que sentimentos estamos autorizados a sentir nesse momento?
Quanta liberdade nos podemos dar de querer a companhia daquela pessoa?
Neste momento vou apenas em estupefacção e medo, puro receio.
Receio porque muito provavelmente será mais alguém que saberei com toda a mestria afastar e afugentar da minha vida, naquele jeito que me caracteriza, de quem não tem ou quer ter direito às coisas boas da vida.
Imaginem que gostam de coleccionar selos, ou adoram entomologia, sempre foram fãs de mitologia, e devoravam livros sobre algum interesse menos comum.
Vamos supor que têm um desses secretos prazeres, que são difíceis de partilhar com alguém porque normalmente não vos levam a sério se disserem que uma das vossas paixões é a mitologia, ou o estudo profundo da geologia do vosso jardim.
Isso já acontece em prazeres tão mais mundanos, como escrever, ou gostar de fotografia, ou devorar discos de jazz. Por vezes olham para nós com um ar tão incompreensivo como se fosse um ser estranho por gostar de algo bom como jazz, por gostar de filmes italianos, ou por ter como uma das maiores paixões a literatura, tanto de ler como de escrever.
O mundo não compreende, nem nunca vai compreender a minha paixão por literatura do leste europeu, ou o meu vício em Kerouac e Bukowski.
E durante anos vivemos sozinhos esses pequenos prazeres em segredo, sem termos com quem os partilhar, com quem os saber apreciar.
Agora imaginem que do nada, do modo mais inesperado e quase cruel, aparece alguém, que partilha os gostos da vossa vida como se fosse uma cópia exacta, que vos impressiona de tal modo que se sentem rendidos e fascinados.
Imagina tu Luís que encontras alguém que gosta de Ophet ou Porcupine Tree tanto como tu, que venera os filmes Grindhouse, que toca guitarra baixo lindamente, e partilha tantos outros gostos como tu?
Imagine quem quer que leia este post, que no meio do nada da vossa vida aparece alguém que nunca pensaram existir, alguém que vos impressiona de tal maneira, aquela outra parte que faltava, aquela pessoa com quem posso ser eu, e que posso partilhar as minhas paixões da vida.
Que sentimentos estamos autorizados a sentir nesse momento?
Quanta liberdade nos podemos dar de querer a companhia daquela pessoa?
Neste momento vou apenas em estupefacção e medo, puro receio.
Receio porque muito provavelmente será mais alguém que saberei com toda a mestria afastar e afugentar da minha vida, naquele jeito que me caracteriza, de quem não tem ou quer ter direito às coisas boas da vida.
Partes de mim.
Por vezes o inesperado acontece, abate-se sobre nós uma gélida verdade, e é revelada a essência da nossa vida.
Não fui feito para felicidade, e no meu aspecto mais duro e inacessível, tenho mais do que não se espera do que se quer.
Sou uma antítese de mim mesmo, o meu pior inimigo sou eu quando tento ser meu amigo, odeio acreditar, embora viva de sonhos e possibilidades remotamente encostadas a um canto da minha mente.
Não sou derrotista, e tanto padeço de um optimismo doido, uma crença e esperança que queima a ponta dos dedos, de tanta a vontade em alcançar algo, como sou pessimista por medo.
Quero a felicidade, é o que mais quero, e na procura por tal felicidade, acabo por esquecer quem sou, o que valho.
Quando na vida, algo de demasiado bom apresenta-se perante mim, desconfio, sinto medo, e embora não ignore tento desviar o olhar. Quando algo demasiado bom para ser verdade aparece, resigno-me a pensar que não é para mim, e embora saiba que mereça, sei que não sou capaz de aproveitar, é demasiado para mim, para este eu pequenino que sou.
Não tenho nada para oferecer a alguém que me intimide ao ponto de me sentir insignificante por comparação.
Gostava de um dia saber cativar alguém assim para mim, alguém em tanto especial, sem ter de me sentir tão pequeno e insignificante perante o que aquela pessoa representa para mim.
Até lá, tão doce e poeticamente só, tão não merecedor de pessoas como tu.
Vale o que valem estas palavras, desabafos murmurados com o sol na cara, tenho dias que nem sou assim.
Não fui feito para felicidade, e no meu aspecto mais duro e inacessível, tenho mais do que não se espera do que se quer.
Sou uma antítese de mim mesmo, o meu pior inimigo sou eu quando tento ser meu amigo, odeio acreditar, embora viva de sonhos e possibilidades remotamente encostadas a um canto da minha mente.
Não sou derrotista, e tanto padeço de um optimismo doido, uma crença e esperança que queima a ponta dos dedos, de tanta a vontade em alcançar algo, como sou pessimista por medo.
Quero a felicidade, é o que mais quero, e na procura por tal felicidade, acabo por esquecer quem sou, o que valho.
Quando na vida, algo de demasiado bom apresenta-se perante mim, desconfio, sinto medo, e embora não ignore tento desviar o olhar. Quando algo demasiado bom para ser verdade aparece, resigno-me a pensar que não é para mim, e embora saiba que mereça, sei que não sou capaz de aproveitar, é demasiado para mim, para este eu pequenino que sou.
Não tenho nada para oferecer a alguém que me intimide ao ponto de me sentir insignificante por comparação.
Gostava de um dia saber cativar alguém assim para mim, alguém em tanto especial, sem ter de me sentir tão pequeno e insignificante perante o que aquela pessoa representa para mim.
Até lá, tão doce e poeticamente só, tão não merecedor de pessoas como tu.
Vale o que valem estas palavras, desabafos murmurados com o sol na cara, tenho dias que nem sou assim.
segunda-feira, junho 28, 2010
Don't pick on me today..
Estou de mau humor.
De manhã começou mal o dia, tive de servir de bombeiro para os vários problemas e asneirada de muita gente, o trabalho foi surgindo em catadupa e tudo prometia ser um dia de massacre. De repente uma simples conversa mundana acalmou-me o espírito, pude aparvalhar um pouco, e até depois do almoço estive animado a conversar aos soluços, mas a conversar. Estava feliz e bem disposto.
Nada fazia esperar o restante dia. Prazos em cima de prazos, gritos, discussões e muito stress acumulado.
Para acabar o meu joelho piorou, e cada vez mais convenço-me que vou ter de ser operado.
Desanimei, e sinto-me só.
De manhã começou mal o dia, tive de servir de bombeiro para os vários problemas e asneirada de muita gente, o trabalho foi surgindo em catadupa e tudo prometia ser um dia de massacre. De repente uma simples conversa mundana acalmou-me o espírito, pude aparvalhar um pouco, e até depois do almoço estive animado a conversar aos soluços, mas a conversar. Estava feliz e bem disposto.
Nada fazia esperar o restante dia. Prazos em cima de prazos, gritos, discussões e muito stress acumulado.
Para acabar o meu joelho piorou, e cada vez mais convenço-me que vou ter de ser operado.
Desanimei, e sinto-me só.
domingo, junho 27, 2010
A partir das 22h00 de domingo, começo a deprimir.
Amanhã é segunda, e um dia cheio de trabalho como tem sido costume.
Odeio as segundas-feiras. E por esta altura começo a ficar "deprimido" com tal constatação.
Ando cansado, não consigo dormir, e sou forçado a dar mais de mim, muito mais para conseguir aguentar certos ritmos.
Tenho dores de cabeça e estou com dores no pescoço que matam-me bocadinho a bocadinho.
Precisava de uma massagem e uma semana de férias num sitio paradisíaco.
Odeio as segundas-feiras. E por esta altura começo a ficar "deprimido" com tal constatação.
Ando cansado, não consigo dormir, e sou forçado a dar mais de mim, muito mais para conseguir aguentar certos ritmos.
Tenho dores de cabeça e estou com dores no pescoço que matam-me bocadinho a bocadinho.
Precisava de uma massagem e uma semana de férias num sitio paradisíaco.
Lower Expectations.
Acordei cedo a pensar em limpar a piscina, e dar um mergulho e de repente o tempo dá-me uma valente bofarda e ameaça chover...
Bem o que vale é que às 15h00 dá Inglaterra Alemanha e às 19h00 Argentina México...
Viva el Futbol ...
Bem o que vale é que às 15h00 dá Inglaterra Alemanha e às 19h00 Argentina México...
Viva el Futbol ...
Sou amigo de algumas personalidades.
Agora é que te lixo, embora não seja uma pessoa vingativa, sou um sacaninha quando quero.
Pois é. Eis algo que nem toda a gente sabe sobre mim. No liceu conheci um rapaz enquanto andava a perceber se teria jeito para o basquetebol ou nem por isso.
Esse moço de seu nome Roberto, foi de imediato um dos meus bons amigos paralelos ao liceu.
Apesar de não estarmos na mesma escola, lá nos dávamos e socializávamos entre grupos de amigos.
O Roberto sempre teve o sonho de seguir engenharia, e não fosse a sua preguiça intensa teria conseguido. Invés, o famoso boi de carga e poço de força chamado Roberto decidiu ingressar no mundo da construção civil, e com algum sucesso se podemos dizer.
Foi nesse momento, nesse mágico momento, em que eu e muitos outros amigos pudemos com orgulho dizer, que éramos amigos e convivíamos com o BOB O CONSTRUTOR.
É verdade eu sou amigo do BOB o CONSTRUTOR.
Tivesse o André seguido para taxista e também era amigo do Noddy.
Roberto esta é para ti. Abraço.
Pois é. Eis algo que nem toda a gente sabe sobre mim. No liceu conheci um rapaz enquanto andava a perceber se teria jeito para o basquetebol ou nem por isso.
Esse moço de seu nome Roberto, foi de imediato um dos meus bons amigos paralelos ao liceu.
Apesar de não estarmos na mesma escola, lá nos dávamos e socializávamos entre grupos de amigos.
O Roberto sempre teve o sonho de seguir engenharia, e não fosse a sua preguiça intensa teria conseguido. Invés, o famoso boi de carga e poço de força chamado Roberto decidiu ingressar no mundo da construção civil, e com algum sucesso se podemos dizer.
Foi nesse momento, nesse mágico momento, em que eu e muitos outros amigos pudemos com orgulho dizer, que éramos amigos e convivíamos com o BOB O CONSTRUTOR.
É verdade eu sou amigo do BOB o CONSTRUTOR.
Tivesse o André seguido para taxista e também era amigo do Noddy.
Roberto esta é para ti. Abraço.
sábado, junho 26, 2010
A olhar o mar, sinto a música nos meus lábios.
Gosto de ouvir esta música a olhar para o mar, e sei que não sou só eu que te posso ajudar, mas gostava que me deixasses ajudar.
Jantarinho soube mesmo bem e não foi salada ou sopinha. Nice.
Tosta de frango em pão integral com tomate, manjericão e mostarda.
No one can beat that one...
No one can beat that one...
Para tudo aquilo que for preciso.
Principalmente para não mais mentir a mim mesmo, para não mais me enganar, para não mais sentir, que não sou o melhor que podia ser.
As coisas que eu descubro.
Eu insisto até ao ponto em que sou obrigado a deixar de insistir.
Sou daquelas pessoas péssimas para serem testadas. Quando me dizem não, sim, ou o que for, assumo que seja essa a resposta definitiva, logo não insisto mais, mesmo que tenha pena de não ser esse o meu desejo, não ser a resposta que esperava.
Agora não assumam que o meu não ou sim é definitivo, eu não funciono da mesma forma.
Seja qual for o rumo a dar às coisas na minha vida, desde a coisa mais simples e mundana, eu não esqueço ou largo no preciso momento.
Se gosto de um sabor, de um cheiro, de um som, de qualquer coisa na minha vida, não sou capaz de deixar de gostar de um momento para o outro.
Eu agarro-me ao que me dá prazer, ao que me faz sorrir, ao que me faz sentir bem. Seja um livro, uma música, uma conversa. Valorizo tudo, e acho que tudo merece ser estimado.
Quando me retiram as coisas, ou colocam um travão, eu respeito, aceito, mas não quer dizer que apague o que quer que seja em mim.
Não tenho botão de on e off.
Sou daquelas pessoas péssimas para serem testadas. Quando me dizem não, sim, ou o que for, assumo que seja essa a resposta definitiva, logo não insisto mais, mesmo que tenha pena de não ser esse o meu desejo, não ser a resposta que esperava.
Agora não assumam que o meu não ou sim é definitivo, eu não funciono da mesma forma.
Seja qual for o rumo a dar às coisas na minha vida, desde a coisa mais simples e mundana, eu não esqueço ou largo no preciso momento.
Se gosto de um sabor, de um cheiro, de um som, de qualquer coisa na minha vida, não sou capaz de deixar de gostar de um momento para o outro.
Eu agarro-me ao que me dá prazer, ao que me faz sorrir, ao que me faz sentir bem. Seja um livro, uma música, uma conversa. Valorizo tudo, e acho que tudo merece ser estimado.
Quando me retiram as coisas, ou colocam um travão, eu respeito, aceito, mas não quer dizer que apague o que quer que seja em mim.
Não tenho botão de on e off.
Da saudade à constatação desiludida em segundos.
Depois da experiência ontem à noite, fiquei mesmo com saudades dos tempos de radialista.
Rádio, música, comunicação, são artes mágicas do ser humano na difusão de ideias, gostos e posturas para com a vida.
Viva a rádio. Quero voltar a fazer rádio.
Não vou voltar a fazer rádio.
Fiquei triste agora.
Rádio, música, comunicação, são artes mágicas do ser humano na difusão de ideias, gostos e posturas para com a vida.
Viva a rádio. Quero voltar a fazer rádio.
Não vou voltar a fazer rádio.
Fiquei triste agora.
A publicidade é algo que comigo não resulta.
Eu funciono muito por sugestões. São poucas as que passam, ou caso contrário suspeito que estaria muito melhor na vida.
No fundo o que quero dizer, é que apesar de não ser demasiado influenciável, dou ouvidos a algumas sugestões que me fazem.
Por exemplo, se uma das raparigas mais giras que conheço, diz-me "Ficas muito mais giro de cabelo mais curto, não gosto de te ver com esse cabelo todo, e essa barba, ficas com ar de bruto.", eu acabo por ouvir, assimilar e pensar. Gosto do meu cabelo assim? Não desgosto, mas faz-me assim tanta falta? É verão. E realmente este cabelo assim fica meio betinho.
Logo daqui a meia hora vou cortar o cabelo.
Outro exemplo. Ainda estes dias mudei de perfume. Voltei ao tempo em que tinha 5 ou 6 diferentes e variava consoante o dia. Vou num elevador, e oiço o seguinte "Não cheiras a ti. Gostava mais do outro perfume. Dava vontade de trincar."
Sugestão estranha, e que me causou estranheza, visto que não queria ser trincado, nem entendi porque razão aquela moça poderia querer trincar-me, mas na verdade, voltei a usar o meu perfume habitual, algo que mereceu o elogio de mais uma ou duas pessoas, que acham que devo ter um cheiro característico. Não sei porque razão, visto que centenas ou milhares de homens usam aquele perfume, é que aquele aroma há de me caracterizar.
Como exemplo final do poder que a sugestão tem em mim, e de modo a localizar a situação, estando à beira da piscina, a apanhar um belo sol, oiço o seguinte comentário "Este sol está a saber mesmo bem, mas já me sinto muito quente. Eras um querido se me desses protector solar nas costas, está ai na minha mala, e já agora podias dar uma massagem a ver se eu relaxava um bocadinho mais, e tu pareces ter jeito para essas tarefas.", ao que eu respondi, a tua mala está muito longe, eu estou com sono, e tu tens mãozinhas, e tens mais gente a quem pedir favores.
Não fui suave, e por vezes sou um pouco bruto eu sei, mas estava no chamado limbo, entre o mundo acordado, e o mundo a dormir, não gosto que me incomodem nessas alturas. Neste caso o poder da sugestão falhou redondamente.
Isto serve para explicar o seguinte. Eu aceito sugestões, não ignoro o conselho das pessoas, mas a maioria das vezes, simplesmente deixo que passem ao lado. Não é por maldade, é simplesmente uma questão de escolha.
Eu gosto muito de ser eu mesmo a fazer a minha vida, sem indicações ou instruções de outras pessoas.
No fundo o que quero dizer, é que apesar de não ser demasiado influenciável, dou ouvidos a algumas sugestões que me fazem.
Por exemplo, se uma das raparigas mais giras que conheço, diz-me "Ficas muito mais giro de cabelo mais curto, não gosto de te ver com esse cabelo todo, e essa barba, ficas com ar de bruto.", eu acabo por ouvir, assimilar e pensar. Gosto do meu cabelo assim? Não desgosto, mas faz-me assim tanta falta? É verão. E realmente este cabelo assim fica meio betinho.
Logo daqui a meia hora vou cortar o cabelo.
Outro exemplo. Ainda estes dias mudei de perfume. Voltei ao tempo em que tinha 5 ou 6 diferentes e variava consoante o dia. Vou num elevador, e oiço o seguinte "Não cheiras a ti. Gostava mais do outro perfume. Dava vontade de trincar."
Sugestão estranha, e que me causou estranheza, visto que não queria ser trincado, nem entendi porque razão aquela moça poderia querer trincar-me, mas na verdade, voltei a usar o meu perfume habitual, algo que mereceu o elogio de mais uma ou duas pessoas, que acham que devo ter um cheiro característico. Não sei porque razão, visto que centenas ou milhares de homens usam aquele perfume, é que aquele aroma há de me caracterizar.
Como exemplo final do poder que a sugestão tem em mim, e de modo a localizar a situação, estando à beira da piscina, a apanhar um belo sol, oiço o seguinte comentário "Este sol está a saber mesmo bem, mas já me sinto muito quente. Eras um querido se me desses protector solar nas costas, está ai na minha mala, e já agora podias dar uma massagem a ver se eu relaxava um bocadinho mais, e tu pareces ter jeito para essas tarefas.", ao que eu respondi, a tua mala está muito longe, eu estou com sono, e tu tens mãozinhas, e tens mais gente a quem pedir favores.
Não fui suave, e por vezes sou um pouco bruto eu sei, mas estava no chamado limbo, entre o mundo acordado, e o mundo a dormir, não gosto que me incomodem nessas alturas. Neste caso o poder da sugestão falhou redondamente.
Isto serve para explicar o seguinte. Eu aceito sugestões, não ignoro o conselho das pessoas, mas a maioria das vezes, simplesmente deixo que passem ao lado. Não é por maldade, é simplesmente uma questão de escolha.
Eu gosto muito de ser eu mesmo a fazer a minha vida, sem indicações ou instruções de outras pessoas.
I hope you get the message.
Tudo o que tenho a dizer a uma mulher, mas cantado com uma melhor voz que a minha.
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