quarta-feira, agosto 15, 2007
Jogar à apanhada com beijos.
Com as costas contra a parede e as tuas mãos a agarrarem-me nos colarinhos da camisa, sinto a tua respiração a aquecer a minha língua, sinto os teus olhos a cravarem-se nos meus, sinto as tuas unhas a arar a minha nuca.O desejo é intenso, as luzes faíscam, o vento tenta arrombar as janelas, as árvores dançam desvairadamente lá fora, o sol ilumina embriagadamente a sala que se fecha sobre nós. Alimento os meus sentidos com pedaços de ti, sinto o teu pescoço, acaricio as tuas costas até ir ao encontro das tuas coxas, cheiro o teu cabelo e desmaio.Em espirais violetas e douradas, num elipse ruidoso, deixo-me levar pela tua boca de ópio, pelo teu suspirar melodioso que tanto me encanta, pelas tuas mãos a divagar pelo meu corpo. Que experiência esta de desejar-te de um modo tão imprudente, desafiando a lógica de quem não se quer magoar.Sopras-me ao ouvido e trincas-me as maçãs do rosto, sinto as tuas unhas cravadas no meu peito e as tuas coxas a apertarem-me a cintura, trinco-te o queixo e agarro nos teus seios.Os nossos corpos contorcem-se em danças frenéticas de prazer, tudo à nossa volta parece que implode, o desejo cria um campo que magnetiza a energia que paira à solta, os corpos reagem um com o outro e dá-se a liberalização dos sentidos que são elevados a um nível que a física e mecânica não explicam.Trinca-me os dedos, eu sorvo-te os ombros, sente-me a mim e deixa-me sentir-te a ti.Dás-me um beijo extasiante que provoca uma onda de impacto onde os nossos corações ganham novo ritmo. Ainda a recuperar daquele beijo sinto-te a empurrar a minha cabeça para trás, afastas-te de mim à pressa, pegas na tua mala e começas a ir embora.Incrédulo e ainda abalado com toda aquela cortina de desejo que se encontra no ar, questiono-te a razão daquele abandono repentino. Sorris para mim piscando o olho, prometendo que serás minha com esse olhar, começaste um jogo que agora tenho de ganhar.
segunda-feira, agosto 13, 2007
Adolescente embriagado mata de pânico 300 galinhas.
Trezentas galinhas morreram de pânico quando um adolescente embriagado embateu a sua carrinha contra o galinheiro, divulgou a polícia de Kassel, na Alemanha.
«Aparentemente, algumas das galinhas estavam tão desesperadas para fugir que chocaram contra as paredes e morreram», afirmou o porta-voz da polícia de Kassel. «Outras morreram de ataque de coração».
O adolescente, de 17 anos e natural da cidade, embateu contra o galinheiro enquanto conduzia uma carrinha sob o efeito do álcool. O jovem já foi detido.
O aviário continha cerca de 1000 pássaros.
O franchising Kentucky Fried Chicken ofereceu-se desde logo para realizar todo o processo fúnebre das galinhas através da cremação e posterior buffet oferecido a todos os familiares das vítimas.
«Aparentemente, algumas das galinhas estavam tão desesperadas para fugir que chocaram contra as paredes e morreram», afirmou o porta-voz da polícia de Kassel. «Outras morreram de ataque de coração».
O adolescente, de 17 anos e natural da cidade, embateu contra o galinheiro enquanto conduzia uma carrinha sob o efeito do álcool. O jovem já foi detido.
O aviário continha cerca de 1000 pássaros.
O franchising Kentucky Fried Chicken ofereceu-se desde logo para realizar todo o processo fúnebre das galinhas através da cremação e posterior buffet oferecido a todos os familiares das vítimas.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Dos elementos da natureza, quero-te a ti.
Nesse teu corpo queimado onde escorre a mescla de água e sal que tão atractivamente brilha à luz do sol que nos aquece o corpo, encontro a contemplação normal de quem deseja.
Mesmo por detrás dos teus óculos de sol consigo ver esse olhar tão terno numa cara carregada de seriedade. Vejo espelhado nessa venda de vidro o meu sorriso, truque de recurso para te fazer sorrir, visto que as carícias que te faço sobre a pele dos teus ombros parecem deixar-te apenas pensativa.
Ver o teu sorriso ao sol, beijar a ouvir o mar, que fusão de deliciosos pecados vulgares, que sensação esta de poder viver em simultâneo tão aprazíveis ensejos.
Dei um jeito no teu cabelo, empurrei-o para trás da orelha desnudando-te o pescoço, tornando-o vulnerável aos meus impetuosos impulsos de o querer beijar, de o querer cheirar, de o querer sentir com as faces dos meus lábios corados e quentes do sol.
Como é bom provar o sal desse teu corpo, que festim divinal, pura arte para os sentidos extasiados com a mais bela musa que imaginei.
Sei que a minha barba faz-te cócegas quando a passo pelo teu ventre, mas não resisto ouvir-te rir, não resisto sentir aquele contorcer do corpo em prazer, o mais genérico possível ao contorcer orgásmico, e de imediato sentir as tuas mãos coladas no meu rosto pedindo tréguas com um sorriso e prometendo um beijo para que me comporte.
Vendo-me facilmente aos teus encantos e para maior dos espantos é que tudo o resto se compadece, podias negar-me o beijo prometido e ficaria satisfeito com o teu sorriso feliz, inocentemente entrego-me a ti, de alma e coração com tudo o resto, e que sagaz conclusão não é para mim, ver-me conquistado com um simples gesto.
Deitados na toalha encostei a minha cabeça ao teu peito, fiquei a olhar o mar e o sol, a ouvir as ondas e o pulsar do teu coração, uma sinfonia para a qual descobri a canção.
Mesmo por detrás dos teus óculos de sol consigo ver esse olhar tão terno numa cara carregada de seriedade. Vejo espelhado nessa venda de vidro o meu sorriso, truque de recurso para te fazer sorrir, visto que as carícias que te faço sobre a pele dos teus ombros parecem deixar-te apenas pensativa.
Ver o teu sorriso ao sol, beijar a ouvir o mar, que fusão de deliciosos pecados vulgares, que sensação esta de poder viver em simultâneo tão aprazíveis ensejos.
Dei um jeito no teu cabelo, empurrei-o para trás da orelha desnudando-te o pescoço, tornando-o vulnerável aos meus impetuosos impulsos de o querer beijar, de o querer cheirar, de o querer sentir com as faces dos meus lábios corados e quentes do sol.
Como é bom provar o sal desse teu corpo, que festim divinal, pura arte para os sentidos extasiados com a mais bela musa que imaginei.
Sei que a minha barba faz-te cócegas quando a passo pelo teu ventre, mas não resisto ouvir-te rir, não resisto sentir aquele contorcer do corpo em prazer, o mais genérico possível ao contorcer orgásmico, e de imediato sentir as tuas mãos coladas no meu rosto pedindo tréguas com um sorriso e prometendo um beijo para que me comporte.
Vendo-me facilmente aos teus encantos e para maior dos espantos é que tudo o resto se compadece, podias negar-me o beijo prometido e ficaria satisfeito com o teu sorriso feliz, inocentemente entrego-me a ti, de alma e coração com tudo o resto, e que sagaz conclusão não é para mim, ver-me conquistado com um simples gesto.
Deitados na toalha encostei a minha cabeça ao teu peito, fiquei a olhar o mar e o sol, a ouvir as ondas e o pulsar do teu coração, uma sinfonia para a qual descobri a canção.
segunda-feira, julho 30, 2007
Magia
Na magia guardo o segredo por entre a penumbra das minhas crenças sei que ficaremos juntos sempre que a ilusão perdure.
Encantas-me com singelos truques e levantas o véu lentamente sobre os meus desejos que se mostram a desvanecer intermitentemente.
Cria-me ilusões que possas cumprir com um agitar das mãos, abrilhanta-me os olhos com a magia do teu movimento, deixa fluir o teu encanto e entretanto perco-me na profundeza dos teus gestos inefáveis.
Se da minha fé sempre duvidei, na magia comecei a acreditar desde o primeiro momento em que encantaste a minha alma, a ti entrego-me por entre truques de luzes e espelhos.
terça-feira, julho 24, 2007
Assim parece.
Uma revolta popular é o mesmo que um arraial com indignação injectada por um único descrente descontente que utopicamente faz acreditar nos outros que a mudança será para melhor.
História da moralidade versus anormalidade humana.
Galgando palavras pensou fazer-se entender o mudo, mas todo o mundo surdo encolheu os ombros.
Com as mãos na cabeça foi-se embora o mudo, e todos os surdos ficaram à espera de mãos nos bolsos, enquanto viam o mudo ir-se embora visivelmente chateado.
Pouco mais adiante tropeçou um cego em cima do mudo, o cego pediu desculpa e riu-se da situação, o mudo riu-se porque finalmente alguém o tinha entendido, e todo o mundo surdo começou a rir por ambos terem caído.
Naquele momento todo o mundo entrou numa sintonia.
Só falta arranjar uma moral lógica para o relato de um quotidiano de si tão normalmente surreal.
Com as mãos na cabeça foi-se embora o mudo, e todos os surdos ficaram à espera de mãos nos bolsos, enquanto viam o mudo ir-se embora visivelmente chateado.
Pouco mais adiante tropeçou um cego em cima do mudo, o cego pediu desculpa e riu-se da situação, o mudo riu-se porque finalmente alguém o tinha entendido, e todo o mundo surdo começou a rir por ambos terem caído.
Naquele momento todo o mundo entrou numa sintonia.
Só falta arranjar uma moral lógica para o relato de um quotidiano de si tão normalmente surreal.
Revisão da matéria dada.
Na sua secretária está uma resma de papel, uma caneta Mont Blanc assim como uma lapiseira da mesma marca, uma borracha, um copo e uma jarra com água e duas velas acesas e aromáticas.
No chão está um computador portátil, um candeeiro, latas de cerveja vazias e uns quantos cd's de música.
Poucos minutos depois de uma tentativa frustrada em busca da escrita criativa, deitou-se no chão unindo metaforicamente o seu céu e a terra.
O homem não se adapta com facilidade, o homem apenas prescinde sem esforço.
No chão está um computador portátil, um candeeiro, latas de cerveja vazias e uns quantos cd's de música.
Poucos minutos depois de uma tentativa frustrada em busca da escrita criativa, deitou-se no chão unindo metaforicamente o seu céu e a terra.
O homem não se adapta com facilidade, o homem apenas prescinde sem esforço.
Compensem-me com paciência.
Porque na memória guardo felicidade e mágoa, recordo agora o que não guardo em mim, um misto de tudo e nada, a hibridez de sentimentos aleatórios e dispersos. Deve saber tão bem a privação de ter de recordar um rosto, de decorar um nome, de enumerar todos os factos importantes. Como sempre não me é facultado esse pequeno luxo, tenho sempre alguém que espera algo de mim. E quando não tenho a minha mente cria esse indivíduo imaginário que coloca-me os grilhões do comportamento socialmente expectante.
sexta-feira, julho 13, 2007
Feliz Aniversário Maninha.
Uma verdadeira guerreira Amazona, é assim que vejo a minha irmã mais nova, o mais doce no mais volátil temperamento.
Sempre divertida e brincalhona, e de uma maturidade assustadora, ainda me lembro de a olhar com 12 anos e acha-la mais velha do que eu. 
Muitos Parabéns Catarina, que sejas muito feliz durante toda a tua vida, que me acompanhes sempre e partilhes comigo esse teu sorriso, para que eu seja feliz também. Um grande beijinho do teu mano que tanto te ama.
Ama com todo o coração e com toda a pureza, uma alma doce e carinhosa, de uma meiguice sem igual.
Sempre divertida e brincalhona, e de uma maturidade assustadora, ainda me lembro de a olhar com 12 anos e acha-la mais velha do que eu. 
Demasiado inteligente, talvez mais do que deveria ser, porque a sua inteligência torna-a perspicaz, demasiado vulnerável e sensível com o mundo exterior.
Acho por vezes que a minha irmã é uma extensão de mim, é a minha parte boa, é a parte boa da minha vida, é aquele sorriso que de manhã cumprimenta o sol, é aquela onda calma do mar que ànoite acena à lua, é aquele jeito de ser que encanta e espanta tudo o mais com um raio de alegria e magia.
De todo o seu feitio, seja fácil ou difícil de lidar dependendo da situação, é na sua responsabilidade, maturidade e inteligência que encontro a minha mais profunda admiração.
Afinal de contas hoje em dia já não pode ser só a minha princesinha, já é uma grande mulher.
Afinal de contas hoje em dia já não pode ser só a minha princesinha, já é uma grande mulher.
Muitos Parabéns Catarina, que sejas muito feliz durante toda a tua vida, que me acompanhes sempre e partilhes comigo esse teu sorriso, para que eu seja feliz também. Um grande beijinho do teu mano que tanto te ama.
segunda-feira, julho 09, 2007
Puccini - Nessun Dorma (Turandot ActIII)
Il principe ignoto
Nessun dorma! Nessun dorma! Tu pure, o Principessa,
nella tua fredda stanza
guardi le stelle
che tremano d'amore e di speranza...
Ma il mio mistero è chiuso in me,
il nome mio nessun saprà!
No, no, sulla tua bocca lo dirò,
quando la luce splenderà!
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio
che ti fa mia.
Voci di donne
Il nome suo nessun saprà...
E noi dovrem, ahimè, morir, morir!
Il principe ignoto
Dilegua, o notte! Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle! All'alba vincerò!
Vincerò! Vincerò!
Feliz Aniversário Pai...
O homem, a lenda, o meu pai. Sempre com uma pose de verdadeiro filósofo, uma mente brilhante, um gentil ser humano. Foi no dia 9 de Julho de 1952 que nasceu aquele que viria a ser o homem que mais admiro na vida. Um verdadeiro herói fora do sentido ficcional, o carácter, a força e a sensatez combinadas numa só pessoa.Comparável ao quanto o admiro e quanto o estimo, só o quanto o amo, a sua maneira de pensar, a sua bondade, a sua sapiência partilhada com tacto. Um homem bem-humorado com uma forma singular de sorrir para a vida, de brincar com as circunstancias, sem nunca perder a sensibilidade que se ajusta à causa.Desejo-lhe os meus sinceros e sentidos Parabéns, um feliz aniversário, e uma vida o mais feliz e descansada possível, com saúde e paz. Que me acompanhe por muitos e bons anos, pelo menos até eu ter o dobro da sua idade.
segunda-feira, julho 02, 2007
A paz é de quem ignora.
Tudo o que mais queria era dormir por mil anos o sono despreocupado dos deuses, mesmo que o ócio fosse pecado, seria ingrato comigo mesmo não pedir para mim tal descanço.
Sangrar a alma por uma lágrima de felicidade.
Ando alheio do mundo que gosto, do mundo onde posso sorrir. Afastado das coisas que me dão prazer, como o escrever, ou os amigos.
Completamente embebido e absorvido no colo de Hades, a ver se me livro de uma prisão que nunca me foi tentadora, apenas castradora de alguma felicidade.
Assim tenho passado os meus dias, num misto de sonho e tristeza, numa realidade aleatória em que um sorriso é como ser tocado pelo sol, para quem vive nas mais profundas catacumbas do seu triste ser.
Completamente embebido e absorvido no colo de Hades, a ver se me livro de uma prisão que nunca me foi tentadora, apenas castradora de alguma felicidade.
Assim tenho passado os meus dias, num misto de sonho e tristeza, numa realidade aleatória em que um sorriso é como ser tocado pelo sol, para quem vive nas mais profundas catacumbas do seu triste ser.
domingo, junho 10, 2007
O poder do riso
Porque o riso é contagiante, e ontem quando vi este vídeo, ri-me mais do que alguma vez na vida. Se quisessem, os putos conquistavam o mundo de tão engraçados que são.
quinta-feira, junho 07, 2007
Niilismo
Não gosto quando as pessoas escrevem tudo às "mijinhas", com textos pequeninos apenas com uma frase.
Assim não quero...
Se muitos dizem que os calores dos corpos atraem-se, nesta altura do ano acho que se repelem.
Dor...
Estudar Direito Internacional Privado com uma dor de dentes, é a maior negação à existência do cianeto.
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