sexta-feira, abril 03, 2009

O que sou e o que faço.

Ando por onde não te encontro e sou geograficamente infeliz.
Beijo quem tu não és e sou socialmente infeliz.
Oiço músicas que não me fazem lembrar de ti e sou musicalmente infeliz.
Durmo numa cama que não a tua e sou totalmente infeliz.

O mundo não gira à tua volta, mas parte do que sou só se completa pela tua presença, e por quem és.

Não te conheço, e sei-te tão bem. Vi-te ao longe naquelas ruas de Praga, capturei a essência do teu rosto, a expressão do teu intelecto e o suave andar da tua alma.

Escrevo para quem não lê e sou completamente feliz.

I'm not the man i wanted to be.

You're not my Judas, and i wouldn't consider a betrayal, you just pushed me when i was unbalanced so you could watch me fail.
I fell into a reality, not so alternative but with another perspective. Those who we see as crutches can also be the stones on our path, or the wind that knock us down, the solid hand that shove us. We can call them friends, family, or lovers, someone that supports us but at the same time, we need to keep conscience that they are the ones best positioned to makes us go down.
Between casting a stone or a thought, the stone hurts less, since the stone intends to hurt, the thought about you is set to destroy a self acknowledge reality of what you are.
I don't mind to see the perspectives that other people might have of me, i don't mind to be another thing i think i'm not, i just mind when people are unfair, and unbalance that needed stability between telling the truth or trying to hurt with it.
Love hurts, truth hurts, losing hurts, so many things can hurt in this life, but the thing that hurts me the most is that need from someone that is close to us, to make us feel bad, hurt, ashamed of ourselves. I hate when people say what they think without thinking in nothing else but their intended achievement, to hurt somebody.
If i were smart, i would expect that from those closer to me, but since i'm a believer, i receive the strike and walk away. No point is gain if we become the thing we hate.
If i'm lucky i ill learn something from these experiences, change, hopefully to become a better person.

quinta-feira, abril 02, 2009

Coisas que eu quero mesmo.




Quero roubar este quadro para colocar no meu quarto, dai querer pedir aos leitores duas coisas. Que alguém distraia a Interpol, e faço grande fé que eles não venham aqui ler o blog, e que alguém me arranje um álibi no caso de ser necessário.

Essências.

Toca-me nos lábios, sente-os ofegantes, quentes e delirantes, agarra-me no pescoço e morde-me o queixo, como quem desesperadamente pede para que algo aconteça.
Deixa-me cheirar os teus cabelos, trincar os teus ombros, percorrer as tuas costas com os meus dedos levemente enquanto sussurro leves suspiros de vontade.
Quero sentir o teu perfume na minha carne, misturar cadências de gemidos, apertos sentidos, torturar-te ao negar-te um beijo e de seguida implorar por outro.
Beijar-te as mãos que acaraciaram a minha cara, entrelaçar os meus olhos com os teus, mergulhar bem fundo em todos os espasmos que indicam um desejo tão perdidamente descontrolado. Quero sentir a tua língua, quero sentir os teus dedos no meu cabelo, as minhas mãos nas tuas coxas, quero que tudo se solte numa intensa explosão de querer, de querer ter, de mexer, de saber, sentir e sorrir. Sorrir com um ar malandro, sentir a arrogância do beijo e o apertar confiante dos corpos, quero ter-te como se fosse o teu dono, quero que me tenhas como se tivesses a plena certeza que me dominas.
É esse domínio mutuo, essa luta de desejos, a intensidade do querer a sobrepor-se ao outro, numa simbiose egoísta em busca de satisfazer apenas os seus sentidos, que dá sabor ao choque de vontades que acabam por ser a mesma.
O sexo será tão bom quanto o prazer que procuramos, e não digo que não seja atencioso procurar o prazer dos outros, mas pensem no sexo como a mão invisível de cada um a explorar o corpo do outro, e quanto mais nos dedicamos em busca de obter o nosso prazer, mais prazer damos ao outro.
O amor pode ser muita coisa e de várias formas, não existe formula para o amor, nem tão pouco para o sexo, mas mesmo assim será legitimo dizer que o sexo será melhor quanto mais crus forem os sentidos, quanto mais secos os gemidos, e mais claras as vontades.

quarta-feira, abril 01, 2009

Dance and smile..go wild




É uma versão mais animada e mixada por Fatboy Slim desta grande música dos Cornershop.
Acaba por espelhar o meu estado de espírito de hoje, e se puder contagiar outras pessoas, ainda melhor.

Construir um bunker para o computador.

Não acho piada nenhuma às histórias de vírus que por ai andam, já na semana passada tinham-me avisado que havia novos vírus a serem enviados por e-mail, e agora um enviado pela própria actualização do Windows ou coisa que o valha.
Nunca fui muito hipocondríaco, mas hoje em dia da maneira como trato o meu novo portátil, melhor do que a um filho quase (embora não tenha filhos, e eu disse quase), definitivamente tornei-me um hipocondríaco cibernético.
Quem me mandar vírus eu vou-lhes ao focinho pá.

A verdade é que na última semana com a ajuda de um amigo informático, meti aqui no computador três bons anti vírus a trabalhar em simultâneo e sem se atropelarem, assim como programas de diagnóstico, de limpeza, e ainda um programa que monitoriza o desempenho e a mínima alteração. Hei de construir um bunker à volta do meu computador, mas aqui não entra vírus.

Dos e-mails mais épicos já recebidos.

Sei que isto é no Twitter, e é tudo relativo, mas abrir o mail e dar de caras com dois mails, um a dizer que Barney Stinson is now following you on twitter, e outra a dizer que recebi uma mensagem privada do Barney Stinson, é uma daquelas coisas que me fez rir, de felicidade, mas hoje também duvido que alguma coisa me possa tirar o sorriso da cara, embora pense numas quantas coisas que podiam aumentar esse sorriso.
É de mencionar também que recebi uma mensagem do comediante Rob Corddry sobre uma piada que ele tinha feito no twitter e eu respondi com uma contra piada, ao que na mensagem privada dizia, "So you think you can be a funny guy. No really it was funny."
Esta aventura pelo twitter ainda vai acabar por ser engraçada.

Finalmente um momento em grande para 2009

Anteontem recebi um convite para comparecer num Workshop sobre o IVA no sector Público. Tudo isto porque mostrei-me demasiado interessado na especialização de Direito Fiscal que tirei.
Hoje em dia sinceramente, apesar do assunto acabar sempre por me fascinar, não tenho muita vontade de ir para uma sala de conferências ouvir uma data de pessoal fanático por impostos, passar uma data de horas a falar de...impostos.
Só a palavra impostos é incomodativa, porque se ignorarmos a sua serventia, e formos racionalmente egoístas, ninguém gosta de impostos, porque é sinonimo de dinheiro a sair do bolso.
Seja como for liguei a dizer que não estava interessado neste Workshop, mas que teria interesse noutro tipo de Workshop a tratar de determinados assuntos, por exemplo contencioso fiscal e as novas mudanças, benefícios fiscais, qualquer coisa de fiscal comunitário, etc. Enquanto perguntava se algum destes assuntos seria em breve alvo de um Workshop ou palestra, a menina do departamento disse que o Professor Coordenador queria falar comigo. Engoli saliva a seco, a pensar no que poderia ser, que raio tinha eu feito para que estivessem interessados em falar comigo. Naquele ano paguei tudo, não fiquei a dever nada a ninguém.
Entretanto foi como se um raio de luz iluminasse a sala e um sorriso convencido se instalasse no meu rosto. Tinha acabado de ser convidado para participar como orador numa palestra sobre Benefícios Fiscais e Incentivos relativos à actual situação económica é claro, e fiquei a entender que o convite tinha sentido visto ter sido a melhor nota na cadeira de Benefícios Fiscais e ter discutido alguns projectos para novas leis, e defendido um modelo que estivesse intimamente ligado com a segurança social. Pelos vistos o meu esforço e trabalho foi apreciado, e não foi enfiado para uma gaveta. Dai surgiu a ideia por parte de dois ou três peritos nesta bela área do direito fiscal, que foram meus professores, de me convidar a mim para um pequeno papel de orador, para falar sobre novas alterações nos Benefícios Fiscais e Incentivos, e para apresentar algumas das ideias para novos rumos que tinha apresentado naquela altura naquela cadeira. Com isto ganho uma viagem aos Açores tudo pago durante três dias, e no regresso mais três dias no Porto.
Fiquei de lhes dar uma resposta, porque realmente não sei o que estarei a fazer em Maio, mas quase de certeza que tenho disponibilidade, é só para me armar em difícil.
Agora ando de peito inchado e convencido que sei muito destas coisas. E devo admitir que para mim foi uma verdadeira massagem no ego.

terça-feira, março 31, 2009

Mind Rape.

The water is cold and the sky turned black, the time grows old there's no turning back.
Now it's running all the time, now your days are mine, so give me your hand and i will follow, give me your hand i promise i wont let go.
Ease the steps on the floor, don't punish this road any more your burden started at the door you yet forgot to close.
So now your faith is all mine, and the time, that you clearly don't have, spend it wisely, use it to pray, pray and ask for me to stay.
This was the foolish promise i made, now let's give a look at reality.
So now stop and look around do you see the men going down, and the women don't make a sound, is it fear, or lust, near apocalyptic journeys that ended in the ground, so try not to be found.
They will rape you, eat your soul in the shadows, and consume your flesh in devious pleasure, without a measure of decency, or any piety. Don't get caught, unless you desire a sinful and guilty pleasure. Three or four men ripping your clothes, making you scream, beg, cry, and then the explosion of pleasure, the shame of a poor raped soul, letting the body drip the cloth of punishment.
Some women do find it exciting, others find it violent, some yet find it mundane, a pure shallow effect of sex, the shame, the shame, with no regret.
Run away from this room, dodge this bullet, or you are doomed. Doomed to enjoy the guilty pleasure of rabid sex without piety.
Only the fool will drool and the connoisseur will cherish the mental violation when all your dreams are laughed upon.

segunda-feira, março 30, 2009

Music that feels



Why not to cry if we feel the need? Why not to hide if we feel exposed? If i lay here, why not to be alone?

Caminhos, escolhas e contemplações

Parece que cai num poço de duas vias, sinto-me no fundo com a solução na mão e um bilhete de regresso para a felicidade.
A culpa é claramente dos engenheiros de estruturas, que criam estas coisas, estas saídas de emergência em sítios que deviam ser de completa escuridão reclusa.
Existe sempre escapatória, um tecto duplo com alçapão, um carro de fuga, um avião, qualquer coisa, existe sempre outro caminho, mas nem sempre vontade de mudar o rumo.
A inércia do descontentamento ou infelicidade dizem ser tão grande como a de dois mundos a colidir, e a malta não está numa de arriscar os arranhões e nódoas negras que podem ser causadas pelo abrasivo da realidade.
Ontem pensava quantos beijos não arranquei por medo do desfecho, mesmo tendo pensado que na pior das hipóteses levava um estalo ou um olhar de lado, nada que mate e quando na verdade o que não mata moí, mas nada pior que a dor do arrependimento, cobardia oca de quem não viveu o momento.
E quantas vezes não disse as palavras que podiam mudar uma vida, pelo menos a minha vida, ou as vezes que não olhei para o regaço onde queria pousar a cabeça e sentir-me seguro e em paz pelo tempo de duas vidas.
Para mim isto é são as minhas balas perdidas, e tenho-as a todas alojadas algures no meu espírito e na minha memória.
Pessoas por quem eu não corri atrás, outras que deixei partir de maneira demasiado fácil e despreocupada, outras que nem convidei a entrar ou ainda fechei a porta sem saber o que queriam.
Depois lá estou eu num poço, de onde vejo a luz sem nenhuma dificuldade, onde cada pedra desse posso têm em si um sábio conselho que posso absorver ao escalar pedra a pedra até sair dali. Ousadia, despreocupação, ser menos calculista, romântico, sonhador, pessimista e optimista, uma mistura dos dois e nada disso ao mesmo tempo, ser menos falador, menos simpático, não ser amigo, trocar o charme por mistério, alugar o coração ao sexo e ir dar uma volta.
Quantos momentos perdi, quantos momentos ganhei, só eu sei, e ignoro, embora seja doloroso lembrar-me de alguns momentos, principalmente de beijos que seriam bem dados, e fechavam muitos capítulos numa curta vida.
Se alguém hoje me perguntar qual é o caminho para um beijo, posso dizer com sinceridade que não é feito com inversão de marcha.

Kill desire with fire

Harsh the way you look at me, like sandpaper in virgin wood, maybe i wasn't clear enough to make you see, that overall i really did understood.
I still know what you meant, with all those steps, all the running around, and cleaver remarks, all the loneliness of a bad start.
Close the door if you're leaving, and lock me inside, like i locked my hope on a tight spot, where only i can stab it and watch the bleeding flood into a river of lost names, phone numbers and addresses.
This is like India all over again. Hot and sensual, with a bit of spicy foolishness from those that fell in love for that shore that you old beneath your neck.
Those luscious valleys of flesh, those marble traces that surround your face, and almond eyes from whom i'm captive.
The most common girl held me in the most common passion, the attraction of two silhouettes dancing around a silky bed, where lust and perversion made the joy of the burning souls yet to come.
Tie me to the bed and kiss me with a razor on your lips, let me bleed of pleasure and saw my tongue into yours, hold my hands like nails into a board, and kill my hunger for you.
Let me screw my fingers into your hips, carve my neck into your lips, make you whisper gory poems to my ear.
I wish you, i need you, i must have you in my bead, because i can't clearly fuck you over and over in my head, mind fucks only work when we're fifteen, now i want to show you what you never seen.

sexta-feira, março 27, 2009

Ilusão das sombras



Porque na arte da ilusão podemos encontrar as mais poéticas formas de expressão.

Farto de certas coisas

Se há pessoal que eu adoro mesmo do fundo do âmago do meu ser, são aquelas pessoas que competem ao mesmo tempo para ser o mais desgraçado e coitadinho a quem tudo corre mal, e ao mesmo tempo capaz de se vangloriar que são os melhores em tudo o que venha à baila.

Do tipo "tenho o melhor carro aqui da aldeia, e sou o melhor condutor.", mas no entanto quando alguém se queixa que teve um acidente grave, "Eu tive o pior acidente da minha aldeia, e matei duas ovelhas no processo que por sinal até eram minhas, veja lá a tragédia...Mas continuo a ser o melhor condutor da minha aldeia e a ter o melhor carro avariado da aldeia."

Odeio gente que acha que teem de ser os maiores em tudo, na riqueza e na pobreza, na felicidade e na doença, até que a morte os leve para a casa do...
Infelizmente é um mal bem real, e por vezes acaba por parecer um mal típico do nosso Portugal.

Com quem tenho de falar para migrar para outros lados? Nem que seja para o interior do país, porque certas coisas nesta sociedade começam a chatear-me profundamente, e quanto maior o circulo social, maior a chatice.

Quem se oferece para me dar boleia para outros lados?

quinta-feira, março 26, 2009

Lição de vida, hino à formação do homem.

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don't deal in lies,
Or, being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;


If you can dream - and not make dreams your master;
If you can think - and not make thoughts your aim;
If you can meet with triumph and disaster
And treat those two imposters just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to broken,
And stoop and build 'em up with wornout tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on";


If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings - nor lose the common touch;
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run -
Yours is the Earth and everything that's in it,
And - which is more - you'll be a Man my son!


Rudyard Kipling - If

Terra de toscos.

Na Sic está a dar um programa sobre a vida pública e vida privada das personalidades públicas.

Achei piada ao advogado convidado a tentar camuflar o facto da lei portuguesa não conceber uma ideia básica de privacidade.

Podia começar aqui a discutir os artigos 70º e seguintes do Código Civil, ou os primeiros artigos da Constituição, e até comparar com leis de outros países, nomeadamente países de lei anglo-saxónica, mas acho que é maçador e escusado.

Vamos lá ver. A lei em Portugal meus amigos é um aborto socialmente necessário. Se existe algo que sofre de patente dimorfismo na nossa sociedade, é a lei. A lei não se preocupa com muitas coisas, e no entanto parece paranóica com tudo. A ver bem a lei portuguesa tenta abranger tudo, e muitas vezes com uma figura de especificidade, e no entanto apenas se preocupa com direitos generalistas. Temos coisas muito boas na nossa lei, e legisladores, somos vanguardistas, e queremos ser modernos. No entanto somos atrasados o suficiente para querermos ser modernos por nossa conta, e não aproveitar para adaptar e aprender com os outros.

Sinceramente não me preocupa muito o estado da lei, preocupa-me a forma como a vemos e aplicamos, porque pelo que entendi pelas palavras do advogado no programa, são flexíveis.
Ora dizer que a lei é flexível para fugir à sombra do subjectivismo, acaba por ser uma forma de escamotear a realidade. A nossa lei é para o bem e para o mal, demasiado interpretativa para um tipo de lei positivista. Quando sabemos que se vive mais de lei escrita do que de jurisprudência, podermos especular e interpretar demasiado a lei positiva, sendo que é demasiado global, leva a que ninguém se entenda.

Acho que se devia ser mais específicos em certas áreas, tal como os direitos pessoais, porque são esses os direitos essenciais para podermos viver em sociedade, o respeito pela vida humana, pela integridade física e moral, e os mais básicos direitos, liberdades e garantias de homens livres. Menos permissivos na exploração de lacunas nessas áreas, menos permissivos para com o aproveitamento de má fá de certas falhas na lei para ganhar algo à custa dos mais essenciais direitos de um ser humano. Liberdade, Fraternidade e Igualdade diziam os franceses, eu adicionava a Privacidade. É um valor importante que muita gente se esquece.

Já que fomos pela via dos calhamaços de leis, ao menos que os escrevam direito por linhas certas.

Misturei coca-cola com seven up, I'm dangerous.



A minha música para o dia de hoje. Porque sinto-me um rebelde.

Woof Woof

Os meus sonhos andam cada vez mais alternativos e cinematográficos. Como é óbvio seriam filmes de série C muito provavelmente. A má qualidade cinematográfica dos meus sonhos só é comparável com os meus diversos papeis desempenhados em tais obras primas.
É pena que não me lembre dos sonhos por inteiro quando acordo, mas lembro-me de alguns bocados.
No sonho de hoje acho que acabei por esfaquear um homem que me matou o cão. Daqui retiro algumas possibilidades. De facto sou pessoa para dar muito valor aos animais de estimação, ou pelo menos parece.
A morte dos meus cães Zorg e Spiff por envenenamento é assunto que nunca ficou resolvido sem eu meter as mãos em cima do gajo que os envenenou. Agora tenho de esperar que saia da cadeia para o poder apanhar, porque entretanto o senhor foi preso por outros crimes.
Vejo num cão, ou pelo menos no Zorg (tenho de meter aqui uma foto), algo mais que um simples animal. Não vou dizer que sou daquelas pessoas que trata os animais de estimação como se fossem família, nem nada parecido, mas o Zorg era especial, tinha um comportamento diferente, demasiado humano até, facto que impressionou e marcou toda a nossa família.
Acho que ainda hoje custa-me tê-lo perdido, e tenho saudades dele. Não sei que tipo de pessoa serei eu por fazer um post a dizer que tem saudades de um animal de estimação, quando por vezes não é capaz de dizer o mesmo relativo a pessoas importantes na sua vida.
Ainda hoje sinto falta de ter um animal de estimação, ou se calhar faz-me falta a companhia, seja ela qual for.

Já agora uma caixa de rebuçados para a primeira pessoa que descobrir porque raio os meus primeiros cães se chamavam Zorg e Spiff. Para o Miguel é fácil por isso não conta.

Antes de ir dormir.

O meu candeeiro está refém de três grandes montanhas de livros à cabeceira.
Ainda estou para entender porque raio é que acabo de ler os livros e os vou empilhando por debaixo dos que começo a ler, até chegar ao ponto que os decido arrumar, embora uns tempos mais tarde os volte a ir buscar para reler algumas partes.
São aquelas pequenas manias, que agora é muito comum serem apelidadas de idiossincrasias porque alguém achou que seria mais pseudo intelectual denomina-las desse modo, que costumo questionar a origem.
Tenho várias manias, tal como sair do chuveiro sempre com o pé esquerdo, ou ao comer uma sandes de pão de forma comer sempre primeiro a côdea em volta, ou sempre que cozinho tenho de lavar as mãos mal acabe um dos passos do processo.
Tenho mesmo de dar um jeito na mesa de cabeceira e naqueles livros todos, só preciso de um estímulo sugestivo e algum tipo de recompensa.
Sou escravo de uma mente sugestiva que joga com estímulos de acordo com a sua vontade.

quarta-feira, março 25, 2009

Investigação

Depois do chamado "cold shoulder" por parte da Bi quando interroguei sobre a sua existência, aceitei o convite e fui visitar o blog da mesma.

Apesar de já lá ter estado, e reparado em alguns detalhes e apontamentos, dos quais tirei as minhas conclusões, hoje obtive uma nova revelação. Para alguém que refere a bipolaridade como característica "pessoal", ou alguma proximidade com essa realidade, vim a observar com os últimos posts de Bi, que a bipolaridade não é alheia, ao contrário do que eu pensava, a um comportamento narcisista.

Para quem gostar de estudar comportamentos humanos e sociais, seja por que ciência vá basear os seus conhecimentos, de certeza acabará por achar interessante a descoberta da bipolaridade narcisista. Eu que uma vez fui acusado de ser um irónico sarcástico, que de facto não vejo mestria porque acho que são mais do que complementares, sou capaz de comparar a bipolaridade narcisista a algo como o altruísmo egocêntrico.

São fenómenos gigantescos, e utilizando a astronomia a título de exemplo, a minha descoberta de hoje, é equiparável em termos de grandeza a um astrónomo avistar galáxias canibais.

Agora das duas uma, ou a Bi é versátil, ou então é daquelas pessoas que monta uma fachada de forma a encapotar a sua realidade. Não tenho nada contra qualquer uma das hipóteses, e se eu sou na realidade quase 90% daquilo que sou aqui no blog, conheço e admito que exista muita gente que aproveite a internet para se distanciar da realidade e criar uma realidade paralela, soltar um alter-ego, ou criar de modo ficcional personagens socialmente mais satisfatórias para a sua percepção.

Seja como for, são meras conjecturas sobre quem será a Bi, tenho de ver porque prisma ou ângulo é que posso descobrir mais sobre alguém que do nada decidiu começar a vir comentar e ler o nosso blog. Para mim é sempre intrigante quando alguém decide perder tanto tempo neste cantinho.

Como vieste cá parar Bi?