-Olá como está?
-Estou bem obrigado, e consigo?
-Cá vamos andando não é.
-Pois parece que sim, e este tempo que anda maluco ein?
-A quem o diz, não se entende estas coisas.
-Tem merda de pombo no casaco.
-Olhe a sua tia é que é feia.
-Cheiras a leitinho...cheiras a leitinho...
-Cumprimentos à sua esposa e ao seu mais novo sim?
-Serão entregues, igualmente.
quinta-feira, maio 01, 2008
Velhos hábitos...é tramado...
Porque quero e porque posso.... a palavra do dia é ....(rufar de tambores)
Lambreta
Coisas que irritam o Miguel. Parte I
Hoje contaram-me uma piada e eu depois acabei por rir.
(afirmações sem conteúdo)
(afirmações sem conteúdo)
As coisas que me aconteceram na quarta-feira.
Ontem aconteceram coisas, e vocês leitores com um ar surpreendido exclamam...a sério...um dia em que aconteceram coisas??? Fantástico Pedro, deve ter sido mesmo um daqueles dias. Conta lá então que coisas são essas se faz favor.
Eu como sou um rapaz simpático e deveras aborrecido neste momento, até sou menino para vos dar uma luz sobre os acontecimentos.
Primeiro e por ordem cronológica dos momentos mais marcantes, ontem finalmente pude usar a expressão "calem-me esse gajo".
Um verdadeiro momento de glória que define o antigo Pedro caladinho no seu canto, e o novo Pedro com traços de pura demência e opinativo.
O que sucedeu foi o seguinte. Ia eu no metro de regresso a casa quando oiço um jovem por volta da casa dos 20 anos a conversar com dois amigos. A sua conversa era basicamente "esses pretos isto...esses pretos aquilo...deviam era ir para não sei onde.." e assim continuava embebido nos mais hediondos comentários racistas. O vosso amigo aqui já farto da conversa de repente dá-lhe um baque surdo na cabeça e só se lembra de dizer com ar de quem vê o Benfica a apanhar três secos da Académica (para demonstrar que era um tom ligeiramente chateado), a seguinte expressão, "epah calem-me esse gajo". Isto dito assim a meio do metro, a seco e a apontar para o rapaz. Ninguém bateu palmas, ninguém me felicitou, ninguém apoiou, tudo calado, eu de repente consegui calar uma carruagem inteira do metropolitano.
Satisfação? Sim alguma, no fundo o rapaz calou-se, e o objectivo foi alcançado ainda aliado a um sentido de poder ao ter conseguido calar uma carruagem inteira (não é que estivesse muito cheia), mas a pagar o preço da vergonha de ter feito tal acto.
Em seguida já a chegar perto de casa, paro no quiosque para ver as primeiras páginas dos jornais diários ali impressas contra o vidro quando oiço três raparigas a comentar o seguinte..."com aquela barba dá um ar cigano, mas até é giro o rapaz...". Com o primeiro comentário veio a desilusão, alguém disse que parecia um cigano por causa da minha barba, mas em seguida disseram que eu até era giro logo veio um sorriso e a pose ao estilo "deixa lá ver o que temos aqui", e depois a desilusão ao ver que elas não eram giras. Logo no confronto de emoções, ganhou a desilusão.
O último acontecimento que merece reporte aqui neste espaço foi a minha façanha com a EPAL.
Depois de verificar que não saia qualquer água das torneiras exclamei logo, "mau..", e num dia normal teria ficado por ai. O antigo Pedro era assim, não temos água vamos esperar que volte. Pois o novo Pedro nem pensar, pega na última conta da Epal, verifica que está paga e desata a marcar o número de apoio aos clientes.
Atende uma senhora e pergunta em que pode ajudar, ao que teve de levar com a seguinte conversa, "Olhe cheguei agora a casa e verifiquei que não sai qualquer água das torneiras, gostaria de saber se existe alguma razão para tal além do óbvio..." ao que a senhora perguntou onde morava e eu respondi sendo então informado que havia uma avaria a ser reparada numa rua anexa à minha. Com espírito de cliente interessado perguntei, " e a que horas pensam ter a reparação feita?" e a senhora disse de imediato por volta das 19h. Com um tom meio indignado decidi que neste dia iria atormentar a mente aquela pobre mulher, e num puro ataque de atrofio desatei a falar, "Só às 19h? Isso é muito tarde e até lá se quiser tomar um banho como faço? Sabe que todos temos as nossas vidas e tantas horas para uma reparação não é razoável. Anote ai se faz o favor que eu peço aos senhores do piquete de reparações para serem o mais rápido possível, e para ter a certeza vou passar lá pela rua para fiscalizar se estão a trabalhar ou a conversar, porque o cliente tem esse direito sabe.". Do outro lado um silêncio seguido por uma voz tremula, tem toda a razão já apontei o seu pedido e vou já transmitir ao piquete de reparações. "Mas vai mesmo? Olhe que eu daqui a uns minutos vou sair de casa e passo por lá para ver se estão a trabalhar ou não." A senhora de imediato garantiu que iria transmitir o meu pedido ao piquete e a verdade é que antes das 17h a água estava de volta.
A verdade é que o novo Pedro consegue o que quer. A bem dizer nem sempre. Ok em abono da verdade é raro existir o novo Pedro, só aparece em situações de atrofio e quando quer aparvalhar.
Este post não interessa muito pois não?
Eu como sou um rapaz simpático e deveras aborrecido neste momento, até sou menino para vos dar uma luz sobre os acontecimentos.
Primeiro e por ordem cronológica dos momentos mais marcantes, ontem finalmente pude usar a expressão "calem-me esse gajo".
Um verdadeiro momento de glória que define o antigo Pedro caladinho no seu canto, e o novo Pedro com traços de pura demência e opinativo.
O que sucedeu foi o seguinte. Ia eu no metro de regresso a casa quando oiço um jovem por volta da casa dos 20 anos a conversar com dois amigos. A sua conversa era basicamente "esses pretos isto...esses pretos aquilo...deviam era ir para não sei onde.." e assim continuava embebido nos mais hediondos comentários racistas. O vosso amigo aqui já farto da conversa de repente dá-lhe um baque surdo na cabeça e só se lembra de dizer com ar de quem vê o Benfica a apanhar três secos da Académica (para demonstrar que era um tom ligeiramente chateado), a seguinte expressão, "epah calem-me esse gajo". Isto dito assim a meio do metro, a seco e a apontar para o rapaz. Ninguém bateu palmas, ninguém me felicitou, ninguém apoiou, tudo calado, eu de repente consegui calar uma carruagem inteira do metropolitano.
Satisfação? Sim alguma, no fundo o rapaz calou-se, e o objectivo foi alcançado ainda aliado a um sentido de poder ao ter conseguido calar uma carruagem inteira (não é que estivesse muito cheia), mas a pagar o preço da vergonha de ter feito tal acto.
Em seguida já a chegar perto de casa, paro no quiosque para ver as primeiras páginas dos jornais diários ali impressas contra o vidro quando oiço três raparigas a comentar o seguinte..."com aquela barba dá um ar cigano, mas até é giro o rapaz...". Com o primeiro comentário veio a desilusão, alguém disse que parecia um cigano por causa da minha barba, mas em seguida disseram que eu até era giro logo veio um sorriso e a pose ao estilo "deixa lá ver o que temos aqui", e depois a desilusão ao ver que elas não eram giras. Logo no confronto de emoções, ganhou a desilusão.
O último acontecimento que merece reporte aqui neste espaço foi a minha façanha com a EPAL.
Depois de verificar que não saia qualquer água das torneiras exclamei logo, "mau..", e num dia normal teria ficado por ai. O antigo Pedro era assim, não temos água vamos esperar que volte. Pois o novo Pedro nem pensar, pega na última conta da Epal, verifica que está paga e desata a marcar o número de apoio aos clientes.
Atende uma senhora e pergunta em que pode ajudar, ao que teve de levar com a seguinte conversa, "Olhe cheguei agora a casa e verifiquei que não sai qualquer água das torneiras, gostaria de saber se existe alguma razão para tal além do óbvio..." ao que a senhora perguntou onde morava e eu respondi sendo então informado que havia uma avaria a ser reparada numa rua anexa à minha. Com espírito de cliente interessado perguntei, " e a que horas pensam ter a reparação feita?" e a senhora disse de imediato por volta das 19h. Com um tom meio indignado decidi que neste dia iria atormentar a mente aquela pobre mulher, e num puro ataque de atrofio desatei a falar, "Só às 19h? Isso é muito tarde e até lá se quiser tomar um banho como faço? Sabe que todos temos as nossas vidas e tantas horas para uma reparação não é razoável. Anote ai se faz o favor que eu peço aos senhores do piquete de reparações para serem o mais rápido possível, e para ter a certeza vou passar lá pela rua para fiscalizar se estão a trabalhar ou a conversar, porque o cliente tem esse direito sabe.". Do outro lado um silêncio seguido por uma voz tremula, tem toda a razão já apontei o seu pedido e vou já transmitir ao piquete de reparações. "Mas vai mesmo? Olhe que eu daqui a uns minutos vou sair de casa e passo por lá para ver se estão a trabalhar ou não." A senhora de imediato garantiu que iria transmitir o meu pedido ao piquete e a verdade é que antes das 17h a água estava de volta.
A verdade é que o novo Pedro consegue o que quer. A bem dizer nem sempre. Ok em abono da verdade é raro existir o novo Pedro, só aparece em situações de atrofio e quando quer aparvalhar.
Este post não interessa muito pois não?
sexta-feira, abril 18, 2008
Um lado mais bonito e artístico do futebol.
Sem dúvida uma das partes mais giras do futebol é esta. Apreciem os malabarismos destes diferentes artistas da bola.
quarta-feira, abril 16, 2008
Eu queria aquela ali se faz favor.
Quando alguém diz que os homens são todos iguais, ou as mulheres são todas a mesma coisa, na primeira situação costumo sorrir, na segunda o meu sangue gela.
Em 5 minutos de atenção ao ambiente que rodeia duas mulheres totalmente diferente aparentemente. A primeira no metro, muito branca e com vestes góticas, brinco no meio do nariz e ar pesado, vinha a ler um livro sobre os Rituais Ocultistas do Nazismo. Esbocei imediatamente um sorriso, é aquela típica mulher que prefiro não encontrar ou conhecer, já de si o ocultismo cria-me alguma espécie, agora o ocultismo Nazi, hummmm. Algo me diz que não seria a rapariga ideal para mim.
Saindo do metro e a caminho de casa, uma rapariga linda, bem vestida, ao menos estava colorida sem parecer membro do Cirque du Soleil, rosto venusiano, sorriso cativante, e o melhor de tudo um livro de Rimbaud. Esta é o tipo de rapariga que me leva a entrar numa mercearia e comprar uma maçã só pela oportunidade de a observar por mais uns segundos.
As mulheres não são todas iguais, pelo menos na breve aparência desprevenida e solta de criticismo.
Em 5 minutos de atenção ao ambiente que rodeia duas mulheres totalmente diferente aparentemente. A primeira no metro, muito branca e com vestes góticas, brinco no meio do nariz e ar pesado, vinha a ler um livro sobre os Rituais Ocultistas do Nazismo. Esbocei imediatamente um sorriso, é aquela típica mulher que prefiro não encontrar ou conhecer, já de si o ocultismo cria-me alguma espécie, agora o ocultismo Nazi, hummmm. Algo me diz que não seria a rapariga ideal para mim.
Saindo do metro e a caminho de casa, uma rapariga linda, bem vestida, ao menos estava colorida sem parecer membro do Cirque du Soleil, rosto venusiano, sorriso cativante, e o melhor de tudo um livro de Rimbaud. Esta é o tipo de rapariga que me leva a entrar numa mercearia e comprar uma maçã só pela oportunidade de a observar por mais uns segundos.
As mulheres não são todas iguais, pelo menos na breve aparência desprevenida e solta de criticismo.
terça-feira, abril 15, 2008
Quando as aves deixam de voar.
Não era uma vez, era talvez a quinta ou sexta vez que o pequeno Diogo chateava os seus pais com o mesmo assunto.
O miúdo sonhava em poder voar, e queria muito que os pais lhe comprassem umas asas pelo Natal, não importava quais, umas quaisquer, umas que dessem para voar livremente como os pássaros que Diogo passava tardes a observar no jardim de sua casa.
Ele era um rapaz irrequieto, o normal para a sua idade de 7 anos, com o acréscimo de um problema psicológico que o tornava hiperactivo. O Diogo não tinha muitos amigos, gostava mais de passar o seu tempo sozinho, entretido com as suas coisas e ao seu ritmo. Tinha claro os habituais dois ou três amigos da sua rua que ao mesmo tempo eram seus colegas na escola, mas de resto não havia muita gente interessada em travar qualquer tipo de conhecimento com o Diogo. É incrível como os miúdos desta idade já conseguem ser tão selectivos, maldosos e desconfiados em relação aos seus pares.
Aluno de boas notas, sonhador nato, mais um rapazinho que vive num mundo muito seu, com os seus sonhos, que embora fossem tão comuns ao de outras crianças, cada um tinha uma maneira de o sentir. Diogo tinha como maior sonho o trunfo das aves, poder voar, planar no céu azul e tocar-lhe como quem sente um lençol macio quando se deita na cama.
Embora fosse esse o seu sonho, nunca disse que queria ser piloto, nem tinha interesse por aviões ou aeronaves, e os astronautas não eram os seus derradeiros heróis. Como podem ver ele tinha um sonho que é igual ao de tantas outras crianças, mas sentia-o de um modo muito particular, o que mais queria era voar, mas só se fosse como os pássaros.
Talvez compreenda eu e qualquer pessoa, que voar não é simplesmente voar, onde qualquer coisa vale, voar livremente não é andar num avião, nem mesmo pilota-lo, não é pisar a lua e sentir a sua gravidade, não é ser içado por cabos e cordas, para o Diogo voar era como os pássaros, com a sua liberdade animal, com a sua classe, com a sua mecânica muito própria.
Os pais levavam-no ao jardim zoológico, mas nunca compreenderam que o filho não tinha qualquer fascínio por animais, aliás ele até tinha medo de pombos, e não achava as aves de todo animais belos, apenas admirava a sua capacidade de voar, apenas invejava aquela habilidade.
Passava tantas horas em volta do seu sonho, a observar os pássaros, a desenhar-se a si com asas, a olhar para os céus onde imaginava as suas acrobacias, uma pequena razia aquele telhado, pousaria naquela árvore, iria apanhar aquela flor no topo daquelas rochas, sentir as nuvens no seu rosto, beber do céu e matar a sua sede por chegar mais longe que o homem comum e ter um espaço só seu, onde só ele pudesse ir por si mesmo.
Muitas das pessoas estranhavam este comportamento do Diogo, aos miúdos ainda se perdoa o facto, nestas idades não formaram a consciência, são o seu quê de maldosos por natureza, fazem troça e segregam quem não seja como eles. Agora os adultos, os seus próprios pais? Os pais ficavam furiosos com o sonho do filho, com aquela vontade tão grande de o realizar, com a constante conversa sobre o assunto, com as horas perdidas naquilo, em ter de repetir os "nãos", e os "porque não podes", e os "cala-te com isso ou levas", gritavam, brigavam e por uma vez ou outra até escapou um tabefe como resposta à insistência do miúdo em querer voar, em pedir aos seus pais para lhe ajudarem nesse sonho.
Ninguém o compreendia, ninguém o ajudava, ou gozavam, ou diziam que não, ou apenas cortavam-lhe as asas ao sonho.
Diogo não conseguia pensar em mais nada, o seu melhor amigo Alexandre tentava compreende-lo, mas era complicado, era uma obsessão tão grande, quase que um pensamento esquizofrénico na cabeça de um rapazinho de sete anos de idade, um verdadeiro perigo.
Diogo contava os seus planos, sonhos e desejos a Alexandre, como um dia iria pedir a um cirurgião que lhe trocasse os braços por asas, que iria juntar dinheiro para o conseguir, mas que para isso tinha de seguir certas regras, como nada de gastar dinheiro, ficar sempre o mais magro possível para que o seu peso não o impedisse de nada, ganhar força nas pernas para dar impulso ao seu voo, planos esses que Alexandre só se ria, mas mesmo assim dizia que sim com a cabeça.
Diogo ficou tão compenetrado com o assunto que até Alexandre sentia algum medo do amigo, não o reconhecia muitas vezes, não sabia o que lhe dizer, nem como se aproximar. Diogo não podia contar com ninguém, não havia viva alma que o ajudasse, nem um dedo se mexia pelo seu sonho, estava sozinho com o seu desejo.
Ontem à tarde encontraram o Diogo caído no chão, morto com a caixa torácica toda desfeita, pulmões perfurados, fractura do crânio e pescoço, graves lesões cervicais e fracturas nos membros, tudo apontava para uma morte instantânea depois de ter saltado do topo de uma ponte pedonal perto da sua casa. Alexandre foi o único rapaz a escrever uma carta para o funeral do Diogo, uma folha de papel normal que usaria para os trabalhos manuais, com apenas uma curta frase escrita, "Eu sei que também os anjos voam, missão cumprida.".
Poucos perceberam o significado daquela frase, a mãe nem ligou de tão desfeita emocionalmente que estava, o pai entendeu e derramou mais lágrimas por tal dito.
No fundo todos sonhamos, todos temos um sonho por mais disparatado que seja, todos queremos muito algo, alguns sonhos são guardados no nosso intimo, outras vezes partilhamos com as pessoas de quem gostamos. Nenhum sonho é ridículo ao ponto de não ser compreendido, nem tão mais ao ponto de ser impossível.
Agora existe um sonho comum a qualquer pessoa com um coração decente e carácter formado, todos sonhamos ajudar os outros, e por muito que não saibamos o que fazer, ignorar, diminuir, ou ridicularizar o sonho de alguém não será a melhor forma de ajudar.
Nunca digam a alguém que o seu sonho é impossível ou incansável, nunca o minimizem ou façam troça, nunca virem as costas aos sonhos das pessoas que amam, porque elas ou apoiam os seus, ou farão tudo para vos mostrar que o conseguem, mesmo tendo de levar qualquer coisa às ultimas consequências.
O miúdo sonhava em poder voar, e queria muito que os pais lhe comprassem umas asas pelo Natal, não importava quais, umas quaisquer, umas que dessem para voar livremente como os pássaros que Diogo passava tardes a observar no jardim de sua casa.
Ele era um rapaz irrequieto, o normal para a sua idade de 7 anos, com o acréscimo de um problema psicológico que o tornava hiperactivo. O Diogo não tinha muitos amigos, gostava mais de passar o seu tempo sozinho, entretido com as suas coisas e ao seu ritmo. Tinha claro os habituais dois ou três amigos da sua rua que ao mesmo tempo eram seus colegas na escola, mas de resto não havia muita gente interessada em travar qualquer tipo de conhecimento com o Diogo. É incrível como os miúdos desta idade já conseguem ser tão selectivos, maldosos e desconfiados em relação aos seus pares.
Aluno de boas notas, sonhador nato, mais um rapazinho que vive num mundo muito seu, com os seus sonhos, que embora fossem tão comuns ao de outras crianças, cada um tinha uma maneira de o sentir. Diogo tinha como maior sonho o trunfo das aves, poder voar, planar no céu azul e tocar-lhe como quem sente um lençol macio quando se deita na cama.
Embora fosse esse o seu sonho, nunca disse que queria ser piloto, nem tinha interesse por aviões ou aeronaves, e os astronautas não eram os seus derradeiros heróis. Como podem ver ele tinha um sonho que é igual ao de tantas outras crianças, mas sentia-o de um modo muito particular, o que mais queria era voar, mas só se fosse como os pássaros.
Talvez compreenda eu e qualquer pessoa, que voar não é simplesmente voar, onde qualquer coisa vale, voar livremente não é andar num avião, nem mesmo pilota-lo, não é pisar a lua e sentir a sua gravidade, não é ser içado por cabos e cordas, para o Diogo voar era como os pássaros, com a sua liberdade animal, com a sua classe, com a sua mecânica muito própria.
Os pais levavam-no ao jardim zoológico, mas nunca compreenderam que o filho não tinha qualquer fascínio por animais, aliás ele até tinha medo de pombos, e não achava as aves de todo animais belos, apenas admirava a sua capacidade de voar, apenas invejava aquela habilidade.
Passava tantas horas em volta do seu sonho, a observar os pássaros, a desenhar-se a si com asas, a olhar para os céus onde imaginava as suas acrobacias, uma pequena razia aquele telhado, pousaria naquela árvore, iria apanhar aquela flor no topo daquelas rochas, sentir as nuvens no seu rosto, beber do céu e matar a sua sede por chegar mais longe que o homem comum e ter um espaço só seu, onde só ele pudesse ir por si mesmo.
Muitas das pessoas estranhavam este comportamento do Diogo, aos miúdos ainda se perdoa o facto, nestas idades não formaram a consciência, são o seu quê de maldosos por natureza, fazem troça e segregam quem não seja como eles. Agora os adultos, os seus próprios pais? Os pais ficavam furiosos com o sonho do filho, com aquela vontade tão grande de o realizar, com a constante conversa sobre o assunto, com as horas perdidas naquilo, em ter de repetir os "nãos", e os "porque não podes", e os "cala-te com isso ou levas", gritavam, brigavam e por uma vez ou outra até escapou um tabefe como resposta à insistência do miúdo em querer voar, em pedir aos seus pais para lhe ajudarem nesse sonho.
Ninguém o compreendia, ninguém o ajudava, ou gozavam, ou diziam que não, ou apenas cortavam-lhe as asas ao sonho.
Diogo não conseguia pensar em mais nada, o seu melhor amigo Alexandre tentava compreende-lo, mas era complicado, era uma obsessão tão grande, quase que um pensamento esquizofrénico na cabeça de um rapazinho de sete anos de idade, um verdadeiro perigo.
Diogo contava os seus planos, sonhos e desejos a Alexandre, como um dia iria pedir a um cirurgião que lhe trocasse os braços por asas, que iria juntar dinheiro para o conseguir, mas que para isso tinha de seguir certas regras, como nada de gastar dinheiro, ficar sempre o mais magro possível para que o seu peso não o impedisse de nada, ganhar força nas pernas para dar impulso ao seu voo, planos esses que Alexandre só se ria, mas mesmo assim dizia que sim com a cabeça.
Diogo ficou tão compenetrado com o assunto que até Alexandre sentia algum medo do amigo, não o reconhecia muitas vezes, não sabia o que lhe dizer, nem como se aproximar. Diogo não podia contar com ninguém, não havia viva alma que o ajudasse, nem um dedo se mexia pelo seu sonho, estava sozinho com o seu desejo.
Ontem à tarde encontraram o Diogo caído no chão, morto com a caixa torácica toda desfeita, pulmões perfurados, fractura do crânio e pescoço, graves lesões cervicais e fracturas nos membros, tudo apontava para uma morte instantânea depois de ter saltado do topo de uma ponte pedonal perto da sua casa. Alexandre foi o único rapaz a escrever uma carta para o funeral do Diogo, uma folha de papel normal que usaria para os trabalhos manuais, com apenas uma curta frase escrita, "Eu sei que também os anjos voam, missão cumprida.".
Poucos perceberam o significado daquela frase, a mãe nem ligou de tão desfeita emocionalmente que estava, o pai entendeu e derramou mais lágrimas por tal dito.
No fundo todos sonhamos, todos temos um sonho por mais disparatado que seja, todos queremos muito algo, alguns sonhos são guardados no nosso intimo, outras vezes partilhamos com as pessoas de quem gostamos. Nenhum sonho é ridículo ao ponto de não ser compreendido, nem tão mais ao ponto de ser impossível.
Agora existe um sonho comum a qualquer pessoa com um coração decente e carácter formado, todos sonhamos ajudar os outros, e por muito que não saibamos o que fazer, ignorar, diminuir, ou ridicularizar o sonho de alguém não será a melhor forma de ajudar.
Nunca digam a alguém que o seu sonho é impossível ou incansável, nunca o minimizem ou façam troça, nunca virem as costas aos sonhos das pessoas que amam, porque elas ou apoiam os seus, ou farão tudo para vos mostrar que o conseguem, mesmo tendo de levar qualquer coisa às ultimas consequências.
Teen Purgatory.
I know this story was told more than once
About a young boy that just wanted to dance
About a young man that wish he could fly
Spinning and twirling up high in the sky
I know that this music is to sing along
Like it was just another karaoke song
Where letters are popping right out of the screen
To yet entertain another drunken teen
You see that dreams are what we can
We deal with them without any plan
Just playing along at the sound of the beat
Finding a way to get to the end of the street
You live trough computers and cellular phones
Your skin doesn't have any different tones
The sun doesn't shin in the places you go
That's why you keep trying to aiming so low
Yes it's about you, reclusion is your own existence
It's all about you, the young man without resistance
We're talking about you, the futile, shallow, sad guy
This is about you, and all those things money can't buy
You feel disappointed for what we call hope
And there's no solution in the end of a rope
Try to get back to your shattered dream
Find a solution where you don't need to scream
Common young lad this is your time
You can't stay put drinking vodka with lime
Don't pull your self down kissing the ground
Get your ass up and fight the last round
Follow that girl with the nice warming smile
Try to get to that place and hang in for a while
Manage to be happy out of your narrow walls
This is a challenge i really hope you got the balls
Yes it's about you, reclusion is your own existence
It's all about you, the young man without resistance
We're talking about you, the futile, shallow, sad guy
This is about you, and all those things money can't buy
Like love, or even friends, another hope that never ends
A nice relation with you father and mom
The one they swear to love like a son
A brother a sister or even your dog
They give you much more than an IM log
So live your life, and do it well
Enjoy it now and not in the misery of hell.
About a young boy that just wanted to dance
About a young man that wish he could fly
Spinning and twirling up high in the sky
I know that this music is to sing along
Like it was just another karaoke song
Where letters are popping right out of the screen
To yet entertain another drunken teen
You see that dreams are what we can
We deal with them without any plan
Just playing along at the sound of the beat
Finding a way to get to the end of the street
You live trough computers and cellular phones
Your skin doesn't have any different tones
The sun doesn't shin in the places you go
That's why you keep trying to aiming so low
Yes it's about you, reclusion is your own existence
It's all about you, the young man without resistance
We're talking about you, the futile, shallow, sad guy
This is about you, and all those things money can't buy
You feel disappointed for what we call hope
And there's no solution in the end of a rope
Try to get back to your shattered dream
Find a solution where you don't need to scream
Common young lad this is your time
You can't stay put drinking vodka with lime
Don't pull your self down kissing the ground
Get your ass up and fight the last round
Follow that girl with the nice warming smile
Try to get to that place and hang in for a while
Manage to be happy out of your narrow walls
This is a challenge i really hope you got the balls
Yes it's about you, reclusion is your own existence
It's all about you, the young man without resistance
We're talking about you, the futile, shallow, sad guy
This is about you, and all those things money can't buy
Like love, or even friends, another hope that never ends
A nice relation with you father and mom
The one they swear to love like a son
A brother a sister or even your dog
They give you much more than an IM log
So live your life, and do it well
Enjoy it now and not in the misery of hell.
sábado, abril 12, 2008
Para aqueles que pensam que fiz rusga a farmácias.
Quem desconhece parte da obra de Mark Twain, talvez não entenda o post anterior, assim como quem desconhece quem é Mark Twain talvez não entenda este post.
Mark Twain tem num dos seus contos, uma versão de pequenos trechos dos diários de Adão e Eva.
Hoje ao ter visionado um documentário sobre Adão e Eva na televisão, e em língua francesa, o que já só de si quase que me torna um homem culto capaz de ler a Science e Vie na toillet, lembrei-me que havia algo em falta, que Mark Twain bem poderia ter feito um esforço e ter satirizado uma espécie de diário do Caim. Como eu tenho a mania que sou um gajo muito esperto e bem preparado, com trato na língua, e conveniências de engraçadinho, decidi eu mesmo colmatar a grave falha de Mark Twain e escrever em seu lugar o Diário de Caim.
Era isso ou descrever um almoço em que na mesma frase estão incluídas expressões como, "o Xanax e o Valium para mim são rebuçadinhos", "eu vi o cão no meio do jardim e jurei que era capaz de comer o bicho, beber dá-me fome que queres", "o gajo ficou tão bêbado no meio do jardim que borrou as calças, claro que lhe demos um cobertor para se tapar, mas em casa é que não entrava..." .
Bem acho que vou na mesma escrever algo sobre este convívio tão inspirador, pelo menos para um apreciador do burlesco que sonha ficar preso num filme da co-autoria de David Lynch e Emir Kusturica.
Mark Twain tem num dos seus contos, uma versão de pequenos trechos dos diários de Adão e Eva.
Hoje ao ter visionado um documentário sobre Adão e Eva na televisão, e em língua francesa, o que já só de si quase que me torna um homem culto capaz de ler a Science e Vie na toillet, lembrei-me que havia algo em falta, que Mark Twain bem poderia ter feito um esforço e ter satirizado uma espécie de diário do Caim. Como eu tenho a mania que sou um gajo muito esperto e bem preparado, com trato na língua, e conveniências de engraçadinho, decidi eu mesmo colmatar a grave falha de Mark Twain e escrever em seu lugar o Diário de Caim.
Era isso ou descrever um almoço em que na mesma frase estão incluídas expressões como, "o Xanax e o Valium para mim são rebuçadinhos", "eu vi o cão no meio do jardim e jurei que era capaz de comer o bicho, beber dá-me fome que queres", "o gajo ficou tão bêbado no meio do jardim que borrou as calças, claro que lhe demos um cobertor para se tapar, mas em casa é que não entrava..." .
Bem acho que vou na mesma escrever algo sobre este convívio tão inspirador, pelo menos para um apreciador do burlesco que sonha ficar preso num filme da co-autoria de David Lynch e Emir Kusturica.
sexta-feira, abril 11, 2008
Diário de Caim
Sexta-Feira: Acordei e logo sem ter tempo para dar a primeira golfada de ar, encontrava-me num mundo novo, vazio, bem maior do que aquele que conhecia. Sinto o meu corpo mais frio, não estou confortável, as coisas têm um cheiro, o ar tem um toque, é tudo tão estranho.
Tenho um ser estranho a olhar para mim, com uma expressão que me deixa assustado, vejo o seu ventre e as suas pernas ensanguentadas, assim como as mãos com que me segura, que nojo.
Está a deitar água pelos espelhos do seu corpo, mas ao mesmo tempo mostra as suas presas num semblante sereno e diria que simpático.
Que estranha criatura esta que me segura, será que me posso livrar dela e seguir o meu caminho? A verdade é que com tanto frio, estar junto ao seu corpo ainda me mantém aquecido. Estou todo sujo, e sinto-me desconfortável, só me apetece gritar. Estava muito melhor no outro espaço fechado, confortável, quente, onde me sentia leve e ainda estava a descobrir o uso a dar a estas membranas que tenho coladas a mim, só as consigo agitar.
Tenho tanto sono, estou exausto, devo ter feito uma viagem bem longa do meu mundo até este, na verdade parece que foi tudo tão rápido, quase como atravessar uma passagem, mas mesmo assim sinto que a viagem foi longa e cansativa, se calhar é a imensidão deste novo mundo que me deixa assim. Cheio de coisas estranhas, coisas que não sei o que são, mas tenho uma distinta ideia de ter ouvido falar sobre elas, de me terem sido descritas pelas vozes que falam do topo longínquo no meu mundo original.
Sábado: Hoje deparei-me pela manhã com a mesma criatura de ontem, levou-me para o que julgo ser o seu covil, espero que não me faça algum mal. A verdade é que olha para mim com um ar de ternura, mas tenho a distinta sensação que algo não vai correr bem. Tem andado a provar as minhas membranas, a mete-las na boca e a fazer uns barulhos esquisitos, embora cómicos, e tenho algum receio que me considere um alimento, mas a verdade é que os barulhos que faz depois de provar as minhas membranas parecem ser desaprovadores. Só espero que o meu gosto não lhe agrade.
Já que falo neste comportamento estranho, tenho de admitir que acho piada, parece um animal maluco, e faz-me rir esta atitude pouco lúcida, começo a achar que os poderei superiorizar em termos intelectuais, parecem tão tolos na verdade, não deverão constituir grande oposição.
Comecei a falar no plural sobre estes seres, porque descobri que esta criatura tem companhia, e parece ser da mesma espécie, só que é apenas mais feio e inestético, e parece menos amigável que a primeira criatura. Esta nova criatura limita-se a olhar-me de longe com um ar desconfiado, e ainda hoje tocou-me com um ligeiro medo, e eu admito que também tive medo por isso chorei e berrei e ele afastou-se. Ao mesmo tempo provoquei alguma tensão entre os dois animais, a outra criatura não gostou que me tivessem importunado, talvez me queira só para si.
Tenho de pensar rapidamente numa maneira de fugir, mas ainda não consigo coordenar o meu corpo, e por agora sinto-me relativamente seguro.
Tenho um ser estranho a olhar para mim, com uma expressão que me deixa assustado, vejo o seu ventre e as suas pernas ensanguentadas, assim como as mãos com que me segura, que nojo.
Está a deitar água pelos espelhos do seu corpo, mas ao mesmo tempo mostra as suas presas num semblante sereno e diria que simpático.
Que estranha criatura esta que me segura, será que me posso livrar dela e seguir o meu caminho? A verdade é que com tanto frio, estar junto ao seu corpo ainda me mantém aquecido. Estou todo sujo, e sinto-me desconfortável, só me apetece gritar. Estava muito melhor no outro espaço fechado, confortável, quente, onde me sentia leve e ainda estava a descobrir o uso a dar a estas membranas que tenho coladas a mim, só as consigo agitar.
Tenho tanto sono, estou exausto, devo ter feito uma viagem bem longa do meu mundo até este, na verdade parece que foi tudo tão rápido, quase como atravessar uma passagem, mas mesmo assim sinto que a viagem foi longa e cansativa, se calhar é a imensidão deste novo mundo que me deixa assim. Cheio de coisas estranhas, coisas que não sei o que são, mas tenho uma distinta ideia de ter ouvido falar sobre elas, de me terem sido descritas pelas vozes que falam do topo longínquo no meu mundo original.
Sábado: Hoje deparei-me pela manhã com a mesma criatura de ontem, levou-me para o que julgo ser o seu covil, espero que não me faça algum mal. A verdade é que olha para mim com um ar de ternura, mas tenho a distinta sensação que algo não vai correr bem. Tem andado a provar as minhas membranas, a mete-las na boca e a fazer uns barulhos esquisitos, embora cómicos, e tenho algum receio que me considere um alimento, mas a verdade é que os barulhos que faz depois de provar as minhas membranas parecem ser desaprovadores. Só espero que o meu gosto não lhe agrade.
Já que falo neste comportamento estranho, tenho de admitir que acho piada, parece um animal maluco, e faz-me rir esta atitude pouco lúcida, começo a achar que os poderei superiorizar em termos intelectuais, parecem tão tolos na verdade, não deverão constituir grande oposição.
Comecei a falar no plural sobre estes seres, porque descobri que esta criatura tem companhia, e parece ser da mesma espécie, só que é apenas mais feio e inestético, e parece menos amigável que a primeira criatura. Esta nova criatura limita-se a olhar-me de longe com um ar desconfiado, e ainda hoje tocou-me com um ligeiro medo, e eu admito que também tive medo por isso chorei e berrei e ele afastou-se. Ao mesmo tempo provoquei alguma tensão entre os dois animais, a outra criatura não gostou que me tivessem importunado, talvez me queira só para si.
Tenho de pensar rapidamente numa maneira de fugir, mas ainda não consigo coordenar o meu corpo, e por agora sinto-me relativamente seguro.
domingo, abril 06, 2008
Curiosidades deprimentes.
Ontem tive quatro horas de IEC's (impostos especiais de consumo, imposto sobre o álcool, tabaco, produtos petrolíferos, imposto sobre veículos automóveis) com um sósia do Luís Filipe Vieira, para quem não sabe é o presidente do Sport Lisboa e Benfica.
Além de ser um sósia do LFV, este senhor fez relembrar em mim um sketch dos tesourinhos deprimentes do gato fedorento, onde se contabilizava a quantidade de vezes que uma determinada expressão era usada num determinado tempo. Pois bem, posso dizer que este senhor é um campeão, talvez a parte menos semelhante com LFV. Depois de ser chamado à atenção para o facto, comecei a tomar nota e a apontar a quantidade de vezes que este senhor utilizava o termo "digamos". Feita a contagem e os cálculos, arredondados por muito pouco, este senhor em uma hora utilizou a expressão digamos 250 vezes, tendo em conta que durante essa hora e como em qualquer aula, muito mais gente ocupa esse tempo com diálogos, ou seja essa hora não constituiu um monologo por parte do docente. Sendo assim 250 digamos no espaço de uma hora, no meio de um dialogo, parece ser algo deveras impressionante.
Resumindo, passei as primeiras quatro horas da minha manhã de sábado a ouvir 1000 vezes (média estimada) a expressão "digamos".
Durante os próximos dias esperam-se novos posts com um grande conteúdo humorístico para mim, e sem graça nenhuma para a maioria de vós. Temos pena mas sou um egoísta.
Além de ser um sósia do LFV, este senhor fez relembrar em mim um sketch dos tesourinhos deprimentes do gato fedorento, onde se contabilizava a quantidade de vezes que uma determinada expressão era usada num determinado tempo. Pois bem, posso dizer que este senhor é um campeão, talvez a parte menos semelhante com LFV. Depois de ser chamado à atenção para o facto, comecei a tomar nota e a apontar a quantidade de vezes que este senhor utilizava o termo "digamos". Feita a contagem e os cálculos, arredondados por muito pouco, este senhor em uma hora utilizou a expressão digamos 250 vezes, tendo em conta que durante essa hora e como em qualquer aula, muito mais gente ocupa esse tempo com diálogos, ou seja essa hora não constituiu um monologo por parte do docente. Sendo assim 250 digamos no espaço de uma hora, no meio de um dialogo, parece ser algo deveras impressionante.
Resumindo, passei as primeiras quatro horas da minha manhã de sábado a ouvir 1000 vezes (média estimada) a expressão "digamos".
Durante os próximos dias esperam-se novos posts com um grande conteúdo humorístico para mim, e sem graça nenhuma para a maioria de vós. Temos pena mas sou um egoísta.
terça-feira, abril 01, 2008
O único sentido que me liga.
Se vestias branco foi contigo que sonhei, se estavas de preto foi para ti que olhei, se vestias qualquer outra cor, por ti suspirei.
Realmente não me interessam as tuas vestes, se usas a verdade ou expões a mentira, desde que possa olhar para ti com desejo.
Não me preocupa se me enganas, se me levas por caminhos tortuosos, se és promessa que foge cedo, ou algo sem alcance, apenas deixa-me olhar-te e admirar.
Pouco sei das distâncias, dos tratos e maneiras, não tenho noção dos espaços, de quantos passos são precisos para chegar até ti, se são mesmo passos ou saltos, em corrida ofegante, desde que te possa ver, mesmo que seja ao longe.
Se agora finalmente entendes o meu pedido, de apenas te poder ver, pergunto-te porque levaste o único sentido que me ligava a ti, fizeste de mim cego logo no momento em que te escondeste.
Realmente não me interessam as tuas vestes, se usas a verdade ou expões a mentira, desde que possa olhar para ti com desejo.
Não me preocupa se me enganas, se me levas por caminhos tortuosos, se és promessa que foge cedo, ou algo sem alcance, apenas deixa-me olhar-te e admirar.
Pouco sei das distâncias, dos tratos e maneiras, não tenho noção dos espaços, de quantos passos são precisos para chegar até ti, se são mesmo passos ou saltos, em corrida ofegante, desde que te possa ver, mesmo que seja ao longe.
Se agora finalmente entendes o meu pedido, de apenas te poder ver, pergunto-te porque levaste o único sentido que me ligava a ti, fizeste de mim cego logo no momento em que te escondeste.
sexta-feira, março 28, 2008
Leva-me contigo
Cada passo meu na tua direcção, é um risco desconhecido mas necessário, não me deixes seguir o caminho errado. Vem-me buscar e leva-me a casa, a tua, a minha, tanto faz, apenas quero um sítio nosso.
Declaração Negocial
A vida sorriu-me de forma aberta e airosa, com a promessa de se cumprirem sonhos, vontades e desejos. Deu sinais de melhoras surpreendentes, fazer planos para o futuro com bases do passado, um futuro que sorri para um passado forçado a retorquir o gesto.
De modo manso e discreto fico eu parado esperando que não tenha de abdicar muito por uma migalha de paraíso, só o indispensável para obter uma troca justa.
Perguntei à vida se esta estava interessada num bocado de brilho da minha alma.
Aguardo resposta...
De modo manso e discreto fico eu parado esperando que não tenha de abdicar muito por uma migalha de paraíso, só o indispensável para obter uma troca justa.
Perguntei à vida se esta estava interessada num bocado de brilho da minha alma.
Aguardo resposta...
quarta-feira, março 26, 2008
Sequência das coisas básicas.
Letras, que formam palavras, que formam as frases, que formam os pequenos recados rasgados em intenções que queres ouvir de mim.
Um beijo, que forma um suspiro, que forma o estremecer do corpo, que formam as trocas prolongadas de carícias que quero sentir de ti.
Sinto o espasmo, oiço o gemido, socorro o teu corpo com a ponta dos meus dedos e boca aberta para receber a tua língua. Arrasto o lábio pelo teu ventre até ao reduto os teus seios, aperto as tuas coxas entre braços e cravo o meu olhar no teu.
Digo-te o que quero, faço o que me pedes, presumo que nos vamos dar bem, pelo menos até alguém criar uma roleta russa emocional.
Um beijo, que forma um suspiro, que forma o estremecer do corpo, que formam as trocas prolongadas de carícias que quero sentir de ti.
Sinto o espasmo, oiço o gemido, socorro o teu corpo com a ponta dos meus dedos e boca aberta para receber a tua língua. Arrasto o lábio pelo teu ventre até ao reduto os teus seios, aperto as tuas coxas entre braços e cravo o meu olhar no teu.
Digo-te o que quero, faço o que me pedes, presumo que nos vamos dar bem, pelo menos até alguém criar uma roleta russa emocional.
terça-feira, março 25, 2008
Que faço eu com isto?
No que diz respeito a assuntos de apaixonados, sou um inexperiente já com muita escola.
Se o amor não faz girar o mundo e as mulheres não são gotas de arco-íris, serei luz opaca dentro de uma caixa de vidro, serei saliva do mar que se esbate no céu, serei chagas de sangue em pedras dos montes de lava, serei um chapéu aos pés de um homem decapitado.
Não terei assim sentido guardado em mim, nem razões para ver as brisas como ventos meigos que trazem notícias do meu desejo.
Se o amor não faz girar o mundo e as mulheres não são gotas de arco-íris, serei luz opaca dentro de uma caixa de vidro, serei saliva do mar que se esbate no céu, serei chagas de sangue em pedras dos montes de lava, serei um chapéu aos pés de um homem decapitado.
Não terei assim sentido guardado em mim, nem razões para ver as brisas como ventos meigos que trazem notícias do meu desejo.
segunda-feira, março 24, 2008
Discurso incoerente.
Tirando as voltas da manhã onde realizei tarefas de necessidade básica e dei as minhas voltinhas, o resto do dia tinha sido reservado para inúmeras actividades.
Planear o dia de hoje no dia anterior, estabelecer limites e horários, prazos definidos com base nas necessidades de ver algo feito, não é o suficiente para quebrar alguma da monotonia.
Dois hábitos enfrentam-se, o calculismo da necessidade pró activa da vida rotineira, e a rotina dum ciclo monótono e mundano, ganha sempre aquele que não pode ser adiado para amanhã.
Resumindo hoje acabei por não fazer quase nada do que queria.
Planear o dia de hoje no dia anterior, estabelecer limites e horários, prazos definidos com base nas necessidades de ver algo feito, não é o suficiente para quebrar alguma da monotonia.
Dois hábitos enfrentam-se, o calculismo da necessidade pró activa da vida rotineira, e a rotina dum ciclo monótono e mundano, ganha sempre aquele que não pode ser adiado para amanhã.
Resumindo hoje acabei por não fazer quase nada do que queria.
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