Quando a saudade aperta não nos resta fazer mais do que ter paciência.
Procurei por uma definição de paciência e a que mais gostei foi a seguinte:
Paciência: uma forma menor de desespero, mascarada de virtude. - Ambrose Bierce
Sou um falso virtuoso com um grau relativo de desespero... não é que bate certo.
Tenho saudades tuas, só queria que soubesses isso.
sábado, julho 30, 2005
sexta-feira, julho 29, 2005
Loucura de quem deseja pela atenção de quem seja, mata-me a saudade com um pouco do teu tempo.
Citações que criam elos de ligação entre sentimentos, acções, momentos, como se ligam as palavras, como t udo segue uma mesma linha condutora por onde já todos andamos.
Pensamento...Ciúme....Paixão
A mais nobre alegria dos homens que pensam é haverem explorado o concebível e reverenciarem em paz o incognoscível. - Von Goethe
É impossível exprimir a perturbação que o ciúme causa a um coração em que o amor ainda se não tenha declarado - Madame de La Fayette
A paixão transforma, muitas vezes, o mais hábil dos homens num louco e torna muitas vezes mais hábeis os mais tolos. - Rochefoucauld
Pensamento + Ciúme = paixão? Paixão x Ciúme = Pensamento? Ciúme + Paixão x Pensamneto = Dor de cabeça....
Normalmente o ciúme tem uma conotação negativa, talvez porque é um sentimento que faz sair de nós o pior que temos, os pensamentos mais irracionais, as acções menos comedidas, mas o certo é que se faz sair esses aspectos negativos, o que fica lá dentro é sempre uma grande paixão.
Os ciúmes sentem-se por medo de perder, por vontade de querer, ou simplesmente por confusão.
Eu não dou muito valor ao ciúme, vejo o ciúme como um pedido de atenção a quem se ama e se quer ter por perto, ninguém pode dispensar a atenção daqueles a quem se quer bem. Pedir algo como não sentir ciúmes a este nível básico em ter sede de atenção de quem nos eleva o espírito, seria como pedir para renegar a nossa existência para com os outros.
Só sente ciúmes quem deseja, só sente ciúmes quem quer, só sente ciúmes quem gosta, desde que não seja em excesso, o ciúme faz sempre parte dos relacionamentos.
Ninguém saudável de espírito quer ser o centro das atenções do mundo que o rodeia, mas pobre do tolo que não tenha intenções de ser o centro das atenções de alguém em particular, é de louvar aqueles que querem fazer notar o seu amor.
Não vejo mal nenhum em reclamar para si o que aos poucos tenta conquistar com valores bem mais importantes que aqueles que muitas vezes apagam a nossa presença perante o ser amado, se de mim dou de ti um pouco quero, se de mim tens de ti um pouco espero, se de mim te dei de ti espero que aceites e não esqueças que também eu tenho necessidades.
Se a paciência acompanha aqueles que declaram tréguas ao tempo, muitas vezes em lume brando ferve a paixão que queima a pouca sanidade de um homem apaixonado.
Pensamento...Ciúme....Paixão
A mais nobre alegria dos homens que pensam é haverem explorado o concebível e reverenciarem em paz o incognoscível. - Von Goethe
É impossível exprimir a perturbação que o ciúme causa a um coração em que o amor ainda se não tenha declarado - Madame de La Fayette
A paixão transforma, muitas vezes, o mais hábil dos homens num louco e torna muitas vezes mais hábeis os mais tolos. - Rochefoucauld
Pensamento + Ciúme = paixão? Paixão x Ciúme = Pensamento? Ciúme + Paixão x Pensamneto = Dor de cabeça....
Normalmente o ciúme tem uma conotação negativa, talvez porque é um sentimento que faz sair de nós o pior que temos, os pensamentos mais irracionais, as acções menos comedidas, mas o certo é que se faz sair esses aspectos negativos, o que fica lá dentro é sempre uma grande paixão.
Os ciúmes sentem-se por medo de perder, por vontade de querer, ou simplesmente por confusão.
Eu não dou muito valor ao ciúme, vejo o ciúme como um pedido de atenção a quem se ama e se quer ter por perto, ninguém pode dispensar a atenção daqueles a quem se quer bem. Pedir algo como não sentir ciúmes a este nível básico em ter sede de atenção de quem nos eleva o espírito, seria como pedir para renegar a nossa existência para com os outros.
Só sente ciúmes quem deseja, só sente ciúmes quem quer, só sente ciúmes quem gosta, desde que não seja em excesso, o ciúme faz sempre parte dos relacionamentos.
Ninguém saudável de espírito quer ser o centro das atenções do mundo que o rodeia, mas pobre do tolo que não tenha intenções de ser o centro das atenções de alguém em particular, é de louvar aqueles que querem fazer notar o seu amor.
Não vejo mal nenhum em reclamar para si o que aos poucos tenta conquistar com valores bem mais importantes que aqueles que muitas vezes apagam a nossa presença perante o ser amado, se de mim dou de ti um pouco quero, se de mim tens de ti um pouco espero, se de mim te dei de ti espero que aceites e não esqueças que também eu tenho necessidades.
Se a paciência acompanha aqueles que declaram tréguas ao tempo, muitas vezes em lume brando ferve a paixão que queima a pouca sanidade de um homem apaixonado.
Quando nunca se diz o que se devia, quando alguém não fala, mas também não se cala.
O pensamento é algo que por si só torna deliciosa a existência humana. Pelo outro lado, muitas vezes nos pensamentos persiste a dúvida, e a distinção entre uma realidade e outra é feita por uma tenue linha de consciência.
Ao contrário de muitos, defini a realidade com base em calculos sem a menor razão de ser, fundamentandos na simples razão de não querer que neste caso hajam alternativas.
A realidade para mim é composta em 50% por ficção, 20% na busca pela verdade, 15% de memórias que nos atromentam a alma, 10% em sonhar acordado, e 5% é simplesmente o que não queremos ver ou saber o que é, logo suponho que sejam os 5% da verdade.
Metade da realidade que vivo é pura imaginação minha, a outra metade é o que tento evitar saber, viver, sentir, ouvir.
Vivo dividido entre falar e não falar, ouvir e não ouvir, pensar e não pensar, querer e não querer, e no meio de tanta escolha acabo sempre por optar pela que parece-me ser a menos lógica.
Tento ser honesto e justo comigo mesmo, tento não me enganar com desculpas que minimizem os singelos problemas da minha vida, que de tanta singeleza, provocam o maior dos incómodos.
A honestidade não é menos que a redução das opções, a diminuição da escolha múltipla que nos é apresentada em cada precurso novo da vida, se formos honestos, sinceros com os outros e com a nossa própria pessoa, reduzimos drásticamente a margem de erro colocada em passos incertos por inumeros desertos de enrredos provocados pela burocratização do relacionamento humano.
Com o raciocinio lógico elaborado a estas horas da madrugada, e apresentado anteriormente, venho a desenvolver a seguinte solução numa fase posterior ao que iria realmente dizer.
Entre o que queremos dizer e dizemos, queremos fazer e fazemos, entre aquilo que sentimos e pensamos, vai uma distância do caraças, por isso a maior probabilidade vai redundar na hipotese de eu não te dizer o qeu devia, nem te mostrar o que queria, e continuar a remoer os problemas até ficarem num pó que se entranha pelos meus poros cada vez que deixo assentar em mim uma névoa de dor e confusão.
Ao contrário de muitos, defini a realidade com base em calculos sem a menor razão de ser, fundamentandos na simples razão de não querer que neste caso hajam alternativas.
A realidade para mim é composta em 50% por ficção, 20% na busca pela verdade, 15% de memórias que nos atromentam a alma, 10% em sonhar acordado, e 5% é simplesmente o que não queremos ver ou saber o que é, logo suponho que sejam os 5% da verdade.
Metade da realidade que vivo é pura imaginação minha, a outra metade é o que tento evitar saber, viver, sentir, ouvir.
Vivo dividido entre falar e não falar, ouvir e não ouvir, pensar e não pensar, querer e não querer, e no meio de tanta escolha acabo sempre por optar pela que parece-me ser a menos lógica.
Tento ser honesto e justo comigo mesmo, tento não me enganar com desculpas que minimizem os singelos problemas da minha vida, que de tanta singeleza, provocam o maior dos incómodos.
A honestidade não é menos que a redução das opções, a diminuição da escolha múltipla que nos é apresentada em cada precurso novo da vida, se formos honestos, sinceros com os outros e com a nossa própria pessoa, reduzimos drásticamente a margem de erro colocada em passos incertos por inumeros desertos de enrredos provocados pela burocratização do relacionamento humano.
Com o raciocinio lógico elaborado a estas horas da madrugada, e apresentado anteriormente, venho a desenvolver a seguinte solução numa fase posterior ao que iria realmente dizer.
Entre o que queremos dizer e dizemos, queremos fazer e fazemos, entre aquilo que sentimos e pensamos, vai uma distância do caraças, por isso a maior probabilidade vai redundar na hipotese de eu não te dizer o qeu devia, nem te mostrar o que queria, e continuar a remoer os problemas até ficarem num pó que se entranha pelos meus poros cada vez que deixo assentar em mim uma névoa de dor e confusão.
quarta-feira, julho 27, 2005
Poesia (de)ambulante
procuro-te obsessivamente na melancolia das mãos
porque só o acto de morrer muitas vezes compensa
e foi necessário que fizéssemos uma serra para cortar os pulsos
de uma espada e fizemos
e com uma cana-da-índia de rota fizemos uns foles para atear o fogo
pintei nos ombros umas asas de coral para me evadir
abandonei a casa e as notas rabiscadas rápidamente
as emendas as manchas de tinta azulada nos dedos
os manuscritos ilegíveis
a poeira dum olhar preso ao vício feliz das palavras
a escrita
a indelével respiração do poema
o fluxo do grito o eco lacustre dos dedos tamborilando no sono
a casa vazia
e a janela onde debrucei o que me restava da vida
levei dez dias de viagem
até que a noite me recebeu como um ressurgido do outro lado do corpo
e nada direi sobre o deserto
nem deixarei sequer um inédito
Procuro-te Obssesivamente, Excerto - Al Berto
porque só o acto de morrer muitas vezes compensa
e foi necessário que fizéssemos uma serra para cortar os pulsos
de uma espada e fizemos
e com uma cana-da-índia de rota fizemos uns foles para atear o fogo
pintei nos ombros umas asas de coral para me evadir
abandonei a casa e as notas rabiscadas rápidamente
as emendas as manchas de tinta azulada nos dedos
os manuscritos ilegíveis
a poeira dum olhar preso ao vício feliz das palavras
a escrita
a indelével respiração do poema
o fluxo do grito o eco lacustre dos dedos tamborilando no sono
a casa vazia
e a janela onde debrucei o que me restava da vida
levei dez dias de viagem
até que a noite me recebeu como um ressurgido do outro lado do corpo
e nada direi sobre o deserto
nem deixarei sequer um inédito
Procuro-te Obssesivamente, Excerto - Al Berto
segunda-feira, julho 25, 2005
Suspiros que partilho com a noite sete dias por semana.
Se for a fazer um relato de todas as noites que passo sem ti, acabo por me repetir sete vezes por semana em noites de saudade constante.
Olho para a mesma lua que também é tua, confesso-lhe o quanto te sinto, não escondo nem minto, quando digo que o que sinto é maior que a minha confidente.
Concentro em mim recordações gravadas na minha inquieta mente, vejo tudo como um holograma espelhado no céu que acompanha-me nestes momentos pejados de uma vontade de te beijar e num abraço profundo dizer que estou aqui para cuidar de ti.
Recordo todos os momentos em que me desliguei do mundo na presença de um querer maior, na presença de alguém mais importante que esse mundo que me acolhe, penso com saudade nas coisas boas da vida e nenhuma delas se desliga de ti.
Haverá melhor coisa que a nossa face entre as mãos da mulher que ama-mos, o trocar de olhares envergonhados enquanto se mordem os lábios matando o desejo de algo mais ousado, sentir a face colada á tua quando te abraço por trás e pouso o meu queixo no teu ombro sussurrando-te ao ouvido palavras meigas, jurando que te farei sentir segura.
Embalado pela música dividida ao som do vento, não passo um momento sem pensar em ti, desenhando o teu rosto no pensamento, beijando-o de uma forma doce, que revejo em ti, meu anjo de olhar profundo.
Sinto que me queres, sei que me queres bem, em cada olhar teu se esconde uma verdade que me aquece a alma, em cada sorriso teu está um delicioso momento que me alimente o espírito sedento de amor sem barreiras, liberto-me e percorro as fronteiras entre os teus lábios e os meus.
Nada que te diga vai soar como novo, tudo o que te diga já foi repetido vezes sem conta, como todas as noites que passo sem ti, e fico à deriva na esperança de me acolheres nos teus braços, sinto entre suspiros baços que do outro lado da janela está a minha felicidade.
Procuro que a noite te diga o que não posso dizer pela distância, espero que a noite te diga o quanto te quero bem, o quanto eu amo-te, e que das suas palavras possas provocar um suspiro de saudade, saudades de mim.
Olho para a mesma lua que também é tua, confesso-lhe o quanto te sinto, não escondo nem minto, quando digo que o que sinto é maior que a minha confidente.
Concentro em mim recordações gravadas na minha inquieta mente, vejo tudo como um holograma espelhado no céu que acompanha-me nestes momentos pejados de uma vontade de te beijar e num abraço profundo dizer que estou aqui para cuidar de ti.
Recordo todos os momentos em que me desliguei do mundo na presença de um querer maior, na presença de alguém mais importante que esse mundo que me acolhe, penso com saudade nas coisas boas da vida e nenhuma delas se desliga de ti.
Haverá melhor coisa que a nossa face entre as mãos da mulher que ama-mos, o trocar de olhares envergonhados enquanto se mordem os lábios matando o desejo de algo mais ousado, sentir a face colada á tua quando te abraço por trás e pouso o meu queixo no teu ombro sussurrando-te ao ouvido palavras meigas, jurando que te farei sentir segura.
Embalado pela música dividida ao som do vento, não passo um momento sem pensar em ti, desenhando o teu rosto no pensamento, beijando-o de uma forma doce, que revejo em ti, meu anjo de olhar profundo.
Sinto que me queres, sei que me queres bem, em cada olhar teu se esconde uma verdade que me aquece a alma, em cada sorriso teu está um delicioso momento que me alimente o espírito sedento de amor sem barreiras, liberto-me e percorro as fronteiras entre os teus lábios e os meus.
Nada que te diga vai soar como novo, tudo o que te diga já foi repetido vezes sem conta, como todas as noites que passo sem ti, e fico à deriva na esperança de me acolheres nos teus braços, sinto entre suspiros baços que do outro lado da janela está a minha felicidade.
Procuro que a noite te diga o que não posso dizer pela distância, espero que a noite te diga o quanto te quero bem, o quanto eu amo-te, e que das suas palavras possas provocar um suspiro de saudade, saudades de mim.
Depois perguntam "Pedro que merda é esta que andas a escrever" e eu digo à pois muito estudo pouca ...oda...
Sinto o teu corpo nu colado ao meu, sinto o sabor dos teus ombros nos meus lábios que os percorrem como gotas de chuva.
Agarro-te de maneira a sentir as tuas costas no meu peito, acaricio-te os seios desnudados, sinto o seu calor na minha mão sinto o suor entre eles, deixo as minhas mãos caírem pelo teu ventre, como se um magnetismo fizesse tudo parecer um toque leve, deixo cair as mãos até o teu pélvis, sinto o calor, vejo o teu ar de desejo, mal te toco e sinto o calor que emana o teu corpo.
Mordo-te a orelha sussurro no teu ouvido que te quero sentir mais e melhor, cheiro o teu pescoço enquanto soltas um gemido, mal toquei-te e já é tanto o prazer, apenas o calor de dois corpos solta tanta energia, agarro-te com mais força quero sentir todo o teu corpo com a ponta dos dedos.
Percorro o teu corpo com a ponta dos dedos, adoro sentir a textura dos teus braços, contornar os teus seios, sentir o teu pescoço, desenhar a tua cara com o indicador como se fosse um lápis de carvão, passar o dedo pela tua testa, percorrer o nariz acabar nos lábios seguido de um beijo.
Quero que as palmas da minha mão cubram as tuas coxas que deslizem por elas como seda sobre cetim, quero agarra-las aperta-las nas mão e depois contra mim.
Quero e percorro as tuas costas com beijos, soprar entre os teus seios, quero os teus cabelos junto ao meu nariz, quero te ouvir gemer de prazer aos meus ouvidos com o teu peito contra o meu, quero sentir o teu corpo nu como carne crua, quero sentir a libido a escorrer como sangue, quero absorver o teu suor com a língua e junta-lo ao meu corpo.
Penetrar-te com gentileza, sentir a primeira entrada a olhar-te nos olhos, ver o alivio de matar um desejo, satisfazer uma vontade, quero sentir os teus pulsos em volta do meu pescoço enquanto te penetro, quero fazer amor contigo e sentir a tua respiração ofegante contra a minha cara, quero sentir os movimentos ondulantes que fazes enquanto me cravas as unhas no peito, quero que me mordas que me beijes que me devores com desejo, quero sentir o apertar das tuas coxas, quero apertar as tuas nádegas e sentir o teu corpo como um holograma nas minhas mãos.
Mordo-te o queixo, sinto-te a querer gritar, mordes os lábios não queres soltar já todo o prazer, só mais um pouco, sim mais um pouco, queres sentir-me dentro de ti já sendo parte de ti, queres penetrar-te a ti mesma, só mais um pouco, já está quase.
Aumenta o ritmo e agarro-te no pescoço com a mão aberta, acaricio a tua face com a palma da mão, e com a outra aperto-te um seio, meto as duas mãos à cintura, está quase, aguenta só mais um pouco.
Soltas um grito e entrelaçamos os dedos das mãos, as tuas pernas apertam sinto-te a vir, venho-me também, os dedos cruzados apertam como torniquetes, o grito prolonga-se seguido de um suspiro, um, dois, três espasmos, e o teu corpo cai redondo em cima do meu, corpos suados, corpos cansados, corpos leves vagueando pela libidonosidade largada pela sala, selamos o fim com um beijo, e ficamos agarrados a recuperar fôlego.
A beleza do sexo é que nunca é o que queremos, são vontade de dois corpos que se misturam em algo que acaba por ser único, nunca é o que dele queremos, nunca é o que dele esperamos, e tantos mas tantos são os pormenores que nele não reparamos, não existem coisas tão livres como o sexo.
Agarro-te de maneira a sentir as tuas costas no meu peito, acaricio-te os seios desnudados, sinto o seu calor na minha mão sinto o suor entre eles, deixo as minhas mãos caírem pelo teu ventre, como se um magnetismo fizesse tudo parecer um toque leve, deixo cair as mãos até o teu pélvis, sinto o calor, vejo o teu ar de desejo, mal te toco e sinto o calor que emana o teu corpo.
Mordo-te a orelha sussurro no teu ouvido que te quero sentir mais e melhor, cheiro o teu pescoço enquanto soltas um gemido, mal toquei-te e já é tanto o prazer, apenas o calor de dois corpos solta tanta energia, agarro-te com mais força quero sentir todo o teu corpo com a ponta dos dedos.
Percorro o teu corpo com a ponta dos dedos, adoro sentir a textura dos teus braços, contornar os teus seios, sentir o teu pescoço, desenhar a tua cara com o indicador como se fosse um lápis de carvão, passar o dedo pela tua testa, percorrer o nariz acabar nos lábios seguido de um beijo.
Quero que as palmas da minha mão cubram as tuas coxas que deslizem por elas como seda sobre cetim, quero agarra-las aperta-las nas mão e depois contra mim.
Quero e percorro as tuas costas com beijos, soprar entre os teus seios, quero os teus cabelos junto ao meu nariz, quero te ouvir gemer de prazer aos meus ouvidos com o teu peito contra o meu, quero sentir o teu corpo nu como carne crua, quero sentir a libido a escorrer como sangue, quero absorver o teu suor com a língua e junta-lo ao meu corpo.
Penetrar-te com gentileza, sentir a primeira entrada a olhar-te nos olhos, ver o alivio de matar um desejo, satisfazer uma vontade, quero sentir os teus pulsos em volta do meu pescoço enquanto te penetro, quero fazer amor contigo e sentir a tua respiração ofegante contra a minha cara, quero sentir os movimentos ondulantes que fazes enquanto me cravas as unhas no peito, quero que me mordas que me beijes que me devores com desejo, quero sentir o apertar das tuas coxas, quero apertar as tuas nádegas e sentir o teu corpo como um holograma nas minhas mãos.
Mordo-te o queixo, sinto-te a querer gritar, mordes os lábios não queres soltar já todo o prazer, só mais um pouco, sim mais um pouco, queres sentir-me dentro de ti já sendo parte de ti, queres penetrar-te a ti mesma, só mais um pouco, já está quase.
Aumenta o ritmo e agarro-te no pescoço com a mão aberta, acaricio a tua face com a palma da mão, e com a outra aperto-te um seio, meto as duas mãos à cintura, está quase, aguenta só mais um pouco.
Soltas um grito e entrelaçamos os dedos das mãos, as tuas pernas apertam sinto-te a vir, venho-me também, os dedos cruzados apertam como torniquetes, o grito prolonga-se seguido de um suspiro, um, dois, três espasmos, e o teu corpo cai redondo em cima do meu, corpos suados, corpos cansados, corpos leves vagueando pela libidonosidade largada pela sala, selamos o fim com um beijo, e ficamos agarrados a recuperar fôlego.
A beleza do sexo é que nunca é o que queremos, são vontade de dois corpos que se misturam em algo que acaba por ser único, nunca é o que dele queremos, nunca é o que dele esperamos, e tantos mas tantos são os pormenores que nele não reparamos, não existem coisas tão livres como o sexo.
Frases de engate a evitar, o regresso do Jedi.
Oh miuda que idade tens? 20? se fosses uma pita punha-te molho de iogurte e comia-te toda.
Ok esta é de evitar, até porque é estúpida e não tem piada, mas disseram para meter aqui.
Gira é se tiverem na escola e viram-se para a púdicazinha da turma, normalmente é a moça que tem as canetas às cores e os acessórios todos a nível de material escolar, e pedem assim..."epah tens ai um afiador?" ...ela responde.."sim tenho" .. ao que se riposta com ..."então faz-me o bico".... sucesso garantido, este tipo de deixa devia vir nos lápis do Jumbo.
Ok esta é de evitar, até porque é estúpida e não tem piada, mas disseram para meter aqui.
Gira é se tiverem na escola e viram-se para a púdicazinha da turma, normalmente é a moça que tem as canetas às cores e os acessórios todos a nível de material escolar, e pedem assim..."epah tens ai um afiador?" ...ela responde.."sim tenho" .. ao que se riposta com ..."então faz-me o bico".... sucesso garantido, este tipo de deixa devia vir nos lápis do Jumbo.
domingo, julho 24, 2005
O som do teu ser tem muitos tons graves.
Ecos dos teus passos parecem uma dança flamenca na minha mente, sinto-te a chegar tão perto em passo acelerado que ecoa tão distante.
Os meus sonhos parecem dançar um tango com a insónia que sofro, a violência das lembranças, os momentos em que estou desperto, o facto de o sono não pesar.
Oiço um saxofone a tocar tons melancólicos ao mesmo tempo que observo o teu vulto por uma porta iluminada, acompanha o piano cada passo que dou até abrir a porta, espreito e vejo que é tudo imaginação, mas sinto o teu pé a bater no chão, sinto as tuas mãos a percorrer-me a face, sinto-te bem perto e desperto ao som de um violoncelo que marca mais uma corrida em busca de ti.
Que som é este, que tom nostálgico tem aquele trompete, será a saudade? Serão estes instrumentos figurinos de sentimentos, serão eles os mais básicos elementos de uma noite de verão a ouvir jazz, a sentir o calor e a luz da lua reflectida na parede e não no tecto.
Afundo o meu olhar que está focado num ponto solto do pensamento, desenho a perspectiva ao som de um baixo acompanhado a piano, um som que se torna frenético como o som de alguém a subir e a descer umas escadas em busca de algo ou alguém que não sabe onde se encontra.
Abro a porta e fecho a porta para outro pensamento, rasgo um sonho e desenho outro, e o piano sente-se mais intenso, não consigo acompanhar a partitura, tento escrever mentalmente o mais depressa que posso, escrevo-te dezenas de cartas onde repito sempre a mesma coisa, tenho saudades tuas.
O tom grave do violoncelo começa a baixar o ritmo, sinto-me cansado, procuro-te e só te encontro na mente, onde te abraço sem mais largar, dali não foges tu, dali não sais de maneira alguma, nem que te prenda com o entrelaçar das mãos ao som de notas musicais que te embalem nos meus braços.
Que saudade de um sorriso teu, do teu beijo, do teu olhar, que saudades tenho eu de ti, volta para mim no espaço de um breve compasso.
Os meus sonhos parecem dançar um tango com a insónia que sofro, a violência das lembranças, os momentos em que estou desperto, o facto de o sono não pesar.
Oiço um saxofone a tocar tons melancólicos ao mesmo tempo que observo o teu vulto por uma porta iluminada, acompanha o piano cada passo que dou até abrir a porta, espreito e vejo que é tudo imaginação, mas sinto o teu pé a bater no chão, sinto as tuas mãos a percorrer-me a face, sinto-te bem perto e desperto ao som de um violoncelo que marca mais uma corrida em busca de ti.
Que som é este, que tom nostálgico tem aquele trompete, será a saudade? Serão estes instrumentos figurinos de sentimentos, serão eles os mais básicos elementos de uma noite de verão a ouvir jazz, a sentir o calor e a luz da lua reflectida na parede e não no tecto.
Afundo o meu olhar que está focado num ponto solto do pensamento, desenho a perspectiva ao som de um baixo acompanhado a piano, um som que se torna frenético como o som de alguém a subir e a descer umas escadas em busca de algo ou alguém que não sabe onde se encontra.
Abro a porta e fecho a porta para outro pensamento, rasgo um sonho e desenho outro, e o piano sente-se mais intenso, não consigo acompanhar a partitura, tento escrever mentalmente o mais depressa que posso, escrevo-te dezenas de cartas onde repito sempre a mesma coisa, tenho saudades tuas.
O tom grave do violoncelo começa a baixar o ritmo, sinto-me cansado, procuro-te e só te encontro na mente, onde te abraço sem mais largar, dali não foges tu, dali não sais de maneira alguma, nem que te prenda com o entrelaçar das mãos ao som de notas musicais que te embalem nos meus braços.
Que saudade de um sorriso teu, do teu beijo, do teu olhar, que saudades tenho eu de ti, volta para mim no espaço de um breve compasso.
sexta-feira, julho 22, 2005
Que arrufada no espírito, nostalgia, porcaria, campo jurídico.
Chegou ao verão, sim eu sei que já foi à algum tempo, mas só agora é que entrei nas férias “judiciais”, no interregno jurídico que compõem grande parte da minha vida.
Com o verão veem roupas menores, mais calor, meninas mais desnudas, praia, sol, o belo do café em esplanadas, o costume.
O costume para o jurista é uma prática reiterada com convicção de obrigatoriedade em todos os seus elementos, ou pelo menos esta é a sua definição às duas da matina já com muito dia em cima.
Se há um costume típico do verão na sua vertente televisiva que se coaduna com a definição de costume no seu sentido jurídico, tratasse das belas reposições de êxitos cinematográficos, pérolas do cinema como diria qualquer critico de cinema.
Entre esses box office's, destaco a reposição da saga Karate Kid, Sozinho em Casa, Pestinha, Lagoa Azul, filmes do Steven Seagal, e muitos mais.
Ainda não entendi porque raio continuam a repor esses belos filmes dignos de um domingo à tarde, onde está calor em demasia para a prática do onanismo, e o corpo já mole decide praticar o zapping pelos belos canais que dispõem a Tv por Cabo.
Na conversa com um amigo, falava-mos da qualidade miserável da tv, das belas reposições, e de quando iria começar a reposição das marés vivas.
Esse meu amigo destacou-se na conversa pela frase, “saudade do tempo em que esperava para ver o Poupas”, esse grande passaram de semblante rota, que parecia um espanador símbolo da Love Parade.
Como os tempos mudam, hoje cada vez mais esperamos não nos tornar num poupas, muito menos a assistir um sapo drogado a comer uma porca nossa amiga.
Se as mentalidades avançam, quer por caminhos mais certos ou de si mais dúbios, pergunto-me porque raio não começam a repor o Quebra Nozes no verão e o Karate Kid no Natal?
Senhores da televisão, façam um favor, se quiserem ser nostálgicos, comecem a repor a melhor diversão de todos os tempos do verão, o Juiz Decide.
Até aqui se nota a minha queda e tendência para a desgraça no mundo jurídico, mas pior que eu só a qualidade televisiva.
Com o verão veem roupas menores, mais calor, meninas mais desnudas, praia, sol, o belo do café em esplanadas, o costume.
O costume para o jurista é uma prática reiterada com convicção de obrigatoriedade em todos os seus elementos, ou pelo menos esta é a sua definição às duas da matina já com muito dia em cima.
Se há um costume típico do verão na sua vertente televisiva que se coaduna com a definição de costume no seu sentido jurídico, tratasse das belas reposições de êxitos cinematográficos, pérolas do cinema como diria qualquer critico de cinema.
Entre esses box office's, destaco a reposição da saga Karate Kid, Sozinho em Casa, Pestinha, Lagoa Azul, filmes do Steven Seagal, e muitos mais.
Ainda não entendi porque raio continuam a repor esses belos filmes dignos de um domingo à tarde, onde está calor em demasia para a prática do onanismo, e o corpo já mole decide praticar o zapping pelos belos canais que dispõem a Tv por Cabo.
Na conversa com um amigo, falava-mos da qualidade miserável da tv, das belas reposições, e de quando iria começar a reposição das marés vivas.
Esse meu amigo destacou-se na conversa pela frase, “saudade do tempo em que esperava para ver o Poupas”, esse grande passaram de semblante rota, que parecia um espanador símbolo da Love Parade.
Como os tempos mudam, hoje cada vez mais esperamos não nos tornar num poupas, muito menos a assistir um sapo drogado a comer uma porca nossa amiga.
Se as mentalidades avançam, quer por caminhos mais certos ou de si mais dúbios, pergunto-me porque raio não começam a repor o Quebra Nozes no verão e o Karate Kid no Natal?
Senhores da televisão, façam um favor, se quiserem ser nostálgicos, comecem a repor a melhor diversão de todos os tempos do verão, o Juiz Decide.
Até aqui se nota a minha queda e tendência para a desgraça no mundo jurídico, mas pior que eu só a qualidade televisiva.
Frases de engate a evitar.
És como um nenufar, boias mesmo que um sapo esteja a fornicar em cima de ti.
quinta-feira, julho 21, 2005
domingo, julho 17, 2005
Olhares de criança...arrancam sempre um sorriso.
O que ao início podia ter sido uma música agora são palavras ditas em loop com sentido só para quem sente.
Desculpa se as minhas mãos estão trémulas, nunca aprendi a gostar, e estou demasiado habituado a perder.
Não te quero causar insegurança, desculpa se penso demasiado, desculpa se falo de mais, é o nervoso que faz vibrar as cordas vocais.
Nunca pensei que pudesse me agarrar assim, nunca pensei que tivesse tanto medo de fechar os olhos, é a diferença entre o rapaz e o homem, ainda sou rapaz.
Desculpa se não te quero largar a mão, se quero manter o teu odor bem perto do meu peito, com medo que não volte a cheirar o teu perfume que a minha mente cria todas as manhãs.
Soltei-me, larguei sem querer amarras que me prendiam a um fundo negro, e ainda me estou a habituar a ver a luz.
Abro as pálpebras devagar e vejo um sorriso, fico logo com o olhar preso, fixado nos teus olhos profundos que me gastam o pensamento.
Não sei lidar com o tempo, sou mau a dar-me com vontades, não consigo matar desejos, e evitar saudades, ensina-me o que fazer.
Sem querer entregar-me, já me encontro jogado aos teus pés, não sei andar, não sei dar os passos de que falas, ajuda-me.
Tudo parece tão escuro a não ser aquela luz ao fundo, está de braços abertos e sorriso rasgado, caminho para ela, mas preciso que me guies, guia-me até ti.
Já não sei o que diga, não sei o que escrever e repito-me até a exaustão, cala-me com um beijo, segura a minha face com as tuas mãos e diz-me com o teu olhar que tudo vai correr bem.
Olho para ti como uma criança que descobre o mundo, passo a vida a sorrir para ti com a tua paixão como fundo.
sábado, julho 16, 2005
Se soubesse o que queria de ti, já te tinha dito.

Tenho a mente bloqueada com coisas que não vivi e que pretendo viver.
As insónias são dominadas por sonhos, como se de um processo masoquista se tratasse, eu incito em ir contra os meus limites.
Cada vez penso mais em ti, com medo de agarrar-me de novo a sonhos e objectivos, que um dia me fugiram da mão como os grãos de areia com que construía os meus castelos no céu, bem longe do mar, para que esse não afogasse o meu espírito antes do ultimo suspiro.
Perguntas tu que palavras são estas, e se as profiro para ti, não são palavras, são arrestas que eu tento limar por si.
Olhas-me como se fosse louco, que de tanto gritar fica rouco, sempre a dizer que quer dar tudo de mim simplesmente em troca de um sim, de aceitação.
Não te peço que me oiças, não te peço que me olhes, peço-te apenas que nunca vás embora para um sitio onde não te veja, peço-te que não sejas vulto em pensamento, e sombra de um recalcamento amoroso.
Sinto que devia estar calado, nem gosto muito de escrever, dizem que tenho jeito, mas não acho, tenho é uma grande fome de viver, tenho uma necessidade de sentir, e regurgitar tudo cá para fora, de maneira bela ou hediondo, não me interessa, interessa-me é que tu saibas o que sinto, que saibas o que penso, quero ser transparente contigo, não tenho medo, desarmaste-me os escudos desde o início com o teu jeitinho simples de ser, e ao mesmo tempo tão complexo que despertou em mim uma curiosidade flamejante.
Não me interessa manejar as palavras como quem sente o ar com as palmas das mãos, se não tas conseguir sussurrar ao ouvido, se não souber como faço que elas cheguem a ti.
Não sei quem és, mas sinto que já te conheci, pego em momentos soltos que de si parecem antigos, mas são tudo pedaços mendigos, que insistem uma esmola do meu apreço, não sabendo eles que valem muito mais que isso, não sabes tu o valor que tens para mim.
E podem dizer que tudo o que escrevo é invenção, é a verdade, do mais puro que há, tudo criação minha numa co-produção entre a minha mente e o meu coração, escrevo para quem queira ler, para quem precise de ouvir, escrevo para um ser indeterminado que a minha alma escolheu, que dicotomia engraçada, quero-te e nem sabes bem o quanto, nem sabes bem se és tu, afasto e evito o pranto, já de si provocado por raiva, estou farto de gritar e finges que não ouves.
Espero imóvel uma resposta tua, seja fria, seja crua, dispo a alma que fica nua à espera que no seu centro craves o teu nome em sangue que embebe a ponta dessa arma a que chamas de paixão.
Começo a ficar farto de tanto galanteio, falas mansas em passeio, por uma mente minha que já não quer palavras ocas, pede antes o encostar de bocas em beijos profundos num trocar de línguas que ambos entendemos, no trocar de línguas que ambos queremos, quero ser aquilo que procuras, quero te deixar sem fôlego no meio de loucuras, sem reflexos, sem doçuras, porque gosto do meu amor derramado em sangue.
quinta-feira, julho 14, 2005
Música para quem me queira...
António Variações - Canção do Engate
Tu estás livre e eu mais estou livre
e há uma noite p’ra passar
porque não vamos unidos
porque não vamos ficar, na aventura dos sentidos..
Tu estás só e eu mais só estou
que tu tens o meu olhar
tens a minha mão aberta
à espera de se fechar, nessa tua mão deserta..
Vem que o amor não é o tempo
nem é o tempo que o faz
vem que o amor é o momento
em que eu me dou e que te dás..
Tu que buscas companhia
e eu que que busco quem quiser
ser o fim desta energia
ser um corpo de prazer, ser o fim de mais um dia..
Tu continuas à espera
do melhor que já não vem
que a esperança foi encontrada
antes de ti por alguém, e eu sou melhor que nada…
Vem que o amor não é o tempo
nem é o tempo que o faz
vem que o amor é o momento
em que eu me dou e que te dás..
O homem era um pequeno génio, o que ele diz faz mesmo sentido =P
Tu estás livre e eu mais estou livre
e há uma noite p’ra passar
porque não vamos unidos
porque não vamos ficar, na aventura dos sentidos..
Tu estás só e eu mais só estou
que tu tens o meu olhar
tens a minha mão aberta
à espera de se fechar, nessa tua mão deserta..
Vem que o amor não é o tempo
nem é o tempo que o faz
vem que o amor é o momento
em que eu me dou e que te dás..
Tu que buscas companhia
e eu que que busco quem quiser
ser o fim desta energia
ser um corpo de prazer, ser o fim de mais um dia..
Tu continuas à espera
do melhor que já não vem
que a esperança foi encontrada
antes de ti por alguém, e eu sou melhor que nada…
Vem que o amor não é o tempo
nem é o tempo que o faz
vem que o amor é o momento
em que eu me dou e que te dás..
O homem era um pequeno génio, o que ele diz faz mesmo sentido =P
quarta-feira, julho 13, 2005
Parabéns Nhinhinhas *
Começo a ficar com vergonha de me expor tanto, m as em seguimento do post que fiz para os anos do meu pai, decidi que a minha irmã mais nova que fez anos hoje a 13 de Julho também merecia um post só para ela.
Eu tenho alguma ou muita dificuldade em exprimir o que sinto, mas não tenho dificuldade nenhuma em sentir as coisas, em ver o verdadeiro sentido que levam e têm as coisas para mim, sei sentir de qualquer forma, qualquer pessoa, com intensidades diferentes embora sempre com a mesma vontade que caracteriza o meu espírito e modo de ser.
Correndo um risco de criar um texto esquemático e elaborado das qualidades da minha irmã, prefiro que num pequeno texto diga o que sinto em relação a ela.
Ela é a mais nova de cinco filhos, é a minha irmã mais nova, e em idade a que mais perto de mim está, passamos pelas fases da vida com pouca diferença de tempo, sendo que essa diferença se fazia sentir ainda menos devido ao excesso de maturidade da rapariga.
Como podem por uma simples associação lógica de ideias e pressupostos que são denominador comum em muitas famílias a nível mundial, os últimos dois filhos, nomeadamente a mais nova e o que veio antes, andam sempre às turras um com o outro, eu e a minha irmã não éramos excepção, ela com a sua forte personalidade, eu como teimoso que sou talvez, porque a minha personalidade não é lá grande coisa, é fraquinha vá lá.
Apesar de andarmos sempre em discussão digna de estado de sítio caótico, sempre sentimos um pelo outro um grande sentido de carinho, uma ligação tão forte, que a possibilidade de perder o outro, seria maior do que perder todo o mundo.
Apesar de nos tentarmos atingir um ao outro muitas vezes, nada atingiu-me tanto como saber que eu e a minha irmã temos almas inseparáveis, que nos ligamos num amor indestrutível e eterno, que somos uma espécie de simbiose do relacionamento humano, onde ambos saímos a ganhar com a maneira como sentimos o outro.
Sou o primeiro a dizer que tenho muitos e muitos defeitos, mais do que queria, mais do que devia, sou também um dos primeiros a dizer que a minha irmã tem alguns defeitos, uns próprios do tempo e da idade, muitos deles ainda eu conservo para mim de quando passei por certas fases da vida, mas por muitos defeitos que ela tenha, e alguns bem tramaditos, tem qualidades inquestionáveis e inegáveis.
A minha irmã é alguém que vive a vida de forma apaixonada e intensamente, vai buscar à minha mãe a forma impulsiva mas verdadeira de dizer o que sente e pensa, mas vai buscar ao meu pai a sabedoria e experiência para lidar com as situações, retira da minha mãe e do meu pai as suas maneiras de darem carinho e faz sua uma maneira muito especial de amar os outros, sentindo um carinho forte e inabalável, podendo eu dizer que quando a minha irmã gosta, gosta mesmo.
É uma rapariga que gosta de agradar às pessoas, de as fazer sentir bem consigo, mas é incapaz de mentir, ou de fugir à verdade para minimizar alguma dor, não dá nada de graça, mas pelo que dá vale a pena pagar o preço.
Tem o verdadeiro temperamento de uma Catarina, ainda não conheci nenhuma que não agisse de forma semelhante, e com quem eu não andasse às turras, mas ao mesmo tempo nutrindo fortes sentimentos por essas pessoas.
Tem um feitio difícil que facilmente se põem de lado por causa do enorme brilho do seu coração, a maneira como se entrega aos outros, a maneira como ama os outros, a maneira como sente e toca os outros, faz logo imediatamente apagar da nossa mente alguma falha que ela possa ter enquanto pessoa.
Como reverso e inverso da medalha, há algo que não gosto de dizer, mas sendo verdade também é bom de se dizer, de todas as pessoas que na minha vida apareceram desde que nasci, a minha irmã é sem dúvida a que mais falta me faz em todos os momentos, de todas as pessoas se a minha irmã desaparecesse seria a pessoa que mais falta me faria, e a minha vida perderia todo o seu sentido, gosto de poder ver a minha irmã como a minha bebé apesar da diferença ser apenas de 3 anos, mas nunca tive oportunidade para a sentir assim por isso aproveito agora para fazer dela umas das melhores coisas da minha vida, uma das pessoas mais preciosas que tenho.
Eu que muitas vezes a magoei, e lhe fiz mal, nunca vou conseguir ultrapassar sem lágrimas as recordações das vezes que a fiz chorar por pura estupidez minha, por pura idiotice e por ser um animal de primeira, e também nunca vou conseguir dizer sem lágrimas que a amo muito, de forma muito intensa, com um carinho muito grande por ela, como se de uma paixão eterna se tratasse, e de facto é o que é, não consigo dizer isto sem lágrimas, porque a intensidade do sentimento é tanta que sei que se alguém dá valor ao sentimento que nutro por alguém, é a minha irmã e sei o quanto importante sempre foi para ela que eu gostasse dela, e sempre gostei muito, só que mostrei isso da forma errada, impus isso de forma errada, agi da forma errada, quando teria sido bem mais fácil pegar-lhe na mão e encostar ao meu rosto para que ela sinta as minhas lágrimas por cada vez que eu digo que a a adoro de forma apaixonada e eterna, de que a acho linda, maravilhosa, que é a melhor mana que poderia ter, e que é das pessoas que mais me completa nesta vida.
Muitos Parabéns Catarina, que eu te diga isto por muitos anos, e que todos os anos chore por ver a minha pequenina cada vez mais bonita, mais inteligente, mais lutadora, uma verdadeira vencedora da vida desde muito cedo, o que me enche de orgulho, fazendo com que as lágrimas vão de encontro a um grande sorriso de pura felicidade por ter alguém como tu na minha vida.
Obrigado Catarina por tudo, por seres quem és, por existires, e por poder tirar de ti inspiração para muitas vezes continuar com a minha vida.
Adoro-te muito.
Beijinhos do Mano....
Pedro
Eu tenho alguma ou muita dificuldade em exprimir o que sinto, mas não tenho dificuldade nenhuma em sentir as coisas, em ver o verdadeiro sentido que levam e têm as coisas para mim, sei sentir de qualquer forma, qualquer pessoa, com intensidades diferentes embora sempre com a mesma vontade que caracteriza o meu espírito e modo de ser.
Correndo um risco de criar um texto esquemático e elaborado das qualidades da minha irmã, prefiro que num pequeno texto diga o que sinto em relação a ela.
Ela é a mais nova de cinco filhos, é a minha irmã mais nova, e em idade a que mais perto de mim está, passamos pelas fases da vida com pouca diferença de tempo, sendo que essa diferença se fazia sentir ainda menos devido ao excesso de maturidade da rapariga.
Como podem por uma simples associação lógica de ideias e pressupostos que são denominador comum em muitas famílias a nível mundial, os últimos dois filhos, nomeadamente a mais nova e o que veio antes, andam sempre às turras um com o outro, eu e a minha irmã não éramos excepção, ela com a sua forte personalidade, eu como teimoso que sou talvez, porque a minha personalidade não é lá grande coisa, é fraquinha vá lá.
Apesar de andarmos sempre em discussão digna de estado de sítio caótico, sempre sentimos um pelo outro um grande sentido de carinho, uma ligação tão forte, que a possibilidade de perder o outro, seria maior do que perder todo o mundo.
Apesar de nos tentarmos atingir um ao outro muitas vezes, nada atingiu-me tanto como saber que eu e a minha irmã temos almas inseparáveis, que nos ligamos num amor indestrutível e eterno, que somos uma espécie de simbiose do relacionamento humano, onde ambos saímos a ganhar com a maneira como sentimos o outro.
Sou o primeiro a dizer que tenho muitos e muitos defeitos, mais do que queria, mais do que devia, sou também um dos primeiros a dizer que a minha irmã tem alguns defeitos, uns próprios do tempo e da idade, muitos deles ainda eu conservo para mim de quando passei por certas fases da vida, mas por muitos defeitos que ela tenha, e alguns bem tramaditos, tem qualidades inquestionáveis e inegáveis.
A minha irmã é alguém que vive a vida de forma apaixonada e intensamente, vai buscar à minha mãe a forma impulsiva mas verdadeira de dizer o que sente e pensa, mas vai buscar ao meu pai a sabedoria e experiência para lidar com as situações, retira da minha mãe e do meu pai as suas maneiras de darem carinho e faz sua uma maneira muito especial de amar os outros, sentindo um carinho forte e inabalável, podendo eu dizer que quando a minha irmã gosta, gosta mesmo.
É uma rapariga que gosta de agradar às pessoas, de as fazer sentir bem consigo, mas é incapaz de mentir, ou de fugir à verdade para minimizar alguma dor, não dá nada de graça, mas pelo que dá vale a pena pagar o preço.
Tem o verdadeiro temperamento de uma Catarina, ainda não conheci nenhuma que não agisse de forma semelhante, e com quem eu não andasse às turras, mas ao mesmo tempo nutrindo fortes sentimentos por essas pessoas.
Tem um feitio difícil que facilmente se põem de lado por causa do enorme brilho do seu coração, a maneira como se entrega aos outros, a maneira como ama os outros, a maneira como sente e toca os outros, faz logo imediatamente apagar da nossa mente alguma falha que ela possa ter enquanto pessoa.
Como reverso e inverso da medalha, há algo que não gosto de dizer, mas sendo verdade também é bom de se dizer, de todas as pessoas que na minha vida apareceram desde que nasci, a minha irmã é sem dúvida a que mais falta me faz em todos os momentos, de todas as pessoas se a minha irmã desaparecesse seria a pessoa que mais falta me faria, e a minha vida perderia todo o seu sentido, gosto de poder ver a minha irmã como a minha bebé apesar da diferença ser apenas de 3 anos, mas nunca tive oportunidade para a sentir assim por isso aproveito agora para fazer dela umas das melhores coisas da minha vida, uma das pessoas mais preciosas que tenho.
Eu que muitas vezes a magoei, e lhe fiz mal, nunca vou conseguir ultrapassar sem lágrimas as recordações das vezes que a fiz chorar por pura estupidez minha, por pura idiotice e por ser um animal de primeira, e também nunca vou conseguir dizer sem lágrimas que a amo muito, de forma muito intensa, com um carinho muito grande por ela, como se de uma paixão eterna se tratasse, e de facto é o que é, não consigo dizer isto sem lágrimas, porque a intensidade do sentimento é tanta que sei que se alguém dá valor ao sentimento que nutro por alguém, é a minha irmã e sei o quanto importante sempre foi para ela que eu gostasse dela, e sempre gostei muito, só que mostrei isso da forma errada, impus isso de forma errada, agi da forma errada, quando teria sido bem mais fácil pegar-lhe na mão e encostar ao meu rosto para que ela sinta as minhas lágrimas por cada vez que eu digo que a a adoro de forma apaixonada e eterna, de que a acho linda, maravilhosa, que é a melhor mana que poderia ter, e que é das pessoas que mais me completa nesta vida.
Muitos Parabéns Catarina, que eu te diga isto por muitos anos, e que todos os anos chore por ver a minha pequenina cada vez mais bonita, mais inteligente, mais lutadora, uma verdadeira vencedora da vida desde muito cedo, o que me enche de orgulho, fazendo com que as lágrimas vão de encontro a um grande sorriso de pura felicidade por ter alguém como tu na minha vida.
Obrigado Catarina por tudo, por seres quem és, por existires, e por poder tirar de ti inspiração para muitas vezes continuar com a minha vida.
Adoro-te muito.
Beijinhos do Mano....
Pedro
O meu mais pequeno post de sempre...frases ditas e desditas.
De todas as paixões, o medo é aquela que mais debilita o bom senso, e o medo de querer não dá paz à alma. Se num só beijo profundo te pudesse dizer o que sinto sem sentir o medo de perder o que de ti já tenho, faria desse beijo um momento fotográfico para que nele ficasse perdido a leve intensidade do ser que não tem medo de dizer que ama.
domingo, julho 10, 2005
Despertares
Sinto os sons, sinto a textura do ar, sinto tudo em meu redor antes de abrir os olhos.
Estou a acordar e sinto a minha alma a se espreguiçar, sento-me na cama, um bocejo, pouso os cotovelos nos joelhos e encolho a cabeça de forma a apoia-la nas mãos, esfrego a cabeça e levanto-me com um suspiro, mais um dia.
Num dia normal, quebro a rotina do dia anterior alternando sempre na primeira coisa a fazer, entre ir à casa de banho ou ao computador, ligar a tv nas noticias, ou abrir a janela e sentir um pouco do ar que entra directamente nos pulmões.
Olho para o telemóvel, vejo onde estão colocadas as coisas, meramente por hábito, e na esperança de ver algo diferente como prenuncio de um novo dia, mas por incrivel que pareça as coisas estão sempre colocadas no mesmo sitio desarrumado e pouco prático.
Espero uns segundos para adaptar a alma ao corpo, tento fazer as coisas com calma e com tempo, visto que tempo hoje em dia não me falta a não ser quando dele necessito.
Tomo banho e visto-me independentemente do que vá fazer, espreito sempre pela janela como está o mundo lá fora, para que possa decidir o que vestir, quase sempre é ao calhas, é mais um dos estúpidos hábitos que não têem efeitos práticos.
Acabado de vestir e pronto para pensar no que vou fazer, paira sempre a certeza de que não vai variar muito de ontem, que independentemente dos planos que tenha feito, o dia de hoje será uma reposição do dia de ontem, e o pay per view de amanhã.
Dou uma voltas pelo quarto, não sou pessoa de ficar sentado muito tempo, e penso como gostaria que o dia fosse, e como nunca acaba por ser, por muita influencia psicológica que eu empregue.
Um destes dias acordei de modo diferente, não senti sons, nem a textura do ar, estava com os sentidos adormecidos por uma tristeza inexplicável, nem tinha aberto os olhos e mal me tinha sentado na cama, senti uma lágrima a escorrer pela face, de suave levei dois dedos ao rosto e senti a lágrima compacta entre o indicador e o polegar, senti a sua textura, senti a sua frieza, senti que tinha sido uma gota vaga de liquido humano, e que outras se haviam de seguir.
Antes que desse por algo, já tinha levado as mãos à cara para tentar estancar as lágrimas que me rompiam os olhos, mas não fui capaz de lhes tocar, pareciam ácido a cair no chão, redondas e de maneira certeira.
Chorei sem emitir um único som, nem acelerei a respiração, nem um suspiro nem um soluço, nenhuma aflição nem ansiedade, nenhum desespero ou medo, era tristeza pura que tinha me brotado no espírito naquela manhã.
Chorava como se tivesse ao mesmo tempo fora do meu corpo a apreciar todo o momento, perguntando-me que reacção era esta, o que me tinha levado a este ponto, porque razão tinha aquele ar tão triste.
Depois de um bocado, começou a parar, como se fosse uma ferida dilacerada, estancou, mas ficou um ardor nos olhos que apenas sentia por irritação, porque sentia uma dor mais forte, a dor provocada pela implosão da minha alma, como se tivesse disparado contra muros de betão adornados com pedaços de vidro de um espelho no qual não me queria olhar.
A sensação de face arranhada pelas lágrimas frias, limpei a cara e joguei o corpo para trás deixando-me pousar um pouco a alma já desfeita.
Depois de uns segundos levantei-me e abracei a rotina, e tudo foi mais um dia, mais um daqueles dias, mais uns momentos, trocas de olhares, mais uns sentimentos dispostos de modo livre, sem o mínimo de sentido, numa vida desde já desprovida de significado.
Estou a acordar e sinto a minha alma a se espreguiçar, sento-me na cama, um bocejo, pouso os cotovelos nos joelhos e encolho a cabeça de forma a apoia-la nas mãos, esfrego a cabeça e levanto-me com um suspiro, mais um dia.
Num dia normal, quebro a rotina do dia anterior alternando sempre na primeira coisa a fazer, entre ir à casa de banho ou ao computador, ligar a tv nas noticias, ou abrir a janela e sentir um pouco do ar que entra directamente nos pulmões.
Olho para o telemóvel, vejo onde estão colocadas as coisas, meramente por hábito, e na esperança de ver algo diferente como prenuncio de um novo dia, mas por incrivel que pareça as coisas estão sempre colocadas no mesmo sitio desarrumado e pouco prático.
Espero uns segundos para adaptar a alma ao corpo, tento fazer as coisas com calma e com tempo, visto que tempo hoje em dia não me falta a não ser quando dele necessito.
Tomo banho e visto-me independentemente do que vá fazer, espreito sempre pela janela como está o mundo lá fora, para que possa decidir o que vestir, quase sempre é ao calhas, é mais um dos estúpidos hábitos que não têem efeitos práticos.
Acabado de vestir e pronto para pensar no que vou fazer, paira sempre a certeza de que não vai variar muito de ontem, que independentemente dos planos que tenha feito, o dia de hoje será uma reposição do dia de ontem, e o pay per view de amanhã.
Dou uma voltas pelo quarto, não sou pessoa de ficar sentado muito tempo, e penso como gostaria que o dia fosse, e como nunca acaba por ser, por muita influencia psicológica que eu empregue.
Um destes dias acordei de modo diferente, não senti sons, nem a textura do ar, estava com os sentidos adormecidos por uma tristeza inexplicável, nem tinha aberto os olhos e mal me tinha sentado na cama, senti uma lágrima a escorrer pela face, de suave levei dois dedos ao rosto e senti a lágrima compacta entre o indicador e o polegar, senti a sua textura, senti a sua frieza, senti que tinha sido uma gota vaga de liquido humano, e que outras se haviam de seguir.
Antes que desse por algo, já tinha levado as mãos à cara para tentar estancar as lágrimas que me rompiam os olhos, mas não fui capaz de lhes tocar, pareciam ácido a cair no chão, redondas e de maneira certeira.
Chorei sem emitir um único som, nem acelerei a respiração, nem um suspiro nem um soluço, nenhuma aflição nem ansiedade, nenhum desespero ou medo, era tristeza pura que tinha me brotado no espírito naquela manhã.
Chorava como se tivesse ao mesmo tempo fora do meu corpo a apreciar todo o momento, perguntando-me que reacção era esta, o que me tinha levado a este ponto, porque razão tinha aquele ar tão triste.
Depois de um bocado, começou a parar, como se fosse uma ferida dilacerada, estancou, mas ficou um ardor nos olhos que apenas sentia por irritação, porque sentia uma dor mais forte, a dor provocada pela implosão da minha alma, como se tivesse disparado contra muros de betão adornados com pedaços de vidro de um espelho no qual não me queria olhar.
A sensação de face arranhada pelas lágrimas frias, limpei a cara e joguei o corpo para trás deixando-me pousar um pouco a alma já desfeita.
Depois de uns segundos levantei-me e abracei a rotina, e tudo foi mais um dia, mais um daqueles dias, mais uns momentos, trocas de olhares, mais uns sentimentos dispostos de modo livre, sem o mínimo de sentido, numa vida desde já desprovida de significado.
sábado, julho 09, 2005
Just wondering if you will come...
Staying home alone on a Friday
Flat on the floor looking back
On old love
Or lack thereof
After all the crushes are faded
And all my wishful thinking was wrong
I'm jaded
I hate it
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
I could have met you in a sandbox
I could have passed you on the sidewalk
Could I have missed my chance
And watched you walk away?
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
You'll be so good
You'll be so good for me
John Mayer - Love Song For No One
Flat on the floor looking back
On old love
Or lack thereof
After all the crushes are faded
And all my wishful thinking was wrong
I'm jaded
I hate it
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
I could have met you in a sandbox
I could have passed you on the sidewalk
Could I have missed my chance
And watched you walk away?
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
You'll be so good
You'll be so good for me
John Mayer - Love Song For No One
Parabéns Ó Ganza...
Por acaso dia 9 de Julho não é o dia do Pai, mas é o dia do meu Pai.
Pensei, eu nunca dou presentes de jeito, e este ano nem tive tempo para encontrar aquela prenda, além do mais tenho medo de ter metido o postal no marco do correio errado.
Porque não escrever um texto dedicado ao meu pai?
Que outra pessoa além da minha mãe merece tanto um pequeno texto de agradecimento senão o meu pai?
E se desse para embutir isto em prata ai sim é que era, mas é difícil.
Não faço ideia porque comecei deste modo algo que é suposto ser uma dedicatória e ao mesmo tempo um sinal de agradecimento ao meu pai, talvez por me sentir pouco à vontade em partilhar certo tipo de sentimentos que fazem de mim um ser humano credivel.
Muitas vezes o que se sente não se explica e o amor que se tem por um pai, não é dos mais fáceis de explicar, é um amor que só um pai consegue ler nos olhos de um filho, que só um pai consegue ler desde que o filho mal abria os olhos, até conseguir ver o filho com os olhos a brilhar com a mesma intensidade ao partilhar a mesma aventura que é a paternidade.
Correndo o risco de me faltarem adjectivos bajuladores, limito-me a dizer quem é o meu pai a meus olhos.
Filósofo de mente branda, convicto do seu saber, crente no aprender com os outros.
Leitor compulsivo, devorador de páginas de matérias das mais diversas formas, um conhecedor da literatura por excelência.
Um apreciador de artes, das mais diversas formas, música, cinema, pintura, com um conhecimento vasto em todos os campos, alguém que se cultiva por puro gosto e prazer, e que incutiu esse mesmo espírito em todos os seus filhos.
Amante fervoroso de tudo a que se dedica, com uma paciência de outro mundo própria de um velho mocho sábio de barbas grisalhas, nunca desiste, com uma insistência incrível, apenas igualável a uma reflexão sempre comedida e ponderada de forma clara.
Excelente apelador da razão, um lógico nato, com tendência para a divagação na exemplificação de como se deve viver a vida, em constante movimento circular, em pensamentos profundos sem nunca perder o sentido ascendente e frontal.
E farto de qualidades estou eu, tudo muito formal, o meu pai é o meu ídolo, é como ele que eu sempre quis ser, uns miúdos queriam ser policias, bombeiros, e doutores, juízes e aviadores, eu sempre quis ser como o meu pai.
O meu desejo sempre foi viver como viveu o meu pai, sempre para os outros, retirando dessa vivência toda a felicidade, o meu pai vivia para aqueles de quem gostava, dava tudo e mais alguma coisa a quem lhe pedia e não pedia, vivia para ver alguém sorrir.
É assim que eu quero viver, quero viver para a família e amigos, quero viver para quem importa, não preciso de sonhos pessoais, faço deles a alegria e união de uma massa de gente de quem dependo para sorrir.
Queria ser como o meu pai, culto, engenhoso, conhecedor da vida, bom aluno da vida, bom professor da vida, um apreciador da vida na sua forma mais pura, o carinho e afecto pelos seus.
Gostava de um dia preparar os meus filhos para a vida como o meu pai preparou, o meu pai não pescou por mim, ensinou-me a pescar, utilizando este velho cliché, ele nem me ensinou a pescar da forma que ele pescava, apenas disse o que deveria fazer, e simplesmente era acreditar em mim, nas minhas capacidades, e naqueles que me rodeiam e me amam.
Acho que por esse facto, ele se saiu tão bem em tudo o que faz, só pecando no excesso de bondade e brandura como lida com as pessoas, tornando-o afável demais para quem o realmente conhece.
Apesar de tudo o meu pai sempre inspirou uma figura de respeito, como se fosse uma figura paternal ao bom estilo Romano, o Bonus Pater Familia, o bom pai de família, a quem não se respeita por medo, mas apenas por dedicação e carinho, alguém que conquistou o nosso respeito mostrando que nos respeita e trata como iguais, mesmo quando ele é especial.
O meu pai é o melhor pai do mundo, como se calhar para outras pessoas o seu pai é o melhor do mundo, mas eu digo isto com uma confiança tal, talvez exacerbada pelo momento, mas é sem dúvida o melhor pai do mundo para mim, um exigente e trabalhoso filho.
Ao meu pai devo tudo, ao meu pai devo quem sou, ao meu pai devo o que sei de ser, no meu pai confio de um modo incondicional, o meu pai é o meu melhor amigo, o meu pai é a minha consciência que me orienta para um futuro que decerto me irá sorrir pelo simples facto de o meu pai ter-me ensinado a sorrir para a vida e para o futuro.
Não era nada disto que eu queria, o meu pai merecia muito mais, mas sinto a pendência de algum egoísmo dentro de mim que não quer partilhar os sentimentos mais profundos que tenho pelo meu pai, por isso fico-me pelos mais superficiais.
Parabéns Pai, obrigado por tudo, mesmo que muitas vezes não saiba corresponder como merecia, obrigado, por me fazer saber que mesmo não sendo o filho que deveria ser, serei sempre o seu filho e que me é dado o mesmo valor fosse eu quem fosse ou como fosse.
Pensei, eu nunca dou presentes de jeito, e este ano nem tive tempo para encontrar aquela prenda, além do mais tenho medo de ter metido o postal no marco do correio errado.
Porque não escrever um texto dedicado ao meu pai?
Que outra pessoa além da minha mãe merece tanto um pequeno texto de agradecimento senão o meu pai?
E se desse para embutir isto em prata ai sim é que era, mas é difícil.
Não faço ideia porque comecei deste modo algo que é suposto ser uma dedicatória e ao mesmo tempo um sinal de agradecimento ao meu pai, talvez por me sentir pouco à vontade em partilhar certo tipo de sentimentos que fazem de mim um ser humano credivel.
Muitas vezes o que se sente não se explica e o amor que se tem por um pai, não é dos mais fáceis de explicar, é um amor que só um pai consegue ler nos olhos de um filho, que só um pai consegue ler desde que o filho mal abria os olhos, até conseguir ver o filho com os olhos a brilhar com a mesma intensidade ao partilhar a mesma aventura que é a paternidade.
Correndo o risco de me faltarem adjectivos bajuladores, limito-me a dizer quem é o meu pai a meus olhos.
Filósofo de mente branda, convicto do seu saber, crente no aprender com os outros.
Leitor compulsivo, devorador de páginas de matérias das mais diversas formas, um conhecedor da literatura por excelência.
Um apreciador de artes, das mais diversas formas, música, cinema, pintura, com um conhecimento vasto em todos os campos, alguém que se cultiva por puro gosto e prazer, e que incutiu esse mesmo espírito em todos os seus filhos.
Amante fervoroso de tudo a que se dedica, com uma paciência de outro mundo própria de um velho mocho sábio de barbas grisalhas, nunca desiste, com uma insistência incrível, apenas igualável a uma reflexão sempre comedida e ponderada de forma clara.
Excelente apelador da razão, um lógico nato, com tendência para a divagação na exemplificação de como se deve viver a vida, em constante movimento circular, em pensamentos profundos sem nunca perder o sentido ascendente e frontal.
E farto de qualidades estou eu, tudo muito formal, o meu pai é o meu ídolo, é como ele que eu sempre quis ser, uns miúdos queriam ser policias, bombeiros, e doutores, juízes e aviadores, eu sempre quis ser como o meu pai.
O meu desejo sempre foi viver como viveu o meu pai, sempre para os outros, retirando dessa vivência toda a felicidade, o meu pai vivia para aqueles de quem gostava, dava tudo e mais alguma coisa a quem lhe pedia e não pedia, vivia para ver alguém sorrir.
É assim que eu quero viver, quero viver para a família e amigos, quero viver para quem importa, não preciso de sonhos pessoais, faço deles a alegria e união de uma massa de gente de quem dependo para sorrir.
Queria ser como o meu pai, culto, engenhoso, conhecedor da vida, bom aluno da vida, bom professor da vida, um apreciador da vida na sua forma mais pura, o carinho e afecto pelos seus.
Gostava de um dia preparar os meus filhos para a vida como o meu pai preparou, o meu pai não pescou por mim, ensinou-me a pescar, utilizando este velho cliché, ele nem me ensinou a pescar da forma que ele pescava, apenas disse o que deveria fazer, e simplesmente era acreditar em mim, nas minhas capacidades, e naqueles que me rodeiam e me amam.
Acho que por esse facto, ele se saiu tão bem em tudo o que faz, só pecando no excesso de bondade e brandura como lida com as pessoas, tornando-o afável demais para quem o realmente conhece.
Apesar de tudo o meu pai sempre inspirou uma figura de respeito, como se fosse uma figura paternal ao bom estilo Romano, o Bonus Pater Familia, o bom pai de família, a quem não se respeita por medo, mas apenas por dedicação e carinho, alguém que conquistou o nosso respeito mostrando que nos respeita e trata como iguais, mesmo quando ele é especial.
O meu pai é o melhor pai do mundo, como se calhar para outras pessoas o seu pai é o melhor do mundo, mas eu digo isto com uma confiança tal, talvez exacerbada pelo momento, mas é sem dúvida o melhor pai do mundo para mim, um exigente e trabalhoso filho.
Ao meu pai devo tudo, ao meu pai devo quem sou, ao meu pai devo o que sei de ser, no meu pai confio de um modo incondicional, o meu pai é o meu melhor amigo, o meu pai é a minha consciência que me orienta para um futuro que decerto me irá sorrir pelo simples facto de o meu pai ter-me ensinado a sorrir para a vida e para o futuro.
Não era nada disto que eu queria, o meu pai merecia muito mais, mas sinto a pendência de algum egoísmo dentro de mim que não quer partilhar os sentimentos mais profundos que tenho pelo meu pai, por isso fico-me pelos mais superficiais.
Parabéns Pai, obrigado por tudo, mesmo que muitas vezes não saiba corresponder como merecia, obrigado, por me fazer saber que mesmo não sendo o filho que deveria ser, serei sempre o seu filho e que me é dado o mesmo valor fosse eu quem fosse ou como fosse.
quinta-feira, julho 07, 2005
Penso que sabes de quem falo.
Sinto tudo a fugir ao meu controle.
Já não sei o que sinto o que penso, o que quero, já não sei se sorri apenas como reflexo muscular.
Sinto tudo a fugir de mim, sinto-me como se fosse um midas da desgraça, tudo o que desejo se retrai em esperanças turvas de uma fonte que já não brota pureza de espírito.
Penso que quanto mais penso, menos devia pensar, sinto que quanto mais sinto, nada vai mudar.
Tento fugir das minhas verdades, que se apresentam como claras gotas de chuva que se misturam com lágrimas salgadas que tanta vez o mar já apanhou.
Sinto medo de não sentir medo de mais nada, de não ver a lua de madrugada ou o sol na alvorada, não sinto medo em perder, ou ganhar o hábito de perder em todos os desejos, de inúmeros beijos que fiquei de dar.
Antes os sentimentos puros que me aqueciam o coração, agora queimam como lava incandescente, castigando todos os sentidos que pretendi dar à vida.
Fui na esperança de encontrar algo onde amarrar um pequeno bote chamado esperança, onde pudesse mais tarde navegar em bonança com a força de mil braços ao ritmo de um só coração que marcava o tempo pelo teu.
Trespassado pela chuva lenta que caia, pensei que talvez quem sabe um dia, o sol poderia de novo iluminar brilhando um sentimento teu, reflectindo na chuva estendida no chão uma imagem não de dor, mas de paixão.
Passo a passo sinto a dor mais perto, como a aridez de um deserto, que queima o caminho que tenho de percorrer, e bate em mim um coração de ritmo incerto, ora torto ora certo, que de mim faz morto na vontade e preso na saudade.
Que sentimento tipicamente português, a saudade, dor pura de quem sente, verdadeira maldade que nos deu o fado malfadado do destino, que se descobriu em nós de modo despertino logo quando abrimos os olhos para amar.
Fiquei cego depois de ver que a saudade não passava, e dormente depois de sentir que a dor não mente para quem a sente, é directa e verdadeira a dor que se sente como que arde a madeira de que é feito o caixão onde depositamos o que resta da esperança que nasceu para morrer cedo, no cepo criado no momento em que entendi que já nada mais poderia eu fazer.
Tudo se resume a breves momentos de tortura que são criados por constantes momentos de uma dor que
perdura nos cantos mais sombrios da alma de um ser que pensa que não tem medo de morrer, sem nada, nem ninguém, mas tem medo de viver sem aquela pessoa certa.
Já não sei o que sinto o que penso, o que quero, já não sei se sorri apenas como reflexo muscular.
Sinto tudo a fugir de mim, sinto-me como se fosse um midas da desgraça, tudo o que desejo se retrai em esperanças turvas de uma fonte que já não brota pureza de espírito.
Penso que quanto mais penso, menos devia pensar, sinto que quanto mais sinto, nada vai mudar.
Tento fugir das minhas verdades, que se apresentam como claras gotas de chuva que se misturam com lágrimas salgadas que tanta vez o mar já apanhou.
Sinto medo de não sentir medo de mais nada, de não ver a lua de madrugada ou o sol na alvorada, não sinto medo em perder, ou ganhar o hábito de perder em todos os desejos, de inúmeros beijos que fiquei de dar.
Antes os sentimentos puros que me aqueciam o coração, agora queimam como lava incandescente, castigando todos os sentidos que pretendi dar à vida.
Fui na esperança de encontrar algo onde amarrar um pequeno bote chamado esperança, onde pudesse mais tarde navegar em bonança com a força de mil braços ao ritmo de um só coração que marcava o tempo pelo teu.
Trespassado pela chuva lenta que caia, pensei que talvez quem sabe um dia, o sol poderia de novo iluminar brilhando um sentimento teu, reflectindo na chuva estendida no chão uma imagem não de dor, mas de paixão.
Passo a passo sinto a dor mais perto, como a aridez de um deserto, que queima o caminho que tenho de percorrer, e bate em mim um coração de ritmo incerto, ora torto ora certo, que de mim faz morto na vontade e preso na saudade.
Que sentimento tipicamente português, a saudade, dor pura de quem sente, verdadeira maldade que nos deu o fado malfadado do destino, que se descobriu em nós de modo despertino logo quando abrimos os olhos para amar.
Fiquei cego depois de ver que a saudade não passava, e dormente depois de sentir que a dor não mente para quem a sente, é directa e verdadeira a dor que se sente como que arde a madeira de que é feito o caixão onde depositamos o que resta da esperança que nasceu para morrer cedo, no cepo criado no momento em que entendi que já nada mais poderia eu fazer.
Tudo se resume a breves momentos de tortura que são criados por constantes momentos de uma dor que
perdura nos cantos mais sombrios da alma de um ser que pensa que não tem medo de morrer, sem nada, nem ninguém, mas tem medo de viver sem aquela pessoa certa.
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