Foi naquele metro vazio
Que escutei o teu riso
Num silêncio sombrio
Do chão que eu piso
Só quem lá estava é que ouviu
Tão lindo som de puro regozijo
Só eu mais ninguém é que sentiu
O calor do teu suave sorriso
De estação em estação
Sem parar para pensar
Ouvia uma outra canção
Que fiquei de te cantar
Falava de nós dois
E o que vinha depois
Não sei, nunca a acabei
Saí em cada paragem
Onde sempre procurei
O fim de uma mensagem
Que nunca encontrei
Vou embora, desta viagem
Não paguei bilhete, esqueci
Foi como a outra miragem
Com a qual enlouqueci
Uma simples imagem
Tomou conta de mim
Quando todos dizem não
Eu digo sempre que sim
Canto a olhar para o chão
Porque lá me perdi
Sempre, só a pensar em ti
Abrem-se as portas
É um novo caminho
Em condutas tortas
Encontra-se o carinho
Que queria apenas sentir
De cada vez que vou mentir
E negar, que ainda sou
Louco por ti, e me dou
Sem à verdade fugir
E agora acho que vou
Saber voltar a pedir
Que olhes para mim
Apenas mais uma vez
Olha-me mais assim
Como quem nunca fez
De tudo isto o seu fim.
Petr Ganz
segunda-feira, janeiro 23, 2006
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Tenho a mente claramente distorcida..e sou perigoso..
Acabei de chegar do cinema, fui ver o filme Saw II com uns amigos, e sinceramente gostei.
Observações ao filme são poucas, bem filmado com bons planos de realização, ideais para um filme de Terror/Thriller, boa fotografia, bons efeitos visuais, visualmente estava bem dirigido numa apreciação global. Banda Sonora não se nota, durante o filme praticamente se nota a existência de qualquer trecho sonoro, sem ser o som ambiente e próprio do desenrolar do filme.
Actuação por parte do elenco, nenhum deles conhecidos, estilo de actuação muito idêntica pelo que me dizem do primeiro, filme que não cheguei a ver, com o seu lado de filme independente, uma actuação razoável para os actores em cena, sendo que não seria um filme que exigia grandes qualidades de representação visto que bastava seguir um guião bem padronizado.
Argumento e história, acho que é o ponto alto do filme, com a sua parte do thriller a ser evidenciada por quebra-cabeças bem elaborados, reviravoltas bem executadas acompanhadas por cenas clarividentes e ao mesmo tempo muito estilo Cubo Mágico, voltas e reviravoltas para obter um plano claro. Contudo apesar de algumas evidências o argumento está claramente original, seguindo uma linha orientadora que conduz muito bem durante todo o filme sem que apareça um único momento de perda de interesse, um argumento bem balanceado.
O que conseguiu impressionar-me mais no filme foi durante o seu desenrolar eu ter conseguido premeditar maioria das cenas e do enredo do filme ao meu amigo, foi desvendar enigmas antes de estes aparecerem no ecrã, não é algo digno de nota, embora não sejam fáceis de decifrar alguns pontos sem bases e elementos chaves que são fornecidos depois ao longo do filme.
Com isto não quero evidenciar a possibilidade de ser uma pessoa perspicaz, inteligente ou meramente concentrada, até porque tudo isso é duvidoso, certas alturas sou tudo isso, noutras nem lá perto chego.
O que queria mesmo evidenciar e fiquei a pensar, tendo depois discutido isso com os meus amigos que acompanharam-me, eu cada vez mais entendo que tenho um lado extremamente sádico e tortuoso dentro de mim, uma mente claramente distorcida, o que pode ser sinal de inteligência, ou por outro lado apenas de pura insanidade.
Se hoje perguntassem-me se eu teria a crença de dar um bom serial killer, ou um assassino sádico, responderia que sim, não fossem os valores incutidos em mim pela minha família e amigos, por isso espero nunca chegar ao ponto de insanidade tal de ter prazer na minha parte sádica, porque ai eu diria que até eu teria medo da minha mente.
Dixit.
Observações ao filme são poucas, bem filmado com bons planos de realização, ideais para um filme de Terror/Thriller, boa fotografia, bons efeitos visuais, visualmente estava bem dirigido numa apreciação global. Banda Sonora não se nota, durante o filme praticamente se nota a existência de qualquer trecho sonoro, sem ser o som ambiente e próprio do desenrolar do filme.
Actuação por parte do elenco, nenhum deles conhecidos, estilo de actuação muito idêntica pelo que me dizem do primeiro, filme que não cheguei a ver, com o seu lado de filme independente, uma actuação razoável para os actores em cena, sendo que não seria um filme que exigia grandes qualidades de representação visto que bastava seguir um guião bem padronizado.
Argumento e história, acho que é o ponto alto do filme, com a sua parte do thriller a ser evidenciada por quebra-cabeças bem elaborados, reviravoltas bem executadas acompanhadas por cenas clarividentes e ao mesmo tempo muito estilo Cubo Mágico, voltas e reviravoltas para obter um plano claro. Contudo apesar de algumas evidências o argumento está claramente original, seguindo uma linha orientadora que conduz muito bem durante todo o filme sem que apareça um único momento de perda de interesse, um argumento bem balanceado.
O que conseguiu impressionar-me mais no filme foi durante o seu desenrolar eu ter conseguido premeditar maioria das cenas e do enredo do filme ao meu amigo, foi desvendar enigmas antes de estes aparecerem no ecrã, não é algo digno de nota, embora não sejam fáceis de decifrar alguns pontos sem bases e elementos chaves que são fornecidos depois ao longo do filme.
Com isto não quero evidenciar a possibilidade de ser uma pessoa perspicaz, inteligente ou meramente concentrada, até porque tudo isso é duvidoso, certas alturas sou tudo isso, noutras nem lá perto chego.
O que queria mesmo evidenciar e fiquei a pensar, tendo depois discutido isso com os meus amigos que acompanharam-me, eu cada vez mais entendo que tenho um lado extremamente sádico e tortuoso dentro de mim, uma mente claramente distorcida, o que pode ser sinal de inteligência, ou por outro lado apenas de pura insanidade.
Se hoje perguntassem-me se eu teria a crença de dar um bom serial killer, ou um assassino sádico, responderia que sim, não fossem os valores incutidos em mim pela minha família e amigos, por isso espero nunca chegar ao ponto de insanidade tal de ter prazer na minha parte sádica, porque ai eu diria que até eu teria medo da minha mente.
Dixit.
terça-feira, janeiro 17, 2006
Tengo la camisa negra porque negra tegno el alma.
Tengo la camisa negra
hoy mi amor esta de luto
Hoy tengo en el alma una pena
y es por culpa de tu embrujo
Hoy sé que tú ya no me quieres
y eso es lo que más me hiere
que tengo la camisa negra
y una pena que me duele
Mal parece que solo me quedé
y fue pura todita tu mentira
que maldita mala suerte la mía
que aquel día te encontré
Por beber del veneno malevo de tu amor
yo quedé moribundo y lleno de dolor
respiré de ese humo amargo de tu adiós
y desde que tú te fuiste yo solo tengo…
Tengo la camisa negra
porque negra tengo el alma
yo por ti perdí la calma
y casi pierdo hasta mi cama
cama cama cama baby
te digo con disimulo
Tengo la camisa negra
ya tu amor no me interesa
lo que ayer me supo a gloria
hoy me sabe a pura
miércoles por la tarde y t ú que no llegas
ni siquiera muestras señas
y yo con la camisa negra
y tus maletas en la puerta
Mal parece que solo me quedé
y fue pura todita tu mentira
que maldita mala suerte la mía
que aquel día te encontré
Por beber del veneno malevo de tu amor
yo quedé moribundo y lleno de dolor
respiré de ese humo amargo de tu adiós
y desde que tú te fuiste yo solo tengo…
Tengo la camisa negra
porque negra tengo el alma
yo por ti perdí la calma
y casi pierdo hasta mi cama
cama cama cama baby
te digo con disimulo
Tengo la camisa negra
y debajo tengo el difunto
Tengo la camisa negra
porque negra tengo el alma
yo por ti perdí la calma
y casi pierdo hasta mi cama
cama cama cama baby
te digo con disimulo
Tengo la camisa negra
y debajo tengo el difunto
Juanes - La Camisa Negra
hoy mi amor esta de luto
Hoy tengo en el alma una pena
y es por culpa de tu embrujo
Hoy sé que tú ya no me quieres
y eso es lo que más me hiere
que tengo la camisa negra
y una pena que me duele
Mal parece que solo me quedé
y fue pura todita tu mentira
que maldita mala suerte la mía
que aquel día te encontré
Por beber del veneno malevo de tu amor
yo quedé moribundo y lleno de dolor
respiré de ese humo amargo de tu adiós
y desde que tú te fuiste yo solo tengo…
Tengo la camisa negra
porque negra tengo el alma
yo por ti perdí la calma
y casi pierdo hasta mi cama
cama cama cama baby
te digo con disimulo
Tengo la camisa negra
ya tu amor no me interesa
lo que ayer me supo a gloria
hoy me sabe a pura
miércoles por la tarde y t ú que no llegas
ni siquiera muestras señas
y yo con la camisa negra
y tus maletas en la puerta
Mal parece que solo me quedé
y fue pura todita tu mentira
que maldita mala suerte la mía
que aquel día te encontré
Por beber del veneno malevo de tu amor
yo quedé moribundo y lleno de dolor
respiré de ese humo amargo de tu adiós
y desde que tú te fuiste yo solo tengo…
Tengo la camisa negra
porque negra tengo el alma
yo por ti perdí la calma
y casi pierdo hasta mi cama
cama cama cama baby
te digo con disimulo
Tengo la camisa negra
y debajo tengo el difunto
Tengo la camisa negra
porque negra tengo el alma
yo por ti perdí la calma
y casi pierdo hasta mi cama
cama cama cama baby
te digo con disimulo
Tengo la camisa negra
y debajo tengo el difunto
Juanes - La Camisa Negra
Nunca fui o que sou. nem mostrei quem serei.
Eu luto, luto sempre mais contra mim do que com aquilo que cria obstáculos aos meus objectivos.
Luto contra mim mesmo, contra a descrença, tudo por um desejo maior que qualquer dor.
Não desisto, por muito que distante que seja o sonho, e por muito árduo o caminho, qualquer dor vale a esperança de um desejo que não largo nem por um segundo.
A mente sob constante tormento, sou como um tolo, que persegue uma brisa que já soprou, na esperança de um assobio que me faça ver quem sou, sabendo o que quero, lutando pela felicidade que atravessa o meu olhar todos os dias bem distante.
Luto contra mim mesmo, contra a descrença, tudo por um desejo maior que qualquer dor.
Não desisto, por muito que distante que seja o sonho, e por muito árduo o caminho, qualquer dor vale a esperança de um desejo que não largo nem por um segundo.
A mente sob constante tormento, sou como um tolo, que persegue uma brisa que já soprou, na esperança de um assobio que me faça ver quem sou, sabendo o que quero, lutando pela felicidade que atravessa o meu olhar todos os dias bem distante.
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Não sei o que dizer, dizendo que sei o que deveria dizer.
Não sou capaz de dizer-te as palavras certas por mais bonito que o seu fundo possa ser, não sei falar, e quando um homem tem tanto para dizer, mas não o sabe como, é inevitável aquele sentimento de inutilidade, que se nos abarca na alma como o simples bote que nos levará até a uma margem sem volta.
I can see you, but i can't toutch you... i can listen to your voice, and be silenced by your eyes, but i can't tell you nothing, not the truth, not even lies, i just don't have the bravery in words, as i do in feeling those on my heart. And when i see you again, once more, i feel apart of this time-space world where i stand, to be in a place my mind demand, in the silence of my own words, that in a foolish way i hide just for the delite of my pain, and i repeat it all over again, in a loop of a senseless recording of my unbrave voice. From my lips you will only get wish's. From my hearth my insane feeling of need, to have you for me to be.
Quando não sabemos o que fazer, o pior não é o desespero nem a vontade, é a passividade e calma com que lidamos com a nossa tristeza, a comunhão do nosso silêncio com o grito do nosso obscuro segredo, com uma bagatela de palavras, mostrava-te o que era isto que sentia.
I can see you, but i can't toutch you... i can listen to your voice, and be silenced by your eyes, but i can't tell you nothing, not the truth, not even lies, i just don't have the bravery in words, as i do in feeling those on my heart. And when i see you again, once more, i feel apart of this time-space world where i stand, to be in a place my mind demand, in the silence of my own words, that in a foolish way i hide just for the delite of my pain, and i repeat it all over again, in a loop of a senseless recording of my unbrave voice. From my lips you will only get wish's. From my hearth my insane feeling of need, to have you for me to be.
Quando não sabemos o que fazer, o pior não é o desespero nem a vontade, é a passividade e calma com que lidamos com a nossa tristeza, a comunhão do nosso silêncio com o grito do nosso obscuro segredo, com uma bagatela de palavras, mostrava-te o que era isto que sentia.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Just another dream again...
Will you be there tonight?
So you wish me good night
When i’m coming home to you.
What will you say, or me to do.
I don’t no if there’s any more,
Pieces of truth between me and you.
And if you walk trough that door,
In that time where am i going to?
A kiss from your lips
When saying goodbye
The taste of fingertips
When you take me high
The smooth of your tongue
Takes the breath of my lung
The smile in your mouth
Just makes me want to shout
It’s all a dream in my mind,
Pieces of me, left out to find.
Wispers of love in my ear,
Take me above of simple fear.
I wont let go, this dream of mine
If i let it pass, i wont be fine,
I’ll fight for you, whit all my faith
It just can’t be, to love or to hate
This silly dream inside my head
I must survive, or just try instead...
Why can’t it be real to me?
Why can’t i feel i’m free?
From this mad disease
That i wouldn’t release,
Just one bit of my pain,
Stuck inside my brain
Stuffed inside my heart,
Some can call it love...
I say it’s a foolish start...
To start right from above.
Without looking down,
It’s still a quite big fall,
Into the next floor ground
And then who do i call?
Would you answer at all?...
Petr Ganz
So you wish me good night
When i’m coming home to you.
What will you say, or me to do.
I don’t no if there’s any more,
Pieces of truth between me and you.
And if you walk trough that door,
In that time where am i going to?
A kiss from your lips
When saying goodbye
The taste of fingertips
When you take me high
The smooth of your tongue
Takes the breath of my lung
The smile in your mouth
Just makes me want to shout
It’s all a dream in my mind,
Pieces of me, left out to find.
Wispers of love in my ear,
Take me above of simple fear.
I wont let go, this dream of mine
If i let it pass, i wont be fine,
I’ll fight for you, whit all my faith
It just can’t be, to love or to hate
This silly dream inside my head
I must survive, or just try instead...
Why can’t it be real to me?
Why can’t i feel i’m free?
From this mad disease
That i wouldn’t release,
Just one bit of my pain,
Stuck inside my brain
Stuffed inside my heart,
Some can call it love...
I say it’s a foolish start...
To start right from above.
Without looking down,
It’s still a quite big fall,
Into the next floor ground
And then who do i call?
Would you answer at all?...
Petr Ganz
Se mais ninguém foi lá...
De todos os abusos que podemos encontrar no direito, sem dúvida que o abuso de autoridade é o mais certo para mim.
"Qual é o teu nome por favor?"
"Fulano.(?)"
"Ai é....então mostra ai o BI para verificar!"
"Mas então que se passa? Fiz alguma coisa?"
"É só para não haver chatices, nem mal entendidos...mostra lá!"
"Ok está aqui..."
"Está bem afinal não é...tudo bem..."
Uns diziam que parecia da máfia russa, outros que era da PJ... bem eu diria que foi mais uma necessidade, não aprecio violência entre desconhecidos.
"Qual é o teu nome por favor?"
"Fulano.(?)"
"Ai é....então mostra ai o BI para verificar!"
"Mas então que se passa? Fiz alguma coisa?"
"É só para não haver chatices, nem mal entendidos...mostra lá!"
"Ok está aqui..."
"Está bem afinal não é...tudo bem..."
Uns diziam que parecia da máfia russa, outros que era da PJ... bem eu diria que foi mais uma necessidade, não aprecio violência entre desconhecidos.
O Pai Natal não lê o blog...
Foi acabado de diagnosticar ao ecrã do meu computador paralisia cerebral.
Uns dizem que pode ter sido maus tratos, eu digo que aquilo é mesmo a parte electrónica.
Quem sabe também pode ser só manha para se candidatar às presidenciais o que para ele seria indubitavelmente fixíssimo.
Uns dizem que pode ter sido maus tratos, eu digo que aquilo é mesmo a parte electrónica.
Quem sabe também pode ser só manha para se candidatar às presidenciais o que para ele seria indubitavelmente fixíssimo.
Uns com o Sudoku outros improvisando.
Um bom passatempo para praticar-se no metro é encetar uma conversa e usar o maior número de sotaques possíveis.
Além de chamar um bocado à atenção, ficamos a saber quem realmente é cusco o suficiente para expressar qualquer tipo de reacção, além das expressões faciais do ambiente circundante que dão um gozo extra.
Experimentem sem desmanchar o disfarce começar a falar em brasileiro com um amigo, ou espanhol, inglês, ou mesmo um bom sotaque nortenho. Estão garantidas as mais diversas reacções por parte dos outros utentes do metropolitano, mas tentem nunca dar cabo do exercício com discursos longos ou complicados, porque de repente estão a falar português, e por ai já ninguém se interessa.
Além de chamar um bocado à atenção, ficamos a saber quem realmente é cusco o suficiente para expressar qualquer tipo de reacção, além das expressões faciais do ambiente circundante que dão um gozo extra.
Experimentem sem desmanchar o disfarce começar a falar em brasileiro com um amigo, ou espanhol, inglês, ou mesmo um bom sotaque nortenho. Estão garantidas as mais diversas reacções por parte dos outros utentes do metropolitano, mas tentem nunca dar cabo do exercício com discursos longos ou complicados, porque de repente estão a falar português, e por ai já ninguém se interessa.
domingo, janeiro 08, 2006
Não ficaste, foste embora...
Quantas vezes olhei para ti
Como quem está deslumbrado
Com a mais bela imagem
Do mais bonito quadro
E eu nunca me esqueci
Da mais linda mensagem
De todas as coisas que vi
Tudo fica à tua margem
Tantas vezes que lancei
Olhares não indiscretos
E por isso eu pensei
Que os meus sentimentos
Jamais fossem secretos
Nesses breves momentos
De suspiros num deserto
Foram tantos os pensamentos
Para ficarmos mais perto
Eu falava, tu ouvias
E depois nada dizias
Eu calava
Tu sorrias
E assim eram os dias
Eu chegava
Tu fugias
Por vezes nem te despedias
E eu pensava para mim
Por ficar o que perdias?
Não ficaste, foste embora
E eu fiquei sem te ver
E não passa uma hora
Que eu fique sem saber
Que dava tudo sem demora
Para um pouco de ti ter
Queria só por um momento
Não te ter em pensamento
Mas em braços te receber
Sem que me deites fora.
Petr Ganz
Como quem está deslumbrado
Com a mais bela imagem
Do mais bonito quadro
E eu nunca me esqueci
Da mais linda mensagem
De todas as coisas que vi
Tudo fica à tua margem
Tantas vezes que lancei
Olhares não indiscretos
E por isso eu pensei
Que os meus sentimentos
Jamais fossem secretos
Nesses breves momentos
De suspiros num deserto
Foram tantos os pensamentos
Para ficarmos mais perto
Eu falava, tu ouvias
E depois nada dizias
Eu calava
Tu sorrias
E assim eram os dias
Eu chegava
Tu fugias
Por vezes nem te despedias
E eu pensava para mim
Por ficar o que perdias?
Não ficaste, foste embora
E eu fiquei sem te ver
E não passa uma hora
Que eu fique sem saber
Que dava tudo sem demora
Para um pouco de ti ter
Queria só por um momento
Não te ter em pensamento
Mas em braços te receber
Sem que me deites fora.
Petr Ganz
sábado, janeiro 07, 2006
Para a rapariga sem nome.
São lágrimas de absinto
Que choro quando sinto
Se disser que por ti não foram
Minto
E ninguém mente o que sente
Não conscientemente
Quando sente verdadeiramente
E foi sempre na mesma pele
Que a tinta de papel
Escrevi o teu nome
Num pensamento que some
Pelo teu odor a mel
De tão doce que pareces
E sinto que mereces
Mais do que o mero sentimento
Que de mim conheces
Faço passar o tempo
Lembrando-me de ti
Peço por um sentimento
Que não fui eu que o escolhi
Luto contra o tempo
Enquanto espero por ti
Pensando se em algum momento
Para ti eu existi
Faço para que repares
Que de ti me aproximo
Sem nunca tu mandares
Um sorriso ou um mimo
Sinto-me invisível
O cansaço e a demência
Começam a atingir o nível
Do amor em decadência
Desistir não é remédio
Em doença do coração
Mesmo que por muito tédio
Seja a simples solução
De esperar pacientemente
Por algo melhor
Por algo que eu tente
Que lute e consiga
E na esperança menor
Encontre o que persiga
Aquilo que se sente
Não tem o que se lhe diga
Não procuro uma cura
Só acalmar o desejo
A minha vontade é pura
Sempre que te vejo
Querer cuidar e proteger
Tudo aquilo que tu és
Que me fez enternecer
E jogar-me a teus pés
Com parca esperança
De uma hipótese à vista
Mantenho na lembrança
Que não há como resista
A sonhar contigo acordado
Não há lágrima ou suspiro
Que por ti não haja dado
Se de mim nada queres
Aviso-te que jamais retiro
Que és a única das mulheres
Que me sufoca o respirar
E não tenho outra escolha
Senão agarrar o que me deres
E por algo mais esperar.
Petr Ganz
Que choro quando sinto
Se disser que por ti não foram
Minto
E ninguém mente o que sente
Não conscientemente
Quando sente verdadeiramente
E foi sempre na mesma pele
Que a tinta de papel
Escrevi o teu nome
Num pensamento que some
Pelo teu odor a mel
De tão doce que pareces
E sinto que mereces
Mais do que o mero sentimento
Que de mim conheces
Faço passar o tempo
Lembrando-me de ti
Peço por um sentimento
Que não fui eu que o escolhi
Luto contra o tempo
Enquanto espero por ti
Pensando se em algum momento
Para ti eu existi
Faço para que repares
Que de ti me aproximo
Sem nunca tu mandares
Um sorriso ou um mimo
Sinto-me invisível
O cansaço e a demência
Começam a atingir o nível
Do amor em decadência
Desistir não é remédio
Em doença do coração
Mesmo que por muito tédio
Seja a simples solução
De esperar pacientemente
Por algo melhor
Por algo que eu tente
Que lute e consiga
E na esperança menor
Encontre o que persiga
Aquilo que se sente
Não tem o que se lhe diga
Não procuro uma cura
Só acalmar o desejo
A minha vontade é pura
Sempre que te vejo
Querer cuidar e proteger
Tudo aquilo que tu és
Que me fez enternecer
E jogar-me a teus pés
Com parca esperança
De uma hipótese à vista
Mantenho na lembrança
Que não há como resista
A sonhar contigo acordado
Não há lágrima ou suspiro
Que por ti não haja dado
Se de mim nada queres
Aviso-te que jamais retiro
Que és a única das mulheres
Que me sufoca o respirar
E não tenho outra escolha
Senão agarrar o que me deres
E por algo mais esperar.
Petr Ganz
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Acabei de ler mais uns capítulos de um livro muito bom e então decidi vir contar a história...é gira e tem cenas de sexo...
Tenho eu a mania e a pura ideia que geralmente as pessoas não me levam a sério, nem levam a sério a maioria do que digo.
Isto até pode parecer mau, e se for visto de um ponto de vista globalizado, até é, porque eu até sou rapaz de gostar de ser levado a sério só numa de variar um bocado, mas também tem um ponto positivo.
O ponto positivo que encontro em não ser levado a sério, é o grande trunfo que isso porporciona-me para o uso do meu novo tipo de humor mais agressivo e frontal. Ando com um humor um bocado estilo moca de Rio Maior, sem fazer prisioneiros, digo as coisas na hora sem pensar muito e de maneira directa, com o óbvio cuidado de dar aquele tom fonético de gozo sem malícia como quem pontapeia um gato que anda para mais de uma hora a roçar-se nas nossas calças e já começa a ser chato, mas diz que foi um reflexo porque se assustou com o que para ali andava a mexer-se nos pés mesmo em frente da biqueirada certa.
Como maioria das pessoas que conhece-me não me leva a sério, e além disso teem pena de mim, eu posso fazer uso deste humor mais agressivo e de choque, sem que as pessoas levem a mal, ou se por acaso levam disfarçam muito bem, se calhar até insultam-me mentalmente com uma voz conscênciosa muito low profile.
Agora uma coisa mais à parte, e peço desculpa por chocar o meu pai e a minha mãe e todos os meus amigos mais sensiveis e fácilmente imperssionáveis, assim como os leitores menores de 18 anos de idade, e este pensamento veio todo por causa do Direito Comercial, quando estava no metro na ida para casa estava a pensar como era apetecível pontapear o livro da legislação de Direito Comercial para os carris do metro.
Claro que isto, e no seguimento da leitura de uma rábula que li na FHM com uns amigos, era uma das muitas coisas que eu tinha vontade de fazer naquele dia mas depois não tinha coragem, até porque aquele livrinho com o tamanho de uma verdadeira caixa de sapatos custa quase 50 euros.
Enquanto pensava nisto e visualizava o livro a ser pontapeado na lombada e a dar uma planagem até a linha do metro, vi um miudo com cerca de 3 anos de idade, talvez menos, com apenas alguns metros cúbicos, quase do tamanho do livro, ou talvez, vá lá, pouco mais de 70 ou 80 cms, quanto muito um metro.
O miudo estava na fase da birra e eu partilhava com ele esse estado, pois havia estado várias horas numa sala semelhante a um aquário muito mal amanhado a estudar uma disciplina que posso dizer que completa o meu ser e realiza-me verdadeiramente, e começa a berrar e com comportamentos violentos para com os utentes do metro, pontapeando as pessoas, enquanto a mãe estava quieta, como se o filho fosse uma encomenda que ali estava para o vizinho do andar de cima, mas está na nossa porta e não temos nada a haver com isso, deixamos passar ao lado.
E por breves momentos pensei, e fiquei arrependido, se eu também fizer birra e der um pontapé no puto, calçando eu um 44, uma stickada certeira num corpo frágil como aqueles de certo acalmaria o puto, até porque a biqueirada era apontada para o peito e com o choque o coração abrandaria por certo.
Agora que raio de pensamento foi este?
Apenas posso justificar-me para aqueles que sofrem comigo, estudar comercial é prejudicial à sanidade mental, é que até vi um tipo maluco na faculdade com um post-it na língua e a agitá-lo para as pessoas que passavam nos corredores da faculdade, o que me leva a crer que existe gente para tudo, até para certos pensamentos.
Isto até pode parecer mau, e se for visto de um ponto de vista globalizado, até é, porque eu até sou rapaz de gostar de ser levado a sério só numa de variar um bocado, mas também tem um ponto positivo.
O ponto positivo que encontro em não ser levado a sério, é o grande trunfo que isso porporciona-me para o uso do meu novo tipo de humor mais agressivo e frontal. Ando com um humor um bocado estilo moca de Rio Maior, sem fazer prisioneiros, digo as coisas na hora sem pensar muito e de maneira directa, com o óbvio cuidado de dar aquele tom fonético de gozo sem malícia como quem pontapeia um gato que anda para mais de uma hora a roçar-se nas nossas calças e já começa a ser chato, mas diz que foi um reflexo porque se assustou com o que para ali andava a mexer-se nos pés mesmo em frente da biqueirada certa.
Como maioria das pessoas que conhece-me não me leva a sério, e além disso teem pena de mim, eu posso fazer uso deste humor mais agressivo e de choque, sem que as pessoas levem a mal, ou se por acaso levam disfarçam muito bem, se calhar até insultam-me mentalmente com uma voz conscênciosa muito low profile.
Agora uma coisa mais à parte, e peço desculpa por chocar o meu pai e a minha mãe e todos os meus amigos mais sensiveis e fácilmente imperssionáveis, assim como os leitores menores de 18 anos de idade, e este pensamento veio todo por causa do Direito Comercial, quando estava no metro na ida para casa estava a pensar como era apetecível pontapear o livro da legislação de Direito Comercial para os carris do metro.
Claro que isto, e no seguimento da leitura de uma rábula que li na FHM com uns amigos, era uma das muitas coisas que eu tinha vontade de fazer naquele dia mas depois não tinha coragem, até porque aquele livrinho com o tamanho de uma verdadeira caixa de sapatos custa quase 50 euros.
Enquanto pensava nisto e visualizava o livro a ser pontapeado na lombada e a dar uma planagem até a linha do metro, vi um miudo com cerca de 3 anos de idade, talvez menos, com apenas alguns metros cúbicos, quase do tamanho do livro, ou talvez, vá lá, pouco mais de 70 ou 80 cms, quanto muito um metro.
O miudo estava na fase da birra e eu partilhava com ele esse estado, pois havia estado várias horas numa sala semelhante a um aquário muito mal amanhado a estudar uma disciplina que posso dizer que completa o meu ser e realiza-me verdadeiramente, e começa a berrar e com comportamentos violentos para com os utentes do metro, pontapeando as pessoas, enquanto a mãe estava quieta, como se o filho fosse uma encomenda que ali estava para o vizinho do andar de cima, mas está na nossa porta e não temos nada a haver com isso, deixamos passar ao lado.
E por breves momentos pensei, e fiquei arrependido, se eu também fizer birra e der um pontapé no puto, calçando eu um 44, uma stickada certeira num corpo frágil como aqueles de certo acalmaria o puto, até porque a biqueirada era apontada para o peito e com o choque o coração abrandaria por certo.
Agora que raio de pensamento foi este?
Apenas posso justificar-me para aqueles que sofrem comigo, estudar comercial é prejudicial à sanidade mental, é que até vi um tipo maluco na faculdade com um post-it na língua e a agitá-lo para as pessoas que passavam nos corredores da faculdade, o que me leva a crer que existe gente para tudo, até para certos pensamentos.
sábado, dezembro 31, 2005
Tu cuerpo es tan gracioso como una flor...
CUERPO DE MUJER ...
Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.
Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.
Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
¡Ah los vasos del pecho! ¡Ah los ojos de ausencia!
¡Ah las rosas del pubis! ¡Ah tu voz lenta y triste!
Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia si límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.
Pablo Neruda
фиолетовый
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Uma cena fantástica que tenho para contar, leiam este post, isto aconteceu mesmo...
Decidi que agora devia escrever, por duas razões, não tenho nada para fazer e já começo a ficar aborrecido, e depois todas as outras alternativas pareciam mais produtivas do que esta.
Já que estou a ser sincero, posso afirmar com certeza que não tenho absolutamente nada para dizer, e que este post não teve a mínima preparação mental, com a ressalva que eu não sou propriamente alguém que faça muito uso das suas ínfimas capacidades mentais.
Poderia eu escrever um post sobre as melhores coisas do ano, melhores livros, melhores filmes, melhores músicas, até os melhores vinhos, mas tudo isso parece-me uma boa ideia para fazer noutro dia que não hoje, talvez amanhã.
Podia escrever um post de opinião sobre a entrevista que vi do Ricardo Araújo Pereira, alguém que fiquei a admirar quanto baste para não o insultar como costumo insultar as pessoas que estou a ver na tv, é que no natal fico com um espírito e uma maneira de ser muito parecida com um octogenário com uma micose infernal no escroto.
Podia falar de como foi o meu natal, ou pelo menos inventar um natal, é que o natal normalmente sou eu e os meus gatos e 5 latas de atum a dividir por todos, fora pintar os testículos dos bichanos de vermelho vivo com um verniz deixado aqui pela última dona de um quiosque com quem consegui ter algo próximo a uma dita intimidade, não tem muito que se lhe diga, visto que até passei a dita noite a ler as previsões que encomendei ao Miguel de Sousa por apenas 50€, preço singelo por tão preciosa informação que de certo irá dar um rumo à minha vida.
Podia falar de muita coisa e no entanto não tenho paciência para falar de nada, estou aqui a escrever e ao mesmo tempo vou dando uma espreitadela ao decorrer das gravações, visto que agora decidimos graças às novas tecnologias passar todas as filmagens caseiras em VHS para DVD com recurso a meios tecnológicos avançados, também eles obtidos através de uma compra ao senhor Miguel de Sousa astrólogo e vendedor part-time na San Luís, se não era ele peço desculpa ao senhor que nos vendeu tal maquinaria, mas tinha ar de astrólogo e tarólogo, e tudo mais.
Na mais pura das verdades estou a passar uma seca descomunal, e levado pelo bom espírito natalício ainda vivo em mim depois de comer atum durante 5 dias seguidos, decidi partilhar essa seca descomunal com todos os pobres desgraçados que tirarem tempo para ler esta bosta de post, mas o que interessa mesmo é partilhar nesta época.
Quem chegou ao fim do post e ainda não está enjoado, ou com algum tipo de irritação, pode ainda ter a amabilidade de telefonar-me para que eu vos insulte de maneira corriqueira e asquerosa, chegando mesmo ao ponto de ser um bardajão de primeira.
Aqueles que por algum motivo sejam tímidos, podem deixar a morada na caixa de comentários, inclusive um endereço de e-mail, para que vos insulte por escrito, de modo a não invadir em demasia a vossa intimidade e privacidade.
Se por algum motivo for algum depravado que goste de praticar onanismo enquanto é insultado, agradeço que telefone ao Zica, porque ele tem mais jeito que eu para imitar vozes.
Se com isso tudo ainda não se sentirem insultados e devidamente repugnados, sempre podem ler algo escrito pelo Miguel Sousa Tavares, ai sim garanto que terão convulsões e espasmos onde jorradas de vómitos esguicharam pelos mais derivados orifícios do vosso frágil e combalido corpo, então se optarem por artigos de opinião desse ser, poderá ser morte pela certa.
O caro leitor se por algum motivo ainda estiver a respirar, então digo-lhe que tem uma capacidade de resistência surpreendente, e de duas uma, ou é um débil mental e ainda não consegui juntar as duas sílabas do inicio do post, ou é o Luís Delgado, a bom ver vai tudo dar no mesmo.
Se depois de tudo ficou com uma enorme vontade de insultar-me é favor utilizar a caixa de comentários, mas por favor não sejam malcriados, insultem com qualidade, que para atitudes menos próprias já estou cá eu, e depois tenho familiares que lêem isto e pronto era chato estarem a insultar-me de modo brejeiro.
Porventura se alguém quiser elogiar, o que duvido seriamente, e digo desde já que seria algo inesperado, é favor faze-lo com um bonito cabaz de natal, ou então quem sabe um singelo elogio utilizando palavras afáveis e ternurentas um pouco à semelhança da prática do fellatio por uma brasileira com algodão na boca embebido em groselha.
Ps. O título do post era mesmo só para servir como chamada de atenção, nada mais que um engodo fácil e de baixo nível para lerem esta bodega de post. Quem se deixou levar, já é a segunda vez neste mês que lhes metem uma encavada de mau gosto, é de pensar se não começam a gostar de ser enganados.
Já que estou a ser sincero, posso afirmar com certeza que não tenho absolutamente nada para dizer, e que este post não teve a mínima preparação mental, com a ressalva que eu não sou propriamente alguém que faça muito uso das suas ínfimas capacidades mentais.
Poderia eu escrever um post sobre as melhores coisas do ano, melhores livros, melhores filmes, melhores músicas, até os melhores vinhos, mas tudo isso parece-me uma boa ideia para fazer noutro dia que não hoje, talvez amanhã.
Podia escrever um post de opinião sobre a entrevista que vi do Ricardo Araújo Pereira, alguém que fiquei a admirar quanto baste para não o insultar como costumo insultar as pessoas que estou a ver na tv, é que no natal fico com um espírito e uma maneira de ser muito parecida com um octogenário com uma micose infernal no escroto.
Podia falar de como foi o meu natal, ou pelo menos inventar um natal, é que o natal normalmente sou eu e os meus gatos e 5 latas de atum a dividir por todos, fora pintar os testículos dos bichanos de vermelho vivo com um verniz deixado aqui pela última dona de um quiosque com quem consegui ter algo próximo a uma dita intimidade, não tem muito que se lhe diga, visto que até passei a dita noite a ler as previsões que encomendei ao Miguel de Sousa por apenas 50€, preço singelo por tão preciosa informação que de certo irá dar um rumo à minha vida.
Podia falar de muita coisa e no entanto não tenho paciência para falar de nada, estou aqui a escrever e ao mesmo tempo vou dando uma espreitadela ao decorrer das gravações, visto que agora decidimos graças às novas tecnologias passar todas as filmagens caseiras em VHS para DVD com recurso a meios tecnológicos avançados, também eles obtidos através de uma compra ao senhor Miguel de Sousa astrólogo e vendedor part-time na San Luís, se não era ele peço desculpa ao senhor que nos vendeu tal maquinaria, mas tinha ar de astrólogo e tarólogo, e tudo mais.
Na mais pura das verdades estou a passar uma seca descomunal, e levado pelo bom espírito natalício ainda vivo em mim depois de comer atum durante 5 dias seguidos, decidi partilhar essa seca descomunal com todos os pobres desgraçados que tirarem tempo para ler esta bosta de post, mas o que interessa mesmo é partilhar nesta época.
Quem chegou ao fim do post e ainda não está enjoado, ou com algum tipo de irritação, pode ainda ter a amabilidade de telefonar-me para que eu vos insulte de maneira corriqueira e asquerosa, chegando mesmo ao ponto de ser um bardajão de primeira.
Aqueles que por algum motivo sejam tímidos, podem deixar a morada na caixa de comentários, inclusive um endereço de e-mail, para que vos insulte por escrito, de modo a não invadir em demasia a vossa intimidade e privacidade.
Se por algum motivo for algum depravado que goste de praticar onanismo enquanto é insultado, agradeço que telefone ao Zica, porque ele tem mais jeito que eu para imitar vozes.
Se com isso tudo ainda não se sentirem insultados e devidamente repugnados, sempre podem ler algo escrito pelo Miguel Sousa Tavares, ai sim garanto que terão convulsões e espasmos onde jorradas de vómitos esguicharam pelos mais derivados orifícios do vosso frágil e combalido corpo, então se optarem por artigos de opinião desse ser, poderá ser morte pela certa.
O caro leitor se por algum motivo ainda estiver a respirar, então digo-lhe que tem uma capacidade de resistência surpreendente, e de duas uma, ou é um débil mental e ainda não consegui juntar as duas sílabas do inicio do post, ou é o Luís Delgado, a bom ver vai tudo dar no mesmo.
Se depois de tudo ficou com uma enorme vontade de insultar-me é favor utilizar a caixa de comentários, mas por favor não sejam malcriados, insultem com qualidade, que para atitudes menos próprias já estou cá eu, e depois tenho familiares que lêem isto e pronto era chato estarem a insultar-me de modo brejeiro.
Porventura se alguém quiser elogiar, o que duvido seriamente, e digo desde já que seria algo inesperado, é favor faze-lo com um bonito cabaz de natal, ou então quem sabe um singelo elogio utilizando palavras afáveis e ternurentas um pouco à semelhança da prática do fellatio por uma brasileira com algodão na boca embebido em groselha.
Ps. O título do post era mesmo só para servir como chamada de atenção, nada mais que um engodo fácil e de baixo nível para lerem esta bodega de post. Quem se deixou levar, já é a segunda vez neste mês que lhes metem uma encavada de mau gosto, é de pensar se não começam a gostar de ser enganados.
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Desejos singelos...
Obrigado a quem apagou o meu post a desejar feliz natal, eu também sou da opinião que era de mau gosto, feliz natal na mesma a 26 de Dezembro.
Já agora um feliz Ano Novo para todos...
Já agora um feliz Ano Novo para todos...
Mais uma noite perdido em flash's solitários.
Deitado na cama a ouvir a música que embala o sono dos tristes, lembrei-me mais uma vez de ti, como tantas outras vezes durante um só dia. Não te recordo com pesar, não me custa nada pensar em ti da forma como penso, não é penosa a repetição indiscriminada da tua imagem na minha mente.
Era capaz de desenhar a tua face com os meus dedos sobre uma tela de seda, sentir o movimento dos teus lábios ao dizeres o meu nome, não me esqueci de nenhum pormenor teu, tudo registado em olhares furtivos, em esgares escondidos por vergonha de olhar nos olhos.
Sinto no meu peito o calor do teu corpo de quando te encostas em mim, registei por puro gozo muito dos teus tiques, vejo agora o movimento das tuas mãos, os teus gestos com os ombros, toda a graciosidade de uma alma para além de um corpo.
Por entre os dedos sinto um ardor, é a falta do teu cabelo a tocar-me na pele, não foram vezes suficientes as que senti tão puro fio de mel, com todo o seu fel embutido na mais pura graça que são os teus cabelos.
Cada sorriso teu é marcado numa Polaroid cerebral, todos eles devidamente anotados, todos eles apreciados ao sabor de uma banda sonora que só eu oiço quando te vejo sorrir, tudo o mais à minha volta paralisa para depois desvanecer com um suspiro meu como se fosse uma bola de sabão empurrada pela brisa suave de mais uma madrugada a pensar em ti.
Tantas foram as vezes a pensar em ti a olhar para o tecto sobre a minha cama, que o teu rosto já poderia ser o padrão daquele espaço vazio e branco, colorido com as cores do teu rosto de uma palidez boreal, tão bela como a mais pura essência da natureza, tão prefeito como um fresco na mais magnificente arquitectura secular.
O teu jeito de andar, tudo tão leve e solto como quem caminha sobre campos de algodão no Éden, ou como quem passa por cima de sentimentos tão ingénuos como o meu.
Ninguém mandou-me apaixonar por esse teu jeito de ser, tão inacessível como convidativo, és a mais pura das armadilhas para os apaixonados de bom gosto, e continuo a imaginar-te todas as noites como se estivesse a observar-te em uma qualquer hora de mais puro prazer visual, todos os frames dos teus movimentos são puros slides de êxtase e prazer para quem te vislumbra com um coração de ver, com a alma cheia de um vazio provocado por ti, com a ínfima esperança que um dia preenchas este coração do mesmo modo que preenches a minha mente, é outro coração que também sente.
Era capaz de desenhar a tua face com os meus dedos sobre uma tela de seda, sentir o movimento dos teus lábios ao dizeres o meu nome, não me esqueci de nenhum pormenor teu, tudo registado em olhares furtivos, em esgares escondidos por vergonha de olhar nos olhos.
Sinto no meu peito o calor do teu corpo de quando te encostas em mim, registei por puro gozo muito dos teus tiques, vejo agora o movimento das tuas mãos, os teus gestos com os ombros, toda a graciosidade de uma alma para além de um corpo.
Por entre os dedos sinto um ardor, é a falta do teu cabelo a tocar-me na pele, não foram vezes suficientes as que senti tão puro fio de mel, com todo o seu fel embutido na mais pura graça que são os teus cabelos.
Cada sorriso teu é marcado numa Polaroid cerebral, todos eles devidamente anotados, todos eles apreciados ao sabor de uma banda sonora que só eu oiço quando te vejo sorrir, tudo o mais à minha volta paralisa para depois desvanecer com um suspiro meu como se fosse uma bola de sabão empurrada pela brisa suave de mais uma madrugada a pensar em ti.
Tantas foram as vezes a pensar em ti a olhar para o tecto sobre a minha cama, que o teu rosto já poderia ser o padrão daquele espaço vazio e branco, colorido com as cores do teu rosto de uma palidez boreal, tão bela como a mais pura essência da natureza, tão prefeito como um fresco na mais magnificente arquitectura secular.
O teu jeito de andar, tudo tão leve e solto como quem caminha sobre campos de algodão no Éden, ou como quem passa por cima de sentimentos tão ingénuos como o meu.
Ninguém mandou-me apaixonar por esse teu jeito de ser, tão inacessível como convidativo, és a mais pura das armadilhas para os apaixonados de bom gosto, e continuo a imaginar-te todas as noites como se estivesse a observar-te em uma qualquer hora de mais puro prazer visual, todos os frames dos teus movimentos são puros slides de êxtase e prazer para quem te vislumbra com um coração de ver, com a alma cheia de um vazio provocado por ti, com a ínfima esperança que um dia preenchas este coração do mesmo modo que preenches a minha mente, é outro coração que também sente.
quinta-feira, dezembro 22, 2005
O amor, quando se revela...
| O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente Cala: parece esquecer Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse Pra saber que a estão a amar! Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente! Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar... |
quarta-feira, dezembro 21, 2005
Dizer foder não é ser malcriado, ser malcriado é não saber rir.
O coito e a Sauna
Melhor é foder primeiro, e então banhar.
Esperas que, curva, sobre o balde se ajeite
O traseiro nu miras com deleite
E tocas-lhe entre as coxas a reinar.
Mantém-na em posição, mas logo após
Assento no piço lhe seja permitido
Se duche quiser na cona, invertido.
Depois, claro, seguindo nossos avós,
Serve ela no banho. As pedras põe a apitar
Com bátega rápida (que a água ferva)
Com tenra bétula te açoita e corado
Em balsâmico vapor mais esquentado
A pouco e pouco te deixas refrescar
Suando agora a fodança em caterva.
Bertolt Brecht
terça-feira, dezembro 20, 2005
This Xmas i give you my heart.
I feel it in my fingers
I feel it in my toes
Love is all around me
And so the feeling grows
It's written on the wind
It's everywhere I go, oh yes it is
So if you really love me
Come on and let it show
You know I love you, I always will
My mind's made up by the
Way that I feel
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on my love you can depend
I see your face before me
As I lay on my bed
I kinda get to thinking
Of all the things you said, oh yes I did
You gave your promise to me and i
Gave mine to you
I need someone beside me
In everything I do, oh yes I do
You know I love you, I always will,
My mind's made up by the
Way that I feel
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on my love you can depend
Got to keep it moving
Oh it's written in the wind
Oh everywhere I go, yeah, oh well
So if you really love me, love me, love me
Come on and let it show
Come on and let it show
Come on and let it
Come on and let it (come and let it show, baby)
Come on, come on, come on let it show baby
Come on and let it show
Come on and let it show, baby
Come on and let it show
By bit (bit by bit, bit by bit)....
Wet Wet Wet - Love Is All Around
I feel it in my toes
Love is all around me
And so the feeling grows
It's written on the wind
It's everywhere I go, oh yes it is
So if you really love me
Come on and let it show
You know I love you, I always will
My mind's made up by the
Way that I feel
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on my love you can depend
I see your face before me
As I lay on my bed
I kinda get to thinking
Of all the things you said, oh yes I did
You gave your promise to me and i
Gave mine to you
I need someone beside me
In everything I do, oh yes I do
You know I love you, I always will,
My mind's made up by the
Way that I feel
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on my love you can depend
Got to keep it moving
Oh it's written in the wind
Oh everywhere I go, yeah, oh well
So if you really love me, love me, love me
Come on and let it show
Come on and let it show
Come on and let it
Come on and let it (come and let it show, baby)
Come on, come on, come on let it show baby
Come on and let it show
Come on and let it show, baby
Come on and let it show
By bit (bit by bit, bit by bit)....
Wet Wet Wet - Love Is All Around
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