domingo, junho 20, 2010
sábado, junho 19, 2010
Está mesmo, mesmo para breve...
Já nem sei o que é escrever nisto, mas ficava mal não vir aqui mandar o bitaite... Olha agora que falamos nisto... quem é este gajo?!! E que raios faz aqui?!!
TODA A VERDADE! JÁ A SEGUIR.
(depois do intervalo publicitário, porra!)
TODA A VERDADE! JÁ A SEGUIR.
(depois do intervalo publicitário, porra!)
segunda-feira, agosto 24, 2009
Conclusões de um homem cansado.
É uma triste verdade, mas hoje em dia deito-me mais cedo que os meus sobrinhos de 4 anos de idade. Das duas uma, ou talvez ambas, eu estou a ficar um velhadas, cansadinho com o trabalho, stressadinho, etc, ou os meus sobrinhos andam a ficar uns atrevidos, que daqui a dias ninguém lhes põem a mão em cima.
Post Scriptum (sou gajo fino) - Enquanto escrevia a porcaria deste texto, ligou-me uma colega a falar de trabalho e em 5 minutos adormeci. Acordei agora e lembrei-me que tinha deixado o post a meio.
Acho mesmo que estou a ficar velho.
Ah, outra coisa que me preocupa, é que já sonho com o que tenho que fazer no outro dia. Ontem tive um pesadelo que preparava escrituras para a compra de 10 prédios rústicos (o detalhe de serem prédios rústicos) e o notário fazia aquilo tudo mal, e eu levava por tabela e tinha de fazer tudo de novo em 20 minutos.
Sinceramente, mais um bocado e se continuar assim, façam o favor de pegar na 9mm que está guardada e abaterem-me a tiro por piedade.
Post Scriptum (sou gajo fino) - Enquanto escrevia a porcaria deste texto, ligou-me uma colega a falar de trabalho e em 5 minutos adormeci. Acordei agora e lembrei-me que tinha deixado o post a meio.
Acho mesmo que estou a ficar velho.
Ah, outra coisa que me preocupa, é que já sonho com o que tenho que fazer no outro dia. Ontem tive um pesadelo que preparava escrituras para a compra de 10 prédios rústicos (o detalhe de serem prédios rústicos) e o notário fazia aquilo tudo mal, e eu levava por tabela e tinha de fazer tudo de novo em 20 minutos.
Sinceramente, mais um bocado e se continuar assim, façam o favor de pegar na 9mm que está guardada e abaterem-me a tiro por piedade.
sexta-feira, agosto 21, 2009
Um bocadinho tenso.
Não gosto de palhaços, pimentos ou atitudes manientas totalmente viradas para picardias.
Acho que de uma semana para cá ando com vontade de berrar, de mandar um estoiro em alguém, mas estou a aguentar-me demasiado bem. O problema é que de cada vez que evito rebentar e dar um valente berro e passar-me de vez, o esforço é tanto que fico com a vista turva.
Nunca me tomei por uma pessoa paciente, mas ultimamente toda a gente quer vender-me essa ideia, que sou muito paciente, muito calmo, muito respeitador, prestável e bom rapaz, e no entanto começo a entrar numa espiral comigo mesmo e a pensar que ou anda tudo a gozar comigo, ou estão a fazer a cama até eu passar-me por completo.
Acho que de uma semana para cá ando com vontade de berrar, de mandar um estoiro em alguém, mas estou a aguentar-me demasiado bem. O problema é que de cada vez que evito rebentar e dar um valente berro e passar-me de vez, o esforço é tanto que fico com a vista turva.
Nunca me tomei por uma pessoa paciente, mas ultimamente toda a gente quer vender-me essa ideia, que sou muito paciente, muito calmo, muito respeitador, prestável e bom rapaz, e no entanto começo a entrar numa espiral comigo mesmo e a pensar que ou anda tudo a gozar comigo, ou estão a fazer a cama até eu passar-me por completo.
Coisas que me espantam.
Hoje fui considerado um herói porque:
- Carreguei 4 cafés para a mesa só com uma mão enquanto com a outra levava duas águas e dois copos.
- Porque levei 12 dossiers escada acima, assim como dois ecrãs de computador, e duas cadeiras, evitando assim que alguma das colegas tivesse de carregar alguma coisa.
- Fui comprar copos de plástico para não terem de beber das latas.
- Porque fui comprar água para quem fez menção que tinha sede e tinham-se acabado as águas no escritório.
- Por ter feito dois contratos, um de partilha de divórcio e outro de arrendamento em cima do joelho só para encobrir a falha de alguém.
- Porque arrisquei-me a aventurar no mundo da jurisprudência sobre comércio de material informático, com isto perdendo umas boas horas.
- Por ter cedido o computador onde trabalhava, para que uma colega pudesse acabar o parecer, e voltar aos velhos costumes e fazer o meu trabalho à mão.
Ou seja no dia de hoje fui elogiado por estes gestos, tendo duas das pessoas em causa utilizado a palavra herói.
Se calhar de uma dessas pessoas engasgar, eu garanto que não tenho a mínima ideia do que fazer, mas prontamente deixo ali a pessoa estendida e vou buscar um copo de água. Para isso podem contar comigo.
Se querem dizer que sou atencioso, ou bom rapaz digam, agora dizer que sou herói ou uma jóia de rapaz, pelo amor de deus, não sejam levianos com as palavras e definições.
Eu apenas sou prestativo, de forma a não me ver tanto como inútil.
Muito sinceramente espanta-me como é que as pessoas podem considerar um pouco de boa educação e espírito de ajuda uma coisa fora do normal. Digo muito honestamente que pensava que estivessem já habituados a isso.
Acho que ou me ponho a pau, ou sou massacrado neste meio que nem um cordeirinho no meio de alcateias.
- Carreguei 4 cafés para a mesa só com uma mão enquanto com a outra levava duas águas e dois copos.
- Porque levei 12 dossiers escada acima, assim como dois ecrãs de computador, e duas cadeiras, evitando assim que alguma das colegas tivesse de carregar alguma coisa.
- Fui comprar copos de plástico para não terem de beber das latas.
- Porque fui comprar água para quem fez menção que tinha sede e tinham-se acabado as águas no escritório.
- Por ter feito dois contratos, um de partilha de divórcio e outro de arrendamento em cima do joelho só para encobrir a falha de alguém.
- Porque arrisquei-me a aventurar no mundo da jurisprudência sobre comércio de material informático, com isto perdendo umas boas horas.
- Por ter cedido o computador onde trabalhava, para que uma colega pudesse acabar o parecer, e voltar aos velhos costumes e fazer o meu trabalho à mão.
Ou seja no dia de hoje fui elogiado por estes gestos, tendo duas das pessoas em causa utilizado a palavra herói.
Se calhar de uma dessas pessoas engasgar, eu garanto que não tenho a mínima ideia do que fazer, mas prontamente deixo ali a pessoa estendida e vou buscar um copo de água. Para isso podem contar comigo.
Se querem dizer que sou atencioso, ou bom rapaz digam, agora dizer que sou herói ou uma jóia de rapaz, pelo amor de deus, não sejam levianos com as palavras e definições.
Eu apenas sou prestativo, de forma a não me ver tanto como inútil.
Muito sinceramente espanta-me como é que as pessoas podem considerar um pouco de boa educação e espírito de ajuda uma coisa fora do normal. Digo muito honestamente que pensava que estivessem já habituados a isso.
Acho que ou me ponho a pau, ou sou massacrado neste meio que nem um cordeirinho no meio de alcateias.
quinta-feira, agosto 20, 2009
Não se sintam especiais por causa disto.
Não entendo as pessoas que esboçam um grande sorriso ao constatar o óbvio, e muito menos quando logo de seguida correm a esconder o sorriso porque fez o tal click a dizer que aquele gesto foi parvo.
Existem certas pessoas, que adoram repetir as frases dos outros, confirmar o afirmativo do parceiro, atirar à praça as duas últimas sílabas da frase da pessoa com quem falam, apontar para quem aponta um sinal que aponta a direcção a seguir, coisas do género.
É verdade que existem pessoas que conseguem ser felizes assim, não dizendo nada de novo, interessante ou útil, e mesmo assim consideram-se extrovertidos e muito sociáveis porque repetem o que acabou de ser dito.
Quase que aposto que são pessoas que numa discussão filosófica ou de grande teor académico são capazes de usar o argumento "Quem diz é quem é.".
Ora é esse tipo de genialidade bruta que nos mostra o fundo da "cadeia alimentar intelectual" da nossa sociedade. São múmias do progresso no que toca ao raciocínio elementar, e verdadeiros atletas de meio fundo da estupidez mais singela, quase tão inocente de tanta pureza e ingenuidade boçal, que de repente se lembram passado muito tempo, entrar no meio de uma conversa para constatar uma merdinha qualquer.
Esse tipo de gente merece muito nesta vida, e nem estou a dizer que merecem coisas más, merecem coisas boas e muita felicidade, porque sem isso duvido que vão longe e sobrevivam.
Seja como for, não digo que sejam o pior tipo de pessoas, de facto não o são, e apenas pecam por ingenuidade e incapacidade, já por outro lado existem pessoas que optam mesmo por falhar, e serem completos elementos nulos. Por exemplo aquelas pessoas que ficam 4 anos a remoer um assunto, e depois constatam o óbvio assinando de maneira anónima. Esses para mim definitivamente ganham o prémio de obséquio à vida, porque só por muita boa vontade é que cá permanecem neste mundo, mas duvido que vão longe.
Existem certas pessoas, que adoram repetir as frases dos outros, confirmar o afirmativo do parceiro, atirar à praça as duas últimas sílabas da frase da pessoa com quem falam, apontar para quem aponta um sinal que aponta a direcção a seguir, coisas do género.
É verdade que existem pessoas que conseguem ser felizes assim, não dizendo nada de novo, interessante ou útil, e mesmo assim consideram-se extrovertidos e muito sociáveis porque repetem o que acabou de ser dito.
Quase que aposto que são pessoas que numa discussão filosófica ou de grande teor académico são capazes de usar o argumento "Quem diz é quem é.".
Ora é esse tipo de genialidade bruta que nos mostra o fundo da "cadeia alimentar intelectual" da nossa sociedade. São múmias do progresso no que toca ao raciocínio elementar, e verdadeiros atletas de meio fundo da estupidez mais singela, quase tão inocente de tanta pureza e ingenuidade boçal, que de repente se lembram passado muito tempo, entrar no meio de uma conversa para constatar uma merdinha qualquer.
Esse tipo de gente merece muito nesta vida, e nem estou a dizer que merecem coisas más, merecem coisas boas e muita felicidade, porque sem isso duvido que vão longe e sobrevivam.
Seja como for, não digo que sejam o pior tipo de pessoas, de facto não o são, e apenas pecam por ingenuidade e incapacidade, já por outro lado existem pessoas que optam mesmo por falhar, e serem completos elementos nulos. Por exemplo aquelas pessoas que ficam 4 anos a remoer um assunto, e depois constatam o óbvio assinando de maneira anónima. Esses para mim definitivamente ganham o prémio de obséquio à vida, porque só por muita boa vontade é que cá permanecem neste mundo, mas duvido que vão longe.
segunda-feira, agosto 17, 2009
It's a bit ironic...don't you think?
Plenamente convencido que as mulheres gostam de ser maltratadas. O facto de ser cavalheiro e sempre simpático, assusta muita mulher, com muita pouca razão de ser.
Ou eu sou muito libertino com a minha simpatia, sou muito atrevido com os elogios que faço, ou então as mulheres definitivamente andam a bater mal.
Um elogio simpático, um gesto cavalheiro, dá logo azo a desconfiar e procurar motivos por detrás de tais comportamentos.
Minhas senhoras. Eu sou educado para toda a gente, e quando digo toda, eu digo mesmo toda a gente, até que me sejam dados motivos para ter um comportamento diferente.
Eu sorrio para toda a gente, e gosto de agradar as pessoas com pequenos gestos. Garanto que ir buscar uma água, puxar uma cadeira, dar passagem ao abrir uma porta, ou carregar uma caixa, se o faço, é porque não me custa nada. Se pensam que eu pensaria que por tão pequeno favor obtinha dali algum porveito de outro género, então definitivamente não são mulheres para mim.
Eu sou cordial, simpático, educado, bem disposto, paciente e calmo em maior parte das situações, é a minha natureza de ser, juntamente com o ar brincalhão e animado, com a frontalidade e sinceridade que me precedem.
Se preferiam que ignorasse, que vos mandasse à badamerda, que fosse bruto e antipático, com ar de sacana convencido, porque isso é que vos dá picam então admito já aqui ser um gajo muito pouco interessante. Eu sou como sou e não vou mudar.
É lixado nunca ser o que os outros querem, mas pouco posso fazer quanto a isso. Recuso-me tornar-me num sacana bruto e armado em esperto, apenas para facilitar qualquer tipo de interesse.
É a dura realidade, mas o meu feitio não muda, e dúvido muito que o fosse capaz de fazer. Terei de me contentar em ser o rapazinho simpático que as mães gostam, e as filhas desprezam.
A vida é definitivamente irónica.
Ou eu sou muito libertino com a minha simpatia, sou muito atrevido com os elogios que faço, ou então as mulheres definitivamente andam a bater mal.
Um elogio simpático, um gesto cavalheiro, dá logo azo a desconfiar e procurar motivos por detrás de tais comportamentos.
Minhas senhoras. Eu sou educado para toda a gente, e quando digo toda, eu digo mesmo toda a gente, até que me sejam dados motivos para ter um comportamento diferente.
Eu sorrio para toda a gente, e gosto de agradar as pessoas com pequenos gestos. Garanto que ir buscar uma água, puxar uma cadeira, dar passagem ao abrir uma porta, ou carregar uma caixa, se o faço, é porque não me custa nada. Se pensam que eu pensaria que por tão pequeno favor obtinha dali algum porveito de outro género, então definitivamente não são mulheres para mim.
Eu sou cordial, simpático, educado, bem disposto, paciente e calmo em maior parte das situações, é a minha natureza de ser, juntamente com o ar brincalhão e animado, com a frontalidade e sinceridade que me precedem.
Se preferiam que ignorasse, que vos mandasse à badamerda, que fosse bruto e antipático, com ar de sacana convencido, porque isso é que vos dá picam então admito já aqui ser um gajo muito pouco interessante. Eu sou como sou e não vou mudar.
É lixado nunca ser o que os outros querem, mas pouco posso fazer quanto a isso. Recuso-me tornar-me num sacana bruto e armado em esperto, apenas para facilitar qualquer tipo de interesse.
É a dura realidade, mas o meu feitio não muda, e dúvido muito que o fosse capaz de fazer. Terei de me contentar em ser o rapazinho simpático que as mães gostam, e as filhas desprezam.
A vida é definitivamente irónica.
terça-feira, agosto 11, 2009
Querer e não ter, é como mandar-me fod...
Sinto-me só. Triste e pedinte. A solidão é a única mão que me afaga, e o único sorriso que tenho é o negro e sombrio.
Vivo uma vida que me agrafa a boca, sem queixume, censurada pela dor da insatisfação.
Na verdade é isso mesmo, só queria uma mão, a cruzar os meus cabelos, a mimar o meu rosto, e que diga que vão existir dias melhores. Sinto falta do carinho de alguém que goste de mim daquele jeito, do jeito de quem mima pacientemente, um rezingão insatisfeito.
A vida é casa trabalho, pouco ou nada mais, uma rotina como tantas outras, e não serei o primeiro dos mortais a padecer de tal maleita, só que tenho a alma contrafeita, pensando que poderia ter muito mais.
Não procuro ninguém, acho que não me consigo dar se não me puder entregar a quem mereça o fardo que sou, e o bom que tenho para dar também. Mas preciso de alguém, quando sinto que não tenho ninguém a quem me confessar. Sinto falta de uma relação, de um mimo comprometido, prometido e cobrado, de um mimo aguardado, do colo de alguém que espera por mim.
Sinto falta que me alimentem uma esperança, um sonho, que me façam acreditar na magia de um futuro que me espera sorridente e amoroso, onde o carinho substitui a amargura de uma solidão entre multidões.
Só queria um sorriso comprometido esta semana.
Vivo uma vida que me agrafa a boca, sem queixume, censurada pela dor da insatisfação.
Na verdade é isso mesmo, só queria uma mão, a cruzar os meus cabelos, a mimar o meu rosto, e que diga que vão existir dias melhores. Sinto falta do carinho de alguém que goste de mim daquele jeito, do jeito de quem mima pacientemente, um rezingão insatisfeito.
A vida é casa trabalho, pouco ou nada mais, uma rotina como tantas outras, e não serei o primeiro dos mortais a padecer de tal maleita, só que tenho a alma contrafeita, pensando que poderia ter muito mais.
Não procuro ninguém, acho que não me consigo dar se não me puder entregar a quem mereça o fardo que sou, e o bom que tenho para dar também. Mas preciso de alguém, quando sinto que não tenho ninguém a quem me confessar. Sinto falta de uma relação, de um mimo comprometido, prometido e cobrado, de um mimo aguardado, do colo de alguém que espera por mim.
Sinto falta que me alimentem uma esperança, um sonho, que me façam acreditar na magia de um futuro que me espera sorridente e amoroso, onde o carinho substitui a amargura de uma solidão entre multidões.
Só queria um sorriso comprometido esta semana.
sexta-feira, julho 31, 2009
domingo, julho 19, 2009
Não sei que mais dizer.
Não sei muito sobre a vida e a morte, nem posso dizer que saiba muito sobre o bem e o mal, ou a alegria e a tristeza.
Sei o que a vida me deixou aprender, e sei o que consegui retirar do que se chamam lições de vida.
Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, não sou a mais perspicaz, não serei a mais paciente, a mais calma, o culminar da inocência, a ingenuidade pura, nem serei o melhor ou o pior de tudo, ou em algo.
Considero-me mediano, completamente mediano, não sou normal, ou comum, mas sou mediano, não sou especial, nem mais nem menos que a maioria das pessoas.
Tenho noção que a sabedoria é algo que se adquire durante a vida por vontade própria, não se absorve, não se depreende por simples contacto, é preciso querer, é preciso reflectir no tema, no assunto, nos problemas, no que queremos aprender, é preciso pensar muito bem e tentar juntar a lógica necessária para obter uma ideia geral sobre aquele tema.
A sabedoria acaba por ser o arquivar das experiências da vida, do modo que mais nos convém.
As pessoas são diferentes no meio de tanta coisa em comum, no meio de tanta mediocridade, e digo isto não no sentido depreciativo, mas a realidade é que o ser humano é em si o paradoxo da diferença na igualdade do ser.
Somos todos capazes dos gestos mais bonitos, dos mais feios, somos todos capazes de fazer bem e fazer mal.
Isto tudo para dizer que sou a anormalidade dentro do habitual, tenho tanto de diferente como tenho de comum com qualquer outra pessoa.
Acho que todos somos capazes de gostar de alguma coisa, ou de alguém, não interessa a intensidade, a frequência, não se impõem qualidade ou quantidade, o valor da paixão será sempre subjectiva.
Eu de maneira anormal gosto de alguém. Gosto de alguém à minha maneira, como acho que ninguém poderá alguma vez gostar, porque não são eu. Gosto de alguém porque gosto, não é segredo esta minha simplicidade no gesto de sentir afecto.
Se calhar pela primeira vez não sofro por gostar, apenas me compadeço por não ser compreendido.
Gosto, e quero, desejo o carinho de alguém como quem deseja ter um dia bom. Sentimento mais que normal e natural, algo que desejo todos os dias, um dia bom em que seja feliz, em que aconteçam mais coisas boas que más, um dia em que tu sejas comigo o que já foste muitas vezes, e por algum motivo me privaste de voltar a ver.
Sou paciente, sou persistente, sou porque gosto, senão se calhar não era, e não sei deixar de gostar, porque não quero deixar de gostar.
No fundo não estou entre a espada e a parede, eu sou a parede que deseja a espada.
Não faço segredo do que sinto, e tenho sempre imensa vontade em partilhar os meus sentimentos contigo, mas penso agora que se calhar isso faz de mim fraco, ou sufocante perante os teus olhos. Lamento não conseguir deixar de expressar o que sinto por ti, lamento não saber controlar esta vontade de te mimar e fazer bem.
É mais forte que eu querer proteger-te, querer cuidar de ti, gostar de te fazer rir, ser o motivo de um teu sorriso.
Não vou conseguir deixar de gostar de ti, porque não o quero fazer, nem seria capaz.
Vou continuar a gostar de ti, porque é o que sinto vontade de fazer. Mentia se tivesse a audácia de dizer que não me interessa o que tu pensas, ou o que sentes, mas mais uma vez digo que os meus sentimentos não necessitam da tua reciprocidade para existirem.
Sei que me posso magoar, que posso chorar, posso sentir a tua falta, sentir-me esquecido, posso dizer que estás distante, que me sinto baralhado e confuso pelas mensagens distintas que mandas. Sei que só posso esperar por ti, que só tenho que aceitar aquilo que és e quem és, e que foi por isso mesmo que acabei a gostar de ti.
Sei que não te é possivel dar o que mais almejo, sei que as coisas não são fáceis, sei que se calhar nem tens grandes razões ou motivos para gostar de mim, mas não me podes julgar por querer esperar, ou por morder a esperança de forma a alimentar a minha vontade.
Gosto de ti, e sei que já sabes disso, não existe mais razões para o voltar a dizer. E por aqui me fico. Fico à espera com a esperança, estendendo a mão que não te alcança, onde te ofereço o meu saber ser, a minha singela e errática maneira de gostar.
Sei o que a vida me deixou aprender, e sei o que consegui retirar do que se chamam lições de vida.
Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, não sou a mais perspicaz, não serei a mais paciente, a mais calma, o culminar da inocência, a ingenuidade pura, nem serei o melhor ou o pior de tudo, ou em algo.
Considero-me mediano, completamente mediano, não sou normal, ou comum, mas sou mediano, não sou especial, nem mais nem menos que a maioria das pessoas.
Tenho noção que a sabedoria é algo que se adquire durante a vida por vontade própria, não se absorve, não se depreende por simples contacto, é preciso querer, é preciso reflectir no tema, no assunto, nos problemas, no que queremos aprender, é preciso pensar muito bem e tentar juntar a lógica necessária para obter uma ideia geral sobre aquele tema.
A sabedoria acaba por ser o arquivar das experiências da vida, do modo que mais nos convém.
As pessoas são diferentes no meio de tanta coisa em comum, no meio de tanta mediocridade, e digo isto não no sentido depreciativo, mas a realidade é que o ser humano é em si o paradoxo da diferença na igualdade do ser.
Somos todos capazes dos gestos mais bonitos, dos mais feios, somos todos capazes de fazer bem e fazer mal.
Isto tudo para dizer que sou a anormalidade dentro do habitual, tenho tanto de diferente como tenho de comum com qualquer outra pessoa.
Acho que todos somos capazes de gostar de alguma coisa, ou de alguém, não interessa a intensidade, a frequência, não se impõem qualidade ou quantidade, o valor da paixão será sempre subjectiva.
Eu de maneira anormal gosto de alguém. Gosto de alguém à minha maneira, como acho que ninguém poderá alguma vez gostar, porque não são eu. Gosto de alguém porque gosto, não é segredo esta minha simplicidade no gesto de sentir afecto.
Se calhar pela primeira vez não sofro por gostar, apenas me compadeço por não ser compreendido.
Gosto, e quero, desejo o carinho de alguém como quem deseja ter um dia bom. Sentimento mais que normal e natural, algo que desejo todos os dias, um dia bom em que seja feliz, em que aconteçam mais coisas boas que más, um dia em que tu sejas comigo o que já foste muitas vezes, e por algum motivo me privaste de voltar a ver.
Sou paciente, sou persistente, sou porque gosto, senão se calhar não era, e não sei deixar de gostar, porque não quero deixar de gostar.
No fundo não estou entre a espada e a parede, eu sou a parede que deseja a espada.
Não faço segredo do que sinto, e tenho sempre imensa vontade em partilhar os meus sentimentos contigo, mas penso agora que se calhar isso faz de mim fraco, ou sufocante perante os teus olhos. Lamento não conseguir deixar de expressar o que sinto por ti, lamento não saber controlar esta vontade de te mimar e fazer bem.
É mais forte que eu querer proteger-te, querer cuidar de ti, gostar de te fazer rir, ser o motivo de um teu sorriso.
Não vou conseguir deixar de gostar de ti, porque não o quero fazer, nem seria capaz.
Vou continuar a gostar de ti, porque é o que sinto vontade de fazer. Mentia se tivesse a audácia de dizer que não me interessa o que tu pensas, ou o que sentes, mas mais uma vez digo que os meus sentimentos não necessitam da tua reciprocidade para existirem.
Sei que me posso magoar, que posso chorar, posso sentir a tua falta, sentir-me esquecido, posso dizer que estás distante, que me sinto baralhado e confuso pelas mensagens distintas que mandas. Sei que só posso esperar por ti, que só tenho que aceitar aquilo que és e quem és, e que foi por isso mesmo que acabei a gostar de ti.
Sei que não te é possivel dar o que mais almejo, sei que as coisas não são fáceis, sei que se calhar nem tens grandes razões ou motivos para gostar de mim, mas não me podes julgar por querer esperar, ou por morder a esperança de forma a alimentar a minha vontade.
Gosto de ti, e sei que já sabes disso, não existe mais razões para o voltar a dizer. E por aqui me fico. Fico à espera com a esperança, estendendo a mão que não te alcança, onde te ofereço o meu saber ser, a minha singela e errática maneira de gostar.
segunda-feira, julho 13, 2009
A minha persistência, a tua irresistivel essência.
Sempre em busca de ti, sinto-te distante, e eu aqui.
Não me vou embora, não vou baixar os braços, deixar de te querer, ou deixar-te de ver como vejo, recuso-me e não o faço.
Quero-te assim, quero-te bem, para mim.
Talvez não faça sentido, talvez seja cansaço, sei que não luto pelo impossível, luto pela felicidade que almejo, que desejo como quem sente o que sabe sentir.
Gosto de ti hoje, gosto de ti amanhã, nada muda, independentemente do que me dás ou do que me negas.
Sinto-te distante, e a afastar-me cada vez mais, e recuso-me a largar o que quero, o que sinto, o que decidi viver por mim.
Talvez seja o cansaço, talvez seja apenas a minha imaginação, mas continua tudo o mesmo para mim, tudo o que te disse, tudo o que te digo, todos os dias.
Não me esqueço de ti, és especial, gosto de ti e estou aqui. Vou cá ficar, sozinho ou como for, mas não vou deixar de sentir o que tenho para sentir, não me vou negar essa liberdade, a liberdade de gostar, venha a dor, venha o medo, ou venha o tempo, não me vou deixar cair nesse tormento.
És a minha música, o meu sorriso, és as mãos que me afagam o rosto, a força do meu pensamento, és musa, és esperança, numa felicidade que também dança, que se prende, cravada no meu peito.
Sei que me fazes feliz, e quero essa felicidade, ou ma dás ou conquisto-a. Não vou a lado nenhum.
(Acho que estas foram as palavras de um homem convicto, num dia de desespero, estando ele a escrever uma carta no café central de Motovun.)
Não me vou embora, não vou baixar os braços, deixar de te querer, ou deixar-te de ver como vejo, recuso-me e não o faço.
Quero-te assim, quero-te bem, para mim.
Talvez não faça sentido, talvez seja cansaço, sei que não luto pelo impossível, luto pela felicidade que almejo, que desejo como quem sente o que sabe sentir.
Gosto de ti hoje, gosto de ti amanhã, nada muda, independentemente do que me dás ou do que me negas.
Sinto-te distante, e a afastar-me cada vez mais, e recuso-me a largar o que quero, o que sinto, o que decidi viver por mim.
Talvez seja o cansaço, talvez seja apenas a minha imaginação, mas continua tudo o mesmo para mim, tudo o que te disse, tudo o que te digo, todos os dias.
Não me esqueço de ti, és especial, gosto de ti e estou aqui. Vou cá ficar, sozinho ou como for, mas não vou deixar de sentir o que tenho para sentir, não me vou negar essa liberdade, a liberdade de gostar, venha a dor, venha o medo, ou venha o tempo, não me vou deixar cair nesse tormento.
És a minha música, o meu sorriso, és as mãos que me afagam o rosto, a força do meu pensamento, és musa, és esperança, numa felicidade que também dança, que se prende, cravada no meu peito.
Sei que me fazes feliz, e quero essa felicidade, ou ma dás ou conquisto-a. Não vou a lado nenhum.
(Acho que estas foram as palavras de um homem convicto, num dia de desespero, estando ele a escrever uma carta no café central de Motovun.)
quarta-feira, julho 01, 2009
Fechei os olhos para te ver assim.
Encontrei-te à minha janela, e que silhueta tão bela, que cheiro tão bom, eras tu.
Estavas a olhar para o mar, embalada pelo som da brisa, alguns pássaros, e a onda que encosta à rocha.
Sossegada. Estavas tão sossegada que até tive medo de te incomodar, fiquei quieto a observar-te com um ar tão puro, mas presa por um olhar distante e perdido.
Não sabia em que pensavas, como sempre. Não sabia o que fazer por ti, mais uma vez.
O sol tocava-te na face, e a brisa descobria-te o pescoço afastando gentilmente os teus cabelos. Pareciam gestos meus, levados a cabo pela natureza. Que inveja tive eu daquela brisa, daquele sol. Queria ser eu a afastar-te os cabelos do pescoço, e dar-te um beijo quente e doce, no teu pescoço.
Parecias sozinha, compenetrada nos teus pensamentos. Não me parecias feliz, mas também não sabia dizer se estavas triste.
Queria tanto confortar-te, queria tanto fazer-te sentir segura.
Continuei a observar-te, a olhar-te com os olhos cheios de ternura, e a cabeça ocupada a pensar no que poderia fazer por ti.
Perdi o receio de te incomodar, perdi o medo de estar a envolver-me demasiado no teu espaço, perdi o medo, mas não quebrei o respeito que tenho por ti, pelo teu espaço, pelo teu mundo, foi apenas uma sensação mais forte do que tudo. Foi aquela sensação e necessidade de te agarrar, dizer que vai ficar tudo bem, que não te vou largar porque não quero nem posso, que vou cuidar de ti.
Dei os passos que tinha a dar na tua direcção, ganhei coragem, abracei-te por trás, senti as tuas costas coladas ao meu peito, abracei-te pela cintura, cheirei o teu cabelo, afastei-o, dei-te um beijo no pescoço e sussurrei ao teu ouvido "estou aqui, por ti e para ti."
De repente vejo o teu corpo a rodar nos meus braços, e a o teu corpo a virar-se para mim, a tua boca tão perto e eu tremi.
Puseste as tuas mãos em volta do meu pescoço e com um sorriso disseste, "eu senti-te ali ao canto a olhar para mim, e sei que estás aqui para mim, sem vontade de me largar.". Encostaste a cabeça no meu peito, e senti o teu sorriso bem perto do meu coração, senti o calor que precisava, senti que te tinha feito bem, e feliz por saberes que estava ali para ti.
Dei-te um beijo na testa e prometi que iria tudo ficar bem, e quando menos esperava, olhavas para mim com os olhos cheios de crença, como quem aceitava a minha promessa e a iria cobrar com carinho. Sorri para ti, e enquanto sorria e piscava os olhos senti os teus lábios perto dos meus. Beijei-te, num beijo profundo e eterno, e tudo o resto parou ali. Deixei-me ficar, agarrado a ti, e à promessa que te fiz.
Estavas a olhar para o mar, embalada pelo som da brisa, alguns pássaros, e a onda que encosta à rocha.
Sossegada. Estavas tão sossegada que até tive medo de te incomodar, fiquei quieto a observar-te com um ar tão puro, mas presa por um olhar distante e perdido.
Não sabia em que pensavas, como sempre. Não sabia o que fazer por ti, mais uma vez.
O sol tocava-te na face, e a brisa descobria-te o pescoço afastando gentilmente os teus cabelos. Pareciam gestos meus, levados a cabo pela natureza. Que inveja tive eu daquela brisa, daquele sol. Queria ser eu a afastar-te os cabelos do pescoço, e dar-te um beijo quente e doce, no teu pescoço.
Parecias sozinha, compenetrada nos teus pensamentos. Não me parecias feliz, mas também não sabia dizer se estavas triste.
Queria tanto confortar-te, queria tanto fazer-te sentir segura.
Continuei a observar-te, a olhar-te com os olhos cheios de ternura, e a cabeça ocupada a pensar no que poderia fazer por ti.
Perdi o receio de te incomodar, perdi o medo de estar a envolver-me demasiado no teu espaço, perdi o medo, mas não quebrei o respeito que tenho por ti, pelo teu espaço, pelo teu mundo, foi apenas uma sensação mais forte do que tudo. Foi aquela sensação e necessidade de te agarrar, dizer que vai ficar tudo bem, que não te vou largar porque não quero nem posso, que vou cuidar de ti.
Dei os passos que tinha a dar na tua direcção, ganhei coragem, abracei-te por trás, senti as tuas costas coladas ao meu peito, abracei-te pela cintura, cheirei o teu cabelo, afastei-o, dei-te um beijo no pescoço e sussurrei ao teu ouvido "estou aqui, por ti e para ti."
De repente vejo o teu corpo a rodar nos meus braços, e a o teu corpo a virar-se para mim, a tua boca tão perto e eu tremi.
Puseste as tuas mãos em volta do meu pescoço e com um sorriso disseste, "eu senti-te ali ao canto a olhar para mim, e sei que estás aqui para mim, sem vontade de me largar.". Encostaste a cabeça no meu peito, e senti o teu sorriso bem perto do meu coração, senti o calor que precisava, senti que te tinha feito bem, e feliz por saberes que estava ali para ti.
Dei-te um beijo na testa e prometi que iria tudo ficar bem, e quando menos esperava, olhavas para mim com os olhos cheios de crença, como quem aceitava a minha promessa e a iria cobrar com carinho. Sorri para ti, e enquanto sorria e piscava os olhos senti os teus lábios perto dos meus. Beijei-te, num beijo profundo e eterno, e tudo o resto parou ali. Deixei-me ficar, agarrado a ti, e à promessa que te fiz.
sexta-feira, junho 26, 2009
Só contigo.
Sinto-me diferente. Diferente do que normalmente sou.
Sou uma pessoa independente, que embora seja tolerante e paciente, nunca vira a cara, e nunca gosta de sair por baixo, nunca se rende, nunca se entrega, sou um quanto orgulhoso, principalmente para evitar sair magoado.
É muito raro rebaixar-me, mesmo perante as pessoas que amo, família, ou amigos.
Não deixo que me metam a mão em cima, que me saibam transparente, claro como água, nunca entrego os meus pensamentos de bandeja, nunca partilho o que sinto sem calcular os efeitos.
Talvez por isso me sinta parvo, por me render a ti tão facilmente.
Se calhar vem dai o meu receio, por não saber o que pensas de mim, o que sentes, e eu ser tão descaradamente explicito sobre o que sinto ou penso de ti.
Não me entrego por completo, mas sei que se calhar basta pedires que me dou, basta chamares que eu vou, basta um sorriso meigo que me desarme.
Não te resisto, não sei porquê. Não é ao teu charme, nem será pela tua beleza, pelas tuas qualidades. Não te resisto pela tua simplicidade, por seres diferente, por seres algo que me fascina de um modo que nunca pensei que tivesse efeito em mim. Porque é raro que não me importe de como sejas, quero todos os pedaços de ti, todos os que me possas dar e guardo-os com carinho, dou-lhes valor, mesmo que sejam migalhas, para mim são gestos que recordo e vivo com vontade.
Sinto-me estúpido e feliz ao mesmo tempo, tenho receio que não gostes que eu seja assim contigo, que não queiras que te veja como alguém especial, mas eu não te consigo ver de outra forma.
Por vezes sei que pode ser complicado, sei que por vezes a minha sinceridade e frontalidade pode chocar, mas não sei ser de outra forma contigo, que não de forma pura, de forma clara.
Tenho necessidade de dizer o que sinto, e espero sempre que aceites aquilo que sou.
Sou uma pessoa independente, que embora seja tolerante e paciente, nunca vira a cara, e nunca gosta de sair por baixo, nunca se rende, nunca se entrega, sou um quanto orgulhoso, principalmente para evitar sair magoado.
É muito raro rebaixar-me, mesmo perante as pessoas que amo, família, ou amigos.
Não deixo que me metam a mão em cima, que me saibam transparente, claro como água, nunca entrego os meus pensamentos de bandeja, nunca partilho o que sinto sem calcular os efeitos.
Talvez por isso me sinta parvo, por me render a ti tão facilmente.
Se calhar vem dai o meu receio, por não saber o que pensas de mim, o que sentes, e eu ser tão descaradamente explicito sobre o que sinto ou penso de ti.
Não me entrego por completo, mas sei que se calhar basta pedires que me dou, basta chamares que eu vou, basta um sorriso meigo que me desarme.
Não te resisto, não sei porquê. Não é ao teu charme, nem será pela tua beleza, pelas tuas qualidades. Não te resisto pela tua simplicidade, por seres diferente, por seres algo que me fascina de um modo que nunca pensei que tivesse efeito em mim. Porque é raro que não me importe de como sejas, quero todos os pedaços de ti, todos os que me possas dar e guardo-os com carinho, dou-lhes valor, mesmo que sejam migalhas, para mim são gestos que recordo e vivo com vontade.
Sinto-me estúpido e feliz ao mesmo tempo, tenho receio que não gostes que eu seja assim contigo, que não queiras que te veja como alguém especial, mas eu não te consigo ver de outra forma.
Por vezes sei que pode ser complicado, sei que por vezes a minha sinceridade e frontalidade pode chocar, mas não sei ser de outra forma contigo, que não de forma pura, de forma clara.
Tenho necessidade de dizer o que sinto, e espero sempre que aceites aquilo que sou.
quinta-feira, junho 25, 2009
Declaração ao acordar.
É na meiguice de quem és profundamente, alheada de qualquer máscara, ou qualquer pose para o mundo, é nesse carinho, nessa meiguice da tua simplicidade, é aí mesmo que me entrego.
Na tua voz doce e cansada, a quem o sono abate qualquer defesa, é ai que te vejo linda, de tamanho brilho e encanto.
Quando o tempo permite, e a disposição se acerta, consigo sentir-me especial. Não te escondo que o teu mimo, ou apenas o facto de te lembrares de mim, uma certa atenção dedicada a quem sou, aquele toque gentil e suave de quem também me vive um bocado, tudo isso não te nego que me faz sentir bem.
Com tão pouco fazes-me feliz, e das duas uma, ou contento-me facilmente, ou realmente és de tal maneira diferente e especial, que o teu pouco para mim é muito, e o teu muito será para mim um sonho, algo que quero ter esperança de viver um dia.
Sou capaz de me imaginar nos maiores carinhos contigo, e os maiores serão os mais simples. Os meus dedos a passar pelos teus braços, um entrelaçar de dedos, o encostar da cabeça uma na outra, descansar no teu ombro, pousar a cabeça no teu colo, esse tipo de mimos faz-me ganhar o dia, e só os imagino. Nem consigo ponderar como seria vive-los todos os dias.
Acho que todo este post, serve para dizer, mesmo com medo que aches demasiado, ou exagerado, preciso de te dizer que fazes-me bem, que me fazes sorrir, que és uma doce e excelente companhia, que me conquistas todos os dias, quando deveria ser eu a tentar conquistar-te, e que não imagino já um dia sem pensar em ti, sem te sentir de alguma forma. Não sei o que isto é, só sei que é bom de se sentir.
Na tua voz doce e cansada, a quem o sono abate qualquer defesa, é ai que te vejo linda, de tamanho brilho e encanto.
Quando o tempo permite, e a disposição se acerta, consigo sentir-me especial. Não te escondo que o teu mimo, ou apenas o facto de te lembrares de mim, uma certa atenção dedicada a quem sou, aquele toque gentil e suave de quem também me vive um bocado, tudo isso não te nego que me faz sentir bem.
Com tão pouco fazes-me feliz, e das duas uma, ou contento-me facilmente, ou realmente és de tal maneira diferente e especial, que o teu pouco para mim é muito, e o teu muito será para mim um sonho, algo que quero ter esperança de viver um dia.
Sou capaz de me imaginar nos maiores carinhos contigo, e os maiores serão os mais simples. Os meus dedos a passar pelos teus braços, um entrelaçar de dedos, o encostar da cabeça uma na outra, descansar no teu ombro, pousar a cabeça no teu colo, esse tipo de mimos faz-me ganhar o dia, e só os imagino. Nem consigo ponderar como seria vive-los todos os dias.
Acho que todo este post, serve para dizer, mesmo com medo que aches demasiado, ou exagerado, preciso de te dizer que fazes-me bem, que me fazes sorrir, que és uma doce e excelente companhia, que me conquistas todos os dias, quando deveria ser eu a tentar conquistar-te, e que não imagino já um dia sem pensar em ti, sem te sentir de alguma forma. Não sei o que isto é, só sei que é bom de se sentir.
sábado, junho 20, 2009
Coisas do meu ser.
Sinto-me estúpido. Sinto que por vezes não me compreendem porque nem eu me consigo compreender. Tenho maneirismos próprios, que preciso de ultrapassar por vezes, ou tentar camuflar, mas que invariavelmente fazem parte de mim.
Quando estou preocupado com alguém que me diz muito, fico cego. A preocupação consome a cada minuto que sou incapaz de acalma-la ou de resolver a situação. Normalmente quando estou verdadeiramente preocupado com algo, ou se estou incomodado com alguma coisa, tenho alguns "tiques" ou maneirismos nervosos. Primeiro é o começar a falar, dizer coisas sem nexo que me desocupem a cabeça, o tentar distrair dizendo disparates ou coisas sem nexo, e falo, falo, de forma a dar um pouco de descanso à minha mente concentrada na minha preocupação.
Segundo é que bloqueio, bloqueio as percepções de tudo o que vem do exterior, e no entanto tudo me afecta. Uma brincadeira, um comentário, por vezes até o facto de me tentarem animar incomoda. Estou preocupado e não vejo mais nada à frente. Atenção estou a falar de uma preocupação grande, por exemplo com alguém de quem goste muito.
E quando é assim fico um pouco concentrado nessa preocupação, e tenho reacções diferentes do meu comportamento normal.
Seja como for, odeio quando isto acontece.
Odeio deixar-me embeber por certas preocupações, mesmo que estas mereçam mesmo toda a minha atenção, mas que não seja capaz de desligar-me disso, e saber como reagir a tudo o resto em paralelo.
Desculpa pela minha reacção. Se calhar não foi a única, nem será a última, mas tens de ter um pouco de paciência comigo, e todos podemos cair neste erro uma vez por outra.
Desculpa por não ter emendado logo a situação, mas por vezes custa-me a largar certas partes de mim, mesmo as erradas.
E peço desculpa, não por gostar de ti, mas porque és alguém que respeito muito, e que merece sempre o melhor de mim, por isso desculpa quando falho em dar o melhor de mim.
Gosto de ti e tenho medo. Tenho medo que sejam estas pequenas coisas que sirvam de desculpa para outras coisas. Tenho receio de perder, mesmo aquilo que não é meu, mas de deixar escapar tudo aquilo que fui tentando cativar com o melhor que tenho em mim.
Penso por vezes que as minhas qualidades não são suficientes para compensar os meus estúpidos defeitos, e dai andar numa eterna luta para os suprimir.
Era capaz de te tratar sempre com mimo e carinho, e ser tratado da mesma forma, mas por vezes isso simplesmente não acontece.
Desculpa por vezes falhar-te tanto, de modo a que fique sentir que deitei tudo a perder, de ficar com medo de ter posto em risco aquilo porque luto, e por vezes por algo tão pequeno.
Compreende o meu receio, compreende os meus erros, só os cometo, e só peço perdão por eles porque o que mais importa és tu.
Por vezes posso dar uma ideia errada do que sinto, outras vezes espero que compreendas que algumas reacções são insignificantemente passageiras, e reféns de um estado de espírito do momento.
Agora espero que 98% do tempo em que tento melhorar, tento estar bem contigo, tento ser o melhor que posso, não sejam prejudicados por 2% de falhas.
Se assim for, falhei mais do que pensava. Odeio pensar que se acaba toda a minha esperança, por algo tão pequeno. São os feitios que se moldam, aos poucos, e lamento não ser mais rápido em limar os meus defeitos.
No fim de tudo, gosto de ti porque gosto, não quero perder-te, mesmo que te tenha tão pouco, quero sorrisos e meiguices, só tenho de aprender a conquistar, em merecer tudo isso, e não ficar habituado a que tudo venha a mim.
Gosto de ti e isso não consigo mudar, nem quero.
Quando estou preocupado com alguém que me diz muito, fico cego. A preocupação consome a cada minuto que sou incapaz de acalma-la ou de resolver a situação. Normalmente quando estou verdadeiramente preocupado com algo, ou se estou incomodado com alguma coisa, tenho alguns "tiques" ou maneirismos nervosos. Primeiro é o começar a falar, dizer coisas sem nexo que me desocupem a cabeça, o tentar distrair dizendo disparates ou coisas sem nexo, e falo, falo, de forma a dar um pouco de descanso à minha mente concentrada na minha preocupação.
Segundo é que bloqueio, bloqueio as percepções de tudo o que vem do exterior, e no entanto tudo me afecta. Uma brincadeira, um comentário, por vezes até o facto de me tentarem animar incomoda. Estou preocupado e não vejo mais nada à frente. Atenção estou a falar de uma preocupação grande, por exemplo com alguém de quem goste muito.
E quando é assim fico um pouco concentrado nessa preocupação, e tenho reacções diferentes do meu comportamento normal.
Seja como for, odeio quando isto acontece.
Odeio deixar-me embeber por certas preocupações, mesmo que estas mereçam mesmo toda a minha atenção, mas que não seja capaz de desligar-me disso, e saber como reagir a tudo o resto em paralelo.
Desculpa pela minha reacção. Se calhar não foi a única, nem será a última, mas tens de ter um pouco de paciência comigo, e todos podemos cair neste erro uma vez por outra.
Desculpa por não ter emendado logo a situação, mas por vezes custa-me a largar certas partes de mim, mesmo as erradas.
E peço desculpa, não por gostar de ti, mas porque és alguém que respeito muito, e que merece sempre o melhor de mim, por isso desculpa quando falho em dar o melhor de mim.
Gosto de ti e tenho medo. Tenho medo que sejam estas pequenas coisas que sirvam de desculpa para outras coisas. Tenho receio de perder, mesmo aquilo que não é meu, mas de deixar escapar tudo aquilo que fui tentando cativar com o melhor que tenho em mim.
Penso por vezes que as minhas qualidades não são suficientes para compensar os meus estúpidos defeitos, e dai andar numa eterna luta para os suprimir.
Era capaz de te tratar sempre com mimo e carinho, e ser tratado da mesma forma, mas por vezes isso simplesmente não acontece.
Desculpa por vezes falhar-te tanto, de modo a que fique sentir que deitei tudo a perder, de ficar com medo de ter posto em risco aquilo porque luto, e por vezes por algo tão pequeno.
Compreende o meu receio, compreende os meus erros, só os cometo, e só peço perdão por eles porque o que mais importa és tu.
Por vezes posso dar uma ideia errada do que sinto, outras vezes espero que compreendas que algumas reacções são insignificantemente passageiras, e reféns de um estado de espírito do momento.
Agora espero que 98% do tempo em que tento melhorar, tento estar bem contigo, tento ser o melhor que posso, não sejam prejudicados por 2% de falhas.
Se assim for, falhei mais do que pensava. Odeio pensar que se acaba toda a minha esperança, por algo tão pequeno. São os feitios que se moldam, aos poucos, e lamento não ser mais rápido em limar os meus defeitos.
No fim de tudo, gosto de ti porque gosto, não quero perder-te, mesmo que te tenha tão pouco, quero sorrisos e meiguices, só tenho de aprender a conquistar, em merecer tudo isso, e não ficar habituado a que tudo venha a mim.
Gosto de ti e isso não consigo mudar, nem quero.
domingo, junho 14, 2009
Talvez expliquem melhor que eu.
When I see your smile
Tears run down my face I can't replace
And now that I'm strong I have figured out
How this world turns cold and it breaks through my soul
And I know I'll find deep inside me I can be the one
I will never let you fall
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all
Even if saving you sends me to heaven
It's okay. It's okay. It's okay.
Seasons are changing
And waves are crashing
And stars are falling all for us
Days grow longer and nights grow shorter
I can show you I'll be the one
I will never let you fall (let you fall)
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all (through it all)
Even if saving you sends me to heaven
Cuz you're my, you're my, my, my true love, my whole heart
Please don't throw that away
Cuz I'm here for you
Please don't walk away and
Please tell me you'll stay, stay
Use me as you will
Pull my strings just for a thrill
And I know I'll be okay
Though my skies are turning gray
I will never let you fall
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all
Even if saving you sends me to heaven
[to fade]
E porque por vezes as minhas palavras podem não ser suficientes, deixo que a musica fale por mim, e a negrito vai tudo o que te gostava de poder dizer, isto se ainda não leste o mail que te mandei. Pode ser que tudo seja em vão, que não tenha sequer oportunidade de mostrar nada, de provar nada, mas seja como for fica aqui de outra forma explicado aquilo que sinto.
Você decide.
Sentados na relva lado a lado. Os suspiros voavam alto, acabados de sair de um casulo que se formou na antecipação daquele momento.
As mãos não se tocavam, mas estavam tão perto. Os olhares não se encontravam, mas cruzavam-se constantemente entre eles.
Era possível ouvir o palpitar do coração de cada um, uma cadência ritmada que acompanhava o pulsar de ambos.
Ele abanava o pé em sinal de nervosismo, ela encaracolava o cabelo, e nem uma palavra se trocava.
Era claro que ele esperava nitidamente que ela olhasse para ele e fosse capaz de dizer o que sentia, ela esperava o mesmo da parte dele, mas nenhum falou.
Nem sabia bem porquê mas ele sentia um certo medo em dizer o que pensava, o que sentia, podia não ser compreendido, podia ela achar que era um exagero, podia afasta-lo, já noutras alturas coisas semelhantes tinham acontecido.
Existia nele um temor de ser inconveniente, mas ele estava sedento pela atenção dela, pelos seus carinhos, por poder explodir e ser quem sentia que devia ser, mas não tinha a certeza do que fazer, nem sabia se havia a mínima possibilidade de ela gostar dele.
Ele sentia um aperto tão grande no peito, ele queria falar e não conseguia, ele queria explicar e não conseguia, e ela sempre serena como se estivesse alheia a tudo.
Decidiu falar, mas depois conteve-se, repensou no que ia a dizer, estava preparado para falar, mas travou. Ele sabe perfeitamente o que sente, mas sabe que não o deveria sentir, não faz sentido, que ligação podem eles ter? Voltou a olhar para o céu e a tentar convencer-se que não sentia nada por ela. Quando voltou a por os olhos nela, reparou que ela estava a olhar na direcção de alguém. Alguém que se aproximava. Era um amigo dela, que se sentou do outro lado e começou a conversar com ela. Parecia haver ali muita cumplicidade. Começou a reparar em todos os gestos, todos os toques e formas como eles os dois se tratavam. Sentia cada vez mais um aperto no peito, seriam ciumes? Impossível. Ele sabia que não podia sentir nada por ela, estava proibido de gostar dela, porque raio havia de sentir ciumes. Apertava a mão, estava confuso. Cada vez mais sentia que se calhar existia algo ali, demasiado forte para controlar, demasiado forte para agarrar e guardar dentro de si.
Por um lado tinha medo de dizer o que sentia por ela, com medo que ela fosse embora ou se afastasse, por outro lado tinha medo que se não lhe fosse contar e mostrar o que sentia, ela fosse arrebatada por outra pessoa.
O dilema dilacerava-lhe o espírito. Parecia uma bola de canhão que lhe rebentava com o coração, que lhe estilhaçava a alma.
Estava encurralado, e não sabia o que fazer.
Como é que acaba esta história?
As mãos não se tocavam, mas estavam tão perto. Os olhares não se encontravam, mas cruzavam-se constantemente entre eles.
Era possível ouvir o palpitar do coração de cada um, uma cadência ritmada que acompanhava o pulsar de ambos.
Ele abanava o pé em sinal de nervosismo, ela encaracolava o cabelo, e nem uma palavra se trocava.
Era claro que ele esperava nitidamente que ela olhasse para ele e fosse capaz de dizer o que sentia, ela esperava o mesmo da parte dele, mas nenhum falou.
Nem sabia bem porquê mas ele sentia um certo medo em dizer o que pensava, o que sentia, podia não ser compreendido, podia ela achar que era um exagero, podia afasta-lo, já noutras alturas coisas semelhantes tinham acontecido.
Existia nele um temor de ser inconveniente, mas ele estava sedento pela atenção dela, pelos seus carinhos, por poder explodir e ser quem sentia que devia ser, mas não tinha a certeza do que fazer, nem sabia se havia a mínima possibilidade de ela gostar dele.
Ele sentia um aperto tão grande no peito, ele queria falar e não conseguia, ele queria explicar e não conseguia, e ela sempre serena como se estivesse alheia a tudo.
Decidiu falar, mas depois conteve-se, repensou no que ia a dizer, estava preparado para falar, mas travou. Ele sabe perfeitamente o que sente, mas sabe que não o deveria sentir, não faz sentido, que ligação podem eles ter? Voltou a olhar para o céu e a tentar convencer-se que não sentia nada por ela. Quando voltou a por os olhos nela, reparou que ela estava a olhar na direcção de alguém. Alguém que se aproximava. Era um amigo dela, que se sentou do outro lado e começou a conversar com ela. Parecia haver ali muita cumplicidade. Começou a reparar em todos os gestos, todos os toques e formas como eles os dois se tratavam. Sentia cada vez mais um aperto no peito, seriam ciumes? Impossível. Ele sabia que não podia sentir nada por ela, estava proibido de gostar dela, porque raio havia de sentir ciumes. Apertava a mão, estava confuso. Cada vez mais sentia que se calhar existia algo ali, demasiado forte para controlar, demasiado forte para agarrar e guardar dentro de si.
Por um lado tinha medo de dizer o que sentia por ela, com medo que ela fosse embora ou se afastasse, por outro lado tinha medo que se não lhe fosse contar e mostrar o que sentia, ela fosse arrebatada por outra pessoa.
O dilema dilacerava-lhe o espírito. Parecia uma bola de canhão que lhe rebentava com o coração, que lhe estilhaçava a alma.
Estava encurralado, e não sabia o que fazer.
Como é que acaba esta história?
Não sei que dia é este.
Tenho dias. A verdade é que todos os dias começo de maneira diferente. Principalmente no que respeita à disposição.
Hoje não sei como acordei, ou se calhar sei. Acordei a pensar em ti. Acordei com saudades. Não és um vício, ou uma necessidade extrema, simplesmente és alguém que me faz falta. Consigo bem viver sem ti, sem a tua atenção, sem a tua voz, sem o teu toque de carinho, mas é tudo tão mais amargo, quando não fazes parte do meu dia.
Tento ao extremo não deixar transparecer nada. Tenho alguma vergonha de ser como sou, de pensar em coisas tão tolas. No fim eu sei bem em que pé está a realidade, sei bem qual o meu lugar e onde devo ficar.
Perco já um pouco da noção ao que digo. Sei perfeitamente o que sinto ou não sinto, tenho consciência das minhas vontades, só que por vezes perco noção do que posso ou não posso dizer. Tento ao máximo reprimir certas palavras, certos gestos, certos sentimentos, porque não quero que sejam demais, não quero que tomem conta de mim, porque sei que não posso, que não devo.
Neste mesmo momento tenho medo do que escrevo, tenho medo que seja tão óbvio. Tenho medo que me saibas, que me vejas. Principalmente tenho medo que não me queiras por ser assim como sou. Não me posso dar ao luxo de deixar os meus sentimentos fluírem livremente. Não é que não queira, quero e não quero, mas principalmente tenho medo que tu não queiras.
Penso duas vezes se devo apagar o que vou escrevendo neste caderno. Porque sei que um dia o poderás ler, e ficar a saber aquilo que penso e sinto, muito provavelmente negas, e dizes que não é de ti ou para ti que falo, será outra pessoa qualquer.
Tenho medo que descubras que falo de ti, e que não queiras, que não te vejas na disposição de ao menos ser quem me inspira a escrever.
Não sei como vai acabar o dia, mas espero que acabe bem, apesar de todo um aglomerado de sentimentos que me dizem que o dia não vai correr bem.
Preciso de ti, preciso de um sorriso teu, de acreditar, de pensar que posso ser quem sou contigo e não me sentir preso às correntes que me obrigo a usar, para não deixar que a minha alma ande à solta, em busca da tua.
Acho que hoje estou frágil, e só me posso dar ao luxo de partir em mil bocados, se souber que depois tenho a oportunidade de sentir a gentileza das tuas mãos arranjar-me de novo.
Não sei que faça, não sei que diga, e tenho medo de me expor demasiado.
Hoje não sei como acordei, ou se calhar sei. Acordei a pensar em ti. Acordei com saudades. Não és um vício, ou uma necessidade extrema, simplesmente és alguém que me faz falta. Consigo bem viver sem ti, sem a tua atenção, sem a tua voz, sem o teu toque de carinho, mas é tudo tão mais amargo, quando não fazes parte do meu dia.
Tento ao extremo não deixar transparecer nada. Tenho alguma vergonha de ser como sou, de pensar em coisas tão tolas. No fim eu sei bem em que pé está a realidade, sei bem qual o meu lugar e onde devo ficar.
Perco já um pouco da noção ao que digo. Sei perfeitamente o que sinto ou não sinto, tenho consciência das minhas vontades, só que por vezes perco noção do que posso ou não posso dizer. Tento ao máximo reprimir certas palavras, certos gestos, certos sentimentos, porque não quero que sejam demais, não quero que tomem conta de mim, porque sei que não posso, que não devo.
Neste mesmo momento tenho medo do que escrevo, tenho medo que seja tão óbvio. Tenho medo que me saibas, que me vejas. Principalmente tenho medo que não me queiras por ser assim como sou. Não me posso dar ao luxo de deixar os meus sentimentos fluírem livremente. Não é que não queira, quero e não quero, mas principalmente tenho medo que tu não queiras.
Penso duas vezes se devo apagar o que vou escrevendo neste caderno. Porque sei que um dia o poderás ler, e ficar a saber aquilo que penso e sinto, muito provavelmente negas, e dizes que não é de ti ou para ti que falo, será outra pessoa qualquer.
Tenho medo que descubras que falo de ti, e que não queiras, que não te vejas na disposição de ao menos ser quem me inspira a escrever.
Não sei como vai acabar o dia, mas espero que acabe bem, apesar de todo um aglomerado de sentimentos que me dizem que o dia não vai correr bem.
Preciso de ti, preciso de um sorriso teu, de acreditar, de pensar que posso ser quem sou contigo e não me sentir preso às correntes que me obrigo a usar, para não deixar que a minha alma ande à solta, em busca da tua.
Acho que hoje estou frágil, e só me posso dar ao luxo de partir em mil bocados, se souber que depois tenho a oportunidade de sentir a gentileza das tuas mãos arranjar-me de novo.
Não sei que faça, não sei que diga, e tenho medo de me expor demasiado.
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