Near that calm sacred path,
I found a man laid on his back,
without a care on his mind,
like problems were nowhere to find.
Cloud by cloud shadows would come,
but he kept there, nothing could be done.
A little bird started to stare,
to a perfect nature love affair,
a man that made a pact with time,
he was granted with the ability of rewind.
Every simple move, every single step,
blink by blink, breath by breath.
Odd times that we now live,
prisoners of time that wont forgive,
except if you have some joy to give,
and you're not too fond of the forbidden fruit.
Ainda me lembro de ter escrito este texto. Na altura achei que não tinha ficado muito mal.
Onde raio foi aquela fome de escrever?
segunda-feira, junho 21, 2010
Esta música transcreve-me o espírito em notas e cadências.
Uma das minhas músicas favoritas, de uma das minhas bandas favoritas.
My kind of soul.
domingo, junho 20, 2010
Não costumo pedir muita coisa, nem no Natal e muito menos no Corpo de Deus...
Aquele troço da MEO que bloqueia o som das Vuvuzelas, não tem um sistema portátil? É que existem ai uns malandros que andam a bufar naquele negócio dia e noite na rua. Já não tenho tijolos nem pedras para lhes atirar.
Senhores da MEO, por favor contratem ninjas para dar cabo do pessoal que usa esse pérfido instrumento onde mandam umas bombadas de ar e incomodo, ou então criem um sistema portátil.
Já agora, se não for muito incómodo gostaria de vos fornecer uma lista com sons irritantes para bloquear, passo a enumerar:
- Birra de crianças e mulheres;
- Choro de crianças e de algumas mulheres;
- Guinchos das mulheres e da maioria das crianças;
- Vozes irritantes de qualquer idade e sexo;
- Saltos altos às 07h00 num Domingo, porque ninguém vai a lado algum de saltos altos a essas horas, nem uma prostituta a fazer banco;
- Grande parte do Jornalismo em Portugal;
- Gatas com o cio, e demais animais que emitem sons semelhantes a um veado a parir golfinhos;
- As ocasionais vozes na minha cabeça que eu tanto esforço faço por ignorar visto que não tenho paciência para matar as primeiras 30 pessoas que apanhar naquela determinada manhã, além de que não gosto de sujeira;
- E demais sons que possam ser irritantes, mas não quero estar a lançar aqui nomes de pessoas...
Se pudesse ser senhores da MEO, agradecia-lhes de sobremaneira.
Ass.
Um dos utentes da vida neste planeta.
Senhores da MEO, por favor contratem ninjas para dar cabo do pessoal que usa esse pérfido instrumento onde mandam umas bombadas de ar e incomodo, ou então criem um sistema portátil.
Já agora, se não for muito incómodo gostaria de vos fornecer uma lista com sons irritantes para bloquear, passo a enumerar:
- Birra de crianças e mulheres;
- Choro de crianças e de algumas mulheres;
- Guinchos das mulheres e da maioria das crianças;
- Vozes irritantes de qualquer idade e sexo;
- Saltos altos às 07h00 num Domingo, porque ninguém vai a lado algum de saltos altos a essas horas, nem uma prostituta a fazer banco;
- Grande parte do Jornalismo em Portugal;
- Gatas com o cio, e demais animais que emitem sons semelhantes a um veado a parir golfinhos;
- As ocasionais vozes na minha cabeça que eu tanto esforço faço por ignorar visto que não tenho paciência para matar as primeiras 30 pessoas que apanhar naquela determinada manhã, além de que não gosto de sujeira;
- E demais sons que possam ser irritantes, mas não quero estar a lançar aqui nomes de pessoas...
Se pudesse ser senhores da MEO, agradecia-lhes de sobremaneira.
Ass.
Um dos utentes da vida neste planeta.
O sobrenatural
Há dias estranhos. Bons ou maus, tem dias saídos do livro de macumbas de uma daquelas senhoras zarolhas, com voz de bagaço, fumadoras de charutos ou novas, mas vestem à velha. Veja-se: acordo numa casa onde não devia estar, com o frigorífico recém-apetrechado de guilty pleasures (e presunto de porco preto também conta). Logo aí vi que os ventos andavam a soprar do avesso... tipo um suborno divino. Então vamos lá a ver isto: alguém dá alguma coisa a alguém?! Como é que aquilo apareceu?! (até há uma boa explicação, mas na altura não sabia).
Depois, pela primeira vez que me lembro, vou de transportes para Lisboa e chego a horas (vá, com 15 min de atraso, MAS aparecemos todos ao mesmo tempo huuuhhh)... aqui já era claramente um sinal. Algo nos queria ali... (e não estamos a falar de um agente de cobranças da urgência médica).
Vai-se a ver e ao almoço servem corações de galinha... e servem mesmo! Sei o que estão a pensar: Holy Kalimah Batman!!! (olhem, é só pena aquilo espremer uma espécie de molhanga, fora isso até se come bem).
Ao que se seguiu uma conversa sobre mau-olhado, mais concretamente, a discussão e apologia dos benefícios terapêuticos do sexo oral contra essa maleita metafísica (segue a mesma lógica de chupar veneno da ferida, ainda que preferencialmente deva ser executado por profissionais "erxupistas"). Ok, até caímos num tema bastante vulgar e mundano, mas o mau-olhado estava lá... coincidência?
Já na viagem de regresso em plena Avenida de Ceuta, como se ainda não tivéssemos apanhado a dica, atravessa-se à frente do carro um homem de braços abertos, tremendo e revirando os olhos como se o menino Jesus lhe tivesse feito um clister. Nisto passa um carro de polícia e ficam os dois parados no semáforo... Que cenário Dantesco... regras de trânsito básicas a serem cumpridas em Lisboa...
Ainda em choque, decidimos fazer a mais óbvia e única coisa que podíamos fazer: reactivar o Não Querem Ouvir e pagar à urgência médica.
Depois, pela primeira vez que me lembro, vou de transportes para Lisboa e chego a horas (vá, com 15 min de atraso, MAS aparecemos todos ao mesmo tempo huuuhhh)... aqui já era claramente um sinal. Algo nos queria ali... (e não estamos a falar de um agente de cobranças da urgência médica).
Vai-se a ver e ao almoço servem corações de galinha... e servem mesmo! Sei o que estão a pensar: Holy Kalimah Batman!!! (olhem, é só pena aquilo espremer uma espécie de molhanga, fora isso até se come bem).
Ao que se seguiu uma conversa sobre mau-olhado, mais concretamente, a discussão e apologia dos benefícios terapêuticos do sexo oral contra essa maleita metafísica (segue a mesma lógica de chupar veneno da ferida, ainda que preferencialmente deva ser executado por profissionais "erxupistas"). Ok, até caímos num tema bastante vulgar e mundano, mas o mau-olhado estava lá... coincidência?
Já na viagem de regresso em plena Avenida de Ceuta, como se ainda não tivéssemos apanhado a dica, atravessa-se à frente do carro um homem de braços abertos, tremendo e revirando os olhos como se o menino Jesus lhe tivesse feito um clister. Nisto passa um carro de polícia e ficam os dois parados no semáforo... Que cenário Dantesco... regras de trânsito básicas a serem cumpridas em Lisboa...
Ainda em choque, decidimos fazer a mais óbvia e única coisa que podíamos fazer: reactivar o Não Querem Ouvir e pagar à urgência médica.
Pablo Neruda.
AQUI TE AMO.
NOS SOMBRIOS PINHEIROS DESENREDA-SE O VENTO.
A LUA FOSFORECESOBRE AS ÁGUAS ERRANTES.
ANDAM DIAS IGUAIS A PERSEGUIR-SE.
DESPERTA-SE A NÉVOA EM DANÇANTES FIGURAS.
UMA GAIVOTA DE PRATA DESPRENDE-SE DO OCASO.
ÁS VEZES UMA VELA.ALTAS,ALTAS ESTRELAS.
OU A CRUZ NEGRA DE UM BARCO.
SÓZINHO.
ÁS VEZES AMANHEÇO.E ATÉ A ALMA ESTÁ HÚMIDA.
SOA,RESSOA O MAR AO LONGE.
ESTE É UM PORTO.
AQUI TE AMO.
NOS SOMBRIOS PINHEIROS DESENREDA-SE O VENTO.
A LUA FOSFORECESOBRE AS ÁGUAS ERRANTES.
ANDAM DIAS IGUAIS A PERSEGUIR-SE.
DESPERTA-SE A NÉVOA EM DANÇANTES FIGURAS.
UMA GAIVOTA DE PRATA DESPRENDE-SE DO OCASO.
ÁS VEZES UMA VELA.ALTAS,ALTAS ESTRELAS.
OU A CRUZ NEGRA DE UM BARCO.
SÓZINHO.
ÁS VEZES AMANHEÇO.E ATÉ A ALMA ESTÁ HÚMIDA.
SOA,RESSOA O MAR AO LONGE.
ESTE É UM PORTO.
AQUI TE AMO.
Sim é com certo pesar que volto a vestir o fatinho, e volto a incorporar a profissão.
Acabaram-se as férias, amanhã estou de volta ao trabalho.
Será que alguma vez queixei-me do Secundário?
Será que alguma vez queixei-me do Secundário?
sábado, junho 19, 2010
Está mesmo, mesmo para breve...
Já nem sei o que é escrever nisto, mas ficava mal não vir aqui mandar o bitaite... Olha agora que falamos nisto... quem é este gajo?!! E que raios faz aqui?!!
TODA A VERDADE! JÁ A SEGUIR.
(depois do intervalo publicitário, porra!)
TODA A VERDADE! JÁ A SEGUIR.
(depois do intervalo publicitário, porra!)
segunda-feira, agosto 24, 2009
Conclusões de um homem cansado.
É uma triste verdade, mas hoje em dia deito-me mais cedo que os meus sobrinhos de 4 anos de idade. Das duas uma, ou talvez ambas, eu estou a ficar um velhadas, cansadinho com o trabalho, stressadinho, etc, ou os meus sobrinhos andam a ficar uns atrevidos, que daqui a dias ninguém lhes põem a mão em cima.
Post Scriptum (sou gajo fino) - Enquanto escrevia a porcaria deste texto, ligou-me uma colega a falar de trabalho e em 5 minutos adormeci. Acordei agora e lembrei-me que tinha deixado o post a meio.
Acho mesmo que estou a ficar velho.
Ah, outra coisa que me preocupa, é que já sonho com o que tenho que fazer no outro dia. Ontem tive um pesadelo que preparava escrituras para a compra de 10 prédios rústicos (o detalhe de serem prédios rústicos) e o notário fazia aquilo tudo mal, e eu levava por tabela e tinha de fazer tudo de novo em 20 minutos.
Sinceramente, mais um bocado e se continuar assim, façam o favor de pegar na 9mm que está guardada e abaterem-me a tiro por piedade.
Post Scriptum (sou gajo fino) - Enquanto escrevia a porcaria deste texto, ligou-me uma colega a falar de trabalho e em 5 minutos adormeci. Acordei agora e lembrei-me que tinha deixado o post a meio.
Acho mesmo que estou a ficar velho.
Ah, outra coisa que me preocupa, é que já sonho com o que tenho que fazer no outro dia. Ontem tive um pesadelo que preparava escrituras para a compra de 10 prédios rústicos (o detalhe de serem prédios rústicos) e o notário fazia aquilo tudo mal, e eu levava por tabela e tinha de fazer tudo de novo em 20 minutos.
Sinceramente, mais um bocado e se continuar assim, façam o favor de pegar na 9mm que está guardada e abaterem-me a tiro por piedade.
sexta-feira, agosto 21, 2009
Um bocadinho tenso.
Não gosto de palhaços, pimentos ou atitudes manientas totalmente viradas para picardias.
Acho que de uma semana para cá ando com vontade de berrar, de mandar um estoiro em alguém, mas estou a aguentar-me demasiado bem. O problema é que de cada vez que evito rebentar e dar um valente berro e passar-me de vez, o esforço é tanto que fico com a vista turva.
Nunca me tomei por uma pessoa paciente, mas ultimamente toda a gente quer vender-me essa ideia, que sou muito paciente, muito calmo, muito respeitador, prestável e bom rapaz, e no entanto começo a entrar numa espiral comigo mesmo e a pensar que ou anda tudo a gozar comigo, ou estão a fazer a cama até eu passar-me por completo.
Acho que de uma semana para cá ando com vontade de berrar, de mandar um estoiro em alguém, mas estou a aguentar-me demasiado bem. O problema é que de cada vez que evito rebentar e dar um valente berro e passar-me de vez, o esforço é tanto que fico com a vista turva.
Nunca me tomei por uma pessoa paciente, mas ultimamente toda a gente quer vender-me essa ideia, que sou muito paciente, muito calmo, muito respeitador, prestável e bom rapaz, e no entanto começo a entrar numa espiral comigo mesmo e a pensar que ou anda tudo a gozar comigo, ou estão a fazer a cama até eu passar-me por completo.
Coisas que me espantam.
Hoje fui considerado um herói porque:
- Carreguei 4 cafés para a mesa só com uma mão enquanto com a outra levava duas águas e dois copos.
- Porque levei 12 dossiers escada acima, assim como dois ecrãs de computador, e duas cadeiras, evitando assim que alguma das colegas tivesse de carregar alguma coisa.
- Fui comprar copos de plástico para não terem de beber das latas.
- Porque fui comprar água para quem fez menção que tinha sede e tinham-se acabado as águas no escritório.
- Por ter feito dois contratos, um de partilha de divórcio e outro de arrendamento em cima do joelho só para encobrir a falha de alguém.
- Porque arrisquei-me a aventurar no mundo da jurisprudência sobre comércio de material informático, com isto perdendo umas boas horas.
- Por ter cedido o computador onde trabalhava, para que uma colega pudesse acabar o parecer, e voltar aos velhos costumes e fazer o meu trabalho à mão.
Ou seja no dia de hoje fui elogiado por estes gestos, tendo duas das pessoas em causa utilizado a palavra herói.
Se calhar de uma dessas pessoas engasgar, eu garanto que não tenho a mínima ideia do que fazer, mas prontamente deixo ali a pessoa estendida e vou buscar um copo de água. Para isso podem contar comigo.
Se querem dizer que sou atencioso, ou bom rapaz digam, agora dizer que sou herói ou uma jóia de rapaz, pelo amor de deus, não sejam levianos com as palavras e definições.
Eu apenas sou prestativo, de forma a não me ver tanto como inútil.
Muito sinceramente espanta-me como é que as pessoas podem considerar um pouco de boa educação e espírito de ajuda uma coisa fora do normal. Digo muito honestamente que pensava que estivessem já habituados a isso.
Acho que ou me ponho a pau, ou sou massacrado neste meio que nem um cordeirinho no meio de alcateias.
- Carreguei 4 cafés para a mesa só com uma mão enquanto com a outra levava duas águas e dois copos.
- Porque levei 12 dossiers escada acima, assim como dois ecrãs de computador, e duas cadeiras, evitando assim que alguma das colegas tivesse de carregar alguma coisa.
- Fui comprar copos de plástico para não terem de beber das latas.
- Porque fui comprar água para quem fez menção que tinha sede e tinham-se acabado as águas no escritório.
- Por ter feito dois contratos, um de partilha de divórcio e outro de arrendamento em cima do joelho só para encobrir a falha de alguém.
- Porque arrisquei-me a aventurar no mundo da jurisprudência sobre comércio de material informático, com isto perdendo umas boas horas.
- Por ter cedido o computador onde trabalhava, para que uma colega pudesse acabar o parecer, e voltar aos velhos costumes e fazer o meu trabalho à mão.
Ou seja no dia de hoje fui elogiado por estes gestos, tendo duas das pessoas em causa utilizado a palavra herói.
Se calhar de uma dessas pessoas engasgar, eu garanto que não tenho a mínima ideia do que fazer, mas prontamente deixo ali a pessoa estendida e vou buscar um copo de água. Para isso podem contar comigo.
Se querem dizer que sou atencioso, ou bom rapaz digam, agora dizer que sou herói ou uma jóia de rapaz, pelo amor de deus, não sejam levianos com as palavras e definições.
Eu apenas sou prestativo, de forma a não me ver tanto como inútil.
Muito sinceramente espanta-me como é que as pessoas podem considerar um pouco de boa educação e espírito de ajuda uma coisa fora do normal. Digo muito honestamente que pensava que estivessem já habituados a isso.
Acho que ou me ponho a pau, ou sou massacrado neste meio que nem um cordeirinho no meio de alcateias.
quinta-feira, agosto 20, 2009
Não se sintam especiais por causa disto.
Não entendo as pessoas que esboçam um grande sorriso ao constatar o óbvio, e muito menos quando logo de seguida correm a esconder o sorriso porque fez o tal click a dizer que aquele gesto foi parvo.
Existem certas pessoas, que adoram repetir as frases dos outros, confirmar o afirmativo do parceiro, atirar à praça as duas últimas sílabas da frase da pessoa com quem falam, apontar para quem aponta um sinal que aponta a direcção a seguir, coisas do género.
É verdade que existem pessoas que conseguem ser felizes assim, não dizendo nada de novo, interessante ou útil, e mesmo assim consideram-se extrovertidos e muito sociáveis porque repetem o que acabou de ser dito.
Quase que aposto que são pessoas que numa discussão filosófica ou de grande teor académico são capazes de usar o argumento "Quem diz é quem é.".
Ora é esse tipo de genialidade bruta que nos mostra o fundo da "cadeia alimentar intelectual" da nossa sociedade. São múmias do progresso no que toca ao raciocínio elementar, e verdadeiros atletas de meio fundo da estupidez mais singela, quase tão inocente de tanta pureza e ingenuidade boçal, que de repente se lembram passado muito tempo, entrar no meio de uma conversa para constatar uma merdinha qualquer.
Esse tipo de gente merece muito nesta vida, e nem estou a dizer que merecem coisas más, merecem coisas boas e muita felicidade, porque sem isso duvido que vão longe e sobrevivam.
Seja como for, não digo que sejam o pior tipo de pessoas, de facto não o são, e apenas pecam por ingenuidade e incapacidade, já por outro lado existem pessoas que optam mesmo por falhar, e serem completos elementos nulos. Por exemplo aquelas pessoas que ficam 4 anos a remoer um assunto, e depois constatam o óbvio assinando de maneira anónima. Esses para mim definitivamente ganham o prémio de obséquio à vida, porque só por muita boa vontade é que cá permanecem neste mundo, mas duvido que vão longe.
Existem certas pessoas, que adoram repetir as frases dos outros, confirmar o afirmativo do parceiro, atirar à praça as duas últimas sílabas da frase da pessoa com quem falam, apontar para quem aponta um sinal que aponta a direcção a seguir, coisas do género.
É verdade que existem pessoas que conseguem ser felizes assim, não dizendo nada de novo, interessante ou útil, e mesmo assim consideram-se extrovertidos e muito sociáveis porque repetem o que acabou de ser dito.
Quase que aposto que são pessoas que numa discussão filosófica ou de grande teor académico são capazes de usar o argumento "Quem diz é quem é.".
Ora é esse tipo de genialidade bruta que nos mostra o fundo da "cadeia alimentar intelectual" da nossa sociedade. São múmias do progresso no que toca ao raciocínio elementar, e verdadeiros atletas de meio fundo da estupidez mais singela, quase tão inocente de tanta pureza e ingenuidade boçal, que de repente se lembram passado muito tempo, entrar no meio de uma conversa para constatar uma merdinha qualquer.
Esse tipo de gente merece muito nesta vida, e nem estou a dizer que merecem coisas más, merecem coisas boas e muita felicidade, porque sem isso duvido que vão longe e sobrevivam.
Seja como for, não digo que sejam o pior tipo de pessoas, de facto não o são, e apenas pecam por ingenuidade e incapacidade, já por outro lado existem pessoas que optam mesmo por falhar, e serem completos elementos nulos. Por exemplo aquelas pessoas que ficam 4 anos a remoer um assunto, e depois constatam o óbvio assinando de maneira anónima. Esses para mim definitivamente ganham o prémio de obséquio à vida, porque só por muita boa vontade é que cá permanecem neste mundo, mas duvido que vão longe.
segunda-feira, agosto 17, 2009
It's a bit ironic...don't you think?
Plenamente convencido que as mulheres gostam de ser maltratadas. O facto de ser cavalheiro e sempre simpático, assusta muita mulher, com muita pouca razão de ser.
Ou eu sou muito libertino com a minha simpatia, sou muito atrevido com os elogios que faço, ou então as mulheres definitivamente andam a bater mal.
Um elogio simpático, um gesto cavalheiro, dá logo azo a desconfiar e procurar motivos por detrás de tais comportamentos.
Minhas senhoras. Eu sou educado para toda a gente, e quando digo toda, eu digo mesmo toda a gente, até que me sejam dados motivos para ter um comportamento diferente.
Eu sorrio para toda a gente, e gosto de agradar as pessoas com pequenos gestos. Garanto que ir buscar uma água, puxar uma cadeira, dar passagem ao abrir uma porta, ou carregar uma caixa, se o faço, é porque não me custa nada. Se pensam que eu pensaria que por tão pequeno favor obtinha dali algum porveito de outro género, então definitivamente não são mulheres para mim.
Eu sou cordial, simpático, educado, bem disposto, paciente e calmo em maior parte das situações, é a minha natureza de ser, juntamente com o ar brincalhão e animado, com a frontalidade e sinceridade que me precedem.
Se preferiam que ignorasse, que vos mandasse à badamerda, que fosse bruto e antipático, com ar de sacana convencido, porque isso é que vos dá picam então admito já aqui ser um gajo muito pouco interessante. Eu sou como sou e não vou mudar.
É lixado nunca ser o que os outros querem, mas pouco posso fazer quanto a isso. Recuso-me tornar-me num sacana bruto e armado em esperto, apenas para facilitar qualquer tipo de interesse.
É a dura realidade, mas o meu feitio não muda, e dúvido muito que o fosse capaz de fazer. Terei de me contentar em ser o rapazinho simpático que as mães gostam, e as filhas desprezam.
A vida é definitivamente irónica.
Ou eu sou muito libertino com a minha simpatia, sou muito atrevido com os elogios que faço, ou então as mulheres definitivamente andam a bater mal.
Um elogio simpático, um gesto cavalheiro, dá logo azo a desconfiar e procurar motivos por detrás de tais comportamentos.
Minhas senhoras. Eu sou educado para toda a gente, e quando digo toda, eu digo mesmo toda a gente, até que me sejam dados motivos para ter um comportamento diferente.
Eu sorrio para toda a gente, e gosto de agradar as pessoas com pequenos gestos. Garanto que ir buscar uma água, puxar uma cadeira, dar passagem ao abrir uma porta, ou carregar uma caixa, se o faço, é porque não me custa nada. Se pensam que eu pensaria que por tão pequeno favor obtinha dali algum porveito de outro género, então definitivamente não são mulheres para mim.
Eu sou cordial, simpático, educado, bem disposto, paciente e calmo em maior parte das situações, é a minha natureza de ser, juntamente com o ar brincalhão e animado, com a frontalidade e sinceridade que me precedem.
Se preferiam que ignorasse, que vos mandasse à badamerda, que fosse bruto e antipático, com ar de sacana convencido, porque isso é que vos dá picam então admito já aqui ser um gajo muito pouco interessante. Eu sou como sou e não vou mudar.
É lixado nunca ser o que os outros querem, mas pouco posso fazer quanto a isso. Recuso-me tornar-me num sacana bruto e armado em esperto, apenas para facilitar qualquer tipo de interesse.
É a dura realidade, mas o meu feitio não muda, e dúvido muito que o fosse capaz de fazer. Terei de me contentar em ser o rapazinho simpático que as mães gostam, e as filhas desprezam.
A vida é definitivamente irónica.
terça-feira, agosto 11, 2009
Querer e não ter, é como mandar-me fod...
Sinto-me só. Triste e pedinte. A solidão é a única mão que me afaga, e o único sorriso que tenho é o negro e sombrio.
Vivo uma vida que me agrafa a boca, sem queixume, censurada pela dor da insatisfação.
Na verdade é isso mesmo, só queria uma mão, a cruzar os meus cabelos, a mimar o meu rosto, e que diga que vão existir dias melhores. Sinto falta do carinho de alguém que goste de mim daquele jeito, do jeito de quem mima pacientemente, um rezingão insatisfeito.
A vida é casa trabalho, pouco ou nada mais, uma rotina como tantas outras, e não serei o primeiro dos mortais a padecer de tal maleita, só que tenho a alma contrafeita, pensando que poderia ter muito mais.
Não procuro ninguém, acho que não me consigo dar se não me puder entregar a quem mereça o fardo que sou, e o bom que tenho para dar também. Mas preciso de alguém, quando sinto que não tenho ninguém a quem me confessar. Sinto falta de uma relação, de um mimo comprometido, prometido e cobrado, de um mimo aguardado, do colo de alguém que espera por mim.
Sinto falta que me alimentem uma esperança, um sonho, que me façam acreditar na magia de um futuro que me espera sorridente e amoroso, onde o carinho substitui a amargura de uma solidão entre multidões.
Só queria um sorriso comprometido esta semana.
Vivo uma vida que me agrafa a boca, sem queixume, censurada pela dor da insatisfação.
Na verdade é isso mesmo, só queria uma mão, a cruzar os meus cabelos, a mimar o meu rosto, e que diga que vão existir dias melhores. Sinto falta do carinho de alguém que goste de mim daquele jeito, do jeito de quem mima pacientemente, um rezingão insatisfeito.
A vida é casa trabalho, pouco ou nada mais, uma rotina como tantas outras, e não serei o primeiro dos mortais a padecer de tal maleita, só que tenho a alma contrafeita, pensando que poderia ter muito mais.
Não procuro ninguém, acho que não me consigo dar se não me puder entregar a quem mereça o fardo que sou, e o bom que tenho para dar também. Mas preciso de alguém, quando sinto que não tenho ninguém a quem me confessar. Sinto falta de uma relação, de um mimo comprometido, prometido e cobrado, de um mimo aguardado, do colo de alguém que espera por mim.
Sinto falta que me alimentem uma esperança, um sonho, que me façam acreditar na magia de um futuro que me espera sorridente e amoroso, onde o carinho substitui a amargura de uma solidão entre multidões.
Só queria um sorriso comprometido esta semana.
sexta-feira, julho 31, 2009
domingo, julho 19, 2009
Não sei que mais dizer.
Não sei muito sobre a vida e a morte, nem posso dizer que saiba muito sobre o bem e o mal, ou a alegria e a tristeza.
Sei o que a vida me deixou aprender, e sei o que consegui retirar do que se chamam lições de vida.
Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, não sou a mais perspicaz, não serei a mais paciente, a mais calma, o culminar da inocência, a ingenuidade pura, nem serei o melhor ou o pior de tudo, ou em algo.
Considero-me mediano, completamente mediano, não sou normal, ou comum, mas sou mediano, não sou especial, nem mais nem menos que a maioria das pessoas.
Tenho noção que a sabedoria é algo que se adquire durante a vida por vontade própria, não se absorve, não se depreende por simples contacto, é preciso querer, é preciso reflectir no tema, no assunto, nos problemas, no que queremos aprender, é preciso pensar muito bem e tentar juntar a lógica necessária para obter uma ideia geral sobre aquele tema.
A sabedoria acaba por ser o arquivar das experiências da vida, do modo que mais nos convém.
As pessoas são diferentes no meio de tanta coisa em comum, no meio de tanta mediocridade, e digo isto não no sentido depreciativo, mas a realidade é que o ser humano é em si o paradoxo da diferença na igualdade do ser.
Somos todos capazes dos gestos mais bonitos, dos mais feios, somos todos capazes de fazer bem e fazer mal.
Isto tudo para dizer que sou a anormalidade dentro do habitual, tenho tanto de diferente como tenho de comum com qualquer outra pessoa.
Acho que todos somos capazes de gostar de alguma coisa, ou de alguém, não interessa a intensidade, a frequência, não se impõem qualidade ou quantidade, o valor da paixão será sempre subjectiva.
Eu de maneira anormal gosto de alguém. Gosto de alguém à minha maneira, como acho que ninguém poderá alguma vez gostar, porque não são eu. Gosto de alguém porque gosto, não é segredo esta minha simplicidade no gesto de sentir afecto.
Se calhar pela primeira vez não sofro por gostar, apenas me compadeço por não ser compreendido.
Gosto, e quero, desejo o carinho de alguém como quem deseja ter um dia bom. Sentimento mais que normal e natural, algo que desejo todos os dias, um dia bom em que seja feliz, em que aconteçam mais coisas boas que más, um dia em que tu sejas comigo o que já foste muitas vezes, e por algum motivo me privaste de voltar a ver.
Sou paciente, sou persistente, sou porque gosto, senão se calhar não era, e não sei deixar de gostar, porque não quero deixar de gostar.
No fundo não estou entre a espada e a parede, eu sou a parede que deseja a espada.
Não faço segredo do que sinto, e tenho sempre imensa vontade em partilhar os meus sentimentos contigo, mas penso agora que se calhar isso faz de mim fraco, ou sufocante perante os teus olhos. Lamento não conseguir deixar de expressar o que sinto por ti, lamento não saber controlar esta vontade de te mimar e fazer bem.
É mais forte que eu querer proteger-te, querer cuidar de ti, gostar de te fazer rir, ser o motivo de um teu sorriso.
Não vou conseguir deixar de gostar de ti, porque não o quero fazer, nem seria capaz.
Vou continuar a gostar de ti, porque é o que sinto vontade de fazer. Mentia se tivesse a audácia de dizer que não me interessa o que tu pensas, ou o que sentes, mas mais uma vez digo que os meus sentimentos não necessitam da tua reciprocidade para existirem.
Sei que me posso magoar, que posso chorar, posso sentir a tua falta, sentir-me esquecido, posso dizer que estás distante, que me sinto baralhado e confuso pelas mensagens distintas que mandas. Sei que só posso esperar por ti, que só tenho que aceitar aquilo que és e quem és, e que foi por isso mesmo que acabei a gostar de ti.
Sei que não te é possivel dar o que mais almejo, sei que as coisas não são fáceis, sei que se calhar nem tens grandes razões ou motivos para gostar de mim, mas não me podes julgar por querer esperar, ou por morder a esperança de forma a alimentar a minha vontade.
Gosto de ti, e sei que já sabes disso, não existe mais razões para o voltar a dizer. E por aqui me fico. Fico à espera com a esperança, estendendo a mão que não te alcança, onde te ofereço o meu saber ser, a minha singela e errática maneira de gostar.
Sei o que a vida me deixou aprender, e sei o que consegui retirar do que se chamam lições de vida.
Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, não sou a mais perspicaz, não serei a mais paciente, a mais calma, o culminar da inocência, a ingenuidade pura, nem serei o melhor ou o pior de tudo, ou em algo.
Considero-me mediano, completamente mediano, não sou normal, ou comum, mas sou mediano, não sou especial, nem mais nem menos que a maioria das pessoas.
Tenho noção que a sabedoria é algo que se adquire durante a vida por vontade própria, não se absorve, não se depreende por simples contacto, é preciso querer, é preciso reflectir no tema, no assunto, nos problemas, no que queremos aprender, é preciso pensar muito bem e tentar juntar a lógica necessária para obter uma ideia geral sobre aquele tema.
A sabedoria acaba por ser o arquivar das experiências da vida, do modo que mais nos convém.
As pessoas são diferentes no meio de tanta coisa em comum, no meio de tanta mediocridade, e digo isto não no sentido depreciativo, mas a realidade é que o ser humano é em si o paradoxo da diferença na igualdade do ser.
Somos todos capazes dos gestos mais bonitos, dos mais feios, somos todos capazes de fazer bem e fazer mal.
Isto tudo para dizer que sou a anormalidade dentro do habitual, tenho tanto de diferente como tenho de comum com qualquer outra pessoa.
Acho que todos somos capazes de gostar de alguma coisa, ou de alguém, não interessa a intensidade, a frequência, não se impõem qualidade ou quantidade, o valor da paixão será sempre subjectiva.
Eu de maneira anormal gosto de alguém. Gosto de alguém à minha maneira, como acho que ninguém poderá alguma vez gostar, porque não são eu. Gosto de alguém porque gosto, não é segredo esta minha simplicidade no gesto de sentir afecto.
Se calhar pela primeira vez não sofro por gostar, apenas me compadeço por não ser compreendido.
Gosto, e quero, desejo o carinho de alguém como quem deseja ter um dia bom. Sentimento mais que normal e natural, algo que desejo todos os dias, um dia bom em que seja feliz, em que aconteçam mais coisas boas que más, um dia em que tu sejas comigo o que já foste muitas vezes, e por algum motivo me privaste de voltar a ver.
Sou paciente, sou persistente, sou porque gosto, senão se calhar não era, e não sei deixar de gostar, porque não quero deixar de gostar.
No fundo não estou entre a espada e a parede, eu sou a parede que deseja a espada.
Não faço segredo do que sinto, e tenho sempre imensa vontade em partilhar os meus sentimentos contigo, mas penso agora que se calhar isso faz de mim fraco, ou sufocante perante os teus olhos. Lamento não conseguir deixar de expressar o que sinto por ti, lamento não saber controlar esta vontade de te mimar e fazer bem.
É mais forte que eu querer proteger-te, querer cuidar de ti, gostar de te fazer rir, ser o motivo de um teu sorriso.
Não vou conseguir deixar de gostar de ti, porque não o quero fazer, nem seria capaz.
Vou continuar a gostar de ti, porque é o que sinto vontade de fazer. Mentia se tivesse a audácia de dizer que não me interessa o que tu pensas, ou o que sentes, mas mais uma vez digo que os meus sentimentos não necessitam da tua reciprocidade para existirem.
Sei que me posso magoar, que posso chorar, posso sentir a tua falta, sentir-me esquecido, posso dizer que estás distante, que me sinto baralhado e confuso pelas mensagens distintas que mandas. Sei que só posso esperar por ti, que só tenho que aceitar aquilo que és e quem és, e que foi por isso mesmo que acabei a gostar de ti.
Sei que não te é possivel dar o que mais almejo, sei que as coisas não são fáceis, sei que se calhar nem tens grandes razões ou motivos para gostar de mim, mas não me podes julgar por querer esperar, ou por morder a esperança de forma a alimentar a minha vontade.
Gosto de ti, e sei que já sabes disso, não existe mais razões para o voltar a dizer. E por aqui me fico. Fico à espera com a esperança, estendendo a mão que não te alcança, onde te ofereço o meu saber ser, a minha singela e errática maneira de gostar.
segunda-feira, julho 13, 2009
A minha persistência, a tua irresistivel essência.
Sempre em busca de ti, sinto-te distante, e eu aqui.
Não me vou embora, não vou baixar os braços, deixar de te querer, ou deixar-te de ver como vejo, recuso-me e não o faço.
Quero-te assim, quero-te bem, para mim.
Talvez não faça sentido, talvez seja cansaço, sei que não luto pelo impossível, luto pela felicidade que almejo, que desejo como quem sente o que sabe sentir.
Gosto de ti hoje, gosto de ti amanhã, nada muda, independentemente do que me dás ou do que me negas.
Sinto-te distante, e a afastar-me cada vez mais, e recuso-me a largar o que quero, o que sinto, o que decidi viver por mim.
Talvez seja o cansaço, talvez seja apenas a minha imaginação, mas continua tudo o mesmo para mim, tudo o que te disse, tudo o que te digo, todos os dias.
Não me esqueço de ti, és especial, gosto de ti e estou aqui. Vou cá ficar, sozinho ou como for, mas não vou deixar de sentir o que tenho para sentir, não me vou negar essa liberdade, a liberdade de gostar, venha a dor, venha o medo, ou venha o tempo, não me vou deixar cair nesse tormento.
És a minha música, o meu sorriso, és as mãos que me afagam o rosto, a força do meu pensamento, és musa, és esperança, numa felicidade que também dança, que se prende, cravada no meu peito.
Sei que me fazes feliz, e quero essa felicidade, ou ma dás ou conquisto-a. Não vou a lado nenhum.
(Acho que estas foram as palavras de um homem convicto, num dia de desespero, estando ele a escrever uma carta no café central de Motovun.)
Não me vou embora, não vou baixar os braços, deixar de te querer, ou deixar-te de ver como vejo, recuso-me e não o faço.
Quero-te assim, quero-te bem, para mim.
Talvez não faça sentido, talvez seja cansaço, sei que não luto pelo impossível, luto pela felicidade que almejo, que desejo como quem sente o que sabe sentir.
Gosto de ti hoje, gosto de ti amanhã, nada muda, independentemente do que me dás ou do que me negas.
Sinto-te distante, e a afastar-me cada vez mais, e recuso-me a largar o que quero, o que sinto, o que decidi viver por mim.
Talvez seja o cansaço, talvez seja apenas a minha imaginação, mas continua tudo o mesmo para mim, tudo o que te disse, tudo o que te digo, todos os dias.
Não me esqueço de ti, és especial, gosto de ti e estou aqui. Vou cá ficar, sozinho ou como for, mas não vou deixar de sentir o que tenho para sentir, não me vou negar essa liberdade, a liberdade de gostar, venha a dor, venha o medo, ou venha o tempo, não me vou deixar cair nesse tormento.
És a minha música, o meu sorriso, és as mãos que me afagam o rosto, a força do meu pensamento, és musa, és esperança, numa felicidade que também dança, que se prende, cravada no meu peito.
Sei que me fazes feliz, e quero essa felicidade, ou ma dás ou conquisto-a. Não vou a lado nenhum.
(Acho que estas foram as palavras de um homem convicto, num dia de desespero, estando ele a escrever uma carta no café central de Motovun.)
quarta-feira, julho 01, 2009
Fechei os olhos para te ver assim.
Encontrei-te à minha janela, e que silhueta tão bela, que cheiro tão bom, eras tu.
Estavas a olhar para o mar, embalada pelo som da brisa, alguns pássaros, e a onda que encosta à rocha.
Sossegada. Estavas tão sossegada que até tive medo de te incomodar, fiquei quieto a observar-te com um ar tão puro, mas presa por um olhar distante e perdido.
Não sabia em que pensavas, como sempre. Não sabia o que fazer por ti, mais uma vez.
O sol tocava-te na face, e a brisa descobria-te o pescoço afastando gentilmente os teus cabelos. Pareciam gestos meus, levados a cabo pela natureza. Que inveja tive eu daquela brisa, daquele sol. Queria ser eu a afastar-te os cabelos do pescoço, e dar-te um beijo quente e doce, no teu pescoço.
Parecias sozinha, compenetrada nos teus pensamentos. Não me parecias feliz, mas também não sabia dizer se estavas triste.
Queria tanto confortar-te, queria tanto fazer-te sentir segura.
Continuei a observar-te, a olhar-te com os olhos cheios de ternura, e a cabeça ocupada a pensar no que poderia fazer por ti.
Perdi o receio de te incomodar, perdi o medo de estar a envolver-me demasiado no teu espaço, perdi o medo, mas não quebrei o respeito que tenho por ti, pelo teu espaço, pelo teu mundo, foi apenas uma sensação mais forte do que tudo. Foi aquela sensação e necessidade de te agarrar, dizer que vai ficar tudo bem, que não te vou largar porque não quero nem posso, que vou cuidar de ti.
Dei os passos que tinha a dar na tua direcção, ganhei coragem, abracei-te por trás, senti as tuas costas coladas ao meu peito, abracei-te pela cintura, cheirei o teu cabelo, afastei-o, dei-te um beijo no pescoço e sussurrei ao teu ouvido "estou aqui, por ti e para ti."
De repente vejo o teu corpo a rodar nos meus braços, e a o teu corpo a virar-se para mim, a tua boca tão perto e eu tremi.
Puseste as tuas mãos em volta do meu pescoço e com um sorriso disseste, "eu senti-te ali ao canto a olhar para mim, e sei que estás aqui para mim, sem vontade de me largar.". Encostaste a cabeça no meu peito, e senti o teu sorriso bem perto do meu coração, senti o calor que precisava, senti que te tinha feito bem, e feliz por saberes que estava ali para ti.
Dei-te um beijo na testa e prometi que iria tudo ficar bem, e quando menos esperava, olhavas para mim com os olhos cheios de crença, como quem aceitava a minha promessa e a iria cobrar com carinho. Sorri para ti, e enquanto sorria e piscava os olhos senti os teus lábios perto dos meus. Beijei-te, num beijo profundo e eterno, e tudo o resto parou ali. Deixei-me ficar, agarrado a ti, e à promessa que te fiz.
Estavas a olhar para o mar, embalada pelo som da brisa, alguns pássaros, e a onda que encosta à rocha.
Sossegada. Estavas tão sossegada que até tive medo de te incomodar, fiquei quieto a observar-te com um ar tão puro, mas presa por um olhar distante e perdido.
Não sabia em que pensavas, como sempre. Não sabia o que fazer por ti, mais uma vez.
O sol tocava-te na face, e a brisa descobria-te o pescoço afastando gentilmente os teus cabelos. Pareciam gestos meus, levados a cabo pela natureza. Que inveja tive eu daquela brisa, daquele sol. Queria ser eu a afastar-te os cabelos do pescoço, e dar-te um beijo quente e doce, no teu pescoço.
Parecias sozinha, compenetrada nos teus pensamentos. Não me parecias feliz, mas também não sabia dizer se estavas triste.
Queria tanto confortar-te, queria tanto fazer-te sentir segura.
Continuei a observar-te, a olhar-te com os olhos cheios de ternura, e a cabeça ocupada a pensar no que poderia fazer por ti.
Perdi o receio de te incomodar, perdi o medo de estar a envolver-me demasiado no teu espaço, perdi o medo, mas não quebrei o respeito que tenho por ti, pelo teu espaço, pelo teu mundo, foi apenas uma sensação mais forte do que tudo. Foi aquela sensação e necessidade de te agarrar, dizer que vai ficar tudo bem, que não te vou largar porque não quero nem posso, que vou cuidar de ti.
Dei os passos que tinha a dar na tua direcção, ganhei coragem, abracei-te por trás, senti as tuas costas coladas ao meu peito, abracei-te pela cintura, cheirei o teu cabelo, afastei-o, dei-te um beijo no pescoço e sussurrei ao teu ouvido "estou aqui, por ti e para ti."
De repente vejo o teu corpo a rodar nos meus braços, e a o teu corpo a virar-se para mim, a tua boca tão perto e eu tremi.
Puseste as tuas mãos em volta do meu pescoço e com um sorriso disseste, "eu senti-te ali ao canto a olhar para mim, e sei que estás aqui para mim, sem vontade de me largar.". Encostaste a cabeça no meu peito, e senti o teu sorriso bem perto do meu coração, senti o calor que precisava, senti que te tinha feito bem, e feliz por saberes que estava ali para ti.
Dei-te um beijo na testa e prometi que iria tudo ficar bem, e quando menos esperava, olhavas para mim com os olhos cheios de crença, como quem aceitava a minha promessa e a iria cobrar com carinho. Sorri para ti, e enquanto sorria e piscava os olhos senti os teus lábios perto dos meus. Beijei-te, num beijo profundo e eterno, e tudo o resto parou ali. Deixei-me ficar, agarrado a ti, e à promessa que te fiz.
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