quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Fica lançado o desafio.
Maior parte das vezes são mais organizadas, e detêm uma outra sensibilidade para as coisas. Sempre tive fascínio em ouvir as mulheres a falar, tanto dos assuntos mais banais, como aqueles assuntos mais próprios das mulheres, todo um lado cor-de-rosa mesmo com a noção de que existem dias cinzentos.
Achando a mulher esteticamente mais bonita que o homem, também acho que as mulheres têm um lado quase místico, uma crença e apoio num positivismo muito próprio, e muitas vezes usado para analisar as situações.
Resumindo, não me custa nada ouvir uma mulher falar, até me dá prazer, e acho que apesar de tanto mulheres como homens terem coisas em comum na sua maneira de ser, as mulheres tanto para o bem como para o mal, depende para onde estão viradas em determinados dias, conseguem ter um ponto extra de interesse, uma centelha a mais de fascínio.
Por isso é que sempre tive o desejo de ter uma mulher a participar neste blog, e já tivemos por pouco tempo a participação da Sílvia, e inclusive um ou outro texto da Kate a ser publicado, mas nunca uma participação a sério, ousada, que demarcasse terreno, que fosse crítica, assumindo a sua importância neste espaço.
Desafio qualquer mulher, seja quem for, que tenha paciência para escrever de vez em quando num blog, que tenha ideias, conversas que não se importe de partilhar, desde o mais banal ao mais elaborado, seja músicas, fotos, seja o que quiser, desde que deixe o seu sinal de vida, e o seu toque feminino, a participar neste blog.
Qualquer mulher seja quem for, de que idade for, quem vocês quiserem, conhecida ou desconhecida, minha conhecida, vossa conhecida, uma, duas, três, se tiverem a ideia que só participam se puderem trazer uma amiga, força. Só precisam de me dizer quando querem fazer parte, e tudo o mais será feito por vós na mais pura das liberdades.
Fica lançado o desafio a todas as mulheres, e alguém vai responder, porque mais que tudo as mulheres não recuam perante os desafios.
O desafio está lançado, espalhem a palavra por toda a gente, por todas as mulheres corajosas que conheçam.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Organizar os desejos do passado de acordo com a necessidade do presente.
"Perdido à deriva na minha janela, olho para a rua, vislumbro a lua, e não penso nela.
Mais uma vez pensava em ti, que martírio, que castigo, que vil e cruel momento de prazer, pensar em ti, só em ti e nada mais.
Um sorrisinho doce que vejo em saudade, um cheiro harmonioso que de ti inala, movimentos traçados em pura beleza, que vaidade esta a minha de te vangloriar como parte dos meus sonhos.
Encostado ao parapeito da minha janela, deito a cabeça sobre os braços e suspiro, um suspiro cansado, gasto e usado em tantas outras vezes com o teu nome.
Escondo os olhos por baixo dos braços, estilhaça-me a alma, pouso o queixo na laje fria, penso em tudo que por ti faria.
Isto não é vida para mim, não é a vida que eu quero, mas é a vida que eu levo por não agarrar o que quero com medo de deixar escapar ao de leve por entre dedos, por fraqueza dos braços, por ilusão da alma, por grandeza do sonho.
Levo as mãos à cara, penso na dor, penso no medo, penso nos passos que vou dando, e quantos deles são um passo atrás, o desespero instala, o desejo aperta, a noite fica calma quando sorrio ao pensar no teu ar encoberto por uma aura tão linda como a tua.
Não acredito na minha satisfação saloia e simplista, e ao mesmo tempo tão apaixonada, tão regrada de mim mesmo, onde vou enunciando tudo o que em ti adoro.
Prendes-me ao de leve com breves laivos de ternura, com suaves momentos que se alongam no meu espírito que absorve-te e catalisa como química necessária para cada dia.
Respiro por mim, suspiro por ti, acordo por mim, sonho por ti, não te tenho e já partilho parte da minha existência contigo como quem se entrega nos braços de um anjo sem asas, um ser terreno digno de ser iluminado de forma especial, e assim enquanto andas para mim, mais anseio que não me passes ao lado.
Depois de pensar tudo isto levantei-me da cadeira e nem me lembrava que era cego.
Dei um passeio pelo parque e perguntei-me como era capaz de criar estes sonhos apenas por penitência de uma incapacidade que nunca foi minha."
Passado um ano continuo nessa janela, continuo a suspirar por alguém que não lhe conheço o rosto, sem nome, mas que existe nesse mundo. Se este texto teve destinatário, musa, fonte detentora da verdade que me abalou o coração, hoje apagou-se a chama, num misto de desinteresse e esquecimento, culpa da minha inércia e vergonha, medo de ser magoado e acabar o sonho. Nunca cheguei a viver o sonho, e cheguei à conclusão que seria tarde para continuar a dar-lhe alento. Nunca me expus e assim corri o risco de perder o que não tinha, de ganhar uma nova solidão.
O desejo era forte, e o erro foi grosseiro, ganhou o calculismo do medo, num golpe certeiro passei a desacreditar na vontade que me rompia a alma, que lutava por um pôr do sol comum, por um beijo à chuva, pelas mãos dadas junto à areia a ouvir o mar.
Sei que um dia vou ouvir um nome, ver um rosto, sentir o perfume e o gosto da outra parte que catalisa o meu desejo, essa mulher que detêm os meus sonhos, anda por ai, mas não vou à procura sem que a neblina se levante, e o sol gentilmente lhe cubra a silhueta e os seus traços, como que uma luz a guiar um destroço a bom porto.
The Decemberists - Sixteen Military Wives
Uma musica que fica no ouvido, sendo talvez uma das músicas mais comerciais desta banda, onde se passa uma mensagem que para muita gente é verdade, e para outros é um efeito de uma moda anti EUA. Seja como for os próprios EUA não têm pejo em demonstrar o que a própria música evidência. É certamente um tema discutível, o que dá um bom conteúdo à música, não a tornando oca ou demasiado banal.
Eu pessoalmente gosto muito dos The Decemberists, são uma banda que misturam muito bem diversos estilos musicais sempre dentro de variantes do rock, ora são mais indie rock, outras mais dentro do rock progressivo, alguns toques de folk, e até podemos encontrar influências dos blues.
Só é pena que em seis ou sete anos de existência, não tenham ainda a divulgação merecida, para uma banda em que o talento é claramente superior ao reconhecimento.
Deixo-vos aqui uma amostra com a música Sixteen Military Wives.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
First band to act....Au Revoir Simone
E como sempre ouvi dizer em forma de boa educação que as senhoras devem passar primeiro, deixo aqui o vídeo do trio feminino Au Revoir Simone, com a música The Lucky One.
A dream of togetherness
Turned into a brighter mess
A faint sign my spoken best
Now, now
Make way for the simple hours
No finding the time its ours
A fate or it's a desire
I know
So I was the lycky one
Reading letters, not writing them
Taking pictures of anyone
I know
So let the sunshine
So let the sunshine
So let the sunshine let it come
To show us that tomorrow is eventual
We know it when the day is done
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Quanto vale a dica musical?
Tal verdade não faz com que os restantes não possam saber uma coisinha ou outra de música.
Alguns são realmente versados em determinadas áreas. Se quiser música de dança e electrónica consulto o Miguel, se quero algo mais comercial falo com o Zica que arranja sempre umas preciosidades que já ninguém se lembrava. Quanto a mim, sou um polivalente. Se falamos de jazz, provavelmente sou o que mais aprecia e mais entende de jazz. Quanto aos oldies deixo mais com o Luís, mas também o acompanho tal como o Zica ou o Miguel.
Seja como for acho que sou o mais polivalente, o que não é necessariamente bom, apenas que dizer que o meu gosto abrange muito mais áreas que no caso das restantes pessoas, não ocorre.
Como sou conhecido por gostar de ouvir música, e andar sempre em busca de novas sonoridades, mesmo que já tenham alguns anos, não tiveram o devido impacto no nosso país, é frequente algumas pessoas pedirem-me para lhes apresentar novos sons, para aconselhar novas bandas a explorar, até por vezes pedem-me para escolher músicas de acordo com o estado de humor que estão naquele instante.
Nunca recuso um pedido, ainda por cima vindo dos amigos quando estes se lembram de ser educados na maneira como pedem.
Ainda hoje aconteceu-me algo do género, o Zica perguntou-me o que andava a ouvir, e pediu-me para lhe dar uns nomes de novas bandas para conhecer. Sabendo que o Zica é pessoa difícil de contentar e convencer, porque normalmente torce um bocado o nariz ao que é novo, e só acaba por gostar mais à frente pois tem o costume de ter de se desligar de um certo tipo de música para poder verdadeiramente apreciar outro estilo, decidi mandar uma data de nomes para o meio da mesa. Atenção disse que o Zica é difícil de contentar, e não fica convencido à primeira, tem os seus gostos definidos, o que não quer dizer que seja totalmente conservador no que respeita à música, nem perto disso, é alguém que se adapta a todo o tipo de músicas, mas leva o seu próprio tempo.
Dei uma lista ao Zica de bandas que poderia vir a conhecer e gostar, diversos estilos, e diversos autores dentro de um mesmo estilo. Muitos nomes são quase sinónimo de sonoridade, mas dentro da lista existe uma grande variedade de sons, aumentando a possibilidade de acertar em alguma banda que definitivamente lhe ganhe o gosto.
Sendo assim, e depois de reflectir, porque razão devo partilhar só quando me perguntam, ou pedem?
Deixo então aqui uma lista de bandas que tenho andado a ouvir, algumas que comecei a conhecer à uns meses atrás, outras bandas que já conheço desde os seus inícios de carreira.
Neste post deixo apenas uma lista, para explorarem, para procurarem no youtube, ou na Internet, de forma a ouvir uma música ou outra, não querendo promover a pirataria, sendo que de dia para dia, pretendo deixar um post com os vídeos, e músicas que encontrar no youtube.
Death Cab for Cuties - recomendo, e já são uma banda muito conhecida.
The Decemberists - uma excelente banda, com uma sonoridade diferente no indie-rock.
Neutral Milk Hotel - uma variante da música indie onde o Rock encontra o pop psicadélico.
The American Analog Set - uma sonoridade que posso de classificar como rock chill out.
The Magnetic Fields - onde o rock suave se encontra com o electro-pop formando boa música.
Rogue Wave - um rock eletrónico agradável com algumas semelhanças a Kasabian.
Ben Folds Five - uma banda que dispensa muitas apresentações visto ser bem conhecida.
Architecture in Helsinki - uma sonoridade alternativa, um electrónico bem conseguido e engraçado.
Brigth Eyes - Indie, soft rock, folk, tudo se encontra para formar uma sonoridade muito boa.
Howie Day - não precisa de muitas apresentações, mais um artista na gama de Five For Figthing.
Ben Kweller - um artista ao estilo de Jack Johnson, mas que mesmo assim consegue ter uma sonoriedade muito própria.
Of Montreal - Pop psicadélico muito bem arranjado, com uns tiques de Beatles modernos e mais eletrónicos.
Au Revoir Simone - três mulheres, teclados, electrónica penetrante e sensual.
Nada Surf - rock alternativo que já é bem conhecido por esse mundo fora, e com sonoridades entre Snow Patrol e Modest Mouse.
Amos Lee - embora com algumas parecenças de voz ao estilo de James Blunt (algo negativo), tem uma sonoridade idêntica a Teddy Geiger, David Gray, mas com um toque blues/jazz.
Ray LaMontagne - uma voz impressionante, cativante, quente, mas sem variar muito do estilo John Mayer, Jack Johnson.
Chris Rice - mais um cantor no mesmo patamar que Damien Rice e restantes, mas com um toque de Las Vegas.
Citizen Cope - R&B misturado com folk e uma pitada de reggae, uns Outlandish menos urbanos e mais dentro do folk.
Mates in State - uma banda que não é muito conhecida sem ser num meio muito próprio, mas que gostaria de descobrir melhor.
Saturday Looks Good to Me - uma banda simplesmente diferente, traços vincados de outros tempos.
Azure Ray - Não precisa que se diga muito, já com algum nome, é um estandarte do rock artístico.
Cursive - daquelas bandas que tem qualquer coisa, mas não me convenceu por completo, talvez pela mistura do Indie com punk.
The Faint - pop electrónico no seu estado puro, com uma sonoridade que agrada de certeza a qualquer apreciador deste estilo musical.
The Postal Service - para muitos é uma banda Emo, sendo dos meus primeiros contactos a sério com este género musical e cultural, embora eu os tivesse apelidado como uma banda de pop rock electrónico.
E por agora acho que chega, já têm com que se entreter, e muito que pesquisar.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Uncle Sam needs just one of you.
Tudo se divide entre Republicanos e Democratas, sendo que de ano para ano os candidatos independentes ganham mais força, mas serão sempre relativamente insignificantes sem o apoio de um destes dois partidos. No lado dos Republicanos temos o Mitt Romney e John McCain. Do lado dos Democratas temos Hilary Clinton e Barack Obama.
Os jornalistas americanos tendem a apostar em Barack Obama, existe um medo generalizado por parte do sector económico que possa ser Hilary Clinton a ganhar.
A verdade é que Hilary Clinton tem feito os seus estragos, e dos sete estados das eleições primárias em que já ocorreram votações, Hilary Clinton ganhou quatro em sete. Barack Obama parece estar cada vez mais a perder terreno, embora seja verdade que os estados mais favoráveis para Barack Obama ainda estejam para vir.
Do lado dos Republicanos a disputa tem sido taco a taco entre Mitt Romney e John McCain, dividindo entre si três estados para cada um dos sete a que foram a votação, sendo que Mike Huckabee ganhou no estado do Iowa, sendo provável que só volte a ter uma grande vitória no Arkansas. Segundo a imprensa americana o grande candidato Republicano será John McCain, Mitt Romney começa a perder as suas forças e credibilidade entre os apoiantes republicanos.
O mais curioso é que tanto Mitt Romney, como John McCain, não são muito bem vistos pelas alas mais conservadoras dos republicanos.
Até agora em quase todas as campanhas subsistem os assuntos da imigração, da segurança e guerra no Iraque, a redução de impostos ou não, nomeadamente no sector da industria, pouco mais.
Seria de esperar que focassem mais o lado económico, mas por mais curioso que pareça, tal matéria é sempre tratada de maneira muito superficial. São capazes de abordar mais a fundo a matéria do aborto, do casamento entre homossexuais, a prisão de Guantanamo, do que as medidas económicas a tomar.
Apesar de já ter esta ideia, cada vez fico mais ciente que o governo dos EUA de uns anos para cá, e talvez por permitir ser demasiadamente influenciado pelos diversos grupos de interesses, já praticamente tem pouco a dizer quanto à economia dos EUA, pois esta é gerida na sua maioria pelos grupos de interesse, que deixaram de ser um cluster de influências para passar a ter um papel de decisão e tomada de posições quanto aos rumos da economia.
Nenhum dos candidatos tem dado a devida atenção às relações internacionais ao nível económico, muito se fala do dinheiro que vai custar a brincadeira no Iraque, mas nada se diz sobre parcerias ou investimentos económicos com o estrangeiro.
Numa altura em que cada vez mais é admitido e afirmado pelos economistas americanos que a economia americana e a economia europeia são reféns uma da outra, seria de esperar um pouco mais de interesse em esclarecer essa matéria.
Sem esses pontos em foco, as eleições começam a ganhar semelhanças com um enorme circo para entretenimento dos media e de quem deles se alimenta.
Um pouco mais à parte, gostaria de saber a vossa opinião sobre o possível vencedor, os porquês da vossa escolha, e o que esperam do vosso candidato favorito.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Literalmente é meter a mão ao bolso, e ficar quieto.
A parte penosa como é óbvio não é encontrar um mundo cheio de novos brinquedos, os brinquedos da minha idade. A Fnac está para a minha idade como o Toys'R'Us está para um miudo com menos de 10 anos. O que custa mesmo são os preços.
Esta terça-feira de Carnaval, dei um pulo à Fnac do Chiado com o Miguel e o Luís para dar uma olhadela nas novidades. Este ano ainda não tinha ido à Fnac. Mais de um mês sem ir à Fnac, quase parece absurdo, e de certo que serei alvo de chacota de muita gente.
Entrei, olhei para as novidades na parte dos livros, e não difere muito das novidades da Bertrand onde tinha estado na semana anterior um bom bocado à procura de uns clássicos de romancistas americanos, e onde acabei por ver um livro engraçado de Cocktails à volta do mundo, e nem era muito caro, mas mesmo assim não valia o meu dinheiro. Ia com um disco em mente, e um dvd musical também, além de me ter lembrado que tinha de actualizar a minha legislação de fiscal, pelo que comprei uma nova que ainda não está completamente actualizada. É a vida que havemos de fazer.
De repente comecei a reparar com o Luís nos preços de alguns filmes de cinema de autor. Pelo preço parece cinema Gourmet, por exemplo, Inland Empire do David Lynch, só que é uma edição especial de coleccionador porque temos de gramar com uma entrevista do Rui Pedro Tendinha.
O preço verde deste menino era por volta dos 23€. Como diria Al Pacino..."Boo-Ya".
Outro que gostei de ver o preço foi o Fanny and Alexander da autoria de Ingmar Bergman, com o preço a rondar 33€, mais 10€ que o anterior. O Fanny and Alexander em dvd na Fnac custa por volta de 33€. Mais uma vez..."Boo-Ya". Mais vale ir buscar o velhinho VHS.
Depois ainda fui dar uma olhadela nas séries televisivas, um abuso, um verdadeiro crime, não só pelo preço de muitas delas, mas por séries como Charmed estarem disponíveis para o público, que mau gosto, e um mau gosto caro, porque uma temporada dessa bela série custava 85€.
Ainda estou para entender porque é que os livros estão sujeitos a 5% de Iva e os dvds e discos estão sujeitos a 21%. Porque um livro sobre os signos é um símbolo cultural dos nossos tempos e um disco com música de Richard Wagner é tudo menos cultura? Um filme, mesmo que não seja cinema de autor, nem mesmo um documentário, um simples filme, não é um elemento cultural?
Então porque razão em Portugal os livros estão sujeitos a 5% de Iva, e os dvds e discos estão sujeitos a 21%? Na França e Espanha todos estes elementos estão sujeitos a uma taxa de Iva de 5%.
E nem é só por ai, é que o preço que a Fnac pratica por filmes e discos que tem em stock e não os consegue aviar, não é preço de amigo de certeza. Não estou a ver muita gente a comprar o Death Wish com o Charles Bronson ou o Out for Justice do Steven Seagal ao preço que lá praticam.
Resumindo, hoje em dia o entertenimento está caro, a cultura nem se fala.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
O Júdice não gosta dos Caretos.
Depois de rever mais do que uma vez os seus recentes comentários e acutilantes observações pejadas de uma inabalável crença em que tem razão no que diz, este distinto cidadão afastado do mundo político de uns anos para cá, teve uma intervenção que me deixou estupefacto.
Achei interessante a sua análise aos anteriores e posteriores Bastonários, o anterior seguia as minhas ideologias, e não eu as dele, o meu sucessor foi absolutamente irrelevante no cumprimento dos deveres de Bastonário e nos objectivos formais da Ordem como ainda foi uma nulidade na busca dos objectivos materiais da prossecução das máximas da justiça e moral. Em parte até concordo no que diz respeito ao sucessor. E por fim faz a sua análise inchada com argumento de autoridade, deste legítimo defensor do que deve ser um Bastonário, quase como que a dizer, isso do Bastonário fui eu que inventei.
Antes de mais nada quero deixar claro que sempre tive uma opinião sobre Marinho e Pinto, porque sim eu também sou opinativo quando quero.
O actual Bastonário da Ordem dos Advogados, é uma pessoa que me causa um misto de ideias por vezes contraditórias. Partilho da opinião de muita gente que tenho ouvido, é sem dúvida um homem terra a terra, que se consegue ver no meio do povo, e até quem sabe ser o povo.
Uma espécie de Carvalho da Silva com uns palmos de testa, e com noção do que está a dizer, sem medo de apontar o dedo mesmo sabendo que é feio, diz o que se supõem muitas vezes ser a verdade que ninguém expõem ao claro, levanta as suspeitas que todos fazemos no dia a dia sobre a corrupção e a forma de funcionar deste país. Basicamente se formos interrogar um cidadão comum, o que Marinho e Pinto faz é dizer o que todos sabem, mas não falam.
Quanto a isso não tenho nada contra a pessoas que sejam terra a terra e se sintam próximos do cidadão comum, até é de louvar e quase refrescante que alguém com algumas verdadeiras responsabilidades neste país se sinta capaz de aproximar-se do povo e constatar que algo está mal em certas áreas da justiça. Eu como cidadão comum quase que fico agradecido por não serem ignoradas as dúvidas e suspeitas que partilho com milhões de outros cidadãos como eu, pelas entidade com algum poder de as questionar publicamente, fazendo alguma pressão para que algo mude.
Seja como for apesar de achar que Marinho e Pinto fez parte do seu papel, para além das formalidades de Bastonário, eu pessoalmente tenho em mim a convicção de que o deveria ter feito de maneira mais subtil, bem mais subtil que o Manuel Subtil, e muito mais subtil que o Bernardino Soares. Devia lançar as dúvidas, dizer que as conhece, pegar nas suspeitas e encontrar a verdade, e fazer alguma pressão para que se tomem medidas, como se estivesse a dizer, estou a vigiar-vos e é bom que se mexam. Apontar o dedo acusador é menos subtil e pode ser alvo de criticas como veio a ser o caso.
O Dr. José Miguel Júdice, foi um dos críticos a essa tomada de atitude. Na entrevista que deu disse que Marinho Pinto era inteligente, "populacho", forte, gordo, demagogo, que levantava acusações infundadas, que era como o Mussolini ou o Hugo Chavez, que não tinha a voz de cana rachada do Louçã, que o dever do Bastonário não é falar ou envolver-se na política, e que não gostava dele.
Para ficarmos desde logo esclarecidos, não existe um curso no ensino especificamente para nos tornar-mos políticos, temos cursos que são mais propensos, e têm maior ligação com o universo político, como o curso de ciência política, direito, e mais um ou outro. Se o Bastonário da Ordem dos Médicos se envolve na política, como representante de uma ordem profissional, mais sentido faz que o Bastonário da Ordem dos Advogados o possa fazer, até porque o direito, as leis, a política estão naturalmente ligadas, dai existirem legisladores e tudo, mas se calhar em vez de leis deveríamos fazer implantes e cirurgia estética a torto e direito nesse nosso mundo político.
Continuando, denominar Marinho Pinto como inteligente e forte não compensa o facto de ter dito que era também um demagogo que levanta acusações infundadas, sem presumir a inocência das partes que acusa, que apenas o faz para cair nas graças do povo, sem sequer ser magro e mesmo assim pretender ser como o esbelto Hugo Chavez.
Evidências à parte quanto à estrutura física do homem, acho que ser comparado a Mussolini ou Hugo Chavez é ainda em Portugal algo ofensivo. Acho que o Mussolini não era muito popular no seio das suas gentes, quer dizer não no sentido que se pretende, e o Marinho Pinto não é nem de perto nem de longe capaz de se tornar num Hugo Chavez.
Com tudo isto dá claramente para retirar algumas premissas. José Miguel Júdice está nervoso, tanto tempo ausente da política por opção e sem deixar saudades, e agora vem politicar e falar de politiquices. Com que autoridade? O Bastonário da Ordem dos Advogados não pode falar de política, mas o cidadão Júdice pode falar porque não desempenha um cargo que este acha que devia imiscuir-se de opiniões políticas? Sinceramente não vejo razão nenhuma para que o Bastonário não possa envolver a política ao de leve, se isso ajudar a cumprir os objectivos formais e materiais do seu cargo. Marinho e Pinto apenas apontou alguns problemas que todos sabemos existir e aos quais se mostra alguma inércia
Preocupa a José Miguel Júdice que Marinho e Pinto se venha a candidatar ao cargo de Presidente da República, ficou claramente nervoso, mas a razão é que não entendo. Estaria Júdice a pensar fazer o mesmo percurso? Não faria sentido estando tanto tempo ausente do mundo político. É pelo facto de Marinho e Pinto ser um homem do povo e logo apontado como a grande ameaça da esquerda política que incomoda José Miguel Júdice? Segundo mentes mais entendidas nestas lides, José Miguel Júdice é mais papista que Paulo Portas. Não sei se é mais devoto que este, mas está mais à direita que Paulo Portas. Será que Marinho e Pinto incomodou algum amigo de José Miguel Júdice?
Sinceramente não sei. Sei é que muito tempo sem observar grandes participações de José Miguel Júdice nos media, vem este agora aparentando grande irritação e mostrando-se incomodado com o papel desempenhado por Marinho e Pinto enquanto Bastonário da Ordem dos Advogados.
Parece quase aqueles meninos que não deixa mais ninguém brincar com certo brinquedo, porque tem a mania que só ele é que sabe como se faz.
Em jeito de balanço final, achei que as declarações de Marinho e Pinto não foram nada subtis, mas as de José Miguel Júdice foram bem piores nessa matéria. Talvez impulsionadas por uma clara irritação, talvez porque caiu num claro mau gosto no modo como falou de Marinho e Pinto, sem grande classe e com um claro intuito de atingir a imagem de Marinho e Pinto a todo o custo, de fazer com que fiquem desacreditadas as palavras de Marinho e Pinto através de "insultos" quase a roçar o estilo oratório de Joe Berardo sem a aparente iliteracia.
Acho que José Miguel Júdice esteve mal, pareceu e soou mal, além de que não foi na altura mais oportuna nem com o sentido mais conveniente.
Eu já adivinhava que Marinho e Pinto iria pagar a falta de subtilidade com ataques e criticas, mas nunca pensei que usurpassem as criticas mal construídas e de mau gosto ao Joe Berardo.
Só espero que o Louçã se mostre homenzinho suficiente para não utilizar uma expressão do tipo "coçado como o Júdice" na Assembleia da República quando se dirigir para atacar alguém.
Boa, Boa, Boa é a Ivete Sangalo.
Não tenho grande coisa contra os adultos que andam disfarçados na rua de gatinhos ou de pijama, homens vestidos de mulheres ou mesmo só de fraldas, e mulheres disfarçadas de galinhas ou apenas com um saco do lixo na cabeça. Realmente o que tenho contra isso é o facto de achar ridículo e não me apanharem a conviver socialmente com essas pessoas nessas situações, ou até mesmo ocasionalmente.
Gosto de ver a felicidade das pessoas, acho piada a uns desfiles ao estilo brasileiro, uma festa na rua com um sambinha ou música animada, muita festa e alegria, comida, bebida, sexo seguro com amor ou sem carinho. Como disse gosto, mas não vibro com esta época, porque acho que é uma coisa mais importante para a criançada.
Agora sinceramente discriminar uma pessoa honesta e integra como o Luís só porque não se quis disfarçar como um dos membros dos Village People? Achincalhar o rapaz e faze-lo pensar que era um ser humano com problemas de sociabilidade só porque não se quis disfarçar de gatinho ou de padre a usar fraldas, tenham vergonha seus bandalhos carnavalescos.
Eu sei o que o Luís sofre, eu venho de uma terra com um costume que nunca entendi, a existência de uma noite dos travestis. Nunca participei em tal costume, porque sinceramente não aprecio e acho relativamente estúpido e bastante violento. Acreditem. Eu já vi o meu irmão disfarçado de mulher e é algo que nos faz perder toda a fé em vir a ter sobrinhos que gostem de filmes do Tarantino, até porque a visão que tive do meu irmão naquele momento foi o Tootsie realizado pelo Tarantino sob o efeito de anfetaminas.
Acreditem que não é homofobia ou qualquer coisa do género, apenas aprecio o burlesco e o bizarro no mundo da arte, a partir do momento que o bizarro e o burlesco passa para a rua e para os bares onde descansado iria beber uma cerveja, deixo de achar piada. Homens vestidos de mulheres dá azo a que se arranjem desculpas para se apalparem e mostrarem afectos uns pelos outros, quiçá até se beijarem. Além de ser roto, é vergonhoso porque é feito sem sinceridade, sempre envolvido numa cápsula de desculpabilidade recheada pelo álcool e o facto de estarem vestidos de mulheres.
Seja como for as pessoas deveriam compreender que certas pessoas não são entusiasticamente admiradores do Carnaval, aliás até preferem nada ter com tal festa, e não é por isso que serão pessoas anti sociais ou com mania que são finos, adultos, ou diferentes.
Eu também gosto muito do Boxing Day celebrado no Reino Unido, principalmente porque existe futebol no dia 26 de Dezembro mesmo em cima do Natal, e ficar mais do que duas semanas sem poder ver um jogo de futebol é algo que me deixa com tremores. Apesar de ser grande adepto do Boxing Day não obrigo as pessoas a verem os jogos da Liga Inglesa comigo, nem os chamo de palonços se não se dignam a buscar uma cerveja e ver 20 minutos de futebol em plena quadra natalícia.
São gostos, feitios, preferências, e em nada uma questão de idades, atitudes ou classes sociais.
Não me ofereçam fatos do Noddy para vestir no Carnaval, porque o mais provável é que apenas o use para limpar os vómitos se voltar a ver algum membro masculino da família vestido de mulher. Atenção digo isto sem qualquer intenção homofóbica ou discriminatória, é apenas porque os homens da minha família são gente rude e que não dignificam em nada a beleza das mulheres na minha família, dai provocando o refluxo estomacal.
Capisce?
quarta-feira, janeiro 30, 2008
One Republic - Come Home (livre de Timbalands)
[Verse 1]
Hello, world, hope you're listening
Forgive me if I`m young or speaking out of turn
But there`s someone that I`ve been missin'
And I think that they could be the better half of me
They`re in the wrong place, tryin' to make it right
And I`m tired of justifying, so I say to you...
[Chorus]
"Come home, come home
'Cause I`ve been waiting for ya, for so long, for so long
And right now there's a war between the vanities
But all I see is you and me
The fight for you is all I`ve ever known
So come home"
[Verse 2]
I get lost in the beauty
Of everything I see, the world ain`t half as bad as they paint it to be
If all the sons, all the daughters, stop to take it in
Hopefully, the hate subsides, and the love can begin
It might start now, or maybe I`m just dreamin' out loud, but until then
[Chorus]
"Come home, come home
'Cause I`ve been waiting for ya, for so long, for so long
And right now there's a war between the vanities
But all I see is you and me
The fight for you is all I`ve ever known (ever known)
So come home"
[Interlude]
Everything I can`t be, is everything you should be
And that`s why I need you here
Everything i can`t be, is everything you should be
And that`s why I need you here
So hear this now
[Chorus]
"Come home, come home
'Cause I`ve been waiting for ya, for so long, for so long
And right now there's a war between the vanities
But all I see is you and me
The fight for you is all I`ve ever known (ever known)
So come home
Come Home"
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Viagens de sonho.
Numa típica conversa deste estilo, acabam sempre por nos perguntar quais os nossos sonhos, quais os nossos gostos, qual o melhor filme que já vimos, qual o melhor livro que já lemos, qual a melhor música de todas, etc, e como é normal de todas as vezes que me questionam nestes modo, respondo sempre com um top 7, de quase tudo faço um top 7.
Recentemente perguntaram-me quais os países deste mundo que gostaria de visitar. Por mim diria quase todos, alguns não faço muita questão, outros adorava e seriam um sonho realizado.
Mais uma vez peguei no meu top 7 de países que gostava de visitar e experimentar a sua cultura, ou seja implica pelo menos uns meses de estadia, e assim desvendei o meu top 7 de países que gostaria de visitar, viver, fotografar, e escrever sobre.
Todos estes países têm culturas que admiro, e com que sonho um dia poder experimentar nem que seja só um pequeno travo.
De modo aleatório passo a designar os 7 países e uma imagem das muitas que tenho sobre cada um deles.




terça-feira, janeiro 15, 2008
Velhas fotos novas palavras.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Beleza perdida na rua das putas.
Tundra do silêncio entre gentes que se perdem e jamais se encontram apenas no olhar de quem procura.
Noite de breu onde o frio recorta silhuetas sem sombras, onde o brilho se faz pelos olhos felinos dos amantes espalhados nessa rua batida por passos sem rumo.
Mãos que desapertam a roupa enquanto outras apertam a carne de quem desejam, o beijo no corpo e o entrelaçar das línguas, o ofegante riso de quem espera prazer muito em breve.
Paredes caiadas de gente encostada ao cimento e tijolo onde se apoiam os desejos carnais de toda aquela gente que se envolve em brutos embates.
Sem beijos ou afagos, matam-se as fomes de anseio por um gozo barato, mas não gratuito. Perna alçada e calça no chão, sem suspiros ou sinais de paixão, é acalmado o sedento sentido de deleito carnal.
Gemidos ao de leve não irrompem o forte silêncio de uma clandestinidade descoberta, num ar que se desperta carregado de cheiro a tabaco e álcool que afoga a necessidade de calar a consciência.
Lábios que percorrem o corpo e nunca se tocam, olhares que não se cruzam quando os corpos se penetram, mãos frias que agarram sem carinho.
Não é lugar para a paixão, é um sítio onde se satisfazem as vontades básicas sem delícia, um amor comercial como tudo mais o que os acompanha.
Começa a chover levemente, não é o suficiente para lavar a rua dos seus pecados, e os pecados daquelas gentes que se consomem em fogo no meio da calçada da libido.
Não se trocam conversas, bocas cheias embora mudas, sem nada que dizer. Parcos gemidos e suaves esbaforidos de prazer, o roçar dos corpos e demais toques, a chuva que cai, de resto tudo o mais era silêncio.
No meio de todo aquele ambiente onde as almas burlescamente eram símbolos mórbidos e ausentes, debaixo de uma das únicas luzes que funcionavam naquela rua estava sozinha uma rapariga com ar de anjo perdido nos gritos e suplícios de almas perdidas em dor.
A chuva que lhe cai no rosto não deixa perceber se ali se agregavam lágrimas, naquele lindo rosto triste e distante, dava a entender que não pertencia aquele lugar.
De pele morena e lábios ruborizados por um fogo que lhe vem da alma, ao contrário das outras não tinha um olhar vazio, tinha um olhar perdido, totalmente confiante que não deveria fazer parte daquele meio.
A tremer ligeiramente com o frio, procurava qualquer coisa na sua bolsa, talvez cigarros ou o isqueiro. Tirou de lá um espelho, mas talvez já muito fustigada pelo cansaço daquela vida e pelos tremores deixou-o cair no chão, e levou as mãos ao rosto.
Quando se preparava para o levantar do chão molhado e frio, viu uma mão a apanhar o espelho.
Apanhei aquele espelho e dei-lho com um sorriso tímido e gesto brando.
O seu rosto não mudou como esperava, não vislumbrava o mais ténue sorriso, só denotei espanto num rosto ainda mais apreensivo, e da sua boca nem um sopro quanto mais uma palavra.
Voltei a sorrir-lhe e com um leve aceno de cabeça virei costas e voltei a apresar o meu rumo.
Por algum motivo parei, devolvi ao passado os dois ou três passos que tinha dado, voltei-me para a rapariga e disse-lhe.
- Não procures o teu reflexo no espelho, porque não o têm os anjos. Nem tão mais precisam de admirar a sua beleza que dentro do seu ser é tão certa de existir.
- Se te aflige a dúvida de onde é o teu lugar neste mundo, uma coisa tens por certa, não é definitivamente nesta rua.
Acabado o que por impulso tinha de dizer, sorri e voltei a seguir o meu caminho.
- Obrigado. - disse ela.
E num ligeiro olhar por cima do ombro vi que lhe tinha arrancado um sorriso, um dos únicos que tinham sido dados e sentidos naquela rua, onde tinha sempre andado esquecida a mais singela amostra de felicidade.
No dia seguinte como rotina mansa de regresso a casa e por obrigação geográfica, tornei a passar naquela rua. Mais uma vez, e como era costume, avançava a passo célere e a fitar o chão, e num relance oculto tentava dar pela presença da rapariga da outra noite.
Não a vi por lá, nem por ali perto. Não naquela noite nem nas muitas outras que se seguiram.
Assim compreendi que algo no mundo mudou não porque eu falei, mas porque alguém me ouviu.
A story about you.
Step by step gently awakening the spirits of her heart, she walked towards the door trying to eavesdrop a whisper from the other room.
A scream, the cold wind blowing, a tumbling tear of blood, all in the fog of a dark night in a mysterious room.
She opens the door and rush into the other room. There's nothing in that room.
No woman screaming, the windows are closed, the only noise is the one coming from the screeching floor.
Was it just imagination? Maybe it was her wish for adventure that laid a trick on the mind.
It's the emptiness of the house that frightens her. She misses the screaming, the smell of blood, the cold shivers on her neck every time someone was killed in that room she never stepped on.
That was her father workplace, but now the war is over, there's no more pain to be delivered, no more names to be forgotten, no more screams begging God for help.
There’s an absolute silence, a forced solitude, all because she drags the name of her father and all the hate carried with it.
She’s the last victim of her father’s atrocities, all of the guilt comes upon her fragile being, all the fingers are pointed to her, and she will never be able to scrub away the acts of that monster. She loved him. She loved him no matter what. She’s proud of him, of his efforts in war, in the name of a proud nation no more to be.
There’s no heritage in remorse, she has no shame on the events of the past, and the guilty ones didn’t lived in that house.
She gagged her mouth and screamed all night, auto-inflicting pain in her flesh.
The addiction in pain could be found in an impressive number of everyday actions.
Even the most sacred and beautiful earthly emotions and actions, like love for example, could be a delightful feast for the pain to feed on.
No man could judge her. Everyone is entitled to suffer, to experience pain. Usually no one wants to suffer, but those that will savour agony, have the right to do it so.
Let a poor man suffer if that’s his wish, but if it’s not a wish, just a mere life imposing due to the way our world works, help that man. Help him on the simplest means you can, even a smile can be a treasure for the ones that seek a less troubled kingdom.
sábado, dezembro 22, 2007
De mim para vós.
Claro que se houver por alguma altura escassez como no tempo da Lei Seca nos EUA, temos sempre o bar na cave, e as infinitas reservas.
Para quem me lê quero deixar claro que isto não é uma casa de ébrios degenerados, que passam o Natal cada um agarrado ao seu copo numa mão e garrafa na outra. Para pura verdade maioria bebe como verdadeiros monges, só para provar e de modo recreativo, talvez só eu e mais alguma companhia, é que tornamos o álcool num elixir de boa disposição, eliminando o stress e dando largas à boa disposição e à piadinha rápida e rasteira que consegue deixar todos bem dispostos.
A partir de amanhã venho cá deixar pequenos relatos do que se vai passando no dia a dia cá em casa, existe sempre algum momento engraçado para contar, e todos vós gosta um pouco de vida alheia. Misturem uma escrita em que se junte a narrativa de um Sexo e a Cidade, com um pouco da mestria de um Homero e de certeza que encontram algo que vos interesse. No mínimo que achem graça, e sempre é algo diferente, uma novidade, expor-vos a vós agraciados leitores com o meu lado mais pessoal, com o meu dia a dia, com a louca viagem que é viver na época natalícia, numa casa cheia de gente.
Mais novidades e surpresas aguardam-se, e não deixem de passar por aqui e escrever nos comentários as vossas experiências e partilhar os vossos momentos do dia a dia.
Um Feliz e Santo Natal para todos vós, não deixem de experimentar os licores e ganhar novos humores.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Previsão do tempo em Lisboa para os próximos dias.
Durante o resto da semana até domingo dia 9, teremos uma ligeira subida da temperatura máxima até aos 19ºc acompanhada de uma descida durante a próxima semana da temperatura mínima a rondar os 11ºc. Teremos nestes próximos dias o céu nublado, com a humidade sempre na casa dos 90%, não estando prevista a ocorrência de aguaceiros.
Durante a próxima semana deverão manter-se as temperaturas entre os 18ºc de máxima e os 11ºc de mínima. Teremos uma humidade sempre por volta dos 90%, com a neblina a alternar entre as manhãs e as tardes, voltando a partir de quarta-feira dia 12 ao céu nublado e encoberto, embora sem grande previsibilidade de aguaceiros.
Tornei a fazê-lo.
Frases cortadas a meio, palavras desencontradas, desencaixados os termos, os sentidos, o sujeito o predicado e o verbo. Um conjunto de palavras debitadas num código Morse incapacitado, de difícil compreensão, e com uma lógica coberta em mistério, ou talvez nem existente.
Acusei a outra pessoa de ser como eu. E com este post consegui outra vez repetir uma existência sem sentido.
Sem motivo para tal.
Pareço porque talvez seja essa a minha vida.
Deixei crescer a barba por completo, para variar, ou por comodidade, ou por estar farto de meios termos, talvez tenha sido isso. Sinceramente não sei, nem interessa muito, ou talvez interesse tanto como um poema em que o poeta descreve a articulação da sua mão que labuta na escrita frenética e descontrolada massacrando o papel.
Nem sei porque motivo é que mencionei a minha barba. Talvez a devesse ter feito hoje, mas achei que merecia mais uns dias, até ao extremo ponto de sentir necessidade de a fazer, de mudar, de iniciar um novo rumo capilar.
Por vezes a vida é tão chata, com coisas tão aborrecidas e maçadoras, e embora seja de um desinteresse incomensurável, quase todos os pequenos momentos de tempo e espaço que temos na vida, podem ser narrados.
Ironia para quem escreve, e para quem lê, tanto ou mais para quem vive sem saber o quê.

