The words i say to God!
I feel no peace inside
And I don’t seem lost
I’ve got nothing to hide
My heart turned into frost
I have no dreams and hope
I just started to hang the rope
Where I will end all this
So I just ask, please don’t miss
Kill me soon
I will die any way
Kill me soon
I’ve got nothing more to pray
Kill me soon
I no longer want to stay
Kill me soon
I wish to go if I may
Because I’m empty
Inside out
So don’t tempt me
To scream or shout
What I want to be
I’ve no doubt
I just want to be free
From all this
Want to be free
It would be a bliss
So please kill me
And make sure, you don’t miss
Kill me soon
I will die any way
Kill me soon
I’ve got nothing more to pray
Kill me soon
I no longer want to stay
Kill me soon
I wish to go if I may
All of this seems to suck
All my life is so fucked up
So I say that I’m fed up, because
To feel is not the problem
To dream is not the cause
The problem is to be alive
I can’t keep running from them
And I can’t jump and dive
Into a sea of peace
I just ask you to do one thing
Kill me, please don’t miss
Kill me, I just ask you this
Kill me, it’s now or never
Kill me, for what I gave her
Kill me, because…
For once I loved my life…
But now i lost the cause...
segunda-feira, junho 20, 2005
sexta-feira, junho 17, 2005
Como as simples palavras espelham melhor a realidade.
Beijo
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena
Como as palavras simples espelham tão bem as realidades, como em simples vocábulos juntos em harmonia se espelham tantas verdades já sentidas por muitos de nós.
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena
Como as palavras simples espelham tão bem as realidades, como em simples vocábulos juntos em harmonia se espelham tantas verdades já sentidas por muitos de nós.
quinta-feira, junho 16, 2005
Something writen in a stupid piece of paper in the begining of a journey on my mind.

City lights bright so clearly
Like our love used to do
Do you remember us together?
It was just me and you
You said it will last forever
I said I hope indeed it will
But you never should say never
You got to know what the other feels
In that morning it was early
The sun was still getting up
You looked wonderful and charming
I thought I had such luck
I was still just admiring
All your body and you’re soul
When you said you were leaving
Then my heart became so cold
I asked if you’re returning
To my needed, empty life
But then you started running
Like the flesh runs from a knife
I was desperate so I could find
A simple reason on my mind
Why did she said that smiling hi
And then an empty, cold goodbye
Before I meet you I was empty
I had no meaning so I could live
The space in my heart was plenty
And to you I wanted to give
I build some hope in a dream
And I expected I wouldn’t wake up
But then a crash and a scream
And somebody saying cut
Cut it over, it’s the end
A sad end for that scene
I had some more time to spend
Like our love used to do
Do you remember us together?
It was just me and you
You said it will last forever
I said I hope indeed it will
But you never should say never
You got to know what the other feels
In that morning it was early
The sun was still getting up
You looked wonderful and charming
I thought I had such luck
I was still just admiring
All your body and you’re soul
When you said you were leaving
Then my heart became so cold
I asked if you’re returning
To my needed, empty life
But then you started running
Like the flesh runs from a knife
I was desperate so I could find
A simple reason on my mind
Why did she said that smiling hi
And then an empty, cold goodbye
Before I meet you I was empty
I had no meaning so I could live
The space in my heart was plenty
And to you I wanted to give
I build some hope in a dream
And I expected I wouldn’t wake up
But then a crash and a scream
And somebody saying cut
Cut it over, it’s the end
A sad end for that scene
I had some more time to spend
Before I woke up with that scream.
segunda-feira, junho 13, 2005
O meu pecado sempre foi não me sentir alguém.

Faria hoje cinco anos a seguir o mesmo farol, que iluminava todos os caminhos por onde fazia os meus sonhos.
Hoje seria o dia onde iria agradecer os caminhos que tinha escolhido, os objectivos traçados, em direcção de um infinito de felicidade e paz.
Hoje seria o dia mais brilhante do ano, hoje seria o dia mais feliz do ano, hoje seria o dia em que em mim podia sentir o melhor que há na vida.
No dia 13 de Junho de 2005 teria eu o meu dia de orgulho, de prazer, de felicidade pura e crua, puro regozijo e prazer por poder partilhar todo o meu ser com a luz da minha vida, hoje poderia navegar todo o mar, sobrevoar todo o céu sem ter medo de me sentir sozinho, hoje era o meu derradeiro dia de liberdade, o dia em que a minha mente estava em paz com a minha alma.
Tudo isso foi me tirado apenas porque Deus escreve torto por linhas tortas de modo torto.
Hoje seria o dia onde iria agradecer os caminhos que tinha escolhido, os objectivos traçados, em direcção de um infinito de felicidade e paz.
Hoje seria o dia mais brilhante do ano, hoje seria o dia mais feliz do ano, hoje seria o dia em que em mim podia sentir o melhor que há na vida.
No dia 13 de Junho de 2005 teria eu o meu dia de orgulho, de prazer, de felicidade pura e crua, puro regozijo e prazer por poder partilhar todo o meu ser com a luz da minha vida, hoje poderia navegar todo o mar, sobrevoar todo o céu sem ter medo de me sentir sozinho, hoje era o meu derradeiro dia de liberdade, o dia em que a minha mente estava em paz com a minha alma.
Tudo isso foi me tirado apenas porque Deus escreve torto por linhas tortas de modo torto.
quarta-feira, junho 08, 2005
Enquanto esperava, eu acreditei.

Esta foto foi tirada no Porto, numa altura a que dei o nome "Por Ti Espero" a esta foto.
Foi tirada à muito tempo, um tempo que por mim não esperou.
Agora eu só espero que naquele banco se sente alguém que espere por mim também.
Alguém que me queira?
Confuso e baralhado, sozinho e mal tratado.
Se pudesse definir a mim mesmo, ou próximo do que sinto, não haveria palavra que o fizesse por mim.
Se quiser definir o meu dia, ai posso empregar uma expressão, foi um daqueles dias.
Sou um pequeno sentimento dentro de uma caixinha forrada de prata que insistes em abanar, não sei se com medo de que eu não esteja vivo, se apenas por pura diversão tua.
Cada vez mais caio na tentação de não me importar com quem sou ou o que quero de mim e deixar seguir a vida de acordo com o que ditam os meus sentimentos, mesmo sabendo que por esse caminho muitos espinhos esperam a minha carne para rasgar.
Tenho uma carne fraca, muito permissiva a golpes e contra golpes do destino, quando mais espero um toque de conforto, mais um espinho se enterra provando o sabor do meu sangue já amargo com tanto desespero.
A única salvação para tão fraco corpo, seria uma mente munida de concentração e tranquilidade, mas a minha é tudo menos isso, para definir a minha mente diria outra expressão “no mans land”, a terra de ninguém, um puro campo de batalha.
A minha mente trava uma incessante luta com a minha alma, ambas metidas num invólucro de medo, medo de variadas fontes de onde bebe a minha mente.
Quando penso que posso saciar a minha sede de felicidade numa fonte, eis que descubro o medo de beber, seja por medo da incerteza, medo da verdade, medo de saber que sei o que não quero nem deveria saber.
Perdi a minha capacidade de me enganar, e com isso perdi a minha tranquilidade, não fui feito para a realidade pura e crua, sempre precisei dos meus sonhos, das minhas realidades ficcionadas apenas com o propósito de confundir e distorcer tudo aquilo que podia, de modo a tornar o fardo da vida mais leve.
Já vivi mais que um sonho, já sonhei mais que uma vida, mas hoje sou incapaz de o fazer, porque a minha mente e alma estão sempre em constante luta, inquietadas pelo devaneio que alguma delas possa cometer.
Apesar de tudo o mais na minha mente quanto ao futuro ser negro e sombrio como um velho casario carregado de passados tristes e mórbidos, sou persistente em fazer essa caminhada, não largar os meus sonhos e não abandonar os meus desejos, pois não sou capaz de fazer às minhas crenças o que me fizeram a mim.
Só por curiosidade, se dizias deixar a caixinha de lado, porque a insistes em abanar?
Será por medo que eu nela morra, ou por pura diversão da tua parte?
De certo modo penso que te sentes responsável pelo meu futuro, mas se não queres fazer parte dele, porque te preocupas, algo me deixa intrigado, será que tu queres abrir a caixa e não sabes como, ou se deves?
Na minha opinião não segues o que queres, nem és fiel a ti mesma, mas isso é algo que só tu podes fazer algo.
Se pudesse definir a mim mesmo, ou próximo do que sinto, não haveria palavra que o fizesse por mim.
Se quiser definir o meu dia, ai posso empregar uma expressão, foi um daqueles dias.
Sou um pequeno sentimento dentro de uma caixinha forrada de prata que insistes em abanar, não sei se com medo de que eu não esteja vivo, se apenas por pura diversão tua.
Cada vez mais caio na tentação de não me importar com quem sou ou o que quero de mim e deixar seguir a vida de acordo com o que ditam os meus sentimentos, mesmo sabendo que por esse caminho muitos espinhos esperam a minha carne para rasgar.
Tenho uma carne fraca, muito permissiva a golpes e contra golpes do destino, quando mais espero um toque de conforto, mais um espinho se enterra provando o sabor do meu sangue já amargo com tanto desespero.
A única salvação para tão fraco corpo, seria uma mente munida de concentração e tranquilidade, mas a minha é tudo menos isso, para definir a minha mente diria outra expressão “no mans land”, a terra de ninguém, um puro campo de batalha.
A minha mente trava uma incessante luta com a minha alma, ambas metidas num invólucro de medo, medo de variadas fontes de onde bebe a minha mente.
Quando penso que posso saciar a minha sede de felicidade numa fonte, eis que descubro o medo de beber, seja por medo da incerteza, medo da verdade, medo de saber que sei o que não quero nem deveria saber.
Perdi a minha capacidade de me enganar, e com isso perdi a minha tranquilidade, não fui feito para a realidade pura e crua, sempre precisei dos meus sonhos, das minhas realidades ficcionadas apenas com o propósito de confundir e distorcer tudo aquilo que podia, de modo a tornar o fardo da vida mais leve.
Já vivi mais que um sonho, já sonhei mais que uma vida, mas hoje sou incapaz de o fazer, porque a minha mente e alma estão sempre em constante luta, inquietadas pelo devaneio que alguma delas possa cometer.
Apesar de tudo o mais na minha mente quanto ao futuro ser negro e sombrio como um velho casario carregado de passados tristes e mórbidos, sou persistente em fazer essa caminhada, não largar os meus sonhos e não abandonar os meus desejos, pois não sou capaz de fazer às minhas crenças o que me fizeram a mim.
Só por curiosidade, se dizias deixar a caixinha de lado, porque a insistes em abanar?
Será por medo que eu nela morra, ou por pura diversão da tua parte?
De certo modo penso que te sentes responsável pelo meu futuro, mas se não queres fazer parte dele, porque te preocupas, algo me deixa intrigado, será que tu queres abrir a caixa e não sabes como, ou se deves?
Na minha opinião não segues o que queres, nem és fiel a ti mesma, mas isso é algo que só tu podes fazer algo.
segunda-feira, junho 06, 2005
Arde, Arde, levemente, que ninguem dá por ti, a não ser quem tem medo de ti.
Já começaram os incêndios de verão, já tão típicos como os tugas na praia com o boné da Sagres, bigode, cigarro na boca, e os óculos de sol das máquinas de brinde.
Lousã, Ansião, mais um e outro lugarejo em Portugal, mais um susto, mais uma aflição para pobres gentes que vêem as suas casas ameaçadas, que vêem uma vida na eminência de andar para trás.
Choro, desespero, medo, sentimentos de quem não quer perder um pedaço da sua vida, combinados com a entreajuda, altruísmo, valentia, entre os quais que tentam salvar um pouco de uma vida de grande sacrifício.
O pânico e os tremores passam para um plano secundário quando se trata de ajudar os seus.
Fazem valer o sangue frio de recurso no meio de tanto calor abrasivo provocado pelas chamas esfomeadas que levam tudo o que encontram pela frente.
Os espaços noticiosos passam o dia a informar de um incêndio aqui outro ali e quando chega ao serviço noticioso principal, já Portugal inteiro está a arder.
Imagens de pessoas desesperadas, uns a correr ou para fugir ao flagelo ou para tentar minimiza-lo, outros imóveis pelo medo, pela desgraça que se lhes abate sem motivo, muitas vezes por culpa de ninguém, outras vezes por culpa de quem não sente o desespero que aquela gente sente, que não tem consciência ou coração.
E mais um ano se repete, daqui a menos de um mês volta tudo a acontecer, as pessoas chocadas com os incêndios não se imiscuem de atirar lixo para as serras, ou não deixam de fazer queimadas, de atirar o cigarro pela janela, de fazer fogueiras no meio das serras, no entanto sentem pena e compaixão por aqueles que ficam sem um lar, sem um ente querido, sem um modo de subsistência.
Já todos sabemos o que vai acontecer, é um filme cheio de sequelas, todos os anos, só que este ano talvez comece mais cedo.
No entanto, já estão todos fartos de saber, enfastiados de tanta miséria todos os anos provocados pelos fogos, e mesmo assim acabo de ver nas noticias uma reportagem sobre as medidas de prevenção para combater os fogos deste ano, ao que estava estabelecido um prazo para que tudo estivesse pronto para o combate que se repete todos os anos por esta altura, os responsáveis a única coisa que disseram, foi o mais típico de quem é responsável pelos outros, o prazo foi dilatado.
Quando dermos conta de que já pouco temos para salvar, o prazo continuará a ser dilatado, estendido, para se adaptar às burocracias, aos desleixos, ao deixa andar, de quem não corre o risco de perder o que perde quem habita nesses campos de cinza e carvão.
Lousã, Ansião, mais um e outro lugarejo em Portugal, mais um susto, mais uma aflição para pobres gentes que vêem as suas casas ameaçadas, que vêem uma vida na eminência de andar para trás.
Choro, desespero, medo, sentimentos de quem não quer perder um pedaço da sua vida, combinados com a entreajuda, altruísmo, valentia, entre os quais que tentam salvar um pouco de uma vida de grande sacrifício.
O pânico e os tremores passam para um plano secundário quando se trata de ajudar os seus.
Fazem valer o sangue frio de recurso no meio de tanto calor abrasivo provocado pelas chamas esfomeadas que levam tudo o que encontram pela frente.
Os espaços noticiosos passam o dia a informar de um incêndio aqui outro ali e quando chega ao serviço noticioso principal, já Portugal inteiro está a arder.
Imagens de pessoas desesperadas, uns a correr ou para fugir ao flagelo ou para tentar minimiza-lo, outros imóveis pelo medo, pela desgraça que se lhes abate sem motivo, muitas vezes por culpa de ninguém, outras vezes por culpa de quem não sente o desespero que aquela gente sente, que não tem consciência ou coração.
E mais um ano se repete, daqui a menos de um mês volta tudo a acontecer, as pessoas chocadas com os incêndios não se imiscuem de atirar lixo para as serras, ou não deixam de fazer queimadas, de atirar o cigarro pela janela, de fazer fogueiras no meio das serras, no entanto sentem pena e compaixão por aqueles que ficam sem um lar, sem um ente querido, sem um modo de subsistência.
Já todos sabemos o que vai acontecer, é um filme cheio de sequelas, todos os anos, só que este ano talvez comece mais cedo.
No entanto, já estão todos fartos de saber, enfastiados de tanta miséria todos os anos provocados pelos fogos, e mesmo assim acabo de ver nas noticias uma reportagem sobre as medidas de prevenção para combater os fogos deste ano, ao que estava estabelecido um prazo para que tudo estivesse pronto para o combate que se repete todos os anos por esta altura, os responsáveis a única coisa que disseram, foi o mais típico de quem é responsável pelos outros, o prazo foi dilatado.
Quando dermos conta de que já pouco temos para salvar, o prazo continuará a ser dilatado, estendido, para se adaptar às burocracias, aos desleixos, ao deixa andar, de quem não corre o risco de perder o que perde quem habita nesses campos de cinza e carvão.
sexta-feira, junho 03, 2005
Espero ter força para aguentar o desespero.
Da Weasel - Força
Tás a sentir
Uma página de história
Um pedaço da tua glória
Que vai passar breve memória
Tamos no pico do verão mas chove
Por todo o lado
Levo uma de cada
Já tou bem aviado
Cuspo directo no caderno
Rimas saídas do inferno
Que passei à tua pala
Num tempo que pareceu eterno
Tou de cara lavada
Tenho a casa arrumada
Lembrança apagada
Duma vida quase lixada
Passeio na praia
Atacado pelos clones
São tantos iguais
Sem contar com os silicones
Olho para o céu
Mas toda a gente foi de férias
Apetece-me gritar
Até rebentar as artérias
[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
(Cansado de viver)
Até que um dia acordei
(E logo desesperei)
Vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
A vontade de gritar bem alto:
"O MEU AMOR MORREU"
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir
Flashback instantâneo
Prazer momentâneo
Penso e digo até
Que bate duro
No meu crânio
Toda a dor
Toda a raiva
Todo o ciúme
Toda a luta
Toda a mágoa e pesar
Toda a lágrima enxuta
Odiando como posso
Não posso encher a cabeça
Não há dinheiro
Nem vontade
Ou amor que o mereça
Não vou pensar de novo,
Vou-me pôr novo
Neste dia novo
Estreio um coração novo
Visto-me de branco
Bem alegre no meu luto
Saio para a rua
Mais contente que um puto
Acredita que custou
Mas finalmente passou
No final do dia
Foi só isto que restou
[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
Até que um dia acordei
E vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
A vontade de gritar bem alto:
"O MEU AMOR MORREU"
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir
Vai haver um outro alguém
Que me ame e trate bem
Vai haver um outro alguém
Que me ouça também
Vai haver um outro alguém
Que faça valer a pena
Vai haver um outro alguém
Que me cante este poema"
Não sei o que te posso dizer mais, já fiz todos os sinais, para que entendas que quero a tua atenção, mais que merecida, por tudo o que já te disse e por tudo o que sinto, se me ouviste sabes que não minto, quando digo que para ser feliz é preciso dar e receber, a ti muito te dou mesmo que não seja fácil, e de ti fico sempre a ver, quando chega a hora de poder receber, um pouco daquilo que tentei com todo o carinho semear.
Tás a sentir
Uma página de história
Um pedaço da tua glória
Que vai passar breve memória
Tamos no pico do verão mas chove
Por todo o lado
Levo uma de cada
Já tou bem aviado
Cuspo directo no caderno
Rimas saídas do inferno
Que passei à tua pala
Num tempo que pareceu eterno
Tou de cara lavada
Tenho a casa arrumada
Lembrança apagada
Duma vida quase lixada
Passeio na praia
Atacado pelos clones
São tantos iguais
Sem contar com os silicones
Olho para o céu
Mas toda a gente foi de férias
Apetece-me gritar
Até rebentar as artérias
[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
(Cansado de viver)
Até que um dia acordei
(E logo desesperei)
Vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
A vontade de gritar bem alto:
"O MEU AMOR MORREU"
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir
Flashback instantâneo
Prazer momentâneo
Penso e digo até
Que bate duro
No meu crânio
Toda a dor
Toda a raiva
Todo o ciúme
Toda a luta
Toda a mágoa e pesar
Toda a lágrima enxuta
Odiando como posso
Não posso encher a cabeça
Não há dinheiro
Nem vontade
Ou amor que o mereça
Não vou pensar de novo,
Vou-me pôr novo
Neste dia novo
Estreio um coração novo
Visto-me de branco
Bem alegre no meu luto
Saio para a rua
Mais contente que um puto
Acredita que custou
Mas finalmente passou
No final do dia
Foi só isto que restou
[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça
Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
Até que um dia acordei
E vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
A vontade de gritar bem alto:
"O MEU AMOR MORREU"
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir
Vai haver um outro alguém
Que me ame e trate bem
Vai haver um outro alguém
Que me ouça também
Vai haver um outro alguém
Que faça valer a pena
Vai haver um outro alguém
Que me cante este poema"
Não sei o que te posso dizer mais, já fiz todos os sinais, para que entendas que quero a tua atenção, mais que merecida, por tudo o que já te disse e por tudo o que sinto, se me ouviste sabes que não minto, quando digo que para ser feliz é preciso dar e receber, a ti muito te dou mesmo que não seja fácil, e de ti fico sempre a ver, quando chega a hora de poder receber, um pouco daquilo que tentei com todo o carinho semear.
quinta-feira, junho 02, 2005
I only wished the sky would look at me.
I'll be your dream, I'll be your wish I'll be your fantasy.
I'll be your hope, I'll be your love be everything that you need.
I love you more with every breath truly madly deeply do..
I will be strong I will be faithful 'cause I'm counting on a new beginning.
A reason for living. A deeper meaning.
Yeah..I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me.
And when the stars are shining brightly in the velvet sky,
I'll make a wish send it to heaven then make you want to cry.
The tears of joy for all the pleasure and the certainty.
That we're surrounded by the comfort and protection of..
The highest powers. In lonely hours. The tears devour you..
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me...
Oh can you see it baby?
You don't have to close your eyes 'cause it's standing right before you.
All that you need will surely come...
I'll be your dream I'll be your wish I'll be your fantasy.
I'll be your hope, I'll be your love, be everything that you need.
I'll love you more with every breath truly madly deeply do...
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me...
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna live like this forever,
Until the sky falls down over me...
Truly, Madly, Deeply - Savage Garden
Isto tudo porque o zica começou e eu tenho de acompanhar a ver quem coloca mais letras de música pedida aqui no blog.
I'll be your hope, I'll be your love be everything that you need.
I love you more with every breath truly madly deeply do..
I will be strong I will be faithful 'cause I'm counting on a new beginning.
A reason for living. A deeper meaning.
Yeah..I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me.
And when the stars are shining brightly in the velvet sky,
I'll make a wish send it to heaven then make you want to cry.
The tears of joy for all the pleasure and the certainty.
That we're surrounded by the comfort and protection of..
The highest powers. In lonely hours. The tears devour you..
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me...
Oh can you see it baby?
You don't have to close your eyes 'cause it's standing right before you.
All that you need will surely come...
I'll be your dream I'll be your wish I'll be your fantasy.
I'll be your hope, I'll be your love, be everything that you need.
I'll love you more with every breath truly madly deeply do...
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna lay like this forever,
Until the sky falls down over me...
I wanna stand with you on a mountain,
I wanna bathe with you in the sea.
I wanna live like this forever,
Until the sky falls down over me...
Truly, Madly, Deeply - Savage Garden
Isto tudo porque o zica começou e eu tenho de acompanhar a ver quem coloca mais letras de música pedida aqui no blog.
segunda-feira, maio 30, 2005
Ten Nails In My Head Wired To Electricity
- Running Away From Life -
Slowly vanishing
I see all going away
Melting and crushing
All I’ve got left to say
Please don’t even seek
To find me at any time
I can’t stand ear you speak
For me the sun doesn’t shine
Fed up with darkness
I ask if life could be kind
To let me see brightness
Before I get alone and blind
It’s all just because
I’m already dead
It’s all messed up
Inside my fuckin’ head
I run away from life
I wished I had some wings
I run away from life
And other many things
I run away from life
Scared by the sadness
I run away from life
That takes me to madness
Now you see
What hope did to me
I woke up and I was free
Life made me
What I wanted to be
And take it all away from me
That’s the reason, that’s the why
That I said life goodbye
It seems someone raped my mind
The guilty one was never to find
All those dreams were just a lie
They kept driving me insane
And what doesn’t let me die
Is the fact I feel the pain
I run away from life
I wished I had some wings
I run away from life
And other many things
I run away from life
Scared by the sadness
I run away from life
That takes me to madness
The feeling that all is gone
Knowing that I’m all alone
Makes of me a pathetic loser
That runs away from life…
By the Stupid Little Child That Didin't Know How To Live...
Slowly vanishing
I see all going away
Melting and crushing
All I’ve got left to say
Please don’t even seek
To find me at any time
I can’t stand ear you speak
For me the sun doesn’t shine
Fed up with darkness
I ask if life could be kind
To let me see brightness
Before I get alone and blind
It’s all just because
I’m already dead
It’s all messed up
Inside my fuckin’ head
I run away from life
I wished I had some wings
I run away from life
And other many things
I run away from life
Scared by the sadness
I run away from life
That takes me to madness
Now you see
What hope did to me
I woke up and I was free
Life made me
What I wanted to be
And take it all away from me
That’s the reason, that’s the why
That I said life goodbye
It seems someone raped my mind
The guilty one was never to find
All those dreams were just a lie
They kept driving me insane
And what doesn’t let me die
Is the fact I feel the pain
I run away from life
I wished I had some wings
I run away from life
And other many things
I run away from life
Scared by the sadness
I run away from life
That takes me to madness
The feeling that all is gone
Knowing that I’m all alone
Makes of me a pathetic loser
That runs away from life…
By the Stupid Little Child That Didin't Know How To Live...
domingo, maio 29, 2005
Não se pode ter tudo, muito menos quando não se faz para isso.
Super Dragões afirmam no seu site que, mesmo que o Porto não tivesse participado na Final da Taça de Portugal, estes organizaram uma festa de comemoração das primeiras rondas na Avenida Luísa Todi, pelo qual aconselham aos adeptos do Vitória de Setúbal a não entrarem nas áreas de Setúbal, Sesimbra, e Serra da Arrábida, para evitar males maiores.
Os Super Dragões investiram na organização 10€ para comprar um desodorizante industrial para o seu líder, intitulado de "O Macaco", visto que os frangos fornecidos por Ricardo para a festa começavam a ter um sabor agridoce.
Quem pretende aproveitar esta festa dos SD é a TVI que fretou uma carrinha das vacarias Alfredo, para levar Pinto da Costa e a sua "namorada" a.k.a meretriz c.i.c, cliente habitual dos transportes do senhor Alfredo, e pagou a Pinto da Costa e aos SD uma viagem a Tróia, viagem essa cedida pela agência de viagens de Pinto da Costa, para obter os direitos televisivos da festa destes exemplares seres.
Resta-me a mim dizer que ao invés dos outros anos, em que um benfiquista dizia que o campeonato ficava para o ano, para o ano fica a dobradinha e paga o Sr. Dr. Peseiro.
Os Super Dragões investiram na organização 10€ para comprar um desodorizante industrial para o seu líder, intitulado de "O Macaco", visto que os frangos fornecidos por Ricardo para a festa começavam a ter um sabor agridoce.
Quem pretende aproveitar esta festa dos SD é a TVI que fretou uma carrinha das vacarias Alfredo, para levar Pinto da Costa e a sua "namorada" a.k.a meretriz c.i.c, cliente habitual dos transportes do senhor Alfredo, e pagou a Pinto da Costa e aos SD uma viagem a Tróia, viagem essa cedida pela agência de viagens de Pinto da Costa, para obter os direitos televisivos da festa destes exemplares seres.
Resta-me a mim dizer que ao invés dos outros anos, em que um benfiquista dizia que o campeonato ficava para o ano, para o ano fica a dobradinha e paga o Sr. Dr. Peseiro.
sábado, maio 28, 2005
Queria pôr um título bonito...QUE SE FODA...TUDO!
Acho que hoje é um dia que não queria voltar a recordar, mas como sou um cabrão sádico e maluco dos cornos deixo aqui o marco que posso vir a ler sempre que quiser.
Hoje senti pela primeira vez o gosto ao medo, senti o gosto à dor, e no fim com a boca ainda a saber a sangue dos lábios trincados pelo momento de compaixão que tive para comigo, senti pena de uma alma que não era só a minha.
Quando menos esperava convenci-me que irei ficar sozinho para o resto da vida, e que a vida não passa de aprender, eu hoje aprendi a sofrer, não digo que não seja útil, mas leva-me a pensar seriamente em deixar a escola, acho que a vida se tem mais alguma coisa para oferecer, que me ofereça descanso e paz, já mais nada peço na vida.
Tenho um profundo sentimento de que fui enganado, e de que a frase "vive cada dia como se fosse o último da tua vida" é uma faca de dois gumes, a vida deu-me várias alegrias, mas adjacente a isso vem sempre o que de mais atroz tem a vida, quem tem alguma coisa é porque a pode perder, e esse é o supra sumo dos medos, o medo de perder aquilo que mais queremos, aquilo que temos, aquilo que estimamos, aquilo que um dia pensamos em dar aos outros.
Dei toda a minha essência, confesso que nunca fui grande fã disto a que chamam vida, nunca estive satisfeito ou saciado, mas isso até é um mal natural do ser humano, a insatisfação, só que eu sei que dei tudo, e gastei os meus últimos cartuchos não para mudar alguém, mas simplesmente para tentar me salvar mudando-me a mim mesmo.
Pode todo o mundo dizer que não sou o primeiro que sofro, pode o mundo inteiro dizer que isso passa, eu até posso dizer que sim, até posso acreditar que a vida reserva caminhos tortuosos cheios de revelações inesperadas por meio de caminhos inóspitos, que nunca sonhei em pisar, até me posso fazer valer dessa crença, mas nada muda o que sinto, e o que se sente não se explica, frase feita talvez, mas sem dúvida com razão de ser.
Digo com sinceridade, com a mesma sinceridade que sempre ofereci a toda a gente quanto aos meus sentimentos e ideias, a mim mesmo digo, que a esperança é algo que transcende o meu pobre ser, e que não acredito jamais em felicidade pura, que para mim o mundo jamais será feito com as cores que eu quero, nunca mais vou viver os sonhos, posso tornar-me frio, calculista, tudo aquilo que nunca quis ser, tudo aquilo que sempre desprezei na maneira de ser dos homens, mas antes prefiro que me odeio o mundo, antes prefiro odiar-me a mim mesmo, do que mais alguma vez sentir pena de mim mesmo.
Posso não ser nada nem ninguém, pensamentos passageiros e emocionais, sei que posso ser muito para muita gente, mas não me sinto como tal, posso não ser mais feliz na vida, mesmo sabendo que a felicidade maioria das vezes está em todas as pequenas coisas, mas nunca irá passar de uma felicidade substancial, não digo que nunca mais vá sonhar, mas os sonhos para mim deixaram de ser o motivo que me faz viver, e passam a ser ridicularizações da minha alma, não desisto da vida, e nunca digo nunca, mas não sei mesmo se o que vou viver se poderá chamar de vida tal como eu a concebi um dia em sonhos, porque para sonhar não bastam asas para voar, essas podem ser cortadas, sentimentos para nutrir, esses podem ser destruídos, objectivos para alcançar, esses podem ser desviados, para sonhar é preciso não sentir, e simplesmente não querer viver.
Pode a muitos parecer um exagero, a muitos outros palavras de desespero, posso até sem saber querer chamar à atenção, mas enganam-se todos os que dizem que quando um homem sente não sabe o que diz, eu sinto que se havia uma coisa, por mais pequena que fosse que me motivava a viver, tiraram-me, assim como toda a vontade de viver, o que não quer dizer que não viva, mas vivo com pena de mim mesmo, e por isso odeio-me e tudo não passa de um ciclo vicioso e sádico, é suposto agradecer a quem inventou as coisas boas da vida, e lamentar por quem criou as coisas más, pois eu digo que se foda quem inventou as coisas boas da vida e não se lembrou de as tornar perpétuas seu filho da puta sádico de um cabrão.
O único conforto que tenho é odiar-te mais a ti do que a mim, e podem pensar que não passo de um miúdo parvo que não sabe o que diz e não sabe o que sente, eu garanto o que eu sinto só eu sei, e sei que o sinto agora, se alguma vez vos enganei, tomara a mim conseguir me enganar agora, porque eu não preciso de mais anda neste mundo senão paz e descanso, onde possa me revoltar comigo mesmo e travar uma luta entre mente e alma.
Hoje senti pela primeira vez o gosto ao medo, senti o gosto à dor, e no fim com a boca ainda a saber a sangue dos lábios trincados pelo momento de compaixão que tive para comigo, senti pena de uma alma que não era só a minha.
Quando menos esperava convenci-me que irei ficar sozinho para o resto da vida, e que a vida não passa de aprender, eu hoje aprendi a sofrer, não digo que não seja útil, mas leva-me a pensar seriamente em deixar a escola, acho que a vida se tem mais alguma coisa para oferecer, que me ofereça descanso e paz, já mais nada peço na vida.
Tenho um profundo sentimento de que fui enganado, e de que a frase "vive cada dia como se fosse o último da tua vida" é uma faca de dois gumes, a vida deu-me várias alegrias, mas adjacente a isso vem sempre o que de mais atroz tem a vida, quem tem alguma coisa é porque a pode perder, e esse é o supra sumo dos medos, o medo de perder aquilo que mais queremos, aquilo que temos, aquilo que estimamos, aquilo que um dia pensamos em dar aos outros.
Dei toda a minha essência, confesso que nunca fui grande fã disto a que chamam vida, nunca estive satisfeito ou saciado, mas isso até é um mal natural do ser humano, a insatisfação, só que eu sei que dei tudo, e gastei os meus últimos cartuchos não para mudar alguém, mas simplesmente para tentar me salvar mudando-me a mim mesmo.
Pode todo o mundo dizer que não sou o primeiro que sofro, pode o mundo inteiro dizer que isso passa, eu até posso dizer que sim, até posso acreditar que a vida reserva caminhos tortuosos cheios de revelações inesperadas por meio de caminhos inóspitos, que nunca sonhei em pisar, até me posso fazer valer dessa crença, mas nada muda o que sinto, e o que se sente não se explica, frase feita talvez, mas sem dúvida com razão de ser.
Digo com sinceridade, com a mesma sinceridade que sempre ofereci a toda a gente quanto aos meus sentimentos e ideias, a mim mesmo digo, que a esperança é algo que transcende o meu pobre ser, e que não acredito jamais em felicidade pura, que para mim o mundo jamais será feito com as cores que eu quero, nunca mais vou viver os sonhos, posso tornar-me frio, calculista, tudo aquilo que nunca quis ser, tudo aquilo que sempre desprezei na maneira de ser dos homens, mas antes prefiro que me odeio o mundo, antes prefiro odiar-me a mim mesmo, do que mais alguma vez sentir pena de mim mesmo.
Posso não ser nada nem ninguém, pensamentos passageiros e emocionais, sei que posso ser muito para muita gente, mas não me sinto como tal, posso não ser mais feliz na vida, mesmo sabendo que a felicidade maioria das vezes está em todas as pequenas coisas, mas nunca irá passar de uma felicidade substancial, não digo que nunca mais vá sonhar, mas os sonhos para mim deixaram de ser o motivo que me faz viver, e passam a ser ridicularizações da minha alma, não desisto da vida, e nunca digo nunca, mas não sei mesmo se o que vou viver se poderá chamar de vida tal como eu a concebi um dia em sonhos, porque para sonhar não bastam asas para voar, essas podem ser cortadas, sentimentos para nutrir, esses podem ser destruídos, objectivos para alcançar, esses podem ser desviados, para sonhar é preciso não sentir, e simplesmente não querer viver.
Pode a muitos parecer um exagero, a muitos outros palavras de desespero, posso até sem saber querer chamar à atenção, mas enganam-se todos os que dizem que quando um homem sente não sabe o que diz, eu sinto que se havia uma coisa, por mais pequena que fosse que me motivava a viver, tiraram-me, assim como toda a vontade de viver, o que não quer dizer que não viva, mas vivo com pena de mim mesmo, e por isso odeio-me e tudo não passa de um ciclo vicioso e sádico, é suposto agradecer a quem inventou as coisas boas da vida, e lamentar por quem criou as coisas más, pois eu digo que se foda quem inventou as coisas boas da vida e não se lembrou de as tornar perpétuas seu filho da puta sádico de um cabrão.
O único conforto que tenho é odiar-te mais a ti do que a mim, e podem pensar que não passo de um miúdo parvo que não sabe o que diz e não sabe o que sente, eu garanto o que eu sinto só eu sei, e sei que o sinto agora, se alguma vez vos enganei, tomara a mim conseguir me enganar agora, porque eu não preciso de mais anda neste mundo senão paz e descanso, onde possa me revoltar comigo mesmo e travar uma luta entre mente e alma.
terça-feira, maio 24, 2005
Uma viagem até onde se esconde o céu.
Foi no sábado dia 21 que fui passear com a minha família de Lisboa, infelizmente não compareceu toda, mas foram os que puderam.
Fomos passear para a terra do céu, onde o verde chamuscado regala a vista com paisagens tão belas, que só me fazia pensar como seria antes de grande parte ter ardido.
Foram quatro horas de viagem, para fazer cerca de 230 km, fomos com calma sem pressa de lá chegar, mas com um misto de ansiedade para conhecer a terra do céu.
Viagem longa sempre acompanhada de boa disposição e musicalidades variadas, duas pequenas paragens, uma em Santarém, e outra em Vila de Rei, o centro geodésico de Portugal.
Saímos de Lisboa ás 9h e chegamos lá por volta das 13h, finalmente em Oleiros, onde tudo parecia mais verde, e mais bonito, onde respirar o ar do campo apenas sabia melhor do que nos outros dias.
Esperava-nos um banquete digno de muito boas divindades, com o belo do pastelinho de bacalhau que eu tanto tinha pedinchado aos anfitriões.
Logo após um almoço bem disposto e toda a gente de estômago bem composto, fomos relaxar, ora com uns toques na bola, um passeio de bicicleta, até que nos decidimos por ir para uma praia fluvial.
Fomos para a praia fluvial, onde ainda não havia condições para banho, então as mulheres dedicaram-se aos banhos de sol, e os homens aproveitaram um bom relvado para mais uns toques na bola, que acabaram por fazer algumas vitimas.
Já está na hora de dar mais uma volta, e vislumbrar mais paisagens de apaziguar a alma.
Queríamos ir para a serra, e de facto foi lá que fomos, passamos pela casa da avó da nossa anfitriã, um casarão antigo, muito bonito, com paisagens reconfortantes, e onde acabaríamos por decidir passar a noite.
Subimos até à serra, observar Castelo Branco ao longe, parecia estar a ser coberto por uma suava manta de sol que brilhava dourado sobre verdejantes planos de terra.
Com uma paisagem tão bonita começou uma desenfreada sessão de fotos, uma atrás da outra, todos os disparos das máquinas acabavam por dar réplicas visuais de uma beleza que só aprecia quem lá esteve.
Descendo mais um pouco encontrava-se uma nascente onde se bebeu agua, mas também ai a paisagem era tão bonita que mais fotos se tiraram, foi uma paragem para beber agua, uma agua tão suave como fria, gelou as mãos, mas matou a sede de uma maneira tão aprazível.
Descendo agora a serra, queria eu ficar embalado em tão belas imagens da natureza, ainda mais belas e reconfortantes por poder partilha-las com as pessoas de quem gosto.
Chegando à base, quis o céu mostrar o açougue, e peço desculpa se me enganei no nome, mas para compensar descrevo.
Trata-se não mais de uma pequena cascata, ou cachoeira como quiserem chamar, e como muitas pequenas coisas, comportava em si uma beleza incomensurável, onde se sentia uma paz, a calmaria do repouso, o silêncio apenas perturbado pelo som relaxante da água que nos embalava até que entrássemos em tréguas com os problemas que nos atormentam o espírito, atingindo uma verdadeira paz de alma propicia a um momento de reflexão acompanhado do inspirar de uma brisa carregada de um perfume natural por si só com um travo a vaidade que emanava toda aquela beleza.
Depois de muitos flashes disparados, voltamos para casa com um sorriso, por um dia que estava a ser tão bem passado, seguiram-se cantorias e o jantar.
Mais uma vez refastelados com tão magnifico repasto, as mulheres decidiram levantar a mesa e tratar da loiça, enquanto os homens ficaram agarrados ao vinho, sei que não foi isto que me ensinaste mãe, mas o vinho era mesmo bom e até tentamos oferecer ajuda, nem que fosse com o olhar.
O clima era de tão boa disposição que se seguiu uma desgarrada entre homens e mulheres, como se duas claques entoassem cânticos, uma para a outra, era a guerra dos sexos elevada a um estilo musical e bem disposto, como qualquer desgarrada deve ser, pura brincadeira que entreteve os dois lados, acabando por ganharem os homens, apesar da grande sova que levamos ao inicio, mas a voz masculina de rouxinol embriagado acabou por afugentar as mulheres, pelo facto de tal ter ocorrido reivindicamos a vitória, apenas digo uma coisa, que machos.
As meninas foram se aperaltar enquanto os mancebos ficavam ainda agarrados ao vinho, estava frio e poucas eram as maneiras de aquecer, depois disso despedimo-nos de quem tão amavelmente nos recebeu, com direito a todas as mordomias e miminhos impossíveis de agradecer, de tanta generosidade empregue.
Fomos tomar um copo a um bar chamado LP, mas como já se fazia tarde e as hostes necessitavam de descanso e então fomos para o lar que nos daria albergue nessa noite, entramos, vislumbramos uma bela casa, e depressa escolhemos os quartos onde dormir, visto que maioria não queria dormir acompanhado, pelo menos mal acompanhado.
Fim do serão, jogou-se uma cartada e conversa fiada, depressa chegou o sono, e o frio também convidava ao repouso num leito aquecido.
Depois de um dia maravilhoso, cheio de energia empregue, foi bom o descanso, soube bem o repouso, apenas com o contratempo de ser hora de ir embora de um lugar em que não me importava de ficar feito cativo.
Lá fomos em caminho de volta a Lisboa, levamos menos tempo, visto não apanharmos tanto transito devido ás obras, antes fomos tomar o pequeno almoço à Sertã, e cada vez menos eu queria ir embora, cada mais me agarrava aqueles lugares de uma beleza tão apaziguadora, e confesso que assim me parecia devido a uma bela companhia que me foi proporcionada naquele grupo de grandes amigos.
Já em Lisboa, aquele lugar deixava saudade, com muita pena não passava mais tempo com aquelas pessoas de quem eu tanto gosto, que tantos momentos de felicidade me proporcionaram em tempos que para mim se tinham tornado tão insignificantes, foi bom pelo lugar, de uma beleza convidativa ao saciar do espírito, mas sem dúvida foi bem melhor pela companhia, e isso digo sem qualquer tipo de dúvida, e a todos eles gostava de agradecer pelos bons momentos passados, acreditem quando digo que senti que tinha ali uma família, apenas faltavam alguns membros.
Peço desculpa se este post não corresponder ás expectativas daqueles que esperavam que eu fizesse um texto sobre um momento inesquecível, mas confesso que se não descrevi tudo como deveria ser, e não é nada mais do que puro egoísmo da minha parte, que com tanta ânsia por momentos de felicidade, decidi guardar para mim a recordação de tão bons momentos passados com as pessoas que sabem do que falo.
E mais uma vez peço desculpa ao céu que em si acolheu tantas estrelinhas, não sei descrever melhor as alegrias que vocês me proporcionam, apenas pelo facto de que ao vivê-las não quero já mais perdê-las, e não quero que as invadam, talvez por puro egoísmo, talvez por um forte sentimento que nutro por todos vocês.
Fomos passear para a terra do céu, onde o verde chamuscado regala a vista com paisagens tão belas, que só me fazia pensar como seria antes de grande parte ter ardido.
Foram quatro horas de viagem, para fazer cerca de 230 km, fomos com calma sem pressa de lá chegar, mas com um misto de ansiedade para conhecer a terra do céu.
Viagem longa sempre acompanhada de boa disposição e musicalidades variadas, duas pequenas paragens, uma em Santarém, e outra em Vila de Rei, o centro geodésico de Portugal.
Saímos de Lisboa ás 9h e chegamos lá por volta das 13h, finalmente em Oleiros, onde tudo parecia mais verde, e mais bonito, onde respirar o ar do campo apenas sabia melhor do que nos outros dias.
Esperava-nos um banquete digno de muito boas divindades, com o belo do pastelinho de bacalhau que eu tanto tinha pedinchado aos anfitriões.
Logo após um almoço bem disposto e toda a gente de estômago bem composto, fomos relaxar, ora com uns toques na bola, um passeio de bicicleta, até que nos decidimos por ir para uma praia fluvial.
Fomos para a praia fluvial, onde ainda não havia condições para banho, então as mulheres dedicaram-se aos banhos de sol, e os homens aproveitaram um bom relvado para mais uns toques na bola, que acabaram por fazer algumas vitimas.
Já está na hora de dar mais uma volta, e vislumbrar mais paisagens de apaziguar a alma.
Queríamos ir para a serra, e de facto foi lá que fomos, passamos pela casa da avó da nossa anfitriã, um casarão antigo, muito bonito, com paisagens reconfortantes, e onde acabaríamos por decidir passar a noite.
Subimos até à serra, observar Castelo Branco ao longe, parecia estar a ser coberto por uma suava manta de sol que brilhava dourado sobre verdejantes planos de terra.
Com uma paisagem tão bonita começou uma desenfreada sessão de fotos, uma atrás da outra, todos os disparos das máquinas acabavam por dar réplicas visuais de uma beleza que só aprecia quem lá esteve.
Descendo mais um pouco encontrava-se uma nascente onde se bebeu agua, mas também ai a paisagem era tão bonita que mais fotos se tiraram, foi uma paragem para beber agua, uma agua tão suave como fria, gelou as mãos, mas matou a sede de uma maneira tão aprazível.
Descendo agora a serra, queria eu ficar embalado em tão belas imagens da natureza, ainda mais belas e reconfortantes por poder partilha-las com as pessoas de quem gosto.
Chegando à base, quis o céu mostrar o açougue, e peço desculpa se me enganei no nome, mas para compensar descrevo.
Trata-se não mais de uma pequena cascata, ou cachoeira como quiserem chamar, e como muitas pequenas coisas, comportava em si uma beleza incomensurável, onde se sentia uma paz, a calmaria do repouso, o silêncio apenas perturbado pelo som relaxante da água que nos embalava até que entrássemos em tréguas com os problemas que nos atormentam o espírito, atingindo uma verdadeira paz de alma propicia a um momento de reflexão acompanhado do inspirar de uma brisa carregada de um perfume natural por si só com um travo a vaidade que emanava toda aquela beleza.
Depois de muitos flashes disparados, voltamos para casa com um sorriso, por um dia que estava a ser tão bem passado, seguiram-se cantorias e o jantar.
Mais uma vez refastelados com tão magnifico repasto, as mulheres decidiram levantar a mesa e tratar da loiça, enquanto os homens ficaram agarrados ao vinho, sei que não foi isto que me ensinaste mãe, mas o vinho era mesmo bom e até tentamos oferecer ajuda, nem que fosse com o olhar.
O clima era de tão boa disposição que se seguiu uma desgarrada entre homens e mulheres, como se duas claques entoassem cânticos, uma para a outra, era a guerra dos sexos elevada a um estilo musical e bem disposto, como qualquer desgarrada deve ser, pura brincadeira que entreteve os dois lados, acabando por ganharem os homens, apesar da grande sova que levamos ao inicio, mas a voz masculina de rouxinol embriagado acabou por afugentar as mulheres, pelo facto de tal ter ocorrido reivindicamos a vitória, apenas digo uma coisa, que machos.
As meninas foram se aperaltar enquanto os mancebos ficavam ainda agarrados ao vinho, estava frio e poucas eram as maneiras de aquecer, depois disso despedimo-nos de quem tão amavelmente nos recebeu, com direito a todas as mordomias e miminhos impossíveis de agradecer, de tanta generosidade empregue.
Fomos tomar um copo a um bar chamado LP, mas como já se fazia tarde e as hostes necessitavam de descanso e então fomos para o lar que nos daria albergue nessa noite, entramos, vislumbramos uma bela casa, e depressa escolhemos os quartos onde dormir, visto que maioria não queria dormir acompanhado, pelo menos mal acompanhado.
Fim do serão, jogou-se uma cartada e conversa fiada, depressa chegou o sono, e o frio também convidava ao repouso num leito aquecido.
Depois de um dia maravilhoso, cheio de energia empregue, foi bom o descanso, soube bem o repouso, apenas com o contratempo de ser hora de ir embora de um lugar em que não me importava de ficar feito cativo.
Lá fomos em caminho de volta a Lisboa, levamos menos tempo, visto não apanharmos tanto transito devido ás obras, antes fomos tomar o pequeno almoço à Sertã, e cada vez menos eu queria ir embora, cada mais me agarrava aqueles lugares de uma beleza tão apaziguadora, e confesso que assim me parecia devido a uma bela companhia que me foi proporcionada naquele grupo de grandes amigos.
Já em Lisboa, aquele lugar deixava saudade, com muita pena não passava mais tempo com aquelas pessoas de quem eu tanto gosto, que tantos momentos de felicidade me proporcionaram em tempos que para mim se tinham tornado tão insignificantes, foi bom pelo lugar, de uma beleza convidativa ao saciar do espírito, mas sem dúvida foi bem melhor pela companhia, e isso digo sem qualquer tipo de dúvida, e a todos eles gostava de agradecer pelos bons momentos passados, acreditem quando digo que senti que tinha ali uma família, apenas faltavam alguns membros.
Peço desculpa se este post não corresponder ás expectativas daqueles que esperavam que eu fizesse um texto sobre um momento inesquecível, mas confesso que se não descrevi tudo como deveria ser, e não é nada mais do que puro egoísmo da minha parte, que com tanta ânsia por momentos de felicidade, decidi guardar para mim a recordação de tão bons momentos passados com as pessoas que sabem do que falo.
E mais uma vez peço desculpa ao céu que em si acolheu tantas estrelinhas, não sei descrever melhor as alegrias que vocês me proporcionam, apenas pelo facto de que ao vivê-las não quero já mais perdê-las, e não quero que as invadam, talvez por puro egoísmo, talvez por um forte sentimento que nutro por todos vocês.
segunda-feira, maio 23, 2005
No pulsar ritmado do coração, batem as asas de um sonho, o de ser Campeão.
Benfica Campeão 2004/2005 a 22 de Maio de 2005.
Que este dia fique gravado para sempre na memória de quem desejou, no coração de quem sonhou, e na alma de quem esperou com fé, aguardou com esperança, para poder saudar tão grandiosa instituição.
Glorioso só um, só um clube possui esse titulo, só uma palavra une pela magia do espetáculo tanta, e tanta gente, que se orgulha de fazer parte de uma família, família essa que tanto sofre como festeja em união, por Portugal inteiro, e mesmo até no estrangeiro, só um nome ecoa na batida dos corações que de maneira fervorosa gritam palavras de apoio carregadas de emoção.
Portugal não é fado, futebol e Fátima, Portugal é BENFICA!
Já agora...que aperta a fome, pois são 5h43 da manhã, o Peseiro tinha prometido um jantar do outro lado da segunda circular, a se realizar no fim do campeonato, e por este meio queria pedir se poderia ser realizado o jantar para a semana, e ai já serviam dobradinha ao Benfica.
Que este dia fique gravado para sempre na memória de quem desejou, no coração de quem sonhou, e na alma de quem esperou com fé, aguardou com esperança, para poder saudar tão grandiosa instituição.
Glorioso só um, só um clube possui esse titulo, só uma palavra une pela magia do espetáculo tanta, e tanta gente, que se orgulha de fazer parte de uma família, família essa que tanto sofre como festeja em união, por Portugal inteiro, e mesmo até no estrangeiro, só um nome ecoa na batida dos corações que de maneira fervorosa gritam palavras de apoio carregadas de emoção.
Portugal não é fado, futebol e Fátima, Portugal é BENFICA!
Já agora...que aperta a fome, pois são 5h43 da manhã, o Peseiro tinha prometido um jantar do outro lado da segunda circular, a se realizar no fim do campeonato, e por este meio queria pedir se poderia ser realizado o jantar para a semana, e ai já serviam dobradinha ao Benfica.
quarta-feira, maio 18, 2005
Sometime songs speak right from our mind...
"Split Screen Sadness"
And I don't know where you went when you left me but
Says here in the water you must be gone by now
I can tell somehow
One hand on the trigger of a telephone
Wondering when the call comes
Where you say it's alright
You got your heart right
Maybe I'll sleep inside my coat and
Wait on the porch 'til you come back home
Oh, right
I can't find a flight
We share the sadness
Split screen sadness
Two wrongs make it all alright tonight
All you need is love is a lie cause
We had love but we still said goodbye
Now we're tired, battered fighters
And it stings when it's nobody's fault
Cause there's nothing to blame at the drop of your name
It's only the air you took and the breath you left
Maybe I'll sleep inside my coat and
Wait on the porch 'til you come back home
Oh, rightI can't find a flight
So I'll check the weather wherever you are
Cause I wanna know if you can see the stars tonight
It might be my only right
We share the sadness
Split screen sadness
I called
Because
I just
Need to feel you on the line
Don't hang up this time
And I know it was me who called it over but
I still wish you'd fought me 'til your dying day
Don't let me get away
Cause I can't wait to figure out what's wrong with me
So I can say this is the way that I used to be
There's no substitute for time
Or for the sadness
Split screen sadness
We share the sadness
By : John Mayer
And I don't know where you went when you left me but
Says here in the water you must be gone by now
I can tell somehow
One hand on the trigger of a telephone
Wondering when the call comes
Where you say it's alright
You got your heart right
Maybe I'll sleep inside my coat and
Wait on the porch 'til you come back home
Oh, right
I can't find a flight
We share the sadness
Split screen sadness
Two wrongs make it all alright tonight
All you need is love is a lie cause
We had love but we still said goodbye
Now we're tired, battered fighters
And it stings when it's nobody's fault
Cause there's nothing to blame at the drop of your name
It's only the air you took and the breath you left
Maybe I'll sleep inside my coat and
Wait on the porch 'til you come back home
Oh, rightI can't find a flight
So I'll check the weather wherever you are
Cause I wanna know if you can see the stars tonight
It might be my only right
We share the sadness
Split screen sadness
I called
Because
I just
Need to feel you on the line
Don't hang up this time
And I know it was me who called it over but
I still wish you'd fought me 'til your dying day
Don't let me get away
Cause I can't wait to figure out what's wrong with me
So I can say this is the way that I used to be
There's no substitute for time
Or for the sadness
Split screen sadness
We share the sadness
By : John Mayer
segunda-feira, maio 16, 2005
Só para dizer que sei contar, quando não sei a quantas ando.
Faltam 6 dias, apenas 6 dias, para o dia mais marcante do ano.
E faltam 10 dias para a outra coisa também importante.
E faltam 10 dias para a outra coisa também importante.
sexta-feira, maio 13, 2005
O amor de si mesmo é pai, da dor é amigo, e da felicidade um apaixonado.
Significados são muitos dados rodados por esse mundo.
Certas palavras não vêem descritas no dicionário como a razão ordena, a mais complicada será amor e dai o seu sinónimo paixão.
Não procuro entender no dicionário a etimologia das palavras que para mim são tão dúbias como uma estrela em céu nublado.
A vida ensina que nunca sabemos nada, e mesmo assim infligimos em nós mesmos certos estigmas ao tentar descobrir o que a vida ensina.
O amor será o mais comum dos sentimentos? Será o mais definido dos sentimentos, tem o amor sinónimos, existe algo que se lhe compara, terá ele etimologias diferentes, será uma questão de opinião, será um mal generalizado, será um sonho, um desejo alcançado, um saber destroçado, a maleita do inocente, o beber do crente?
Amor é dar, receber, e acreditar que tudo depende de nós?
O amor é ver, sentir, ouvir, provar com delicadeza todos os simples momentos em que entramos em paz com a nossa mordaz consciência?
Será o amor doença, cura, será a procura, de paz, de alegria, de uma razão para viver?
O amor conduz, cega, leva e trás, um homem à loucura, o amor bebe da essência da pessoa o melhor que ela tem para dar ao mundo, será o amor luz ou escuridão, um misto, uma vastidão?
Será o amor exacto, incerto, estará longe ou perto, o que tem ele a haver com o coração?
Será o amor turvo quando o vemos fugir, será promessa que devemos cumprir, ou um simples passatempo de verão, mata, come, e diz que não.
Que é o amor então? Ninguém sabe ou tem explicação, uma coisa tão óbvia, como a tentação de o sentir, vontade que repele do homem a noção de tudo o que a vida tem a não ser o propósito de amar.
Será o amor um simples suspiro, uma lágrima caída, um riso perdido, uma dor bem latente, alguém sempre ausente?
É o amor pura loucura, fadiga dos deuses que pouco perdura, será perdição, sabedoria, ou aventura, será cansaço e curiosidade para ver o quanto a vida dura?
É amor o tempo que passa, o tempo que vem, ou uma cabaça, de onde se tira a fortuna da espera por um destino qualquer?
São caminhos traçados para correr, percursos trilhados ao longo do ser, é esperar ou lutar, morrer ou viver?
Se tanto nos questionamos, o amor é a dúvida que persiste na nossa alma, que provoca ira, ou nos trás calma, o amor é isso mesmo, o não saber, é deixar correr o tempo, é escolher viver, sentir, provar, que não somos cegos de razão, mas que a nossa essência consegue prever se de facto devemos acreditar no coração.
Certas palavras não vêem descritas no dicionário como a razão ordena, a mais complicada será amor e dai o seu sinónimo paixão.
Não procuro entender no dicionário a etimologia das palavras que para mim são tão dúbias como uma estrela em céu nublado.
A vida ensina que nunca sabemos nada, e mesmo assim infligimos em nós mesmos certos estigmas ao tentar descobrir o que a vida ensina.
O amor será o mais comum dos sentimentos? Será o mais definido dos sentimentos, tem o amor sinónimos, existe algo que se lhe compara, terá ele etimologias diferentes, será uma questão de opinião, será um mal generalizado, será um sonho, um desejo alcançado, um saber destroçado, a maleita do inocente, o beber do crente?
Amor é dar, receber, e acreditar que tudo depende de nós?
O amor é ver, sentir, ouvir, provar com delicadeza todos os simples momentos em que entramos em paz com a nossa mordaz consciência?
Será o amor doença, cura, será a procura, de paz, de alegria, de uma razão para viver?
O amor conduz, cega, leva e trás, um homem à loucura, o amor bebe da essência da pessoa o melhor que ela tem para dar ao mundo, será o amor luz ou escuridão, um misto, uma vastidão?
Será o amor exacto, incerto, estará longe ou perto, o que tem ele a haver com o coração?
Será o amor turvo quando o vemos fugir, será promessa que devemos cumprir, ou um simples passatempo de verão, mata, come, e diz que não.
Que é o amor então? Ninguém sabe ou tem explicação, uma coisa tão óbvia, como a tentação de o sentir, vontade que repele do homem a noção de tudo o que a vida tem a não ser o propósito de amar.
Será o amor um simples suspiro, uma lágrima caída, um riso perdido, uma dor bem latente, alguém sempre ausente?
É o amor pura loucura, fadiga dos deuses que pouco perdura, será perdição, sabedoria, ou aventura, será cansaço e curiosidade para ver o quanto a vida dura?
É amor o tempo que passa, o tempo que vem, ou uma cabaça, de onde se tira a fortuna da espera por um destino qualquer?
São caminhos traçados para correr, percursos trilhados ao longo do ser, é esperar ou lutar, morrer ou viver?
Se tanto nos questionamos, o amor é a dúvida que persiste na nossa alma, que provoca ira, ou nos trás calma, o amor é isso mesmo, o não saber, é deixar correr o tempo, é escolher viver, sentir, provar, que não somos cegos de razão, mas que a nossa essência consegue prever se de facto devemos acreditar no coração.
terça-feira, maio 10, 2005
Amor e liberdade não passam de duas palavras que não rimam.
Nunca pensei que duas linhas rectas paralelas, quase de braço dado, pudessem criar um ângulo de noventa graus, cada uma para seu lado.
Nunca pensei que numa noite de calor pudesse sentir um frio tão grande provocado pelo vazio.
Nunca pensei que dar um passo atrás numa longa caminhada pudesse ser tão insalubre para o esforço.
O problema foi que nunca pensei.
Jamais pedi tamanha dor provida de certeza de que teria de ser assim, nunca fiquei sem opções, mas nunca tive tanta dificuldade em ter de tomar uma opção, entre a vida que sempre quis ter, e a incerteza de que a poderia mesmo ter.
Vivi um sonho onde era feliz, com a intenção de não acordar, mas sabendo que tinha hora para despertar, só pensei que a hora fosse outra.
Foram-se os sonhos, perderam-se as vontades, mas algo me impele de ficar por aqui.
Sei que jamais vou ser feliz, pelo menos como queria, sei que jamais vou sonhar sem estar acordado, com medo de cair na doçura do embale do sono sempre que sentia as tuas mãos no meu rosto.
Perdi aquele calor, perdi toda a luz, a escuridão é bem mais fria e vazia, e até aperta o coração, mas nem por isso ele deixa de bater.
Ainda estou abalado pela descoberta de que não existe o nunca e o sempre, nem estes dois nunca se conheceram, e eu pensava que os conhecia a ambos.
Por agora apesar de triste sinto que ainda não entrei na fase do desespero, e sei que é possível não entrar, mas também sinto que a alma se escondeu no breu.
Anseio pelo dia em que o sol para mim volta a brilhar, não no sentido em que brilha todos os dias para toda a gente, mas sentir aquele toque especifico que tanta força me dava.
Perdi o rumo, e algum sentido da vida, mas sinto que não posso, não devo, nem quero abdicar dela, mas de momento perdi o rasto ao seu sentido.
Viver a vida sem rumo, também é viver, apenas não tenho aquele porto seguro onde me podia abrigar de todos os males do mundo, e de todos os males do mundo o meu não é com certeza o pior, mas a mim é o que mais me diz.
Sinto que o meu coração rejeitou o meu corpo pela atitude tomada pela razão, e se o coração e mente não se entendem significa período de paz, nem que seja na penumbra da tristeza, o coração sofre, a mente sofre, mas ao menos existe consenso.
Foi uma escolha que se fez, não a queria ter feito, mas não me deste hipótese entre viver no medo ou na dor, as duas juntas é que não.
Não deixa de ser estranho, sempre fui muito reservado sobre a minha vida pessoal, sempre quis te resguardar, e a mim próprio, nunca mostrei o que senti a ninguém a não ser a ti, espero que por muito estúpido que seja esse acto tenhas tido apreço nesse gesto de ter confiado em ti, mesmo depois de me desiludires, ainda agora confio, apenas tenho medo de o fazer.
E foi assim que se contou uma história, e nunca ouvi falar de uma história sem fim, só esperava que fosse mais longa a prosa dessa história que não começou por acaso, se fomos escolhidos como personagens dessa história foi por alguma razão, só tenho pena que tenhas saltado logo para o fim sem ler o que vinha a meio.
Nunca pensei que numa noite de calor pudesse sentir um frio tão grande provocado pelo vazio.
Nunca pensei que dar um passo atrás numa longa caminhada pudesse ser tão insalubre para o esforço.
O problema foi que nunca pensei.
Jamais pedi tamanha dor provida de certeza de que teria de ser assim, nunca fiquei sem opções, mas nunca tive tanta dificuldade em ter de tomar uma opção, entre a vida que sempre quis ter, e a incerteza de que a poderia mesmo ter.
Vivi um sonho onde era feliz, com a intenção de não acordar, mas sabendo que tinha hora para despertar, só pensei que a hora fosse outra.
Foram-se os sonhos, perderam-se as vontades, mas algo me impele de ficar por aqui.
Sei que jamais vou ser feliz, pelo menos como queria, sei que jamais vou sonhar sem estar acordado, com medo de cair na doçura do embale do sono sempre que sentia as tuas mãos no meu rosto.
Perdi aquele calor, perdi toda a luz, a escuridão é bem mais fria e vazia, e até aperta o coração, mas nem por isso ele deixa de bater.
Ainda estou abalado pela descoberta de que não existe o nunca e o sempre, nem estes dois nunca se conheceram, e eu pensava que os conhecia a ambos.
Por agora apesar de triste sinto que ainda não entrei na fase do desespero, e sei que é possível não entrar, mas também sinto que a alma se escondeu no breu.
Anseio pelo dia em que o sol para mim volta a brilhar, não no sentido em que brilha todos os dias para toda a gente, mas sentir aquele toque especifico que tanta força me dava.
Perdi o rumo, e algum sentido da vida, mas sinto que não posso, não devo, nem quero abdicar dela, mas de momento perdi o rasto ao seu sentido.
Viver a vida sem rumo, também é viver, apenas não tenho aquele porto seguro onde me podia abrigar de todos os males do mundo, e de todos os males do mundo o meu não é com certeza o pior, mas a mim é o que mais me diz.
Sinto que o meu coração rejeitou o meu corpo pela atitude tomada pela razão, e se o coração e mente não se entendem significa período de paz, nem que seja na penumbra da tristeza, o coração sofre, a mente sofre, mas ao menos existe consenso.
Foi uma escolha que se fez, não a queria ter feito, mas não me deste hipótese entre viver no medo ou na dor, as duas juntas é que não.
Não deixa de ser estranho, sempre fui muito reservado sobre a minha vida pessoal, sempre quis te resguardar, e a mim próprio, nunca mostrei o que senti a ninguém a não ser a ti, espero que por muito estúpido que seja esse acto tenhas tido apreço nesse gesto de ter confiado em ti, mesmo depois de me desiludires, ainda agora confio, apenas tenho medo de o fazer.
E foi assim que se contou uma história, e nunca ouvi falar de uma história sem fim, só esperava que fosse mais longa a prosa dessa história que não começou por acaso, se fomos escolhidos como personagens dessa história foi por alguma razão, só tenho pena que tenhas saltado logo para o fim sem ler o que vinha a meio.
domingo, maio 08, 2005
Classificados de Merda
Procura-se novo sentido para a vida, bom feitio e o menos complicada possivel, de preferência muda, e sem problemas do foro psicológico.
Lésbicas não são problema.
Agora a sério dão-se alvisseras a quem encontrar a merda do sentido que dê à minha vida.
Lésbicas não são problema.
Agora a sério dão-se alvisseras a quem encontrar a merda do sentido que dê à minha vida.
Meio-dia, Sábado 07 de Maio de 2005 - Também acordamos dos sonhos.
Diz-me que tudo isto é um pesadelo onde me matas lentamente, e fazes com que o medo se apodere da minha mente mais uma vez.
Diz-me que tudo não passa de confusões metafóricas que te atormentam a alma por cada vez que te sentes só.
Os pensamentos que te brotam da simples lógica do ser, jamais deveriam poder se apoderar do que sente o teu coração.
Sempre pensei que o amor fosse mais forte do que tudo, e sei que sem dúvida é mais forte do que eu, mas será o amor mais forte do que o medo de perdê-lo?
Também eu sinto-me só, também estou triste, e nem por isso me esqueço do que dá sentido à minha vida.
Também eu me sinto perdido, sei onde é o Norte, mas não consigo encontra-lo de momento, mas jamais o era capaz de abandonar.
O sonhos vão se sentido ameaçados como os castelos de areia com a presença do mar, luto por tudo para que a espuma do mar não chegue nem perto da muralha que cobre o meu futuro, onde se encontra todo o sentido que quis dar à vida.
Subi bem alto, acima de tudo, para dizer com certeza o que te disse com sorrisos infinitos, sempre de coração quente confortado pela certeza do que dizia.
Infinitas foram também as vezes que pensei e não te disse o que o meu coração pedia, com medo de te aborrecer com palavras repetidas carregadas de sentimento.
Passo os dias embriagado pelo sabor que me assola o ser, tantas vezes afectado por um único sentimento nutrido apenas por ti.
Vezes sem conta, foram o numero de momentos em que disse o que queria, mais vezes ainda fiz de ti todo o meu sentido, e sempre com a confiança de quem não se deixava abalar por qualquer dúvida, pois nunca duvidei do que sentia, desde o primeiro suspiro até ao último beijo, mesmo quando acabei de ouvir a tua voz num tom triste, como se tivesses medo de me magoar, mas com vontade de o fazer.
Nunca pensei que me deixasse cair numa teia tão doce como a tua, onde me aconcheguei e procurei conforto, e um remendo para a alma, que vinha sendo rompida pela imaturidade que tinha antes de estar contigo.
Em ti encontrei uma droga, um néctar puro carregado de êxtase, que me deixou completamente viciado, encontrei linha e uma agulha, pelo qual tentei unir o meu coração ao teu, vezes sem conta perfurei o coração, talhei-o a ele e à minha maneira de ser, para que dessa forma te agradasse mais.
O quanto é difícil manter a calma e a esperança quando o nosso coração quer rasgar a carne e a pele de maneira a mergulhar no vazio, apagar, ele não tem medo do escuro, mas a minha mente tem.
Apesar de saber que posso encontrar muita dor nas tuas palavras, não fujo, nem me escondo de forma a não as ouvir. Se queres acabar com um todo que fez de mim a pessoa que sou hoje, pessoa essa que eu aprendi a gostar, fá-lo de maneira rápida, não castigues o meu pobre coração que se meteu a mando da razão, pelo menos não o faças mais uma vez de forma lenta e dolorosa, não sei se aguento.
A maior dor nem vem de te perder, nem é por mim que sofro, apenas sinto que não sabes o que fazes porque não ouves o teu coração, e deixas-te levar pelas palavras trazidas ao vento, e se assim é, não oiças a ventania atroz, antes dá ouvido a uma brisa suave que te levam sempre uma mensagem minha. Eu amo-te, como nunca pensei poder amar, eu amo-te com medo, eu amo-te com desejo, eu amo-te com vontade de te poder dizer que te odeio quando me fazes sofrer, e dize-lo sem medo que penses que esse ódio é passageiro, porque não é.
Eu amo-te pela simples razão desse ser o motivo da minha existência, mas nunca pensei que amar fosse um tão grande atentado à vida. Sei que sem ti sou quase nada, mas contigo dessa forma como ages, sou um suicida em queda livre.
Foi bom enquanto durou, mas a onda do mar foi mais forte que as muralhas dos castelos de areia que fiz para ti, algum dia sabia que o sonho acabaria, só esperava que fosse daqui a 50 anos ou mais, acabou mais cedo, porque teve de ser, perdi o farol, as estrelas e a lua, estou à deriva no mar, no escuro, na brutidão da noite, nem por isso vou deixar de navegar, mas agora sem farol, sem a luz das estrelas, sem a lua para me guiar.
Diz-me que tudo não passa de confusões metafóricas que te atormentam a alma por cada vez que te sentes só.
Os pensamentos que te brotam da simples lógica do ser, jamais deveriam poder se apoderar do que sente o teu coração.
Sempre pensei que o amor fosse mais forte do que tudo, e sei que sem dúvida é mais forte do que eu, mas será o amor mais forte do que o medo de perdê-lo?
Também eu sinto-me só, também estou triste, e nem por isso me esqueço do que dá sentido à minha vida.
Também eu me sinto perdido, sei onde é o Norte, mas não consigo encontra-lo de momento, mas jamais o era capaz de abandonar.
O sonhos vão se sentido ameaçados como os castelos de areia com a presença do mar, luto por tudo para que a espuma do mar não chegue nem perto da muralha que cobre o meu futuro, onde se encontra todo o sentido que quis dar à vida.
Subi bem alto, acima de tudo, para dizer com certeza o que te disse com sorrisos infinitos, sempre de coração quente confortado pela certeza do que dizia.
Infinitas foram também as vezes que pensei e não te disse o que o meu coração pedia, com medo de te aborrecer com palavras repetidas carregadas de sentimento.
Passo os dias embriagado pelo sabor que me assola o ser, tantas vezes afectado por um único sentimento nutrido apenas por ti.
Vezes sem conta, foram o numero de momentos em que disse o que queria, mais vezes ainda fiz de ti todo o meu sentido, e sempre com a confiança de quem não se deixava abalar por qualquer dúvida, pois nunca duvidei do que sentia, desde o primeiro suspiro até ao último beijo, mesmo quando acabei de ouvir a tua voz num tom triste, como se tivesses medo de me magoar, mas com vontade de o fazer.
Nunca pensei que me deixasse cair numa teia tão doce como a tua, onde me aconcheguei e procurei conforto, e um remendo para a alma, que vinha sendo rompida pela imaturidade que tinha antes de estar contigo.
Em ti encontrei uma droga, um néctar puro carregado de êxtase, que me deixou completamente viciado, encontrei linha e uma agulha, pelo qual tentei unir o meu coração ao teu, vezes sem conta perfurei o coração, talhei-o a ele e à minha maneira de ser, para que dessa forma te agradasse mais.
O quanto é difícil manter a calma e a esperança quando o nosso coração quer rasgar a carne e a pele de maneira a mergulhar no vazio, apagar, ele não tem medo do escuro, mas a minha mente tem.
Apesar de saber que posso encontrar muita dor nas tuas palavras, não fujo, nem me escondo de forma a não as ouvir. Se queres acabar com um todo que fez de mim a pessoa que sou hoje, pessoa essa que eu aprendi a gostar, fá-lo de maneira rápida, não castigues o meu pobre coração que se meteu a mando da razão, pelo menos não o faças mais uma vez de forma lenta e dolorosa, não sei se aguento.
A maior dor nem vem de te perder, nem é por mim que sofro, apenas sinto que não sabes o que fazes porque não ouves o teu coração, e deixas-te levar pelas palavras trazidas ao vento, e se assim é, não oiças a ventania atroz, antes dá ouvido a uma brisa suave que te levam sempre uma mensagem minha. Eu amo-te, como nunca pensei poder amar, eu amo-te com medo, eu amo-te com desejo, eu amo-te com vontade de te poder dizer que te odeio quando me fazes sofrer, e dize-lo sem medo que penses que esse ódio é passageiro, porque não é.
Eu amo-te pela simples razão desse ser o motivo da minha existência, mas nunca pensei que amar fosse um tão grande atentado à vida. Sei que sem ti sou quase nada, mas contigo dessa forma como ages, sou um suicida em queda livre.
Foi bom enquanto durou, mas a onda do mar foi mais forte que as muralhas dos castelos de areia que fiz para ti, algum dia sabia que o sonho acabaria, só esperava que fosse daqui a 50 anos ou mais, acabou mais cedo, porque teve de ser, perdi o farol, as estrelas e a lua, estou à deriva no mar, no escuro, na brutidão da noite, nem por isso vou deixar de navegar, mas agora sem farol, sem a luz das estrelas, sem a lua para me guiar.
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