terça-feira, abril 14, 2009

Respeito conquistado a pilosidade.

Eu não me importo que me chamem de senhor, tudo bem, compreendo, se calhar já está na altura, mas não gosto que façam de mim velhadas.
Estou na fila para pagar o almoço e o rapaz que estava à minha frente também teve o mesmo problema que eu, não levantou dinheiro e queria pagar com cartão.
O rapaz devia ter os seus 20 anos, ou por ai, ou seja sou pouco mais velho, no entanto o tratamento foi abismal. Quando o senhor da caixa passou o cartão do rapaz, deu erro de comunicação, mais uma tentativa e o mesmo volta a acontecer, nem passados 10 segundos da segunda tentativa o homem da caixa manda logo a boquinha ao rapaz, "Pois andou a gastar o dinheiro todo em roupa agora não consegue pagar o jantar. Estes miúdos são sempre a mesma coisa.". O rapaz ficou prontamente ofendido e disse que o problema seria da máquina e que tinha o cartão atestado com euritos, num tom já um bocado irritado. Eu na minha paz ali à espera para pagar com cartão também fui envolvido ao barulho. O homem da caixa pediu-me o meu cartão e disse "Este senhor parece gente séria, por isso se o cartão não funcionar é da máquina se funcionar é do seu cartão."
Com medo de passar vergonha, meti logo os outros cartões de multibanco à mão, não fosse não ter dinheiro naquele e deixar de ser alguém que aparenta ser gente séria, podia assim redimir a falha do primeiro cartão mostrando que tinha mais que uma conta bancária e era pessoa de bem, ou na realidade uma pessoa que penhorou a alma com a banca.
O meu cartão também não funcionou, e antes que o senhor da caixa pudesse dizer qualquer coisa, ou despromover-me a bandido, disse logo para testar na outra maquina ao lado. No fim o problema era mesmo da máquina eu paguei a minha refeição primeira para que os outros pudessem ficar a discutir. Conclusão continuei a ser um senhor com aparência de gente séria, não fui despromovido a gandulo como tenho ideia que por vezes possa ser visto, e aposto que a minha barba cuidada e bem aparada acabo por me dar ar de gente séria, com mais idade, em vez de parecer um desleixado.
Sei que muita gente não me gosta de ver de barba, outros gostam de me ver com barba, e eu é como me der na cabeça.

segunda-feira, abril 13, 2009

Advogados são bicho esquisito.

Diz a Susana e bem que, onde há dois advogados há logo três opiniões. Eu diria que onde há dois advogados há logo três opiniões um batelão de sub-hipóteses, e um punhado de supostas soluções e até que se prove o contrário, nada de concreto em cima da mesa.

Mostrar despeito ao tempo.

Batem as horas no relógio, seja noite, dia ou madrugada, oiço o tempo abruptamente a passar por mim, e a cada passo do relógio continuo longe de tudo aquilo que quero tocar, ter, e acabo apenas por sonhar.
Quero romper a bruma que encobre o meu mundo de anseios, quero despejar os meus desejos em rajadas de metralhadora, atingir vários alvos, muitos sonhos, tudo com a mais afogueada vontade.
Gostava de bater a uma porta que me fosse aberta, cair em braços que reconfortem, comer de um sorriso que me aqueça e prometa tudo o mais que eu não me lembrei de pedir.
Quero a subserviência de uma paixão inegável, o beijo que diga "no matter what" que se imponha como carimbo que aprova aquilo que peço tão crente e nutrido por uma esperança farta.
Se chegar ao ponto de ficar entre a espada e a parede, que Deus me ajude, porque puxo a espada contra o meu corpo e fico encostado naquela parede trespassado pela espada, imóvel e sorridente, porque entre escolher uma ou outra, tomei a liberdade de embarcar nas duas e criar um impasse, como que se tivesse insultado o tempo que a partir dai deixaria de passar.

domingo, abril 12, 2009

Partilhando barreiras.

Sentir a luz do teu rosto através do timbre perfumado da tua voz, soube melhor do que poderia imaginar.
Foi sentir atentamente ao teu toque na minha face, ao gesto meigo do teu olhar que me amarrava ao teu regaço, e por lá sonhar. Tão simplesmente sonhar, como quem corre pelos largos campos da possibilidade, seguindo a trilha demarcada da esperança.
Eu acredito que possa um dia sentir a tua voz a embater contra os meus olhos fechados, enquanto prometes um beijo ou navegas a minha cara com a ponta dos teus dedos.
Quero sentir a tua boca a esbater com a minha, lábio com lábio num mordiscar depenicando um beijo aqui um beijo ali, um sorriso malandro jogando o charme à rua, deixando no ar uma ideia geral dos prazeres que se aproximam em pensamentos de passo largo e apressado.
Vejo-te ali de frente para mim sentada ao meu colo debruçada sobre mim, imaginando o teu próximo passo, acreditando que tanto serias capaz de pousar a cabeça no meu ombro e renegar do teu pensamento os males do mundo, e ficar em paz no meu abraço carinhoso, como também serias capaz de arrancar-me a timidez com jogo de língua e mão sorrateiras, provocando a carne e intimidando a mente, pedindo algo mais intenso e fugaz.
Imagino isto tudo, porque não te tenho, nem imagino que possa ter, não do modo em que fomos colocados no mundo, como peões num tabuleiro em lados opostos, e destinados ao sacrifício de nunca nos encontrarmos em jogo, sem nunca nos comermos, ou sermos comidos com vontade.
Não sei quem és, mas espero que existas, e mesmo que nunca te tenha, tive-te em desejo contido, nas penumbras do pensamento, foste minha e quis-te tanto que até pareceu verdadeira a ideia que não serias mero fruto da minha imaginação.

quinta-feira, abril 09, 2009

Quando te vejo

Estava sentado no café, quieto, mortiço, como se tivesse perdido mais um dia. Batia com os dedos na mesa como se estivesse a tocar bateria, a tentar marcar o compasso da batida do meu animo esmorecido por não te ter encontrado nem perdido.
Simplesmente não sei quem serás, ou por onde andas, não reconheço a tua cara, as tuas mãos, a tua voz, não sei nada de ti, se já nasceste ou não, estou absolutamente alheio ao meu destino.
Sei que existe alguém para mim, espero que exista, já nem sei.
No momento em que pegava no casaco para me ir embora senti os dedos frios, como se estivessem gelados do metal de uma caixa de multibanco, a passarem-me na nuca, a avançar pelo meu cabelo a dentro e um suave sopro na orelha.
Fechei os olhos e imaginei quem seria, se poderias ser tu. Imaginei que me virava e puxava-te para mim, sentava-te ao meu colo, segurava-te a cara com as mãos, passava os polegares no teu rosto e beijava-te o pescoço, os lábios, o queixo.
Queria ver o teu sorriso aberto, a promessa cumprida de um momento suspenso nas nossas almas juntas. Perdi o jeito de te dizer o que queria, engasguei-me, atropelei as palavras, perdi-me em ti. A timidez, o nervosismo de te ter nos meus braços, criaram uma dormência na minha percepção do espaço e tempo que rodeia, da mecânica simples da felicidade. Rapaz feliz = sorriso - peso do mundo sob a sua fragilidade.
Foram uns segundos de imaginação infértil, porque apesar da boa vontade, do sentimento e saudade que tinha, de viver tudo aquilo, mesmo que fosse apenas na minha cabeça, não foi o suficiente. Desejar com muita força só quebra a patega esperança.
Olhei para trás e onde tinha imaginado um começo, apenas constatei que o vento naquela manhã estava mais frio, tão frio que pareciam as tuas mãos geladas depois de tocar na caixa multibanco, mais vivo porque a brisa parecia o teu riso a ser soprado perto da minha orelha, e a mexer no meu cabelo.
Peguei no casaco e vesti-o, porque o vento já me tinha gelado todas as esperanças, todos os sonhos, e agora precisava de me aquecer para sonhar outra vez.

quarta-feira, abril 08, 2009

Olha para este lado da mão.





Porque faz-me muito feliz, e fico contente por agora poder contar com esta grande música no meu computador, telemóvel, e tudo o mais onde a possa ouvir tocar.
Juro aqui que se um dia fizerem algo de tão descabido que me leve a dar-vos uma valente bofetada ao ponto de vos virar do avesso, prometo que logo de seguida meto esta música a tocar.

Calamidade, o que me faz lembrar calamares.

Declaro o estado de emergência na minha mesa de cabeceira. Ao tentar ligar o candeeiro ocorreu um desabamento de livros, que por sua vez foram embater noutros livros, aonde ainda constava uma pilha de livros dos tempos da faculdade.
Do primeiro balanço constam como vítimas o meu mp3, um telemóvel, caixa de pastilhas elásticas de melancia, lenços de papel, um isqueiro, e uma bola anti-stress.

segunda-feira, abril 06, 2009

Time Warp



Acho piada em ver certas coisas em câmara lenta. Algumas vezes a vida bem podia ser assim.

Modernices

Nesta era da comunicação, o meu irmão lá decidiu fazer um site, com um blog e tudo o mais, sobre o seu casamento daqui a uns meses. Uns podem dizer, ai que giro, outros achar um exagero, eu acho muito bem. Até digo mais, haver uma cerimónia virtual para os não presentes, é que era a cereja no topo do bolo.

sexta-feira, abril 03, 2009

O que sou e o que faço.

Ando por onde não te encontro e sou geograficamente infeliz.
Beijo quem tu não és e sou socialmente infeliz.
Oiço músicas que não me fazem lembrar de ti e sou musicalmente infeliz.
Durmo numa cama que não a tua e sou totalmente infeliz.

O mundo não gira à tua volta, mas parte do que sou só se completa pela tua presença, e por quem és.

Não te conheço, e sei-te tão bem. Vi-te ao longe naquelas ruas de Praga, capturei a essência do teu rosto, a expressão do teu intelecto e o suave andar da tua alma.

Escrevo para quem não lê e sou completamente feliz.

I'm not the man i wanted to be.

You're not my Judas, and i wouldn't consider a betrayal, you just pushed me when i was unbalanced so you could watch me fail.
I fell into a reality, not so alternative but with another perspective. Those who we see as crutches can also be the stones on our path, or the wind that knock us down, the solid hand that shove us. We can call them friends, family, or lovers, someone that supports us but at the same time, we need to keep conscience that they are the ones best positioned to makes us go down.
Between casting a stone or a thought, the stone hurts less, since the stone intends to hurt, the thought about you is set to destroy a self acknowledge reality of what you are.
I don't mind to see the perspectives that other people might have of me, i don't mind to be another thing i think i'm not, i just mind when people are unfair, and unbalance that needed stability between telling the truth or trying to hurt with it.
Love hurts, truth hurts, losing hurts, so many things can hurt in this life, but the thing that hurts me the most is that need from someone that is close to us, to make us feel bad, hurt, ashamed of ourselves. I hate when people say what they think without thinking in nothing else but their intended achievement, to hurt somebody.
If i were smart, i would expect that from those closer to me, but since i'm a believer, i receive the strike and walk away. No point is gain if we become the thing we hate.
If i'm lucky i ill learn something from these experiences, change, hopefully to become a better person.

quinta-feira, abril 02, 2009

Coisas que eu quero mesmo.




Quero roubar este quadro para colocar no meu quarto, dai querer pedir aos leitores duas coisas. Que alguém distraia a Interpol, e faço grande fé que eles não venham aqui ler o blog, e que alguém me arranje um álibi no caso de ser necessário.

Essências.

Toca-me nos lábios, sente-os ofegantes, quentes e delirantes, agarra-me no pescoço e morde-me o queixo, como quem desesperadamente pede para que algo aconteça.
Deixa-me cheirar os teus cabelos, trincar os teus ombros, percorrer as tuas costas com os meus dedos levemente enquanto sussurro leves suspiros de vontade.
Quero sentir o teu perfume na minha carne, misturar cadências de gemidos, apertos sentidos, torturar-te ao negar-te um beijo e de seguida implorar por outro.
Beijar-te as mãos que acaraciaram a minha cara, entrelaçar os meus olhos com os teus, mergulhar bem fundo em todos os espasmos que indicam um desejo tão perdidamente descontrolado. Quero sentir a tua língua, quero sentir os teus dedos no meu cabelo, as minhas mãos nas tuas coxas, quero que tudo se solte numa intensa explosão de querer, de querer ter, de mexer, de saber, sentir e sorrir. Sorrir com um ar malandro, sentir a arrogância do beijo e o apertar confiante dos corpos, quero ter-te como se fosse o teu dono, quero que me tenhas como se tivesses a plena certeza que me dominas.
É esse domínio mutuo, essa luta de desejos, a intensidade do querer a sobrepor-se ao outro, numa simbiose egoísta em busca de satisfazer apenas os seus sentidos, que dá sabor ao choque de vontades que acabam por ser a mesma.
O sexo será tão bom quanto o prazer que procuramos, e não digo que não seja atencioso procurar o prazer dos outros, mas pensem no sexo como a mão invisível de cada um a explorar o corpo do outro, e quanto mais nos dedicamos em busca de obter o nosso prazer, mais prazer damos ao outro.
O amor pode ser muita coisa e de várias formas, não existe formula para o amor, nem tão pouco para o sexo, mas mesmo assim será legitimo dizer que o sexo será melhor quanto mais crus forem os sentidos, quanto mais secos os gemidos, e mais claras as vontades.

quarta-feira, abril 01, 2009

Dance and smile..go wild




É uma versão mais animada e mixada por Fatboy Slim desta grande música dos Cornershop.
Acaba por espelhar o meu estado de espírito de hoje, e se puder contagiar outras pessoas, ainda melhor.

Construir um bunker para o computador.

Não acho piada nenhuma às histórias de vírus que por ai andam, já na semana passada tinham-me avisado que havia novos vírus a serem enviados por e-mail, e agora um enviado pela própria actualização do Windows ou coisa que o valha.
Nunca fui muito hipocondríaco, mas hoje em dia da maneira como trato o meu novo portátil, melhor do que a um filho quase (embora não tenha filhos, e eu disse quase), definitivamente tornei-me um hipocondríaco cibernético.
Quem me mandar vírus eu vou-lhes ao focinho pá.

A verdade é que na última semana com a ajuda de um amigo informático, meti aqui no computador três bons anti vírus a trabalhar em simultâneo e sem se atropelarem, assim como programas de diagnóstico, de limpeza, e ainda um programa que monitoriza o desempenho e a mínima alteração. Hei de construir um bunker à volta do meu computador, mas aqui não entra vírus.

Dos e-mails mais épicos já recebidos.

Sei que isto é no Twitter, e é tudo relativo, mas abrir o mail e dar de caras com dois mails, um a dizer que Barney Stinson is now following you on twitter, e outra a dizer que recebi uma mensagem privada do Barney Stinson, é uma daquelas coisas que me fez rir, de felicidade, mas hoje também duvido que alguma coisa me possa tirar o sorriso da cara, embora pense numas quantas coisas que podiam aumentar esse sorriso.
É de mencionar também que recebi uma mensagem do comediante Rob Corddry sobre uma piada que ele tinha feito no twitter e eu respondi com uma contra piada, ao que na mensagem privada dizia, "So you think you can be a funny guy. No really it was funny."
Esta aventura pelo twitter ainda vai acabar por ser engraçada.

Finalmente um momento em grande para 2009

Anteontem recebi um convite para comparecer num Workshop sobre o IVA no sector Público. Tudo isto porque mostrei-me demasiado interessado na especialização de Direito Fiscal que tirei.
Hoje em dia sinceramente, apesar do assunto acabar sempre por me fascinar, não tenho muita vontade de ir para uma sala de conferências ouvir uma data de pessoal fanático por impostos, passar uma data de horas a falar de...impostos.
Só a palavra impostos é incomodativa, porque se ignorarmos a sua serventia, e formos racionalmente egoístas, ninguém gosta de impostos, porque é sinonimo de dinheiro a sair do bolso.
Seja como for liguei a dizer que não estava interessado neste Workshop, mas que teria interesse noutro tipo de Workshop a tratar de determinados assuntos, por exemplo contencioso fiscal e as novas mudanças, benefícios fiscais, qualquer coisa de fiscal comunitário, etc. Enquanto perguntava se algum destes assuntos seria em breve alvo de um Workshop ou palestra, a menina do departamento disse que o Professor Coordenador queria falar comigo. Engoli saliva a seco, a pensar no que poderia ser, que raio tinha eu feito para que estivessem interessados em falar comigo. Naquele ano paguei tudo, não fiquei a dever nada a ninguém.
Entretanto foi como se um raio de luz iluminasse a sala e um sorriso convencido se instalasse no meu rosto. Tinha acabado de ser convidado para participar como orador numa palestra sobre Benefícios Fiscais e Incentivos relativos à actual situação económica é claro, e fiquei a entender que o convite tinha sentido visto ter sido a melhor nota na cadeira de Benefícios Fiscais e ter discutido alguns projectos para novas leis, e defendido um modelo que estivesse intimamente ligado com a segurança social. Pelos vistos o meu esforço e trabalho foi apreciado, e não foi enfiado para uma gaveta. Dai surgiu a ideia por parte de dois ou três peritos nesta bela área do direito fiscal, que foram meus professores, de me convidar a mim para um pequeno papel de orador, para falar sobre novas alterações nos Benefícios Fiscais e Incentivos, e para apresentar algumas das ideias para novos rumos que tinha apresentado naquela altura naquela cadeira. Com isto ganho uma viagem aos Açores tudo pago durante três dias, e no regresso mais três dias no Porto.
Fiquei de lhes dar uma resposta, porque realmente não sei o que estarei a fazer em Maio, mas quase de certeza que tenho disponibilidade, é só para me armar em difícil.
Agora ando de peito inchado e convencido que sei muito destas coisas. E devo admitir que para mim foi uma verdadeira massagem no ego.

terça-feira, março 31, 2009

Mind Rape.

The water is cold and the sky turned black, the time grows old there's no turning back.
Now it's running all the time, now your days are mine, so give me your hand and i will follow, give me your hand i promise i wont let go.
Ease the steps on the floor, don't punish this road any more your burden started at the door you yet forgot to close.
So now your faith is all mine, and the time, that you clearly don't have, spend it wisely, use it to pray, pray and ask for me to stay.
This was the foolish promise i made, now let's give a look at reality.
So now stop and look around do you see the men going down, and the women don't make a sound, is it fear, or lust, near apocalyptic journeys that ended in the ground, so try not to be found.
They will rape you, eat your soul in the shadows, and consume your flesh in devious pleasure, without a measure of decency, or any piety. Don't get caught, unless you desire a sinful and guilty pleasure. Three or four men ripping your clothes, making you scream, beg, cry, and then the explosion of pleasure, the shame of a poor raped soul, letting the body drip the cloth of punishment.
Some women do find it exciting, others find it violent, some yet find it mundane, a pure shallow effect of sex, the shame, the shame, with no regret.
Run away from this room, dodge this bullet, or you are doomed. Doomed to enjoy the guilty pleasure of rabid sex without piety.
Only the fool will drool and the connoisseur will cherish the mental violation when all your dreams are laughed upon.

segunda-feira, março 30, 2009

Music that feels



Why not to cry if we feel the need? Why not to hide if we feel exposed? If i lay here, why not to be alone?

Caminhos, escolhas e contemplações

Parece que cai num poço de duas vias, sinto-me no fundo com a solução na mão e um bilhete de regresso para a felicidade.
A culpa é claramente dos engenheiros de estruturas, que criam estas coisas, estas saídas de emergência em sítios que deviam ser de completa escuridão reclusa.
Existe sempre escapatória, um tecto duplo com alçapão, um carro de fuga, um avião, qualquer coisa, existe sempre outro caminho, mas nem sempre vontade de mudar o rumo.
A inércia do descontentamento ou infelicidade dizem ser tão grande como a de dois mundos a colidir, e a malta não está numa de arriscar os arranhões e nódoas negras que podem ser causadas pelo abrasivo da realidade.
Ontem pensava quantos beijos não arranquei por medo do desfecho, mesmo tendo pensado que na pior das hipóteses levava um estalo ou um olhar de lado, nada que mate e quando na verdade o que não mata moí, mas nada pior que a dor do arrependimento, cobardia oca de quem não viveu o momento.
E quantas vezes não disse as palavras que podiam mudar uma vida, pelo menos a minha vida, ou as vezes que não olhei para o regaço onde queria pousar a cabeça e sentir-me seguro e em paz pelo tempo de duas vidas.
Para mim isto é são as minhas balas perdidas, e tenho-as a todas alojadas algures no meu espírito e na minha memória.
Pessoas por quem eu não corri atrás, outras que deixei partir de maneira demasiado fácil e despreocupada, outras que nem convidei a entrar ou ainda fechei a porta sem saber o que queriam.
Depois lá estou eu num poço, de onde vejo a luz sem nenhuma dificuldade, onde cada pedra desse posso têm em si um sábio conselho que posso absorver ao escalar pedra a pedra até sair dali. Ousadia, despreocupação, ser menos calculista, romântico, sonhador, pessimista e optimista, uma mistura dos dois e nada disso ao mesmo tempo, ser menos falador, menos simpático, não ser amigo, trocar o charme por mistério, alugar o coração ao sexo e ir dar uma volta.
Quantos momentos perdi, quantos momentos ganhei, só eu sei, e ignoro, embora seja doloroso lembrar-me de alguns momentos, principalmente de beijos que seriam bem dados, e fechavam muitos capítulos numa curta vida.
Se alguém hoje me perguntar qual é o caminho para um beijo, posso dizer com sinceridade que não é feito com inversão de marcha.