quarta-feira, julho 13, 2005
O meu mais pequeno post de sempre...frases ditas e desditas.
De todas as paixões, o medo é aquela que mais debilita o bom senso, e o medo de querer não dá paz à alma. Se num só beijo profundo te pudesse dizer o que sinto sem sentir o medo de perder o que de ti já tenho, faria desse beijo um momento fotográfico para que nele ficasse perdido a leve intensidade do ser que não tem medo de dizer que ama.
domingo, julho 10, 2005
Despertares
Sinto os sons, sinto a textura do ar, sinto tudo em meu redor antes de abrir os olhos.
Estou a acordar e sinto a minha alma a se espreguiçar, sento-me na cama, um bocejo, pouso os cotovelos nos joelhos e encolho a cabeça de forma a apoia-la nas mãos, esfrego a cabeça e levanto-me com um suspiro, mais um dia.
Num dia normal, quebro a rotina do dia anterior alternando sempre na primeira coisa a fazer, entre ir à casa de banho ou ao computador, ligar a tv nas noticias, ou abrir a janela e sentir um pouco do ar que entra directamente nos pulmões.
Olho para o telemóvel, vejo onde estão colocadas as coisas, meramente por hábito, e na esperança de ver algo diferente como prenuncio de um novo dia, mas por incrivel que pareça as coisas estão sempre colocadas no mesmo sitio desarrumado e pouco prático.
Espero uns segundos para adaptar a alma ao corpo, tento fazer as coisas com calma e com tempo, visto que tempo hoje em dia não me falta a não ser quando dele necessito.
Tomo banho e visto-me independentemente do que vá fazer, espreito sempre pela janela como está o mundo lá fora, para que possa decidir o que vestir, quase sempre é ao calhas, é mais um dos estúpidos hábitos que não têem efeitos práticos.
Acabado de vestir e pronto para pensar no que vou fazer, paira sempre a certeza de que não vai variar muito de ontem, que independentemente dos planos que tenha feito, o dia de hoje será uma reposição do dia de ontem, e o pay per view de amanhã.
Dou uma voltas pelo quarto, não sou pessoa de ficar sentado muito tempo, e penso como gostaria que o dia fosse, e como nunca acaba por ser, por muita influencia psicológica que eu empregue.
Um destes dias acordei de modo diferente, não senti sons, nem a textura do ar, estava com os sentidos adormecidos por uma tristeza inexplicável, nem tinha aberto os olhos e mal me tinha sentado na cama, senti uma lágrima a escorrer pela face, de suave levei dois dedos ao rosto e senti a lágrima compacta entre o indicador e o polegar, senti a sua textura, senti a sua frieza, senti que tinha sido uma gota vaga de liquido humano, e que outras se haviam de seguir.
Antes que desse por algo, já tinha levado as mãos à cara para tentar estancar as lágrimas que me rompiam os olhos, mas não fui capaz de lhes tocar, pareciam ácido a cair no chão, redondas e de maneira certeira.
Chorei sem emitir um único som, nem acelerei a respiração, nem um suspiro nem um soluço, nenhuma aflição nem ansiedade, nenhum desespero ou medo, era tristeza pura que tinha me brotado no espírito naquela manhã.
Chorava como se tivesse ao mesmo tempo fora do meu corpo a apreciar todo o momento, perguntando-me que reacção era esta, o que me tinha levado a este ponto, porque razão tinha aquele ar tão triste.
Depois de um bocado, começou a parar, como se fosse uma ferida dilacerada, estancou, mas ficou um ardor nos olhos que apenas sentia por irritação, porque sentia uma dor mais forte, a dor provocada pela implosão da minha alma, como se tivesse disparado contra muros de betão adornados com pedaços de vidro de um espelho no qual não me queria olhar.
A sensação de face arranhada pelas lágrimas frias, limpei a cara e joguei o corpo para trás deixando-me pousar um pouco a alma já desfeita.
Depois de uns segundos levantei-me e abracei a rotina, e tudo foi mais um dia, mais um daqueles dias, mais uns momentos, trocas de olhares, mais uns sentimentos dispostos de modo livre, sem o mínimo de sentido, numa vida desde já desprovida de significado.
Estou a acordar e sinto a minha alma a se espreguiçar, sento-me na cama, um bocejo, pouso os cotovelos nos joelhos e encolho a cabeça de forma a apoia-la nas mãos, esfrego a cabeça e levanto-me com um suspiro, mais um dia.
Num dia normal, quebro a rotina do dia anterior alternando sempre na primeira coisa a fazer, entre ir à casa de banho ou ao computador, ligar a tv nas noticias, ou abrir a janela e sentir um pouco do ar que entra directamente nos pulmões.
Olho para o telemóvel, vejo onde estão colocadas as coisas, meramente por hábito, e na esperança de ver algo diferente como prenuncio de um novo dia, mas por incrivel que pareça as coisas estão sempre colocadas no mesmo sitio desarrumado e pouco prático.
Espero uns segundos para adaptar a alma ao corpo, tento fazer as coisas com calma e com tempo, visto que tempo hoje em dia não me falta a não ser quando dele necessito.
Tomo banho e visto-me independentemente do que vá fazer, espreito sempre pela janela como está o mundo lá fora, para que possa decidir o que vestir, quase sempre é ao calhas, é mais um dos estúpidos hábitos que não têem efeitos práticos.
Acabado de vestir e pronto para pensar no que vou fazer, paira sempre a certeza de que não vai variar muito de ontem, que independentemente dos planos que tenha feito, o dia de hoje será uma reposição do dia de ontem, e o pay per view de amanhã.
Dou uma voltas pelo quarto, não sou pessoa de ficar sentado muito tempo, e penso como gostaria que o dia fosse, e como nunca acaba por ser, por muita influencia psicológica que eu empregue.
Um destes dias acordei de modo diferente, não senti sons, nem a textura do ar, estava com os sentidos adormecidos por uma tristeza inexplicável, nem tinha aberto os olhos e mal me tinha sentado na cama, senti uma lágrima a escorrer pela face, de suave levei dois dedos ao rosto e senti a lágrima compacta entre o indicador e o polegar, senti a sua textura, senti a sua frieza, senti que tinha sido uma gota vaga de liquido humano, e que outras se haviam de seguir.
Antes que desse por algo, já tinha levado as mãos à cara para tentar estancar as lágrimas que me rompiam os olhos, mas não fui capaz de lhes tocar, pareciam ácido a cair no chão, redondas e de maneira certeira.
Chorei sem emitir um único som, nem acelerei a respiração, nem um suspiro nem um soluço, nenhuma aflição nem ansiedade, nenhum desespero ou medo, era tristeza pura que tinha me brotado no espírito naquela manhã.
Chorava como se tivesse ao mesmo tempo fora do meu corpo a apreciar todo o momento, perguntando-me que reacção era esta, o que me tinha levado a este ponto, porque razão tinha aquele ar tão triste.
Depois de um bocado, começou a parar, como se fosse uma ferida dilacerada, estancou, mas ficou um ardor nos olhos que apenas sentia por irritação, porque sentia uma dor mais forte, a dor provocada pela implosão da minha alma, como se tivesse disparado contra muros de betão adornados com pedaços de vidro de um espelho no qual não me queria olhar.
A sensação de face arranhada pelas lágrimas frias, limpei a cara e joguei o corpo para trás deixando-me pousar um pouco a alma já desfeita.
Depois de uns segundos levantei-me e abracei a rotina, e tudo foi mais um dia, mais um daqueles dias, mais uns momentos, trocas de olhares, mais uns sentimentos dispostos de modo livre, sem o mínimo de sentido, numa vida desde já desprovida de significado.
sábado, julho 09, 2005
Just wondering if you will come...
Staying home alone on a Friday
Flat on the floor looking back
On old love
Or lack thereof
After all the crushes are faded
And all my wishful thinking was wrong
I'm jaded
I hate it
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
I could have met you in a sandbox
I could have passed you on the sidewalk
Could I have missed my chance
And watched you walk away?
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
You'll be so good
You'll be so good for me
John Mayer - Love Song For No One
Flat on the floor looking back
On old love
Or lack thereof
After all the crushes are faded
And all my wishful thinking was wrong
I'm jaded
I hate it
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
I could have met you in a sandbox
I could have passed you on the sidewalk
Could I have missed my chance
And watched you walk away?
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
You'll be so good
You'll be so good for me
John Mayer - Love Song For No One
Parabéns Ó Ganza...
Por acaso dia 9 de Julho não é o dia do Pai, mas é o dia do meu Pai.
Pensei, eu nunca dou presentes de jeito, e este ano nem tive tempo para encontrar aquela prenda, além do mais tenho medo de ter metido o postal no marco do correio errado.
Porque não escrever um texto dedicado ao meu pai?
Que outra pessoa além da minha mãe merece tanto um pequeno texto de agradecimento senão o meu pai?
E se desse para embutir isto em prata ai sim é que era, mas é difícil.
Não faço ideia porque comecei deste modo algo que é suposto ser uma dedicatória e ao mesmo tempo um sinal de agradecimento ao meu pai, talvez por me sentir pouco à vontade em partilhar certo tipo de sentimentos que fazem de mim um ser humano credivel.
Muitas vezes o que se sente não se explica e o amor que se tem por um pai, não é dos mais fáceis de explicar, é um amor que só um pai consegue ler nos olhos de um filho, que só um pai consegue ler desde que o filho mal abria os olhos, até conseguir ver o filho com os olhos a brilhar com a mesma intensidade ao partilhar a mesma aventura que é a paternidade.
Correndo o risco de me faltarem adjectivos bajuladores, limito-me a dizer quem é o meu pai a meus olhos.
Filósofo de mente branda, convicto do seu saber, crente no aprender com os outros.
Leitor compulsivo, devorador de páginas de matérias das mais diversas formas, um conhecedor da literatura por excelência.
Um apreciador de artes, das mais diversas formas, música, cinema, pintura, com um conhecimento vasto em todos os campos, alguém que se cultiva por puro gosto e prazer, e que incutiu esse mesmo espírito em todos os seus filhos.
Amante fervoroso de tudo a que se dedica, com uma paciência de outro mundo própria de um velho mocho sábio de barbas grisalhas, nunca desiste, com uma insistência incrível, apenas igualável a uma reflexão sempre comedida e ponderada de forma clara.
Excelente apelador da razão, um lógico nato, com tendência para a divagação na exemplificação de como se deve viver a vida, em constante movimento circular, em pensamentos profundos sem nunca perder o sentido ascendente e frontal.
E farto de qualidades estou eu, tudo muito formal, o meu pai é o meu ídolo, é como ele que eu sempre quis ser, uns miúdos queriam ser policias, bombeiros, e doutores, juízes e aviadores, eu sempre quis ser como o meu pai.
O meu desejo sempre foi viver como viveu o meu pai, sempre para os outros, retirando dessa vivência toda a felicidade, o meu pai vivia para aqueles de quem gostava, dava tudo e mais alguma coisa a quem lhe pedia e não pedia, vivia para ver alguém sorrir.
É assim que eu quero viver, quero viver para a família e amigos, quero viver para quem importa, não preciso de sonhos pessoais, faço deles a alegria e união de uma massa de gente de quem dependo para sorrir.
Queria ser como o meu pai, culto, engenhoso, conhecedor da vida, bom aluno da vida, bom professor da vida, um apreciador da vida na sua forma mais pura, o carinho e afecto pelos seus.
Gostava de um dia preparar os meus filhos para a vida como o meu pai preparou, o meu pai não pescou por mim, ensinou-me a pescar, utilizando este velho cliché, ele nem me ensinou a pescar da forma que ele pescava, apenas disse o que deveria fazer, e simplesmente era acreditar em mim, nas minhas capacidades, e naqueles que me rodeiam e me amam.
Acho que por esse facto, ele se saiu tão bem em tudo o que faz, só pecando no excesso de bondade e brandura como lida com as pessoas, tornando-o afável demais para quem o realmente conhece.
Apesar de tudo o meu pai sempre inspirou uma figura de respeito, como se fosse uma figura paternal ao bom estilo Romano, o Bonus Pater Familia, o bom pai de família, a quem não se respeita por medo, mas apenas por dedicação e carinho, alguém que conquistou o nosso respeito mostrando que nos respeita e trata como iguais, mesmo quando ele é especial.
O meu pai é o melhor pai do mundo, como se calhar para outras pessoas o seu pai é o melhor do mundo, mas eu digo isto com uma confiança tal, talvez exacerbada pelo momento, mas é sem dúvida o melhor pai do mundo para mim, um exigente e trabalhoso filho.
Ao meu pai devo tudo, ao meu pai devo quem sou, ao meu pai devo o que sei de ser, no meu pai confio de um modo incondicional, o meu pai é o meu melhor amigo, o meu pai é a minha consciência que me orienta para um futuro que decerto me irá sorrir pelo simples facto de o meu pai ter-me ensinado a sorrir para a vida e para o futuro.
Não era nada disto que eu queria, o meu pai merecia muito mais, mas sinto a pendência de algum egoísmo dentro de mim que não quer partilhar os sentimentos mais profundos que tenho pelo meu pai, por isso fico-me pelos mais superficiais.
Parabéns Pai, obrigado por tudo, mesmo que muitas vezes não saiba corresponder como merecia, obrigado, por me fazer saber que mesmo não sendo o filho que deveria ser, serei sempre o seu filho e que me é dado o mesmo valor fosse eu quem fosse ou como fosse.
Pensei, eu nunca dou presentes de jeito, e este ano nem tive tempo para encontrar aquela prenda, além do mais tenho medo de ter metido o postal no marco do correio errado.
Porque não escrever um texto dedicado ao meu pai?
Que outra pessoa além da minha mãe merece tanto um pequeno texto de agradecimento senão o meu pai?
E se desse para embutir isto em prata ai sim é que era, mas é difícil.
Não faço ideia porque comecei deste modo algo que é suposto ser uma dedicatória e ao mesmo tempo um sinal de agradecimento ao meu pai, talvez por me sentir pouco à vontade em partilhar certo tipo de sentimentos que fazem de mim um ser humano credivel.
Muitas vezes o que se sente não se explica e o amor que se tem por um pai, não é dos mais fáceis de explicar, é um amor que só um pai consegue ler nos olhos de um filho, que só um pai consegue ler desde que o filho mal abria os olhos, até conseguir ver o filho com os olhos a brilhar com a mesma intensidade ao partilhar a mesma aventura que é a paternidade.
Correndo o risco de me faltarem adjectivos bajuladores, limito-me a dizer quem é o meu pai a meus olhos.
Filósofo de mente branda, convicto do seu saber, crente no aprender com os outros.
Leitor compulsivo, devorador de páginas de matérias das mais diversas formas, um conhecedor da literatura por excelência.
Um apreciador de artes, das mais diversas formas, música, cinema, pintura, com um conhecimento vasto em todos os campos, alguém que se cultiva por puro gosto e prazer, e que incutiu esse mesmo espírito em todos os seus filhos.
Amante fervoroso de tudo a que se dedica, com uma paciência de outro mundo própria de um velho mocho sábio de barbas grisalhas, nunca desiste, com uma insistência incrível, apenas igualável a uma reflexão sempre comedida e ponderada de forma clara.
Excelente apelador da razão, um lógico nato, com tendência para a divagação na exemplificação de como se deve viver a vida, em constante movimento circular, em pensamentos profundos sem nunca perder o sentido ascendente e frontal.
E farto de qualidades estou eu, tudo muito formal, o meu pai é o meu ídolo, é como ele que eu sempre quis ser, uns miúdos queriam ser policias, bombeiros, e doutores, juízes e aviadores, eu sempre quis ser como o meu pai.
O meu desejo sempre foi viver como viveu o meu pai, sempre para os outros, retirando dessa vivência toda a felicidade, o meu pai vivia para aqueles de quem gostava, dava tudo e mais alguma coisa a quem lhe pedia e não pedia, vivia para ver alguém sorrir.
É assim que eu quero viver, quero viver para a família e amigos, quero viver para quem importa, não preciso de sonhos pessoais, faço deles a alegria e união de uma massa de gente de quem dependo para sorrir.
Queria ser como o meu pai, culto, engenhoso, conhecedor da vida, bom aluno da vida, bom professor da vida, um apreciador da vida na sua forma mais pura, o carinho e afecto pelos seus.
Gostava de um dia preparar os meus filhos para a vida como o meu pai preparou, o meu pai não pescou por mim, ensinou-me a pescar, utilizando este velho cliché, ele nem me ensinou a pescar da forma que ele pescava, apenas disse o que deveria fazer, e simplesmente era acreditar em mim, nas minhas capacidades, e naqueles que me rodeiam e me amam.
Acho que por esse facto, ele se saiu tão bem em tudo o que faz, só pecando no excesso de bondade e brandura como lida com as pessoas, tornando-o afável demais para quem o realmente conhece.
Apesar de tudo o meu pai sempre inspirou uma figura de respeito, como se fosse uma figura paternal ao bom estilo Romano, o Bonus Pater Familia, o bom pai de família, a quem não se respeita por medo, mas apenas por dedicação e carinho, alguém que conquistou o nosso respeito mostrando que nos respeita e trata como iguais, mesmo quando ele é especial.
O meu pai é o melhor pai do mundo, como se calhar para outras pessoas o seu pai é o melhor do mundo, mas eu digo isto com uma confiança tal, talvez exacerbada pelo momento, mas é sem dúvida o melhor pai do mundo para mim, um exigente e trabalhoso filho.
Ao meu pai devo tudo, ao meu pai devo quem sou, ao meu pai devo o que sei de ser, no meu pai confio de um modo incondicional, o meu pai é o meu melhor amigo, o meu pai é a minha consciência que me orienta para um futuro que decerto me irá sorrir pelo simples facto de o meu pai ter-me ensinado a sorrir para a vida e para o futuro.
Não era nada disto que eu queria, o meu pai merecia muito mais, mas sinto a pendência de algum egoísmo dentro de mim que não quer partilhar os sentimentos mais profundos que tenho pelo meu pai, por isso fico-me pelos mais superficiais.
Parabéns Pai, obrigado por tudo, mesmo que muitas vezes não saiba corresponder como merecia, obrigado, por me fazer saber que mesmo não sendo o filho que deveria ser, serei sempre o seu filho e que me é dado o mesmo valor fosse eu quem fosse ou como fosse.
quinta-feira, julho 07, 2005
Penso que sabes de quem falo.
Sinto tudo a fugir ao meu controle.
Já não sei o que sinto o que penso, o que quero, já não sei se sorri apenas como reflexo muscular.
Sinto tudo a fugir de mim, sinto-me como se fosse um midas da desgraça, tudo o que desejo se retrai em esperanças turvas de uma fonte que já não brota pureza de espírito.
Penso que quanto mais penso, menos devia pensar, sinto que quanto mais sinto, nada vai mudar.
Tento fugir das minhas verdades, que se apresentam como claras gotas de chuva que se misturam com lágrimas salgadas que tanta vez o mar já apanhou.
Sinto medo de não sentir medo de mais nada, de não ver a lua de madrugada ou o sol na alvorada, não sinto medo em perder, ou ganhar o hábito de perder em todos os desejos, de inúmeros beijos que fiquei de dar.
Antes os sentimentos puros que me aqueciam o coração, agora queimam como lava incandescente, castigando todos os sentidos que pretendi dar à vida.
Fui na esperança de encontrar algo onde amarrar um pequeno bote chamado esperança, onde pudesse mais tarde navegar em bonança com a força de mil braços ao ritmo de um só coração que marcava o tempo pelo teu.
Trespassado pela chuva lenta que caia, pensei que talvez quem sabe um dia, o sol poderia de novo iluminar brilhando um sentimento teu, reflectindo na chuva estendida no chão uma imagem não de dor, mas de paixão.
Passo a passo sinto a dor mais perto, como a aridez de um deserto, que queima o caminho que tenho de percorrer, e bate em mim um coração de ritmo incerto, ora torto ora certo, que de mim faz morto na vontade e preso na saudade.
Que sentimento tipicamente português, a saudade, dor pura de quem sente, verdadeira maldade que nos deu o fado malfadado do destino, que se descobriu em nós de modo despertino logo quando abrimos os olhos para amar.
Fiquei cego depois de ver que a saudade não passava, e dormente depois de sentir que a dor não mente para quem a sente, é directa e verdadeira a dor que se sente como que arde a madeira de que é feito o caixão onde depositamos o que resta da esperança que nasceu para morrer cedo, no cepo criado no momento em que entendi que já nada mais poderia eu fazer.
Tudo se resume a breves momentos de tortura que são criados por constantes momentos de uma dor que
perdura nos cantos mais sombrios da alma de um ser que pensa que não tem medo de morrer, sem nada, nem ninguém, mas tem medo de viver sem aquela pessoa certa.
Já não sei o que sinto o que penso, o que quero, já não sei se sorri apenas como reflexo muscular.
Sinto tudo a fugir de mim, sinto-me como se fosse um midas da desgraça, tudo o que desejo se retrai em esperanças turvas de uma fonte que já não brota pureza de espírito.
Penso que quanto mais penso, menos devia pensar, sinto que quanto mais sinto, nada vai mudar.
Tento fugir das minhas verdades, que se apresentam como claras gotas de chuva que se misturam com lágrimas salgadas que tanta vez o mar já apanhou.
Sinto medo de não sentir medo de mais nada, de não ver a lua de madrugada ou o sol na alvorada, não sinto medo em perder, ou ganhar o hábito de perder em todos os desejos, de inúmeros beijos que fiquei de dar.
Antes os sentimentos puros que me aqueciam o coração, agora queimam como lava incandescente, castigando todos os sentidos que pretendi dar à vida.
Fui na esperança de encontrar algo onde amarrar um pequeno bote chamado esperança, onde pudesse mais tarde navegar em bonança com a força de mil braços ao ritmo de um só coração que marcava o tempo pelo teu.
Trespassado pela chuva lenta que caia, pensei que talvez quem sabe um dia, o sol poderia de novo iluminar brilhando um sentimento teu, reflectindo na chuva estendida no chão uma imagem não de dor, mas de paixão.
Passo a passo sinto a dor mais perto, como a aridez de um deserto, que queima o caminho que tenho de percorrer, e bate em mim um coração de ritmo incerto, ora torto ora certo, que de mim faz morto na vontade e preso na saudade.
Que sentimento tipicamente português, a saudade, dor pura de quem sente, verdadeira maldade que nos deu o fado malfadado do destino, que se descobriu em nós de modo despertino logo quando abrimos os olhos para amar.
Fiquei cego depois de ver que a saudade não passava, e dormente depois de sentir que a dor não mente para quem a sente, é directa e verdadeira a dor que se sente como que arde a madeira de que é feito o caixão onde depositamos o que resta da esperança que nasceu para morrer cedo, no cepo criado no momento em que entendi que já nada mais poderia eu fazer.
Tudo se resume a breves momentos de tortura que são criados por constantes momentos de uma dor que
perdura nos cantos mais sombrios da alma de um ser que pensa que não tem medo de morrer, sem nada, nem ninguém, mas tem medo de viver sem aquela pessoa certa.
Can't Forget About You...my mind allways go back to you.
Back to you
It always comes around
Back to you
I tried to forget you
I tried to stay away
But it's too late
Over you
I'm never over
Over you
Something about you
It's just the way you move
The way you move me
I'm so good at forgetting
And I quit every game I've played
But forgive me love
I can't turn and walk away
Back to you
It always comes around
Back to you
I walk with your shadow
I'm sleeping in my bed
With your silhouette
Should have smiled in that picture
If it's the last that I'll see of you
It's the least that you could not do
Oh I will
Leave the light on
I'll never give up on you
Leave the light on
For me too (3x)
Back to me
I know that it comes
Back to me
Doesn't it scare you
Your will is not as strong
As it used to be
John Mayer - Back to You
It always comes around
Back to you
I tried to forget you
I tried to stay away
But it's too late
Over you
I'm never over
Over you
Something about you
It's just the way you move
The way you move me
I'm so good at forgetting
And I quit every game I've played
But forgive me love
I can't turn and walk away
Back to you
It always comes around
Back to you
I walk with your shadow
I'm sleeping in my bed
With your silhouette
Should have smiled in that picture
If it's the last that I'll see of you
It's the least that you could not do
Oh I will
Leave the light on
I'll never give up on you
Leave the light on
For me too (3x)
Back to me
I know that it comes
Back to me
Doesn't it scare you
Your will is not as strong
As it used to be
John Mayer - Back to You
segunda-feira, julho 04, 2005
Para um Ipsuei filho de uma real kenga dos bosques.
Coninhas...Coninhas no fim do curso faço-te a folha, e nem me fizeste nada de mal, apenas vais levar a carga de porrada da tua vida por seres como és com os outros meu cabrão de puto desmamado que tem a mania que é alguma coisa na vida.
Este post foi feito apenas com o intuito de post-it de memória, e para que fiquem testemunhas, eu quando acabar o curso se vejo este homem a passar por mim e a sorrir solto a repressão de porradas que ficaram por dar desde a primeira classe, e acreditem que o homem vai precisar de muita ajuda médica.
De uma lista negra passas para primeiro e acredita que passar à frente do JPM é de valor meu rabiló de um mormon, à valente que te arranco os dentes pela raíz.
Já agora premitam-me que diga és um grande FILHO DA PUTA MEU PUTANHEIRO DE UM CABRÃO.
Este post foi feito apenas com o intuito de post-it de memória, e para que fiquem testemunhas, eu quando acabar o curso se vejo este homem a passar por mim e a sorrir solto a repressão de porradas que ficaram por dar desde a primeira classe, e acreditem que o homem vai precisar de muita ajuda médica.
De uma lista negra passas para primeiro e acredita que passar à frente do JPM é de valor meu rabiló de um mormon, à valente que te arranco os dentes pela raíz.
Já agora premitam-me que diga és um grande FILHO DA PUTA MEU PUTANHEIRO DE UM CABRÃO.
domingo, julho 03, 2005
Perdido num turbilhão de vontade em querer e não querer ser feliz.
Sozinho na companhia apenas do silêncio uma noite em branco nada me disse.
Estou perdido no meio de desejos e anseios onde a dor e a culpa marcam presença mesmo antes de pensar em fazer alguma coisa.
Não sei o que fazer, o medo é muito e a vontade instiga a tomar acções precepitadas, mas porque não?
Porque não seguir o instinto animalesco do querer, porquê tentar apaga-lo do meu ser, eu desejo como sou e quero-te por quem és, e quero-te para mim, mesmo sabendo que não deveria querer.
Para mim à partida tudo é sonho, mas o facto de constatar da impossibilidade de voar tão alto torna tudo o que vivo com vontade num pesadelo onde a mágoa abunda tanto como a vontade de te ter.
Passo a vida a negar o egoismo ao mesmo tempo que nego a felicidade, ou a paz que tanto almejo, não sou altruísta sou é idiota.
Cada momento que passa afundo-me mais na certeza de que não faço cá nada a não ser sonhar e renegar os sonhos, vê-los partir para o sorriso e felicidade de outro alguem, a abstinência e privação da felicidade em prol de um bem maior como a felicidade dos outros parece-me sempre algo tão certo e tão verdadeiro, mas deixa-me sempre a pensar então e eu?
Serias tu capaz de me querer como te quero e punha de lado todas as variantes morais de quem quer e pensa que é pecado querer de tal forma, apesar de ser uma forma pura e doce, criada por sentimentos que foram brotando sem o consentimento da minha mente, sem autorização da lógica razão do meu ser.
É proibido querer ser feliz? É nefasta a ideia de querer alguma paz? Seria descabido poder sentir algo que sempre evitei sentir, e que por cada vez que afastava esse sentimento ele crescia sem eu dar conta até se tornar numa chapa que me aperta o peito tornando cada respirar num suspiro profundo com um misto de vontade de te ter e ao mesmo tempo um apertar dorido com ar catastrófico?
Podia eu dizer-te sem medos o que sinto, sem medo de perder seja o que for, todos os sentimentos forjados quer da tua parte quer da minha, poderia eu desculpar-me com uma música onde se diz com toda a simplicidade, "desculpa se te usei como refugio dos meus sentidos...mas não fui eu que te escolhi", seria esta justificação suficientemente plausível para que entendas que se em ti encontrei uma esperança não devo ser punido por tal.
E toda a vida é um dilema composto por enigmas profundos, tão profundos quanto mais fundos vão os sentimentos, tão confusos quanto mais são inteligíveis os pensamentos, tão fortes como todos os momentos em que tento não pensar em ti.
São sempre pequenas coisas que denunciam o nosso estado, só me aprecebi que o que sentia era mesmo o que sentia quando dei por mim a evitar o teu olhar que me prende e castiga, e me obriga a sentir bem com a vida, sabendo que esta me reserva mais momentos de dor, comecei a saber que nada disto era apenas fragilidades emocionais de quem se deu mal com a vida, quando cada sorriso teu me aquecia a frieza de ser com a vida, quando o teu cheiro enebriante me ofereceu guarida, um lugar onde me sentisse seguro.
Eu na tua presença sinto-me bem na tua ausência sinto-me perdido num remoinho de esperança e fé de poder ter aquilo que desejo.
Acredita que muitas vezes pedi eu para deixar de sentir o que sinto, para deixar de querer o impossível, que cada vez mais me parece impossivel de querer por uma variedade de factores onde tu és sempre o denominador comum, faço as contas o melhor que posso para que tudo dê certo, começo por somar nós dois subtraindo tudo o resto, multiplicando pela vontade de te querer e acabando sempre dividido entre o desejo e realidade. Assim é dificil encontrar a solução, e não quero ser eu a fazer as contas com medo de elevar os meus sentimentos a valores que a aritmética desconhece, mas também tenho medo que sejas tu a fazer as contas, com medo que na operação eu acabe por dar sempre zero.
Estou perdido no meio de desejos e anseios onde a dor e a culpa marcam presença mesmo antes de pensar em fazer alguma coisa.
Não sei o que fazer, o medo é muito e a vontade instiga a tomar acções precepitadas, mas porque não?
Porque não seguir o instinto animalesco do querer, porquê tentar apaga-lo do meu ser, eu desejo como sou e quero-te por quem és, e quero-te para mim, mesmo sabendo que não deveria querer.
Para mim à partida tudo é sonho, mas o facto de constatar da impossibilidade de voar tão alto torna tudo o que vivo com vontade num pesadelo onde a mágoa abunda tanto como a vontade de te ter.
Passo a vida a negar o egoismo ao mesmo tempo que nego a felicidade, ou a paz que tanto almejo, não sou altruísta sou é idiota.
Cada momento que passa afundo-me mais na certeza de que não faço cá nada a não ser sonhar e renegar os sonhos, vê-los partir para o sorriso e felicidade de outro alguem, a abstinência e privação da felicidade em prol de um bem maior como a felicidade dos outros parece-me sempre algo tão certo e tão verdadeiro, mas deixa-me sempre a pensar então e eu?
Serias tu capaz de me querer como te quero e punha de lado todas as variantes morais de quem quer e pensa que é pecado querer de tal forma, apesar de ser uma forma pura e doce, criada por sentimentos que foram brotando sem o consentimento da minha mente, sem autorização da lógica razão do meu ser.
É proibido querer ser feliz? É nefasta a ideia de querer alguma paz? Seria descabido poder sentir algo que sempre evitei sentir, e que por cada vez que afastava esse sentimento ele crescia sem eu dar conta até se tornar numa chapa que me aperta o peito tornando cada respirar num suspiro profundo com um misto de vontade de te ter e ao mesmo tempo um apertar dorido com ar catastrófico?
Podia eu dizer-te sem medos o que sinto, sem medo de perder seja o que for, todos os sentimentos forjados quer da tua parte quer da minha, poderia eu desculpar-me com uma música onde se diz com toda a simplicidade, "desculpa se te usei como refugio dos meus sentidos...mas não fui eu que te escolhi", seria esta justificação suficientemente plausível para que entendas que se em ti encontrei uma esperança não devo ser punido por tal.
E toda a vida é um dilema composto por enigmas profundos, tão profundos quanto mais fundos vão os sentimentos, tão confusos quanto mais são inteligíveis os pensamentos, tão fortes como todos os momentos em que tento não pensar em ti.
São sempre pequenas coisas que denunciam o nosso estado, só me aprecebi que o que sentia era mesmo o que sentia quando dei por mim a evitar o teu olhar que me prende e castiga, e me obriga a sentir bem com a vida, sabendo que esta me reserva mais momentos de dor, comecei a saber que nada disto era apenas fragilidades emocionais de quem se deu mal com a vida, quando cada sorriso teu me aquecia a frieza de ser com a vida, quando o teu cheiro enebriante me ofereceu guarida, um lugar onde me sentisse seguro.
Eu na tua presença sinto-me bem na tua ausência sinto-me perdido num remoinho de esperança e fé de poder ter aquilo que desejo.
Acredita que muitas vezes pedi eu para deixar de sentir o que sinto, para deixar de querer o impossível, que cada vez mais me parece impossivel de querer por uma variedade de factores onde tu és sempre o denominador comum, faço as contas o melhor que posso para que tudo dê certo, começo por somar nós dois subtraindo tudo o resto, multiplicando pela vontade de te querer e acabando sempre dividido entre o desejo e realidade. Assim é dificil encontrar a solução, e não quero ser eu a fazer as contas com medo de elevar os meus sentimentos a valores que a aritmética desconhece, mas também tenho medo que sejas tu a fazer as contas, com medo que na operação eu acabe por dar sempre zero.
segunda-feira, junho 27, 2005
Make it several bad days...if you may..
Daniel Powter - Bad Day
Where is the moment we needed the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to grey
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on
You stand in the line just to hit a new low
You're faking a smile with the coffee to go
You tell me your life's been way off line
You're falling to pieces everytime
And I don't need no carryin' on
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day
Well you need a blue sky holiday
The point is they laugh at what you say
And I don't need no carryin' on
You had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
(Oh.. Holiday..)
Sometimes the system goes on the brink
And the whole thing turns out wrong
You might not make it back and you know
That you could be well oh that strong
And I'm not wrong
So where is the passion when you need it the most
Oh you and I
You kick up the leaves and the magic is lost
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
You've seen what you like
And how does it feel for one more time
You had a bad day
You had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Where is the moment we needed the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to grey
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on
You stand in the line just to hit a new low
You're faking a smile with the coffee to go
You tell me your life's been way off line
You're falling to pieces everytime
And I don't need no carryin' on
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day
Well you need a blue sky holiday
The point is they laugh at what you say
And I don't need no carryin' on
You had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
(Oh.. Holiday..)
Sometimes the system goes on the brink
And the whole thing turns out wrong
You might not make it back and you know
That you could be well oh that strong
And I'm not wrong
So where is the passion when you need it the most
Oh you and I
You kick up the leaves and the magic is lost
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
You've seen what you like
And how does it feel for one more time
You had a bad day
You had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
quinta-feira, junho 23, 2005
Even i get blind i will still listen to the Tic Tac...

Se tenho medo de ficar na escuridão, para apagar uma luz têm de se acender outra, apenas não confio em mim para ligar o interruptor, tenho algum problema com magnetismos.
Não fui eu que escolhi existir, muito menos foi por mim que insisti em algo que me atromenta a cada inspiração de ar quente para os pulmões, sentido esse mesmo ar a rasgar toda a carne em volta de fracos sentimentos que me ligam a algo de que pareço fugir já à muito tempo.
Nem sei de que sou feito para além de matérias degradáveis, sou feito de pensamentos degradantes, de uma alma corrompida pelo medo de fazer o que melhor faço, sentir.
Sou feito de algo que desconheço, mas julgo estar dentro de uma mistura provinciana de um tolo e um passaro que sempre quis voar, rente ao chão onde estivesse perto da terra que o aquece.
Ao falar com um grande amigo descobri que existo fora de mim, existo nos outros, e para os outros, e faço deles o meu motivo, da espelhada felicidade que emanam retiro o pouco calor que me acaricia a pele já fustigada por duros golpes de momentos tão gélidos.
Diz ele que o modo como encaro a vida é nobre, apesar de triste, é solitário, apesar de recompensador quando nos sentimos um todo para alguem e somos pouco de tudo.
Fiquei eu sem saber de que maneira devo viver, se mudando quem sou e toda a minha essência enquanto ser existente num mundo de necessidades que se nos abarcam de modo mais fácil ou menos fácil, se sendo fiel para comigo mesmo e sincero, tendo plena noção de quem sou e do que preciso para poder suspirar descansando a mente por breves bocados tortos evitando mais um ou dois segundos tortuosos de dúvidas constantes.
Continuo a viver ilusões agarrado a coisas fixas mas frageis, que a aqulquer momento posso constatar que não chegam?
Acho que me vou deixar no fundo, tentando não cavar mais uma sepultura que já se faz longa, e incrivelmente comoda, mas da qual não quero fazer o meu futuro, por isso fico na esperança de me poder agarrar a algo mais do que o que já tenho, por enquanto é tudo de bom que tenho e sempre terei que me dá força para olhar para cima e esperar por uma luz, e recuso-me a fechar os olhos até que a escuridão seja densa, e o frio se faça sentir de um modo envolvente.
quarta-feira, junho 22, 2005
Quando tudo nos ´parece não chegar para querer respirar.
Heaven's Dead - Audioslave
Anchor the night, open the sky
Hide in the hours before sunrise
Pray for me not, I won't lose sight
Of where I belong and where you lie
[Chorus]
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
For the best time you've had
Shipwreck the sun, I'm on your side
An army of one, onward we'll ride
And whisper your songs, birds to the air
We'll bury all of our burdens there
[Chorus]
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
For the best time you've had
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
For the best time you've had
Best time you had
For the best time you had
Heaven's dead when you get sad
[Chorus]
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
For the best time you've had
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
I'll take it all, arrows or guns
Hundreds or more to save you from one
Save you from one
And Where I'll be
Heaven's dead when you get sad
Anchor the night, open the sky
Hide in the hours before sunrise
Pray for me not, I won't lose sight
Of where I belong and where you lie
[Chorus]
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
For the best time you've had
Shipwreck the sun, I'm on your side
An army of one, onward we'll ride
And whisper your songs, birds to the air
We'll bury all of our burdens there
[Chorus]
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
For the best time you've had
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
For the best time you've had
Best time you had
For the best time you had
Heaven's dead when you get sad
[Chorus]
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
For the best time you've had
Heaven's dead when you get sad
I see your wishes fly
Out of time
I'll take it all, arrows or guns
Hundreds or more to save you from one
Save you from one
And Where I'll be
Heaven's dead when you get sad
segunda-feira, junho 20, 2005
Dead and under everything i ever wished.
The words i say to God!
I feel no peace inside
And I don’t seem lost
I’ve got nothing to hide
My heart turned into frost
I have no dreams and hope
I just started to hang the rope
Where I will end all this
So I just ask, please don’t miss
Kill me soon
I will die any way
Kill me soon
I’ve got nothing more to pray
Kill me soon
I no longer want to stay
Kill me soon
I wish to go if I may
Because I’m empty
Inside out
So don’t tempt me
To scream or shout
What I want to be
I’ve no doubt
I just want to be free
From all this
Want to be free
It would be a bliss
So please kill me
And make sure, you don’t miss
Kill me soon
I will die any way
Kill me soon
I’ve got nothing more to pray
Kill me soon
I no longer want to stay
Kill me soon
I wish to go if I may
All of this seems to suck
All my life is so fucked up
So I say that I’m fed up, because
To feel is not the problem
To dream is not the cause
The problem is to be alive
I can’t keep running from them
And I can’t jump and dive
Into a sea of peace
I just ask you to do one thing
Kill me, please don’t miss
Kill me, I just ask you this
Kill me, it’s now or never
Kill me, for what I gave her
Kill me, because…
For once I loved my life…
But now i lost the cause...
I feel no peace inside
And I don’t seem lost
I’ve got nothing to hide
My heart turned into frost
I have no dreams and hope
I just started to hang the rope
Where I will end all this
So I just ask, please don’t miss
Kill me soon
I will die any way
Kill me soon
I’ve got nothing more to pray
Kill me soon
I no longer want to stay
Kill me soon
I wish to go if I may
Because I’m empty
Inside out
So don’t tempt me
To scream or shout
What I want to be
I’ve no doubt
I just want to be free
From all this
Want to be free
It would be a bliss
So please kill me
And make sure, you don’t miss
Kill me soon
I will die any way
Kill me soon
I’ve got nothing more to pray
Kill me soon
I no longer want to stay
Kill me soon
I wish to go if I may
All of this seems to suck
All my life is so fucked up
So I say that I’m fed up, because
To feel is not the problem
To dream is not the cause
The problem is to be alive
I can’t keep running from them
And I can’t jump and dive
Into a sea of peace
I just ask you to do one thing
Kill me, please don’t miss
Kill me, I just ask you this
Kill me, it’s now or never
Kill me, for what I gave her
Kill me, because…
For once I loved my life…
But now i lost the cause...
sexta-feira, junho 17, 2005
Como as simples palavras espelham melhor a realidade.
Beijo
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena
Como as palavras simples espelham tão bem as realidades, como em simples vocábulos juntos em harmonia se espelham tantas verdades já sentidas por muitos de nós.
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena
Como as palavras simples espelham tão bem as realidades, como em simples vocábulos juntos em harmonia se espelham tantas verdades já sentidas por muitos de nós.
quinta-feira, junho 16, 2005
Something writen in a stupid piece of paper in the begining of a journey on my mind.

City lights bright so clearly
Like our love used to do
Do you remember us together?
It was just me and you
You said it will last forever
I said I hope indeed it will
But you never should say never
You got to know what the other feels
In that morning it was early
The sun was still getting up
You looked wonderful and charming
I thought I had such luck
I was still just admiring
All your body and you’re soul
When you said you were leaving
Then my heart became so cold
I asked if you’re returning
To my needed, empty life
But then you started running
Like the flesh runs from a knife
I was desperate so I could find
A simple reason on my mind
Why did she said that smiling hi
And then an empty, cold goodbye
Before I meet you I was empty
I had no meaning so I could live
The space in my heart was plenty
And to you I wanted to give
I build some hope in a dream
And I expected I wouldn’t wake up
But then a crash and a scream
And somebody saying cut
Cut it over, it’s the end
A sad end for that scene
I had some more time to spend
Like our love used to do
Do you remember us together?
It was just me and you
You said it will last forever
I said I hope indeed it will
But you never should say never
You got to know what the other feels
In that morning it was early
The sun was still getting up
You looked wonderful and charming
I thought I had such luck
I was still just admiring
All your body and you’re soul
When you said you were leaving
Then my heart became so cold
I asked if you’re returning
To my needed, empty life
But then you started running
Like the flesh runs from a knife
I was desperate so I could find
A simple reason on my mind
Why did she said that smiling hi
And then an empty, cold goodbye
Before I meet you I was empty
I had no meaning so I could live
The space in my heart was plenty
And to you I wanted to give
I build some hope in a dream
And I expected I wouldn’t wake up
But then a crash and a scream
And somebody saying cut
Cut it over, it’s the end
A sad end for that scene
I had some more time to spend
Before I woke up with that scream.
segunda-feira, junho 13, 2005
O meu pecado sempre foi não me sentir alguém.

Faria hoje cinco anos a seguir o mesmo farol, que iluminava todos os caminhos por onde fazia os meus sonhos.
Hoje seria o dia onde iria agradecer os caminhos que tinha escolhido, os objectivos traçados, em direcção de um infinito de felicidade e paz.
Hoje seria o dia mais brilhante do ano, hoje seria o dia mais feliz do ano, hoje seria o dia em que em mim podia sentir o melhor que há na vida.
No dia 13 de Junho de 2005 teria eu o meu dia de orgulho, de prazer, de felicidade pura e crua, puro regozijo e prazer por poder partilhar todo o meu ser com a luz da minha vida, hoje poderia navegar todo o mar, sobrevoar todo o céu sem ter medo de me sentir sozinho, hoje era o meu derradeiro dia de liberdade, o dia em que a minha mente estava em paz com a minha alma.
Tudo isso foi me tirado apenas porque Deus escreve torto por linhas tortas de modo torto.
Hoje seria o dia onde iria agradecer os caminhos que tinha escolhido, os objectivos traçados, em direcção de um infinito de felicidade e paz.
Hoje seria o dia mais brilhante do ano, hoje seria o dia mais feliz do ano, hoje seria o dia em que em mim podia sentir o melhor que há na vida.
No dia 13 de Junho de 2005 teria eu o meu dia de orgulho, de prazer, de felicidade pura e crua, puro regozijo e prazer por poder partilhar todo o meu ser com a luz da minha vida, hoje poderia navegar todo o mar, sobrevoar todo o céu sem ter medo de me sentir sozinho, hoje era o meu derradeiro dia de liberdade, o dia em que a minha mente estava em paz com a minha alma.
Tudo isso foi me tirado apenas porque Deus escreve torto por linhas tortas de modo torto.
quarta-feira, junho 08, 2005
Enquanto esperava, eu acreditei.

Esta foto foi tirada no Porto, numa altura a que dei o nome "Por Ti Espero" a esta foto.
Foi tirada à muito tempo, um tempo que por mim não esperou.
Agora eu só espero que naquele banco se sente alguém que espere por mim também.
Alguém que me queira?
Confuso e baralhado, sozinho e mal tratado.
Se pudesse definir a mim mesmo, ou próximo do que sinto, não haveria palavra que o fizesse por mim.
Se quiser definir o meu dia, ai posso empregar uma expressão, foi um daqueles dias.
Sou um pequeno sentimento dentro de uma caixinha forrada de prata que insistes em abanar, não sei se com medo de que eu não esteja vivo, se apenas por pura diversão tua.
Cada vez mais caio na tentação de não me importar com quem sou ou o que quero de mim e deixar seguir a vida de acordo com o que ditam os meus sentimentos, mesmo sabendo que por esse caminho muitos espinhos esperam a minha carne para rasgar.
Tenho uma carne fraca, muito permissiva a golpes e contra golpes do destino, quando mais espero um toque de conforto, mais um espinho se enterra provando o sabor do meu sangue já amargo com tanto desespero.
A única salvação para tão fraco corpo, seria uma mente munida de concentração e tranquilidade, mas a minha é tudo menos isso, para definir a minha mente diria outra expressão “no mans land”, a terra de ninguém, um puro campo de batalha.
A minha mente trava uma incessante luta com a minha alma, ambas metidas num invólucro de medo, medo de variadas fontes de onde bebe a minha mente.
Quando penso que posso saciar a minha sede de felicidade numa fonte, eis que descubro o medo de beber, seja por medo da incerteza, medo da verdade, medo de saber que sei o que não quero nem deveria saber.
Perdi a minha capacidade de me enganar, e com isso perdi a minha tranquilidade, não fui feito para a realidade pura e crua, sempre precisei dos meus sonhos, das minhas realidades ficcionadas apenas com o propósito de confundir e distorcer tudo aquilo que podia, de modo a tornar o fardo da vida mais leve.
Já vivi mais que um sonho, já sonhei mais que uma vida, mas hoje sou incapaz de o fazer, porque a minha mente e alma estão sempre em constante luta, inquietadas pelo devaneio que alguma delas possa cometer.
Apesar de tudo o mais na minha mente quanto ao futuro ser negro e sombrio como um velho casario carregado de passados tristes e mórbidos, sou persistente em fazer essa caminhada, não largar os meus sonhos e não abandonar os meus desejos, pois não sou capaz de fazer às minhas crenças o que me fizeram a mim.
Só por curiosidade, se dizias deixar a caixinha de lado, porque a insistes em abanar?
Será por medo que eu nela morra, ou por pura diversão da tua parte?
De certo modo penso que te sentes responsável pelo meu futuro, mas se não queres fazer parte dele, porque te preocupas, algo me deixa intrigado, será que tu queres abrir a caixa e não sabes como, ou se deves?
Na minha opinião não segues o que queres, nem és fiel a ti mesma, mas isso é algo que só tu podes fazer algo.
Se pudesse definir a mim mesmo, ou próximo do que sinto, não haveria palavra que o fizesse por mim.
Se quiser definir o meu dia, ai posso empregar uma expressão, foi um daqueles dias.
Sou um pequeno sentimento dentro de uma caixinha forrada de prata que insistes em abanar, não sei se com medo de que eu não esteja vivo, se apenas por pura diversão tua.
Cada vez mais caio na tentação de não me importar com quem sou ou o que quero de mim e deixar seguir a vida de acordo com o que ditam os meus sentimentos, mesmo sabendo que por esse caminho muitos espinhos esperam a minha carne para rasgar.
Tenho uma carne fraca, muito permissiva a golpes e contra golpes do destino, quando mais espero um toque de conforto, mais um espinho se enterra provando o sabor do meu sangue já amargo com tanto desespero.
A única salvação para tão fraco corpo, seria uma mente munida de concentração e tranquilidade, mas a minha é tudo menos isso, para definir a minha mente diria outra expressão “no mans land”, a terra de ninguém, um puro campo de batalha.
A minha mente trava uma incessante luta com a minha alma, ambas metidas num invólucro de medo, medo de variadas fontes de onde bebe a minha mente.
Quando penso que posso saciar a minha sede de felicidade numa fonte, eis que descubro o medo de beber, seja por medo da incerteza, medo da verdade, medo de saber que sei o que não quero nem deveria saber.
Perdi a minha capacidade de me enganar, e com isso perdi a minha tranquilidade, não fui feito para a realidade pura e crua, sempre precisei dos meus sonhos, das minhas realidades ficcionadas apenas com o propósito de confundir e distorcer tudo aquilo que podia, de modo a tornar o fardo da vida mais leve.
Já vivi mais que um sonho, já sonhei mais que uma vida, mas hoje sou incapaz de o fazer, porque a minha mente e alma estão sempre em constante luta, inquietadas pelo devaneio que alguma delas possa cometer.
Apesar de tudo o mais na minha mente quanto ao futuro ser negro e sombrio como um velho casario carregado de passados tristes e mórbidos, sou persistente em fazer essa caminhada, não largar os meus sonhos e não abandonar os meus desejos, pois não sou capaz de fazer às minhas crenças o que me fizeram a mim.
Só por curiosidade, se dizias deixar a caixinha de lado, porque a insistes em abanar?
Será por medo que eu nela morra, ou por pura diversão da tua parte?
De certo modo penso que te sentes responsável pelo meu futuro, mas se não queres fazer parte dele, porque te preocupas, algo me deixa intrigado, será que tu queres abrir a caixa e não sabes como, ou se deves?
Na minha opinião não segues o que queres, nem és fiel a ti mesma, mas isso é algo que só tu podes fazer algo.
segunda-feira, junho 06, 2005
Arde, Arde, levemente, que ninguem dá por ti, a não ser quem tem medo de ti.
Já começaram os incêndios de verão, já tão típicos como os tugas na praia com o boné da Sagres, bigode, cigarro na boca, e os óculos de sol das máquinas de brinde.
Lousã, Ansião, mais um e outro lugarejo em Portugal, mais um susto, mais uma aflição para pobres gentes que vêem as suas casas ameaçadas, que vêem uma vida na eminência de andar para trás.
Choro, desespero, medo, sentimentos de quem não quer perder um pedaço da sua vida, combinados com a entreajuda, altruísmo, valentia, entre os quais que tentam salvar um pouco de uma vida de grande sacrifício.
O pânico e os tremores passam para um plano secundário quando se trata de ajudar os seus.
Fazem valer o sangue frio de recurso no meio de tanto calor abrasivo provocado pelas chamas esfomeadas que levam tudo o que encontram pela frente.
Os espaços noticiosos passam o dia a informar de um incêndio aqui outro ali e quando chega ao serviço noticioso principal, já Portugal inteiro está a arder.
Imagens de pessoas desesperadas, uns a correr ou para fugir ao flagelo ou para tentar minimiza-lo, outros imóveis pelo medo, pela desgraça que se lhes abate sem motivo, muitas vezes por culpa de ninguém, outras vezes por culpa de quem não sente o desespero que aquela gente sente, que não tem consciência ou coração.
E mais um ano se repete, daqui a menos de um mês volta tudo a acontecer, as pessoas chocadas com os incêndios não se imiscuem de atirar lixo para as serras, ou não deixam de fazer queimadas, de atirar o cigarro pela janela, de fazer fogueiras no meio das serras, no entanto sentem pena e compaixão por aqueles que ficam sem um lar, sem um ente querido, sem um modo de subsistência.
Já todos sabemos o que vai acontecer, é um filme cheio de sequelas, todos os anos, só que este ano talvez comece mais cedo.
No entanto, já estão todos fartos de saber, enfastiados de tanta miséria todos os anos provocados pelos fogos, e mesmo assim acabo de ver nas noticias uma reportagem sobre as medidas de prevenção para combater os fogos deste ano, ao que estava estabelecido um prazo para que tudo estivesse pronto para o combate que se repete todos os anos por esta altura, os responsáveis a única coisa que disseram, foi o mais típico de quem é responsável pelos outros, o prazo foi dilatado.
Quando dermos conta de que já pouco temos para salvar, o prazo continuará a ser dilatado, estendido, para se adaptar às burocracias, aos desleixos, ao deixa andar, de quem não corre o risco de perder o que perde quem habita nesses campos de cinza e carvão.
Lousã, Ansião, mais um e outro lugarejo em Portugal, mais um susto, mais uma aflição para pobres gentes que vêem as suas casas ameaçadas, que vêem uma vida na eminência de andar para trás.
Choro, desespero, medo, sentimentos de quem não quer perder um pedaço da sua vida, combinados com a entreajuda, altruísmo, valentia, entre os quais que tentam salvar um pouco de uma vida de grande sacrifício.
O pânico e os tremores passam para um plano secundário quando se trata de ajudar os seus.
Fazem valer o sangue frio de recurso no meio de tanto calor abrasivo provocado pelas chamas esfomeadas que levam tudo o que encontram pela frente.
Os espaços noticiosos passam o dia a informar de um incêndio aqui outro ali e quando chega ao serviço noticioso principal, já Portugal inteiro está a arder.
Imagens de pessoas desesperadas, uns a correr ou para fugir ao flagelo ou para tentar minimiza-lo, outros imóveis pelo medo, pela desgraça que se lhes abate sem motivo, muitas vezes por culpa de ninguém, outras vezes por culpa de quem não sente o desespero que aquela gente sente, que não tem consciência ou coração.
E mais um ano se repete, daqui a menos de um mês volta tudo a acontecer, as pessoas chocadas com os incêndios não se imiscuem de atirar lixo para as serras, ou não deixam de fazer queimadas, de atirar o cigarro pela janela, de fazer fogueiras no meio das serras, no entanto sentem pena e compaixão por aqueles que ficam sem um lar, sem um ente querido, sem um modo de subsistência.
Já todos sabemos o que vai acontecer, é um filme cheio de sequelas, todos os anos, só que este ano talvez comece mais cedo.
No entanto, já estão todos fartos de saber, enfastiados de tanta miséria todos os anos provocados pelos fogos, e mesmo assim acabo de ver nas noticias uma reportagem sobre as medidas de prevenção para combater os fogos deste ano, ao que estava estabelecido um prazo para que tudo estivesse pronto para o combate que se repete todos os anos por esta altura, os responsáveis a única coisa que disseram, foi o mais típico de quem é responsável pelos outros, o prazo foi dilatado.
Quando dermos conta de que já pouco temos para salvar, o prazo continuará a ser dilatado, estendido, para se adaptar às burocracias, aos desleixos, ao deixa andar, de quem não corre o risco de perder o que perde quem habita nesses campos de cinza e carvão.
sexta-feira, junho 03, 2005
Espero ter força para aguentar o desespero.
Da Weasel - Força
Tás a sentir
Uma página de história
Um pedaço da tua glória
Que vai passar breve memória
Tamos no pico do verão mas chove
Por todo o lado
Levo uma de cada
Já tou bem aviado
Cuspo directo no caderno
Rimas saídas do inferno
Que passei à tua pala
Num tempo que pareceu eterno
Tou de cara lavada
Tenho a casa arrumada
Lembrança apagada
Duma vida quase lixada
Passeio na praia
Atacado pelos clones
São tantos iguais
Sem contar com os silicones
Olho para o céu
Mas toda a gente foi de férias
Apetece-me gritar
Até rebentar as artérias
[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
(Cansado de viver)
Até que um dia acordei
(E logo desesperei)
Vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
A vontade de gritar bem alto:
"O MEU AMOR MORREU"
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir
Flashback instantâneo
Prazer momentâneo
Penso e digo até
Que bate duro
No meu crânio
Toda a dor
Toda a raiva
Todo o ciúme
Toda a luta
Toda a mágoa e pesar
Toda a lágrima enxuta
Odiando como posso
Não posso encher a cabeça
Não há dinheiro
Nem vontade
Ou amor que o mereça
Não vou pensar de novo,
Vou-me pôr novo
Neste dia novo
Estreio um coração novo
Visto-me de branco
Bem alegre no meu luto
Saio para a rua
Mais contente que um puto
Acredita que custou
Mas finalmente passou
No final do dia
Foi só isto que restou
[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
Até que um dia acordei
E vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
A vontade de gritar bem alto:
"O MEU AMOR MORREU"
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir
Vai haver um outro alguém
Que me ame e trate bem
Vai haver um outro alguém
Que me ouça também
Vai haver um outro alguém
Que faça valer a pena
Vai haver um outro alguém
Que me cante este poema"
Não sei o que te posso dizer mais, já fiz todos os sinais, para que entendas que quero a tua atenção, mais que merecida, por tudo o que já te disse e por tudo o que sinto, se me ouviste sabes que não minto, quando digo que para ser feliz é preciso dar e receber, a ti muito te dou mesmo que não seja fácil, e de ti fico sempre a ver, quando chega a hora de poder receber, um pouco daquilo que tentei com todo o carinho semear.
Tás a sentir
Uma página de história
Um pedaço da tua glória
Que vai passar breve memória
Tamos no pico do verão mas chove
Por todo o lado
Levo uma de cada
Já tou bem aviado
Cuspo directo no caderno
Rimas saídas do inferno
Que passei à tua pala
Num tempo que pareceu eterno
Tou de cara lavada
Tenho a casa arrumada
Lembrança apagada
Duma vida quase lixada
Passeio na praia
Atacado pelos clones
São tantos iguais
Sem contar com os silicones
Olho para o céu
Mas toda a gente foi de férias
Apetece-me gritar
Até rebentar as artérias
[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
(Cansado de viver)
Até que um dia acordei
(E logo desesperei)
Vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
A vontade de gritar bem alto:
"O MEU AMOR MORREU"
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir
Flashback instantâneo
Prazer momentâneo
Penso e digo até
Que bate duro
No meu crânio
Toda a dor
Toda a raiva
Todo o ciúme
Toda a luta
Toda a mágoa e pesar
Toda a lágrima enxuta
Odiando como posso
Não posso encher a cabeça
Não há dinheiro
Nem vontade
Ou amor que o mereça
Não vou pensar de novo,
Vou-me pôr novo
Neste dia novo
Estreio um coração novo
Visto-me de branco
Bem alegre no meu luto
Saio para a rua
Mais contente que um puto
Acredita que custou
Mas finalmente passou
No final do dia
Foi só isto que restou
[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
Até que um dia acordei
E vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
A vontade de gritar bem alto:
"O MEU AMOR MORREU"
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir
Vai haver um outro alguém
Que me ame e trate bem
Vai haver um outro alguém
Que me ouça também
Vai haver um outro alguém
Que faça valer a pena
Vai haver um outro alguém
Que me cante este poema"
Não sei o que te posso dizer mais, já fiz todos os sinais, para que entendas que quero a tua atenção, mais que merecida, por tudo o que já te disse e por tudo o que sinto, se me ouviste sabes que não minto, quando digo que para ser feliz é preciso dar e receber, a ti muito te dou mesmo que não seja fácil, e de ti fico sempre a ver, quando chega a hora de poder receber, um pouco daquilo que tentei com todo o carinho semear.
quinta-feira, junho 02, 2005
I only wished the sky would look at me.
I'll be your dream, I'll be your wish I'll be your fantasy.
I'll be your hope, I'll be your love be everything that you need.
I love you more with every breath truly madly deeply do..
I will be strong I will be faithful 'cause I'm counting on a new beginning.
A reason for living. A deeper meaning.
Yeah..I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me.
And when the stars are shining brightly in the velvet sky,
I'll make a wish send it to heaven then make you want to cry.
The tears of joy for all the pleasure and the certainty.
That we're surrounded by the comfort and protection of..
The highest powers. In lonely hours. The tears devour you..
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me...
Oh can you see it baby?
You don't have to close your eyes 'cause it's standing right before you.
All that you need will surely come...
I'll be your dream I'll be your wish I'll be your fantasy.
I'll be your hope, I'll be your love, be everything that you need.
I'll love you more with every breath truly madly deeply do...
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me...
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna live like this forever,
Until the sky falls down over me...
Truly, Madly, Deeply - Savage Garden
Isto tudo porque o zica começou e eu tenho de acompanhar a ver quem coloca mais letras de música pedida aqui no blog.
I'll be your hope, I'll be your love be everything that you need.
I love you more with every breath truly madly deeply do..
I will be strong I will be faithful 'cause I'm counting on a new beginning.
A reason for living. A deeper meaning.
Yeah..I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me.
And when the stars are shining brightly in the velvet sky,
I'll make a wish send it to heaven then make you want to cry.
The tears of joy for all the pleasure and the certainty.
That we're surrounded by the comfort and protection of..
The highest powers. In lonely hours. The tears devour you..
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me...
Oh can you see it baby?
You don't have to close your eyes 'cause it's standing right before you.
All that you need will surely come...
I'll be your dream I'll be your wish I'll be your fantasy.
I'll be your hope, I'll be your love, be everything that you need.
I'll love you more with every breath truly madly deeply do...
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me...
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna live like this forever,
Until the sky falls down over me...
Truly, Madly, Deeply - Savage Garden
Isto tudo porque o zica começou e eu tenho de acompanhar a ver quem coloca mais letras de música pedida aqui no blog.
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