A natureza anda pejada de injustiça e é por isso que ando sempre tão triste.
Reuni toda uma esperança, acreditei com profundidade, fiz uma interrupção no estudo e liguei a TV na TVI, eram 18h30 e constatei que a natureza é injusta de maneira cabal.
Com tanto tsunami no mundo, com tanto maremoto a ser avistado no Algarve, hoje na praia de S. Amaro de Oeiras, nada, nem umas ondinhas mais violentas ao estilo da praia de Espinho no Inverno.
Liguei a TV induzido e tomado por uma fé imensurável na esperança de ver o mar a engolir toda uma zona de terra sem deixar rasto de nada, ou no mínimo umas morteiradas ao estilo do dia D na Normandia a estoirar com a praia toda, nada, o único terror presente era o já aguardado para o dia da Besta 06/06/06, um concerto dos Dzrt na praia com entrada livre.
Fiquei triste, e mais triste fiquei quando tive a sensação num ligeiro vislumbre de lá estar também o Miguel Ângelo dos Delfins, e onde andava o Tsunami?
No meio da tristeza só consegui esboçar um ligeiro esgar de gozo mitigado por uma terrível desilusão, mas soltei um singelo sorriso ao ver o Zé Milho a borrar as calças enquanto o barco dava solavancos no mar, mas não chega, não é peso suficiente na balança da justiça.
Senti um pouco a revolta de Martunis, e tudo piorou quando ouvi o início da primeira musica dos Dzrt, Dzrt Revolução, uma música a plagiar totalmente os Power Rangers, vergonha, só faltava o Zé Milho a dar saltos como o SePeidaMan.
Onde anda a justiça natural neste mundo, onde andam os efeitos do aquecimento global?
Onde anda uma praga de borboletas carnívoras quando se precisa? Nem isso havia naquela praia, uma vergonha.
Seja como for vou apelar para instâncias superiores e o próximo concerto dos Dzrt vai ser no Iraque, com sorte os Americanos devido à estupidez natural atinjam o recinto com um míssil, com sorte confundem o Zé Milho com um terrorista mais excêntrico, e assim repunham com naturalidade a justiça natural das coisas.
terça-feira, junho 06, 2006
As coisas que se lê por ai...
Um homem apaixonado pode ser algo patético, agora um intelectual apaixonado é pavoroso devido a todas as referências sem nexo que se põem a enunciar, seja como for é sempre de louvar tal sentimento.
(dedicado a um meu antigo mestre de direito)
(dedicado a um meu antigo mestre de direito)
Ditados mal formados.
Discordo com a velha frase, "os homens não se medem aos palmos".
Os homens devem medir-se aos palmos com a particularidade de haver o requisito mínimo de dois dedos de testa por cada palmo.
Os homens devem medir-se aos palmos com a particularidade de haver o requisito mínimo de dois dedos de testa por cada palmo.
segunda-feira, junho 05, 2006
Com o patrocínio da TVI.
Depois do insucesso da selecção portuguesa de futebol Sub-21, a TVI procura novos parceiros.
A TVI ficou com os direitos desportivos para transmitir tudo sobre o Europeu de Futebol Sub-21 2006 que se realizou em Portugal, quase um mês antes começaram a transmitir rotinas dos jogadores, entrevistas, o estágio, os bastidores de um alegado espectáculo total, que acabou menos bem, e diria mesmo mal, porque não sou daqueles portugueses que festeja o segundo, o terceiro, ou qualquer outro lugar que não seja o primeiro.
É assim que sou, não me sinto menos patriota, menos orgulhoso de quem trabalha pela sua pátria, menos agradecido e reconhecido do talento de quem seja, apenas sinto-me menos hipócrita por festejar algo que não dá razões para isso.
A selecção AA portuguesa chegou a solo alemão e segundo os media, porque eu não estava lá, foram recebidos como reis, como heróis do povo além do mar, como membros da nação valente, e na sua marcha ao sair do autocarro à porta da instalação hoteleira que os irá albergar nestas próximas semanas, segundo os presentes, nem levantaram as mãos para agradecer, não dirigiram qualquer esboço de gratidão, nem palavras de apreço para pessoas que alegadamente viajaram quilómetros para os saudar, e de bestiais passaram a bestas, e na pequeneza de um espírito enorme e humilde típico da nossa gente reside a esperança nesses grandes heróis a quem confiamos alegrias.
Não fugirei à regra daqueles que desejam ver Portugal a sair-se bem no Mundial de Futebol, mas longe está o dia em que faça deles o motivo de orgulho da minha nação, sou patriota comedido.
E quando tudo parece falhar, a nossa necessidade de espelhar orgulho num grupo com alguma projecção internacional, a TVI concentra as baterias para os GNR que se deslocaram para Timor-Leste.
O meu espanto e até mesmo repulsa é basicamente fundado num simples facto.
A TVI literalmente tratou de reportar o estágio dos militares, de desenhar os seus perfis e personalidades, de os seguir em terreno, como se fossem mais uma equipa que vai espelhar o orgulho e competência lusitana.
Fazem perguntas a militares australianos se estes se sentem ameaçados pela presença dos GNR, e já organizam mini-campeonatos de competência na intervenção séria em Timor-Leste, e parece que nos defrontamos com a Austrália, visto que a Malásia foi sorteada para outro grupo.
O ridículo da situação chega ao ponto de pedir poses aos militares da GNR enquanto são ouvidos disparos, o ridículo da situação chega ao ponto da inteligência saloia de certos jornalistas estarem no meio de trocas de tiros sem um capacete ou sem um colete à prova de balas, mas pensando bem muitos polícias que fazem desse tipo de confrontos a sua profissão também não têm esses meios.
Os media lutam arduamente para passar uma imagem de força e carácter inabalável dos GNR, só espero que não se lembrem de mandar o Rui Reininho para Timor para levantar o moral das tropas, mandem antes o Miguel Ângelo dos Delfins com um colete feito de cartão e com um alvo para o meio dos confrontos e metam a tocar algumas músicas de sua autoria, que o povo de Timor juntasse com o único propósito de salvar a sua liberdade ao bom gosto e decoro.
Seja como for, parabéns à TVI por conseguir fazer com que tudo pareça tão saloio e tão tosco.
Uma mensagem de bom trabalho para a GNR que no fundo podem e devem ser profissionais competentes, pelo menos eu acredito que sim.
A TVI ficou com os direitos desportivos para transmitir tudo sobre o Europeu de Futebol Sub-21 2006 que se realizou em Portugal, quase um mês antes começaram a transmitir rotinas dos jogadores, entrevistas, o estágio, os bastidores de um alegado espectáculo total, que acabou menos bem, e diria mesmo mal, porque não sou daqueles portugueses que festeja o segundo, o terceiro, ou qualquer outro lugar que não seja o primeiro.
É assim que sou, não me sinto menos patriota, menos orgulhoso de quem trabalha pela sua pátria, menos agradecido e reconhecido do talento de quem seja, apenas sinto-me menos hipócrita por festejar algo que não dá razões para isso.
A selecção AA portuguesa chegou a solo alemão e segundo os media, porque eu não estava lá, foram recebidos como reis, como heróis do povo além do mar, como membros da nação valente, e na sua marcha ao sair do autocarro à porta da instalação hoteleira que os irá albergar nestas próximas semanas, segundo os presentes, nem levantaram as mãos para agradecer, não dirigiram qualquer esboço de gratidão, nem palavras de apreço para pessoas que alegadamente viajaram quilómetros para os saudar, e de bestiais passaram a bestas, e na pequeneza de um espírito enorme e humilde típico da nossa gente reside a esperança nesses grandes heróis a quem confiamos alegrias.
Não fugirei à regra daqueles que desejam ver Portugal a sair-se bem no Mundial de Futebol, mas longe está o dia em que faça deles o motivo de orgulho da minha nação, sou patriota comedido.
E quando tudo parece falhar, a nossa necessidade de espelhar orgulho num grupo com alguma projecção internacional, a TVI concentra as baterias para os GNR que se deslocaram para Timor-Leste.
O meu espanto e até mesmo repulsa é basicamente fundado num simples facto.
A TVI literalmente tratou de reportar o estágio dos militares, de desenhar os seus perfis e personalidades, de os seguir em terreno, como se fossem mais uma equipa que vai espelhar o orgulho e competência lusitana.
Fazem perguntas a militares australianos se estes se sentem ameaçados pela presença dos GNR, e já organizam mini-campeonatos de competência na intervenção séria em Timor-Leste, e parece que nos defrontamos com a Austrália, visto que a Malásia foi sorteada para outro grupo.
O ridículo da situação chega ao ponto de pedir poses aos militares da GNR enquanto são ouvidos disparos, o ridículo da situação chega ao ponto da inteligência saloia de certos jornalistas estarem no meio de trocas de tiros sem um capacete ou sem um colete à prova de balas, mas pensando bem muitos polícias que fazem desse tipo de confrontos a sua profissão também não têm esses meios.
Os media lutam arduamente para passar uma imagem de força e carácter inabalável dos GNR, só espero que não se lembrem de mandar o Rui Reininho para Timor para levantar o moral das tropas, mandem antes o Miguel Ângelo dos Delfins com um colete feito de cartão e com um alvo para o meio dos confrontos e metam a tocar algumas músicas de sua autoria, que o povo de Timor juntasse com o único propósito de salvar a sua liberdade ao bom gosto e decoro.
Seja como for, parabéns à TVI por conseguir fazer com que tudo pareça tão saloio e tão tosco.
Uma mensagem de bom trabalho para a GNR que no fundo podem e devem ser profissionais competentes, pelo menos eu acredito que sim.
domingo, junho 04, 2006
Post-It maltratado.
Apontei o teu nome inúmeras vezes num pedaço de papel rasgado, fui somando palavras de desejo no ensejo de um sonho que perdura e divide partes de mim.
E é multiplicando quem tu és numa soma de quociente determinado pela subtracção de uma fé que se dissipa como a tinta em papel de pó.
E a música embala um ritual estranho, não me canso de escrever o teu nome nesta folha rasgada, não me canso nem paro de o multiplicar em desejos, em querer de teus beijos, na doçura das palavras que um dia quero ouvir de ti.
Dizem ser doença sem cura, pelo menos assim entendo eu ser a esperança, uma fé que não alcança uma racionalidade de espírito muito menos uma valoração do desespero que provoca tanta dor.
Sempre fui talhando em mim uma ideia do ser crente e do ser que quer, saiu uma escultura aparvalhada com forma de nada onde tudo se encontra representado, e é assim num paradoxo que mantenho a fé na loucura para me guiar na busca das incertezas que tanto procuro evitar.
O ser humano tem o dom de pisar os caminhos que escolhe coagido por uma vontade alimentada a medo e sonho que enfastia aqueles que cheios dessa vontade desesperam em cada passo que é dado em direcção a algo envolto em penumbra, onde possivelmente ficará a catacumba daquele desejo ansioso de ser somado a uma realidade menos dolorosa.
E é a pressão de um objectivo, a espera por um resultado positivo, é essa a força anímica que de si tanto tem no ridículo da sua existência que procuramos um motivo para esbater mais umas barreiras, umas quantas antes de tocar com as palmas no chão em busca de um respirar libertino inspirando um ar pesado que sufoca como quem atiça para mais uns passos a ver no que dá tão arriscada e infame caminhada.
Nesse momento tiro as mãos da cara, seco os dedos molhados das lágrimas contra a roupa, pego na caneta e volto a escrever o teu nome naquele papel mais umas quantas vezes, para lembrar-me que só querendo e insistindo na esperança, é que resta qualquer tipo de luz que ilumine o teu rosto e mantenha em mim o desejo de te ter.
E é multiplicando quem tu és numa soma de quociente determinado pela subtracção de uma fé que se dissipa como a tinta em papel de pó.
E a música embala um ritual estranho, não me canso de escrever o teu nome nesta folha rasgada, não me canso nem paro de o multiplicar em desejos, em querer de teus beijos, na doçura das palavras que um dia quero ouvir de ti.
Dizem ser doença sem cura, pelo menos assim entendo eu ser a esperança, uma fé que não alcança uma racionalidade de espírito muito menos uma valoração do desespero que provoca tanta dor.
Sempre fui talhando em mim uma ideia do ser crente e do ser que quer, saiu uma escultura aparvalhada com forma de nada onde tudo se encontra representado, e é assim num paradoxo que mantenho a fé na loucura para me guiar na busca das incertezas que tanto procuro evitar.
O ser humano tem o dom de pisar os caminhos que escolhe coagido por uma vontade alimentada a medo e sonho que enfastia aqueles que cheios dessa vontade desesperam em cada passo que é dado em direcção a algo envolto em penumbra, onde possivelmente ficará a catacumba daquele desejo ansioso de ser somado a uma realidade menos dolorosa.
E é a pressão de um objectivo, a espera por um resultado positivo, é essa a força anímica que de si tanto tem no ridículo da sua existência que procuramos um motivo para esbater mais umas barreiras, umas quantas antes de tocar com as palmas no chão em busca de um respirar libertino inspirando um ar pesado que sufoca como quem atiça para mais uns passos a ver no que dá tão arriscada e infame caminhada.
Nesse momento tiro as mãos da cara, seco os dedos molhados das lágrimas contra a roupa, pego na caneta e volto a escrever o teu nome naquele papel mais umas quantas vezes, para lembrar-me que só querendo e insistindo na esperança, é que resta qualquer tipo de luz que ilumine o teu rosto e mantenha em mim o desejo de te ter.
quinta-feira, junho 01, 2006
Tímido Sentimento.
Saber de cor o teu movimento
Desenhar o teu rosto com um dedo
Não é talento
Não é segredo
É paixão, querer e medo
Que alguém sinta mais que eu
Por ti o que sinto agora
Ninguém sabe o que aconteceu
É paixão mistério, Pandora.
Prende-me com esse sorriso
Com esse teu gesto doce
Faz-me perder o juízo
E antes loucura fosse
O que o sono me afugenta
Ai que hora quezilenta
Quero e deixo de querer
Ser teu e em ti perder
Toda a inocência da paixão
Deixar mais um senão
Viver de esperanças vagas
Por desejos de contas pagas
Trinca-me a fé e arranca um bocado
Desfaz sobre o teu colo
O resto do meu sonho acabado
Consome e cospe no solo
Todo o desejo malfadado
De querer ser teu e em ti ter
O cliché da outra metade do ser
Foram horas, noites e dias
Foi choro e foi riso
Sobre muitas lágrimas frias
Cambaleando em frente piso
A dor que me sobra na mente
Como vidros de uma janela
Onde espero só por ela
Onde corto a mão dormente
Que aperta o coração soluçando
Doente de esperança esperando.
Desenhar o teu rosto com um dedo
Não é talento
Não é segredo
É paixão, querer e medo
Que alguém sinta mais que eu
Por ti o que sinto agora
Ninguém sabe o que aconteceu
É paixão mistério, Pandora.
Prende-me com esse sorriso
Com esse teu gesto doce
Faz-me perder o juízo
E antes loucura fosse
O que o sono me afugenta
Ai que hora quezilenta
Quero e deixo de querer
Ser teu e em ti perder
Toda a inocência da paixão
Deixar mais um senão
Viver de esperanças vagas
Por desejos de contas pagas
Trinca-me a fé e arranca um bocado
Desfaz sobre o teu colo
O resto do meu sonho acabado
Consome e cospe no solo
Todo o desejo malfadado
De querer ser teu e em ti ter
O cliché da outra metade do ser
Foram horas, noites e dias
Foi choro e foi riso
Sobre muitas lágrimas frias
Cambaleando em frente piso
A dor que me sobra na mente
Como vidros de uma janela
Onde espero só por ela
Onde corto a mão dormente
Que aperta o coração soluçando
Doente de esperança esperando.
quarta-feira, maio 31, 2006
O relevo do estudo.
Para o Direito Penal ser idiota é mais grave que ser imbecil, e ser imbecil é mais grave que ser débil, sendo que no reverso da medalha compensa muito mais ser idiota que imbecil ou débil.
Logo e de acordo com o Direito Penal, de cada vez que me sinto um prefeito idiota e não um simples imbecil, sofro de graves problemas intelectuais, mas ao menos o meu grau de desculpabilidade é exponeciado ao máximo, sendo eu um pobre idiota e não um mero imbecil, muito menos um hábil débil.
Mea Culpa por ser frequentemente abalado pela idiotia.
Fica um conselho para os senhores lentes do Direito Penal, falta acrescentar a pura estupidez, porque não é bonito deixar ninguém de fora, e os estúpidos também relevam para a sociedade, deixando desde já o aviso que qualquer teoria de abranger a estupidez na idiotia é um realojamento forçado de realidades díspares, visto que a idiotia nasce com o indivíduo e a estupidez é trabalhada por este, sendo fruto do seu esforço e empreendimento.
Para aqueles que de maneira atroz e radical querem pela força juntar a parvoíce, fica o anúncio feito que a parvoíce é pejada de uma barreira dicotómica que separa tal arte de todas as outras anomalias intelectuais, pois ser parvo não é o mesmo que ser idiota ou imbecil, ser parvo nem é parente afastado da estupidez, ser parvo é uma arte com um certo estilo e certa margem de manobra para se evidenciar na sociedade actual, pois hoje em dia um indivíduo sem um pouco de parvoíce é culpado de estagnar no tempo.
Logo e de acordo com o Direito Penal, de cada vez que me sinto um prefeito idiota e não um simples imbecil, sofro de graves problemas intelectuais, mas ao menos o meu grau de desculpabilidade é exponeciado ao máximo, sendo eu um pobre idiota e não um mero imbecil, muito menos um hábil débil.
Mea Culpa por ser frequentemente abalado pela idiotia.
Fica um conselho para os senhores lentes do Direito Penal, falta acrescentar a pura estupidez, porque não é bonito deixar ninguém de fora, e os estúpidos também relevam para a sociedade, deixando desde já o aviso que qualquer teoria de abranger a estupidez na idiotia é um realojamento forçado de realidades díspares, visto que a idiotia nasce com o indivíduo e a estupidez é trabalhada por este, sendo fruto do seu esforço e empreendimento.
Para aqueles que de maneira atroz e radical querem pela força juntar a parvoíce, fica o anúncio feito que a parvoíce é pejada de uma barreira dicotómica que separa tal arte de todas as outras anomalias intelectuais, pois ser parvo não é o mesmo que ser idiota ou imbecil, ser parvo nem é parente afastado da estupidez, ser parvo é uma arte com um certo estilo e certa margem de manobra para se evidenciar na sociedade actual, pois hoje em dia um indivíduo sem um pouco de parvoíce é culpado de estagnar no tempo.
Roubaste-me luz.
São cores onde concentro
O meu olhar vagueando
Pelo teu aroma adentro
Vai perturbado saqueando
São flores puras de cristal
É magia fora de hora certa
É sonho e desejo tão material
Que a ansiedade sempre aperta
De mil cores escolhi
Em mil flores bebi
O conhecimento da paixão
Com uma pétala na mão
Não só as rosas têm espinhos
Nem só beijos nos azevinhos
São momentos mais sozinhos
Em que tudo se faz claro
E atentamente disparo
Dois raios de esperança
Numa luz que o sol alcança
Em brilhante tom de amparo
Abraça-me e deixa-me outra vez
Seguir pelos teus caminhos
Porque eu quero andar à chuva.
O meu olhar vagueando
Pelo teu aroma adentro
Vai perturbado saqueando
São flores puras de cristal
É magia fora de hora certa
É sonho e desejo tão material
Que a ansiedade sempre aperta
De mil cores escolhi
Em mil flores bebi
O conhecimento da paixão
Com uma pétala na mão
Não só as rosas têm espinhos
Nem só beijos nos azevinhos
São momentos mais sozinhos
Em que tudo se faz claro
E atentamente disparo
Dois raios de esperança
Numa luz que o sol alcança
Em brilhante tom de amparo
Abraça-me e deixa-me outra vez
Seguir pelos teus caminhos
Porque eu quero andar à chuva.
terça-feira, maio 30, 2006
O regresso do palhaço.
E que seria deste blog sem prendas? E o que seria o mundo das prendas sem as prendas foleiras, como as meias que picam e são feias, como a roupa interior que faz comichão, como as canetas que não escrevem, mas têm o nosso nome gravado com um metal foleiro?
Pois bem o blog fez aninhos recentemente e eu sou a prenda foleira que vem no seguimento.
Poderia dizer que semelhante ao caso Rui Costa no Benfica, eu também volto à casa que viu nascer o meu fraquinho talento para a escrita, com grandes diferença, visto que não tenho talento para estar ausente 12 anos, nem muito menos posso dar-me ao luxo de assinar em branco, porque o blogger vai sempre meter o meu nome no fim do post.
A bem dizer Pedro Costa está de volta, sem 3 mil adeptos para o receber, sem grandes novelas nos jornais, mas sim com muitos apupos e desespero de muita boa gente que começava a ver neste blog um ponto de referência intelectual e de entertenimento, pois comigo de volta lamento descer os padrões de tão ansiado desejo.
Resumindo, sai porque apeteceu, por causa de assuntos alheios ao blog, por assuntos demasiado infantis da minha parte, como forma de fugir a um passado, a um presente e talvez um futuro, quando não existe maneira de escapar pois o cerco da vida aperta em volta no pulso e entretanto somos puxados para a realidade com um nó no pescoço.
Voltei porque precisava de um sítio onde fingir que escrevo, e sob coação o Zica lá me deixou voltar, só porque eu tenho a mania que ainda há quem leia este pedacinho de céu semiótico, onde eu com toda a certeza vou escrever muito disparate e coisas sem interesse nem resquícios de talento.
Bem ajuntem-se meus camelos berbéres e vamos dar cartas à estupidez.
Pois bem o blog fez aninhos recentemente e eu sou a prenda foleira que vem no seguimento.
Poderia dizer que semelhante ao caso Rui Costa no Benfica, eu também volto à casa que viu nascer o meu fraquinho talento para a escrita, com grandes diferença, visto que não tenho talento para estar ausente 12 anos, nem muito menos posso dar-me ao luxo de assinar em branco, porque o blogger vai sempre meter o meu nome no fim do post.
A bem dizer Pedro Costa está de volta, sem 3 mil adeptos para o receber, sem grandes novelas nos jornais, mas sim com muitos apupos e desespero de muita boa gente que começava a ver neste blog um ponto de referência intelectual e de entertenimento, pois comigo de volta lamento descer os padrões de tão ansiado desejo.
Resumindo, sai porque apeteceu, por causa de assuntos alheios ao blog, por assuntos demasiado infantis da minha parte, como forma de fugir a um passado, a um presente e talvez um futuro, quando não existe maneira de escapar pois o cerco da vida aperta em volta no pulso e entretanto somos puxados para a realidade com um nó no pescoço.
Voltei porque precisava de um sítio onde fingir que escrevo, e sob coação o Zica lá me deixou voltar, só porque eu tenho a mania que ainda há quem leia este pedacinho de céu semiótico, onde eu com toda a certeza vou escrever muito disparate e coisas sem interesse nem resquícios de talento.
Bem ajuntem-se meus camelos berbéres e vamos dar cartas à estupidez.
domingo, abril 23, 2006
Entre desisto e despeço-me, escolham o titulo que quiserem.
A partir de hoje faço parte deste blog apenas até aqui, para o futuro tudo é incerto, o certo é que a partir de hoje não faço parte dele, vou-me embora sem motivo, por birra, por chamada de atenção, porque quero desistir, porque quero ser fraco, porque não tenho vontade de lutar mais por outras coisas na vida.
Deixo o blog, porque o blog é uma parte de mim que significa muito, foram três anos a partilhar com muita gente aquilo que penso e sinto, foram três anos de companhia com o Zica, que fizeram-me crescer e ser feliz.
Deixei aqui mensagens de dor, mensagens de amor, comecei e acabei paixões, desisti da vida e lutei, espelhei toda a minha frustração e alegria, era a minha janela para o mundo que existe apenas em mim e deixei que todos olhassem um pouco para ele, mas sinto que já não faz sentido.
Desisto do blog, porque quero desistir de algo que gosto muito, para que possa ir desistindo de tudo o resto até encontrar um fim.Estou farto de ser garantido, de ser uma segurança para os outros, cansado de ser luz de presença, farto de carregar o que carrego com compreensão por simpatia, farto de receber apoio dos outros e incentivos, quero ajuda, quero ser salvo, quero sentir o que é fazerem algo por mim.
Podem ser fases, pode ser uma birra, o que for, mas estou cansado, de ser o que devo, de manter uma figura para o mundo e duas ou três para mim, farto dos pseudónimos que levo para cada fase de espírito mais parecem demónios de quem fujo.
Estou farto de fugir dos meus sonhos ao mesmo tempo que os crio e luto por eles, estou farto de não ter coragem e de ouvir dizer que tenho, estou farto de achar que faço pelos outros e que os outros não fazem por mim, quero que me provem que estou enganado.
Vou embora do blog, para que entendam, que eu não vou estar sempre lá se não fizerem por manter-me lá, que não vou dar de mim aquilo que não me dão de vós, que não sou mais virtuoso do que humano, nem sou aquilo que pensam, quero que me dêem uma hipótese de bandeja, quero ter sem merecer, porque quando mereço não tenho e ignoro a justiça natural das coisas.
Simplesmente e de boa verdade, estou cansado de ser o que sou, estou cansado de não ser salvo, nem mostrar-se sinais de salvação.
Deixo o blog, porque o blog é uma parte de mim que significa muito, foram três anos a partilhar com muita gente aquilo que penso e sinto, foram três anos de companhia com o Zica, que fizeram-me crescer e ser feliz.
Deixei aqui mensagens de dor, mensagens de amor, comecei e acabei paixões, desisti da vida e lutei, espelhei toda a minha frustração e alegria, era a minha janela para o mundo que existe apenas em mim e deixei que todos olhassem um pouco para ele, mas sinto que já não faz sentido.
Desisto do blog, porque quero desistir de algo que gosto muito, para que possa ir desistindo de tudo o resto até encontrar um fim.Estou farto de ser garantido, de ser uma segurança para os outros, cansado de ser luz de presença, farto de carregar o que carrego com compreensão por simpatia, farto de receber apoio dos outros e incentivos, quero ajuda, quero ser salvo, quero sentir o que é fazerem algo por mim.
Podem ser fases, pode ser uma birra, o que for, mas estou cansado, de ser o que devo, de manter uma figura para o mundo e duas ou três para mim, farto dos pseudónimos que levo para cada fase de espírito mais parecem demónios de quem fujo.
Estou farto de fugir dos meus sonhos ao mesmo tempo que os crio e luto por eles, estou farto de não ter coragem e de ouvir dizer que tenho, estou farto de achar que faço pelos outros e que os outros não fazem por mim, quero que me provem que estou enganado.
Vou embora do blog, para que entendam, que eu não vou estar sempre lá se não fizerem por manter-me lá, que não vou dar de mim aquilo que não me dão de vós, que não sou mais virtuoso do que humano, nem sou aquilo que pensam, quero que me dêem uma hipótese de bandeja, quero ter sem merecer, porque quando mereço não tenho e ignoro a justiça natural das coisas.
Simplesmente e de boa verdade, estou cansado de ser o que sou, estou cansado de não ser salvo, nem mostrar-se sinais de salvação.
sábado, abril 22, 2006
Odeio a maneira como vivo, porque não posso dizer isto sem ser julgado?
Porque tenho de ficar calado, esconder que choro que sou um fraco, porque é que maioria das vezes sorrir é uma obrigação?
Porque não posso fugir de tudo, desistir de tudo?
Porque não merda não posso ser infeliz e manifestar a minha infelicidade?
Tenho de ser forte pelos outros? Porque raio?
Que merda de vida tenho de levar para entender que sou infeliz?
Eu não quero ajuda, eu não quero nada de ninguém, tou farto de querer, quero fugir das coisas, quero poder ser fraco e indefeso sem ser julgado por isso.
Estou farto de querer-te a ti em segredo, tou farto de fingir tudo, de ser tudo aquilo que não quero ser, tou farto de tudo, quero desistir.
Quero mandar tudo com o caralho quero jogar da vida, não quero ouvir a minha mãe a dizer que não posso desistir da vida, não quero ouvir o meu pai a dizer que é para ter juizo, não quero ouvir os meus amigos a dizer que tenho sorte por ter a familia que tenho e os amigos fantásticos que tenho, eu sou um animal burro e estúpido e só isso não me chega não me faz feliz, eu não quero ser nada na vida se não consigo ser o que tenho de ser neste momento.
Não quero ser julgado, não quero que me digam que vai passar porque nao vai, tou farto de esconder, de chorar escondido, tou farto de passos à frente e passos atrás, quero desistir, quero ter tomtes para me ir desligando da vida, só porque sou a merda de um miudo mimado e egoista que não tem o que quer, porque o que eu quero para mim é a maioria da minha vida, sou a porra de um palhaço por pensar assim sou culpado sou o que quiserem, a verdade é que sou isso.
Estou cansado de gritar por ti sem que me oiças, quero um fim, quero que me esqueçam, para sofrer mesmo tudo e ter um fim, nunca fui pessoa de ter um fim feliz, tanto me faz, contento-me com um fim e ponto.
Porque tenho de ficar calado, esconder que choro que sou um fraco, porque é que maioria das vezes sorrir é uma obrigação?
Porque não posso fugir de tudo, desistir de tudo?
Porque não merda não posso ser infeliz e manifestar a minha infelicidade?
Tenho de ser forte pelos outros? Porque raio?
Que merda de vida tenho de levar para entender que sou infeliz?
Eu não quero ajuda, eu não quero nada de ninguém, tou farto de querer, quero fugir das coisas, quero poder ser fraco e indefeso sem ser julgado por isso.
Estou farto de querer-te a ti em segredo, tou farto de fingir tudo, de ser tudo aquilo que não quero ser, tou farto de tudo, quero desistir.
Quero mandar tudo com o caralho quero jogar da vida, não quero ouvir a minha mãe a dizer que não posso desistir da vida, não quero ouvir o meu pai a dizer que é para ter juizo, não quero ouvir os meus amigos a dizer que tenho sorte por ter a familia que tenho e os amigos fantásticos que tenho, eu sou um animal burro e estúpido e só isso não me chega não me faz feliz, eu não quero ser nada na vida se não consigo ser o que tenho de ser neste momento.
Não quero ser julgado, não quero que me digam que vai passar porque nao vai, tou farto de esconder, de chorar escondido, tou farto de passos à frente e passos atrás, quero desistir, quero ter tomtes para me ir desligando da vida, só porque sou a merda de um miudo mimado e egoista que não tem o que quer, porque o que eu quero para mim é a maioria da minha vida, sou a porra de um palhaço por pensar assim sou culpado sou o que quiserem, a verdade é que sou isso.
Estou cansado de gritar por ti sem que me oiças, quero um fim, quero que me esqueçam, para sofrer mesmo tudo e ter um fim, nunca fui pessoa de ter um fim feliz, tanto me faz, contento-me com um fim e ponto.
quinta-feira, abril 20, 2006
Lançada nova secção de Notícias.
Depois de umas afinações está pronta a nova secção deste blog, a secção das notícias que podem observar no vosso lado direito, na sidebar, onde tem uma coisinha a piscar a vermelho.
O propósito desta nova secção seria a de fornecer aos leitores algo de verdadeiramente interessante para ler, como algumas notícias que se podem encontrar nos verdadeiros media, era suposto ser uma espécie de serviço onde se reuniam algumas notícias do dia, e facilitava-se a leitura destas ao caro leitor, mas alguém achou por bem utilizar esta secção para facilidades jocosas.
Por agora assim será, até que o conselho de administração do blog se reuna, para decidir que futuro dar a esta nova secção do blog.
A próxima secção a lançar está em fase de programação, e tem a responsabilidade do mestre Zica, que vai lançar a sua padaria online, onde podem encontrar desde carcaças a brioches.
O propósito desta nova secção seria a de fornecer aos leitores algo de verdadeiramente interessante para ler, como algumas notícias que se podem encontrar nos verdadeiros media, era suposto ser uma espécie de serviço onde se reuniam algumas notícias do dia, e facilitava-se a leitura destas ao caro leitor, mas alguém achou por bem utilizar esta secção para facilidades jocosas.
Por agora assim será, até que o conselho de administração do blog se reuna, para decidir que futuro dar a esta nova secção do blog.
A próxima secção a lançar está em fase de programação, e tem a responsabilidade do mestre Zica, que vai lançar a sua padaria online, onde podem encontrar desde carcaças a brioches.
quarta-feira, abril 19, 2006
Nova secção em fase piloto.
And now the news today.
Foi lançada a secção das notícias que por agora está em fase de testes.
Espero que apreciem este esforço conjunto da equipa Não Querem Ouvir com as agências de informação como a Lusa, Reuters, CNN, e os habituais media.
Foi lançada a secção das notícias que por agora está em fase de testes.
Espero que apreciem este esforço conjunto da equipa Não Querem Ouvir com as agências de informação como a Lusa, Reuters, CNN, e os habituais media.
segunda-feira, abril 17, 2006
Quando sabemos o que nos atormenta a alma. São saudades...
A primeira vez que alguém que tem o habito de escrever com frequência descobre a razão do seu bloqueio mental, é no mínimo uma experiência surreal e dantesca.
Descobrir o espectro que nos atormenta o espirito de escritor, é como se fossemos a abrir uma muito nossa e particular caixa de pandora onde um segredo único é revelado.
O motivo pelo qual ainda não fiz um post sobre a fantástica e inesquecível viagem a Almograve, era um mistério para mim, não sabia porque razão ainda não tinha sido capaz de descrever uma maneira de passar três dias maravilhosos, onde somos só sorriso, onde somos só ar, mar e fogo ao mesmo tempo, onde sentimos fazer parte da terra, de algo, onde nos sentimos vivos e felizes o quanto baste para esquecer todos os outros problemas.
Agora tornou-se claro, e numa revelação ao estilo de um Big Bang mental, descobri, agora já sei porque não consigo escrever, porque me sinto mais triste ou em baixo, e tudo tão simples e tantas vezes negado, tantas vezes pensei “não pode ser só por isso, ninguém fica assim por isso, não apenas por isso...”, e é verdade não é bem só por isso, mas a verdade é simples, sinto muito a falta dos meus amigos, tenho imensas saudades de toda a gente, e esse é o motivo da minha solidão.
Quatro anos tornaram-me dependente de algo como nunca pensei ser na vida, três dias de viagem fizeram o efeito “kick in” de uma espécie de adrenalina que ainda aumentou mais esse vicio que guardo bem dentro de mim, bem perto da minha essência, os meus amigos são o meu vicio, são uma necessidade, são o motivo pelo qual vivo mais um dia.
Tenho mesmo muitas saudades vossas.
(Atenção, entenda-se que os familiares são amigos, e nenhum tem mais importância que os outros, uns entram com o sustento e os outros com o entretenimento, é uma simbiose necessária, afinal de contas algumas pessoas consideram-me mimado...não é Anuska?!? Logo todos teem um papel especial na minha vida, mas neste momento estou com a família por isso sinto falta dos amigos, quando estou com os amigos sinto falta da família, sou um verdadeiro agarrado...)
Descobrir o espectro que nos atormenta o espirito de escritor, é como se fossemos a abrir uma muito nossa e particular caixa de pandora onde um segredo único é revelado.
O motivo pelo qual ainda não fiz um post sobre a fantástica e inesquecível viagem a Almograve, era um mistério para mim, não sabia porque razão ainda não tinha sido capaz de descrever uma maneira de passar três dias maravilhosos, onde somos só sorriso, onde somos só ar, mar e fogo ao mesmo tempo, onde sentimos fazer parte da terra, de algo, onde nos sentimos vivos e felizes o quanto baste para esquecer todos os outros problemas.
Agora tornou-se claro, e numa revelação ao estilo de um Big Bang mental, descobri, agora já sei porque não consigo escrever, porque me sinto mais triste ou em baixo, e tudo tão simples e tantas vezes negado, tantas vezes pensei “não pode ser só por isso, ninguém fica assim por isso, não apenas por isso...”, e é verdade não é bem só por isso, mas a verdade é simples, sinto muito a falta dos meus amigos, tenho imensas saudades de toda a gente, e esse é o motivo da minha solidão.
Quatro anos tornaram-me dependente de algo como nunca pensei ser na vida, três dias de viagem fizeram o efeito “kick in” de uma espécie de adrenalina que ainda aumentou mais esse vicio que guardo bem dentro de mim, bem perto da minha essência, os meus amigos são o meu vicio, são uma necessidade, são o motivo pelo qual vivo mais um dia.
Tenho mesmo muitas saudades vossas.
(Atenção, entenda-se que os familiares são amigos, e nenhum tem mais importância que os outros, uns entram com o sustento e os outros com o entretenimento, é uma simbiose necessária, afinal de contas algumas pessoas consideram-me mimado...não é Anuska?!? Logo todos teem um papel especial na minha vida, mas neste momento estou com a família por isso sinto falta dos amigos, quando estou com os amigos sinto falta da família, sou um verdadeiro agarrado...)
sexta-feira, abril 14, 2006
O que significa ser pai?
Ontem os meus sobrinhos que fazem agora um ano de idade a 6 de Maio, vieram visitar o tio, depois de muita brincadeira, de os ver dormir e etc., acho que nunca pensei tão profundamente no que deve significar ser pai.
Que beleza maior existirá do que cuidar do próximo, cuidar da nossa criação em partilha com a pessoa amada, cuidar do nosso sangue na forma mais pura.
Poucas serão as coisas consideradas melhores que a paternidade ou maternidade, e existem poucas coisas mais bonitas que o sorriso de uma criança.
Saudades de outros tempos, e o carinho sobre o tempo daqueles que agora o vivem.
Suponho que ser pai é uma coisa fantástica, e estaria a mentir ao dizer que esse desejo, e essa ideia não se tornou mais forte dentro de mim.
De facto o ser humano nos seus diversos estágios da vida, possuem uma influência mística que exercem uns sobre os outros.
Que beleza maior existirá do que cuidar do próximo, cuidar da nossa criação em partilha com a pessoa amada, cuidar do nosso sangue na forma mais pura.
Poucas serão as coisas consideradas melhores que a paternidade ou maternidade, e existem poucas coisas mais bonitas que o sorriso de uma criança.
Saudades de outros tempos, e o carinho sobre o tempo daqueles que agora o vivem.
Suponho que ser pai é uma coisa fantástica, e estaria a mentir ao dizer que esse desejo, e essa ideia não se tornou mais forte dentro de mim.
De facto o ser humano nos seus diversos estágios da vida, possuem uma influência mística que exercem uns sobre os outros.
Pecador sois vós por leres este post...
Depois do Bispo do Funchal, também conhecido como Marquesa da Pena, ter andado a protestar vários dias sobre a realização do evento Madeira@Paradise nesta época pascal, nomeadamente na sexta-feira santa e no sábado de retiro espiritual e reflexão, porque estes dias serão para a prática da crença religiosa e não para andar a ouvir música “terrorista”, vem agora a Igreja Católica dizer que utilizar a Internet durante estes dias é pecado.
Daqui podemos retirar algumas possíveis conclusões.
Se andam ai indivíduos a pagar multas por downloads “ilegais” que incorrem na violação dos direitos de autor, a Igreja Católica acha por bem nesta época pascal cobrar um dizimo para quem queira consultar o e-mail.
Qualquer download feito na Internet, será considerado um pecado ilegal, a menos que seja o download de música religiosa para usar durante a reflexão, pela qual será só ilegal, e serão absolvidos do vosso pecado, mesmo que tenham de pagar uma multa.
O Vaticano começou a treinar acólitos para serem Hackers, sendo a pirataria informática a derradeira arma para combater esta ameaça fantasma da tecnologia que afasta os fiéis das suas crenças. Eu já suspeitava destas práticas quando tentava aceder ao blog e era remetido para uma página bíblica, assim como aconselho a todos a não abrirem o e-mail denominado “Cenas grátis que os jovens gostam”, pois esse e-mail, é o reconhecido vírus informático Moisés, já anunciado pela Norton como um vírus de efeitos devastadores pois excomunga o vosso disco rígido.
Aviso ainda que para aqueles meninos, e meninas, que consultam pornografia na Internet, estão a pecar em dobro, pelo qual se consultarem só o e-mail, ou utilizarem revistas da especialidade só conta como um pecado, agora pornografia na Internet é um double sin, pelo qual será enviado um e-mail da Santa Igreja a dizer, “pega no rosário e chora”.
Aconselho também a dizerem à vossa mãe para não utilizar a Internet para procurar receitas culinárias que envolvam carne. Eu já avisei a minha, pois caso contrário a vossa mãe irá incorrer numa tentativa de pecado negligente de cozinhar carne nesta época pascal em concorrência com um pecado doloso por ter utilizado a Internet, subjectiva e objectivamente puníveis pelo Código Penitencial Canónico, cuja pena será um Cónego a repetir incessantemente durante o dia a frase “Ias comer carne neste dia? E que tal fruta? Já comeste fruta hoje? Não? Porquê?”.
É muito provável que recebam uma sms da vossa operadora de telemóvel a dizer o seguinte, “Lamentamos informar mas o seu saldo disponível é de €0, se quiser fazer uma chamadinha muito rápida, faça o favor de creditar dois pais nossos e uma avé maria por cada minuto. Não tentem contactar a assistência técnica da vossa operadora, pois o atendedor automático foi substituído por um Diácono que vos pregará um sermão vigoroso, sermão esse testado em salmões, trutas, robalos e marucas, sendo que o bacalhau não sobreviveu e fica já de molho para o Natal.
Uma feliz e Santa Páscoa para todos são os desejos deste vosso pecador.
Daqui podemos retirar algumas possíveis conclusões.
Se andam ai indivíduos a pagar multas por downloads “ilegais” que incorrem na violação dos direitos de autor, a Igreja Católica acha por bem nesta época pascal cobrar um dizimo para quem queira consultar o e-mail.
Qualquer download feito na Internet, será considerado um pecado ilegal, a menos que seja o download de música religiosa para usar durante a reflexão, pela qual será só ilegal, e serão absolvidos do vosso pecado, mesmo que tenham de pagar uma multa.
O Vaticano começou a treinar acólitos para serem Hackers, sendo a pirataria informática a derradeira arma para combater esta ameaça fantasma da tecnologia que afasta os fiéis das suas crenças. Eu já suspeitava destas práticas quando tentava aceder ao blog e era remetido para uma página bíblica, assim como aconselho a todos a não abrirem o e-mail denominado “Cenas grátis que os jovens gostam”, pois esse e-mail, é o reconhecido vírus informático Moisés, já anunciado pela Norton como um vírus de efeitos devastadores pois excomunga o vosso disco rígido.
Aviso ainda que para aqueles meninos, e meninas, que consultam pornografia na Internet, estão a pecar em dobro, pelo qual se consultarem só o e-mail, ou utilizarem revistas da especialidade só conta como um pecado, agora pornografia na Internet é um double sin, pelo qual será enviado um e-mail da Santa Igreja a dizer, “pega no rosário e chora”.
Aconselho também a dizerem à vossa mãe para não utilizar a Internet para procurar receitas culinárias que envolvam carne. Eu já avisei a minha, pois caso contrário a vossa mãe irá incorrer numa tentativa de pecado negligente de cozinhar carne nesta época pascal em concorrência com um pecado doloso por ter utilizado a Internet, subjectiva e objectivamente puníveis pelo Código Penitencial Canónico, cuja pena será um Cónego a repetir incessantemente durante o dia a frase “Ias comer carne neste dia? E que tal fruta? Já comeste fruta hoje? Não? Porquê?”.
É muito provável que recebam uma sms da vossa operadora de telemóvel a dizer o seguinte, “Lamentamos informar mas o seu saldo disponível é de €0, se quiser fazer uma chamadinha muito rápida, faça o favor de creditar dois pais nossos e uma avé maria por cada minuto. Não tentem contactar a assistência técnica da vossa operadora, pois o atendedor automático foi substituído por um Diácono que vos pregará um sermão vigoroso, sermão esse testado em salmões, trutas, robalos e marucas, sendo que o bacalhau não sobreviveu e fica já de molho para o Natal.
Uma feliz e Santa Páscoa para todos são os desejos deste vosso pecador.
quarta-feira, abril 05, 2006
O seu BI por favor? Mas eu conheço-te?
Gostava imenso de saber a identidade da pessoa que se denomina por Sunshine, esta cena de não se identificarem já causou algumas confusões.
Pelo comentário pensei eu que seria alguém que conhecia relativamente bem, mas pelos vistos enganei-me, e voltarei a enganar-me enquanto não começarem a identificarem-se por favor, com nomes reais e próprios.
O comentário que motivou a confusão foi este, e peço à pessoa que dele tem a autoria que por favor contacte-me de alguma maneira para saber de quem se trata, para que não surjam mais confusões se possivel.
http://www.haloscan.com/comments/zica/114381825143195065/#170345
Pelo comentário pensei eu que seria alguém que conhecia relativamente bem, mas pelos vistos enganei-me, e voltarei a enganar-me enquanto não começarem a identificarem-se por favor, com nomes reais e próprios.
O comentário que motivou a confusão foi este, e peço à pessoa que dele tem a autoria que por favor contacte-me de alguma maneira para saber de quem se trata, para que não surjam mais confusões se possivel.
http://www.haloscan.com/comments/zica/114381825143195065/#170345
terça-feira, abril 04, 2006
Quero que me oiças em silêncio Anuska.
Não voltes a chorar
Guarda a lágrima em ti
A tristeza vai por si
Se a deixares voar
Deixa-a agora partir
Sem ter de voltar
E começa a sorrir e ouvir
Não me escondas o sorriso
Não profanes a tua boca
Com asneira e ideia bacoca
Se não és tu, eu valorizo
E faço por mim o juízo
De quanto vales tu.
Tomara a muita boa gente
Ser bonita e inteligente
E não me negues a verdade
Porque quem cala consente
E eu tenho essa liberdade
De saber quem és tu.
Sou teu amigo e inimigo
Sou aquilo que queiras
Pois levas sempre comigo
De qualquer das maneiras
Não tens escolha no assunto
Escolhi gostar de quem és
E a ti nem sequer pergunto
Se existe por acaso um revés
Vejo-te com os meus olhos
Cheios de orgulho no que vejo
Podem ser crenças em molhos
Podes não ser tal ser sobejo
Para mim és o que eu acredito
E deixo o dito por não dito
De seres até muito mais.
Anuska doce gente como tu
Houvesse mais na verdade
Talvez colocasse tudo a nu
Em competição de vaidade
Não te valorizas a ti mesma
Com tanto motivo para isso
Faço-o eu por ti em resma
De papel e simples escrita
Onde mordazmente atiço
Aquilo que ninguém desdita
Sabes quando te adoro
Tantas vezes já te disse
E nem por isso eu coro
Se por acaso alguém visse
No fundo da minha alma
A imagem que de ti espelha
E com toda a paz e calma
Digo, ninguém se assemelha
A ti minha querida doce Anuska.
Petr Ganz
Guarda a lágrima em ti
A tristeza vai por si
Se a deixares voar
Deixa-a agora partir
Sem ter de voltar
E começa a sorrir e ouvir
Não me escondas o sorriso
Não profanes a tua boca
Com asneira e ideia bacoca
Se não és tu, eu valorizo
E faço por mim o juízo
De quanto vales tu.
Tomara a muita boa gente
Ser bonita e inteligente
E não me negues a verdade
Porque quem cala consente
E eu tenho essa liberdade
De saber quem és tu.
Sou teu amigo e inimigo
Sou aquilo que queiras
Pois levas sempre comigo
De qualquer das maneiras
Não tens escolha no assunto
Escolhi gostar de quem és
E a ti nem sequer pergunto
Se existe por acaso um revés
Vejo-te com os meus olhos
Cheios de orgulho no que vejo
Podem ser crenças em molhos
Podes não ser tal ser sobejo
Para mim és o que eu acredito
E deixo o dito por não dito
De seres até muito mais.
Anuska doce gente como tu
Houvesse mais na verdade
Talvez colocasse tudo a nu
Em competição de vaidade
Não te valorizas a ti mesma
Com tanto motivo para isso
Faço-o eu por ti em resma
De papel e simples escrita
Onde mordazmente atiço
Aquilo que ninguém desdita
Sabes quando te adoro
Tantas vezes já te disse
E nem por isso eu coro
Se por acaso alguém visse
No fundo da minha alma
A imagem que de ti espelha
E com toda a paz e calma
Digo, ninguém se assemelha
A ti minha querida doce Anuska.
Petr Ganz
Sorriso sanguinário do palhaço canibal.
Poderei ser considerado um necrófago por gostar de rasgar a minha própria carne sentindo o sumo plasmático do meu espesso sangue amargo?
Quando tudo nos corre ao contrário e parece que a vida nos lançou todas as feras em nosso encalço, quando nada bate certo e sentimos que estamos à deriva na vida, quando nada é aquilo que queria e acontece tudo o que se dispensa.
Planos frustrados, desejos negados, sonhos rasgados, é sempre nessas alturas que alimento-me de mim mesmo, da minha fraqueza e falibilidade, rasgo naco a naco cada pedaço falhado de mim, e deixo escorrer o sangue pela face que esboça um sorriso canibal e satisfeito.
Somos nós os verdadeiros palhaços que nos entretemos com a nossa miséria, pois se alguém tiver de tirar proveito do meu infortúnio que seja eu o primeiro a rir de mim mesmo, seja eu o primeiro a jejuar de rejubilo se assim for a vontade de quem regra a vida que levo, pois eu posso chorar pela fraqueza de não suportar a dor de ver negado o sonho, mas serei eu o primeiro a rir dos meus erros, serei o primeiro a admiti-los, serei o primeiro a tirar um proveito ingrato deles.
Quem não deseja para si a capacidade de ser o primeiro a rir da sua pouca sorte, ou tem tudo na vida, ou nunca soube o que era uma vida.
Quando tudo nos corre ao contrário e parece que a vida nos lançou todas as feras em nosso encalço, quando nada bate certo e sentimos que estamos à deriva na vida, quando nada é aquilo que queria e acontece tudo o que se dispensa.
Planos frustrados, desejos negados, sonhos rasgados, é sempre nessas alturas que alimento-me de mim mesmo, da minha fraqueza e falibilidade, rasgo naco a naco cada pedaço falhado de mim, e deixo escorrer o sangue pela face que esboça um sorriso canibal e satisfeito.
Somos nós os verdadeiros palhaços que nos entretemos com a nossa miséria, pois se alguém tiver de tirar proveito do meu infortúnio que seja eu o primeiro a rir de mim mesmo, seja eu o primeiro a jejuar de rejubilo se assim for a vontade de quem regra a vida que levo, pois eu posso chorar pela fraqueza de não suportar a dor de ver negado o sonho, mas serei eu o primeiro a rir dos meus erros, serei o primeiro a admiti-los, serei o primeiro a tirar um proveito ingrato deles.
Quem não deseja para si a capacidade de ser o primeiro a rir da sua pouca sorte, ou tem tudo na vida, ou nunca soube o que era uma vida.
domingo, abril 02, 2006
I wish i would be able to do that...
Wondering the streets, in a world underneath it all
Nothing seems to be, nothing tastes as sweet
As what I can't have
Like you and the way that you're twisting your hair round your finger
Tonight I'm not afraid to tell you
What I feel about you.
Oh, I'm gonna muster every ounce of confidence I have
And cannon ball into the water
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
For you I will
Forgive me if I st-stutter
From all of the clutter in my head
Cuz I could fall asleep in those eyes
Like a water bed
Do I seem familiar, I've crossed you in hallways
a thousand times, no more camouflage
I want to be exposed, and not be afraid to fall.
Oh, I'm gonna muster every ounce of confidence I have
And cannon ball into the water
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
You always want what you can't have
But I've got to try
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
For you I will
For you I will
For you
If I could dim the lights in the mall
And create a mood I would
Shout out your name so it echos in every room
I would
That's what I'd do, That's what I'd do to get through to you, yeah
Oh, I'm gonna muster every ounce of confidence I have
And cannon ball into the water
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
You always want what you can't have
But I've got to try
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
For you I will
For you I will
For you I will
Teddy Geiger - For You I Will
Nothing seems to be, nothing tastes as sweet
As what I can't have
Like you and the way that you're twisting your hair round your finger
Tonight I'm not afraid to tell you
What I feel about you.
Oh, I'm gonna muster every ounce of confidence I have
And cannon ball into the water
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
For you I will
Forgive me if I st-stutter
From all of the clutter in my head
Cuz I could fall asleep in those eyes
Like a water bed
Do I seem familiar, I've crossed you in hallways
a thousand times, no more camouflage
I want to be exposed, and not be afraid to fall.
Oh, I'm gonna muster every ounce of confidence I have
And cannon ball into the water
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
You always want what you can't have
But I've got to try
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
For you I will
For you I will
For you
If I could dim the lights in the mall
And create a mood I would
Shout out your name so it echos in every room
I would
That's what I'd do, That's what I'd do to get through to you, yeah
Oh, I'm gonna muster every ounce of confidence I have
And cannon ball into the water
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
You always want what you can't have
But I've got to try
I'm gonna muster every ounce of confidence I have
For you I will
For you I will
For you I will
For you I will
Teddy Geiger - For You I Will
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