quarta-feira, janeiro 11, 2006

Não sei o que dizer, dizendo que sei o que deveria dizer.

Não sou capaz de dizer-te as palavras certas por mais bonito que o seu fundo possa ser, não sei falar, e quando um homem tem tanto para dizer, mas não o sabe como, é inevitável aquele sentimento de inutilidade, que se nos abarca na alma como o simples bote que nos levará até a uma margem sem volta.

I can see you, but i can't toutch you... i can listen to your voice, and be silenced by your eyes, but i can't tell you nothing, not the truth, not even lies, i just don't have the bravery in words, as i do in feeling those on my heart. And when i see you again, once more, i feel apart of this time-space world where i stand, to be in a place my mind demand, in the silence of my own words, that in a foolish way i hide just for the delite of my pain, and i repeat it all over again, in a loop of a senseless recording of my unbrave voice. From my lips you will only get wish's. From my hearth my insane feeling of need, to have you for me to be.

Quando não sabemos o que fazer, o pior não é o desespero nem a vontade, é a passividade e calma com que lidamos com a nossa tristeza, a comunhão do nosso silêncio com o grito do nosso obscuro segredo, com uma bagatela de palavras, mostrava-te o que era isto que sentia.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Just another dream again...

Will you be there tonight?
So you wish me good night
When i’m coming home to you.
What will you say, or me to do.
I don’t no if there’s any more,
Pieces of truth between me and you.
And if you walk trough that door,
In that time where am i going to?

A kiss from your lips
When saying goodbye
The taste of fingertips
When you take me high
The smooth of your tongue
Takes the breath of my lung
The smile in your mouth
Just makes me want to shout

It’s all a dream in my mind,
Pieces of me, left out to find.
Wispers of love in my ear,
Take me above of simple fear.
I wont let go, this dream of mine
If i let it pass, i wont be fine,
I’ll fight for you, whit all my faith
It just can’t be, to love or to hate
This silly dream inside my head
I must survive, or just try instead...

Why can’t it be real to me?
Why can’t i feel i’m free?
From this mad disease
That i wouldn’t release,
Just one bit of my pain,
Stuck inside my brain
Stuffed inside my heart,
Some can call it love...
I say it’s a foolish start...
To start right from above.
Without looking down,
It’s still a quite big fall,
Into the next floor ground
And then who do i call?
Would you answer at all?...

Petr Ganz

Se mais ninguém foi lá...

De todos os abusos que podemos encontrar no direito, sem dúvida que o abuso de autoridade é o mais certo para mim.

"Qual é o teu nome por favor?"
"Fulano.(?)"
"Ai é....então mostra ai o BI para verificar!"
"Mas então que se passa? Fiz alguma coisa?"
"É só para não haver chatices, nem mal entendidos...mostra lá!"
"Ok está aqui..."
"Está bem afinal não é...tudo bem..."

Uns diziam que parecia da máfia russa, outros que era da PJ... bem eu diria que foi mais uma necessidade, não aprecio violência entre desconhecidos.

O Pai Natal não lê o blog...

Foi acabado de diagnosticar ao ecrã do meu computador paralisia cerebral.

Uns dizem que pode ter sido maus tratos, eu digo que aquilo é mesmo a parte electrónica.

Quem sabe também pode ser só manha para se candidatar às presidenciais o que para ele seria indubitavelmente fixíssimo.

Uns com o Sudoku outros improvisando.

Um bom passatempo para praticar-se no metro é encetar uma conversa e usar o maior número de sotaques possíveis.

Além de chamar um bocado à atenção, ficamos a saber quem realmente é cusco o suficiente para expressar qualquer tipo de reacção, além das expressões faciais do ambiente circundante que dão um gozo extra.

Experimentem sem desmanchar o disfarce começar a falar em brasileiro com um amigo, ou espanhol, inglês, ou mesmo um bom sotaque nortenho. Estão garantidas as mais diversas reacções por parte dos outros utentes do metropolitano, mas tentem nunca dar cabo do exercício com discursos longos ou complicados, porque de repente estão a falar português, e por ai já ninguém se interessa.

domingo, janeiro 08, 2006

Não ficaste, foste embora...

Quantas vezes olhei para ti
Como quem está deslumbrado
Com a mais bela imagem
Do mais bonito quadro
E eu nunca me esqueci
Da mais linda mensagem
De todas as coisas que vi
Tudo fica à tua margem

Tantas vezes que lancei
Olhares não indiscretos
E por isso eu pensei
Que os meus sentimentos
Jamais fossem secretos
Nesses breves momentos
De suspiros num deserto
Foram tantos os pensamentos
Para ficarmos mais perto

Eu falava, tu ouvias
E depois nada dizias
Eu calava
Tu sorrias
E assim eram os dias
Eu chegava
Tu fugias
Por vezes nem te despedias
E eu pensava para mim
Por ficar o que perdias?

Não ficaste, foste embora
E eu fiquei sem te ver
E não passa uma hora
Que eu fique sem saber
Que dava tudo sem demora
Para um pouco de ti ter
Queria só por um momento
Não te ter em pensamento
Mas em braços te receber
Sem que me deites fora.

Petr Ganz

sábado, janeiro 07, 2006

Para a rapariga sem nome.

São lágrimas de absinto
Que choro quando sinto
Se disser que por ti não foram
Minto
E ninguém mente o que sente
Não conscientemente
Quando sente verdadeiramente

E foi sempre na mesma pele
Que a tinta de papel
Escrevi o teu nome
Num pensamento que some
Pelo teu odor a mel
De tão doce que pareces
E sinto que mereces
Mais do que o mero sentimento
Que de mim conheces

Faço passar o tempo
Lembrando-me de ti
Peço por um sentimento
Que não fui eu que o escolhi
Luto contra o tempo
Enquanto espero por ti
Pensando se em algum momento
Para ti eu existi

Faço para que repares
Que de ti me aproximo
Sem nunca tu mandares
Um sorriso ou um mimo
Sinto-me invisível
O cansaço e a demência
Começam a atingir o nível
Do amor em decadência

Desistir não é remédio
Em doença do coração
Mesmo que por muito tédio
Seja a simples solução
De esperar pacientemente
Por algo melhor
Por algo que eu tente
Que lute e consiga
E na esperança menor
Encontre o que persiga
Aquilo que se sente
Não tem o que se lhe diga

Não procuro uma cura
Só acalmar o desejo
A minha vontade é pura
Sempre que te vejo
Querer cuidar e proteger
Tudo aquilo que tu és
Que me fez enternecer
E jogar-me a teus pés

Com parca esperança
De uma hipótese à vista
Mantenho na lembrança
Que não há como resista
A sonhar contigo acordado
Não há lágrima ou suspiro
Que por ti não haja dado
Se de mim nada queres
Aviso-te que jamais retiro
Que és a única das mulheres
Que me sufoca o respirar
E não tenho outra escolha
Senão agarrar o que me deres
E por algo mais esperar.

Petr Ganz

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Acabei de ler mais uns capítulos de um livro muito bom e então decidi vir contar a história...é gira e tem cenas de sexo...

Tenho eu a mania e a pura ideia que geralmente as pessoas não me levam a sério, nem levam a sério a maioria do que digo.

Isto até pode parecer mau, e se for visto de um ponto de vista globalizado, até é, porque eu até sou rapaz de gostar de ser levado a sério só numa de variar um bocado, mas também tem um ponto positivo.

O ponto positivo que encontro em não ser levado a sério, é o grande trunfo que isso porporciona-me para o uso do meu novo tipo de humor mais agressivo e frontal. Ando com um humor um bocado estilo moca de Rio Maior, sem fazer prisioneiros, digo as coisas na hora sem pensar muito e de maneira directa, com o óbvio cuidado de dar aquele tom fonético de gozo sem malícia como quem pontapeia um gato que anda para mais de uma hora a roçar-se nas nossas calças e já começa a ser chato, mas diz que foi um reflexo porque se assustou com o que para ali andava a mexer-se nos pés mesmo em frente da biqueirada certa.

Como maioria das pessoas que conhece-me não me leva a sério, e além disso teem pena de mim, eu posso fazer uso deste humor mais agressivo e de choque, sem que as pessoas levem a mal, ou se por acaso levam disfarçam muito bem, se calhar até insultam-me mentalmente com uma voz conscênciosa muito low profile.

Agora uma coisa mais à parte, e peço desculpa por chocar o meu pai e a minha mãe e todos os meus amigos mais sensiveis e fácilmente imperssionáveis, assim como os leitores menores de 18 anos de idade, e este pensamento veio todo por causa do Direito Comercial, quando estava no metro na ida para casa estava a pensar como era apetecível pontapear o livro da legislação de Direito Comercial para os carris do metro.

Claro que isto, e no seguimento da leitura de uma rábula que li na FHM com uns amigos, era uma das muitas coisas que eu tinha vontade de fazer naquele dia mas depois não tinha coragem, até porque aquele livrinho com o tamanho de uma verdadeira caixa de sapatos custa quase 50 euros.

Enquanto pensava nisto e visualizava o livro a ser pontapeado na lombada e a dar uma planagem até a linha do metro, vi um miudo com cerca de 3 anos de idade, talvez menos, com apenas alguns metros cúbicos, quase do tamanho do livro, ou talvez, vá lá, pouco mais de 70 ou 80 cms, quanto muito um metro.

O miudo estava na fase da birra e eu partilhava com ele esse estado, pois havia estado várias horas numa sala semelhante a um aquário muito mal amanhado a estudar uma disciplina que posso dizer que completa o meu ser e realiza-me verdadeiramente, e começa a berrar e com comportamentos violentos para com os utentes do metro, pontapeando as pessoas, enquanto a mãe estava quieta, como se o filho fosse uma encomenda que ali estava para o vizinho do andar de cima, mas está na nossa porta e não temos nada a haver com isso, deixamos passar ao lado.

E por breves momentos pensei, e fiquei arrependido, se eu também fizer birra e der um pontapé no puto, calçando eu um 44, uma stickada certeira num corpo frágil como aqueles de certo acalmaria o puto, até porque a biqueirada era apontada para o peito e com o choque o coração abrandaria por certo.

Agora que raio de pensamento foi este?

Apenas posso justificar-me para aqueles que sofrem comigo, estudar comercial é prejudicial à sanidade mental, é que até vi um tipo maluco na faculdade com um post-it na língua e a agitá-lo para as pessoas que passavam nos corredores da faculdade, o que me leva a crer que existe gente para tudo, até para certos pensamentos.

sábado, dezembro 31, 2005

Tu cuerpo es tan gracioso como una flor...

CUERPO DE MUJER ...

Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.

Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.

Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
¡Ah los vasos del pecho! ¡Ah los ojos de ausencia!
¡Ah las rosas del pubis! ¡Ah tu voz lenta y triste!

Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia si límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.

Pablo Neruda
фиолетовый

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Uma cena fantástica que tenho para contar, leiam este post, isto aconteceu mesmo...

Decidi que agora devia escrever, por duas razões, não tenho nada para fazer e já começo a ficar aborrecido, e depois todas as outras alternativas pareciam mais produtivas do que esta.

Já que estou a ser sincero, posso afirmar com certeza que não tenho absolutamente nada para dizer, e que este post não teve a mínima preparação mental, com a ressalva que eu não sou propriamente alguém que faça muito uso das suas ínfimas capacidades mentais.

Poderia eu escrever um post sobre as melhores coisas do ano, melhores livros, melhores filmes, melhores músicas, até os melhores vinhos, mas tudo isso parece-me uma boa ideia para fazer noutro dia que não hoje, talvez amanhã.

Podia escrever um post de opinião sobre a entrevista que vi do Ricardo Araújo Pereira, alguém que fiquei a admirar quanto baste para não o insultar como costumo insultar as pessoas que estou a ver na tv, é que no natal fico com um espírito e uma maneira de ser muito parecida com um octogenário com uma micose infernal no escroto.

Podia falar de como foi o meu natal, ou pelo menos inventar um natal, é que o natal normalmente sou eu e os meus gatos e 5 latas de atum a dividir por todos, fora pintar os testículos dos bichanos de vermelho vivo com um verniz deixado aqui pela última dona de um quiosque com quem consegui ter algo próximo a uma dita intimidade, não tem muito que se lhe diga, visto que até passei a dita noite a ler as previsões que encomendei ao Miguel de Sousa por apenas 50€, preço singelo por tão preciosa informação que de certo irá dar um rumo à minha vida.

Podia falar de muita coisa e no entanto não tenho paciência para falar de nada, estou aqui a escrever e ao mesmo tempo vou dando uma espreitadela ao decorrer das gravações, visto que agora decidimos graças às novas tecnologias passar todas as filmagens caseiras em VHS para DVD com recurso a meios tecnológicos avançados, também eles obtidos através de uma compra ao senhor Miguel de Sousa astrólogo e vendedor part-time na San Luís, se não era ele peço desculpa ao senhor que nos vendeu tal maquinaria, mas tinha ar de astrólogo e tarólogo, e tudo mais.

Na mais pura das verdades estou a passar uma seca descomunal, e levado pelo bom espírito natalício ainda vivo em mim depois de comer atum durante 5 dias seguidos, decidi partilhar essa seca descomunal com todos os pobres desgraçados que tirarem tempo para ler esta bosta de post, mas o que interessa mesmo é partilhar nesta época.

Quem chegou ao fim do post e ainda não está enjoado, ou com algum tipo de irritação, pode ainda ter a amabilidade de telefonar-me para que eu vos insulte de maneira corriqueira e asquerosa, chegando mesmo ao ponto de ser um bardajão de primeira.

Aqueles que por algum motivo sejam tímidos, podem deixar a morada na caixa de comentários, inclusive um endereço de e-mail, para que vos insulte por escrito, de modo a não invadir em demasia a vossa intimidade e privacidade.

Se por algum motivo for algum depravado que goste de praticar onanismo enquanto é insultado, agradeço que telefone ao Zica, porque ele tem mais jeito que eu para imitar vozes.

Se com isso tudo ainda não se sentirem insultados e devidamente repugnados, sempre podem ler algo escrito pelo Miguel Sousa Tavares, ai sim garanto que terão convulsões e espasmos onde jorradas de vómitos esguicharam pelos mais derivados orifícios do vosso frágil e combalido corpo, então se optarem por artigos de opinião desse ser, poderá ser morte pela certa.

O caro leitor se por algum motivo ainda estiver a respirar, então digo-lhe que tem uma capacidade de resistência surpreendente, e de duas uma, ou é um débil mental e ainda não consegui juntar as duas sílabas do inicio do post, ou é o Luís Delgado, a bom ver vai tudo dar no mesmo.

Se depois de tudo ficou com uma enorme vontade de insultar-me é favor utilizar a caixa de comentários, mas por favor não sejam malcriados, insultem com qualidade, que para atitudes menos próprias já estou cá eu, e depois tenho familiares que lêem isto e pronto era chato estarem a insultar-me de modo brejeiro.

Porventura se alguém quiser elogiar, o que duvido seriamente, e digo desde já que seria algo inesperado, é favor faze-lo com um bonito cabaz de natal, ou então quem sabe um singelo elogio utilizando palavras afáveis e ternurentas um pouco à semelhança da prática do fellatio por uma brasileira com algodão na boca embebido em groselha.

Ps. O título do post era mesmo só para servir como chamada de atenção, nada mais que um engodo fácil e de baixo nível para lerem esta bodega de post. Quem se deixou levar, já é a segunda vez neste mês que lhes metem uma encavada de mau gosto, é de pensar se não começam a gostar de ser enganados.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Desejos singelos...

Obrigado a quem apagou o meu post a desejar feliz natal, eu também sou da opinião que era de mau gosto, feliz natal na mesma a 26 de Dezembro.
Já agora um feliz Ano Novo para todos...

Mais uma noite perdido em flash's solitários.

Deitado na cama a ouvir a música que embala o sono dos tristes, lembrei-me mais uma vez de ti, como tantas outras vezes durante um só dia. Não te recordo com pesar, não me custa nada pensar em ti da forma como penso, não é penosa a repetição indiscriminada da tua imagem na minha mente.

Era capaz de desenhar a tua face com os meus dedos sobre uma tela de seda, sentir o movimento dos teus lábios ao dizeres o meu nome, não me esqueci de nenhum pormenor teu, tudo registado em olhares furtivos, em esgares escondidos por vergonha de olhar nos olhos.

Sinto no meu peito o calor do teu corpo de quando te encostas em mim, registei por puro gozo muito dos teus tiques, vejo agora o movimento das tuas mãos, os teus gestos com os ombros, toda a graciosidade de uma alma para além de um corpo.

Por entre os dedos sinto um ardor, é a falta do teu cabelo a tocar-me na pele, não foram vezes suficientes as que senti tão puro fio de mel, com todo o seu fel embutido na mais pura graça que são os teus cabelos.

Cada sorriso teu é marcado numa Polaroid cerebral, todos eles devidamente anotados, todos eles apreciados ao sabor de uma banda sonora que só eu oiço quando te vejo sorrir, tudo o mais à minha volta paralisa para depois desvanecer com um suspiro meu como se fosse uma bola de sabão empurrada pela brisa suave de mais uma madrugada a pensar em ti.

Tantas foram as vezes a pensar em ti a olhar para o tecto sobre a minha cama, que o teu rosto já poderia ser o padrão daquele espaço vazio e branco, colorido com as cores do teu rosto de uma palidez boreal, tão bela como a mais pura essência da natureza, tão prefeito como um fresco na mais magnificente arquitectura secular.

O teu jeito de andar, tudo tão leve e solto como quem caminha sobre campos de algodão no Éden, ou como quem passa por cima de sentimentos tão ingénuos como o meu.

Ninguém mandou-me apaixonar por esse teu jeito de ser, tão inacessível como convidativo, és a mais pura das armadilhas para os apaixonados de bom gosto, e continuo a imaginar-te todas as noites como se estivesse a observar-te em uma qualquer hora de mais puro prazer visual, todos os frames dos teus movimentos são puros slides de êxtase e prazer para quem te vislumbra com um coração de ver, com a alma cheia de um vazio provocado por ti, com a ínfima esperança que um dia preenchas este coração do mesmo modo que preenches a minha mente, é outro coração que também sente.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

O amor, quando se revela...

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Dizer foder não é ser malcriado, ser malcriado é não saber rir.

O coito e a Sauna

Melhor é foder primeiro, e então banhar.
Esperas que, curva, sobre o balde se ajeite
O traseiro nu miras com deleite
E tocas-lhe entre as coxas a reinar.

Mantém-na em posição, mas logo após
Assento no piço lhe seja permitido
Se duche quiser na cona, invertido.
Depois, claro, seguindo nossos avós,
Serve ela no banho. As pedras põe a apitar
Com bátega rápida (que a água ferva)
Com tenra bétula te açoita e corado
Em balsâmico vapor mais esquentado
A pouco e pouco te deixas refrescar
Suando agora a fodança em caterva.

Bertolt Brecht

terça-feira, dezembro 20, 2005

This Xmas i give you my heart.

I feel it in my fingers
I feel it in my toes
Love is all around me
And so the feeling grows
It's written on the wind
It's everywhere I go, oh yes it is
So if you really love me
Come on and let it show

You know I love you, I always will
My mind's made up by the
Way that I feel
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on my love you can depend

I see your face before me
As I lay on my bed
I kinda get to thinking
Of all the things you said, oh yes I did
You gave your promise to me and i
Gave mine to you
I need someone beside me
In everything I do, oh yes I do

You know I love you, I always will,
My mind's made up by the
Way that I feel
There's no beginning,
There'll be no end
'cause on my love you can depend

Got to keep it moving
Oh it's written in the wind
Oh everywhere I go, yeah, oh well
So if you really love me, love me, love me
Come on and let it show
Come on and let it show
Come on and let it
Come on and let it (come and let it show, baby)
Come on, come on, come on let it show baby
Come on and let it show
Come on and let it show, baby
Come on and let it show

By bit (bit by bit, bit by bit)....

Wet Wet Wet - Love Is All Around

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Daltonismo literário ou tifóide vocabular?

Este post vem alertar para o facto da parca votação para o logótipo do blog.

Faço-vos um apelo, votem, votem bem e em consciência, metam os vossos familiares a votar também, este voto não é um dever nem um direito, é uma ordem, assim como ordeno que quando cheguem a casa dêem um chuto no vosso bengaleiro, quem não tiver bengaleiro pode chutar as pernas da tia. Porquê da tia? Porque se fosse da avó acusavam-me de fazer mal aos velhinhos, se fosse da mãe seria um mau filho, se fosse da irmã era um degenerado fraternal, se fosse ao pai era um triste que tinha sido expulso de casa, se fosse no avô era para atingir a avó, se fosse no cão ou no gato era um pulha que maltrata os animais, agora tias que ninguém gosta...em todas as famílias existe uma...e o chuto é pequenino.

O importante mesmo é conseguirem pôr mais gente a votar, é um apelo sentido, vá é uma ordem, não quero ser acusado de dispresão ideológica com o que já disse antes.

Por cada voto vai estar também a ajudar esta causa www.withtheeyewideopen.blogspot.com, por cada voto este menino ganha um comentário de apoio na sua nova epopeia, atenção este menino escreve os posts com a sua genitália postiça em acrílico, ajudem a criança...

E parabéns pelo novo blog Zézalho...

Já agora este post vem revogar alguma coisa... pode ser... humm o artigo 78º do RAU.. apetece-me.

sábado, dezembro 10, 2005

Hoje é com significado e com um propósito.

A palavra do dia é ... resistir.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Nostalgia metamórfica estacionária em loop.

A partir de agora sempre que puder, vou utilizar o blog para recordar a mim e aos caros leitores da minha geração, e de gerações próximas, os desenhos animados que fizeram a minha infância.
Desde os desenhos Hanna Barbera, Walt Disney, Warner Brothers, Tex Avery, tudo o que seja a dita bonecada, até manga, irei recordar aqui, neste cantinho tão nosso, tão seu.


Como primeira recordação deixo aqui uma imagem de El Kabong a identidade secreta de Pepe Legal, ou Quick Draw McGraw de seu nome original, e que tinha como seu companheiro Babalu, ou Baba Looey como nome original.
Vai muita saudade para estes desenhos animados da Hanna Barbera, Pepe Legal e Babalu tal como os conheci.

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Imagem de El Kabong a identidade secreta de Pepe Legal


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Imagem de Baba Looey ou Babalu o companheiro de aventuras de Pepe Legal

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Como Faz a Vaquinha?!?

COMO FAZ A VAQUINHA?!?

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Desculpa não ouvi bem...

E a palavra de hoje é .... Flausina.