terça-feira, novembro 25, 2008

Carta para o Pai Natal.

Ficam aqui as minhas dicas para prendas de Natal. Paizinho presta atenção.

Asus G71V-7T032G

Clevo M570Tu 9800 GTX

Alienware CrossFire X-Enabled M17

Asus M50VN-AS024C

LG S510-X.CP20P

Para a consulta de alguns dos modelos mencionados.
http://webservinfor.com/php/index.php

São só ideias, ou para ser mais sincero, são só pequenos sonhos, afinal de contas estamos em tempo de crise.

Para facilitar deixo ainda em aberto qualquer opção com um processador acima dos 2,0Ghz, Memória Ram por volta dos 3GB, e placa gráfica razoável por volta dos 512Mb vídeo DDR3.

Coisas Simples

Acho que só os loucos não se esforçam intelectualmente para criar, parece algo inato, simples e muitas das vezes belo.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Primeiro review da minha vida a uma Telenovela.

Pela primeira vez na vida, estive atento ao primeiro episódio de uma telenovela, o mais fantástico é que de todas as novelas e séries do género, a primeira novela que vejo o episódio de estreia, calhou de ser portuguesa.
De nome Flor do Mar, esta novela da TVI, pois além de ser produção portuguesa, é da TVI, tem como pano de fundo uma história passada na Ilha da Madeira, e sendo eu natural de tal cantinho do paraíso, fiquei com curiosidade para ver algumas das paisagens e locais que tão bem conheço, e sítios onde já estive ou por onde costumo andar.
Pelo que vi até agora na novela, a Madeira é um local que parece saido do mundo do fantástico, cheio de coisas lindas, outras estranhas, e muitos fenómenos, mais do que se tinha conhecimento, e isto é importante, que além do Cristiano Ronaldo e este vosso escriba, a Ilha da Madeira é um sítio recheado de fenómenos interessantes.
Em primeiro lugar, para aqueles que estiveram a visionar a telenovela, quero deixar claro que a parte do assalto ao supermercado era passado na África do Sul, não fossem pensar que na Madeira só se falava inglês por todo o lado, além de que o inglês na Madeira é muito melhor.
Depois na parte em que morre o casal que vivia numa casinha de santana no meio das bananeiras, enquanto ocorria uma grande festarola em São Vicente, por meio de um incêndio com uma explosão, é preciso esclarecer umas coisinhas. Primeiro a lenha a arder não era das bananeiras, porque as bananeiras não ardem assim, mas essa foi a única falha, porque de resto estava impecável. A casa começa a arder e depois explode e começa a disparar foguetes para todo o lado. Quero deixar bem claro que é de lei, e não só tradição, ter um paiol debaixo da cama. Eu na minha casa tenho um paiol e uma fábrica de tanques, assim como duas unidades industriais farmacêuticas e mesmo ao canto uma fábrica de molas para a roupa. Como é muito claro isto é de lei, não ter um paiol debaixo da cama cheio de pólvora e foguetes para rebentar quando mandam um tronco contra a casa. Depois quando se dá a explosão, também é típico da ilha, dar aquele voo à Matrix com o impacto da onde de choque provocado pela explosão. O nosso corpo voa em fast forward e os nossos braços vão no ar como quem tivesse a nadar os 200 bruços em 4 segundos. Até aqui tudo feito ao pormenor.
Outro ponto giro foi o facto de dar a imagem que na Madeira é normal as pessoas terem terras de cultivo, como se fossem extensas porções de terreno ao estilo dos ranchos brasileiros, mas Deus nos livre de cultivar outra porcaria que não bananas, quem olha para aquela novela fica com a ideia que além de sermos senhores feudais com extensas terras no nosso domínio, só se planta bananeira desde a serra até ao mar. Ficou de apontar que muitas das vezes as bananeiras plantadas mesmo quase dentro do mar, em vez de dar banana, dá camarão após abrir a casca.
Outro ritual mais que comum é confrontos tensos e pessoais no meio das bananeiras, sendo que a indumentária mais comum o traje todo preto. O que ninguém sabe é que normalmente de noite, no meio das bananeiras com tudo escuro e todos vestidos de preto, é um mau local para encontros, mas se forem tímidos é perfeito, se for para andar ao murro é um bocado foleiro. Depois nessa cena um dos protagonistas apanha um tiro do nada, sem carro a chiar, o que indica que não foi drive by, algo complicado de fazer no meio de um vasto bananal, não se viu mais ninguém por ali, nem som, nem preocupação com mais nada, e a polícia chegou na hora, que isto com a segurança não se brinca e a polícia está mesmo ali na esquina mesmo que seja em propriedades agrícolas isoladas como o caraças, mal se ouve um tiro, aparece a polícia, e eles sabem bem distinguir quando é fogo de artifício ou uns tiros para o ar, de quando é um tiro a sério para aleijar. Apesar de todo o aparato com a segurança, rápida e eficiente, lamento informar que sendo o tiro dado de parte incerta, no meio de nenhures, o mais provável é ter sido bala perdida. Pois é temos a polícia com a resposta mais rápida em todo o mundo mas ao mesmo tempo temos balas perdidas, e em zonas agrícolas, nem é problema urbano, imaginem como é no meio das cidades.
Depois não fui capaz de prestar muita atenção ao resto da novela, e julgo que acabou por ali.
No fim, resultado positivo para o retrato de uma Madeira moderna, com problemas modernos, mas um retrato fidedigno dos nossos costumes e hábitos, os maneirismos de um povo que tanto gosta de forrobodó como também gosta de boas tragédias e acontecimentos assim para o fantástico.

terça-feira, novembro 11, 2008

Tenham vergonha na cara...

Vai curto e grosso porque sinceramente é uma daquelas coisas que me deixam piurso, o Manuel Alegre e um Zé da Véstia, que começa a sentir fernicoques sempre que é para falar mal do próprio partido. Uma coisa é oposição interna, outra coisa é guerrilha geriátrica mesmo só para aparecer e dizer peidorra qualquer, porque ultimamente sempre que abre a boca parece que está a dar de corpo e a mandar mais trampa cá para fora.

Esta conversa toda sobre os professores e os alunos, santa paciência. Tudo a mandar porrada no pobre diabo da Ministra da Educação que também tem aquele ar de pavio apagado, mas qual deles o mais infeliz no meio disto tudo.

Os alunos podem ir todos lamber sabão, mandar ovos contra a Ministra é daqueles actos propícios de uma cambada de alforges mandriões, só se queixam, e as manifestações são é boas para vadiar mais um bocado. Eu tenho ideia que os estudantes são cada vez mais vadios, eu no meu tempo já era o que era, comparado com a Universidade, o ensino secundário era um passeio, e eu nesse tempo tinha nove disciplinas, enquanto que o irmão do Miguel em 2006 ou 2007 tinha 3 ou 4 disciplinas no 12º ano. Os exames nacionais são mais fáceis, é tudo mais fácil, e mesmo assim ainda berram.

Agora quem dá uma bela imagem de vadiagem são os pobres professores, em que muitos deles fazem pouco e queixam-se muito. Primeiro não me venham com merdas, eu conheço muitos professores, e muitos deles admitem que não têm grandes maçadas por ai além em preparar o ano escolar, muitas das vezes é sempre igual e o trabalho está feito. Conheço muitos professores com tempo para fazer o que bem entendem, inclusive ir para a praia em dia de trabalho. Dou o desconto visto que não é seguramente a única profissão que funciona assim, normalmente os membros da função pública caem na tendência de se sentirem seguros e dar ao luxo de fazerem o que bem entendem, visto que não são avaliados pelo seu trabalho como é o caso dos trabalhadores do sector privado. Os professores trabalham 16 ou 17 horas por semana, a dar aulas. O resto do tempo andam a partir pedra? Podem dizer que têm outras actividades, ou de preparar as aulas do dia seguinte, a sério? É com essa treta que querem convencer as pessoas?
Não sei do que se queixam tanto os professores. Quanto às colocações e isso, ainda compreendo, agora por vezes simplesmente não têm razões para miar tanto.

Chegam a ser quase tão ridículos como os sindicalistas que querem reduzir a carga horária de trabalho para 7 horas diárias, e ao mesmo tempo um aumento de 4% ou 5%, em tempo de crise. Assumindo que não têm capacidades para sequer saber do plano Marshall, duvido que tenham fidedignas intenções de ajudar, mais do que têm vontade de destabilizar.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Batalha das Músicas I

Decidi começar no Não Querem Ouvir uma nova rubrica, a batalha das músicas. Todas as semanas escolher duas músicas para batalharem uma contra a outra através da escolha popular.

Para iniciar tão avassaladora rubrica decidi colocar em votação duas músicas, da qual pedia para escolherem uma para ser usada pelo Zica num vídeo caseiro em que teria de dançar essa música.

Primeiro desafio os leitores a escolher uma das duas músicas possíveis, e depois desafio o Zica a filmar um vídeo caseiro em que faça um vídeo clip com uma delas.

Primeira :

Segunda :

O novo "Messias"...



E o novo Presidente dos EUA é Barack Obama.
Graças a Deus... novo post amanhã sobre este assunto.

Ps. Embrulha Pacheco Pereira.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Falei demais talvez.

Não sei ler palavras mudas.

Tão simples como isso.

segunda-feira, outubro 27, 2008

É deprimente para caraças.

Hoje em dia vivemos todos em alarmismo, hipocondríacos, especulativos, calculistas, doentes receosos, amedrontados e desgostosos.

De cautelosos a maníaco depressivos é um pequeno passo, uma mosca que já é o mosquito da dengue, uma gripe que passou a ser tuberculose, um chuviscos que já são cataclismos, e o cosmos que nos vai consumir vivos por não sermos mais lacaios das religiões pejadas de exageros e medos.

Um sim é um não, um talvez é um nunca, um logo se vê é um tiro na nuca de qualquer tipo de expectativas, o derrotismo é lei, impera o negativismo, e é nesta sociedade que hoje vivemos que ficamos conhecidos como os criadores da seguinte teoria, antigamente diziam os nossos antepassados que para lá do chão não se passa, hoje em dia alem da queda ser mais longa e cheia de escarpas que nos dilaceram aos bocados, quando batemos no fundo, temos a mania que ainda se pode cavar um buraco para sofrer mais um bocado.

Hoje em dia somos todos vitimas, pobres diabos, coitados, e ainda somos auto-condescendentes e auto-paternalistas porque a vida está difícil e já desconfiamos que alguém o seja por nós. Só hoje em dia é que se houve falar de emos, de terapia da dor, porque eu quando me aleijo fico puto da vida, digo uns palavrões, acabo a amaldiçoar o acontecimento e ainda dou uma chapada se tiver alguém a rir, mas hoje em dia muita da criançada é emo, e a dor é amiga, é boa, faz esquecer os problemas graves como o facto do preto não ser cor da moda, o Ipod ter avariado, e o MSN estar indisponível duas horas seguidas, sendo este último motivo, justificativo suficiente para o suicido, ou pior, meter um cd dos Tokio Hotel a tocar.

Esta nossa sociedade anda um bocado à nora não anda? Está tudo um bocado taralhouco, e perdido nas andanças da vida.

Anda tudo tão mal que acho que fiz um corte de papel no dedo ao usar o teclado.

I saw you again

I've been seeing you lately
Smelling your hair and skin
So real inside my stupid mind
Because i wake up, and you're not there

I've been thinking about you
Dreaming and screaming too
I try to act like i don't care
With the empty seat, next to my chair

We don't speak in ages
But the words are still in my chest
Written in hundreds of pages
The reasons for love, and all the rest

So if you see me crying
Call me tonight
I really need to ear your voice
I really need to ear your voice
So if you see me dying
Save me tonight
I really need to be in your arms
I really need you tonight

Don't waste no time,
Hold my hand,
like if we were partners in crime
another dynamic duo
something clueless
and save me from my mind
save me from my mind.

The time is running,
Into an end
So tell me where to find
My broken dreams, and muted screams
Give me the address to send
All my hope and foolish faith
That we could be together
I don't say forever,
but maybe one more time.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Fotos do Menino.






Agora que me encontro no Algarve em visita ao meu sobrinho, decidi e também a pedido do meu pai, para postar uma ou outra foto mais simpática do Diogo, visto que a primeira foto que meti no blog tinha acabado de nascer e não ficou tão bem parecido como está nestas fotos.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Ao mudar de roupa...

Ainda estes dias descobri que as paixões são as mesmas, e os defeitos os do costume.
A minha personalidade conformou-se com a personagem, mas eu de maneira alguma me consigo conformar com tal conformismo.

+ e -

E se em cada passo dado ocorrer uma queda?
E se em cada segredo desvendado, for descoberta uma verdade?
Em cada palpitação do coração morrer e nascer um novo amor?
Uma brisa para um arrepio.
Um raio de sol para um sorriso.
Se tudo for destinado para ser ou ter par, se tudo for feito num segundo?
Uma lágrima a mover o mundo, um sorriso a matar alguém.
Se a tudo corresponder uma resposta, uma razão ou motivo.
Num segundo, de acordo com um efeito em cadeia, o mundo, noutro segundo o vazio.
Se aparentemente tudo tem dois pólos, dois lados, um começo e um fim, nada é infinito, nada é desprovido de oposto. Se aparentemente for tudo assim como se descreve, não deveria o balanço ser mais firme, claro e presente?

Claramente, a nossa existência é o que de mais defeituoso se conhece.

Menos acertivo mas bem comigo mesmo. Poderás dizer o mesmo?

Aqui me tens prostrado à minha insignificância, despojado de alegrias, pejado de melancolias e em silêncio bruto e pálido.
Não perturbo, nem por exacerbado castigo, doença em que me abrigo, ou por ser mesmo assim, não perturbo nem chateio, não caustico por não ser desse tipo de pessoa.
Já deves ter ouvido falar, de ambição, destreza, e saciedade ímpar, tudo arrogância de quem se julga, de quem se toma e vê com um chapéu maior que o dos outros.
É ter a alma vazia de sonhos, mas cheia de gritos medonhos, angustias e insatisfação racional, será isso que te move a ser como és?
Com ponta de lança amolada em língua áspera, vais picando os outros com ocas demonstrações de gente, é assim que ficas contente, numa superioridade bacoca, mais banal e desinteressante do que oca, puramente oval, discutindo quem veio primeiro o ovo ou a galinha.
És esse tipo de gente, que se frustra a demonstrar, eu sou assim, eu sou assado, eu sei isto, eu tenho um passado, planeio um grande futuro, e no entanto estou ausente, do meu presente, onde sou mais gente que morgado amado por pai e mãe.
Que besta bestial em que te transformas de cada vez estalas os dedos e dizes eureka, já sei como os tramar, tirar partido, aprisionar a razão do meu lado como escudo e espada, com que te defendes e esgrimas uma opinião vazia de curiosidade ou reflexão.
Porque tudo é matemático no mundo, tudo é rígido e cientifico, não há margem para iluminismo, humanismo, romantismo, qualquer tipo de movimento que divague um pouco das tuas verdades, ou se calhar das tuas vaidades secretas.
Capaz de afirmar que não é mais que os outros, nem disso tem intenção, não se pretende nobre nem vil, meio termo era o ideal, balanceado nos anais da sua história, desde petiz rapaz envergonhado, nunca superior a ninguém, que altruísmo tão bem dotado. E no entanto, é tanto o esforço que se pode ver, ao tentar alcançar o cume onde se pode exibir com altivez, e gritar em plenos pulmões "louvado seja eu por existir, assim dando significado à vida destes outros infelizes".
Mas que douto ser, mestre da sabedoria, senhor de inigualável sapiência, só é pena que não haja paciência para ouvir tudo e mais alguma coisa que tens para dizer.
Com uma casa cheia de taças e medalhas, símbolos de pequenas batalhas, intelectualmente verbais, ganhas por insistência, por moer até romper a corda dos mais meticulosos, que da persistência fazem sua bondade, numa constante regularidade para com a paciência, aqueles que aturam tudo o que lhes mandas, mas mesmo assim, desesperam por te ouvir calado.
Não fosses tu tão singular indivíduo, mandavam-te passear com falta de modos.
Se calhar não o fazem, por pena, ou por algo mais nobre, talvez amizade ou simpatia, porque pena pode ser considerado um insulto, logo a quem, personagem tão astuto, de magnificência e superioridade sem igual, o homem da palavra transcendental.
Que se faça lei, pois a excelência abriu a boca. Nenhum assunto morre na presença de tal mente, só existe uma solução, toda a razão e certeza a uma só voz, porque este mundo não foi feito com liberdades de interpretação ou pensamento, foi feito para regras e traves mestras erguidas por quem sabe.
Pobre do sonhador, logo abatido se deambular pelos pensamentos, tem de seguir a linha da verdade, única e intolerável, não há espaço para acordar em desacordos, todos pensam igual e acabou.
Bato palmas, ou aplaudo? Qual será a mais formosa forma de apreciar tanta admiração por um ser incomparável.
O mundo foi feito para o sabichão, e eu claramente não pertenço a este mundo.
Não sou crente de tal culto, só quero um canto só meu, onde seja minha a verdade da vontade que me move, sem causar distúrbios ou abalroar alguém. No meu canto quieto, pedra gasta e uma janela, por ela espreito o mundo, feito para todos esses sabichões que vivem a vida como foi descrito. Não é ofensa, não é feio nem bonito, são maneiras de ser. Uns largam, outros brincam, alguns insistem em querer o mundo no seu jeito, de acordo com as regras, com as leis, com as ideias já formadas e conformadas. Não divagues. Eles andam ai.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Mais um porreiro ao mundo.

No meio de tanta coisa que tenho para escrever, nada me dá mais felicidade e alegria do que o nascimento do meu novo sobrinho Diogo.

O Diogo é um miúdo cheio de qualidades, o Diogo é meu sobrinho, uma óptima qualidade, o Diogo é algarvio, e eu conheço algarvios muito porreiros. O Diogo faz parte de uma família espectacular, e safou-se de ter outros nomes que nem vou mencionar. É verdade que Diogo não é um nome tão sonante e magnifico como Pedro, mas Diogo é um nome distinto e de viril rapaz.

O Diogo é benfiquista, e muito em breve sócio. O Diogo no fundo é mais um porreiraço que veio ao mundo. Muitos Parabéns Diogo daqui a uns 16 ou 17 anos levo-te a tomar um copo.

Muitos Parabéns aos pais do Diogo, desejo-lhes muitas felicidades e o maior numero possível de noites bem dormidas. Nuno vou já tratar da papelada para o fazer sócio do Glorioso.

Ah já agora aqui fica uma foto do Diogo que nasceu no dia 1 de Outubro (que data mais distinta, temos de convir), com 3.15kg, às 15h e 20 minutos. Reparem na virilidade patente no moço....AH MOÇE!!!

segunda-feira, setembro 22, 2008

Se calhar tens razão, falhei com a minha vida.

São momentos destes em que vejo que a fragilidade não tem sexo, a dor não tem piedade, a mágoa existe e é patente quando choramos, no meio de uma súbita vontade em desaparecer que não nos dá tréguas.

Não sei quem sou, nem quer o que seja, quem vou ser é segredo, e tenho medo dessa caixa de pandora. Não revelo os meus segredos, guardo em paz a minha alma podre com pensamentos violentos contra mim próprio. Tenho medo de abrir portas por onde saia e me perca, sem nunca poder voltar atrás.

Fosse tudo tão óbvio, e tão certo, tudo tão claro e fácil, e eu saberia responder o quanto vale esta vida.

Vale o que vale, para quem lhe dê valor, vale o que se sabe e não se teme, vale pela candura e pelo sossego, pela paz de espírito sem revolta, sem ciume de outras vidas, sem estar mergulhado em incertezas sobre as provas de um destino.

Balbuciando é que vou vendo, em choro miudinho e resguardado, o quanto é fácil , quando se pretende, forjar em alguém tal culpa, tal derrota, em que ninguém tem de nos odiar pelo que somos, nós próprios cultivamos o nosso ódio por nós mesmos.

Desilusão biológica, produzido com a terra do nosso corpo, a pobreza do nosso espírito e os arados das palavras duras que nos ferem.

Se não fosse por saber o quanto custa, o quanto doí e o sofrimento que causa, já tinha desistido faz muito tempo, de plantar esperanças para um futuro, e tinha optado pela cobardia que parecem querer plantar em mim.

Magoa.

Sei que sou uma daquelas pessoas que não se importaria que me chamassem de falhado, mas isso só seria assim tão simples, se apenas não me sentisse como um.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Coisas que também podem irritar o Dexter.

De repente comecei a escrever aqui no blog, algo que já não fazia faz tanto tempo. Para ser honesto já fazia muito tempo que não escrevia na internet em português. Admito que sabe muito bem.

Eu gosto de falar e escrever em inglês, mas repetir tal tarefa como se tivesse crescido nessa realidade torna-se assustador.

Certas vezes tenho uma sensação estranha, até pode ser embaraçoso admiti-lo, uma sensação de quem se quer perder pelas palavras da nossa língua, dar a volta por todo o vocabulário possível e cuspir dois ou três caroços dessa nossa língua.
Gosto muito da maneira tradicional de certas coisas, não me oponho a mudanças, não sou um saudosista como muitos que ocupam os nossos jardins mentais dando opiniões pelos media ou bradando nas ruas. Sou conservador no que penso que me convêm, mas também no que penso que me dá gosto em manter.
Quando falo com uma data de pessoas em inglês por vezes sinto, e de facto tenho, algumas dificuldades em expressões, não falo apenas de regionalismos, mas a malta nova têm tendência em inventar palavras, expressões e maneiras de falar. Estes dias mandaram-me um e-mail a reclamar de qualquer coisa a respeito do meu cargo num fórum, e vinha escrito no que vim depois a descobrir que é o lolz catz, uma linguagem atribuída a fotos de gatinhos a fazerem palhaçadas naturalmente, como a saltar em pleno ar, etc.

Mais uma que foram inventar, não os recrimino, em Portugal aconteceu o mesmo com os sms, com o escrever como as pitas, com a linguagem usada nos irc's e internet. Não os recrimino. São modas, tendências, mesmo uma verdadeira epidemia.
Sou conservador quanto à linguagem, e apesar de não recriminar quem a altera, sofro e tenho pena pela nossa língua. Não os recrimino, mas admito que não gosto deles. Não gosto do bué, do tasse, do bacano, do achandra ai, do dá uma beca, bué da nice bué da baril, do brotha, do chavalo, do baita, etc. Não gosto. Não gosto porque não me convêm, sou capaz de usar um pah admito, mas não aprecio a falta de suavidade de um "yo tasse bacano".

Para ser sincero em certas alturas já me apeteceu esmurrar esses assassinos, esses pulhas que andam sempre a causticar a nossa língua, abomino interjeições inventadas, vocábulos ordenhados em saliva de boçais gentes, bandidos.

Mas não são os piores, pobres diabos, falam como lhes convêm, nisso não os recrimino, e a mentalidade "sem esforço sabe melhor", não admiro mas aplaudo tal destreza de pensamento. Porque raio haviam de fazer um caminho longo quando se tem atalhos. Sim senhor. A esses pobres diabos que se sentem alumiados pelo facilitismo, não lhes desejo nenhum mal.

Agora aqueles que se intitulam de conhecedores, de sábios, intelectuais nobres, anciãs da sociedade moderna. O guru da aldeia no tempo das altas tecnologias, o que sabe mais que os outros, que aponta e ri. A essa gente que recrimina a boçalidade dos pobres diabos, jovens e inconscientes na maioria das vezes, e de repente arremessa uma jarda com uma catrefada de asneirada, de palavras amassadas e pisadas pela plebe, a essa corja de sabichões, não recrimino, mas desejo-lhes boa sorte na sua busca por uma personalidade sem hipocrisia.

Direito a dizer baboseirinha e protegido legalmente.

De acordo com a Universal Copyright Convention, uma convenção internacional sobre direitos de autor, para obter direitos de autor basta escrever um texto que encaixe num trabalho digno de ser material para direitos de autor, e eventualmente assinar, para automaticamente ter direito ao copyright sobre essa obra.

Apesar de não concordar com isto, eu devo ser uma das pessoas com mais direitos de autor sobre baboseirinhas escritas. Sei que é assustador mas é assim que funciona.

Como funcionam as coisas.

Para os que falam e não ouvem
Passar bem e boa noite.
Para os que apontam e ficam quietos
Passar bem e boa noite.
Para os que riem e nunca choram
Passar bem e boa noite.
Para os que pedem e nunca dão
Passar bem e boa noite.
Para os que se esqueceram de quem são
Passar bem e boa noite.
Para os que tentam mudar tudo isto
Boas sorte este mundo não é o teu.

domingo, julho 27, 2008

Just let it go.

Someone just lied to you
And said something it isn’t true
Just to see you cry
Someone got over you
That time bomb already blew
It’s time to say goodbye

I can see your shattered dreams
Impressed in the look of your eyes
Like in big panoramic screens
Full of hate and hurting lies


So let it go
Don’t keep it in you
Just let it flow
There’s nothing you can do
Just let it go
Not worth to chase it
So let it flow
Just mourn and sit

Like thunders in a mountain
Roaring inside your deep soul
Tears flush like a fountain
And your hope is a piece of coal
You’re screaming and shaking
All your faith is for taking
The highest bid is from your own
No point in make things harder
When she has already gone

So let it go
Don’t hide it any more
Just let it go
You’ll open another door
Would you let it go?
Pick yourself up from the floor
Please let it go
Swim back to the safest shore

Drifting in your own mind
Thinking you could maybe find
Someone else to take your place
Pain could be deaf and dumb
But for sure she isn’t blind
She will know your face

So let your body go numb
Keep biting your own thumb
But let it all go
There’s nothing you could show
And nothing you could do
Time won’t come back for you
So please just let it go
Please just let it go
Just let it go
Let it go
Let go…..