sábado, fevereiro 28, 2009

Conversa a que achei piada.

Normalmente é me difícil escrever a ouvir música aleatoriamente, principalmente como a música vem da televisão, mais propriamente pelas vozes de Nucha e Romana em representação do Festival da Canção de 2009.

Bravo capataz da sua vontade, este pobre mas valente escriba tenciona cumprir a sua missão.

Este post bem poderia ser o primeiro golpe para um capítulo de uma incrível saga, um relato de conversas à mesa. Suspeito com um certo grau de segurança no que vou dizer, que as pessoas quando comem sentem-se bem e cria-se um ambiente propício ao natural fluir da simplicidade do ser. Quando estamos satisfeitos, somos naturais, e os pensamentos são expostos com clareza e sem interferências, a não ser que estejam a mastigar de boca aberta e a falar ao mesmo tempo.

O cenário é sempre relevante, dá um certo impacto e profundeza às ideias partilhadas, às conversas lançadas, se assim não fosse o teatro não teria cenários, e os filmes seriam todos realizados pelo César Monteiro ao estilo Branca de Neve.

Mesa de jantar, um prato invulgarmente composto por feijão preto de picanha, uma batata assada com molho especificamente concebido para a guarnecer, e um pequeno soufflé distinto em requinte. Como quem diz, isto não combina, ou é coisa de malucos, mas se sabe bem que havemos de fazer. Os meus pais bebiam vinho por um copo baixo, como se fosse vinho de tasca, mas este saído de uma garrafa de bom valor, tudo num clima semelhante a uma refeição partilhada em mesa clandestina por poetas malditos. Acho que só faltou o absinto e o ópio no fim.

Só ficava a faltar a conversa propícia ao ambiente e ao cenário. Acho que é a conversa que faz o elo de ligação entre o cenário e o ambiente que se vive, é aquela ténue linha de correlação como se fosse a cola entre dois mundos, a cola que liga as acções comportamentais com o espectro linguístico que nos sai disparado da boca em forma opinativa ou argumentativa, podendo mesmo ser sob a forma afirmativa se a pessoa tiver muito segura de si.

Então a conversa começou no congresso do PS, mas o mais estranho foi onde acabou.
Do congresso do PS, viajamos um pouco pela política, pelo bota abaixo dos preferidos uns dos outros, mas em tom saudável e galhofeiro, e de repente pairando no mais leve mistério do Freitas do Amaral rapidamente chegou o meu pai ao Paulo de Carvalho criticando-o por ser um cagão, e dai nasce a afirmação que desse grupo de "gajos" o melhor era o Ary dos Santos, porque era um grande escritor. De repente falou-se um pouco da sua vida, opções políticas, literatura, e opções sexuais, tendo o meu pai dito que era homossexual, algo que parece ser de conhecimento geral.
A minha mãe retorquiu com espanto - Mas ele não era assim forte e meio descuidado? - claramente para a minha mãe os homossexuais têm ou devem necessariamente de ser bem parecidos e de plena forma física. Se calhar é para depois poderem dizer com um sorriso na cara que é um desperdício ver homem bem parecidos como homossexuais.
- Mas a Natália Correia era fufa, certo? - perguntou a minha mãe ao meu pai.
- Ui, essa não era nada fufa, era cá uma cabrita, adorava namorar, e não era com caras famosas, essa gostava daqueles homens normais. - respondeu o meu pai.

Num ápice estava em cima da mesa poemas da Natália Correia, e uma conversa sobre os favoritos, a referência ao poema feito pela escritora contra o CDS, e à parceria entre o poema de Natália Correia e a voz de José Mário Branco que a cantava.

Para muitos de voz pode parecer estúpido o meu espanto, ou descrição, mas obrigatoriamente sorri quando vi os meus pais a utilizarem naturalmente expressões como cabrita ou fufa, de maneira tão leviana e descontraída, de maneira fluída no meio da conversa. Achei piada, talvez por não estar acostumado, ou talvez porque tudo naqueles breves minutos de paz e conversa, tudo parecer tão simples e obscenamente normal.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Em homenagem ao nosso blog.



Para explicar o que fazemos por aqui, pela caneta de um dos melhores poetas portugueses, e na voz do maior declamador de sempre, uma voz única e incomparável.

São artes como esta que conseguem fazer-me pensar que escrever e ler, viver a arte de quem sente é de facto paz e calma.

Faço também deste post uma homenagem ao meu Tio Carlos que me relembrou uma voz singular e maravilhosa de Villaret.

domingo, fevereiro 22, 2009

Ainda sobre o efeito Brasil.



Ainda no espírito carnavalesco, muito baseado na alma brasileira da coisa, lembrei-me hoje de uns desenhos animados que gostava muito de ver em pequeno, onde consta uma das minhas versões favoritas da Aquarela do Brasil. Este vídeo não contem todas as músicas deste desenho animado como os Quindins de YaYa ou o Blame it on the Samba, e ainda o saudoso Tico Tico no Fubá da Carmen Miranda.

Noutros posts irei colmatar essa falhar e postar algumas dessas músicas.

Não sei se mais alguém, se recorda destes desenhos animados, se sim, que se acusem.
Saudades, muitas saudades para estes tempos.

sábado, fevereiro 21, 2009

É Carnaval.



Porque é Carnaval e esta música faz-me lembrar a minha infância.

Enjoy

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Mordendo-te os lábios

Ver a morte de perto, e não te ver a ti, estar de tudo tão certo, sem saber o que escolhi.
Pegar no pouco que sei, e fazer da palavra lema, e saber que dai farei, uma rima sem ser poema.
São as pequenas metamorfoses da vida, que tornam tudo tão indefinido, e com contrastes de quem lida, com texturas de um perdido.
Sinto que estás longe, mas fui eu que me afastei, eu bem sei.
Queria-te mais perto, mas sem um rumo certo, é difícil haver um ponto de convergência, e nem sempre a esperança abunda com paciência, mas não é por isso que deixo de querer, ter aquela vontade de ser, mais uma vez, talvez, apenas mais essa vez, só teu.
Não te dei o que queria, dei mais do que pedias, e tudo foi muito em tão pouco que era preciso, que era querido, desejado.
Por vezes dizemos cedo demais certas palavras, certos gestos e acções, são como precoces versos em canções, que ninguém ouve, porque houve, eu sei que houve ali um momento, em que nos deixamos levar, distraídos pela vontade, perdidos na decadência de um beijo mordido, um suspiro sentido, um olhar travado por um gemido. Foi ai que perdemos o sentido, daquilo que queríamos, do que esperávamos, eu dei-te algo diferente do que me deste, e como não parecia compatível quebrou-se o rumo que havíamos decidido tomar naquelas noites de conversa deitada fora.
Embora, tudo pareça gasto, sem remendo, eu sei que tendo, um pouco de paciência, razão e clarividência, podemos descobrir outro caminho, onde as mãos se cruzem, os beijos se mordem, e olhares que seduzem, sejam a nova ordem.

E repara que de um falar harmonioso, sempre em rima, e melodioso, aumentou a cadência, rebentou a inocência, e nasceu a bestialidade da vontade.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Quem muito te quer perde tempo.

Cantei-te uma canção de louváveis palavras, pedi a tua atenção vezes sem conta. Um olá ou um sorriso, nem que fosse um suspiro de desprezo, um sai daqui, um deixa-me em paz.
Podias magoar-me e ao menos saberia que me ouvias. O que temes tu?
Vou-me embora e nem te despediste de mim.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Sexta-feira 13...hummm ME-DO!!

Hoje é sexta-feira 13, e por tal motivo acho que vou jejuar. Vou jejuar porque olho para os talheres com medo. Facas afiadas, garfos afiados. Hummm, não me sinto seguro. Além do mais corre sempre o risco de me engasgar com a comida, e sufocar com um bocado de lombo no gasganete não é coisa bonita.

Estou aqui a escrever no portátil e penso, isto funciona com electricidade, e se por algum motivo apanho uma descarga?

Acho que o post fica por aqui. Tenho medo.

Espera só até sonhar com uma betoneira.

Das poucas horas de sono que consegui arrancar esta madrugada, lembro-me que sonhei muito. Embora não me lembre com perfeição dos sonhos, tenho quase a certeza que foram sonhos ridículos e sem nexo.

Por vezes tenho pesadelos, outras vezes sonhos agradáveis, sonhos bons, e sonhos muito bons. Desta vez tive um sonho dessa estirpe especial, os sonhos sem sentido e completamente estúpidos.

Vamos juntar as peças que me lembro, e depois pode ser que apareça alguém que saiba interpretar sonhos e faça algo disto.

Em primeiro lugar lembro-me de uma punção lombar, logo em seguida estava num campo de futebol onde os jogadores usavam protecções semelhantes às do futebol americano, e mesmo antes de entrar em campo pensei, "eh pá este jogo é capaz de se tornado mais violento entretanto, queres ver que é por causa do Bruno Alves?".

De repente já estou numa caverna a matar múmias/zombies com um lancha chamas, mas por outro lado eles parecem aterrorizados, só mais tarde vim a descobrir que são mal entendidos, são seres razoáveis, e aplicadores da lógica ao contrário do que se poderia pensar. Eram pacíficos e sentiam-se perseguidos pelo homem devido ao mito que lhes era imposto, como criaturas negras e malditas.

Um dos zombies guiou-me pelas instalações surpreendentemente bem organizadas e tecnologicamente avançadas, e enquanto seguíamos caminho até à sala do líder, explicava-me como tudo funcionava naquela sociedade proscrita. Explicou que não tinham nada contra os humanos porque eles próprios já o haviam sido, explicou que não atacavam nenhum humano que não os atacasse, e tinham por regra só consumir humanos já falecidos ou que estivessem moribundos, incluindo aqueles em situação de limbo que estivessem com dois dedos agarrados a um abismo, atiravam a moeda ao ar e logo viam se o atacavam ou não. Fora isso respeitavam o espaço dos humanos e não os chateavam. Enquanto andava pelas instalações olhei para umas salas mais escuras e senti curiosidade de espreitar, fui prontamente aconselhado a não o fazer porque podia ser visto como um acto agressivo, violar a privacidade daqueles zombies, e podia ser atacado por engano.

Cheguei ao pé do líder que se estava a arranjar, vestia um casaco estilo Napoleão, e eu não resisti fazer um comentário sobre o casaco, do mesmo modo ele não resistiu perguntar-me se tinha usado aparelho nos dentes. Disse que sim. Retorquiu que se notava que os dentes pareciam alinhados menos os dois da frente que não estavam direitinhos, e que demonstrava que me tinha fartado de usar a mordaça nos dentes, não levando até ao fim o tratamento. Acenei com a cabeça afirmativamente.

A partir daqui não me lembro de mais nada, acho que acordei com o telemóvel. Se alguém ligou de manhã com um assunto importante, peço para voltar a ligar porque lembro-me de ter balbuciado qualquer coisa no telemóvel, mas não me lembro do que se tratava, ou quem estava do outro lado.

Passados 10 minutos estava acordado, e assim dormi das 5 da manhã até as 9.
Se hoje parecer meio apagado ou a não fazer sentido, escusam de perguntar porque será.

Reflexões tardias

Este é um daqueles posts que não sei bem como escrever. De certo um dos mais reflectidos em toda a minha vida, e no entanto tão vazio de sentido no que toca a partilha com o mundo. Temos sempre pensamentos nosso, reflexões com sentido, pensamentos bons, maus, vazios, significativos. Este será sem dúvida um pensamento em que se encaixa tudo e nada.

Estava à procura de um livro de poetas russos, que gostava de reler, e ultimamente tenho lido muito, e dentro desses muitos livros, tenho lido um pouco de tudo. Poesia, pequenos contos, livros mais complexos, livros menos complexos, dicionários, livros técnicos. Embora este post não seja sobre literatura, como já tinha enunciado posteriormente, tudo têm relevância neste post.

Enquanto procurava o tal livro de poetas russos, encontrei uma caixinha cheia de cartas antigas. Maioria eram cartas de ex namoradas, mas também tinha cartas de família, especialmente relacionadas com aniversários, como postais de aniversário de alguns amigos, ou cartas a desejar um feliz aniversário enviadas pelos meus irmãos.

Decidi perder uns minutos e passar os olhos por essas cartas, e acabei por ler outras mais que tenho guardadas numa gaveta. Nessa gaveta tenho muitas recordações, maioria com um significado amoroso, mas também muita coisa relacionada com momentos da minha vida que não quis largar.

Em quase todas as cartas ou postais de cariz amoroso, é repetido o mesmo rol de frases, que quase se tornam em chavões de proporção bíblica. Frases como "Quero-te para sempre", "És tudo para mim", "És a razão da minha vida", ou o tão afamado "Amo-te muito para sempre" ou a versão mais soft "Amo-te muito", são uma constante em todas essas cartas.

Depois de passar os olhos por essas recordações, decidi pensar na vida, fiquei um pouco melancólico, e decidi ir para a janela pensar na vida.
Não se vê uma única estrela no céu, não se vê a lua, e o único feixe de luz é completamente artificial, luzes da casa de alguém ainda acordado ou dos candeeiros que iluminam a rua.

Por momentos pensei, que seria uma bela analogia esta da luz artificial com a facilidade com que se diz amar e tudo acaba. Por momentos pensei se não será o amor todo um pouco artificial. Ver o amor como uma luz artificial que nos guia por partes da nossa vida em que temos a necessidade de justificar sentimentos e necessidades com palavras que tenham algum impacto e peso ao ser proferidas.

Se quero ser honesto não podia pensar assim. Eu sei que já amei nesta vida, e não seria justo pensar que foram sentimentos artificialmente criados pelo meu espírito para me agarrar a algo que queria, que necessitava e prezava. Não posso admitir que me sinta bem ao adaptar todo o significado de amar a uma criação puramente artificial por forma a alimentar necessidades de sentir algo.

Sei que não amei em vão, que raras tenham sido as vezes que usei essa palavra de forma desalojada, ou sem sentido, apenas para agradar alguém ou facilitar que se proporcionasse o cumprimento de algum desejo.

Apenas fiquei com dúvidas se vale a pena. Não questiono se vale a pena amar, lógico que vale, mas questiono antes se vale a pena amar de maneira libertina, se vale a pena amar da nossa maneira. Digo isto apenas porque é mais do que claro que existe uma pressão socializada para valorizar o amor, para o quantificar, para o encaixar de alguma forma nas expectativas dos outros. Já fui acusado de amar demasiado, e também de não amar o suficiente. Já tive dificuldades em descobrir o amor, e tive dificuldades em o esconder.

Nos livros que tenho lido, não é frequente falar de amor. Penso que de certa forma, em certos períodos da história literária, o romantismo e o valor do amor perdeu fé, e deixou de ser retratado ou aplaudido, usado com tranquilidade ou mesmo definido em pequenos trechos. É comum encontrar um sentimento como a paixão ou o desejo, mas o amor, é um assunto totalmente diferente, é outro grau de insanidade, e uma espécie de tabu.

Apesar de tudo isso, num dos livros que tenho lido, uma personagem fala de amor. A pior e mais aterradora forma de amor. O amor incondicional por parte de uma só pessoa. No fundo trata da mais aterradora situação, um homem que ama incondicionalmente, é correspondido, mas de uma forma muito leve e tímida, sendo que a mulher não o expressa nem admite sentir no mesmo grau, ou quanto muito admite sequer que sente alguma coisa. No fundo nós sabemos que sente, porque somos o leitor e temos acesso ao sentimento de ambas as personagens, mas o nosso bravo rapaz ama uma mulher que não é capaz de retribuir mesmo que o provoque vezes sem conta para que este lhe diga o que sente, e que de forma quase debochada espirre em sangue aquelas palavras pela boca, e após o desgraçado o ter feito com o maior brilho nos olhos, manda-o embora, porque simplesmente não lhe apetece retribuir, e prefere fechar em si qualquer possibilidade de tudo dar certo, a ceder em ficar naquela posição que considera de vulnerabilidade.

Ora em minha opinião uma pessoa que não ama por medo, quando sente intimamente que o devia fazer, é claramente estúpida.
Não excluo que as consequências de expor um sentimento como o amor não possam ser aterradoras, apenas digo que o medo não devia justificar o sacrifício de uma coisa que pode ser tão simplesmente fantástica e satisfatória.

Temos pessoas que não sabem claramente o que é amar, e utilizam levianamente o significado desse sentimento, a outros tem de ser arrancado a ferros, outros de forma quase herética afirmam num piscar de olhos que amam, sem sequer saber o que sentem.

Podia alongar-me neste assunto, mas retiro já algumas conclusões para este post, porque atingi um ponto em que acho toda esta conversa absolutamente inútil.

Primeira conclusão é que amar não é fácil, nunca será, e o amor é algo que requer demasiada imbecilidade sentimental. Pode ser a coisa mais linda do mundo, mas meus amigos o amor é capaz de ser o maior mal encapuçado de bem que existe neste mundo.

Hoje em dia, o mundo não está feito para românticos, pelo qual me retiro de mansinho desse palco. Prefiro ficar na sombra esquecida de um bastidor, do que na ribalta de uma peça social que não foi feita senão para a tragédia da minha espécie.

O amor é uma doce ilusão que se confunde com realidade, enquanto durar é um feliz sonho. Não digo que não se deva amar, apenas digo que se deve sonhar sempre que possível sem ter medo de um facto quase garantido, que qualquer dia, temos de acordar. Não tenham medo disso. Vale sempre a pena amar, e lutar por isso, mas ninguém me convence que é coisa de débil mental. Como já ouvi dizer, "Love isn't blind, love is retarded".

Pessoalmente, hoje, neste momento, se tiver de pensar numa pessoa, mais depressa penso e sinto falta de quem nunca me disse amar, nunca me mandou uma carta com qualquer coisa do género. Sinto falta de quem me fez crescer, de quem me fez ver a vida por mim mesmo, de quem gostou de mim aceitando-me e compreendendo-me por completo, numa paixão que se complementava enquanto lambíamos feridas de quem nos dizia amar para sempre.

PS. Este post vale o que vale, são quatro da manhã e estou cheio de dores de cabeça, garanto-vos que o pensamento na minha cabeça era muito mais elaborado, chegava a ter piada, e parecia muito mais positivo do que qualquer porcaria que possa ter escrito aqui em cima. É complicado expressar uma opinião sobre uma coisa que pensamos saber muito, e no entanto se revela um complexo mistério em qualquer altura.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Porque podias estar a precisar de uma justificação.

Porque a paz e o desejo não costumam dar a mãos, a não ser que se deseje paz e paciência, algo que não abunda nos meus desejos emotivos, estou em constante luta.

Não é uma luta violenta, pelo menos em termos marcantes, ou pesadamente emotivos ou físicos, pode ser violento em termos de persistência, violento para a fé que deve ser inabalável.

Nunca consegui entender a fé como algo incontestável, completamente ilógico e puramente espiritual. Serei obrigado a usar outros termos? Não posso resumir a fé ao simples acto de acreditar com esperança, afincadamente como quem se agarra a um derradeiro reduto de compaixão pelos seus desejos e ideias? Tenho de destingir fé de crença, distinguir fé de credo, de convicção, de acreditar, não podem ser sinónimos, tenho mesmo de os graduar? Porque não ser simplista e meter tudo no mesmo saco?
Afinal de contas é algo que diz respeito aos meus sentimentos, às minhas emoções, desejos e alterações da mente. Porque não posso ser eu a determinar as definições daquilo que sinto? Determinar o conteúdo das minhas acções, delinear o sentido, o propósito, cartografando os meios e para que fins?

Não se trata de tomar o controlo do nosso destino, nem das nossas mentes, ou dos outros, nem tão pouco do que sinto. Sei que por muitas vezes não sou capaz de um controlo totalmente lógico e racional, mas apenas das definições daquilo que penso.

Não vou discutir se o céu é azul ou branco, apenas contento-me que entendam o que acho mesmo que não concordem.

Por vezes bastava essa compreensão na resolução de conflitos. Não é preciso que ambos adiram à mesma solução, desde que pelo menos entendam o que faz reagir a outra parte, o que os leva a pensar assim, e tudo se podia resumir a um tão simples acto como ouvir, escutar, atentamente.
E poucas desculpas têm o homem para não adoptar tal comportamento. O ser humano que é curioso por natureza, aplica uma certa dormência de raciocínio quando não demonstra o mínimo de curiosidade para entender a outra parte. Ou somos muito fúteis, e a curiosidade é uma banalidade que só nos leva a revelações menores, ou tudo o que se cria e inventa, nunca teve a contribuição da curiosidade, a vontade da experiência, ou de saber o que está mais além.
É quase absurdo como a naturalidade dos seres pode ser ridiculamente ignorada pela impaciência, ou pela pura ignorância do nosso âmago.

Eu como ser curioso que sou, com esta fé que não se motiva num credo cego, mas puramente racional, baseado na esperança que tenho pelo experimentalismo, pela curiosidade de saber se é possível, é todo esse misto de sentimentos aliado ao facto de ver em ti características irresistíveis, que me mantém à tua espera.

Tudo isto apenas porque pensei que pudesses precisar de um motivo, porque tudo terá uma razão de ser, até os meus comportamentos.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Conselho que te dou.

Por vezes o talento ou o sucesso não precisa de ser inato, não se resume a ter ou não ter.
Se não nasceste com o dom, se não te sentes capaz por natureza própria, lembra-te sempre que podes alcançar o sucesso, o talento, ou qualquer dom, pela simplicidade da tentativa e persistência.
Muitas vezes no simples repetir de um gesto ou acção, nasce a perfeição de um golpe de brilhantismo.
Sem tentar e falhar, nunca se aperfeiçoa nada, nem se preserva o culto do génio que temos em nós.
Por isso escreve rapaz, mesmo que possa soar a tolice, a rabisco de joelho, escreve e tenta, porque por vezes é nas quedas que se ganha uma diferente perspectiva de nível, e se pensas que vais a cair, por vezes enganaste com o quão alto se eleva o espírito de quem insiste em alcançar algo que deseja.

Estás ai?

Se soubesses o medo que tenho do silêncio, e a dor que me causa a indiferença.

Vejo-te em pensamento, tenho-te em memória, tento alcançar-te e nem sim ou não, apenas afastas-te e deixas-me a pensar que passos devo dar.

Não levo jeito em danças, nem sou prepotente o suficiente para conduzir uma valsa, prefiro o balanço de um abraço na melodia dos suspiros.

Diz alguma coisa. Quebra o silêncio, pelo menos por uma vez.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

A história de ninguém e de alguém.

Um dia tenho de vos contar a história do ninguém que tinha inveja do alguém. Primeiro tenho é de a escrever, só estou a aguardar que a história acabe.
É uma história muito bonita de ping pong com muitas palavras glicodoces e trincadas por metade.
O ninguém não era mais que um sonhador, um ninguém que queria um terreno em Mafra onde ser feliz e talvez uns momentos de descanso. Ninguém sempre tentou e esperou pela mais pequena esperança de ouvir o seu nome dito ao ouvido. Ter um sinal expresso de que poderia lutar para ser feliz. Ninguém acabou por se cansar, mas nunca deixou morrer o sonho. Ninguém passou por muito tal como muita gente, mas nunca deixou de sonhar com uma casa em Mafra, coisas simples como essa. Uma casa com túneis e prisões para manter os mais pequenos afastados do seu descanço. Ninguém até chegou a fazer uns rabiscos para servir de planta para esse sonho, mas por certa altura acabou por não ter lágrimas para regar tal planta, que secou tal como o seu coração, mas que não morreu. Vive num sonho, guardada numa esfera de felicidade morbidamente adormecida. Porque ninguém sempre gostou de sonhos simples, ninguém nunca gostou de desistir deles.
Ninguém, sem se deixar vencer, continua a vaguear pelas ruas sempre a espreitar pelo seu sonho e por quem o personifica, e de cada vez que passa naquele mural com tantas coisas escritas, e vê bonitas mensagens para alguém, ninguém não consegue deixar de ficar a pensar como seria bom ver lá o seu nome por uma vez, mesmo que fosse de modo disfarçado, em código perceptível, para poder sorrir enquanto espera pacientemente.
O ninguém não é infeliz, o ninguém só não consegue dar a volta à vida de modo a ter quem quer, quem sonha, quem foi dele em alguma altura da vida. Ninguém, quer de volta o sonho, quer de volta uma migalha do que teve, e dessa pequena semente poder fazer crescer de novo algo bem maior que todas as barreiras que se lhe apresentam pela frente durante a sua vida.
No fundo ninguém só queria ser alguém, e sendo alguém queria ser de alguém.

Lábios afiados.

Devia-me ter feito a ti enquanto cortavas-me os tomates...para a salada.

Onde andas?

Se de meias palavras e ditos roucos fizesse eu lemas para mover mundos sei que lutaria por ti.
Se nas cartas longas que tu escreves viesse o meu nome, podia por de lado a incerteza, o medo de estar errado, de ser errado, de não ser quem queria, de ter sonhado um dia.
Se no sussurrar que viaja ao vento, palavras doces em pensamento sorridente, que nos conforta, ilumina, e conquista, ouvisse eu da tua boca o meu nome, movia o mundo em nosso favor.
Já não funciono por tentativas, embora corra riscos, não me dou com jogos, e no entanto lanço os dados sempre que posso a ver se me deixas voltar à casa da partida e tentar de novo.
Fazes-me sentir tão parvo por ainda pensar em ti, sinto-me um miúdo sem rumo nem tino, numa birra permanente com algo que deseja com estima.
Se me ouves, se me lês, se qualquer coisa, dá um sinal de ti, um sinal de ti só para mim.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Ouvindo Bob e pensando em sonhos idos.





Lay, Lady, Lay

Lay, lady, lay, lay across my big brass bed
Lay, lady, lay, lay across my big brass bed
Whatever colors you have in your mind
I'll show them to you and you'll see them shine

Lay, lady, lay, lay across my big brass bed
Stay, lady, stay, stay with your man awhile
Until the break of day, let me see you make him smile
His clothes are dirty but his hands are clean
And you're the best thing that he's ever seen

Stay, lady, stay, stay with your man awhile
Why wait any longer for the world to begin
You can have your cake and eat it too
Why wait any longer for the one you love
When he's standing in front of you

Lay, lady, lay, lay across my big brass bed
Stay, lady, stay, stay while the night is still ahead
I long to see you in the morning light
I long to reach for you in the night
Stay, lady, stay, stay while the night is still ahead

domingo, fevereiro 01, 2009

So you could listen to a song and don't like it a bit.

I’ve cried for you
So many times
I’ve cried for you
Daughter of Eve
Will you forgive?
For all those times
I’ve failed to you
And cried for you

One step behind
One hand beyond
I sense you’ve gone
And I’m alone
My heart in pain
Makes me insane
I can’t breathe
The lover gasps

The dream met an end
It wasn’t just a friend
It wasn’t just the passion
It was a chemical reaction
It was his young love
That raised all above
The values of his life

But she was decided
And walked into the light
She gave up the fight
To find peace inside

I’ve cried for you
So many times
I’ve cried for you
Daughter of Eve
Will you forgive?
For all those times
I’ve failed to you
And cried for you

I didn’t hold your hand
On the very end
I couldn’t let you go
I didn’t whisper hope
Or throw you another rope
To save you from the edge
But now I’ll pledge
To my heart, soul and mind
I promise I will find
Your bed in heaven

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Continuando o espírito de partilha.



Emily Haines & the Soft Skeleton - Our Hell

Mais uma música, e uma banda a ser partilhada.

The Lost Sanjak - Um conto de Saki

The prison Chaplain entered the condemned's cell for the last time,
to give such consolation as he might.

"The only consolation I crave for," said the condemned, "is to tell
my story in its entirety to some one who will at least give it a
respectful hearing."

"We must not be too long over it," said the Chaplain, looking at his
watch.

The condemned repressed a shiver and commenced.

"Most people will be of opinion that I am paying the penalty of my
own violent deeds. In reality I am a victim to a lack of
specialisation in my education and character."

"Lack of specialisation!" said the Chaplain.

"Yes. If I had been known as one of the few men in England familiar
with the fauna of the Outer Hebrides, or able to repeat stanzas of
Camoens' poetry in the original, I should have had no difficulty in
proving my identity in the crisis when my identity became a matter
of life and death for me. But my education was merely a moderately
good one, and my temperament was of the general order that avoids
specialisation. I know a little in a general way about gardening
and history and old masters, but I could never tell you off-hand
whether 'Stella van der Loopen' was a chrysanthemum or a heroine of
the American War of Independence, or something by Romney in the
Louvre."

The Chaplain shifted uneasily in his seat. Now that the
alternatives had been suggested they all seemed dreadfully possible.

"I fell in love, or thought I did, with the local doctor's wife,"
continued the condemned. "Why I should have done so, I cannot say,
for I do not remember that she possessed any particular attractions
of mind or body. On looking back at past events if seems to me that
she must have been distinctly ordinary, but I suppose the doctor had
fallen in love with her once, and what man had done man can do. She
appeared to be pleased with the attentions which I paid her, and to
that extent I suppose I might say she encouraged me, but I think she
was honestly unaware that I meant anything more than a little
neighbourly interest. When one is face to face with Death one
wishes to be just."

The Chaplain murmured approval. "At any rate, she was genuinely
horrified when I took advantage of the doctor's absence one evening
to declare what I believed to be my passion. She begged me to pass
out of her life, and I could scarcely do otherwise than agree,
though I hadn't the dimmest idea of how it was to be done. In
novels and plays I knew it was a regular occurrence, and if you
mistook a lady's sentiments or intentions you went off to India and
did things on the frontier as a matter of course. As I stumbled
along the doctor's carriagedrive I had no very clear idea as to what
my line of action was to be, but I had a vague feeling that I must
look at the Times Atlas before going to bed. Then, on the dark and
lonely highway, I came suddenly on a dead body."

The Chaplain's interest in the story visibly quickened.

"Judging by the clothes it wore, the corpse was that of a Salvation
Army captain. Some shocking accident seemed to have struck him
down, and the head was crushed and battered out of all human
semblance. Probably, I thought, a motor-car fatality; and then,
with a sudden overmastering insistence, came another thought, that
here was a remarkable opportunity for losing my identity and passing
out of the life of the doctor's wife for ever. No tiresome and
risky voyage to distant lands, but a mere exchange of clothes and
identity with the unknown victim of an unwitnessed accident. With
considerable difficulty I undressed the corpse, and clothed it anew
in my own garments. Any one who has valeted a dead Salvation Army
captain in an uncertain light will appreciate the difficulty. With
the idea, presumably, of inducing the doctor's wife to leave her
husband's roof-tree for some habitation which would be run at my
expense, I had crammed my pockets with a store of banknotes, which
represented a good deal of my immediate worldly wealth. When,
therefore, I stole away into the world in the guise of a nameless
Salvationist, I was not without resources which would easily support
so humble a role for a considerable period. I tramped to a
neighbouring market-town, and, late as the hour was, the production
of a few shillings procured me supper and a night's lodging in a
cheap coffee-house. The next day I started forth on an aimless
course of wandering from one small town to another. I was already
somewhat disgusted with the upshot of my sudden freak; in a few
hours' time I was considerably more so. In the contents-bill of a
local news sheet I read the announcement of my own murder at the
hands of some person unknown; on buying a copy of the paper for a
detailed account of the tragedy, which at first had aroused in me a
certain grim amusement, I found that the deed ascribed to a
wandering Salvationist of doubtful antecedents, who had been seen
lurking in the roadway near the scene of the crime. I was no longer
amused. The matter promised to be embarrassing. What I had
mistaken for a motor accident was evidently a case of savage assault
and murder, and, until the real culprit was found, I should have
much difficulty in explaining my intrusion into the affair. Of
course I could establish my own identity; but how, without
disagreeably involving the doctor's wife, could I give any adequate
reason for changing clothes with the murdered man? While my brain
worked feverishly at this problem, I subconsciously obeyed a
secondary instinct--to get as far away as possible from the scene of
the crime, and to get rid at all costs of my incriminating uniform.
There I found a difficulty. I tried two or three obscure clothes
shops, but my entrance invariably aroused an attitude of hostile
suspicion in the proprietors, and on one excuse or another they
avoided serving me with the now ardently desired change of clothing.
The uniform that I had so thoughtlessly donned seemed as difficult
to get out of as the fatal shirt of--You know, I forget the
creature's name."

"Yes, yes," said the Chaplain hurriedly. "Go on with your story."

"Somehow, until I could get out of those compromising garments, I
felt it would not be safe to surrender myself to the police. The
thing that puzzled me was why no attempt was made to arrest me,
since there was no question as to the suspicion which followed me,
like an inseparable shadow, wherever I went. Stares, nudgings,
whisperings, and even loud-spoken remarks of 'that's 'im' greeted my
every appearance, and the meanest and most deserted eating-house
that I patronised soon became filled with a crowd of furtively
watching customers. I began to sympathise with the feeling of Royal
personages trying to do a little private shopping under the
unsparing scrutiny of an irrepressible public. And still, with all
this inarticulate shadowing, which weighed on my nerves almost worse
than open hostility would have done, no attempt was made to
interfere with my liberty. Later on I discovered the reason. At
the time of the murder on the lonely highway a series of important
bloodhound trials had been taking place in the near neighbourhood,
and some dozen and a half couples of trained animals had been put on
the track of the supposed murderer--on my track. One of our most
public-spirited London dailies had offered a princely prize to the
owner of the pair that should first track me down, and betting on
the chances of the respective competitors became rife throughout the
land. The dogs ranged far and wide over about thirteen counties,
and though my own movements had become by this time perfectly well-
known to police and public alike, the sporting instincts of the
nation stepped in to prevent my premature arrest. "Give the dogs a
chance," was the prevailing sentiment, whenever some ambitious local
constable wished to put an end to my drawn-out evasion of justice.
My final capture by the winning pair was not a very dramatic
episode, in fact, I'm not sure that they would have taken any notice
of me if I hadn't spoken to them and patted them, but the event gave
rise to an extraordinary amount of partisan excitement. The owner
of the pair who were next nearest up at the finish was an American,
and he lodged a protest on the ground that an otterhound had married
into the family of the winning pair six generations ago, and that
the prize had been offered to the first pair of bloodhounds to
capture the murderer, and that a dog that had 1/64th part of
otterhound blood in it couldn't technically be considered a
bloodhound. I forget how the matter was ultimately settled, but it
aroused a tremendous amount of acrimonious discussion on both sides
of the Atlantic. My own contribution to the controversy consisted
in pointing out that the whole dispute was beside the mark, as the
actual murderer had not yet been captured; but I soon discovered
that on this point there was not the least divergence of public or
expert opinion. I had looked forward apprehensively to the proving
of my identity and the establishment of my motives as a disagreeable
necessity; I speedily found out that the most disagreeable part of
the business was that it couldn't be done. When I saw in the glass
the haggard and hunted expression which the experiences of the past
few weeks had stamped on my erstwhile placid countenance, I could
scarcely feel surprised that the few friends and relations I
possessed refused to recognise me in my altered guise, and persisted
in their obstinate but widely shared belief that it was I who had
been done to death on the highway. To make matters worse,
infinitely worse, an aunt of the really murdered man, an appalling
female of an obviously low order of intelligence, identified me as
her nephew, and gave the authorities a lurid account of my depraved
youth and of her laudable but unavailing efforts to spank me into a
better way. I believe it was even proposed to search me for
fingerprints."

"But," said the Chaplain, "surely your educational attainments--"

"That was just the crucial point," said the condemned; "that was
where my lack of specialisation told so fatally against me. The
dead Salvationist, whose identity I had so lightly and so
disastrously adopted, had possessed a veneer of cheap modern
education. It should have been easy to demonstrate that my learning
was on altogether another plane to his, but in my nervousness I
bungled miserably over test after test that was put to me. The
little French I had ever known deserted me; I could not render a
simple phrase about the gooseberry of the gardener into that
language, because I had forgotten the French for gooseberry."

The Chaplain again wriggled uneasily in his seat. "And then,"
resumed the condemned, "came the final discomfiture. In our village
we had a modest little debating club, and I remembered having
promised, chiefly, I suppose, to please and impress the doctor's
wife, to give a sketchy kind of lecture on the Balkan Crisis. I had
relied on being able to get up my facts from one or two standard
works, and the back-numbers of certain periodicals. The prosecution
had made a careful note of the circumstance that the man whom I
claimed to be--and actually was--had posed locally as some sort of
second-hand authority on Balkan affairs, and, in the midst of a
string of questions on indifferent topics, the examining counsel
asked me with a diabolical suddenness if I could tell the Court the
whereabouts of Novibazar. I felt the question to be a crucial one;
something told me that the answer was St. Petersburg or Baker
Street. I hesitated, looked helplessly round at the sea of tensely
expectant faces, pulled myself together, and chose Baker Street.
And then I knew that everything was lost. The prosecution had no
difficulty in demonstrating that an individual, even moderately
versed in the affairs of the Near East, could never have so
unceremoniously dislocated Novibazar from its accustomed corner of
the map. It was an answer which the Salvation Army captain might
conceivably have made--and I made it. The circumstantial evidence
connecting the Salvationist with the crime was overwhelmingly
convincing, and I had inextricably identified myself with the
Salvationist. And thus it comes to pass that in ten minutes' time I
shall be hanged by the neck until I am dead in expiation of the
murder of myself, which murder never took place, and of which, in
any case, I am innocent."

* * *

When the Chaplain returned to his quarters some fifteen minutes
later, the black flag was floating over the prison tower. Breakfast
was waiting for him in the dining-room, but he first passed into his
library, and, taking up the Times Atlas, consulted a map of the
Balkan Peninsula. "A thing like that," he observed, closing the
volume with a snap, "might happen to any one."


(está em inglês porque é extremamente difícil encontrar um texto de Saki, ou Hector Munro como preferirem, que esteja em português)

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Porque gosto de partilhar.



Uma música dos The Cursive, das mais calmas.

Vejam se gostam.