quarta-feira, junho 23, 2010

terça-feira, junho 22, 2010

What can i say about girls that lick?




Foto no Funchal, alguém decidiu parar para comer gelados.

What's wrong with you? I guess nothing much.

Uma rapariga bem gira requisitou os meus serviços no campo da fotografia, e piscou o olho.

Eu não hesitei, não gaguejei, nem fiquei com ar de quem estranha, limitei-me a dizer "não sei, logo se vê se tiver tempo para isso".

Estarei a ficar imune aos flirts ou simplesmente desinteressado?

Ao som dos Bush - Letting the Cables Sleep.

Encarna-me na carne dos teus lábios. O fascínio que tenho por eles. São de um rubor vivo na palidez da tua face meiga.
Fecho os olhos e imagino os meus dedos suavemente dedilhando a silhueta dos teus lábios, que parecem desenhados ao pormenor, num estilo muito próprio e desconcertante.
Toca-me com a tua mão na minha face, encosta a tua testa ao meu rosto, passa o teu nariz pelos meus lábios, promete que os meus lábios encontram os teus a meio caminho.
Sinto-os a chegar. Deixo a boca entreaberta, um pouco na expectativa, outro tanto para poder absorver ar que me acalme o fogo que sinto.
Sinto os teus dedos nos meus olhos, não queres que te veja a beijar-me. Acho-te tola por isso. Não é um momento que me possas impedir de visualizar. Na minha mente tenho rotas traçadas, gestos definidos, momentos e imagens gravadas, antecipadas pelo desejo bruto da mente.
Sinto os teus lábios a palmilhar terreno, estão tão perto dos meus. Suspendo a respiração por senti-los tão perto. Pensas tu que aguardo o momento em que selamos os lábios, como uma implosão de expectativas, um turbilhão de desejos materializados na carne palpitante das nossas bocas. E o quanto te enganas. Não foi apenas mais um beijo. Foi um realizar de um desejo, sim admito isso, mas não criei expectativas, não empolguei o momento, apenas decidi vive-lo. Vivi aquele beijo, o teu beijo. Comi da paixão incerta dos teus lábios, agrilhoei aquele suspiro selvagem, que podia denunciar as minhas intenções de repetir aquele momento em que nos beijamos, vezes sem conta.
Sinto os nossos dedos a entrelaçar, no mesmo momento que os lábios se descolam. Um acto que se arrasta, como se fossem tiras de velcro a serem afastadas. Em parte porque não queremos que acabe, outra porque assim dita a química dos nossos corpos, e a pele que se apega, na humidade de um beijo.
E à medida que afastas os teus lábios dos meus, os nossos olhos reencontram-se. Volto a vislumbrar a expressão do teu rosto, tu com um sorriso tímido, e um olhar que pede por mais. Eu supostamente com um sorriso infantil, deliciado e sedento por muito mais.
É isto que me ponho a fazer quando não te tenho aqui mais perto, quando não oiço a tua voz ou sinto o calor do teu carinho. Ponho-me a a imaginar sozinho. E mesmo sozinho estou sempre bem acompanhado. Nem que seja por uma doce ilusão.



Acho que um dia fui capaz de dizer tudo isto a alguém. Disse pouco talvez, mas o facto de o ter dito, significa que não posso calar a palavra que me mordeu a alma.

Hoje, passo muito mais tempo calado...por precaução.

segunda-feira, junho 21, 2010

Nos primórdios do tempo.

Near that calm sacred path,
I found a man laid on his back,
without a care on his mind,
like problems were nowhere to find.
Cloud by cloud shadows would come,
but he kept there, nothing could be done.
A little bird started to stare,
to a perfect nature love affair,
a man that made a pact with time,
he was granted with the ability of rewind.
Every simple move, every single step,
blink by blink, breath by breath.
Odd times that we now live,
prisoners of time that wont forgive,
except if you have some joy to give,
and you're not too fond of the forbidden fruit.

Ainda me lembro de ter escrito este texto. Na altura achei que não tinha ficado muito mal.

Onde raio foi aquela fome de escrever?

Esta música transcreve-me o espírito em notas e cadências.



Uma das minhas músicas favoritas, de uma das minhas bandas favoritas.

My kind of soul.

domingo, junho 20, 2010

Não costumo pedir muita coisa, nem no Natal e muito menos no Corpo de Deus...

Aquele troço da MEO que bloqueia o som das Vuvuzelas, não tem um sistema portátil? É que existem ai uns malandros que andam a bufar naquele negócio dia e noite na rua. Já não tenho tijolos nem pedras para lhes atirar.

Senhores da MEO, por favor contratem ninjas para dar cabo do pessoal que usa esse pérfido instrumento onde mandam umas bombadas de ar e incomodo, ou então criem um sistema portátil.

Já agora, se não for muito incómodo gostaria de vos fornecer uma lista com sons irritantes para bloquear, passo a enumerar:

- Birra de crianças e mulheres;
- Choro de crianças e de algumas mulheres;
- Guinchos das mulheres e da maioria das crianças;
- Vozes irritantes de qualquer idade e sexo;
- Saltos altos às 07h00 num Domingo, porque ninguém vai a lado algum de saltos altos a essas horas, nem uma prostituta a fazer banco;
- Grande parte do Jornalismo em Portugal;
- Gatas com o cio, e demais animais que emitem sons semelhantes a um veado a parir golfinhos;
- As ocasionais vozes na minha cabeça que eu tanto esforço faço por ignorar visto que não tenho paciência para matar as primeiras 30 pessoas que apanhar naquela determinada manhã, além de que não gosto de sujeira;
- E demais sons que possam ser irritantes, mas não quero estar a lançar aqui nomes de pessoas...

Se pudesse ser senhores da MEO, agradecia-lhes de sobremaneira.

Ass.

Um dos utentes da vida neste planeta.

O sobrenatural

Há dias estranhos. Bons ou maus, tem dias saídos do livro de macumbas de uma daquelas senhoras zarolhas, com voz de bagaço, fumadoras de charutos ou novas, mas vestem à velha. Veja-se: acordo numa casa onde não devia estar, com o frigorífico recém-apetrechado de guilty pleasures (e presunto de porco preto também conta). Logo aí vi que os ventos andavam a soprar do avesso... tipo um suborno divino. Então vamos lá a ver isto: alguém dá alguma coisa a alguém?! Como é que aquilo apareceu?! (até há uma boa explicação, mas na altura não sabia).

Depois, pela primeira vez que me lembro, vou de transportes para Lisboa e chego a horas (vá, com 15 min de atraso, MAS aparecemos todos ao mesmo tempo huuuhhh)... aqui já era claramente um sinal. Algo nos queria ali... (e não estamos a falar de um agente de cobranças da urgência médica).

Vai-se a ver e ao almoço servem corações de galinha... e servem mesmo! Sei o que estão a pensar: Holy Kalimah Batman!!! (olhem, é só pena aquilo espremer uma espécie de molhanga, fora isso até se come bem).

Ao que se seguiu uma conversa sobre mau-olhado, mais concretamente, a discussão e apologia dos benefícios terapêuticos do sexo oral contra essa maleita metafísica (segue a mesma lógica de chupar veneno da ferida, ainda que preferencialmente deva ser executado por profissionais "erxupistas"). Ok, até caímos num tema bastante vulgar e mundano, mas o mau-olhado estava lá... coincidência?

Já na viagem de regresso em plena Avenida de Ceuta, como se ainda não tivéssemos apanhado a dica, atravessa-se à frente do carro um homem de braços abertos, tremendo e revirando os olhos como se o menino Jesus lhe tivesse feito um clister. Nisto passa um carro de polícia e ficam os dois parados no semáforo... Que cenário Dantesco... regras de trânsito básicas a serem cumpridas em Lisboa...

Ainda em choque, decidimos fazer a mais óbvia e única coisa que podíamos fazer: reactivar o Não Querem Ouvir e pagar à urgência médica.  

Pablo Neruda.

AQUI TE AMO.

NOS SOMBRIOS PINHEIROS DESENREDA-SE O VENTO.

A LUA FOSFORECESOBRE AS ÁGUAS ERRANTES.

ANDAM DIAS IGUAIS A PERSEGUIR-SE.



DESPERTA-SE A NÉVOA EM DANÇANTES FIGURAS.

UMA GAIVOTA DE PRATA DESPRENDE-SE DO OCASO.

ÁS VEZES UMA VELA.ALTAS,ALTAS ESTRELAS.

OU A CRUZ NEGRA DE UM BARCO.

SÓZINHO.



ÁS VEZES AMANHEÇO.E ATÉ A ALMA ESTÁ HÚMIDA.

SOA,RESSOA O MAR AO LONGE.

ESTE É UM PORTO.

AQUI TE AMO.

Sim é com certo pesar que volto a vestir o fatinho, e volto a incorporar a profissão.

Acabaram-se as férias, amanhã estou de volta ao trabalho.

Será que alguma vez queixei-me do Secundário?

Se um dia me tornar num detective privado, levo isto atrás.




O que a minha alma ouve ao fim do dia.

sábado, junho 19, 2010

Comprimidos "Querida Cheguei!"

Está mesmo, mesmo para breve...

Já nem sei o que é escrever nisto, mas ficava mal não vir aqui mandar o bitaite... Olha agora que falamos nisto... quem é este gajo?!! E que raios faz aqui?!!

TODA A VERDADE! JÁ A SEGUIR.
(depois do intervalo publicitário, porra!)

Está para breve...

segunda-feira, agosto 24, 2009

Conclusões de um homem cansado.

É uma triste verdade, mas hoje em dia deito-me mais cedo que os meus sobrinhos de 4 anos de idade. Das duas uma, ou talvez ambas, eu estou a ficar um velhadas, cansadinho com o trabalho, stressadinho, etc, ou os meus sobrinhos andam a ficar uns atrevidos, que daqui a dias ninguém lhes põem a mão em cima.

Post Scriptum (sou gajo fino) - Enquanto escrevia a porcaria deste texto, ligou-me uma colega a falar de trabalho e em 5 minutos adormeci. Acordei agora e lembrei-me que tinha deixado o post a meio.

Acho mesmo que estou a ficar velho.

Ah, outra coisa que me preocupa, é que já sonho com o que tenho que fazer no outro dia. Ontem tive um pesadelo que preparava escrituras para a compra de 10 prédios rústicos (o detalhe de serem prédios rústicos) e o notário fazia aquilo tudo mal, e eu levava por tabela e tinha de fazer tudo de novo em 20 minutos.

Sinceramente, mais um bocado e se continuar assim, façam o favor de pegar na 9mm que está guardada e abaterem-me a tiro por piedade.

sexta-feira, agosto 21, 2009

Um bocadinho tenso.

Não gosto de palhaços, pimentos ou atitudes manientas totalmente viradas para picardias.

Acho que de uma semana para cá ando com vontade de berrar, de mandar um estoiro em alguém, mas estou a aguentar-me demasiado bem. O problema é que de cada vez que evito rebentar e dar um valente berro e passar-me de vez, o esforço é tanto que fico com a vista turva.

Nunca me tomei por uma pessoa paciente, mas ultimamente toda a gente quer vender-me essa ideia, que sou muito paciente, muito calmo, muito respeitador, prestável e bom rapaz, e no entanto começo a entrar numa espiral comigo mesmo e a pensar que ou anda tudo a gozar comigo, ou estão a fazer a cama até eu passar-me por completo.

Coisas que me espantam.

Hoje fui considerado um herói porque:

- Carreguei 4 cafés para a mesa só com uma mão enquanto com a outra levava duas águas e dois copos.

- Porque levei 12 dossiers escada acima, assim como dois ecrãs de computador, e duas cadeiras, evitando assim que alguma das colegas tivesse de carregar alguma coisa.

- Fui comprar copos de plástico para não terem de beber das latas.

- Porque fui comprar água para quem fez menção que tinha sede e tinham-se acabado as águas no escritório.

- Por ter feito dois contratos, um de partilha de divórcio e outro de arrendamento em cima do joelho só para encobrir a falha de alguém.

- Porque arrisquei-me a aventurar no mundo da jurisprudência sobre comércio de material informático, com isto perdendo umas boas horas.

- Por ter cedido o computador onde trabalhava, para que uma colega pudesse acabar o parecer, e voltar aos velhos costumes e fazer o meu trabalho à mão.

Ou seja no dia de hoje fui elogiado por estes gestos, tendo duas das pessoas em causa utilizado a palavra herói.

Se calhar de uma dessas pessoas engasgar, eu garanto que não tenho a mínima ideia do que fazer, mas prontamente deixo ali a pessoa estendida e vou buscar um copo de água. Para isso podem contar comigo.

Se querem dizer que sou atencioso, ou bom rapaz digam, agora dizer que sou herói ou uma jóia de rapaz, pelo amor de deus, não sejam levianos com as palavras e definições.

Eu apenas sou prestativo, de forma a não me ver tanto como inútil.
Muito sinceramente espanta-me como é que as pessoas podem considerar um pouco de boa educação e espírito de ajuda uma coisa fora do normal. Digo muito honestamente que pensava que estivessem já habituados a isso.
Acho que ou me ponho a pau, ou sou massacrado neste meio que nem um cordeirinho no meio de alcateias.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Não se sintam especiais por causa disto.

Não entendo as pessoas que esboçam um grande sorriso ao constatar o óbvio, e muito menos quando logo de seguida correm a esconder o sorriso porque fez o tal click a dizer que aquele gesto foi parvo.

Existem certas pessoas, que adoram repetir as frases dos outros, confirmar o afirmativo do parceiro, atirar à praça as duas últimas sílabas da frase da pessoa com quem falam, apontar para quem aponta um sinal que aponta a direcção a seguir, coisas do género.

É verdade que existem pessoas que conseguem ser felizes assim, não dizendo nada de novo, interessante ou útil, e mesmo assim consideram-se extrovertidos e muito sociáveis porque repetem o que acabou de ser dito.

Quase que aposto que são pessoas que numa discussão filosófica ou de grande teor académico são capazes de usar o argumento "Quem diz é quem é.".

Ora é esse tipo de genialidade bruta que nos mostra o fundo da "cadeia alimentar intelectual" da nossa sociedade. São múmias do progresso no que toca ao raciocínio elementar, e verdadeiros atletas de meio fundo da estupidez mais singela, quase tão inocente de tanta pureza e ingenuidade boçal, que de repente se lembram passado muito tempo, entrar no meio de uma conversa para constatar uma merdinha qualquer.

Esse tipo de gente merece muito nesta vida, e nem estou a dizer que merecem coisas más, merecem coisas boas e muita felicidade, porque sem isso duvido que vão longe e sobrevivam.

Seja como for, não digo que sejam o pior tipo de pessoas, de facto não o são, e apenas pecam por ingenuidade e incapacidade, já por outro lado existem pessoas que optam mesmo por falhar, e serem completos elementos nulos. Por exemplo aquelas pessoas que ficam 4 anos a remoer um assunto, e depois constatam o óbvio assinando de maneira anónima. Esses para mim definitivamente ganham o prémio de obséquio à vida, porque só por muita boa vontade é que cá permanecem neste mundo, mas duvido que vão longe.

segunda-feira, agosto 17, 2009

It's a bit ironic...don't you think?

Plenamente convencido que as mulheres gostam de ser maltratadas. O facto de ser cavalheiro e sempre simpático, assusta muita mulher, com muita pouca razão de ser.
Ou eu sou muito libertino com a minha simpatia, sou muito atrevido com os elogios que faço, ou então as mulheres definitivamente andam a bater mal.
Um elogio simpático, um gesto cavalheiro, dá logo azo a desconfiar e procurar motivos por detrás de tais comportamentos.

Minhas senhoras. Eu sou educado para toda a gente, e quando digo toda, eu digo mesmo toda a gente, até que me sejam dados motivos para ter um comportamento diferente.
Eu sorrio para toda a gente, e gosto de agradar as pessoas com pequenos gestos. Garanto que ir buscar uma água, puxar uma cadeira, dar passagem ao abrir uma porta, ou carregar uma caixa, se o faço, é porque não me custa nada. Se pensam que eu pensaria que por tão pequeno favor obtinha dali algum porveito de outro género, então definitivamente não são mulheres para mim.
Eu sou cordial, simpático, educado, bem disposto, paciente e calmo em maior parte das situações, é a minha natureza de ser, juntamente com o ar brincalhão e animado, com a frontalidade e sinceridade que me precedem.
Se preferiam que ignorasse, que vos mandasse à badamerda, que fosse bruto e antipático, com ar de sacana convencido, porque isso é que vos dá picam então admito já aqui ser um gajo muito pouco interessante. Eu sou como sou e não vou mudar.
É lixado nunca ser o que os outros querem, mas pouco posso fazer quanto a isso. Recuso-me tornar-me num sacana bruto e armado em esperto, apenas para facilitar qualquer tipo de interesse.

É a dura realidade, mas o meu feitio não muda, e dúvido muito que o fosse capaz de fazer. Terei de me contentar em ser o rapazinho simpático que as mães gostam, e as filhas desprezam.

A vida é definitivamente irónica.

terça-feira, agosto 11, 2009

Querer e não ter, é como mandar-me fod...

Sinto-me só. Triste e pedinte. A solidão é a única mão que me afaga, e o único sorriso que tenho é o negro e sombrio.
Vivo uma vida que me agrafa a boca, sem queixume, censurada pela dor da insatisfação.
Na verdade é isso mesmo, só queria uma mão, a cruzar os meus cabelos, a mimar o meu rosto, e que diga que vão existir dias melhores. Sinto falta do carinho de alguém que goste de mim daquele jeito, do jeito de quem mima pacientemente, um rezingão insatisfeito.
A vida é casa trabalho, pouco ou nada mais, uma rotina como tantas outras, e não serei o primeiro dos mortais a padecer de tal maleita, só que tenho a alma contrafeita, pensando que poderia ter muito mais.
Não procuro ninguém, acho que não me consigo dar se não me puder entregar a quem mereça o fardo que sou, e o bom que tenho para dar também. Mas preciso de alguém, quando sinto que não tenho ninguém a quem me confessar. Sinto falta de uma relação, de um mimo comprometido, prometido e cobrado, de um mimo aguardado, do colo de alguém que espera por mim.
Sinto falta que me alimentem uma esperança, um sonho, que me façam acreditar na magia de um futuro que me espera sorridente e amoroso, onde o carinho substitui a amargura de uma solidão entre multidões.
Só queria um sorriso comprometido esta semana.