quarta-feira, março 26, 2008

Sequência das coisas básicas.

Letras, que formam palavras, que formam as frases, que formam os pequenos recados rasgados em intenções que queres ouvir de mim.

Um beijo, que forma um suspiro, que forma o estremecer do corpo, que formam as trocas prolongadas de carícias que quero sentir de ti.

Sinto o espasmo, oiço o gemido, socorro o teu corpo com a ponta dos meus dedos e boca aberta para receber a tua língua. Arrasto o lábio pelo teu ventre até ao reduto os teus seios, aperto as tuas coxas entre braços e cravo o meu olhar no teu.

Digo-te o que quero, faço o que me pedes, presumo que nos vamos dar bem, pelo menos até alguém criar uma roleta russa emocional.

terça-feira, março 25, 2008

The second most random question ever...

Do you want me or not?

Que faço eu com isto?

No que diz respeito a assuntos de apaixonados, sou um inexperiente já com muita escola.

Se o amor não faz girar o mundo e as mulheres não são gotas de arco-íris, serei luz opaca dentro de uma caixa de vidro, serei saliva do mar que se esbate no céu, serei chagas de sangue em pedras dos montes de lava, serei um chapéu aos pés de um homem decapitado.

Não terei assim sentido guardado em mim, nem razões para ver as brisas como ventos meigos que trazem notícias do meu desejo.

The most random question ever...

Do you like me or not?

segunda-feira, março 24, 2008

Discurso incoerente.

Tirando as voltas da manhã onde realizei tarefas de necessidade básica e dei as minhas voltinhas, o resto do dia tinha sido reservado para inúmeras actividades.

Planear o dia de hoje no dia anterior, estabelecer limites e horários, prazos definidos com base nas necessidades de ver algo feito, não é o suficiente para quebrar alguma da monotonia.

Dois hábitos enfrentam-se, o calculismo da necessidade pró activa da vida rotineira, e a rotina dum ciclo monótono e mundano, ganha sempre aquele que não pode ser adiado para amanhã.

Resumindo hoje acabei por não fazer quase nada do que queria.

quinta-feira, março 20, 2008

Love and Dreams

And when i look at you,
I swear my heart goes and do
A single loop in my chest
But my mind does all the rest
I start to imagine things
I go out and buy diamond rings
I climb into the top of the sky
Just to scream your my...my
My sweat...sweat dream

When you give me that smile
I get stunned just for a while
But i can't resist to that charm
And i take you by your arm
Just to get out to dance
Living another smooth romance
Under a lovely moon in France
You know i can take that chance

Tell me that you feel the same
And i tell you love is my middle name
Call me foolish if you like
But you're a lovely single sight
You're the sunlight in my night
You're as wonderful as i am right
When i say...

Come and have a dream with me
Let's make plans and let it be
Just stick around so you could see
That love is able to set us free

I see you dancing in my mind
I fight so i could maybe find
A reason to hold you with me
Call me foolish if think that we
Could write down a new story
Full of passion without glory
Maybe just a simple plot
I even let you pick the spot
I could write a marvelous song
And have you sing it along
So why don't you...

Come and have a dream with me
Let's make plans and let it be
Just stick around so you could see
That love is able to set us free
Call me foolish if you like
But you're a lovely single sight
You're the sunlight in my night
You're as wonderful as i am right

When i say you could just go and try..
To have a little dream with me
Before you say goodbye...



( a song to be sang in a Frank Sinatra style)

quarta-feira, março 19, 2008

Nunca me esqueci de ti, nem o poderei alguma vez fazer.

Já mais do que uma vez elogiei neste blog o meu pai. Já lhe enumerei qualidades, já falei das suas virtudes, da sua paciência, sabedoria, intelecto, capacidades e tudo o mais.

Já disse o quanto gosto dele, o quanto o admiro, e que um dia quero ser como ele. Ter parte daquele feitio, uma parte daquela personalidade, do seu carisma, da sua maneira de ser.
Recordei aqui vários episódios da minha vida em que o meu pai esteve presente, mencionei, fiz referência e louvei todos os valores que me transmitiu, agradeci todos os seus ensinamentos, todo o tempo dedicado a mim.

Mencionei aqui e em várias conversas a sua coragem, a sua honestidade, a sua presença, todos os riscos que correu para o bem dos outros, todo o esforço e trabalho despendido em prol dos outros.

Caracterizei as suas melhores qualidades, e fiz ver que são qualidades de um grande homem.
Sou capaz de idolatrar os meus pais pelos seus feitos, pelas dificuldades vencidas na vida, pela sua mentalidade e inteligência, pela sua força e presença de espírito. Sou capaz e faço-o sempre que falo deles, são pessoas que amo sem nunca ter tido a mais pequena dúvida.
Digo que não existem pais como os meus, cada um deverá pensar que tem os melhores pais do mundo, e é isso que devem pensar, eu sei que tenho os melhores pais do mundo, não me ficam dúvidas.

Depois de tantas vezes ter falado no meu pai, de o ter elogiado, de ter dito o quanto o amo, de ter dito que é importante para mim, de lhe ter gabado todas as qualidades, não resta muito do elemento surpresa em escrever algo do género aqui no blog.

Assim sendo, e como já todos sabem que eu tenho um pai maravilhoso, o melhor do mundo, como já o disse muitas vezes, só me resta uma escolha.
Optar pela simplicidade e simplesmente desejar-lhe um feliz dia do pai.
Adoro-te pai, sem dúvidas, sem perguntas, sem pensar, nem preciso de sentir. Adoro-te desde que nasci, e até que a terra me leve para junto daqueles que amo, hei de te adorar até ao fim das nossas vidas.

sábado, março 15, 2008

The lost privilege of Adam.

Near that calm sacred path, i found a man laid on his back, without a care on his mind, like problems were nowhere to find. Cloud by cloud shadows would come, but he kept there, nothing could be done. A little bird started to stare, to a perfect nature love affair, a man that made a pact with time, he was granted with the ability of rewind. Every simple move, every single step, blink by blink, breath by breath. Odd times that we now live, prisoners of time that wont forgive, except if you have some joy to give, and you're not to fond of the forbidden fruit.

Written against a wall.

A falling Autumn leaf in the beginning of Spring, a bird that cries but does not sing, a man that walks along the river, felling a cold dark shiver, it's not the harsh winter cold, it's more the sadness he behold, is time running away from us?

Written on my knee.

My eye captures the memory of your silhouettes dancing in my mind, spinning around no where to find. A bright glimpse of a secret shy smile, a skipped heart beat forgotten for a while, those are my memories of you, who would say, nobody knew.

quinta-feira, março 13, 2008

Sabes alguma coisa que eu não saiba e devia saber?




Um novo estado de espírito que assombra.

O único equilíbrio do dia foi comprar algumas coisas no Lidl e outras na mercearia de bairro com preços abusivos. O resto do dia foi perdido num fundo vazio já distante da habitual monotonia.

Ando meio perdido de tudo, incluindo de mim mesmo.

Conseguir olhar-te nos olhos.

Foi estranho ver-te de novo, um misto de saudade e de timidez. Um sentimento que não sei explicar, e que muito menos deveria existir entre pessoas que se conhecem bem.

O meu lado emotivo está a ficar senil e nada previsível.

terça-feira, março 04, 2008

Rock in Wines



Dia 8 de Março pelas 22h o rock original chega a Arruda dos Vinhos, onde o habitual balido das ovelhas Mééééééé!!! passa a ser abafado pelo Yeaaaaahhhh do Rock&Roll.

Para vós comuns mortais, o custo deste Festival de música rock original, sem covers nem baladas, custa a módica quantia de €5 com direito a duas bebidas e uma dança com Telmo Lopes, assim como um workshop de como dar balela da boa para fazer amizades.

Aconselho a irem um pouco mais cedo para conseguirem lugar e desfrutarem de uns copitos nos bares locais.

Rock in Wine? Eu vou!! headbanger

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

A beleza no seu estado mais puro.

Faz algum tempo que ando a pensar se escrevo ou não este post.
Quando me perguntam qual a mulher mais bonita do mundo, respondo sempre que não sei, ainda por cima hoje em dia as mulheres estão em número superior ao homem, já são mais que as mães, logo torna-se difícil responder a essa pergunta.
Também não tenho uma musa inspiradora definida, ser musa vai mais além do que ser bonita, ser musa engloba um todo de qualidades, e uma atracção especifica pela pessoa, que julgo só poder ser aquela pessoa de quem gostamos mesmo muito.
Logo só me restava responder à pergunta, das mulheres que conheces que são globalmente conhecidas, ou seja celebridades, quem é para ti a mulher mais bonita, charmosa, elegante, etc.

Sempre tive dois nomes na cabeça, cada uma de gerações diferentes, e com algum afastamento. A primeira de à muitos anos é a Monica Bellucci, uma beleza natural, um charme apelativo, o requinte e a classe de uma mulher que amadureceu como poucas alguma vez conseguiram, sempre com um olhar que nos deixa sonhar no meio daqueles olhos castanhos cor de fogo.

A outra é a modelo brasileira Adriana Lima, pela sua beleza exótica quase imaculada, os seus olhos azuis de fazer inveja às águas das ilhas do Pacifico, lábios esculpidos, uma beleza pura que nos maravilha e fascina só de ver passar, sem dúvida a verdadeira garota de Ipanema de Jobim e Moraes.

Eis que de subito num olhar de relance para a televisão, tudo parou, e fiquei boquiaberto a observar uma rapariga de uma novela, que andava sorrindo pela rua.
Apanhei o nome da personagem e de imediato recorri ao Google.

Pesquisei até que encontrei o nome da actriz brasileira de 22 anos de idade, de seu nome Débora Nascimento. Foi sem dúvida das primeiras mulheres que devido à sua beleza inqualificável, fez-me cair num profundo silêncio de admiração. Se tivesse de arriscar diria que é das cinco mulheres mais bonitas do mundo na minha opinião, sem sequer conhecer as outras, coloco-a entre as cinco mulheres mais bonitas do mundo.
Combina perfeitamente o charme da Monica Bellucci, o olhar e o sorriso sempre delicados, como se fosse a coisa mais rara do mundo, e aquele lado exótico da Adriana Lima, com uma beleza natural, que nos faz acreditar que não existe situação ou mesmo perspectiva em que esta mulher não seja um assombro.

Deixo aqui uma foto simples, embora hajam outras melhores, apenas para mostrar uma parte do seu potencial de beleza.


domingo, fevereiro 24, 2008

O estado das coisas.

A ler : Nove Contos de Jerome David Salinger


A ouvir: Feist - 1 2 3 4


A ver: Oscars 2008


A comer: Maçãs vermelhas


quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Fica lançado o desafio.

É verdade, além de tentar assegurar o regresso do Zica a este blog, continuo a ter a ideia que faz falta uma mulher neste blog. Sempre fui um fervoroso apoiante do equilíbrio, e por muito que os homens pensem que as mulheres por vezes, e apenas algumas, são desequilibradas, eu sou da opinião que uma mulher põem sempre alguma ordem nas coisas.

Maior parte das vezes são mais organizadas, e detêm uma outra sensibilidade para as coisas. Sempre tive fascínio em ouvir as mulheres a falar, tanto dos assuntos mais banais, como aqueles assuntos mais próprios das mulheres, todo um lado cor-de-rosa mesmo com a noção de que existem dias cinzentos.

Achando a mulher esteticamente mais bonita que o homem, também acho que as mulheres têm um lado quase místico, uma crença e apoio num positivismo muito próprio, e muitas vezes usado para analisar as situações.


Resumindo, não me custa nada ouvir uma mulher falar, até me dá prazer, e acho que apesar de tanto mulheres como homens terem coisas em comum na sua maneira de ser, as mulheres tanto para o bem como para o mal, depende para onde estão viradas em determinados dias, conseguem ter um ponto extra de interesse, uma centelha a mais de fascínio.

Por isso é que sempre tive o desejo de ter uma mulher a participar neste blog, e já tivemos por pouco tempo a participação da Sílvia, e inclusive um ou outro texto da Kate a ser publicado, mas nunca uma participação a sério, ousada, que demarcasse terreno, que fosse crítica, assumindo a sua importância neste espaço.

Desafio qualquer mulher, seja quem for, que tenha paciência para escrever de vez em quando num blog, que tenha ideias, conversas que não se importe de partilhar, desde o mais banal ao mais elaborado, seja músicas, fotos, seja o que quiser, desde que deixe o seu sinal de vida, e o seu toque feminino, a participar neste blog.

Qualquer mulher seja quem for, de que idade for, quem vocês quiserem, conhecida ou desconhecida, minha conhecida, vossa conhecida, uma, duas, três, se tiverem a ideia que só participam se puderem trazer uma amiga, força. Só precisam de me dizer quando querem fazer parte, e tudo o mais será feito por vós na mais pura das liberdades.

Fica lançado o desafio a todas as mulheres, e alguém vai responder, porque mais que tudo as mulheres não recuam perante os desafios.


O desafio está lançado, espalhem a palavra por toda a gente, por todas as mulheres corajosas que conheçam.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Organizar os desejos do passado de acordo com a necessidade do presente.

"Perdido à deriva na minha janela, olho para a rua, vislumbro a lua, e não penso nela.
Mais uma vez pensava em ti, que martírio, que castigo, que vil e cruel momento de prazer, pensar em ti, só em ti e nada mais.
Um sorrisinho doce que vejo em saudade, um cheiro harmonioso que de ti inala, movimentos traçados em pura beleza, que vaidade esta a minha de te vangloriar como parte dos meus sonhos.
Encostado ao parapeito da minha janela, deito a cabeça sobre os braços e suspiro, um suspiro cansado, gasto e usado em tantas outras vezes com o teu nome.
Escondo os olhos por baixo dos braços, estilhaça-me a alma, pouso o queixo na laje fria, penso em tudo que por ti faria.
Isto não é vida para mim, não é a vida que eu quero, mas é a vida que eu levo por não agarrar o que quero com medo de deixar escapar ao de leve por entre dedos, por fraqueza dos braços, por ilusão da alma, por grandeza do sonho.
Levo as mãos à cara, penso na dor, penso no medo, penso nos passos que vou dando, e quantos deles são um passo atrás, o desespero instala, o desejo aperta, a noite fica calma quando sorrio ao pensar no teu ar encoberto por uma aura tão linda como a tua.
Não acredito na minha satisfação saloia e simplista, e ao mesmo tempo tão apaixonada, tão regrada de mim mesmo, onde vou enunciando tudo o que em ti adoro.
Prendes-me ao de leve com breves laivos de ternura, com suaves momentos que se alongam no meu espírito que absorve-te e catalisa como química necessária para cada dia.
Respiro por mim, suspiro por ti, acordo por mim, sonho por ti, não te tenho e já partilho parte da minha existência contigo como quem se entrega nos braços de um anjo sem asas, um ser terreno digno de ser iluminado de forma especial, e assim enquanto andas para mim, mais anseio que não me passes ao lado.
Depois de pensar tudo isto levantei-me da cadeira e nem me lembrava que era cego.
Dei um passeio pelo parque e perguntei-me como era capaz de criar estes sonhos apenas por penitência de uma incapacidade que nunca foi minha."




Está quase a fazer um ano que escrevi este texto, afirmei que era ficcional embora estivesse coberto de sentimentos reais, desejos abertos, um verdadeiro ultimato às duas partes necessárias para viver um novo amor.

Passado um ano continuo nessa janela, continuo a suspirar por alguém que não lhe conheço o rosto, sem nome, mas que existe nesse mundo. Se este texto teve destinatário, musa, fonte detentora da verdade que me abalou o coração, hoje apagou-se a chama, num misto de desinteresse e esquecimento, culpa da minha inércia e vergonha, medo de ser magoado e acabar o sonho. Nunca cheguei a viver o sonho, e cheguei à conclusão que seria tarde para continuar a dar-lhe alento. Nunca me expus e assim corri o risco de perder o que não tinha, de ganhar uma nova solidão.

O desejo era forte, e o erro foi grosseiro, ganhou o calculismo do medo, num golpe certeiro passei a desacreditar na vontade que me rompia a alma, que lutava por um pôr do sol comum, por um beijo à chuva, pelas mãos dadas junto à areia a ouvir o mar.

Sei que um dia vou ouvir um nome, ver um rosto, sentir o perfume e o gosto da outra parte que catalisa o meu desejo, essa mulher que detêm os meus sonhos, anda por ai, mas não vou à procura sem que a neblina se levante, e o sol gentilmente lhe cubra a silhueta e os seus traços, como que uma luz a guiar um destroço a bom porto.

Até lá fico a observar a chuva a cair na minha pele.



The Decemberists - Sixteen Military Wives

Uma excelente banda, com uma sonoridade reconfortante e familiar, com um pequeno travo a anos 70 na mistura de sonoridades entre instrumentos característicos de diversos estilos musicais, é assim que soam os The Decemberists.

Uma musica que fica no ouvido, sendo talvez uma das músicas mais comerciais desta banda, onde se passa uma mensagem que para muita gente é verdade, e para outros é um efeito de uma moda anti EUA. Seja como for os próprios EUA não têm pejo em demonstrar o que a própria música evidência. É certamente um tema discutível, o que dá um bom conteúdo à música, não a tornando oca ou demasiado banal.

Eu pessoalmente gosto muito dos The Decemberists, são uma banda que misturam muito bem diversos estilos musicais sempre dentro de variantes do rock, ora são mais indie rock, outras mais dentro do rock progressivo, alguns toques de folk, e até podemos encontrar influências dos blues.
Só é pena que em seis ou sete anos de existência, não tenham ainda a divulgação merecida, para uma banda em que o talento é claramente superior ao reconhecimento.

Deixo-vos aqui uma amostra com a música Sixteen Military Wives.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

First band to act....Au Revoir Simone

Na sequência do post anterior, deixo aqui um vídeo de uma das bandas que havia mencionado.
E como sempre ouvi dizer em forma de boa educação que as senhoras devem passar primeiro, deixo aqui o vídeo do trio feminino Au Revoir Simone, com a música The Lucky One.



A dream of togetherness
Turned into a brighter mess
A faint sign my spoken best
Now, now

Make way for the simple hours
No finding the time its ours
A fate or it's a desire
I know

So I was the lycky one
Reading letters, not writing them
Taking pictures of anyone
I know

So let the sunshine
So let the sunshine
So let the sunshine let it come
To show us that tomorrow is eventual
We know it when the day is done