quarta-feira, abril 16, 2008

Eu queria aquela ali se faz favor.

Quando alguém diz que os homens são todos iguais, ou as mulheres são todas a mesma coisa, na primeira situação costumo sorrir, na segunda o meu sangue gela.
Em 5 minutos de atenção ao ambiente que rodeia duas mulheres totalmente diferente aparentemente. A primeira no metro, muito branca e com vestes góticas, brinco no meio do nariz e ar pesado, vinha a ler um livro sobre os Rituais Ocultistas do Nazismo. Esbocei imediatamente um sorriso, é aquela típica mulher que prefiro não encontrar ou conhecer, já de si o ocultismo cria-me alguma espécie, agora o ocultismo Nazi, hummmm. Algo me diz que não seria a rapariga ideal para mim.
Saindo do metro e a caminho de casa, uma rapariga linda, bem vestida, ao menos estava colorida sem parecer membro do Cirque du Soleil, rosto venusiano, sorriso cativante, e o melhor de tudo um livro de Rimbaud. Esta é o tipo de rapariga que me leva a entrar numa mercearia e comprar uma maçã só pela oportunidade de a observar por mais uns segundos.
As mulheres não são todas iguais, pelo menos na breve aparência desprevenida e solta de criticismo.

terça-feira, abril 15, 2008

Quando as aves deixam de voar.

Não era uma vez, era talvez a quinta ou sexta vez que o pequeno Diogo chateava os seus pais com o mesmo assunto.
O miúdo sonhava em poder voar, e queria muito que os pais lhe comprassem umas asas pelo Natal, não importava quais, umas quaisquer, umas que dessem para voar livremente como os pássaros que Diogo passava tardes a observar no jardim de sua casa.
Ele era um rapaz irrequieto, o normal para a sua idade de 7 anos, com o acréscimo de um problema psicológico que o tornava hiperactivo. O Diogo não tinha muitos amigos, gostava mais de passar o seu tempo sozinho, entretido com as suas coisas e ao seu ritmo. Tinha claro os habituais dois ou três amigos da sua rua que ao mesmo tempo eram seus colegas na escola, mas de resto não havia muita gente interessada em travar qualquer tipo de conhecimento com o Diogo. É incrível como os miúdos desta idade já conseguem ser tão selectivos, maldosos e desconfiados em relação aos seus pares.
Aluno de boas notas, sonhador nato, mais um rapazinho que vive num mundo muito seu, com os seus sonhos, que embora fossem tão comuns ao de outras crianças, cada um tinha uma maneira de o sentir. Diogo tinha como maior sonho o trunfo das aves, poder voar, planar no céu azul e tocar-lhe como quem sente um lençol macio quando se deita na cama.
Embora fosse esse o seu sonho, nunca disse que queria ser piloto, nem tinha interesse por aviões ou aeronaves, e os astronautas não eram os seus derradeiros heróis. Como podem ver ele tinha um sonho que é igual ao de tantas outras crianças, mas sentia-o de um modo muito particular, o que mais queria era voar, mas só se fosse como os pássaros.
Talvez compreenda eu e qualquer pessoa, que voar não é simplesmente voar, onde qualquer coisa vale, voar livremente não é andar num avião, nem mesmo pilota-lo, não é pisar a lua e sentir a sua gravidade, não é ser içado por cabos e cordas, para o Diogo voar era como os pássaros, com a sua liberdade animal, com a sua classe, com a sua mecânica muito própria.
Os pais levavam-no ao jardim zoológico, mas nunca compreenderam que o filho não tinha qualquer fascínio por animais, aliás ele até tinha medo de pombos, e não achava as aves de todo animais belos, apenas admirava a sua capacidade de voar, apenas invejava aquela habilidade.
Passava tantas horas em volta do seu sonho, a observar os pássaros, a desenhar-se a si com asas, a olhar para os céus onde imaginava as suas acrobacias, uma pequena razia aquele telhado, pousaria naquela árvore, iria apanhar aquela flor no topo daquelas rochas, sentir as nuvens no seu rosto, beber do céu e matar a sua sede por chegar mais longe que o homem comum e ter um espaço só seu, onde só ele pudesse ir por si mesmo.
Muitas das pessoas estranhavam este comportamento do Diogo, aos miúdos ainda se perdoa o facto, nestas idades não formaram a consciência, são o seu quê de maldosos por natureza, fazem troça e segregam quem não seja como eles. Agora os adultos, os seus próprios pais? Os pais ficavam furiosos com o sonho do filho, com aquela vontade tão grande de o realizar, com a constante conversa sobre o assunto, com as horas perdidas naquilo, em ter de repetir os "nãos", e os "porque não podes", e os "cala-te com isso ou levas", gritavam, brigavam e por uma vez ou outra até escapou um tabefe como resposta à insistência do miúdo em querer voar, em pedir aos seus pais para lhe ajudarem nesse sonho.
Ninguém o compreendia, ninguém o ajudava, ou gozavam, ou diziam que não, ou apenas cortavam-lhe as asas ao sonho.
Diogo não conseguia pensar em mais nada, o seu melhor amigo Alexandre tentava compreende-lo, mas era complicado, era uma obsessão tão grande, quase que um pensamento esquizofrénico na cabeça de um rapazinho de sete anos de idade, um verdadeiro perigo.
Diogo contava os seus planos, sonhos e desejos a Alexandre, como um dia iria pedir a um cirurgião que lhe trocasse os braços por asas, que iria juntar dinheiro para o conseguir, mas que para isso tinha de seguir certas regras, como nada de gastar dinheiro, ficar sempre o mais magro possível para que o seu peso não o impedisse de nada, ganhar força nas pernas para dar impulso ao seu voo, planos esses que Alexandre só se ria, mas mesmo assim dizia que sim com a cabeça.
Diogo ficou tão compenetrado com o assunto que até Alexandre sentia algum medo do amigo, não o reconhecia muitas vezes, não sabia o que lhe dizer, nem como se aproximar. Diogo não podia contar com ninguém, não havia viva alma que o ajudasse, nem um dedo se mexia pelo seu sonho, estava sozinho com o seu desejo.
Ontem à tarde encontraram o Diogo caído no chão, morto com a caixa torácica toda desfeita, pulmões perfurados, fractura do crânio e pescoço, graves lesões cervicais e fracturas nos membros, tudo apontava para uma morte instantânea depois de ter saltado do topo de uma ponte pedonal perto da sua casa. Alexandre foi o único rapaz a escrever uma carta para o funeral do Diogo, uma folha de papel normal que usaria para os trabalhos manuais, com apenas uma curta frase escrita, "Eu sei que também os anjos voam, missão cumprida.".
Poucos perceberam o significado daquela frase, a mãe nem ligou de tão desfeita emocionalmente que estava, o pai entendeu e derramou mais lágrimas por tal dito.
No fundo todos sonhamos, todos temos um sonho por mais disparatado que seja, todos queremos muito algo, alguns sonhos são guardados no nosso intimo, outras vezes partilhamos com as pessoas de quem gostamos. Nenhum sonho é ridículo ao ponto de não ser compreendido, nem tão mais ao ponto de ser impossível.
Agora existe um sonho comum a qualquer pessoa com um coração decente e carácter formado, todos sonhamos ajudar os outros, e por muito que não saibamos o que fazer, ignorar, diminuir, ou ridicularizar o sonho de alguém não será a melhor forma de ajudar.
Nunca digam a alguém que o seu sonho é impossível ou incansável, nunca o minimizem ou façam troça, nunca virem as costas aos sonhos das pessoas que amam, porque elas ou apoiam os seus, ou farão tudo para vos mostrar que o conseguem, mesmo tendo de levar qualquer coisa às ultimas consequências.

Teen Purgatory.

I know this story was told more than once
About a young boy that just wanted to dance
About a young man that wish he could fly
Spinning and twirling up high in the sky

I know that this music is to sing along
Like it was just another karaoke song
Where letters are popping right out of the screen
To yet entertain another drunken teen

You see that dreams are what we can
We deal with them without any plan
Just playing along at the sound of the beat
Finding a way to get to the end of the street

You live trough computers and cellular phones
Your skin doesn't have any different tones
The sun doesn't shin in the places you go
That's why you keep trying to aiming so low

Yes it's about you, reclusion is your own existence
It's all about you, the young man without resistance
We're talking about you, the futile, shallow, sad guy
This is about you, and all those things money can't buy

You feel disappointed for what we call hope
And there's no solution in the end of a rope
Try to get back to your shattered dream
Find a solution where you don't need to scream

Common young lad this is your time
You can't stay put drinking vodka with lime
Don't pull your self down kissing the ground
Get your ass up and fight the last round

Follow that girl with the nice warming smile
Try to get to that place and hang in for a while
Manage to be happy out of your narrow walls
This is a challenge i really hope you got the balls

Yes it's about you, reclusion is your own existence
It's all about you, the young man without resistance
We're talking about you, the futile, shallow, sad guy
This is about you, and all those things money can't buy

Like love, or even friends, another hope that never ends
A nice relation with you father and mom
The one they swear to love like a son
A brother a sister or even your dog
They give you much more than an IM log
So live your life, and do it well
Enjoy it now and not in the misery of hell.

sábado, abril 12, 2008

Para aqueles que pensam que fiz rusga a farmácias.

Quem desconhece parte da obra de Mark Twain, talvez não entenda o post anterior, assim como quem desconhece quem é Mark Twain talvez não entenda este post.

Mark Twain tem num dos seus contos, uma versão de pequenos trechos dos diários de Adão e Eva.
Hoje ao ter visionado um documentário sobre Adão e Eva na televisão, e em língua francesa, o que já só de si quase que me torna um homem culto capaz de ler a Science e Vie na toillet, lembrei-me que havia algo em falta, que Mark Twain bem poderia ter feito um esforço e ter satirizado uma espécie de diário do Caim. Como eu tenho a mania que sou um gajo muito esperto e bem preparado, com trato na língua, e conveniências de engraçadinho, decidi eu mesmo colmatar a grave falha de Mark Twain e escrever em seu lugar o Diário de Caim.

Era isso ou descrever um almoço em que na mesma frase estão incluídas expressões como, "o Xanax e o Valium para mim são rebuçadinhos", "eu vi o cão no meio do jardim e jurei que era capaz de comer o bicho, beber dá-me fome que queres", "o gajo ficou tão bêbado no meio do jardim que borrou as calças, claro que lhe demos um cobertor para se tapar, mas em casa é que não entrava..." .

Bem acho que vou na mesma escrever algo sobre este convívio tão inspirador, pelo menos para um apreciador do burlesco que sonha ficar preso num filme da co-autoria de David Lynch e Emir Kusturica.

sexta-feira, abril 11, 2008

Diário de Caim

Sexta-Feira: Acordei e logo sem ter tempo para dar a primeira golfada de ar, encontrava-me num mundo novo, vazio, bem maior do que aquele que conhecia. Sinto o meu corpo mais frio, não estou confortável, as coisas têm um cheiro, o ar tem um toque, é tudo tão estranho.
Tenho um ser estranho a olhar para mim, com uma expressão que me deixa assustado, vejo o seu ventre e as suas pernas ensanguentadas, assim como as mãos com que me segura, que nojo.
Está a deitar água pelos espelhos do seu corpo, mas ao mesmo tempo mostra as suas presas num semblante sereno e diria que simpático.
Que estranha criatura esta que me segura, será que me posso livrar dela e seguir o meu caminho? A verdade é que com tanto frio, estar junto ao seu corpo ainda me mantém aquecido. Estou todo sujo, e sinto-me desconfortável, só me apetece gritar. Estava muito melhor no outro espaço fechado, confortável, quente, onde me sentia leve e ainda estava a descobrir o uso a dar a estas membranas que tenho coladas a mim, só as consigo agitar.
Tenho tanto sono, estou exausto, devo ter feito uma viagem bem longa do meu mundo até este, na verdade parece que foi tudo tão rápido, quase como atravessar uma passagem, mas mesmo assim sinto que a viagem foi longa e cansativa, se calhar é a imensidão deste novo mundo que me deixa assim. Cheio de coisas estranhas, coisas que não sei o que são, mas tenho uma distinta ideia de ter ouvido falar sobre elas, de me terem sido descritas pelas vozes que falam do topo longínquo no meu mundo original.

Sábado: Hoje deparei-me pela manhã com a mesma criatura de ontem, levou-me para o que julgo ser o seu covil, espero que não me faça algum mal. A verdade é que olha para mim com um ar de ternura, mas tenho a distinta sensação que algo não vai correr bem. Tem andado a provar as minhas membranas, a mete-las na boca e a fazer uns barulhos esquisitos, embora cómicos, e tenho algum receio que me considere um alimento, mas a verdade é que os barulhos que faz depois de provar as minhas membranas parecem ser desaprovadores. Só espero que o meu gosto não lhe agrade.
Já que falo neste comportamento estranho, tenho de admitir que acho piada, parece um animal maluco, e faz-me rir esta atitude pouco lúcida, começo a achar que os poderei superiorizar em termos intelectuais, parecem tão tolos na verdade, não deverão constituir grande oposição.
Comecei a falar no plural sobre estes seres, porque descobri que esta criatura tem companhia, e parece ser da mesma espécie, só que é apenas mais feio e inestético, e parece menos amigável que a primeira criatura. Esta nova criatura limita-se a olhar-me de longe com um ar desconfiado, e ainda hoje tocou-me com um ligeiro medo, e eu admito que também tive medo por isso chorei e berrei e ele afastou-se. Ao mesmo tempo provoquei alguma tensão entre os dois animais, a outra criatura não gostou que me tivessem importunado, talvez me queira só para si.
Tenho de pensar rapidamente numa maneira de fugir, mas ainda não consigo coordenar o meu corpo, e por agora sinto-me relativamente seguro.

domingo, abril 06, 2008

Curiosidades deprimentes.

Ontem tive quatro horas de IEC's (impostos especiais de consumo, imposto sobre o álcool, tabaco, produtos petrolíferos, imposto sobre veículos automóveis) com um sósia do Luís Filipe Vieira, para quem não sabe é o presidente do Sport Lisboa e Benfica.

Além de ser um sósia do LFV, este senhor fez relembrar em mim um sketch dos tesourinhos deprimentes do gato fedorento, onde se contabilizava a quantidade de vezes que uma determinada expressão era usada num determinado tempo. Pois bem, posso dizer que este senhor é um campeão, talvez a parte menos semelhante com LFV. Depois de ser chamado à atenção para o facto, comecei a tomar nota e a apontar a quantidade de vezes que este senhor utilizava o termo "digamos". Feita a contagem e os cálculos, arredondados por muito pouco, este senhor em uma hora utilizou a expressão digamos 250 vezes, tendo em conta que durante essa hora e como em qualquer aula, muito mais gente ocupa esse tempo com diálogos, ou seja essa hora não constituiu um monologo por parte do docente. Sendo assim 250 digamos no espaço de uma hora, no meio de um dialogo, parece ser algo deveras impressionante.

Resumindo, passei as primeiras quatro horas da minha manhã de sábado a ouvir 1000 vezes (média estimada) a expressão "digamos".

Durante os próximos dias esperam-se novos posts com um grande conteúdo humorístico para mim, e sem graça nenhuma para a maioria de vós. Temos pena mas sou um egoísta.

terça-feira, abril 01, 2008

O único sentido que me liga.

Se vestias branco foi contigo que sonhei, se estavas de preto foi para ti que olhei, se vestias qualquer outra cor, por ti suspirei.

Realmente não me interessam as tuas vestes, se usas a verdade ou expões a mentira, desde que possa olhar para ti com desejo.

Não me preocupa se me enganas, se me levas por caminhos tortuosos, se és promessa que foge cedo, ou algo sem alcance, apenas deixa-me olhar-te e admirar.

Pouco sei das distâncias, dos tratos e maneiras, não tenho noção dos espaços, de quantos passos são precisos para chegar até ti, se são mesmo passos ou saltos, em corrida ofegante, desde que te possa ver, mesmo que seja ao longe.

Se agora finalmente entendes o meu pedido, de apenas te poder ver, pergunto-te porque levaste o único sentido que me ligava a ti, fizeste de mim cego logo no momento em que te escondeste.

sexta-feira, março 28, 2008

Leva-me contigo

Cada passo meu na tua direcção, é um risco desconhecido mas necessário, não me deixes seguir o caminho errado. Vem-me buscar e leva-me a casa, a tua, a minha, tanto faz, apenas quero um sítio nosso.

Declaração Negocial

A vida sorriu-me de forma aberta e airosa, com a promessa de se cumprirem sonhos, vontades e desejos. Deu sinais de melhoras surpreendentes, fazer planos para o futuro com bases do passado, um futuro que sorri para um passado forçado a retorquir o gesto.
De modo manso e discreto fico eu parado esperando que não tenha de abdicar muito por uma migalha de paraíso, só o indispensável para obter uma troca justa.
Perguntei à vida se esta estava interessada num bocado de brilho da minha alma.
Aguardo resposta...

quarta-feira, março 26, 2008

Lei da oferta e da procura.

Se me queres pedir um beijo fá-lo agora antes que mo roubem.

Sequência das coisas básicas.

Letras, que formam palavras, que formam as frases, que formam os pequenos recados rasgados em intenções que queres ouvir de mim.

Um beijo, que forma um suspiro, que forma o estremecer do corpo, que formam as trocas prolongadas de carícias que quero sentir de ti.

Sinto o espasmo, oiço o gemido, socorro o teu corpo com a ponta dos meus dedos e boca aberta para receber a tua língua. Arrasto o lábio pelo teu ventre até ao reduto os teus seios, aperto as tuas coxas entre braços e cravo o meu olhar no teu.

Digo-te o que quero, faço o que me pedes, presumo que nos vamos dar bem, pelo menos até alguém criar uma roleta russa emocional.

terça-feira, março 25, 2008

The second most random question ever...

Do you want me or not?

Que faço eu com isto?

No que diz respeito a assuntos de apaixonados, sou um inexperiente já com muita escola.

Se o amor não faz girar o mundo e as mulheres não são gotas de arco-íris, serei luz opaca dentro de uma caixa de vidro, serei saliva do mar que se esbate no céu, serei chagas de sangue em pedras dos montes de lava, serei um chapéu aos pés de um homem decapitado.

Não terei assim sentido guardado em mim, nem razões para ver as brisas como ventos meigos que trazem notícias do meu desejo.

The most random question ever...

Do you like me or not?

segunda-feira, março 24, 2008

Discurso incoerente.

Tirando as voltas da manhã onde realizei tarefas de necessidade básica e dei as minhas voltinhas, o resto do dia tinha sido reservado para inúmeras actividades.

Planear o dia de hoje no dia anterior, estabelecer limites e horários, prazos definidos com base nas necessidades de ver algo feito, não é o suficiente para quebrar alguma da monotonia.

Dois hábitos enfrentam-se, o calculismo da necessidade pró activa da vida rotineira, e a rotina dum ciclo monótono e mundano, ganha sempre aquele que não pode ser adiado para amanhã.

Resumindo hoje acabei por não fazer quase nada do que queria.

quinta-feira, março 20, 2008

Love and Dreams

And when i look at you,
I swear my heart goes and do
A single loop in my chest
But my mind does all the rest
I start to imagine things
I go out and buy diamond rings
I climb into the top of the sky
Just to scream your my...my
My sweat...sweat dream

When you give me that smile
I get stunned just for a while
But i can't resist to that charm
And i take you by your arm
Just to get out to dance
Living another smooth romance
Under a lovely moon in France
You know i can take that chance

Tell me that you feel the same
And i tell you love is my middle name
Call me foolish if you like
But you're a lovely single sight
You're the sunlight in my night
You're as wonderful as i am right
When i say...

Come and have a dream with me
Let's make plans and let it be
Just stick around so you could see
That love is able to set us free

I see you dancing in my mind
I fight so i could maybe find
A reason to hold you with me
Call me foolish if think that we
Could write down a new story
Full of passion without glory
Maybe just a simple plot
I even let you pick the spot
I could write a marvelous song
And have you sing it along
So why don't you...

Come and have a dream with me
Let's make plans and let it be
Just stick around so you could see
That love is able to set us free
Call me foolish if you like
But you're a lovely single sight
You're the sunlight in my night
You're as wonderful as i am right

When i say you could just go and try..
To have a little dream with me
Before you say goodbye...



( a song to be sang in a Frank Sinatra style)

quarta-feira, março 19, 2008

Nunca me esqueci de ti, nem o poderei alguma vez fazer.

Já mais do que uma vez elogiei neste blog o meu pai. Já lhe enumerei qualidades, já falei das suas virtudes, da sua paciência, sabedoria, intelecto, capacidades e tudo o mais.

Já disse o quanto gosto dele, o quanto o admiro, e que um dia quero ser como ele. Ter parte daquele feitio, uma parte daquela personalidade, do seu carisma, da sua maneira de ser.
Recordei aqui vários episódios da minha vida em que o meu pai esteve presente, mencionei, fiz referência e louvei todos os valores que me transmitiu, agradeci todos os seus ensinamentos, todo o tempo dedicado a mim.

Mencionei aqui e em várias conversas a sua coragem, a sua honestidade, a sua presença, todos os riscos que correu para o bem dos outros, todo o esforço e trabalho despendido em prol dos outros.

Caracterizei as suas melhores qualidades, e fiz ver que são qualidades de um grande homem.
Sou capaz de idolatrar os meus pais pelos seus feitos, pelas dificuldades vencidas na vida, pela sua mentalidade e inteligência, pela sua força e presença de espírito. Sou capaz e faço-o sempre que falo deles, são pessoas que amo sem nunca ter tido a mais pequena dúvida.
Digo que não existem pais como os meus, cada um deverá pensar que tem os melhores pais do mundo, e é isso que devem pensar, eu sei que tenho os melhores pais do mundo, não me ficam dúvidas.

Depois de tantas vezes ter falado no meu pai, de o ter elogiado, de ter dito o quanto o amo, de ter dito que é importante para mim, de lhe ter gabado todas as qualidades, não resta muito do elemento surpresa em escrever algo do género aqui no blog.

Assim sendo, e como já todos sabem que eu tenho um pai maravilhoso, o melhor do mundo, como já o disse muitas vezes, só me resta uma escolha.
Optar pela simplicidade e simplesmente desejar-lhe um feliz dia do pai.
Adoro-te pai, sem dúvidas, sem perguntas, sem pensar, nem preciso de sentir. Adoro-te desde que nasci, e até que a terra me leve para junto daqueles que amo, hei de te adorar até ao fim das nossas vidas.

sábado, março 15, 2008

The lost privilege of Adam.

Near that calm sacred path, i found a man laid on his back, without a care on his mind, like problems were nowhere to find. Cloud by cloud shadows would come, but he kept there, nothing could be done. A little bird started to stare, to a perfect nature love affair, a man that made a pact with time, he was granted with the ability of rewind. Every simple move, every single step, blink by blink, breath by breath. Odd times that we now live, prisoners of time that wont forgive, except if you have some joy to give, and you're not to fond of the forbidden fruit.

Written against a wall.

A falling Autumn leaf in the beginning of Spring, a bird that cries but does not sing, a man that walks along the river, felling a cold dark shiver, it's not the harsh winter cold, it's more the sadness he behold, is time running away from us?

Written on my knee.

My eye captures the memory of your silhouettes dancing in my mind, spinning around no where to find. A bright glimpse of a secret shy smile, a skipped heart beat forgotten for a while, those are my memories of you, who would say, nobody knew.