quarta-feira, abril 01, 2009

Finalmente um momento em grande para 2009

Anteontem recebi um convite para comparecer num Workshop sobre o IVA no sector Público. Tudo isto porque mostrei-me demasiado interessado na especialização de Direito Fiscal que tirei.
Hoje em dia sinceramente, apesar do assunto acabar sempre por me fascinar, não tenho muita vontade de ir para uma sala de conferências ouvir uma data de pessoal fanático por impostos, passar uma data de horas a falar de...impostos.
Só a palavra impostos é incomodativa, porque se ignorarmos a sua serventia, e formos racionalmente egoístas, ninguém gosta de impostos, porque é sinonimo de dinheiro a sair do bolso.
Seja como for liguei a dizer que não estava interessado neste Workshop, mas que teria interesse noutro tipo de Workshop a tratar de determinados assuntos, por exemplo contencioso fiscal e as novas mudanças, benefícios fiscais, qualquer coisa de fiscal comunitário, etc. Enquanto perguntava se algum destes assuntos seria em breve alvo de um Workshop ou palestra, a menina do departamento disse que o Professor Coordenador queria falar comigo. Engoli saliva a seco, a pensar no que poderia ser, que raio tinha eu feito para que estivessem interessados em falar comigo. Naquele ano paguei tudo, não fiquei a dever nada a ninguém.
Entretanto foi como se um raio de luz iluminasse a sala e um sorriso convencido se instalasse no meu rosto. Tinha acabado de ser convidado para participar como orador numa palestra sobre Benefícios Fiscais e Incentivos relativos à actual situação económica é claro, e fiquei a entender que o convite tinha sentido visto ter sido a melhor nota na cadeira de Benefícios Fiscais e ter discutido alguns projectos para novas leis, e defendido um modelo que estivesse intimamente ligado com a segurança social. Pelos vistos o meu esforço e trabalho foi apreciado, e não foi enfiado para uma gaveta. Dai surgiu a ideia por parte de dois ou três peritos nesta bela área do direito fiscal, que foram meus professores, de me convidar a mim para um pequeno papel de orador, para falar sobre novas alterações nos Benefícios Fiscais e Incentivos, e para apresentar algumas das ideias para novos rumos que tinha apresentado naquela altura naquela cadeira. Com isto ganho uma viagem aos Açores tudo pago durante três dias, e no regresso mais três dias no Porto.
Fiquei de lhes dar uma resposta, porque realmente não sei o que estarei a fazer em Maio, mas quase de certeza que tenho disponibilidade, é só para me armar em difícil.
Agora ando de peito inchado e convencido que sei muito destas coisas. E devo admitir que para mim foi uma verdadeira massagem no ego.

terça-feira, março 31, 2009

Mind Rape.

The water is cold and the sky turned black, the time grows old there's no turning back.
Now it's running all the time, now your days are mine, so give me your hand and i will follow, give me your hand i promise i wont let go.
Ease the steps on the floor, don't punish this road any more your burden started at the door you yet forgot to close.
So now your faith is all mine, and the time, that you clearly don't have, spend it wisely, use it to pray, pray and ask for me to stay.
This was the foolish promise i made, now let's give a look at reality.
So now stop and look around do you see the men going down, and the women don't make a sound, is it fear, or lust, near apocalyptic journeys that ended in the ground, so try not to be found.
They will rape you, eat your soul in the shadows, and consume your flesh in devious pleasure, without a measure of decency, or any piety. Don't get caught, unless you desire a sinful and guilty pleasure. Three or four men ripping your clothes, making you scream, beg, cry, and then the explosion of pleasure, the shame of a poor raped soul, letting the body drip the cloth of punishment.
Some women do find it exciting, others find it violent, some yet find it mundane, a pure shallow effect of sex, the shame, the shame, with no regret.
Run away from this room, dodge this bullet, or you are doomed. Doomed to enjoy the guilty pleasure of rabid sex without piety.
Only the fool will drool and the connoisseur will cherish the mental violation when all your dreams are laughed upon.

segunda-feira, março 30, 2009

Music that feels



Why not to cry if we feel the need? Why not to hide if we feel exposed? If i lay here, why not to be alone?

Caminhos, escolhas e contemplações

Parece que cai num poço de duas vias, sinto-me no fundo com a solução na mão e um bilhete de regresso para a felicidade.
A culpa é claramente dos engenheiros de estruturas, que criam estas coisas, estas saídas de emergência em sítios que deviam ser de completa escuridão reclusa.
Existe sempre escapatória, um tecto duplo com alçapão, um carro de fuga, um avião, qualquer coisa, existe sempre outro caminho, mas nem sempre vontade de mudar o rumo.
A inércia do descontentamento ou infelicidade dizem ser tão grande como a de dois mundos a colidir, e a malta não está numa de arriscar os arranhões e nódoas negras que podem ser causadas pelo abrasivo da realidade.
Ontem pensava quantos beijos não arranquei por medo do desfecho, mesmo tendo pensado que na pior das hipóteses levava um estalo ou um olhar de lado, nada que mate e quando na verdade o que não mata moí, mas nada pior que a dor do arrependimento, cobardia oca de quem não viveu o momento.
E quantas vezes não disse as palavras que podiam mudar uma vida, pelo menos a minha vida, ou as vezes que não olhei para o regaço onde queria pousar a cabeça e sentir-me seguro e em paz pelo tempo de duas vidas.
Para mim isto é são as minhas balas perdidas, e tenho-as a todas alojadas algures no meu espírito e na minha memória.
Pessoas por quem eu não corri atrás, outras que deixei partir de maneira demasiado fácil e despreocupada, outras que nem convidei a entrar ou ainda fechei a porta sem saber o que queriam.
Depois lá estou eu num poço, de onde vejo a luz sem nenhuma dificuldade, onde cada pedra desse posso têm em si um sábio conselho que posso absorver ao escalar pedra a pedra até sair dali. Ousadia, despreocupação, ser menos calculista, romântico, sonhador, pessimista e optimista, uma mistura dos dois e nada disso ao mesmo tempo, ser menos falador, menos simpático, não ser amigo, trocar o charme por mistério, alugar o coração ao sexo e ir dar uma volta.
Quantos momentos perdi, quantos momentos ganhei, só eu sei, e ignoro, embora seja doloroso lembrar-me de alguns momentos, principalmente de beijos que seriam bem dados, e fechavam muitos capítulos numa curta vida.
Se alguém hoje me perguntar qual é o caminho para um beijo, posso dizer com sinceridade que não é feito com inversão de marcha.

Kill desire with fire

Harsh the way you look at me, like sandpaper in virgin wood, maybe i wasn't clear enough to make you see, that overall i really did understood.
I still know what you meant, with all those steps, all the running around, and cleaver remarks, all the loneliness of a bad start.
Close the door if you're leaving, and lock me inside, like i locked my hope on a tight spot, where only i can stab it and watch the bleeding flood into a river of lost names, phone numbers and addresses.
This is like India all over again. Hot and sensual, with a bit of spicy foolishness from those that fell in love for that shore that you old beneath your neck.
Those luscious valleys of flesh, those marble traces that surround your face, and almond eyes from whom i'm captive.
The most common girl held me in the most common passion, the attraction of two silhouettes dancing around a silky bed, where lust and perversion made the joy of the burning souls yet to come.
Tie me to the bed and kiss me with a razor on your lips, let me bleed of pleasure and saw my tongue into yours, hold my hands like nails into a board, and kill my hunger for you.
Let me screw my fingers into your hips, carve my neck into your lips, make you whisper gory poems to my ear.
I wish you, i need you, i must have you in my bead, because i can't clearly fuck you over and over in my head, mind fucks only work when we're fifteen, now i want to show you what you never seen.

sexta-feira, março 27, 2009

Ilusão das sombras



Porque na arte da ilusão podemos encontrar as mais poéticas formas de expressão.

Farto de certas coisas

Se há pessoal que eu adoro mesmo do fundo do âmago do meu ser, são aquelas pessoas que competem ao mesmo tempo para ser o mais desgraçado e coitadinho a quem tudo corre mal, e ao mesmo tempo capaz de se vangloriar que são os melhores em tudo o que venha à baila.

Do tipo "tenho o melhor carro aqui da aldeia, e sou o melhor condutor.", mas no entanto quando alguém se queixa que teve um acidente grave, "Eu tive o pior acidente da minha aldeia, e matei duas ovelhas no processo que por sinal até eram minhas, veja lá a tragédia...Mas continuo a ser o melhor condutor da minha aldeia e a ter o melhor carro avariado da aldeia."

Odeio gente que acha que teem de ser os maiores em tudo, na riqueza e na pobreza, na felicidade e na doença, até que a morte os leve para a casa do...
Infelizmente é um mal bem real, e por vezes acaba por parecer um mal típico do nosso Portugal.

Com quem tenho de falar para migrar para outros lados? Nem que seja para o interior do país, porque certas coisas nesta sociedade começam a chatear-me profundamente, e quanto maior o circulo social, maior a chatice.

Quem se oferece para me dar boleia para outros lados?

quinta-feira, março 26, 2009

Lição de vida, hino à formação do homem.

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don't deal in lies,
Or, being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;


If you can dream - and not make dreams your master;
If you can think - and not make thoughts your aim;
If you can meet with triumph and disaster
And treat those two imposters just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to broken,
And stoop and build 'em up with wornout tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on";


If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings - nor lose the common touch;
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run -
Yours is the Earth and everything that's in it,
And - which is more - you'll be a Man my son!


Rudyard Kipling - If

Terra de toscos.

Na Sic está a dar um programa sobre a vida pública e vida privada das personalidades públicas.

Achei piada ao advogado convidado a tentar camuflar o facto da lei portuguesa não conceber uma ideia básica de privacidade.

Podia começar aqui a discutir os artigos 70º e seguintes do Código Civil, ou os primeiros artigos da Constituição, e até comparar com leis de outros países, nomeadamente países de lei anglo-saxónica, mas acho que é maçador e escusado.

Vamos lá ver. A lei em Portugal meus amigos é um aborto socialmente necessário. Se existe algo que sofre de patente dimorfismo na nossa sociedade, é a lei. A lei não se preocupa com muitas coisas, e no entanto parece paranóica com tudo. A ver bem a lei portuguesa tenta abranger tudo, e muitas vezes com uma figura de especificidade, e no entanto apenas se preocupa com direitos generalistas. Temos coisas muito boas na nossa lei, e legisladores, somos vanguardistas, e queremos ser modernos. No entanto somos atrasados o suficiente para querermos ser modernos por nossa conta, e não aproveitar para adaptar e aprender com os outros.

Sinceramente não me preocupa muito o estado da lei, preocupa-me a forma como a vemos e aplicamos, porque pelo que entendi pelas palavras do advogado no programa, são flexíveis.
Ora dizer que a lei é flexível para fugir à sombra do subjectivismo, acaba por ser uma forma de escamotear a realidade. A nossa lei é para o bem e para o mal, demasiado interpretativa para um tipo de lei positivista. Quando sabemos que se vive mais de lei escrita do que de jurisprudência, podermos especular e interpretar demasiado a lei positiva, sendo que é demasiado global, leva a que ninguém se entenda.

Acho que se devia ser mais específicos em certas áreas, tal como os direitos pessoais, porque são esses os direitos essenciais para podermos viver em sociedade, o respeito pela vida humana, pela integridade física e moral, e os mais básicos direitos, liberdades e garantias de homens livres. Menos permissivos na exploração de lacunas nessas áreas, menos permissivos para com o aproveitamento de má fá de certas falhas na lei para ganhar algo à custa dos mais essenciais direitos de um ser humano. Liberdade, Fraternidade e Igualdade diziam os franceses, eu adicionava a Privacidade. É um valor importante que muita gente se esquece.

Já que fomos pela via dos calhamaços de leis, ao menos que os escrevam direito por linhas certas.

Misturei coca-cola com seven up, I'm dangerous.



A minha música para o dia de hoje. Porque sinto-me um rebelde.

Woof Woof

Os meus sonhos andam cada vez mais alternativos e cinematográficos. Como é óbvio seriam filmes de série C muito provavelmente. A má qualidade cinematográfica dos meus sonhos só é comparável com os meus diversos papeis desempenhados em tais obras primas.
É pena que não me lembre dos sonhos por inteiro quando acordo, mas lembro-me de alguns bocados.
No sonho de hoje acho que acabei por esfaquear um homem que me matou o cão. Daqui retiro algumas possibilidades. De facto sou pessoa para dar muito valor aos animais de estimação, ou pelo menos parece.
A morte dos meus cães Zorg e Spiff por envenenamento é assunto que nunca ficou resolvido sem eu meter as mãos em cima do gajo que os envenenou. Agora tenho de esperar que saia da cadeia para o poder apanhar, porque entretanto o senhor foi preso por outros crimes.
Vejo num cão, ou pelo menos no Zorg (tenho de meter aqui uma foto), algo mais que um simples animal. Não vou dizer que sou daquelas pessoas que trata os animais de estimação como se fossem família, nem nada parecido, mas o Zorg era especial, tinha um comportamento diferente, demasiado humano até, facto que impressionou e marcou toda a nossa família.
Acho que ainda hoje custa-me tê-lo perdido, e tenho saudades dele. Não sei que tipo de pessoa serei eu por fazer um post a dizer que tem saudades de um animal de estimação, quando por vezes não é capaz de dizer o mesmo relativo a pessoas importantes na sua vida.
Ainda hoje sinto falta de ter um animal de estimação, ou se calhar faz-me falta a companhia, seja ela qual for.

Já agora uma caixa de rebuçados para a primeira pessoa que descobrir porque raio os meus primeiros cães se chamavam Zorg e Spiff. Para o Miguel é fácil por isso não conta.

Antes de ir dormir.

O meu candeeiro está refém de três grandes montanhas de livros à cabeceira.
Ainda estou para entender porque raio é que acabo de ler os livros e os vou empilhando por debaixo dos que começo a ler, até chegar ao ponto que os decido arrumar, embora uns tempos mais tarde os volte a ir buscar para reler algumas partes.
São aquelas pequenas manias, que agora é muito comum serem apelidadas de idiossincrasias porque alguém achou que seria mais pseudo intelectual denomina-las desse modo, que costumo questionar a origem.
Tenho várias manias, tal como sair do chuveiro sempre com o pé esquerdo, ou ao comer uma sandes de pão de forma comer sempre primeiro a côdea em volta, ou sempre que cozinho tenho de lavar as mãos mal acabe um dos passos do processo.
Tenho mesmo de dar um jeito na mesa de cabeceira e naqueles livros todos, só preciso de um estímulo sugestivo e algum tipo de recompensa.
Sou escravo de uma mente sugestiva que joga com estímulos de acordo com a sua vontade.

quarta-feira, março 25, 2009

Investigação

Depois do chamado "cold shoulder" por parte da Bi quando interroguei sobre a sua existência, aceitei o convite e fui visitar o blog da mesma.

Apesar de já lá ter estado, e reparado em alguns detalhes e apontamentos, dos quais tirei as minhas conclusões, hoje obtive uma nova revelação. Para alguém que refere a bipolaridade como característica "pessoal", ou alguma proximidade com essa realidade, vim a observar com os últimos posts de Bi, que a bipolaridade não é alheia, ao contrário do que eu pensava, a um comportamento narcisista.

Para quem gostar de estudar comportamentos humanos e sociais, seja por que ciência vá basear os seus conhecimentos, de certeza acabará por achar interessante a descoberta da bipolaridade narcisista. Eu que uma vez fui acusado de ser um irónico sarcástico, que de facto não vejo mestria porque acho que são mais do que complementares, sou capaz de comparar a bipolaridade narcisista a algo como o altruísmo egocêntrico.

São fenómenos gigantescos, e utilizando a astronomia a título de exemplo, a minha descoberta de hoje, é equiparável em termos de grandeza a um astrónomo avistar galáxias canibais.

Agora das duas uma, ou a Bi é versátil, ou então é daquelas pessoas que monta uma fachada de forma a encapotar a sua realidade. Não tenho nada contra qualquer uma das hipóteses, e se eu sou na realidade quase 90% daquilo que sou aqui no blog, conheço e admito que exista muita gente que aproveite a internet para se distanciar da realidade e criar uma realidade paralela, soltar um alter-ego, ou criar de modo ficcional personagens socialmente mais satisfatórias para a sua percepção.

Seja como for, são meras conjecturas sobre quem será a Bi, tenho de ver porque prisma ou ângulo é que posso descobrir mais sobre alguém que do nada decidiu começar a vir comentar e ler o nosso blog. Para mim é sempre intrigante quando alguém decide perder tanto tempo neste cantinho.

Como vieste cá parar Bi?

terça-feira, março 24, 2009

*Coça a cabeça* E tu és?

Quem será a Bi? Serei só eu que estou curioso?

Já me perguntaram quem é, mas sinceramente não sei.

Existe por ai o mito que sempre que aparece aqui uma mulher a comentar, é amiga minha de certeza. Que maliciosa concepção da realidade.

De facto não sei quem é a Bi, mas fiquei curioso a partir do momento em que me perguntaram e não consegui responder.

Será agora uma altura de tentar interagir? Tem ficado latente a ideia que sou antipático para com as pessoas. Pode não ser a melhor altura para tentar a aproximação.

Sempre me questionei, se existiriam estrategas sociais, alguém a definir quais os melhores passos a dar em determinadas situações. A existir pessoas assim, eu não serei uma delas.

Bi quem és tu?

Janela vista de outro prisma

A estrutura que viverá sempre frustrada por não ter chegado a porta. Que puro engano.
Mais que todas as estruturas de um edifício a janela devia sentir-se a mais prestigiada.
Pela porta passam os corpos num rodopio de entra e sai, pela janela o rodopio é outro, bem mais nobre, o dos sonhos.
Quantos de nós não sonharam no parapeito de uma janela? Quantos de nós temos o hábito de sonhar ao passar uma porta? A porta exige muito mais esperança, expectativa, cria um sentimento mais nervoso e preocupado, o que se esconderá por detrás dela. A janela é clara, transparente, não esconde o que se quer ver. Não esperamos nada do outro lado, temos de imediato a certeza do que lá se encontra. Isto na maioria das vezes é claro.
Normalmente pelas portas não entram raios de luz, e se entrar algum feixe de luz é sempre por baixo. A janela deixa entrar toda a luz, todo o calor de um sol que se quer ou se repele, como que se de repente soubéssemos que a janela não mente, mas uma porta pode trair.
Falo do sol mas posso falar da beleza da chuva a bater na janela e a escorrer por ela, um violento embate e lento deslizar para um fim.
No fundo, é pela porta que se entra e sai, mas a janela, é o principal portal para o mundo, qualquer mundo.

A alquimia do ser humano.

Por vezes as pessoas são demasiado redutoras das realidades em que vivem porque se fecham em copas com as suas ideias pré-formadas sobre determinado comportamento, valor, ou acção.
É algo que acaba por me chatear um pouco.
Porque tudo tem de estar esquizofrenicamente rotulado para algumas pessoas, e tudo o que sejam comportamentos ou palavras dos outros, devem ser prontamente analisados e etiquetados como aquilo que nos convém a determinada altura.
Eu compreendo a parte de optar por aquilo que nos dá mais jeito na altura, e todos têm esse direito, mas os comportamentos das pessoas são acções voluntárias ou involuntárias, e já aqui ponho a hipotese de certos comportamentos serem involuntários ou voluntários, não restringindo a intenção, que produzem um desfecho nem sempre claro ou analítico para os outros poderem de uma assentada e perna cruzada, poder determinar o seu sentido.
Porque dizer que o verde é verde porque não é vermelho, é uma visão do prisma, mas limitar a essência de uma cor a uma percepção, parece extremamente redutor para com a vida.
Aqui também entra a parte do subjectivo. Cada ser humano, terá por certo a sua opinião, produzida pela sua própria mente, e seguindo a ideologia daquele dia, decide determinar as coisas, dando a sua opinião sobre o assunto. O que não se podem esquecer é que é uma opinião, e uma opinião não quer dizer que seja a verdade. Pode ser a sua verdade, mas ai tenham o cuidado de saber e dizer que é a vossa verdade, e não façam passar as coisas como a verdade final e subjugadora de todos os intelectos.
Porque a verdade global existe, como por exemplo a morte, ou os impostos, e se calhar muitas outras, mas de resto maior parte das coisas são verdades alternativas em pensamentos paralelos.
Conheço muita gente para quem a ironia é maliciosa, para mim a ironia é deliciosa, e quem em conhece como uma pessoa brincalhona, a ironia não é usada com desrespeito ou como ofensiva, é uma maneira que tenho de colocar as coisas. Ironia para mim é uma brincadeira, tal como se fosse uma bisnaga argumentativa e vos desse duas bisnagadas a provocar.
Meus amigos tenham em atenção uma coisa, antes de bufarem para o alto, pensem duas vezes que existem mais prismas e ângulos nas coisas da vida, do que aquele que vocês vislumbram, é por isso que vivemos num mundo a 3D. Não se precipitem a julgar o sentido com que as coisas são ditas ou acontecem, formem a vossa opinião, mas mantenham sempre espaço aberto para entender o prisma dos outros, sem falar em verdades.
No fim, é admitir que todos falhem.

Luís o rapaz social.

O Luís? O Luís é um malandro.
O Luigi como eu lhe chamo, é um maroto.
Se soubessem o que eu vi o Luís a fazer, constrangido pelos seus pares sociais, cedendo à pressão do grupo e entrando num mundo de práticas que parece tão desfasado do seu.
Luís...Luís...tu que dizias que até tinhas posts dedicados a ti neste blog, aqui tens mais outro, mas desta vez para apontar-te o dedo e dizer shame on you rapaz. Eu sei o que andaste a fazer, a deixares corromper-te pela pressão do grupo social.
E mais não digo, fica entre nós o facto de seres um malandro.

Naquilo que entendo ser a minha realidade.

EU SOU O SENHOR DA VERDADE ABSOLUTA E INCONTESTÁVEL ....RAAAAWWWWWWRRRRRR... :giggles:

sábado, março 21, 2009

Melancolia filha da mãe



Momento de atrofio a pensar no passado. O tempo não perdoa mesmo, e as recordações também não.

You in the dark
You in the pain
You on the run
Living a hell
Living your ghost
Living your end
Never seem to get in the place that I belong
Don't wanna lose the time
Lose the time to come

Whatever you say it's alright
Whatever you do it's all good
Whatever you say it's alright
Silence is not the way
We need to talk about it
If heaven is on the way
If heaven is on the way

You in the sea
On a decline
Breaking the waves
Watching the lights go down
Letting the cables sleep

Whatever you say it's alright
Whatever you do it's all good
Whatever you say it's alright
Silence is not the way
We need to talk about it
If heaven is on the way
We'll wrap the world around it
If heaven is on the way
If heaven is on the way


I'm a stranger in this town
I'm a stranger in this town
I'm a stranger in this town

If heaven is on the way
If heaven is on the way
I'm a stranger in this town
I'm a stranger in this town

quinta-feira, março 19, 2009

Demência com qualidade.



Estou a partilhar este vídeo com vossas senhorias porque fartei-me de rir com ele. Desde as vozes a certas expressões, fizeram com que me desmanchasse a rir.
É muito subjectivo a reacção que se tem com este vídeo. Admito que possa haver alguém que não ache muita piada. Eu apenas digo que têm de estar descontraídos e com mente aberta para apreciar a maravilhosa aventura de Charlie. E convém ter conhecimentos de inglês ou então não compreendem metade.

Sinceramente espero que gostem, e que algo vos faça rir. Nem que seja uma parte que seja tão irritante que vos faça rir.

C'MON CHARLIE...LET'S GET IN THE SHOE SHOE TRAIN....