Que amor não me engana?
Enganei-me eu com sonhos e ilusões que só um desejo enorme de ti levou-me a criar.
Haverá esperança?
Porque sou descuidado com aquilo que desejo, e se o meu desejo viesse a tornar-se realidade, arcava com as consequências como quem embala a vida de mãos erguidas ao sol.
Vou continuar a sonhar, a desejar, e a querer-te num silêncio aflito.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
domingo, fevereiro 25, 2007
Eu não tenho é voz.
Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos
Tu estás só e eu mais só estou
Tu que tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta
Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás
Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia
Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada
António Variações - Canção do Engate
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos
Tu estás só e eu mais só estou
Tu que tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta
Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás
Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia
Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada
António Variações - Canção do Engate
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
A partilha do momento.
Vejo-te sentada a escrever, não sei o que escreves, para quem escreves, ou sobre o que escreves, apenas vejo-te concentrada como que perdida no profundo interesse do que fazes.
Aproximei-me devagar, passo a passo, num ritmo embalado pela curiosidade do que estarias a fazer.
De cabelos soltos jogados para o lado, cabeça baixa e pescoço desnudado, ombros desvendados e braços prostrados na tarefa, era assim que te via daquele ângulo, e assim fui-me aproximando sem querer dar de mim.
Estava perto, e apoderou-se de mim uma afasia simplesmente por inalar o teu doce aroma. Com a fala trancada no desejo, fiquei em silêncio e apoderei-me dos teus ombros com as minhas mãos e encostei o meu queixo à tua cabeça e sorri.
Percorri com as mãos a suavidade dos teus braços como mãos que escorregam em cetim, cheirei o teu cabelo, fechei os olhos e esperei aquele arrepio de prazer.
Senti que sorrias em reconhecimento do meu gesto meigo e apaixonado, senti a tua mão a erguer-se em busca do meu rosto. Que carícia mais leve. Gesto simples de agradecimento, gesto simples de carinho, gesto simples de quem procura, espelhado na grandeza a quem recebe.
Beijei-te a mão e agarrei de maneira gentil o teu pescoço, sem dar aviso não resisti à tentação de te beijar o pescoço.
Que vil desenvoltura essa, que castigo de prazer, que vontade chicoteada no momento, como se perdiam os meus lábios no teu pescoço, como romantismo em elegância, como fogo no aço, ardendo e soldando os meus lábios à tua carne.
Fechei-me nos meus sentidos, onde aliei-me aos teus, entrando num puro estado de ataraxia, nada mais aconteceu naquele momento que não um beijo meu em corpo teu.
Soltavas um gemido de baque surdo, o teu corpo soltava-se nas minhas mãos, empurravas-te para trás contra mim, como quem forçava a junção dos corpos num só.
Deixando cair a caneta foste virando-te para mim, prendeste-me com um beijo que fez cativo um suspiro meu.
Senti os teus lábios a morder os meus ao mesmo tempo que os teus dedos percorriam os meus cabelos. Agarrei-te no queixo com o indicador e o polegar, apenas para parar por breves segundos todos aqueles beijos apaixonados, onde me viria a perder segundos mais tarde. Nessa breve pausa olhei para ti e sorri, mostrando a minha felicidade, o meu deleite, vendo a tua felicidade, o teu prazer.
Foram nesses segundos também, que ganhei noção de onde estavam as folhas e a caneta em cima da mesa. E enquanto beijava-mos, a minha mão descia do teu queixo, pelo teu peito, pela tua cintura, até à mesa.
Com uma mão a segurar-te o pescoço e tecendo nos teus cabelos, aproveitei a mão livre para escrever algo numa folha.
Larguei a caneta logo após o último traço. Agarrei-te na cara com as duas mãos enquanto te dava um derradeiro beijo apaixonado.
Vidrado em ti, pedi-te que olhasses para aquela folha.
Depois de olhares, reparei numa lágrima solta no teu rosto, que ia de encontro com um sorriso cadente na tua boca.
Sorri de volta e limpei a tua lágrima com os meus lábios. Pedi-te então que me lesses o que lá tinha escrito.
“A minha paixão por ti são todos estes momentos onde me perco em tudo aquilo que me és.”
Fechaste o caderno, demos as mãos e fomos até a varanda olhar o sol.
Aproximei-me devagar, passo a passo, num ritmo embalado pela curiosidade do que estarias a fazer.
De cabelos soltos jogados para o lado, cabeça baixa e pescoço desnudado, ombros desvendados e braços prostrados na tarefa, era assim que te via daquele ângulo, e assim fui-me aproximando sem querer dar de mim.
Estava perto, e apoderou-se de mim uma afasia simplesmente por inalar o teu doce aroma. Com a fala trancada no desejo, fiquei em silêncio e apoderei-me dos teus ombros com as minhas mãos e encostei o meu queixo à tua cabeça e sorri.
Percorri com as mãos a suavidade dos teus braços como mãos que escorregam em cetim, cheirei o teu cabelo, fechei os olhos e esperei aquele arrepio de prazer.
Senti que sorrias em reconhecimento do meu gesto meigo e apaixonado, senti a tua mão a erguer-se em busca do meu rosto. Que carícia mais leve. Gesto simples de agradecimento, gesto simples de carinho, gesto simples de quem procura, espelhado na grandeza a quem recebe.
Beijei-te a mão e agarrei de maneira gentil o teu pescoço, sem dar aviso não resisti à tentação de te beijar o pescoço.
Que vil desenvoltura essa, que castigo de prazer, que vontade chicoteada no momento, como se perdiam os meus lábios no teu pescoço, como romantismo em elegância, como fogo no aço, ardendo e soldando os meus lábios à tua carne.
Fechei-me nos meus sentidos, onde aliei-me aos teus, entrando num puro estado de ataraxia, nada mais aconteceu naquele momento que não um beijo meu em corpo teu.
Soltavas um gemido de baque surdo, o teu corpo soltava-se nas minhas mãos, empurravas-te para trás contra mim, como quem forçava a junção dos corpos num só.
Deixando cair a caneta foste virando-te para mim, prendeste-me com um beijo que fez cativo um suspiro meu.
Senti os teus lábios a morder os meus ao mesmo tempo que os teus dedos percorriam os meus cabelos. Agarrei-te no queixo com o indicador e o polegar, apenas para parar por breves segundos todos aqueles beijos apaixonados, onde me viria a perder segundos mais tarde. Nessa breve pausa olhei para ti e sorri, mostrando a minha felicidade, o meu deleite, vendo a tua felicidade, o teu prazer.
Foram nesses segundos também, que ganhei noção de onde estavam as folhas e a caneta em cima da mesa. E enquanto beijava-mos, a minha mão descia do teu queixo, pelo teu peito, pela tua cintura, até à mesa.
Com uma mão a segurar-te o pescoço e tecendo nos teus cabelos, aproveitei a mão livre para escrever algo numa folha.
Larguei a caneta logo após o último traço. Agarrei-te na cara com as duas mãos enquanto te dava um derradeiro beijo apaixonado.
Vidrado em ti, pedi-te que olhasses para aquela folha.
Depois de olhares, reparei numa lágrima solta no teu rosto, que ia de encontro com um sorriso cadente na tua boca.
Sorri de volta e limpei a tua lágrima com os meus lábios. Pedi-te então que me lesses o que lá tinha escrito.
“A minha paixão por ti são todos estes momentos onde me perco em tudo aquilo que me és.”
Fechaste o caderno, demos as mãos e fomos até a varanda olhar o sol.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Não apontes que é feeeeeiii...ai jesus.
Ainda sem estar sobre o efeito do Olcadil.
Eu sei o que é a amizade, tenho uma noção que vem sendo concebida ao longo do meu tempo de vida, uma noção formada em massas iguais de um dualismo empírico e ideológico.
Sei que a amizade é uma concepção volátil no seu todo, é alvo de vários entendimentos, e mutações constantes em vários estádios da vida.
Paulatinamente à amizade é acrescentado ou descontado algo, é conceito refém do estojo de química da humanidade e da sua vivência.
Porque a amizade e o seu conceito, pode ser tão diferente de pessoa para pessoa, acredito ter descoberto recentemente algo que me deixou fascinado.
A amizade pode ter um conceito fixo, uma ideia base, uma premissa de partida onde todos podem beber dessa fonte, onde todos podem ver reflexo o que é a amizade.
Esse conceito pilar de amizade encontrei-o nos entendimentos da filosofia, o que é a amizade para a filosofia.
Dizem os filósofos que na amizade encontra-se uma abertura de cada um ao outro como uma espécie de extensão do eu.
Dizia Aristóteles que “a pessoa excelente relaciona-se com o seu amigo da mesma maneira que se relaciona consigo mesma, uma vez que um amigo é outro eu; e, assim, tal como o seu próprio ser é digno de ser escolhido por si, o ser do seu amigo é de igual modo semelhante, digno de ser escolhido por si.”
Já por seu turno, Kant a esta ideia acrescentava os sentimentos quando dizia que apesar de tudo não existe uma importância moral nesses sentimentos, a amizade é um assunto meramente pessoal, que embora exigindo grande parte de virtuosismo, vai contra o requisito universalista do tratamento imparcial para todos, pois um amigo é uma pessoa que é tratada de modo diferente das outras, sendo muitas das vezes imperativo que se dê este primeiro passo para se atingir estágios seguintes de paixão e amor.
No fundo a amizade aparenta ser uma acção racional egoísta, mas que na verdade desta foge. O alargamento do eu feito pela abertura de cada um aos outros, na consumpção de interesses afasta uma ideia de egoísmo, a procura é de um interesse que dando benefícios a nós próprios se irá estender aos outros por inerência do alargamento do eu aos outros, abarcando uma espécie de ser único.
No fundo a amizade é parte de nós que não sendo reflexa nos outros, é parte de nós nos outros e parte dos outros em cada um de nós.
Em suma, um amigo, uma amizade ou várias amizades, não são mais que partes de nós próprios, e demais a mais, partes que sendo nossas devemos amar e preservar em qualquer altura e todo o momento.
Sei que a amizade é uma concepção volátil no seu todo, é alvo de vários entendimentos, e mutações constantes em vários estádios da vida.
Paulatinamente à amizade é acrescentado ou descontado algo, é conceito refém do estojo de química da humanidade e da sua vivência.
Porque a amizade e o seu conceito, pode ser tão diferente de pessoa para pessoa, acredito ter descoberto recentemente algo que me deixou fascinado.
A amizade pode ter um conceito fixo, uma ideia base, uma premissa de partida onde todos podem beber dessa fonte, onde todos podem ver reflexo o que é a amizade.
Esse conceito pilar de amizade encontrei-o nos entendimentos da filosofia, o que é a amizade para a filosofia.
Dizem os filósofos que na amizade encontra-se uma abertura de cada um ao outro como uma espécie de extensão do eu.
Dizia Aristóteles que “a pessoa excelente relaciona-se com o seu amigo da mesma maneira que se relaciona consigo mesma, uma vez que um amigo é outro eu; e, assim, tal como o seu próprio ser é digno de ser escolhido por si, o ser do seu amigo é de igual modo semelhante, digno de ser escolhido por si.”
Já por seu turno, Kant a esta ideia acrescentava os sentimentos quando dizia que apesar de tudo não existe uma importância moral nesses sentimentos, a amizade é um assunto meramente pessoal, que embora exigindo grande parte de virtuosismo, vai contra o requisito universalista do tratamento imparcial para todos, pois um amigo é uma pessoa que é tratada de modo diferente das outras, sendo muitas das vezes imperativo que se dê este primeiro passo para se atingir estágios seguintes de paixão e amor.
No fundo a amizade aparenta ser uma acção racional egoísta, mas que na verdade desta foge. O alargamento do eu feito pela abertura de cada um aos outros, na consumpção de interesses afasta uma ideia de egoísmo, a procura é de um interesse que dando benefícios a nós próprios se irá estender aos outros por inerência do alargamento do eu aos outros, abarcando uma espécie de ser único.
No fundo a amizade é parte de nós que não sendo reflexa nos outros, é parte de nós nos outros e parte dos outros em cada um de nós.
Em suma, um amigo, uma amizade ou várias amizades, não são mais que partes de nós próprios, e demais a mais, partes que sendo nossas devemos amar e preservar em qualquer altura e todo o momento.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Para quem não vê, eu apenas sinto.
Perdido à deriva na minha janela, olho para a rua, vislumbro a lua, e não penso nela.
Mais uma vez pensava em ti, que martírio, que castigo, que vil e cruel momento de prazer, pensar em ti, só em ti e nada mais.
Um sorrisinho doce que vejo em saudade, um cheiro harmonioso que de ti inala, movimentos traçados em pura beleza, que vaidade esta a minha de te vangloriar como parte dos meus sonhos.
Encostado ao parapeito da minha janela, deito a cabeça sobre os braços e suspiro, um suspiro cansado, gasto e usado em tantas outras vezes com o teu nome.
Escondo os olhos por baixo dos braços, estilhaça-me a alma, pouso o queixo na laje fria, penso em tudo que por ti faria.
Isto não é vida para mim, não é a vida que eu quero, mas é a vida que eu levo por não agarrar o que quero com medo de deixar escapar ao de leve por entre dedos, por fraqueza dos braços, por ilusão da alma, por grandeza do sonho.
Levo as mãos à cara, penso na dor, penso no medo, penso nos passos que vou dando, e quantos deles são um passo atrás, o desespero instala, o desejo aperta, a noite fica calma quando sorrio ao pensar no teu ar encoberto por uma aura tão linda como a tua.
Não acredito na minha satisfação saloia e simplista, e ao mesmo tempo tão apaixonada, tão regrada de mim mesmo, onde vou enunciando tudo o que em ti adoro.
Prendes-me ao de leve com breves laivos de ternura, com suaves momentos que se alongam no meu espírito que absorve-te e catalisa como química necessária para cada dia.
Respiro por mim, suspiro por ti, acordo por mim, sonho por ti, não te tenho e já partilho parte da minha existência contigo como quem se entrega nos braços de um anjo sem asas, um ser terreno digno de ser iluminado de forma especial, e assim enquanto andas para mim, mais anseio que não me passes ao lado.
Depois de pensar tudo isto levantei-me da cadeira e nem me lembrava que era cego.
Dei um passeio pelo parque e perguntei-me como era capaz de criar estes sonhos apenas por penitência de uma incapacidade que nunca foi minha.
Mais uma vez pensava em ti, que martírio, que castigo, que vil e cruel momento de prazer, pensar em ti, só em ti e nada mais.
Um sorrisinho doce que vejo em saudade, um cheiro harmonioso que de ti inala, movimentos traçados em pura beleza, que vaidade esta a minha de te vangloriar como parte dos meus sonhos.
Encostado ao parapeito da minha janela, deito a cabeça sobre os braços e suspiro, um suspiro cansado, gasto e usado em tantas outras vezes com o teu nome.
Escondo os olhos por baixo dos braços, estilhaça-me a alma, pouso o queixo na laje fria, penso em tudo que por ti faria.
Isto não é vida para mim, não é a vida que eu quero, mas é a vida que eu levo por não agarrar o que quero com medo de deixar escapar ao de leve por entre dedos, por fraqueza dos braços, por ilusão da alma, por grandeza do sonho.
Levo as mãos à cara, penso na dor, penso no medo, penso nos passos que vou dando, e quantos deles são um passo atrás, o desespero instala, o desejo aperta, a noite fica calma quando sorrio ao pensar no teu ar encoberto por uma aura tão linda como a tua.
Não acredito na minha satisfação saloia e simplista, e ao mesmo tempo tão apaixonada, tão regrada de mim mesmo, onde vou enunciando tudo o que em ti adoro.
Prendes-me ao de leve com breves laivos de ternura, com suaves momentos que se alongam no meu espírito que absorve-te e catalisa como química necessária para cada dia.
Respiro por mim, suspiro por ti, acordo por mim, sonho por ti, não te tenho e já partilho parte da minha existência contigo como quem se entrega nos braços de um anjo sem asas, um ser terreno digno de ser iluminado de forma especial, e assim enquanto andas para mim, mais anseio que não me passes ao lado.
Depois de pensar tudo isto levantei-me da cadeira e nem me lembrava que era cego.
Dei um passeio pelo parque e perguntei-me como era capaz de criar estes sonhos apenas por penitência de uma incapacidade que nunca foi minha.
Esclarecimento.
Venho por este meio informar que tanto este blog (www.naoqueremouvir.blogspot.com) como o blog Vícios Perfeitos (www.viciosperfeitos.blogspot.com) são da minha autoria e do Zica.
Porque muita gente tem vindo a colocar essa questão.
Para o Carlos Barbosa que não é capaz de puxar a barra de navegação para baixo, os últimos post's teem sido do Zica, mas também encontras por ai abaixo post's meus.
Esclarecimentos feitos.
Porque muita gente tem vindo a colocar essa questão.
Para o Carlos Barbosa que não é capaz de puxar a barra de navegação para baixo, os últimos post's teem sido do Zica, mas também encontras por ai abaixo post's meus.
Esclarecimentos feitos.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
O rosto e o resto de Eulália.
Na esteira do post anterior do Zica, e é mentira quem disser que lhe ando sempre a cheirar o rabo, a culpa é dele que o põem perfumado, decidi também meter uma foto de quem me presta serviços…de limpeza doméstica.
Esta é uma foto razoavelmente fiel ao aspecto da Sra. Eulália a minha empregada doméstica que cá vem de semana a semana para dar uma mãozinha…na roupa e limpezas.
Ao contrário do Zica eu conheço um pouco melhor aqueles que me são servis, sei que a Sra. Eulália não gosta de esparguete com berbigão, e é fã da novela da noite da TVI.
Ao contrário do Sr. Carlos que o Zica mencionou, a Sra. Eulália não tem um olhar nada esgazeado.
A Sra. Eulália é daquelas mulheres que tem um rosto e o resto muito eterno e pegando em letrinhas da palavra eterno diria que se tirava o primeiro “e” e metia o “n” antes do “r”.
Infelizmente a senhora em questão cobra e bem, e tendo sempre a pagar-lhe um extra pelo bom serviço…doméstico.
O mal afamado Nº5.
Depois do Nº 4 viria indubitavelmente o Nº5, e como sei que o Zica não teve tempo nem paciência para o Nº 5, decidi ser eu a escrever o Nº 5 em sua homenagem.
Qual a importância do Nº5? Qual o significado do Nº5? Qual a sua relação com o seu antecessor Nº4 e com um possível vindouro Nº6?
Pois bem, o Nº5 como se sabe, encaixou-se entre o Nº4 e o Nº6, assim foi decidido pelos antigos.
Sem o Nº5, entre o Nº4 e o Nº6 não haveria nada mais que a pausa entre o Nº4 e o Nº6, pausa essa a que chamam de Bilhinhékes.
O significado do Nº5 é ainda nos dias de hoje um mistério. O misticismo deve-se muito ao facto das religiões não ligarem muito ao Nº5, ora bem o Nº3 é a conta que Deus fez, o Nº6 repetido 3 vezes é o símbolo do belzebu, os mandamentos eram no Nº10, e não seriam divisíveis. O Nº5 era apenas o número no qual multiplicado por dois teria algo sentido, ou seja só teria significado à custa do Nº2 e em prole de se tornar no Nº10, dez dedos nas mãos, nos pés, só na sua indivisibilidade é que o Nº5 teria sentido, e mesmo assim muita da doutrina prefere não proceder desse modo arcaico.
No fundo o Nº5 é um elo perdido, mas ao mesmo tempo pode ser um desobstrutor de consciências, pode ser um desinibidor a vários níveis, ou pode ser a quantidade de gramas de ópio que acabei de consumir à 5 minutos atrás.
Qual a importância do Nº5? Qual o significado do Nº5? Qual a sua relação com o seu antecessor Nº4 e com um possível vindouro Nº6?
Pois bem, o Nº5 como se sabe, encaixou-se entre o Nº4 e o Nº6, assim foi decidido pelos antigos.
Sem o Nº5, entre o Nº4 e o Nº6 não haveria nada mais que a pausa entre o Nº4 e o Nº6, pausa essa a que chamam de Bilhinhékes.
O significado do Nº5 é ainda nos dias de hoje um mistério. O misticismo deve-se muito ao facto das religiões não ligarem muito ao Nº5, ora bem o Nº3 é a conta que Deus fez, o Nº6 repetido 3 vezes é o símbolo do belzebu, os mandamentos eram no Nº10, e não seriam divisíveis. O Nº5 era apenas o número no qual multiplicado por dois teria algo sentido, ou seja só teria significado à custa do Nº2 e em prole de se tornar no Nº10, dez dedos nas mãos, nos pés, só na sua indivisibilidade é que o Nº5 teria sentido, e mesmo assim muita da doutrina prefere não proceder desse modo arcaico.
No fundo o Nº5 é um elo perdido, mas ao mesmo tempo pode ser um desobstrutor de consciências, pode ser um desinibidor a vários níveis, ou pode ser a quantidade de gramas de ópio que acabei de consumir à 5 minutos atrás.
sábado, fevereiro 03, 2007
Não me larga esse teu cheiro...
No escuro, sentado ao teu lado ia-me deixando ficar quieto simplesmente a olhar.
Perdido no momento alcancei o teu olhar, que momento distante, que tormento o não poder tocar.
Sentia o teu calor, o marcar da presença, já não aguento sentir os grilhões da contemplação a marcarem-me os pulsos, como me prendes com sorrisos.
Encostei-me para trás de forma a suspirar desapercebido, como ar disperso em fumo de tabaco, fugia de mim correndo para ti.
Porra… dizia eu calado, voltei a olhar, o mesmo sorriso suave que ataca-me a alma e leva de mim a dignidade de um homem rendido aos encantos de… sei lá.
Que alguém me peça para descrever-te e sorrindo fixo o olhar no chão perdendo-me no tempo em vastos pensamentos, como explicar?
Fica! Por favor só mais um pouco, deixa-me olhar-te mais um pouco, nem sabes o que significa esse bocado, por favor senta-te, deixa-me olhar-te e não sorrias senão mais bocados peço.
Já acabou o nosso tempo, e até me riu porque quem disse que passou depressa foste tu.
Quanto a mim, nem sei, eu deixo-me levitar por entre o tempo de cada vez que te olho, não faço ideia se consegues apanhar-me muitas vezes cativado na tua expressão.
E esse riso, que será de mim se não o ouvir pelo recriar da mente, mas que perfeito tom melódico, que não embala nem agita, que comoção enorme encontro no segredo do teu riso.
Não me encontro, e nem estou perdido, apenas fui esquecido quando as escolhas foram feitas.
Perdido no momento alcancei o teu olhar, que momento distante, que tormento o não poder tocar.
Sentia o teu calor, o marcar da presença, já não aguento sentir os grilhões da contemplação a marcarem-me os pulsos, como me prendes com sorrisos.
Encostei-me para trás de forma a suspirar desapercebido, como ar disperso em fumo de tabaco, fugia de mim correndo para ti.
Porra… dizia eu calado, voltei a olhar, o mesmo sorriso suave que ataca-me a alma e leva de mim a dignidade de um homem rendido aos encantos de… sei lá.
Que alguém me peça para descrever-te e sorrindo fixo o olhar no chão perdendo-me no tempo em vastos pensamentos, como explicar?
Fica! Por favor só mais um pouco, deixa-me olhar-te mais um pouco, nem sabes o que significa esse bocado, por favor senta-te, deixa-me olhar-te e não sorrias senão mais bocados peço.
Já acabou o nosso tempo, e até me riu porque quem disse que passou depressa foste tu.
Quanto a mim, nem sei, eu deixo-me levitar por entre o tempo de cada vez que te olho, não faço ideia se consegues apanhar-me muitas vezes cativado na tua expressão.
E esse riso, que será de mim se não o ouvir pelo recriar da mente, mas que perfeito tom melódico, que não embala nem agita, que comoção enorme encontro no segredo do teu riso.
Não me encontro, e nem estou perdido, apenas fui esquecido quando as escolhas foram feitas.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
A minha candidatura a imagem de fundo do Windows Vista, bem mais interessante que moinhos no horizonte.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Bébé cuspiu na sopa...
Vamos debater algo passível de ser bem mais consensual para o bem ou para o mal.
Deveria eu ter nascido ou não ter nascido?
O meu nascimento devia ser previsto no Código Penal como ofensas graves à natureza?
Neste momento que já nasci qual a solução para o problema?
Sem ser a solução mais óbvia que seria a de atirarem-me para debaixo de um camião Scania de dezoito rodados, haveria outra solução prática?
O que é que vocês acham?
Deveria eu ter nascido ou não ter nascido?
O meu nascimento devia ser previsto no Código Penal como ofensas graves à natureza?
Neste momento que já nasci qual a solução para o problema?
Sem ser a solução mais óbvia que seria a de atirarem-me para debaixo de um camião Scania de dezoito rodados, haveria outra solução prática?
O que é que vocês acham?
terça-feira, janeiro 30, 2007
A minha opinião quanto à despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
Eu tentei, e juro que ainda tento, não dar a minha opinião sobre a despenalização do aborto.
Primeiro porque neste país o que menos se faz é respeitar opiniões.
Quando me é colocada a pergunta se sou pelo Sim ou pelo Não, eu vejo-me forçado a perguntar, Sim ou Não o quê?
São usados vários argumentos e feitas várias perguntas incoerentes, se sou pelo Sim ou pelo Não da vida? Do aborto? Da interrupção voluntária da gravidez?
Afinal o que é que se pretende discutir?
Eu ouvi falar em despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas. Penso eu que é disso que se pretende falar.
Estava a visionar o debate na RTP1 onde certas opiniões causaram-me arrepios na espinha. Primeiro o que eu aqui escrevo não vai influenciar qualquer voto, até porque maioria das pessoas que lê o que escrevo não liga ao que digo, agora o que aquelas pessoas dizem na televisão para um grande número de pessoas, representando um grupo de opinião, devem ter cuidado nas opiniões que dão para não levar as pessoas ao erro.
Quando se diz que nesta questão não se debate uma questão de direito penal é dar um chuto no ceguinho e chamar as pessoas de parvas. É óbvio que neste assunto se trata de uma questão de direito, de leis, da sua alteração. A ética e a moral da alteração é outro assunto, é um assunto que pende de uma tomada de decisão, agora dizer que esta não é uma questão de direito, e antes sim uma questão de moral, é dar um murro no estômago da sociedade e chutar para canto a verdadeira questão.
Segunda observação a outra intervenção do Não, quando o Fernando Santos dá a cara por um movimento, sendo uma figura pública e dando o seu “endosso”a um dos movimentos, tem de, quando fala, ter muito cuidado com a opinião que dá.
Ninguém pode dizer que apoia um movimento e falar apenas em seu nome, e quando alguém num assunto sério diz que é contra a actual lei, achando que em caso de violação ou má formação do feto não deve ser permitido a IVG, dizendo que é um movimento pela vida, vem atropelar completamente tudo o que há de puro e carente de protecção na vida humana, a decência em vida humana.
Fazer da discussão de um assunto sério um concurso de bater palmas e entoar palavras de ordem como verdade, é fazer um escarcéu do assunto como diria o José Tiago.
Dizer do lado do Sim que votar sim nesta questão da forma como está colocada não é criar uma espécie nublada de desresponsabilização acaba por ser como areia atirada aos olhos. Porque falar em livre arbítrio não é sinónimo da melhor escolha para a pessoa, quantas vezes o livre arbítrio não nos leva a tomar decisões erradas, logo o votar Sim não pode simplesmente ser uma questão de liberdade de escolha, tem de ser antes votar na liberalização de uma opção que jamais deve ser algo que não subsidiária.
A IVG não pode ser vista como “a” opção, terminar uma vida em formação não pode ser a priori a solução imediata.
Se alguém perguntar-me qual a minha posição, direi que sou pelo Sim com reservas.
Sou pelo sim porque das duas soluções apresentadas acaba por ser a melhor em cima da mesa, mas não a melhor que poderia ser criada.
Antes de propor uma alteração da lei como esta que está em causa, deviam ser analisados e alterados muitos outros pontos.
Entre esses pontos poderíamos falar da desburocratização do processo de adopção, seria um bom passo para permitir que as crianças que não podem ter condições de vida aceitáveis pudessem de todo o modo vir a este mundo e ser acolhidas por quem pudesse-lhes providenciar as condições minimamente aceitáveis.
É preciso elaborar um plano com estimativas de intenções para a natalidade do país, porque Portugal está a envelhecer, e é preciso estimular a natalidade criando condições para tal, como medidas que estão a ser tomadas por toda a Europa, promovendo a natalidade dando condições para o nascimento de novas vidas, poderia minimizar os casos passíveis de aborto.
Se deve haver apoio do estado para que haja uma interrupção voluntária da gravidez feita em condições humanas, com segurança e cuidados devidos, também deveria haver apoio do estado para que se efectuem o nascimento e desenvolvimento das crianças de modo aceitável e condigno, infelizmente no mundo nem todos podemos ser iguais ou ter as mesmas oportunidades, mas devemos tentar obter que essas igualdades de oportunidade sejam criadas, mas a falta delas também não pode plenamente justificar ou motivar a que se faça um aborto.
Porque se em quase toda a Europa, e na maioria dos países desenvolvidos este tipo de lei já foi aprovada, não podemos ambicionar o desenvolvimento e querer acompanhar os outros a par e passo se não fizermos todas as alterações necessárias para tal, se criamos a pretensão de atingir níveis elevados de desenvolvimento social e económico, não podemos implementar e copiar apenas determinadas políticas e ideias, temos de tentar acompanhar uma ideia generalizada sobre o que faz mais sentido e o que acaba por ser considerado melhor para todos.
Ser pelo Sim ou pelo Não, nunca pode ser visto como uma questão de apoiar ou não a vida, em todo o caso quer de um lado ou de outro existe uma defesa pela vida, ou pelo lado da mãe que ao fazer um aborto sem condições arrisca a sua vida, ou pelo lado da vida que se vai criando que tem o seu direito a desenvolver e ter um lugar no mundo, nunca se deve usar o argumento que mais vale salvar uma vida do que perder duas, qualquer perda de vida é lamentável, e entre escolher a perda de uma vida ou de duas, prefiro escolher a perda de nenhuma criando-se opções para tal.
Temos de ver que nenhuma mulher vai efectuar um aborto sem motivação para tal, não é propriamente uma solução tomada de animo leve e sem risco, se a mulher que aborta o decide fazer é porque não lhe é apresentada de maneira concreta nenhuma outra solução, ou porque não as há, ou porque havendo não são apresentadas do modo que deveriam ser.
Resumindo, a lei actual está como está e está bem. Deve ser alterada? Sim deve ser alterada. De imediato? Não, acho que devem ser tomadas outras decisões e opções antes disso, devem ser criados outros caminhos, antes ou ao mesmo tempo que este.
A interrupção voluntária da gravidez não pode ser a opção primária, não é uma questão de liberdade de escolha, é uma questão de liberdade consciente de escolha, com pesos e medidas, e tem de ficar ciente que o aborto não deve ser levado como primeira opção, mas sim uma opção liberalizada como subsidiária, como último recurso em certos casos. Porque neste caso nem tudo pode ser demasiado generalizado e abrangente, existem casos específicos como hoje se pode prever na lei actual, e deve-se manter um pouco dessa especificidade de modo a não desresponsabilizar totalmente uma decisão que deve ser ponderada para além do sacrifício que é para uma mãe terminar os laços afectivos que se criam a uma vida desde cedo na sua gestação.
Devem ser bem pesados todos os argumentos contra e a favor, porque muitos deles são válidos em consonância, temos de respeitar que existem pontos de vista lógicos e racionais de ambos os lados da barricada, mas no fim temos de optar pela melhor solução das que se apresentam, a isso infelizmente nos obrigam.
Primeiro porque neste país o que menos se faz é respeitar opiniões.
Quando me é colocada a pergunta se sou pelo Sim ou pelo Não, eu vejo-me forçado a perguntar, Sim ou Não o quê?
São usados vários argumentos e feitas várias perguntas incoerentes, se sou pelo Sim ou pelo Não da vida? Do aborto? Da interrupção voluntária da gravidez?
Afinal o que é que se pretende discutir?
Eu ouvi falar em despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas. Penso eu que é disso que se pretende falar.
Estava a visionar o debate na RTP1 onde certas opiniões causaram-me arrepios na espinha. Primeiro o que eu aqui escrevo não vai influenciar qualquer voto, até porque maioria das pessoas que lê o que escrevo não liga ao que digo, agora o que aquelas pessoas dizem na televisão para um grande número de pessoas, representando um grupo de opinião, devem ter cuidado nas opiniões que dão para não levar as pessoas ao erro.
Quando se diz que nesta questão não se debate uma questão de direito penal é dar um chuto no ceguinho e chamar as pessoas de parvas. É óbvio que neste assunto se trata de uma questão de direito, de leis, da sua alteração. A ética e a moral da alteração é outro assunto, é um assunto que pende de uma tomada de decisão, agora dizer que esta não é uma questão de direito, e antes sim uma questão de moral, é dar um murro no estômago da sociedade e chutar para canto a verdadeira questão.
Segunda observação a outra intervenção do Não, quando o Fernando Santos dá a cara por um movimento, sendo uma figura pública e dando o seu “endosso”a um dos movimentos, tem de, quando fala, ter muito cuidado com a opinião que dá.
Ninguém pode dizer que apoia um movimento e falar apenas em seu nome, e quando alguém num assunto sério diz que é contra a actual lei, achando que em caso de violação ou má formação do feto não deve ser permitido a IVG, dizendo que é um movimento pela vida, vem atropelar completamente tudo o que há de puro e carente de protecção na vida humana, a decência em vida humana.
Fazer da discussão de um assunto sério um concurso de bater palmas e entoar palavras de ordem como verdade, é fazer um escarcéu do assunto como diria o José Tiago.
Dizer do lado do Sim que votar sim nesta questão da forma como está colocada não é criar uma espécie nublada de desresponsabilização acaba por ser como areia atirada aos olhos. Porque falar em livre arbítrio não é sinónimo da melhor escolha para a pessoa, quantas vezes o livre arbítrio não nos leva a tomar decisões erradas, logo o votar Sim não pode simplesmente ser uma questão de liberdade de escolha, tem de ser antes votar na liberalização de uma opção que jamais deve ser algo que não subsidiária.
A IVG não pode ser vista como “a” opção, terminar uma vida em formação não pode ser a priori a solução imediata.
Se alguém perguntar-me qual a minha posição, direi que sou pelo Sim com reservas.
Sou pelo sim porque das duas soluções apresentadas acaba por ser a melhor em cima da mesa, mas não a melhor que poderia ser criada.
Antes de propor uma alteração da lei como esta que está em causa, deviam ser analisados e alterados muitos outros pontos.
Entre esses pontos poderíamos falar da desburocratização do processo de adopção, seria um bom passo para permitir que as crianças que não podem ter condições de vida aceitáveis pudessem de todo o modo vir a este mundo e ser acolhidas por quem pudesse-lhes providenciar as condições minimamente aceitáveis.
É preciso elaborar um plano com estimativas de intenções para a natalidade do país, porque Portugal está a envelhecer, e é preciso estimular a natalidade criando condições para tal, como medidas que estão a ser tomadas por toda a Europa, promovendo a natalidade dando condições para o nascimento de novas vidas, poderia minimizar os casos passíveis de aborto.
Se deve haver apoio do estado para que haja uma interrupção voluntária da gravidez feita em condições humanas, com segurança e cuidados devidos, também deveria haver apoio do estado para que se efectuem o nascimento e desenvolvimento das crianças de modo aceitável e condigno, infelizmente no mundo nem todos podemos ser iguais ou ter as mesmas oportunidades, mas devemos tentar obter que essas igualdades de oportunidade sejam criadas, mas a falta delas também não pode plenamente justificar ou motivar a que se faça um aborto.
Porque se em quase toda a Europa, e na maioria dos países desenvolvidos este tipo de lei já foi aprovada, não podemos ambicionar o desenvolvimento e querer acompanhar os outros a par e passo se não fizermos todas as alterações necessárias para tal, se criamos a pretensão de atingir níveis elevados de desenvolvimento social e económico, não podemos implementar e copiar apenas determinadas políticas e ideias, temos de tentar acompanhar uma ideia generalizada sobre o que faz mais sentido e o que acaba por ser considerado melhor para todos.
Ser pelo Sim ou pelo Não, nunca pode ser visto como uma questão de apoiar ou não a vida, em todo o caso quer de um lado ou de outro existe uma defesa pela vida, ou pelo lado da mãe que ao fazer um aborto sem condições arrisca a sua vida, ou pelo lado da vida que se vai criando que tem o seu direito a desenvolver e ter um lugar no mundo, nunca se deve usar o argumento que mais vale salvar uma vida do que perder duas, qualquer perda de vida é lamentável, e entre escolher a perda de uma vida ou de duas, prefiro escolher a perda de nenhuma criando-se opções para tal.
Temos de ver que nenhuma mulher vai efectuar um aborto sem motivação para tal, não é propriamente uma solução tomada de animo leve e sem risco, se a mulher que aborta o decide fazer é porque não lhe é apresentada de maneira concreta nenhuma outra solução, ou porque não as há, ou porque havendo não são apresentadas do modo que deveriam ser.
Resumindo, a lei actual está como está e está bem. Deve ser alterada? Sim deve ser alterada. De imediato? Não, acho que devem ser tomadas outras decisões e opções antes disso, devem ser criados outros caminhos, antes ou ao mesmo tempo que este.
A interrupção voluntária da gravidez não pode ser a opção primária, não é uma questão de liberdade de escolha, é uma questão de liberdade consciente de escolha, com pesos e medidas, e tem de ficar ciente que o aborto não deve ser levado como primeira opção, mas sim uma opção liberalizada como subsidiária, como último recurso em certos casos. Porque neste caso nem tudo pode ser demasiado generalizado e abrangente, existem casos específicos como hoje se pode prever na lei actual, e deve-se manter um pouco dessa especificidade de modo a não desresponsabilizar totalmente uma decisão que deve ser ponderada para além do sacrifício que é para uma mãe terminar os laços afectivos que se criam a uma vida desde cedo na sua gestação.
Devem ser bem pesados todos os argumentos contra e a favor, porque muitos deles são válidos em consonância, temos de respeitar que existem pontos de vista lógicos e racionais de ambos os lados da barricada, mas no fim temos de optar pela melhor solução das que se apresentam, a isso infelizmente nos obrigam.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Marketing consciente e instrutivo.
Qual a utilidade de um comentário?
Uns dizem que a troca de informação é sempre troca de conhecimento, e trocar conhecimentos é sempre algo de positivo para a nossa formação enquanto ser humano.
O que podemos causar com um comentário além de uma troca de conhecimentos?
Pois bem, com um comentário podemos arrancar um sorriso, precipitar uma lágrima, causar danos ao ego, ofender, elogiar, compreender e até mesmo completar.
Parece mesmo que os comentários ao longo da vida têm variadas utilidades, podemos comentar de tudo, sobre tudo, com todos, sobre todos, sobre nada, e assim dispersar a nossa ideia pelo maior número de sítios, de gentes, e de assuntos.
Comentar significa que estivemos atentos, estivemos acordados em determinado momento da vida, acordados e a produzir algo, a reproduzir outro tanto, a conceber e delinear ideias, a explanar e criar exclamações.
Comentar é uma parte fundamental da vida, formar uma opinião sobre tudo o que existe, por muito simplista que seja essa opinião, temos de tentar observar um pouco de tudo, nunca devemos deixar morrer a nossa sede por sabedoria.
Já estão convencidos da utilidade dos comentários?
Se ainda não estão aviso já que por cada comentário ganham uma prendinha vá.
Uns dizem que a troca de informação é sempre troca de conhecimento, e trocar conhecimentos é sempre algo de positivo para a nossa formação enquanto ser humano.
O que podemos causar com um comentário além de uma troca de conhecimentos?
Pois bem, com um comentário podemos arrancar um sorriso, precipitar uma lágrima, causar danos ao ego, ofender, elogiar, compreender e até mesmo completar.
Parece mesmo que os comentários ao longo da vida têm variadas utilidades, podemos comentar de tudo, sobre tudo, com todos, sobre todos, sobre nada, e assim dispersar a nossa ideia pelo maior número de sítios, de gentes, e de assuntos.
Comentar significa que estivemos atentos, estivemos acordados em determinado momento da vida, acordados e a produzir algo, a reproduzir outro tanto, a conceber e delinear ideias, a explanar e criar exclamações.
Comentar é uma parte fundamental da vida, formar uma opinião sobre tudo o que existe, por muito simplista que seja essa opinião, temos de tentar observar um pouco de tudo, nunca devemos deixar morrer a nossa sede por sabedoria.
Já estão convencidos da utilidade dos comentários?
Se ainda não estão aviso já que por cada comentário ganham uma prendinha vá.
Criando uma memória futura.
Fecho a porta nas minhas costas e vejo-te deitada a meio corpo sobre a cama com a cabeça jogada para trás elevando um livro sobre a face.
Estavas a ler um típico romance que de ti tem tanto, uma história que nunca gostarias de viver, mas que consegues imaginar apenas para todos os outros que te rodeiam.
Atirei o casaco para cima da cama, sentei-me, tirei os sapatos e suspirei com os ombros encostados aos joelhos e com os punhos cerrados junto às têmporas.
Sem tirares os olhos das páginas prensadas a tinta industrial, suavemente senti o teu pé ornamentado a arco-íris de malha a acariciar-me as costas, um estranho cumprimento de um vulgar tipo de afecto.
Deitei a minha cabeça sobre o teu colo, espreitei a capa do livro que lias, tossi duas ou mais vezes na esperança que o fosses pousar para olhar para mim.
Virei o meu corpo de forma a poder olhar directamente para ti, para que pudesse agarrar na tua mão fria por culpa deste Inverno.
Acariciei a pele do teu pulso de maneira suave ao mesmo tempo que com o olhar tentava arrancar o livro da frente do teu rosto, num olhar de súplica por alguma atenção.
Com um gemido de exclamação perguntava-te se ali estarias naquele momento em que me tornei mais frágil pelo teu afecto, enquanto sentia o calor das tuas pernas cobertas pela manta que tantas vezes coloquei sobre ti quando ficava a ver-te adormecer.
Tomei uma decisão, avancei lentamente com a minha mão tendo em vista concretiza-la sem aparato do desagrado por ser ignorado em detrimento de um momento só teu que se prolongava num momento que deveria ser nosso.
Cheguei com a minha mão ao teu livro e pegando-lhe pelo topo do lombo como quem afasta um animal que estorva, puxei o livro para baixo, desnudando o teu rosto, de modo a poder exclamar com o olhar a razão de tanto desinteresse na minha presença.
Quando finalmente alcancei a tua face com o meu olhar, reparei que choravas, de uma maneira muito concentrada como quem esconde um segredo nesses actos tão humanos.
Por breves segundo pensei se terias vergonha que te visse a chorar por causa de um livro, porque a ser esse o problema, nunca a tua sensibilidade tinha sido para mim uma razão para julgar-te.
Coloquei-te a questão, porque choravas? Porque escondias esse choro de mim? Porque não procuraste em mim consolo? Alguma vez fiquei eu de te apoiar na tua essência, nos teus maneirismo que tanto adoro?
Em tom de voz doce, com aquele soluçar de fim do choro a marcar o início da tua resposta deste-me a razão de tal motivo.
Disseste-me então que apenas choravas por saudades, saudades minhas.
Agarrei então na tua face com gentil modo limpando as tuas inocentes lágrimas, e ofereci-te um sorriso procurando fazer-te sentir que estava tudo bem, guardando para mim a doce noção do que me fizeras sentir com tal revelação. Porque na importância que me dás não encontro eu a importância do que sou, mas a importância do que me és.
Estavas a ler um típico romance que de ti tem tanto, uma história que nunca gostarias de viver, mas que consegues imaginar apenas para todos os outros que te rodeiam.
Atirei o casaco para cima da cama, sentei-me, tirei os sapatos e suspirei com os ombros encostados aos joelhos e com os punhos cerrados junto às têmporas.
Sem tirares os olhos das páginas prensadas a tinta industrial, suavemente senti o teu pé ornamentado a arco-íris de malha a acariciar-me as costas, um estranho cumprimento de um vulgar tipo de afecto.
Deitei a minha cabeça sobre o teu colo, espreitei a capa do livro que lias, tossi duas ou mais vezes na esperança que o fosses pousar para olhar para mim.
Virei o meu corpo de forma a poder olhar directamente para ti, para que pudesse agarrar na tua mão fria por culpa deste Inverno.
Acariciei a pele do teu pulso de maneira suave ao mesmo tempo que com o olhar tentava arrancar o livro da frente do teu rosto, num olhar de súplica por alguma atenção.
Com um gemido de exclamação perguntava-te se ali estarias naquele momento em que me tornei mais frágil pelo teu afecto, enquanto sentia o calor das tuas pernas cobertas pela manta que tantas vezes coloquei sobre ti quando ficava a ver-te adormecer.
Tomei uma decisão, avancei lentamente com a minha mão tendo em vista concretiza-la sem aparato do desagrado por ser ignorado em detrimento de um momento só teu que se prolongava num momento que deveria ser nosso.
Cheguei com a minha mão ao teu livro e pegando-lhe pelo topo do lombo como quem afasta um animal que estorva, puxei o livro para baixo, desnudando o teu rosto, de modo a poder exclamar com o olhar a razão de tanto desinteresse na minha presença.
Quando finalmente alcancei a tua face com o meu olhar, reparei que choravas, de uma maneira muito concentrada como quem esconde um segredo nesses actos tão humanos.
Por breves segundo pensei se terias vergonha que te visse a chorar por causa de um livro, porque a ser esse o problema, nunca a tua sensibilidade tinha sido para mim uma razão para julgar-te.
Coloquei-te a questão, porque choravas? Porque escondias esse choro de mim? Porque não procuraste em mim consolo? Alguma vez fiquei eu de te apoiar na tua essência, nos teus maneirismo que tanto adoro?
Em tom de voz doce, com aquele soluçar de fim do choro a marcar o início da tua resposta deste-me a razão de tal motivo.
Disseste-me então que apenas choravas por saudades, saudades minhas.
Agarrei então na tua face com gentil modo limpando as tuas inocentes lágrimas, e ofereci-te um sorriso procurando fazer-te sentir que estava tudo bem, guardando para mim a doce noção do que me fizeras sentir com tal revelação. Porque na importância que me dás não encontro eu a importância do que sou, mas a importância do que me és.
domingo, janeiro 28, 2007
Charlie and Miles... play it again.
Um toque de classe e de bom gosto nunca é demais.
Para os que não apreciam... vão ouvir fóró.
Para os que não apreciam... vão ouvir fóró.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Assim fui soluçando o teu nome...
Procurei ouvir na noite o som da tua chegada, abri a cama para que te deitasses ao meu lado, e esperei.
Sentei-me à janela à espera de sentir o teu peito nas minhas costas e os teus braços estendidos sobre o meu pescoço, e a brisa fria tirou de esboço o meu sorriso perdido à noite.
Sonhei aconchegado no meu desejo com um teu simples beijo, carícia de bondade que tanto me toca a alma pacientemente moribunda.
Puxei de um lápis e rabisquei o teu nome em meia dúzia de folhas amarrotadas pelo tempo que passou entre pensamentos e desespero.
Fui e serei carente do teu olhar, fui e serei pendente do teu saber, olhar, tocar, mostrar querer, vontade de ser e assim ficar… morder, pegar, abraçar e voltar a ter, um sitio, só meu e teu onde esperar.
Abri a luz e os olhos com vontade de te olhar, cada passo teu é um sorriso meu à espera de te tocar. E eu, só eu e mais ninguém, fiquei à espera de te calar, com um beijo com um sonho, com uma forma de te mostrar, um simples segredo, um desejo, uma forma de gostar.
Sentei-me à janela à espera de sentir o teu peito nas minhas costas e os teus braços estendidos sobre o meu pescoço, e a brisa fria tirou de esboço o meu sorriso perdido à noite.
Sonhei aconchegado no meu desejo com um teu simples beijo, carícia de bondade que tanto me toca a alma pacientemente moribunda.
Puxei de um lápis e rabisquei o teu nome em meia dúzia de folhas amarrotadas pelo tempo que passou entre pensamentos e desespero.
Fui e serei carente do teu olhar, fui e serei pendente do teu saber, olhar, tocar, mostrar querer, vontade de ser e assim ficar… morder, pegar, abraçar e voltar a ter, um sitio, só meu e teu onde esperar.
Abri a luz e os olhos com vontade de te olhar, cada passo teu é um sorriso meu à espera de te tocar. E eu, só eu e mais ninguém, fiquei à espera de te calar, com um beijo com um sonho, com uma forma de te mostrar, um simples segredo, um desejo, uma forma de gostar.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Ósculo Oculto
Beijo
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena
Porque muitas vezes um primeiro beijo dá-se com o olhar e não com os lábios humedecidos da paixão, nunca me vi ser negado um beijo, e em todo o seu desejo eles existiram com toda a sua intenção, e numa discreta valsa de olhares trocamos os mais ardentes beijos.
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena
Porque muitas vezes um primeiro beijo dá-se com o olhar e não com os lábios humedecidos da paixão, nunca me vi ser negado um beijo, e em todo o seu desejo eles existiram com toda a sua intenção, e numa discreta valsa de olhares trocamos os mais ardentes beijos.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Tentativa de esclarecimento ao post do José Tiago.
Não sou mais velho nem mais lúcido que tu, e podia procurar uma dezena de maneiras para começar a tentar explicar-te o teu último post.
Podia falar do condicionalismo natural do ser humano, podia delinear teses atrás de teses sobre o estatuto lógico do ser pensante.
Como te disse na hora, não fiquei surpreendido, fiquei revoltado tal como muita gente, mas nada surpreendido, nem pela situação ou tão pouco pelas pessoas em causa.
Apesar de não ser algo que me choque no sentido de “não estar à espera”, choca-me o comportamento altamente reprovável entre dois membros de uma mesma espécie, embora de classes muito distintas.
Por esse motivo, não te posso dar uma resposta exacta, quanto muito partilho aqui contigo uma tese evolutiva do carácter humano e do seu modus operandi mais banalizado.
Tal como no reino animal, em que todos os seres desse reino são subdivididos em várias classes (subreinos), nos humanos também encontramos pessoas de classes diferentes.
É lógico que todos os objectos animados ou inanimados são diferentes neste mundo, podemos adoptar a ideia que nada neste mundo é igual, tudo tem a sua pequena cortina da diferença moldada pelo tempo e espaço, dai optar-mos pela ideia que existem coisas idênticas, tal como animais, plantas, e uma data de outras coisas, e depois temos o lado do mundo humano em que as coisas que ai se movem, logicamente os próprios seres humanos, serão então considerados semelhantes.
Exemplo académico, podes olhar para duas ovelhas, ou para duas pedras, ou para duas plantas, e num primeiro relance achar que é árduo proceder à distinção, porque são coisas idênticas. Agora se fores comparar seres humanos, podes mais facilmente apreender que existem algumas diferenças, mesmo sem apelar à existência da personalidade que é condição exclusiva do ser humano, mas através de uma identidade física, materialmente concreta, que nos torna todos diferentes.
Voltando de novo às classes no seio do ser humano, podemos tomar por certo que apesar de sermos todos diferentes, muitos de nós temos certas semelhanças, seja de comportamento, físicas, psicológicas, etc.
Podemos ter várias percepções de classes, mas a que me incumbe agora explanar é tomando como base o estado psicológico humano, através da análise do carácter e do comportamento dentro e fora do contexto socializante.
Então a moldes do carácter e do comportamento psicológico humano, temos vários tipos de classes. A quantidade de classes existentes é algo indeterminado quando levado a um extremo individualizador, logo simplesmente dividia o ser humano a este nível em quatro grandes classes do estado psicológico e carácter humano, o formado, o conformado, o inconformado e o tijolo.
Os seres que pertencem à classe dos formados, são seres que desde cedo lançaram fundações de modo a formar uma base sólida para o seu crescimento e amadurecimento enquanto humanos sociabilizáveis, e normalmente atingem o seu auge mais cedo que todos os outros, são pessoas decididas, esclarecidas, e com obra feita em pouco tempo de vida, sem nunca perder a ânsia por atingir picos mais altos. É de referir que é uma classe muito rara, mais comum em outros tempos, que nos dias de hoje.
Temos depois a classe dos conformados, são basicamente aqueles que conformam-se com o facto de serem quem são, e aceitam a vida como ela, não quer dizer que não tenham ambição, apenas vivem sem a preocupação de saberem a que tempo e em que espaço evoluem, fazem sempre pelo melhor, sem nunca perder a realidade da vida, e aos poucos vão atingindo grandes níveis de carácter e maturidade degrau a degrau ao longo da vida, apenas conformando-se que não querem ser os melhores, apenas querem fazer melhor de dia para dia.
Depois temos os inconformados, tentam sempre mais do que se lhes apresenta perante a vida, tornam a ambição numa faca de dois gumes, querem sempre mais, sem ser de modo razoável, tendem a imitar e a escalar perante a vida sem olhar onde se apoiam, sentem a ansiedade por ser sempre mais e melhor, sendo que por algumas vezes, embora raras, conseguem atingir um bom nível de sucesso, na maioria das vezes tendem a descobrir através de vários tombos a realidade da vida e as suas condicionantes predestinadas.
Por fim temos a classe do tijolo, todos conhecemos um membro desta classe ao longo da vida. Quando falo nos membros da classe tijolo faço menção a um tipo de ser humano que saltou por completo algumas fases da sua ontogenia ao nível psicológico.
Aos membros desta classe podemos adjectivar que são feios, porcos, e maus na sua formação do carácter, são a classe inferior, pessoas incapazes de conceber uma existência axiológica.
Nesta ultima classe podemos incluir os dois tijolos que tiveram o brilharete na aula de Processo Penal, duas pessoas para quem não existe um mínimo de respeito ético, pisando claramente toda a estética normal de um comportamento socialmente aceitável de cariz mínimo.
No fim de tudo, não és obrigado a ser adulto à força, podes aceitar a vida como ela é, tens sempre opções e decisões a tomar, e para isso não necessitas de ser adulto, o facto de seres adulto nada tem a ver com a tua capacidade para tomares decisões, escolheres os teus caminhos ao longo da vida, fazes tu desde que nasceste, é o sentido minimalista da existência.
Neste caso em que se tratam de dois tijolos, tens sempre várias opções, ou passas por eles e nem te importas, porque só faz sentido dar valor a um tijolo se quiseres construir algo dali, ou então vais emparedar dando-lhes valor de forma a construir uma existência mais significativa do que tem um simples tijolo.
Como é óbvio depois as opções não se ficam por ai, com a obra feita, ou deitas abaixo, ou deixas ficar, penduras-lhes coisas, etc.
Quanto a mim muito sinceramente, usava os dois tijolos numa balança de modo a pesar-lhes a consciência e o sentido ético mais simplista.
Podia falar do condicionalismo natural do ser humano, podia delinear teses atrás de teses sobre o estatuto lógico do ser pensante.
Como te disse na hora, não fiquei surpreendido, fiquei revoltado tal como muita gente, mas nada surpreendido, nem pela situação ou tão pouco pelas pessoas em causa.
Apesar de não ser algo que me choque no sentido de “não estar à espera”, choca-me o comportamento altamente reprovável entre dois membros de uma mesma espécie, embora de classes muito distintas.
Por esse motivo, não te posso dar uma resposta exacta, quanto muito partilho aqui contigo uma tese evolutiva do carácter humano e do seu modus operandi mais banalizado.
Tal como no reino animal, em que todos os seres desse reino são subdivididos em várias classes (subreinos), nos humanos também encontramos pessoas de classes diferentes.
É lógico que todos os objectos animados ou inanimados são diferentes neste mundo, podemos adoptar a ideia que nada neste mundo é igual, tudo tem a sua pequena cortina da diferença moldada pelo tempo e espaço, dai optar-mos pela ideia que existem coisas idênticas, tal como animais, plantas, e uma data de outras coisas, e depois temos o lado do mundo humano em que as coisas que ai se movem, logicamente os próprios seres humanos, serão então considerados semelhantes.
Exemplo académico, podes olhar para duas ovelhas, ou para duas pedras, ou para duas plantas, e num primeiro relance achar que é árduo proceder à distinção, porque são coisas idênticas. Agora se fores comparar seres humanos, podes mais facilmente apreender que existem algumas diferenças, mesmo sem apelar à existência da personalidade que é condição exclusiva do ser humano, mas através de uma identidade física, materialmente concreta, que nos torna todos diferentes.
Voltando de novo às classes no seio do ser humano, podemos tomar por certo que apesar de sermos todos diferentes, muitos de nós temos certas semelhanças, seja de comportamento, físicas, psicológicas, etc.
Podemos ter várias percepções de classes, mas a que me incumbe agora explanar é tomando como base o estado psicológico humano, através da análise do carácter e do comportamento dentro e fora do contexto socializante.
Então a moldes do carácter e do comportamento psicológico humano, temos vários tipos de classes. A quantidade de classes existentes é algo indeterminado quando levado a um extremo individualizador, logo simplesmente dividia o ser humano a este nível em quatro grandes classes do estado psicológico e carácter humano, o formado, o conformado, o inconformado e o tijolo.
Os seres que pertencem à classe dos formados, são seres que desde cedo lançaram fundações de modo a formar uma base sólida para o seu crescimento e amadurecimento enquanto humanos sociabilizáveis, e normalmente atingem o seu auge mais cedo que todos os outros, são pessoas decididas, esclarecidas, e com obra feita em pouco tempo de vida, sem nunca perder a ânsia por atingir picos mais altos. É de referir que é uma classe muito rara, mais comum em outros tempos, que nos dias de hoje.
Temos depois a classe dos conformados, são basicamente aqueles que conformam-se com o facto de serem quem são, e aceitam a vida como ela, não quer dizer que não tenham ambição, apenas vivem sem a preocupação de saberem a que tempo e em que espaço evoluem, fazem sempre pelo melhor, sem nunca perder a realidade da vida, e aos poucos vão atingindo grandes níveis de carácter e maturidade degrau a degrau ao longo da vida, apenas conformando-se que não querem ser os melhores, apenas querem fazer melhor de dia para dia.
Depois temos os inconformados, tentam sempre mais do que se lhes apresenta perante a vida, tornam a ambição numa faca de dois gumes, querem sempre mais, sem ser de modo razoável, tendem a imitar e a escalar perante a vida sem olhar onde se apoiam, sentem a ansiedade por ser sempre mais e melhor, sendo que por algumas vezes, embora raras, conseguem atingir um bom nível de sucesso, na maioria das vezes tendem a descobrir através de vários tombos a realidade da vida e as suas condicionantes predestinadas.
Por fim temos a classe do tijolo, todos conhecemos um membro desta classe ao longo da vida. Quando falo nos membros da classe tijolo faço menção a um tipo de ser humano que saltou por completo algumas fases da sua ontogenia ao nível psicológico.
Aos membros desta classe podemos adjectivar que são feios, porcos, e maus na sua formação do carácter, são a classe inferior, pessoas incapazes de conceber uma existência axiológica.
Nesta ultima classe podemos incluir os dois tijolos que tiveram o brilharete na aula de Processo Penal, duas pessoas para quem não existe um mínimo de respeito ético, pisando claramente toda a estética normal de um comportamento socialmente aceitável de cariz mínimo.
No fim de tudo, não és obrigado a ser adulto à força, podes aceitar a vida como ela é, tens sempre opções e decisões a tomar, e para isso não necessitas de ser adulto, o facto de seres adulto nada tem a ver com a tua capacidade para tomares decisões, escolheres os teus caminhos ao longo da vida, fazes tu desde que nasceste, é o sentido minimalista da existência.
Neste caso em que se tratam de dois tijolos, tens sempre várias opções, ou passas por eles e nem te importas, porque só faz sentido dar valor a um tijolo se quiseres construir algo dali, ou então vais emparedar dando-lhes valor de forma a construir uma existência mais significativa do que tem um simples tijolo.
Como é óbvio depois as opções não se ficam por ai, com a obra feita, ou deitas abaixo, ou deixas ficar, penduras-lhes coisas, etc.
Quanto a mim muito sinceramente, usava os dois tijolos numa balança de modo a pesar-lhes a consciência e o sentido ético mais simplista.
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