É tão bom ouvir a pele a crepitar ao sol. Não tive nenhuma queimadura solar assinalável, mas nunca me tinha sabido tão bem estar ao sol na companhia dos amigos.
Única coisa que chateia, é que seja muito tempo ou pouco, ir à praia deixa sempre a malta cansada e na moleza. Não entendo.
Não gosto do calor, aliás abomino calor, mas na praia é o que melhor sabe, o sol a tostar a pele, e o som do mar a acalmar a alma. Que conforto. Que luxo.
No fim das contas foi um excelente fim de semana.
domingo, maio 31, 2009
quinta-feira, maio 28, 2009
My own encrypted message.
I'm sorry if i can't be everything you wanted me to be. Can't blame me enough to care about you, can't curse me much more to show you what i feel.
I can't break the seal that hides my secrets, you know that there aren't many things i hold from you, but every single thing i lock inside me, is for your own protection against me.
I'm so terribly sorry if my voice can't hold inside when i say that i care for you, i feel so ashamed that my eyes reflect my need for you, i present my condolences towards all the mix feeling you created in me. Don't take me wrong, it's not your fault, blame my tendency to dream, my tendency to fight for some of the things i believe. Blame my non charming personality, because there is no charm in truth, or in the rawness of what i am, or what i want to give.
This is what i am, and what i've got to offer isn't much. I wish i could say take it or leave it, but i can't find an exit if we go into separate ways.
So let me stay beside you, even if you ignore me. Let me stand near you, even if i can't control the sadness, the destruction, caused by your disbelief in me.
I know that you cast me away for my own safety, but i don't feel the need for a safetysuit when i'm around you, i just need an ocassional break to breathe, a simple smile from time to time, couple sweet words when you're in the mood to make me smile.
I don't need pity, i don't need time, i don't need nothing that you could possibly consider the only thing you have left to offer. I just need a bit of you, to call my own.
Maybe a secret nickname between us, our own handshake, i would feel blessed if we had our own signs.
Call me stupid, but i'm lost. Call me week but i'm still here for you. Call me everything you wan, but give me a break and admire my resilience in giving up on you.
Maybe i enjoy the pain, maybe i don't have style to be any other person, i am what i am, and i wont offer you the roots of my soul, just to make you happy.
This is it. Either we stand together and talk, or we stand beside each other in silence.
You're move, my weakness.
I can't break the seal that hides my secrets, you know that there aren't many things i hold from you, but every single thing i lock inside me, is for your own protection against me.
I'm so terribly sorry if my voice can't hold inside when i say that i care for you, i feel so ashamed that my eyes reflect my need for you, i present my condolences towards all the mix feeling you created in me. Don't take me wrong, it's not your fault, blame my tendency to dream, my tendency to fight for some of the things i believe. Blame my non charming personality, because there is no charm in truth, or in the rawness of what i am, or what i want to give.
This is what i am, and what i've got to offer isn't much. I wish i could say take it or leave it, but i can't find an exit if we go into separate ways.
So let me stay beside you, even if you ignore me. Let me stand near you, even if i can't control the sadness, the destruction, caused by your disbelief in me.
I know that you cast me away for my own safety, but i don't feel the need for a safetysuit when i'm around you, i just need an ocassional break to breathe, a simple smile from time to time, couple sweet words when you're in the mood to make me smile.
I don't need pity, i don't need time, i don't need nothing that you could possibly consider the only thing you have left to offer. I just need a bit of you, to call my own.
Maybe a secret nickname between us, our own handshake, i would feel blessed if we had our own signs.
Call me stupid, but i'm lost. Call me week but i'm still here for you. Call me everything you wan, but give me a break and admire my resilience in giving up on you.
Maybe i enjoy the pain, maybe i don't have style to be any other person, i am what i am, and i wont offer you the roots of my soul, just to make you happy.
This is it. Either we stand together and talk, or we stand beside each other in silence.
You're move, my weakness.
segunda-feira, maio 25, 2009
O Passado do Zica
Aqui fica rock português com Zica na bateria. Pois é se calhar não sabiam, mas o Zica em 1981 era baterista dos NZZN.
Mais uma curiosidade Não Querem Ouvir.
sexta-feira, maio 22, 2009
Música para o espírito.
Partilhar com vocês esta linda música. Boa para ouvir na calma da noite, no derramar de uma lágrima, no rasgar do sorriso da pessoa amada.
Uma música que dá para vários tipos de soundtrack.
quarta-feira, maio 20, 2009
A ver se te explico as coisas de modo que entendas.
Gosto de ouvir o teu riso. Mesmo que fosse por uma coisa tonta, que nem entendi bem, adorei ouvir-te rir com vontade.
Acho piada que fiques incomodada quando tento ser meigo contigo, como se isso te assustasse mais do que tudo. Não me importo de fazer a conversa solta do costume, com as ordinarices pelo meio, os insultos a picar, tudo na brincadeira e descontraído, mas de cada vez que sinto em ti, na tua voz, no teu gesto, algo que me diz que não estás bem, quero tanto abraçar-te dar um beijo na cabeça e dizer que vai ficar tudo bem.
Sei que não sou a pessoa que o pode fazer, e talvez nem a que tu queiras que o faça, eu próprio sei que não o posso, mas não deixo de sentir essa vontade.
Não te quero passar a ideia que quero cuidar de ti, mas é mais forte do que eu preocupar-me com as pessoas, principalmente aquelas que fazem parte do meu dia.
Gosto da tua companhia, mesmo quando me deixas calado a ouvir o que fazes, enquanto sou obrigado a olhar para a relva a ser regada, quase como se fosse a imagem que melhor reflecte a minha inutilidade. Tenho pena de não te arrancar mais sorriso, mais risos, mais suspiros, bons momentos durante o dia.
Não pretendo nada com isso. Só fazer parte do teu dia, parte da tua vida. Só quero aquele espaço em que seja preciso, em que sintas a minha falta, e eu a tua, e nada mais. Quero ser parte útil da tua existência, um resto de felicidade, uma voz que te embala e acalma, uns braços que te guardam, um sorriso que te estima, um olhar que te valoriza por quem és.
Gosto de tentar ver para lá do que vendes. Caminhar para além do que me mostras. E tantas são as vezes que penso que é ai que te perco, nesta minha insistência de ir mais além na tua vida, de te ver mais como és.
De abrir alguns dos teus segredos, partilhar alguns dos teus medos, segurar-te a mão e ficar ali contigo.
Não quero mais nada. Apenas quero mostrar-te o que vejo, o que vejo em ti. Quero que vejas o brilho, e tudo o que renegas. Que entendas que és melhor do que pensas, mais alguém do que julgas, que és muito mais do que te deixas ser.
Quero afastar os cabelos que o vento manda para a frente dos teus olhos, afastar os cabelos que se prendem nos teus lábios, sorrir, olhar-te nos olhos e deixar que retires da minha alma a imagem que tenho de ti.
Acho piada que fiques incomodada quando tento ser meigo contigo, como se isso te assustasse mais do que tudo. Não me importo de fazer a conversa solta do costume, com as ordinarices pelo meio, os insultos a picar, tudo na brincadeira e descontraído, mas de cada vez que sinto em ti, na tua voz, no teu gesto, algo que me diz que não estás bem, quero tanto abraçar-te dar um beijo na cabeça e dizer que vai ficar tudo bem.
Sei que não sou a pessoa que o pode fazer, e talvez nem a que tu queiras que o faça, eu próprio sei que não o posso, mas não deixo de sentir essa vontade.
Não te quero passar a ideia que quero cuidar de ti, mas é mais forte do que eu preocupar-me com as pessoas, principalmente aquelas que fazem parte do meu dia.
Gosto da tua companhia, mesmo quando me deixas calado a ouvir o que fazes, enquanto sou obrigado a olhar para a relva a ser regada, quase como se fosse a imagem que melhor reflecte a minha inutilidade. Tenho pena de não te arrancar mais sorriso, mais risos, mais suspiros, bons momentos durante o dia.
Não pretendo nada com isso. Só fazer parte do teu dia, parte da tua vida. Só quero aquele espaço em que seja preciso, em que sintas a minha falta, e eu a tua, e nada mais. Quero ser parte útil da tua existência, um resto de felicidade, uma voz que te embala e acalma, uns braços que te guardam, um sorriso que te estima, um olhar que te valoriza por quem és.
Gosto de tentar ver para lá do que vendes. Caminhar para além do que me mostras. E tantas são as vezes que penso que é ai que te perco, nesta minha insistência de ir mais além na tua vida, de te ver mais como és.
De abrir alguns dos teus segredos, partilhar alguns dos teus medos, segurar-te a mão e ficar ali contigo.
Não quero mais nada. Apenas quero mostrar-te o que vejo, o que vejo em ti. Quero que vejas o brilho, e tudo o que renegas. Que entendas que és melhor do que pensas, mais alguém do que julgas, que és muito mais do que te deixas ser.
Quero afastar os cabelos que o vento manda para a frente dos teus olhos, afastar os cabelos que se prendem nos teus lábios, sorrir, olhar-te nos olhos e deixar que retires da minha alma a imagem que tenho de ti.
segunda-feira, maio 18, 2009
You're full of shit.
Acho piada que te tentes convencer de ser alguém que em ti não vejo. Dos dois qual o mais louco, e qual o mais errado.
Seja como for, não digo que sejas recomendável, nem acredito que não tenhas os teus problemas. De certo não és um anjo de pessoa, nem assim te vejo, mas também não acredito que sejas um lobo em pele de cordeiro.
Podes avisar-me as vezes que quiseres, que não te recomendas, que vais acabar por me magoar, que não andas virada para nada a não ser a crua relação que procuras nas coisas da tua vida, eu sinceramente ignoro. Primeiro porque se tens medo de me magoar, é porque te preocupas, e se te preocupas não podes ser tão má como te pintas. Segundo porque não quero de ti aquilo que se calhar pensas que procuro. Gosto da companhia, e acho-te uma pessoa interessante, e se algum dia acontecer algo que tenha de acontecer logo se verá. Não sonho acordado, deixei-me disso, mas também não dramatizo a coisa ao ponto de ver o mundo como se tudo fosse cru e frio.
Seja como for acho que és uma tretas. Não te pedi nada, nem te ofereci nada, o meu interesse em ti por agora é puramente recreativo. Gosto das conversas, e gosto de pensar que consigo mexer com a tua cabeça, mesmo sabendo que se calhar não o faço, e com noção que tu prontamente o irias negar. Posso não mexer contigo, mas gosto de ser presunçoso o suficiente para pensar que se calhar mexo contigo, e estimulo algo em ti.
No fundo acho que tentas pintar uma imagem de ti, que eu consigo capturar, amarrotar, e ver para lá disso. Se isso te incomodar, tanto melhor, porque assim torna tudo mais interessante.
Não é quente nem frio, nem se pode categorizar como sentimento. Apenas gosto de falar contigo, porque estou entretido, e também gosto de tentar entreter-te.
Seja como for, não digo que sejas recomendável, nem acredito que não tenhas os teus problemas. De certo não és um anjo de pessoa, nem assim te vejo, mas também não acredito que sejas um lobo em pele de cordeiro.
Podes avisar-me as vezes que quiseres, que não te recomendas, que vais acabar por me magoar, que não andas virada para nada a não ser a crua relação que procuras nas coisas da tua vida, eu sinceramente ignoro. Primeiro porque se tens medo de me magoar, é porque te preocupas, e se te preocupas não podes ser tão má como te pintas. Segundo porque não quero de ti aquilo que se calhar pensas que procuro. Gosto da companhia, e acho-te uma pessoa interessante, e se algum dia acontecer algo que tenha de acontecer logo se verá. Não sonho acordado, deixei-me disso, mas também não dramatizo a coisa ao ponto de ver o mundo como se tudo fosse cru e frio.
Seja como for acho que és uma tretas. Não te pedi nada, nem te ofereci nada, o meu interesse em ti por agora é puramente recreativo. Gosto das conversas, e gosto de pensar que consigo mexer com a tua cabeça, mesmo sabendo que se calhar não o faço, e com noção que tu prontamente o irias negar. Posso não mexer contigo, mas gosto de ser presunçoso o suficiente para pensar que se calhar mexo contigo, e estimulo algo em ti.
No fundo acho que tentas pintar uma imagem de ti, que eu consigo capturar, amarrotar, e ver para lá disso. Se isso te incomodar, tanto melhor, porque assim torna tudo mais interessante.
Não é quente nem frio, nem se pode categorizar como sentimento. Apenas gosto de falar contigo, porque estou entretido, e também gosto de tentar entreter-te.
sexta-feira, maio 15, 2009
O telefonema.
Senti que não estavas à espera quando te liguei. Já te disse que não quero nada. Não é por ti nem por mim que insisto, não é por nós que faço as coisas, apenas satisfaço uma vontade.
Gosto de falar contigo. Sinto-me bem. Conversa despreocupada, sempre com um misto de charme e ordinarice.
Gosto muito da tua voz, dos teus trejeitos femininos, dos comportamentos e reacções.
Acho piada, graça, fascínio, o que tu melhor entenderes, a quem tu és.
Peguei no telefone e liguei outra vez. Ocupado. Voltei a ligar. Ocupado. Não desesperei, porque tenho plena noção que não pretendo desistir, porque não tenho nada, absolutamente nada a perder. Finalmente breves e curtas palavras tuas, o suficiente para saciar a vontade de te ouvir, sentir o teu ar surpreso, de quem não acredita que quando digo que não me apetece deixar-te sozinha, e que vou lá estar para ti, um misto de incredibilidade, de emoção, e ao mesmo tempo senti na tua voz um leve toque de desejo que não te voltasse a ligar mais nenhuma vez.
Infelizmente não és tu que decides com quem me dou ou não, e eu gosto muito da tua companhia, e por agora, isso é tudo o quanto te peço. Não me apetece ir embora.
Vou ligar-te outra vez.
Gosto de falar contigo. Sinto-me bem. Conversa despreocupada, sempre com um misto de charme e ordinarice.
Gosto muito da tua voz, dos teus trejeitos femininos, dos comportamentos e reacções.
Acho piada, graça, fascínio, o que tu melhor entenderes, a quem tu és.
Peguei no telefone e liguei outra vez. Ocupado. Voltei a ligar. Ocupado. Não desesperei, porque tenho plena noção que não pretendo desistir, porque não tenho nada, absolutamente nada a perder. Finalmente breves e curtas palavras tuas, o suficiente para saciar a vontade de te ouvir, sentir o teu ar surpreso, de quem não acredita que quando digo que não me apetece deixar-te sozinha, e que vou lá estar para ti, um misto de incredibilidade, de emoção, e ao mesmo tempo senti na tua voz um leve toque de desejo que não te voltasse a ligar mais nenhuma vez.
Infelizmente não és tu que decides com quem me dou ou não, e eu gosto muito da tua companhia, e por agora, isso é tudo o quanto te peço. Não me apetece ir embora.
Vou ligar-te outra vez.
Também decidi aceitar o desafio da minha foto.

Pois é, indo ao Google imagens e colocando o nome completo, aparecia uma imagem do D. Sebastião. Decidi então usar apenas o primeiro e último nome, e a imagem que aparece em primeiro lugar foi esta.
Sinceramente fico assustado. Será que no futuro serei assim? Sinceramente tenho pouco a haver com a imagem, mas adorei o pormenor do cabelo, e em breve vou tentar adoptar o estilo.
quinta-feira, maio 14, 2009
Já não me ria assim ...
Fartei-me de rir, e nesta personagem, revi um misto de muitos dos meus amigos.
quarta-feira, maio 13, 2009
Estragado.
Deliciada nas tuas vontades, és mimada por quem te tomas fazer teu sem intenção de soltar o mais estúpido prisioneiro que se deixou fazer cativo no teu doce relato das palavras.
Fico sem ar. Perco-me no ser. Vem devagar o que espero ver.
Não sei mais. Não sei mais nada. De mim ou de ninguém. Quem me quer, quem me tem.
Não sei. Recuso-me a querer saber, e no entanto agarro pelas pernas quem desejo ver partir.
Sou um paradoxo ambulante, um romântico pedante, sem leito de morte, pois fui morto pela esperança de ver em ti algo mais que não queria, quase que por magia, deixei-me morrer.
Desliguei-me. Suicidei-me amorosamente, como quem põem termo ao que era, e saúda o que será feito do meu corpo, pois a alma abandonou a residência e jaz agora nas mãos de quem pegou e largou.
Sou tão paradoxal que o asco que sinto em ser assim, é de si dicotómico e em nada encaixa no orgulho por sentir da forma que sinto.
Sou inconformado, estragado, usado, abusado, sabido, vendido, entregue a ti, e a quem me quer bem, ou quem bem me quer, mesmo sem pensar que não aguento mais tudo isto.
Quero ver-te ir embora, sentir o salto agulha a sair de cima do meu espírito, onde andavas para trás e para a frente calcando o que restava de mim mesmo.
Desejo intimamente ver-te partir para outros lados, e ainda assim dou por mim a segurar-te na mão impedindo que vás. Não quero ser eu a fugir, quero que sejas tu, não me quero esconder a não ser que seja por baixo de ti.
Não quero que vás, ainda não, não estou pronto para ficar sem ti, mas não aguento estar ao teu pé, tão ausente e indiferente ao que eu não quero que me sejas, mas que corres o risco de ser.
O triste é que no fim, depois de tanto disparate, de tanto escrito sem senso, esta mensagem é para todos e para ninguém.
Fico sem ar. Perco-me no ser. Vem devagar o que espero ver.
Não sei mais. Não sei mais nada. De mim ou de ninguém. Quem me quer, quem me tem.
Não sei. Recuso-me a querer saber, e no entanto agarro pelas pernas quem desejo ver partir.
Sou um paradoxo ambulante, um romântico pedante, sem leito de morte, pois fui morto pela esperança de ver em ti algo mais que não queria, quase que por magia, deixei-me morrer.
Desliguei-me. Suicidei-me amorosamente, como quem põem termo ao que era, e saúda o que será feito do meu corpo, pois a alma abandonou a residência e jaz agora nas mãos de quem pegou e largou.
Sou tão paradoxal que o asco que sinto em ser assim, é de si dicotómico e em nada encaixa no orgulho por sentir da forma que sinto.
Sou inconformado, estragado, usado, abusado, sabido, vendido, entregue a ti, e a quem me quer bem, ou quem bem me quer, mesmo sem pensar que não aguento mais tudo isto.
Quero ver-te ir embora, sentir o salto agulha a sair de cima do meu espírito, onde andavas para trás e para a frente calcando o que restava de mim mesmo.
Desejo intimamente ver-te partir para outros lados, e ainda assim dou por mim a segurar-te na mão impedindo que vás. Não quero ser eu a fugir, quero que sejas tu, não me quero esconder a não ser que seja por baixo de ti.
Não quero que vás, ainda não, não estou pronto para ficar sem ti, mas não aguento estar ao teu pé, tão ausente e indiferente ao que eu não quero que me sejas, mas que corres o risco de ser.
O triste é que no fim, depois de tanto disparate, de tanto escrito sem senso, esta mensagem é para todos e para ninguém.
Que se parta a mesa.
E é no tenebroso silêncio da noite, que bato três vezes com o punho na mesa, e três vezes revelo com o punho batido a minha insatisfação.
É na bruma de uma ausência sentida, que grito duas vezes profundamente, por duas vezes ecoam os gritos mudos de quem se sente só.
Com o pesar da verdade sobre os ombros, por uma vez disse o teu nome, e só por uma vez o amaldiçoei.
Não são os números ou ciclos que me atraiçoam, nem as contas que me baralham, sou capaz de calcular tudo na minha vida. O meu problema são os nomes, que nome dar a quem, quando e porquê?
Levas daqui o meu recado, que em teu nome não cometerei pecado, o maior pecado que me lembro, a alienação de quem sou, por um pouco de quem és. O tão pouco que tens para dar.
É na bruma de uma ausência sentida, que grito duas vezes profundamente, por duas vezes ecoam os gritos mudos de quem se sente só.
Com o pesar da verdade sobre os ombros, por uma vez disse o teu nome, e só por uma vez o amaldiçoei.
Não são os números ou ciclos que me atraiçoam, nem as contas que me baralham, sou capaz de calcular tudo na minha vida. O meu problema são os nomes, que nome dar a quem, quando e porquê?
Levas daqui o meu recado, que em teu nome não cometerei pecado, o maior pecado que me lembro, a alienação de quem sou, por um pouco de quem és. O tão pouco que tens para dar.
domingo, maio 10, 2009
Leram-me o mapa astral, e eu não entendo nada.
SOL EM ÁRIES, ASCENDENTE EM LIBRA - A LUTA POR CAUSAS SOCIAIS
De acordo com a sua hora de nascimento, Pedro, você nasceu com o ascendente em Áries e o Sol em Libra, condição típica de quem nasceu por volta do pôr-do-sol. A projeção do astro-rei para a zona oeste do mapa lhe garante uma compreensão natural do seu próximo, uma condição especial chamada alteridade, que lhe permite reconhecer o outro como outra pessoa com desejos e quereres próprios, e não como uma extensão sua. Tudo isso lhe torna uma pessoa hábil para relacionamentos, que tem um grande respeito pelos processos alheios. Esta é uma qualidade especial e desejada em terapeutas, em pessoas que atendem os outros.
*A poderosa qualidade guerreira de Áries se conjuga ao espírito de justiça libriano, e o resultado é um profundo compromisso com uma ética pessoal e, sobretudo, a coragem de lutar por causas que você considere justas. Cuidado apenas para não descambar para um estilo teórico demais, pois Libra - seu ascendente - é demasiadamente idealista, e Áries tem um lado ingênuo, de modo que nem todos os seus sonhos encontram eco na realidade mundana. Você pode inclusive se desapontar, não entendendo como as pessoas não conseguem "ver a beleza" das suas idéias e motivações, e termina se sentindo como um gênio incompreendido.
Seu anseio por justiça é grande, mas pode ser exagerado, a ponto de você terminar manifestando um lado "Dom Quixote", lutando contra moinhos de vento. Cabe a você aprender a lidar com metas realistas e observar o que é prático e efetivo. Não estou sugerindo que você abdique de seus ideais librianos, mas apenas que saiba esperar o tempo certo. Paciência, afinal, é sempre uma virtude importante a se aprender quando se nasce sob o signo de Áries.
Leram-me o mapa astral, mas como não levo jeito para estas coisas, interpretem vocês e deixem na caixa de comentários as vossas interpretações.
De acordo com a sua hora de nascimento, Pedro, você nasceu com o ascendente em Áries e o Sol em Libra, condição típica de quem nasceu por volta do pôr-do-sol. A projeção do astro-rei para a zona oeste do mapa lhe garante uma compreensão natural do seu próximo, uma condição especial chamada alteridade, que lhe permite reconhecer o outro como outra pessoa com desejos e quereres próprios, e não como uma extensão sua. Tudo isso lhe torna uma pessoa hábil para relacionamentos, que tem um grande respeito pelos processos alheios. Esta é uma qualidade especial e desejada em terapeutas, em pessoas que atendem os outros.
*A poderosa qualidade guerreira de Áries se conjuga ao espírito de justiça libriano, e o resultado é um profundo compromisso com uma ética pessoal e, sobretudo, a coragem de lutar por causas que você considere justas. Cuidado apenas para não descambar para um estilo teórico demais, pois Libra - seu ascendente - é demasiadamente idealista, e Áries tem um lado ingênuo, de modo que nem todos os seus sonhos encontram eco na realidade mundana. Você pode inclusive se desapontar, não entendendo como as pessoas não conseguem "ver a beleza" das suas idéias e motivações, e termina se sentindo como um gênio incompreendido.
Seu anseio por justiça é grande, mas pode ser exagerado, a ponto de você terminar manifestando um lado "Dom Quixote", lutando contra moinhos de vento. Cabe a você aprender a lidar com metas realistas e observar o que é prático e efetivo. Não estou sugerindo que você abdique de seus ideais librianos, mas apenas que saiba esperar o tempo certo. Paciência, afinal, é sempre uma virtude importante a se aprender quando se nasce sob o signo de Áries.
Leram-me o mapa astral, mas como não levo jeito para estas coisas, interpretem vocês e deixem na caixa de comentários as vossas interpretações.
sábado, maio 09, 2009
Por quem procuro, sei o teu nome, e não sei quem és.
O simples ecoar do teu riso, cria em mim as mais orquestrais saudades.
Os teus insultos eram como unhas cravadas nas costas durante o êxtase, nem bom nem mau, eram parte dos nossos jogos, das brincadeiras.
Imaginar as tuas pernas entrelaçadas nas minhas, os pés que brincam, as mãos que se conhecem, dois olhares que se enternecem.
E por gentil toque dos meus dedos nas tuas costas, e caloroso sorriso na tua boca, apelando aos meus lábios o saciar da fome, do desejo mais carente.
Foi decalcando o teu rosto com a ponta dos dedos, que desenhei de ti uma imagem que não tenho, foi no puro ar que me rodeia, naquele que tomou o teu lugar, foi nele que esculpi toda a tua forma, e todos os meus suaves toques, desde o sentir a pele dos teus braços, ao calor das tuas coxas, o ofegar do teu peito, e o teu colo, é nele que imaginariamente deito e repouso a minha cabeça, numa subserviência que pede mimo.
Numa voz doce descrevo-te os meus desejos para contigo, as minhas intenções menos próprias, mas profundamente justificadas, pretendidas e até esperadas.
Alguém ficou de me ligar a noite passada. Alguém ficou de ir comigo ao cinema a noite passada. Alguém ficou de mexer no meu cabelo enquanto sentados olhávamos a lua.
Onde andas tu?
Os teus insultos eram como unhas cravadas nas costas durante o êxtase, nem bom nem mau, eram parte dos nossos jogos, das brincadeiras.
Imaginar as tuas pernas entrelaçadas nas minhas, os pés que brincam, as mãos que se conhecem, dois olhares que se enternecem.
E por gentil toque dos meus dedos nas tuas costas, e caloroso sorriso na tua boca, apelando aos meus lábios o saciar da fome, do desejo mais carente.
Foi decalcando o teu rosto com a ponta dos dedos, que desenhei de ti uma imagem que não tenho, foi no puro ar que me rodeia, naquele que tomou o teu lugar, foi nele que esculpi toda a tua forma, e todos os meus suaves toques, desde o sentir a pele dos teus braços, ao calor das tuas coxas, o ofegar do teu peito, e o teu colo, é nele que imaginariamente deito e repouso a minha cabeça, numa subserviência que pede mimo.
Numa voz doce descrevo-te os meus desejos para contigo, as minhas intenções menos próprias, mas profundamente justificadas, pretendidas e até esperadas.
Alguém ficou de me ligar a noite passada. Alguém ficou de ir comigo ao cinema a noite passada. Alguém ficou de mexer no meu cabelo enquanto sentados olhávamos a lua.
Onde andas tu?
sexta-feira, maio 08, 2009
Começar de novo.
Lavar a cara, e tirar a terra das mãos, enterrar o que era, e esperar que em mim nasça alguém mais forte, diferente, talvez uma pedra assente sob o regime dos outros.
Sangrar a alma, e acalmar a mente.
Vampirismo social, é um fenómeno onde durante o dia somos aceites, e à noite feridos por qualquer luz que brote do comportamento daqueles a quem queremos a voz, o toque, a simples companhia.
Não peço muito, mas por certo vou cada vez dar menos, porque de nada me serve ser como sou.
Fiquei cansado e baixo os braços. Quero voltar às origens, e desaprender a ser como acabei por me tornar. Quero fechar em copas, e guardar toda a luz cá dentro. Se sentir dor, que seja a dor de me ter por companhia, que seja a minha alma a rasgar o dia, a quebrar as paredes de um pranto daquele menino que noutros dias sabia viver sozinho, e hoje em dia, não sabe, não quer, nem sente.
Hei de gelar até que nada mais me doa, e quebrar a incessante vontade de fugir quando me apertam o coração com as mãos.
Já dizia quem me conhece, que sou fraco, e que a minha fraqueza está em não conseguir deixar de ser quem sou.
Resta-me sorrir para o espelho e tapar a cara com a mão. Melhores dias hão de vir.
Não peço muito, mas por certo vou cada vez dar menos, porque de nada me serve ser como sou.
Fiquei cansado e baixo os braços. Quero voltar às origens, e desaprender a ser como acabei por me tornar. Quero fechar em copas, e guardar toda a luz cá dentro. Se sentir dor, que seja a dor de me ter por companhia, que seja a minha alma a rasgar o dia, a quebrar as paredes de um pranto daquele menino que noutros dias sabia viver sozinho, e hoje em dia, não sabe, não quer, nem sente.
Hei de gelar até que nada mais me doa, e quebrar a incessante vontade de fugir quando me apertam o coração com as mãos.
Já dizia quem me conhece, que sou fraco, e que a minha fraqueza está em não conseguir deixar de ser quem sou.
Resta-me sorrir para o espelho e tapar a cara com a mão. Melhores dias hão de vir.
Palhaço de gelo.
Colidiu. Foi um choque entre duas vidas, onde não se ouviram despedidas, apenas o violento embate entre o que ele era, e no que se tornou.
Foi o cansaço que o venceu, a paciência que esmoreceu, e a incompreensão de como funciona o mundo. Sentiu-se incompreendido mesmo quando lhe acenavam com a cabeça em sinal de concordância. Perdeu-se a crença na esperança e a fé nos melhores dias.
Deixou-se levar para algo que não é, negligenciou quem teve, e falhou com quem não tinha.
Era assim a sua vida. Noites a fio no mesmo ciclo. Nunca entendeu porque sentia aquela insatisfação, porque tantas vezes lhe estendiam a mão apenas para o empurrar e nunca para o puxar. Não pedira nada a não ser uma oportunidade de ser aceite, de olharem para ele como era, mesmo que fosse alguém já raro e estimado, não era apreciado, não mais que um palhaço.
Inverteu os papeis. Era uma espécie de ser estranho, um palhaço sem mascara, um palhaço sem graça, um palhaço que não escondia o rosto, e abria o peito rasgado, dando de si o melhor que tinha. Pegaram-lhe fogo no seu peito, atiraram-lhe as tintas para a cara, com o dedo desenharam-lhe uma boca triste, como se fosse mais um boneco de porcelana que apenas servia para brincar em alguns momentos. Ataram-lhe cordéis à volta dos membros, os estigmas que os outros sofreram, eram agora os fios que puxavam para fazer dançar este boneco. Eram fios de aço que lhe cortavam a pele, que lhe laceravam a carne, como um fio pálido e metálico onde escorria o sangue vermelho dor. Vermelho dor era a cor com que lhe pintaram a boca, o sorriso triste com que o presentearam, e quase que em tom de troça gritavam, "Dança! Dança! Porque quem és diverte mais do que encanta.".
O mais triste, foi descobrir que no fundo, era vitima de si mesmo. Já por vezes tinha pensado em borrar a cara, esquecer as regras e viver para si mesmo, mas o palhaço, que outro nome não se lhe ajeita, era aquilo que mais se enaltecia, e ao mesmo tempo aquilo que mais despreza em si mesmo.
É errado sermos como achamos que temos direito de ser, o mundo é frio e poucas dúvidas disso mesmo restam em cada noite que se via calado pelas vozes que a ele apelavam conforto, carinho, e compreensão.
Cada vez que lhe dizem que é bonita a forma como ele é, e depois lhe demonstram o que isso trás, é uma chapada de mão aberta, uma angustia que se aperta, e um coração que mirra, pouco a pouco, até se tornar num pequeno cubo de gelo para refrescar a bebida amarga que um dia foi obrigado a beber.
Muitos lhe apontaram que não era nenhuma vítima, e de facto só seria vitima de si mesmo, e da maneira como se entrega.
Foi o cansaço que o venceu, a paciência que esmoreceu, e a incompreensão de como funciona o mundo. Sentiu-se incompreendido mesmo quando lhe acenavam com a cabeça em sinal de concordância. Perdeu-se a crença na esperança e a fé nos melhores dias.
Deixou-se levar para algo que não é, negligenciou quem teve, e falhou com quem não tinha.
Era assim a sua vida. Noites a fio no mesmo ciclo. Nunca entendeu porque sentia aquela insatisfação, porque tantas vezes lhe estendiam a mão apenas para o empurrar e nunca para o puxar. Não pedira nada a não ser uma oportunidade de ser aceite, de olharem para ele como era, mesmo que fosse alguém já raro e estimado, não era apreciado, não mais que um palhaço.
Inverteu os papeis. Era uma espécie de ser estranho, um palhaço sem mascara, um palhaço sem graça, um palhaço que não escondia o rosto, e abria o peito rasgado, dando de si o melhor que tinha. Pegaram-lhe fogo no seu peito, atiraram-lhe as tintas para a cara, com o dedo desenharam-lhe uma boca triste, como se fosse mais um boneco de porcelana que apenas servia para brincar em alguns momentos. Ataram-lhe cordéis à volta dos membros, os estigmas que os outros sofreram, eram agora os fios que puxavam para fazer dançar este boneco. Eram fios de aço que lhe cortavam a pele, que lhe laceravam a carne, como um fio pálido e metálico onde escorria o sangue vermelho dor. Vermelho dor era a cor com que lhe pintaram a boca, o sorriso triste com que o presentearam, e quase que em tom de troça gritavam, "Dança! Dança! Porque quem és diverte mais do que encanta.".
O mais triste, foi descobrir que no fundo, era vitima de si mesmo. Já por vezes tinha pensado em borrar a cara, esquecer as regras e viver para si mesmo, mas o palhaço, que outro nome não se lhe ajeita, era aquilo que mais se enaltecia, e ao mesmo tempo aquilo que mais despreza em si mesmo.
É errado sermos como achamos que temos direito de ser, o mundo é frio e poucas dúvidas disso mesmo restam em cada noite que se via calado pelas vozes que a ele apelavam conforto, carinho, e compreensão.
Cada vez que lhe dizem que é bonita a forma como ele é, e depois lhe demonstram o que isso trás, é uma chapada de mão aberta, uma angustia que se aperta, e um coração que mirra, pouco a pouco, até se tornar num pequeno cubo de gelo para refrescar a bebida amarga que um dia foi obrigado a beber.
Muitos lhe apontaram que não era nenhuma vítima, e de facto só seria vitima de si mesmo, e da maneira como se entrega.
segunda-feira, maio 04, 2009
Diário de Bordo na vida de um matrapilho.
Estou indeciso se a minha vida neste momento parece uma novela, ou um filme muito rasca, mas vai dar quase ao mesmo.
Gostava de procurar estabilidade para a minha vida, companhia, até uma certa rotina, e viver a vida de modo mais descansado.
Nestes últimos tempos tido sido tudo menos isso, e a minha cabeça nunca se sentiu tão cansada, a minha alma tão gasta e o meu corpo tão violentamente pontapeado.
Tenho comido pouco e a más horas, e é quando como, por exemplo neste momento a última coisa que comi foi à 24 horas atrás. E muitos dos dias teem sido assim.
O telemóvel tem ficado sem bateria mais vezes, quando noutros tempos só o metia a carregar de 3 em 3 dias, nesta semana não houve dia que não tivesse de ser ligado à corrente.
Tenho andado para cá e para lá a tentar descobrir as coisas que quero, o que está destinado a completar-me mesmo que por tempo indeterminado.
Tenho prioridades desreguladas, vontades animalescas por domar, não sei que passo dar primeiro, e onde cair depois. Eu sei que vou cair não tarda, e vou cair não de um estado de graça ou do altar dos aventurados, mas vou cair do chão, vou cair mais abaixo de onde cai da última vez.
No meio disto tudo tenho pena de muita coisa. Tenho pena de não ter coragem para enfrentar mais desafios, porque sei que volta e meia iriam atormentar-me, tenho pena de me ter desligado de muitas coisas que gosto de fazer, porque passei a dedicar o meu tempo a outras coisas que se calhar não merecem esse tempo. Tenho pena de me ter desligado e de já não estar com os meus verdadeiros amigos desde sei lá quando, e passo a vida no combina e desmarca por vontade alheia, e porque por algum motivo que ainda não consegui entender surgem problemas que em nada são mais importantes resolver, do que passar tempo com os meus amigos, mas no fim sou forçado a resolve-los para que mais tarde não se propaguem ou aumentem de tamanho.
Eu sou uma pessoa simples que não tem problema nenhum em viver uma vida complexa, mas que no entanto começa a ficar farto de gente complexa que pensa que a vida deve ser levada como algo puramente simples.
De facto as coisas podem ser muito mais simples, mas de modo algum será a vida que tem de ser simplificada, tão somente será preciso que as pessoas simplifiquem o que sentem, os seus desejos e anseios.
Gostava de procurar estabilidade para a minha vida, companhia, até uma certa rotina, e viver a vida de modo mais descansado.
Nestes últimos tempos tido sido tudo menos isso, e a minha cabeça nunca se sentiu tão cansada, a minha alma tão gasta e o meu corpo tão violentamente pontapeado.
Tenho comido pouco e a más horas, e é quando como, por exemplo neste momento a última coisa que comi foi à 24 horas atrás. E muitos dos dias teem sido assim.
O telemóvel tem ficado sem bateria mais vezes, quando noutros tempos só o metia a carregar de 3 em 3 dias, nesta semana não houve dia que não tivesse de ser ligado à corrente.
Tenho andado para cá e para lá a tentar descobrir as coisas que quero, o que está destinado a completar-me mesmo que por tempo indeterminado.
Tenho prioridades desreguladas, vontades animalescas por domar, não sei que passo dar primeiro, e onde cair depois. Eu sei que vou cair não tarda, e vou cair não de um estado de graça ou do altar dos aventurados, mas vou cair do chão, vou cair mais abaixo de onde cai da última vez.
No meio disto tudo tenho pena de muita coisa. Tenho pena de não ter coragem para enfrentar mais desafios, porque sei que volta e meia iriam atormentar-me, tenho pena de me ter desligado de muitas coisas que gosto de fazer, porque passei a dedicar o meu tempo a outras coisas que se calhar não merecem esse tempo. Tenho pena de me ter desligado e de já não estar com os meus verdadeiros amigos desde sei lá quando, e passo a vida no combina e desmarca por vontade alheia, e porque por algum motivo que ainda não consegui entender surgem problemas que em nada são mais importantes resolver, do que passar tempo com os meus amigos, mas no fim sou forçado a resolve-los para que mais tarde não se propaguem ou aumentem de tamanho.
Eu sou uma pessoa simples que não tem problema nenhum em viver uma vida complexa, mas que no entanto começa a ficar farto de gente complexa que pensa que a vida deve ser levada como algo puramente simples.
De facto as coisas podem ser muito mais simples, mas de modo algum será a vida que tem de ser simplificada, tão somente será preciso que as pessoas simplifiquem o que sentem, os seus desejos e anseios.
segunda-feira, abril 27, 2009
Coisas que nunca fiz, e coisas que tenho de fazer.
Nunca o fiz, e foi uma realidade nova.
Nunca tinha tido um dia bonito que depois da meia noite se tenha tornado em algo completamente diferente.
Nunca tinha entrado num bar ou café e pedido um copo de whisky, bebido de uma assentada, posto uma nota na mesa e sair de seguida em tão poucos segundos, sem olhar para uma única cara presente, num sitio cheio de gente.
Nunca tinha tido vontade de deixar de ser quem sou, e ser quem eu tenho de ser.
Nunca me passou pela cabeça que a minha maneira de ser fosse tão má para mim, ao ponto de pensar seriamente que se me tornar num cabrão frio e desgostoso, fosse realmente aquilo que preciso para a minha vida.
Foi a primeira vez que apeteceu-me chorar e não chorei, e recuso-me a chorar, a desabafar com alguém, quero usar este amargo que tenho, quero com ele criar uma distância do que sou, perder noção disso, e pensar que se não me conseguir livrar da maneira que sou com os outros, ao menos que desconheça isso, e passe a culpar algo que não eu.
Nunca tinha pensado em evitar conhecer a realidade, nem que a verdade era tão cabrona, acho que vivia bem com uma mentira demasiado boa para se notar, ou suficientemente aceitável para me fazer ignorar a realidade que sou.
Tudo isto em menos de meia hora.
E amanhã para mal dos meus pecados, mesmo daqueles que podia ter cometido e não cometi, amanhã talvez acorde para a infelicidade de continuar a ser quem sou e como sou.
Nada muda, só o facto de ter visto mais uma vez a minha realidade.
Não quero ser crescido, não quero ser o homenzinho das situações, só quero que por uma vez as coisas fossem como eu lutei para que fossem, e que um dia alguém me compreenda, e aceite, que alguém um dia veja em mim o que realmente diz ver.
Amanhã se calhar volto ao mesmo, mas até ir dormir, serei uma pessoa diferente.
Nunca tinha tido um dia bonito que depois da meia noite se tenha tornado em algo completamente diferente.
Nunca tinha entrado num bar ou café e pedido um copo de whisky, bebido de uma assentada, posto uma nota na mesa e sair de seguida em tão poucos segundos, sem olhar para uma única cara presente, num sitio cheio de gente.
Nunca tinha tido vontade de deixar de ser quem sou, e ser quem eu tenho de ser.
Nunca me passou pela cabeça que a minha maneira de ser fosse tão má para mim, ao ponto de pensar seriamente que se me tornar num cabrão frio e desgostoso, fosse realmente aquilo que preciso para a minha vida.
Foi a primeira vez que apeteceu-me chorar e não chorei, e recuso-me a chorar, a desabafar com alguém, quero usar este amargo que tenho, quero com ele criar uma distância do que sou, perder noção disso, e pensar que se não me conseguir livrar da maneira que sou com os outros, ao menos que desconheça isso, e passe a culpar algo que não eu.
Nunca tinha pensado em evitar conhecer a realidade, nem que a verdade era tão cabrona, acho que vivia bem com uma mentira demasiado boa para se notar, ou suficientemente aceitável para me fazer ignorar a realidade que sou.
Tudo isto em menos de meia hora.
E amanhã para mal dos meus pecados, mesmo daqueles que podia ter cometido e não cometi, amanhã talvez acorde para a infelicidade de continuar a ser quem sou e como sou.
Nada muda, só o facto de ter visto mais uma vez a minha realidade.
Não quero ser crescido, não quero ser o homenzinho das situações, só quero que por uma vez as coisas fossem como eu lutei para que fossem, e que um dia alguém me compreenda, e aceite, que alguém um dia veja em mim o que realmente diz ver.
Amanhã se calhar volto ao mesmo, mas até ir dormir, serei uma pessoa diferente.
A dor daqueles que lutam.
Não vou desistir de uma felicidade que nasceu em mim, mas hoje certamente senti a amargura de tentar ser eu mesmo.
Maldito o dia em que nasci como sou, e tentei dar o melhor de mim a quem quis, mas sabe tão bem fazer alguém, feliz, sabe bem a felicidade que dai retiro.
Depois de dois dias com o melhor sabor na boca, de sentir na pele os melhores e mais felizes toques, agora uma amargura invade-me a boca, um sentimento envenena-me o corpo.
Não vou desistir, mas sei que agora estou coxo.
Maldito o dia em que nasci como sou, e tentei dar o melhor de mim a quem quis, mas sabe tão bem fazer alguém, feliz, sabe bem a felicidade que dai retiro.
Depois de dois dias com o melhor sabor na boca, de sentir na pele os melhores e mais felizes toques, agora uma amargura invade-me a boca, um sentimento envenena-me o corpo.
Não vou desistir, mas sei que agora estou coxo.
terça-feira, abril 21, 2009
Começo a sentir o calor de uma certa luz sobre o meu rosto que sorri, por ti.
Conversa do tipo..
A - Fico feliz por ver que estás bem, tenho lido os teus textos, e pareces feliz.
Eu - Pois mas aqueles textos não passam de criação minha, de imaginação, uma forma de exorcizar aquele demónio que em mim existe, que não me permite ligar o desejo e a vontade.
A - Mas ao imaginares isso tudo, não vives já um bocado desse mundo? És tu que crias a tua própria realidade naquilo que escreves e descreves.
Eu - Acaba por não passar de imaginação criatividade e uma vontade de viver tais anseios, mas daí a ser uma base sólida da realidade que eu vivo, não me parece.
A - Tudo é criado, e no teu caso uma fantástica criação, que poderias querer mais?
Eu - Queria uma realidade, crua e pura. bruta e nua.
Sou como sou e sei que vivo o que digo, seja de que forma for, e se calhar nos últimos posts, vivo uma realidade bem mais perto do que algum dia esperei, e em criações mais antigas, onde idealizava alguém com quem as viver, pode se ter dado o caso de encontrar a pessoa certa. Acho que não está assim tão longe a materialização do sonho, só que tenho uma enorme necessidade de lhe dar um beijo, encostar a minha testa na dela, suspirar e dizer que finalmente encontrei aquela pessoa que foi capaz de me tirar o chão por debaixo dos pés, de me encantar profundamente, alguém que acima de um enorme carinho que sinto, tenho uma grande admiração por quem é, pelo que já viveu, e a forma linda que tem nos seus jeitos de ser.
Talvez comece a dar razão a A. quando me diz que um dia serei feliz, e que está tudo mais perto do que imagino. Começo a acreditar nisso, e a resposta aos meus anseios, pode estar para breve.
A - Fico feliz por ver que estás bem, tenho lido os teus textos, e pareces feliz.
Eu - Pois mas aqueles textos não passam de criação minha, de imaginação, uma forma de exorcizar aquele demónio que em mim existe, que não me permite ligar o desejo e a vontade.
A - Mas ao imaginares isso tudo, não vives já um bocado desse mundo? És tu que crias a tua própria realidade naquilo que escreves e descreves.
Eu - Acaba por não passar de imaginação criatividade e uma vontade de viver tais anseios, mas daí a ser uma base sólida da realidade que eu vivo, não me parece.
A - Tudo é criado, e no teu caso uma fantástica criação, que poderias querer mais?
Eu - Queria uma realidade, crua e pura. bruta e nua.
Sou como sou e sei que vivo o que digo, seja de que forma for, e se calhar nos últimos posts, vivo uma realidade bem mais perto do que algum dia esperei, e em criações mais antigas, onde idealizava alguém com quem as viver, pode se ter dado o caso de encontrar a pessoa certa. Acho que não está assim tão longe a materialização do sonho, só que tenho uma enorme necessidade de lhe dar um beijo, encostar a minha testa na dela, suspirar e dizer que finalmente encontrei aquela pessoa que foi capaz de me tirar o chão por debaixo dos pés, de me encantar profundamente, alguém que acima de um enorme carinho que sinto, tenho uma grande admiração por quem é, pelo que já viveu, e a forma linda que tem nos seus jeitos de ser.
Talvez comece a dar razão a A. quando me diz que um dia serei feliz, e que está tudo mais perto do que imagino. Começo a acreditar nisso, e a resposta aos meus anseios, pode estar para breve.
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