sexta-feira, setembro 08, 2006

Não consigo dormir.

Tenho sono…
Porque não durmo
Tenho sede…
Porque não durmo
Estou só…
Porque não durmo
E apenas escrevo…
Porque tenho sede, estou só, e não durmo.

Tecla a tecla num bate dedo de roda dentada, escrevo alguma algaraviada, sem desprimor por qualquer terra, apenas é o sono que não me ferra.
Paro, penso, uso o meu faro para o cheiro intenso, cheira a tédio, aquele suor nocturno que aborrece, e é o calor que nos aquece como a espada do filho de Juno.

Fui pensando...

E se a lua é um cinzeiro de olhares desesperados que se apagam, e se o teu nome é um colar de estrelas que se prende em fundo negro, que será de mim pobre medo.

Quando o teu sorriso acaricia de maneira meiga o meu olhar, e em gestos mansos cativas a atenção do tempo que paralisas, onde esconder o medo?

E quando o vento rebate o mar num gigante encanto, e a terra abre-se sobre o sol num convite de tamanho espanto, de tudo o que sou e tudo o que tenho, sou medo que escondo o desejo de ver simplificadas as minhas preces.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Let me know...

Diz-me baixinho que grito é esse que guardas no teu peito.

Que sono...

Pior que a solidão só o tédio, pois o tédio é a solidão que não é produtiva.

terça-feira, setembro 05, 2006

Comunicado da Administração

Para todos os leitores que ainda aqui costumam vir para tentar satisfazer alguma curiosidade, ou para obter alguma leitura ligeira, os meus parabéns vocês foram seleccionados para um sorteio de dois milhões de euros.

Mentira, não foram nada seleccionados porque não temos dois milhões de euros, e se os tivesse também não vos dava.

Se o caro leitor acha este blog um pouco mortiço e enfadonho por esta altura do ano, achando que mais valia ler uma revista sobre moda marroquina, um consultório sentimental do Bangladesh, sobre casos criminais de Xabregas, ou mesmo gastronomia do Mali, deixo o aviso que isto vai continuar mortiço, mas talvez bem mais ousado no que toca ao nível de estupidez.

A gerência deste blog quis dar um passo em frente em busca de uma falésia literária, ou talvez parte da gerência deste blog quis dar um grito de revolta boçal, espelhando a bandalheira em cada letra escrita neste blog.
Para tal, será aberta uma área neste blog onde serão convidados alguns correspondentes com o intuito de escreverem as suas colunas temáticas.

Ao longo dos tempos podem vir a conhece-los, aprender a apreciar estes colunistas, e mesmo interagir com eles. Através da vossa participação crítica sobre as colunas desses nossos correspondentes é vos oferecida a possibilidade de sentirem-se parte deste blog, muito provavelmente a única parte boa.

Quero lembrar que estes correspondentes candidataram-se a este novo espaço através de um concurso por mail. O caro leitor se também estiver interessado em participar pode falar com a administração deste blog por mail ou pela caixa dos comentários deixando o seu contacto, ser-lhe-á enviado um formulário de candidatura para ser nosso correspondente.

Para já foi formada uma equipa de colunistas que concorreram ao primeiro concurso, espero que os façam sentir apreciados e bem-amados tendo o mesmo carinho e consideração que sempre tiveram (apenas) com o Zica.

Obrigado e boa noite.

sábado, agosto 26, 2006

Cefaleias operandis...

A dor de cabeça é o exagero extrapolado cerebral da realidade que nos rodeia.

quarta-feira, agosto 23, 2006

E o conto continua...

Acordou no sofá sendo trespassado por flechas de luz que emanavam das frestas das persianas, desligou a televisão e olhou em seu redor, notou o casaco ensanguentado no chão olhou para o seu corpo maltratado e cheio de sangue, pousou as mãos encrostadas com o sangue seco nos braços do sofá e levantou-se em direcção ao quarto.
Entrou no quarto, era simples, uma cama baixa com roupa de cama preta e vermelha, assim como quase toda a mobília do quarto era de ébano e todo o quarto jogava com as cores pretas, brancas e vermelhas de um modo muito moderno e minimalista.
Do lado esquerdo no quarto uma porta conduzia à casa de banho, acendeu as luzes que lhe ofuscaram, talvez estivesse com alguma lesão craniana ou óptica, apoiou as mãos no lavatório de metal cromado, olhou-se no espelho e depois encostou a cabeça a este como que se passa-se a sua alma para o outro lado do espelho. Um suspirar profundo como quem confessa cem anos de pecados a um confidente divino, atirou a camisa e as calças para um canto, abriu a porta do chuveiro e ligou a água, atirou os boxers e as meias para um canto e logo depois tirou uma toalha lavada do armário.
Entrando no duche a água batia-lhe no corpo como fagulhas em brasa, a água ardia-lhe nas feridas por todo o corpo, e de cabeça encostada à parede do chuveiro olhava para o ralo que agora bebia o sangue que vestia o seu corpo.
Enquanto a água lhe percorria o corpo, alguns flash’s sem nexo arrombavam-lhe a mente, tentava liga-los dar-lhes sentido e rumo, mas estava perdido, cansado e com dores.
Acabado o duche, enrolou a toalha em volta da sua cintura e caminhou lentamente e cambaleando em direcção à cama.
Sentou-se na cama virado para a janela, jogou o corpo para trás e caiu na cama de braços abertos, levou uma mão ao peito e adormeceu de repente como se tivesse um desmaio repentino.

E assim começa o conto.

Empurra a porta com pesar em passos de compasso morto, na madeira oca daquela porta escorre o sangue da mão que a empurra.
Gota a gota devagar escorre o sangue por entre farpas, num gotejar lacrimejante que pinta a sombra que na porta mostra semblante.
Em passos arrastados de atacadores soltos vai marcando o trilho na parede com a mão ensanguentada, pernas bambas com o corpo a fraquejar como quem carrega todos os grilhões do mundo.
Escolhe o alvo do seu esforço, um sofá já gasto e velho forrado a couro e com pedaços de espuma a sair nos braços, e da parede em que se apoia dá o salto para aquele sofá onde o corpo se enforma e jaz.
Na mesinha ao lado do sofá está por entre umas revistas e uma garrafa de whisky vazia o comando da televisão. Pegando nele selecciona um canal de desporto.
Tira o casaco embebido em sangue e atira-o para o chão, descalça as sapatilhas pelos calcanhares, leva as mãos à cara e por entre o sangue algo se espalha algo que não esperava. E assim adormece exausto com as lágrimas a lavarem-lhe o gosto do sangue dos lábios.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Publicidade Enganosa?




Porque a boa publicidade anda escondida. Devo começar a procurar raparigas que usem Puma?

Question mark.

Se te contar um segredo dás-me um sorriso?

quarta-feira, agosto 16, 2006

Especial para o Miki.



Click em cima da imagem para disfrutar com maior clareza.

Я могу любить без языка?

Quem se perdeu na noite que encontre-me estendido de rosto prostrado para a lua com olhos em maré cheia.

Passem ao lado deitando uma pedra sobre o meu corpo apenas deixando os olhos por cobrir, pois eles serão cobertos com sonhos e esperanças dragadas de um poço sem fundo onde se refundiu a voz da inocência tão vagamente perdida num grito de dor.

Porque de mudez romântica padeço eu, numa descoordenação de pensamentos e sentidos, com claros alaridos bordados de sangue de lábios trincados para travar o impetuoso desejo de te dizer o que sinto.

Innamorare è vietato

Ed al di sopra di il cielo viola riposa gli angeli che manda giù la luce che brilla nei suoi occhi amano la luna presa sul fuoco.

Nelle cordicelle di cittar degli angeli di dio prendo uni capelli del suo, i capelli di seta belli più puro di la verità che spreca la terra dello sperato.

Come dire che l'amo quando sono cosí impaurito di tutto che lei è?

Lei è cosí molto a me che viverò nella paura di tale grandezza e tale grazia. La mia quasi paura è per il mee di prendere vicino a lei e la perde un giorno alcuni come, perché lei è lontano a speciale per me avere, per me desiderare, per me osare ed amare.

sábado, agosto 12, 2006

Isto não quer dizer que me vá embora.

Lanço um repto a todos os meus amigos. Se fosse a última vez que me viam o que é que diriam?

sexta-feira, agosto 11, 2006

Isto não fechou...está mortiço vá..

Porque consegui aperceber-me que em pleno mês de Agosto muitos estabelecimentos nocturnos estão em remodelações, dificultando assim as opções para a saída nocturna na Ilha da Madeira, estabeleço o paralelismo deste blog com a casa de alterne ali da esquina, ambos estão abertos e sem remodelações o pior é que ninguém faz muita questão de lá entrar.

terça-feira, julho 25, 2006

O verdadeiro camaleão por que dizem que sim.

De acordo com os meios de comunicação Israel é o primeiro povo a ter um soldado a prestar serviço militar no terreno e de maneira activa e que é um pacifista.

Peço desculpa por não conseguir compreender nem assimilar tal ideia que algum ser que faça parte de uma forma militarizada e treinada para combate, que pegue em armas e tenha por consequência das suas acções a possível morte de uma vida humana em nome de algo a que se apelidam de ordens, possa ser considerado um pacifista per se.

Debandada para férias.

MSN Messenger está vazio, os blogs são actualizados mais espaçadamente, vários posts anunciam a ida para férias.

Para quem se isola longe dos amigos e tem na internet um meio de comunicação durante o resto do ano de maneira a comunicar com os amigos para além daquele tempo base e pessoal, esta altura é um bocado morta.

A internet nesta altura faz lembrar um pouco uma daquelas cidades do Midwest americano, onde o sol é forte e a presença humana é parca, na verdade só me tenho queimado.

E assim aumenta a ansiedade por voltar a ter algum contacto com amigos, alguns estão a caminho e vêm fazer-me um pouco de companhia, daí a minha subserviência patológica por quem atura-me por uns minutos.

Quando em miúdo vivia num bairro social amigos era coisa que nunca faltava, e tempo livre para o aborrecimento eram lendas que se ouviam de outros lados e outras gentes.

Ligações cruzadas...

No meio de mais um esgar de dor por causa das queimaduras solares, paro por um segundo e lembro-me do Paciente Inglês relacionando-o com a minha situação.

De facto existem momentos estúpidos e inúteis.

Meninos e Meninas o sol quando queima aleija mesmo, não façam como o tio Pedro e usem protector solar.

segunda-feira, julho 24, 2006

Impasse com orelhas de burro.

O que é que nos dará o click necessário para dizermos a alguém, sim gosto de ti mais do que seria suposto para uma relação de concubinato. Existe maneira de dizermos a alguém que estamos apaixonados sem parecermos um urso de peluche massacrado por tesouras que negam qualquer hipótese?

Alguém me diz como é que digo aquela rapariga especial, sim estou apaixonado por ti apesar de saber que as probabilidades de ser correspondido são as mesmas de ser atingido por um comboio no meio do deserto de Queensland.

Someone calling...

Já escrevi tantos textos sem que saibas que são para ti. São textos anónimos?

Nem por isso, também não deixam de ter destinatário, tudo está feito de acordo com a ordem que se toma nestes casos, existe um remetente e um destinatário, só não existe ligação.

Esse é o meu maior mal, sou péssimo a estabelecer ligações tudo porque sou demasiado honesto e sincero com os outros, mas sou demasiado falso e cobarde comigo mesmo.