sexta-feira, julho 31, 2009

Swinga no sambinha...awwweeee valeu.



Oiçam a letra, e aprendam.

domingo, julho 19, 2009

Não sei que mais dizer.

Não sei muito sobre a vida e a morte, nem posso dizer que saiba muito sobre o bem e o mal, ou a alegria e a tristeza.
Sei o que a vida me deixou aprender, e sei o que consegui retirar do que se chamam lições de vida.
Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, não sou a mais perspicaz, não serei a mais paciente, a mais calma, o culminar da inocência, a ingenuidade pura, nem serei o melhor ou o pior de tudo, ou em algo.
Considero-me mediano, completamente mediano, não sou normal, ou comum, mas sou mediano, não sou especial, nem mais nem menos que a maioria das pessoas.
Tenho noção que a sabedoria é algo que se adquire durante a vida por vontade própria, não se absorve, não se depreende por simples contacto, é preciso querer, é preciso reflectir no tema, no assunto, nos problemas, no que queremos aprender, é preciso pensar muito bem e tentar juntar a lógica necessária para obter uma ideia geral sobre aquele tema.
A sabedoria acaba por ser o arquivar das experiências da vida, do modo que mais nos convém.
As pessoas são diferentes no meio de tanta coisa em comum, no meio de tanta mediocridade, e digo isto não no sentido depreciativo, mas a realidade é que o ser humano é em si o paradoxo da diferença na igualdade do ser.
Somos todos capazes dos gestos mais bonitos, dos mais feios, somos todos capazes de fazer bem e fazer mal.
Isto tudo para dizer que sou a anormalidade dentro do habitual, tenho tanto de diferente como tenho de comum com qualquer outra pessoa.
Acho que todos somos capazes de gostar de alguma coisa, ou de alguém, não interessa a intensidade, a frequência, não se impõem qualidade ou quantidade, o valor da paixão será sempre subjectiva.
Eu de maneira anormal gosto de alguém. Gosto de alguém à minha maneira, como acho que ninguém poderá alguma vez gostar, porque não são eu. Gosto de alguém porque gosto, não é segredo esta minha simplicidade no gesto de sentir afecto.
Se calhar pela primeira vez não sofro por gostar, apenas me compadeço por não ser compreendido.
Gosto, e quero, desejo o carinho de alguém como quem deseja ter um dia bom. Sentimento mais que normal e natural, algo que desejo todos os dias, um dia bom em que seja feliz, em que aconteçam mais coisas boas que más, um dia em que tu sejas comigo o que já foste muitas vezes, e por algum motivo me privaste de voltar a ver.
Sou paciente, sou persistente, sou porque gosto, senão se calhar não era, e não sei deixar de gostar, porque não quero deixar de gostar.
No fundo não estou entre a espada e a parede, eu sou a parede que deseja a espada.
Não faço segredo do que sinto, e tenho sempre imensa vontade em partilhar os meus sentimentos contigo, mas penso agora que se calhar isso faz de mim fraco, ou sufocante perante os teus olhos. Lamento não conseguir deixar de expressar o que sinto por ti, lamento não saber controlar esta vontade de te mimar e fazer bem.
É mais forte que eu querer proteger-te, querer cuidar de ti, gostar de te fazer rir, ser o motivo de um teu sorriso.
Não vou conseguir deixar de gostar de ti, porque não o quero fazer, nem seria capaz.
Vou continuar a gostar de ti, porque é o que sinto vontade de fazer. Mentia se tivesse a audácia de dizer que não me interessa o que tu pensas, ou o que sentes, mas mais uma vez digo que os meus sentimentos não necessitam da tua reciprocidade para existirem.
Sei que me posso magoar, que posso chorar, posso sentir a tua falta, sentir-me esquecido, posso dizer que estás distante, que me sinto baralhado e confuso pelas mensagens distintas que mandas. Sei que só posso esperar por ti, que só tenho que aceitar aquilo que és e quem és, e que foi por isso mesmo que acabei a gostar de ti.
Sei que não te é possivel dar o que mais almejo, sei que as coisas não são fáceis, sei que se calhar nem tens grandes razões ou motivos para gostar de mim, mas não me podes julgar por querer esperar, ou por morder a esperança de forma a alimentar a minha vontade.
Gosto de ti, e sei que já sabes disso, não existe mais razões para o voltar a dizer. E por aqui me fico. Fico à espera com a esperança, estendendo a mão que não te alcança, onde te ofereço o meu saber ser, a minha singela e errática maneira de gostar.

segunda-feira, julho 13, 2009

A minha persistência, a tua irresistivel essência.

Sempre em busca de ti, sinto-te distante, e eu aqui.
Não me vou embora, não vou baixar os braços, deixar de te querer, ou deixar-te de ver como vejo, recuso-me e não o faço.
Quero-te assim, quero-te bem, para mim.
Talvez não faça sentido, talvez seja cansaço, sei que não luto pelo impossível, luto pela felicidade que almejo, que desejo como quem sente o que sabe sentir.
Gosto de ti hoje, gosto de ti amanhã, nada muda, independentemente do que me dás ou do que me negas.
Sinto-te distante, e a afastar-me cada vez mais, e recuso-me a largar o que quero, o que sinto, o que decidi viver por mim.
Talvez seja o cansaço, talvez seja apenas a minha imaginação, mas continua tudo o mesmo para mim, tudo o que te disse, tudo o que te digo, todos os dias.
Não me esqueço de ti, és especial, gosto de ti e estou aqui. Vou cá ficar, sozinho ou como for, mas não vou deixar de sentir o que tenho para sentir, não me vou negar essa liberdade, a liberdade de gostar, venha a dor, venha o medo, ou venha o tempo, não me vou deixar cair nesse tormento.
És a minha música, o meu sorriso, és as mãos que me afagam o rosto, a força do meu pensamento, és musa, és esperança, numa felicidade que também dança, que se prende, cravada no meu peito.
Sei que me fazes feliz, e quero essa felicidade, ou ma dás ou conquisto-a. Não vou a lado nenhum.

(Acho que estas foram as palavras de um homem convicto, num dia de desespero, estando ele a escrever uma carta no café central de Motovun.)

quarta-feira, julho 01, 2009

Fechei os olhos para te ver assim.

Encontrei-te à minha janela, e que silhueta tão bela, que cheiro tão bom, eras tu.
Estavas a olhar para o mar, embalada pelo som da brisa, alguns pássaros, e a onda que encosta à rocha.
Sossegada. Estavas tão sossegada que até tive medo de te incomodar, fiquei quieto a observar-te com um ar tão puro, mas presa por um olhar distante e perdido.
Não sabia em que pensavas, como sempre. Não sabia o que fazer por ti, mais uma vez.
O sol tocava-te na face, e a brisa descobria-te o pescoço afastando gentilmente os teus cabelos. Pareciam gestos meus, levados a cabo pela natureza. Que inveja tive eu daquela brisa, daquele sol. Queria ser eu a afastar-te os cabelos do pescoço, e dar-te um beijo quente e doce, no teu pescoço.
Parecias sozinha, compenetrada nos teus pensamentos. Não me parecias feliz, mas também não sabia dizer se estavas triste.
Queria tanto confortar-te, queria tanto fazer-te sentir segura.
Continuei a observar-te, a olhar-te com os olhos cheios de ternura, e a cabeça ocupada a pensar no que poderia fazer por ti.
Perdi o receio de te incomodar, perdi o medo de estar a envolver-me demasiado no teu espaço, perdi o medo, mas não quebrei o respeito que tenho por ti, pelo teu espaço, pelo teu mundo, foi apenas uma sensação mais forte do que tudo. Foi aquela sensação e necessidade de te agarrar, dizer que vai ficar tudo bem, que não te vou largar porque não quero nem posso, que vou cuidar de ti.
Dei os passos que tinha a dar na tua direcção, ganhei coragem, abracei-te por trás, senti as tuas costas coladas ao meu peito, abracei-te pela cintura, cheirei o teu cabelo, afastei-o, dei-te um beijo no pescoço e sussurrei ao teu ouvido "estou aqui, por ti e para ti."
De repente vejo o teu corpo a rodar nos meus braços, e a o teu corpo a virar-se para mim, a tua boca tão perto e eu tremi.
Puseste as tuas mãos em volta do meu pescoço e com um sorriso disseste, "eu senti-te ali ao canto a olhar para mim, e sei que estás aqui para mim, sem vontade de me largar.". Encostaste a cabeça no meu peito, e senti o teu sorriso bem perto do meu coração, senti o calor que precisava, senti que te tinha feito bem, e feliz por saberes que estava ali para ti.
Dei-te um beijo na testa e prometi que iria tudo ficar bem, e quando menos esperava, olhavas para mim com os olhos cheios de crença, como quem aceitava a minha promessa e a iria cobrar com carinho. Sorri para ti, e enquanto sorria e piscava os olhos senti os teus lábios perto dos meus. Beijei-te, num beijo profundo e eterno, e tudo o resto parou ali. Deixei-me ficar, agarrado a ti, e à promessa que te fiz.

sexta-feira, junho 26, 2009

Só contigo.

Sinto-me diferente. Diferente do que normalmente sou.
Sou uma pessoa independente, que embora seja tolerante e paciente, nunca vira a cara, e nunca gosta de sair por baixo, nunca se rende, nunca se entrega, sou um quanto orgulhoso, principalmente para evitar sair magoado.
É muito raro rebaixar-me, mesmo perante as pessoas que amo, família, ou amigos.
Não deixo que me metam a mão em cima, que me saibam transparente, claro como água, nunca entrego os meus pensamentos de bandeja, nunca partilho o que sinto sem calcular os efeitos.
Talvez por isso me sinta parvo, por me render a ti tão facilmente.
Se calhar vem dai o meu receio, por não saber o que pensas de mim, o que sentes, e eu ser tão descaradamente explicito sobre o que sinto ou penso de ti.
Não me entrego por completo, mas sei que se calhar basta pedires que me dou, basta chamares que eu vou, basta um sorriso meigo que me desarme.
Não te resisto, não sei porquê. Não é ao teu charme, nem será pela tua beleza, pelas tuas qualidades. Não te resisto pela tua simplicidade, por seres diferente, por seres algo que me fascina de um modo que nunca pensei que tivesse efeito em mim. Porque é raro que não me importe de como sejas, quero todos os pedaços de ti, todos os que me possas dar e guardo-os com carinho, dou-lhes valor, mesmo que sejam migalhas, para mim são gestos que recordo e vivo com vontade.
Sinto-me estúpido e feliz ao mesmo tempo, tenho receio que não gostes que eu seja assim contigo, que não queiras que te veja como alguém especial, mas eu não te consigo ver de outra forma.
Por vezes sei que pode ser complicado, sei que por vezes a minha sinceridade e frontalidade pode chocar, mas não sei ser de outra forma contigo, que não de forma pura, de forma clara.
Tenho necessidade de dizer o que sinto, e espero sempre que aceites aquilo que sou.

quinta-feira, junho 25, 2009

Declaração ao acordar.

É na meiguice de quem és profundamente, alheada de qualquer máscara, ou qualquer pose para o mundo, é nesse carinho, nessa meiguice da tua simplicidade, é aí mesmo que me entrego.
Na tua voz doce e cansada, a quem o sono abate qualquer defesa, é ai que te vejo linda, de tamanho brilho e encanto.
Quando o tempo permite, e a disposição se acerta, consigo sentir-me especial. Não te escondo que o teu mimo, ou apenas o facto de te lembrares de mim, uma certa atenção dedicada a quem sou, aquele toque gentil e suave de quem também me vive um bocado, tudo isso não te nego que me faz sentir bem.
Com tão pouco fazes-me feliz, e das duas uma, ou contento-me facilmente, ou realmente és de tal maneira diferente e especial, que o teu pouco para mim é muito, e o teu muito será para mim um sonho, algo que quero ter esperança de viver um dia.
Sou capaz de me imaginar nos maiores carinhos contigo, e os maiores serão os mais simples. Os meus dedos a passar pelos teus braços, um entrelaçar de dedos, o encostar da cabeça uma na outra, descansar no teu ombro, pousar a cabeça no teu colo, esse tipo de mimos faz-me ganhar o dia, e só os imagino. Nem consigo ponderar como seria vive-los todos os dias.
Acho que todo este post, serve para dizer, mesmo com medo que aches demasiado, ou exagerado, preciso de te dizer que fazes-me bem, que me fazes sorrir, que és uma doce e excelente companhia, que me conquistas todos os dias, quando deveria ser eu a tentar conquistar-te, e que não imagino já um dia sem pensar em ti, sem te sentir de alguma forma. Não sei o que isto é, só sei que é bom de se sentir.

sábado, junho 20, 2009

Coisas do meu ser.

Sinto-me estúpido. Sinto que por vezes não me compreendem porque nem eu me consigo compreender. Tenho maneirismos próprios, que preciso de ultrapassar por vezes, ou tentar camuflar, mas que invariavelmente fazem parte de mim.
Quando estou preocupado com alguém que me diz muito, fico cego. A preocupação consome a cada minuto que sou incapaz de acalma-la ou de resolver a situação. Normalmente quando estou verdadeiramente preocupado com algo, ou se estou incomodado com alguma coisa, tenho alguns "tiques" ou maneirismos nervosos. Primeiro é o começar a falar, dizer coisas sem nexo que me desocupem a cabeça, o tentar distrair dizendo disparates ou coisas sem nexo, e falo, falo, de forma a dar um pouco de descanso à minha mente concentrada na minha preocupação.
Segundo é que bloqueio, bloqueio as percepções de tudo o que vem do exterior, e no entanto tudo me afecta. Uma brincadeira, um comentário, por vezes até o facto de me tentarem animar incomoda. Estou preocupado e não vejo mais nada à frente. Atenção estou a falar de uma preocupação grande, por exemplo com alguém de quem goste muito.
E quando é assim fico um pouco concentrado nessa preocupação, e tenho reacções diferentes do meu comportamento normal.
Seja como for, odeio quando isto acontece.
Odeio deixar-me embeber por certas preocupações, mesmo que estas mereçam mesmo toda a minha atenção, mas que não seja capaz de desligar-me disso, e saber como reagir a tudo o resto em paralelo.
Desculpa pela minha reacção. Se calhar não foi a única, nem será a última, mas tens de ter um pouco de paciência comigo, e todos podemos cair neste erro uma vez por outra.
Desculpa por não ter emendado logo a situação, mas por vezes custa-me a largar certas partes de mim, mesmo as erradas.
E peço desculpa, não por gostar de ti, mas porque és alguém que respeito muito, e que merece sempre o melhor de mim, por isso desculpa quando falho em dar o melhor de mim.
Gosto de ti e tenho medo. Tenho medo que sejam estas pequenas coisas que sirvam de desculpa para outras coisas. Tenho receio de perder, mesmo aquilo que não é meu, mas de deixar escapar tudo aquilo que fui tentando cativar com o melhor que tenho em mim.
Penso por vezes que as minhas qualidades não são suficientes para compensar os meus estúpidos defeitos, e dai andar numa eterna luta para os suprimir.
Era capaz de te tratar sempre com mimo e carinho, e ser tratado da mesma forma, mas por vezes isso simplesmente não acontece.
Desculpa por vezes falhar-te tanto, de modo a que fique sentir que deitei tudo a perder, de ficar com medo de ter posto em risco aquilo porque luto, e por vezes por algo tão pequeno.
Compreende o meu receio, compreende os meus erros, só os cometo, e só peço perdão por eles porque o que mais importa és tu.
Por vezes posso dar uma ideia errada do que sinto, outras vezes espero que compreendas que algumas reacções são insignificantemente passageiras, e reféns de um estado de espírito do momento.
Agora espero que 98% do tempo em que tento melhorar, tento estar bem contigo, tento ser o melhor que posso, não sejam prejudicados por 2% de falhas.
Se assim for, falhei mais do que pensava. Odeio pensar que se acaba toda a minha esperança, por algo tão pequeno. São os feitios que se moldam, aos poucos, e lamento não ser mais rápido em limar os meus defeitos.
No fim de tudo, gosto de ti porque gosto, não quero perder-te, mesmo que te tenha tão pouco, quero sorrisos e meiguices, só tenho de aprender a conquistar, em merecer tudo isso, e não ficar habituado a que tudo venha a mim.
Gosto de ti e isso não consigo mudar, nem quero.

domingo, junho 14, 2009

Talvez expliquem melhor que eu.




When I see your smile
Tears run down my face I can't replace
And now that I'm strong I have figured out
How this world turns cold and it breaks through my soul
And I know I'll find deep inside me I can be the one

I will never let you fall
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all
Even if saving you sends me to heaven


It's okay. It's okay. It's okay.
Seasons are changing
And waves are crashing
And stars are falling all for us
Days grow longer and nights grow shorter
I can show you I'll be the one

I will never let you fall (let you fall)
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all (through it all)
Even if saving you sends me to heaven

Cuz you're my, you're my, my, my true love, my whole heart
Please don't throw that away
Cuz I'm here for you
Please don't walk away and
Please tell me you'll stay, stay


Use me as you will
Pull my strings just for a thrill
And I know I'll be okay

Though my skies are turning gray

I will never let you fall
I'll stand up with you forever
I'll be there for you through it all
Even if saving you sends me to heaven
[to fade]

E porque por vezes as minhas palavras podem não ser suficientes, deixo que a musica fale por mim, e a negrito vai tudo o que te gostava de poder dizer, isto se ainda não leste o mail que te mandei. Pode ser que tudo seja em vão, que não tenha sequer oportunidade de mostrar nada, de provar nada, mas seja como for fica aqui de outra forma explicado aquilo que sinto.

Você decide.

Sentados na relva lado a lado. Os suspiros voavam alto, acabados de sair de um casulo que se formou na antecipação daquele momento.
As mãos não se tocavam, mas estavam tão perto. Os olhares não se encontravam, mas cruzavam-se constantemente entre eles.
Era possível ouvir o palpitar do coração de cada um, uma cadência ritmada que acompanhava o pulsar de ambos.
Ele abanava o pé em sinal de nervosismo, ela encaracolava o cabelo, e nem uma palavra se trocava.
Era claro que ele esperava nitidamente que ela olhasse para ele e fosse capaz de dizer o que sentia, ela esperava o mesmo da parte dele, mas nenhum falou.
Nem sabia bem porquê mas ele sentia um certo medo em dizer o que pensava, o que sentia, podia não ser compreendido, podia ela achar que era um exagero, podia afasta-lo, já noutras alturas coisas semelhantes tinham acontecido.
Existia nele um temor de ser inconveniente, mas ele estava sedento pela atenção dela, pelos seus carinhos, por poder explodir e ser quem sentia que devia ser, mas não tinha a certeza do que fazer, nem sabia se havia a mínima possibilidade de ela gostar dele.
Ele sentia um aperto tão grande no peito, ele queria falar e não conseguia, ele queria explicar e não conseguia, e ela sempre serena como se estivesse alheia a tudo.
Decidiu falar, mas depois conteve-se, repensou no que ia a dizer, estava preparado para falar, mas travou. Ele sabe perfeitamente o que sente, mas sabe que não o deveria sentir, não faz sentido, que ligação podem eles ter? Voltou a olhar para o céu e a tentar convencer-se que não sentia nada por ela. Quando voltou a por os olhos nela, reparou que ela estava a olhar na direcção de alguém. Alguém que se aproximava. Era um amigo dela, que se sentou do outro lado e começou a conversar com ela. Parecia haver ali muita cumplicidade. Começou a reparar em todos os gestos, todos os toques e formas como eles os dois se tratavam. Sentia cada vez mais um aperto no peito, seriam ciumes? Impossível. Ele sabia que não podia sentir nada por ela, estava proibido de gostar dela, porque raio havia de sentir ciumes. Apertava a mão, estava confuso. Cada vez mais sentia que se calhar existia algo ali, demasiado forte para controlar, demasiado forte para agarrar e guardar dentro de si.
Por um lado tinha medo de dizer o que sentia por ela, com medo que ela fosse embora ou se afastasse, por outro lado tinha medo que se não lhe fosse contar e mostrar o que sentia, ela fosse arrebatada por outra pessoa.
O dilema dilacerava-lhe o espírito. Parecia uma bola de canhão que lhe rebentava com o coração, que lhe estilhaçava a alma.
Estava encurralado, e não sabia o que fazer.
Como é que acaba esta história?

Não sei que dia é este.

Tenho dias. A verdade é que todos os dias começo de maneira diferente. Principalmente no que respeita à disposição.
Hoje não sei como acordei, ou se calhar sei. Acordei a pensar em ti. Acordei com saudades. Não és um vício, ou uma necessidade extrema, simplesmente és alguém que me faz falta. Consigo bem viver sem ti, sem a tua atenção, sem a tua voz, sem o teu toque de carinho, mas é tudo tão mais amargo, quando não fazes parte do meu dia.
Tento ao extremo não deixar transparecer nada. Tenho alguma vergonha de ser como sou, de pensar em coisas tão tolas. No fim eu sei bem em que pé está a realidade, sei bem qual o meu lugar e onde devo ficar.
Perco já um pouco da noção ao que digo. Sei perfeitamente o que sinto ou não sinto, tenho consciência das minhas vontades, só que por vezes perco noção do que posso ou não posso dizer. Tento ao máximo reprimir certas palavras, certos gestos, certos sentimentos, porque não quero que sejam demais, não quero que tomem conta de mim, porque sei que não posso, que não devo.
Neste mesmo momento tenho medo do que escrevo, tenho medo que seja tão óbvio. Tenho medo que me saibas, que me vejas. Principalmente tenho medo que não me queiras por ser assim como sou. Não me posso dar ao luxo de deixar os meus sentimentos fluírem livremente. Não é que não queira, quero e não quero, mas principalmente tenho medo que tu não queiras.
Penso duas vezes se devo apagar o que vou escrevendo neste caderno. Porque sei que um dia o poderás ler, e ficar a saber aquilo que penso e sinto, muito provavelmente negas, e dizes que não é de ti ou para ti que falo, será outra pessoa qualquer.
Tenho medo que descubras que falo de ti, e que não queiras, que não te vejas na disposição de ao menos ser quem me inspira a escrever.
Não sei como vai acabar o dia, mas espero que acabe bem, apesar de todo um aglomerado de sentimentos que me dizem que o dia não vai correr bem.
Preciso de ti, preciso de um sorriso teu, de acreditar, de pensar que posso ser quem sou contigo e não me sentir preso às correntes que me obrigo a usar, para não deixar que a minha alma ande à solta, em busca da tua.
Acho que hoje estou frágil, e só me posso dar ao luxo de partir em mil bocados, se souber que depois tenho a oportunidade de sentir a gentileza das tuas mãos arranjar-me de novo.
Não sei que faça, não sei que diga, e tenho medo de me expor demasiado.

sábado, junho 13, 2009

Fechei os olhos e foi o que vi.

Quando sorris, os teus lábios parecem que explodem em mil beijos contra mim.
Gostava de te ajeitar o cabelo para te ver sorrir mais vezes. Com os dedos suavemente acariciar a tua cara, num movimento suave e ternurento, desde a orelha até ao queixo, arrancar um sorriso tímido, de olhar fugido.
Passar o dedo pelo teu nariz, beijar-te os olhos, ser feliz.
Arrastar o meu lábio pelo teu queixo, cheirar e beijar o teu pescoço enquanto passo as mãos pelos teus braços.
Beijar-te a nuca à procura de um arrepio, sussurrar-te palavras doces ao ouvido, abraçar-te por trás com as mãos em volta da tua cintura, queixo pousado no teu ombro, face com face, e um dançar lentamente ao som de uma música que gostes.
Tens os lábios tão bonitos, que me deixam perdido em suspiros, rodopios na mente onde acabo por cair feliz num campo de sonho.
Tens uns olhos tão cativantes, que já devem ter aprisionado mais de mil almas, são olhos de um olhar onde não me importava de cumprir pena.
A forma como o cabelo te recorta a face, a forma como o teu sorriso molda a cara, a forma como tudo isso me cativa.
Todos os dias, penso em como me fazes bem. Tomará poder dizer quem és, tomara eu saber que não te importavas de ser quem és para mim. Por agora serás apenas uma imagem que guardo em mim com tanto carinho possível para que possa preservar tudo o que imaginei, tudo o que descrevi.
Quem me dera que reclamasses para ser quem descrevo, quem me dera poder eu dar um passo em frente, ter a coragem de o fazer. Quem me dera que lesses isto e pensasses que era de ti que falava, não tivesses dúvidas disso, que me confrontasses e eu finalmente pudesse dizer que sim.
Quem me dera que os sonhos fossem realidade, que os sentimentos fossem permitidos, que o beijo fosse eternamente esculpido pelos nossos lábios.
Estou perdido e quero que me encontres.

Palavras encarceradas.

Não sei qual é a motivação do medo. Penso que seja algo variado. A razão, do medo, será o desfecho de uma realidade pela qual ansiamos.
Não é questão de ser positivo ou negativo, é um receio fundado por expectativas de que as coisas possam com grande nível de probabilidade não correr de feição, e por esse modo trazer consequências indesejáveis para a pessoa.
Para mim, dizer certas coisas é um constante pressionar do gatilho contra mim próprio, onde espero a cada vez que o faço, que a câmara da arma esteja vazia e sem bala.
Acho que deixaram-me assim. Deixaram-me com medo de falar, de dizer certas coisas, com medo que em seguida fossem usadas contra mim. E quem é a pessoa que gosta que os seus sentimentos sejam lanças de metal frio a rasgar a pele.
Neste momento por todo o lado no meu corpo existem cicatrizes. A culpa é minha por sentir mais do que devo, talvez não em quantidade, mas em intensidade. E por tal facto sou chicoteado pelas minhas próprias palavras que fizeram ricochete na frieza de alguém.
Eu tenho consciência de quem sou, e por isso mesmo tenho medo do que me possa acontecer. Não sou uma pessoa fraca senão já tinha desistido, mas definitivamente fiquei fragilizado. Sou uma pessoa doce, se calhar tão doce que enjoa a maioria. Sou uma pessoa meiga, tão meiga que afugenta. Uma pessoa preocupada com os outros, tão preocupado que as palavras de carinho parecem aos outros sermões.
O meu mal se calhar é ser em demasia. Demasiado eu. Só que não há nada a fazer. Não consigo mudar. Não posso deixar de me preocupar com os outros, de ser meigo, carinhoso, atencioso, gostar de ajudar, mimar, respeitar, estar lá para as pessoas que gosto, não sei ser diferente, e pago por isso.
Parece injusto, mas de facto é apenas a forma de funcionar deste mundo em que vivo. Dou demais de mim quando devia dar menos e esperar que pedissem mais.
Ultimamente as coisas mudaram um pouco. Este meu medo tornou-me mais comedido.
Travou a impetuosidade dos meus sentimentos, acalmou os meus sentidos, e deixou-me preso, como um renegado que se nega a sentir o que lhe bate no peito.
A minha cobardia, apesar de justificada pelo sentimento de auto preservação, não faz sentido ser explicada senão como um medo ridículo. Um receio que me impede de dizer aquilo que sinto, aquilo que quero sentir mas que não permito.
Doi-me a alma, os maxilares cerrados, as palavras contidas, os sentimentos fechados, doi-me, tudo isso implode cá por dentro numa angustia penosa, mas não posso. Não posso dizer o que sinto, o que quero, não posso mostrar-te o meu interior, sem ser por métodos indirectos e descomprometidos, sob pena da dor que sinto agora ser maior.
Porque o medo que alimenta a dor que sinto, que me impede de falar, nada é comparado ao medo que possa vir a sentir se deixar escapar por entre os lábios as palavras que te quero sussurrar aos ouvidos.
Porque se fazem ricochete, são dez mil lanças afiadas a trespassar o meu corpo, e eu ainda nem voltei a viver, e não estou preparado para ir ao chão outra vez.
Devia ser mais optimista talvez, mas isso ai parte da esperança com que me alimentem.
Ajuda-me a sorrir, ajuda-me a sentir-me bem, e prometo que afasto os medos.

sexta-feira, junho 12, 2009

Apenas a imaginação fala.

Gostava de saber descrever o teu rosto de forma tão completa que a matéria que envolve o espaço onde me encontro, pudesse reproduzi-lo não apenas na minha mente.
Preciso urgentemente de acordar com um beijo. Apenas um doce e suave beijo que me desperte do meu descanso, que me faça sorrir, abraçar-te e envolto no teu cheiro, e bem perto de ti, ficar agarrado a uma paz que tanta falta me faz.

Ilusão do beijo.

It's so unlike you, to be like me, because it's so unlike you to be that free, with your feelings.
That being said, let's talk in our native tongue. Speaking of which, i don't want it to come out of my mouth. Neither your tongue, or the words i shall cast away.

Encarna-me na carne dos teus lábios. O fascínio que tenho por eles. São de um rubor vivo na palidez da tua face meiga.
Fecho os olhos e imagino os meus dedos suavemente dedilhando a silhueta dos teus lábios, que parecem desenhados ao pormenor, num estilo muito próprio e desconcertante.
Toca-me com a tua mão na minha face, encosta a tua testa ao meu rosto, passa o teu nariz pelos meus lábios, promete que os meus lábios encontram os teus a meio caminho.
Sinto-os a chegar. Deixo a boca entreaberta, um pouco na expectativa, outro tanto para poder absorver ar que me acalme o fogo que sinto.
Sinto os teus dedos nos meus olhos, não queres que te veja a beijar-me. Acho-te tola por isso. Não é um momento que me possas impedir de visualizar. Na minha mente tenho rotas traçadas, gestos definidos, momentos e imagens gravadas, antecipadas pelo desejo bruto da mente.
Sinto os teus lábios a palmilhar terreno, estão tão perto dos meus. Suspendo a respiração por senti-los tão perto. Pensas tu que aguardo o momento em que selamos os lábios, como uma implosão de expectativas, um turbilhão de desejos materializados na carne palpitante das nossas bocas. E o quanto te enganas. Não foi apenas mais um beijo. Foi um realizar de um desejo, sim admito isso, mas não criei expectativas, não empolguei o momento, apenas decidi vive-lo. Vivi aquele beijo, o teu beijo. Comi da paixão incerta dos teus lábios, agrilhoei aquele suspiro selvagem, que podia denunciar as minhas intenções de repetir aquele momento em que nos beijamos, vezes sem conta.
Sinto os nossos dedos a entrelaçar, no mesmo momento que os lábios se descolam. Um acto que se arrasta, como se fossem tiras de velcro a serem afastadas. Em parte porque não queremos que acabe, outra porque assim dita a química dos nossos corpos, e a pele que se apega, na humidade de um beijo.
E à medida que afastas os teus lábios dos meus, os nossos olhos reencontram-se. Volto a vislumbrar a expressão do teu rosto, tu com um sorriso tímido, e um olhar que pede por mais. Eu supostamente com um sorriso infantil, deliciado e sedento por muito mais.
É isto que me ponho a fazer quando não te tenho aqui mais perto, quando não oiço a tua voz ou sinto o calor do teu carinho. Ponho-me a a imaginar sozinho. E mesmo sozinho estou sempre bem acompanhado. Nem que seja por uma doce ilusão.

terça-feira, junho 09, 2009

Como têm de ser as coisas.

Cansado de qualquer sentimento. Renego as emoções, afasto os pensamentos romancistas, recuso-me a sonhar.
De brisa que corre em busca de alguém a quem beijar gentilmente, passo a pedra dura inamovível alheia ao que lhe passa ao lado, sem sentimentos, sem procura, sem andar atrás dos outros.
Estarei que nem pedra ali jogado no meio do nada, sem pensar, sem dizer uma palavra.
Se passares por mim segue o teu caminho. Serei uma daquelas pedras que ao tropeçarem em mim, ou pegam e guardam, ou atiram para longe amaldiçoando.
Desisto de dar mais de mim a quem seja, a partir de agora quem quiser aquilo que sou, aquilo que tenho em mim, terá de cá vir buscar.
Fechou a loja, acabou o tempo.

quarta-feira, junho 03, 2009

Primeiro exemplo prático da vida.

Começo a pensar que tudo na vida é um bocado como a caixa de pandora para mim.
Existem coisas que eu tenho mesmo de deixar ficar quietas.
Uma delas são as minhas conclusões motivadas por uma curiosidade.
Depois acontecem coisas como por exemplo, e só a titulo exemplificativo e metafórico. Imaginem que vão a caminhar e mesmo à vossa frente vai a rapariga de quem vocês gostam. Tentam agir de maneira descontraída, tipo "act cool, and stay sharp", um bocado gingão só para não acusar a total falta de estilo e sentido de estar. De repente da mala da rapariga cai um papel no chão, vocês apanham o papel e quando vão para lho devolver ela apressadamente entra num táxi e vai embora. Claro que a cena do táxi é uma cena adulterada, que vos permite e leva a uma escolha. Guardar o papel sem o ler, ou ler o papel e guardar para depois invariavelmente devolver.
Ora bem. Dilema. É a rapariga que gosto, claro que vou respeitar a privacidade, e não vou ler o papel. Provavelmente é uma lista de compras, ou uma coisa sem interesse. E mesmo assim seria interessante se fosse apenas uma lista de compras, sempre a ficava a conhecer melhor, ou se calhar até é um texto que me pode revelar muita coisa, inclusive ajudar-me.
Porra sou fraco e isso não é segredo nenhum, no entanto o papel pode conter um segredo. Tenho de saber, a curiosidade e a necessidade de saber algo sobre quem gostamos é bem maior.
Abrimos o papel, e um texto bem esclarecedor, romântico e frontal descreve tudo aquilo que sonhamos ouvir daquela boca que tanto desejamos. Meu Deus, este texto deixou-me sem ar. E a maneira como ela descreve a outra pessoa, só posso ser eu. Não diz o nome ao certo, mas mas refere várias vezes a letra P., por isso deve mesmo ser o meu nome. Nem acredito, tenho de me conter. Tanta felicidade. Nunca imaginei que ela sentisse isto por mim.
Encontro-a mais tarde e devolvo-lhe o papel embrulhadinho, digo que o deixou cair, que ainda a chamei, mas não fui a tempo de o devolver. Pergunta-me se o li, e eu sorrio confiante e digo que não, e contraponho com a pergunta, se devia ter lido.(isto dito com um sorriso super confiante e piscar de olhos. Afinal de contas eu sei o que lá está escrito, e sei que é para mim)
Aceno com a cabeça de um jeito muito cool, feliz da vida e confiante que agora tenho tudo o que preciso para avançar e toma-la pela cintura, e concretizar toda aquela paixão num beijo que anseio dar-lhe.
Volto atrás para a encontrar. É agora o momento. Estou confiante. Tenho o meu melhor sorriso, e tenho no meio peito prestes a explodir as mais bonitas palavras que me lembrei de lhe poder dizer.
Oiço o som de um disco a riscar. Pára tudo numa pausa violenta. Um choque bruto.
Vejo-a de mão dada e a trocar risos com o Paulo. P. ...de Paulo. Não de Pedro.
Então aquela descrição, aqueles trejeitos todos que me pareciam tão meus, de todo o meu carinho e devoção para com ela afinal.. não eram nada.
Era um P de Paulo e não de Pedro. Eu descobri o maior segredo de alguém que não era eu, embora tivesse acreditado que sim.
Dói. Bastante. É esquisito. Arrependo-me agora de ter aberto aquele papel, e principalmente de ter sonhado. De ter acreditado que temos aquilo que merecemos, que cada um recebe aquilo por que trabalha, que se colhe o que se cultiva, que quando fazemos bem, nos querem bem.
Por essas e por outras, é que eu, este Pedro, prefere deixar as coisas quietas. Se calhar abdico de viver a vida, de sonha-la e de ser feliz, mas por cada vez que o coração se parte, o caco que cai é substituído por pedra, dura e fria.

domingo, maio 31, 2009

Depois de pousar a mala.

É tão bom ouvir a pele a crepitar ao sol. Não tive nenhuma queimadura solar assinalável, mas nunca me tinha sabido tão bem estar ao sol na companhia dos amigos.
Única coisa que chateia, é que seja muito tempo ou pouco, ir à praia deixa sempre a malta cansada e na moleza. Não entendo.
Não gosto do calor, aliás abomino calor, mas na praia é o que melhor sabe, o sol a tostar a pele, e o som do mar a acalmar a alma. Que conforto. Que luxo.
No fim das contas foi um excelente fim de semana.

quinta-feira, maio 28, 2009

My own encrypted message.

I'm sorry if i can't be everything you wanted me to be. Can't blame me enough to care about you, can't curse me much more to show you what i feel.
I can't break the seal that hides my secrets, you know that there aren't many things i hold from you, but every single thing i lock inside me, is for your own protection against me.
I'm so terribly sorry if my voice can't hold inside when i say that i care for you, i feel so ashamed that my eyes reflect my need for you, i present my condolences towards all the mix feeling you created in me. Don't take me wrong, it's not your fault, blame my tendency to dream, my tendency to fight for some of the things i believe. Blame my non charming personality, because there is no charm in truth, or in the rawness of what i am, or what i want to give.
This is what i am, and what i've got to offer isn't much. I wish i could say take it or leave it, but i can't find an exit if we go into separate ways.
So let me stay beside you, even if you ignore me. Let me stand near you, even if i can't control the sadness, the destruction, caused by your disbelief in me.
I know that you cast me away for my own safety, but i don't feel the need for a safetysuit when i'm around you, i just need an ocassional break to breathe, a simple smile from time to time, couple sweet words when you're in the mood to make me smile.
I don't need pity, i don't need time, i don't need nothing that you could possibly consider the only thing you have left to offer. I just need a bit of you, to call my own.
Maybe a secret nickname between us, our own handshake, i would feel blessed if we had our own signs.
Call me stupid, but i'm lost. Call me week but i'm still here for you. Call me everything you wan, but give me a break and admire my resilience in giving up on you.
Maybe i enjoy the pain, maybe i don't have style to be any other person, i am what i am, and i wont offer you the roots of my soul, just to make you happy.
This is it. Either we stand together and talk, or we stand beside each other in silence.
You're move, my weakness.

segunda-feira, maio 25, 2009

O Passado do Zica



Aqui fica rock português com Zica na bateria. Pois é se calhar não sabiam, mas o Zica em 1981 era baterista dos NZZN.

Mais uma curiosidade Não Querem Ouvir.

sexta-feira, maio 22, 2009

Música para o espírito.



Partilhar com vocês esta linda música. Boa para ouvir na calma da noite, no derramar de uma lágrima, no rasgar do sorriso da pessoa amada.
Uma música que dá para vários tipos de soundtrack.