domingo, junho 06, 2004
Claves de Sol e Haxixe...
Já cá faltava o meu comentário ao Rock in Rio. Já há algum tempo que não mexia no computador, e agora estou a reparar que o leite quente com mel que derramou no teclado deu cabo da tecla de espaço que agora parece algo que funciona através de um complexo sistema hidráulico.
Tenho estado a estudar mas sempre que posso mais ao fim da noite ligo a tv na Sic Radical nem que seja para ouvir um pouco de música, embora música seja coisa que não passa muito na emissão do Rock in Rio.
Ouvi alguns concertos de algumas bandas, e na altura teci alguns comentários para comigo mesmo, e outros com as pessoas que me estavam perto.
Sir Paul McCartney infelizmente não passou na Sic Radical, talvez tenha sido um dos melhores espetáculos, pelo menos foi aguardado com grande expectativa.
A partir do dia 29 de Maio começaram a transmitir todos os concertos na Sic Radical, canal número 9 da minha televisão. Rui Veloso e Gilberto Gil não vi sinceramente, estava a preparar-me para jantar na casa da minha irmã. Já os Jet assisti a um bom bocado do seu concerto, e sinceramente a frase chave é, não me disseram nada, absolutamente nada. Pareciam mais uma banda britânica de pouco rendimento e produção, com um estilo ainda um pouco rudimentar. Sinceramente não sei qual a sua nacionalidade, mas até podiam ser do Butão que acho o estilo demasiado rudimentar.
Depois veio o Ben Harper, eu gosto de Ben Harper, posso ser suspeito a falar, mas acho que por parte dele foi um concerto um pouco morto, só no fim começou a animar o público. O seu estilo é sentado na cadeirinha a cantar uma baladazinha, tudo muito smooth, faltava estar com uma bruta moca como de costume, teve um bom solo de guitarra, teve um bom solo de tambores, disse uma coisa ou outra, mas não foi um animador das massas, fez o seu papel. Peter Gabriel também é um cantor que gosto, mas sinceramente não vi o seu concerto, agora sei que tem a fama de ser um animador de massas.
Seether no dia 30 não vi, mas vi o grande concerto dos Xutos e Pontapés, para mim um dos seus melhores concertos, conquistaram o público fizeram a festa, brilharam e encantaram, mostrando que ainda estão em forma, não é como os Rolling Stones, os Xutos estão ai para dar e vender, música portuguesa no seu melhor.
Charlie Brown Junior foi o que posso dizer uma completa cagada. Vieram mais para cantar para o público brasileiro, não tinham quase ninguém a assistir, o vocalista esteve péssimo, o som saiu merdoso, a escolha das músicas foi lamentável e não percebi uma única palavra dita do palco.
Kings of Leon tiveram um espetáculo mediano, fizeram o seu papel, teem algum talento e são uma banda com boa margem de progressão, deram o seu espetáculo e fizeram o que lhes era pedido.
Evanescence deixou um pouco a desejar, disseram que a moça estava com amigdalite, mas o certo é que a
sua voz límpida e cativante é muito bonita quando produzida em estúdio, ao vivo é sempre diferente. Deram o espetáculo, animaram a malta mas esperava-se mais desta banda tão popular. Amy Lee as melhoras para a tua amigdalite, mas pelo menos não foste cantar em playback.
Já agora na música Wake Me Up Inside, impressão minha ou o segundo vocalista que faz dueto com Amy Lee também estava com uma ligeira amigdalite, praticamente não o ouvi e supostamente tem uma voz muito forte, problemas técnicos?
Foo Fighters, costumam ser senhores do espetáculo em cima do palco, cheios de irreverência e
maluquice, mas desta vez apenas tocaram, fizeram o que tinham a fazer, também apenas vi parte do concerto.
A 4 de Junho no Rock in Rio foi dia de metal, Civic não vi, Monspell também não, Sepultura fizeram o seu papel, animaram um pouco mais para o fim, mas a música não se percebia um rego.
Slipknot era fã uns anos atrás, mas sinceramente hoje em dia acho que são apenas um bando de palhaços que cantam algo que ninguém percebe, teem uma ou outra música boa, mas de resto não valem corno. Levaram a bandeira de Portugal para o palco andaram com ela de um lado para o outro, rodopiaram a cabeça, parecia um espetáculo do circo Chen, só me admira não terem usado a bandeira como fralda.
Metallica...já gostei deles, hoje acho que são simplesmente um nojo, deram pouco espetáculo, fizeram o que tinham de fazer e foram embora, nada que não esperasse.
Pois é esqueci-me dos Incubus, mas esses nem se fizeram notar, são uma das minhas bandas favoritas, mas sinceramente esperava mais, muito mais, mas depois de Slipknot também desanimei.
O melhor dia foi o de 5 de Junho, ou então não. Nuno Norte não vi, João Pedro Pais mudei de canal, Sugababes tiveram lá como se fosse uma aula de step, espetáculo muito fraco, Britney Spears, pois essa, essa não me desiludiu, cantou mal como a merda como sempre, a música desse ser é uma merda completa de cima abaixo, do mais asqueroso e rafeiro que pode haver, até gosto mais da Shakira que dessa gaja. A sorte do público foi que o concerto foi todo em playback, o que salvou milhares de pessoas do desafinar ensurdecedor da Britney, vestida a condizer com o seu estilo, uma rameira excêntrica acabada de sair de um bordel após uma foda com a equipe Senegalesa de basquete.
Sinceramente ouvir na tv que pessoal pagou mais de 50€ só para ver a gaja de perto, fossem esgalhar à pala da Rosa Mota que tinham maior proveito.
Black Eyed Peas, os salvadores da noite, os gajos que compensaram a Britney e os 50€ gastos. Sinceramente é uma banda que não apreciava, nem tinha grande conhecimento da sua existência, estilo hip hop, não desgosto, mas não é o meu estilo favorito, teem uma ou duas músicas que dão na disco, atingiram a fama recentemente, sinceramente estava à espera de uma bela merda.
Brilharam, encantaram, e até me levaram a abanar o pé. Entregaram-se completamente ao público, prenderam-me ao écran, interagiram com o público com um à vontade impressionante, deram tudo de si, saltaram, dançaram, cantaram, rimaram, entoaram o nome do nosso país várias vezes, foram bajuladores até não mais, mas foram com muito estilo e julgo que com alguma sinceridade. Duvido que seja todos os dias que teem 72 mil pessoas a gritar porque eles pedem, a saltar porque eles pedem, a colaborar com abanda a 100%. Deram a noção no final do concerto de que são peritos na área musical, solo de guitarra de trompete e de saxofone, simplesmente bestial, e melhor que tudo disseram a verdade quanto ao merdas do Bush. O mais importante foi a vertente solidária e pacifista que tiveram, pediram paz, justiça, amor, ajuda entre os povos, ingenuidade total, muito sentida e muito apreciada pelo público, afinal o Rock in Rio é por um mundo melhor. ($M$U$N$D$O $M$E$L$H$O$R)
Daniela Mercury vi muito pouco, mas animou a multidão com a sua energia, e deixou muita gente colada ao pé do palco quando estava o Dj Carl Cox (só os trocadilhos que se faz á pala do homem) ali na ao lado na tenda raízes a bombar, sinceramente não sei se estava mesmo. Daniela com o seu jeito de animadora nata, manteve o público bem vidrado nas suas roupas e nos seus movimentos, envolveu capoeira no espetáculo o que aumentou o interesse do muito publico jovem que lá se encontrava.
Hoje é o ultimo dia do Rock in Rio, temos pena, ou então não, já se aproxima o Euro 2004, isso é que interessa.
Luis Represas passa á frente, Ivete Sangalo pode dar um bom espetáculo tem perfil para isso, além de ser gira como tudo. Alejandro Sanz vai com certeza cativar a atenção de Carlos Castro e Castelo Branco, vai ser um fartote de azeitonas disparadas pela retaguarda. Alicia Keys nem sei bem o que é mas sinceramente não me interessa, espero que faça um bom espetáculo, Sting é um bom cantor, muitas músicas conhecidas e bem produzidas, esperamos alguns hits dos Police, tudo menos Craig Davies ou lá como é, vai ser um estilo um pouco mais Paul McCartney.
Para finalizar com estilo, Pedro Abrunhosa vai improvisar uma música ao fazer o relato do recinto no fim dos concertos, invocando os copos vazios, espalhados pelo chão, a senhora da limpeza a dar um safanão, a um caixote do lixo todo pontapeado, uma beata no chão pisada por um gajo qualquer, algo assim do género, Pedro Abrunhosa a fechar o Rock in Rio, e porque não José Cid? Depois querem um mundo melhor, mandem o Abrunhosa para a seleção pá, gatunos, corruptos, chupistas, quer dizer o Baia, ou isso pá.
VIVA a MÚSICA VIVA O SUPER ROCK SUPER BOCK
quinta-feira, junho 03, 2004
Rage or hate? Love or Shit? Shit Poetry... new art style
Nightmares come as they go
Like a gentle wisper blow
Nightmares are dreams
Full of paranoid scream’s
Nightmares are life’s
Cutted down by knife’s
Nightmares are wishes
Full of black poison kisses
Nightmares are love
With the smell of corps above
I’m not afraid of nightmares
I’m more afraid of dream’s
Full of foolish themes
So stupid I wont care
I try to feed
The only seed
Left in me
The seed of joy
Hoping you wont treat me like a toy
No more, I’m free
I hope you’ll see
That I’m not an object
That you can leave behind
I’m not the kind
You can forget
With bitter words
And no regret
I know I’m no Superman
But I’m not, meat in a can
I’m some one that feel’s
That goes running and steal’s
All you’re attention
All of you’re sin’s
Offering you redemption
In gold and silver bin’s…
I hope you give me a chance
Don’t get me wrong
All make you a song
And teatch you the dance
But please
stop eating my flesh
opening my wounds
making me rush
to give you my blood
in a torched spoon
spill all in a major flood
in the floor of the room
where I find you laying
Naked and praying
So I don’t eat your soul
So evil so cold…
SO SCREAM FULL OF FEAR
Make my mind liquid clear
SO STEP AWAY AND FALL
Leave me alone far from them all
SO VANISH LIKE THE WIND
Run the faster you can like ideas in mind
SO LET ME DRINK THE PAIN
Like the blood in a cold chain
SO FUCK ME LIKE AN ANIMAL
Like I was a feelings cannibal
Eating you from the inside out
Making you scream making you shout
SO RIP MY MOUNTH AND MY EYE
Like you promise all in lies
SO GIVE UP, LET ME DIE
Same as dark cloud in the sky
Let me be…
The feelings after you came and save me...
Some words i don't want to say.
I have nothing in my horizon
And my sadness just keep rising
All my happiness and all my hope
Are tied up to the heart by a rope
A rope that make’s me a hangman
It’s not the same as a superman
And I’m weak….
I asked you please don’t go
And you left me all alone
I’m half dead now you’re gone
I can’t stand up, my mind will blow
And I’m weak…
I screamed so you would stay
In my knees, I can’t stop my pray
Please God, don’t let her go away
I need to see her, I need to say
I’m weak…
You’re my hope, you’re my soul
You’re my heart, you’re my all
And I need you so I could live
I need you so I can give
All I got, so I could just be free
I need you so much next to me
Cus I’m weak…
I’m all messed up like a freak
My hope is dry like a dead creek
And I can’t glue or nail my mind
I try to pick up the pieces, that I can find
But I seem so lost so def and blind
I can’t find you, you’re one in a kind
And I’m still weak…
Trying to rise from my fall
Better chose to fly than crawl
In a dark blind man kingdom
I chose to have one eye
Be the better of them all
To fly to the sky, leave the doom
Start to smile and stop to cry
And I’m not weak… now I’m dead…
I can’t focus I rape my head
With foolish thought’s and selfish dreams
My flesh is bruised from you’re screams
The eye’s are burned cus of you’re word’s
That cut my heart and soul like swords
The hard cold metal of you’re smile
Makes me want to redial
You’re infinite number in my phone
Just to ear you’re sweet calm voice
Just to feel the warm of my choice
To never let you go...
Miss You... not that much sucker =P
sexta-feira, maio 28, 2004
E lá vou eu com 38,7º de febre and rising.
As identidades perdidas, são usuais, são freqüentes nesta sociedade em que vivemos.
É raro hoje em dia quem tenha pleno conhecimento da sua identidade, de todas as suas raízes e de toda a sua personalidade.
São poucas as pessoas que nunca se questionaram sobre a sua identidade, que nunca julgaram ter em si outra identidade, uma espécie de heterónimos como tinha Fernando Pessoa.
Eu não sei qual a minha verdadeira identidade, os sonhos são tantos, que não sei quem sou o que quero de onde venho nem para onde vou.
Tudo isto é a filosofia normal de uma vida, parte de um processo diário tentar descobrir o que quero da vida, saber o que ela me dá, tentar agarrar por algum lado.
Pode ser da brutal constipação que me encontro, talvez a febre o calor e suor, talvez promovam alguns delírios, mas sinceramente não sei quem sou.
Procuro constantemente saber quem sou e o que quero, mas muitas das vezes nem procuro com afinco, apenas faço breves reflexões, o certo é que há momentos aonde chego a estar aflito por saber quem sou, mas de novo nem procuro com vontade.
Como, de que maneira, posso eu saber quem sou? Vale a pena? Talvez possa ficar-me por vários heterônimos, mas uma coisa é dar-lhes uma vida no papel, não é tarefa fácil, mas como me desdobro em três identidades e vivo uma vida normal, não no papel, uma vida palpável, real, física, emocional.
Posso ser um individuo com fases de identidade, viver 1 ano como assassino em série, 6 meses como educador de infância e três semanas como guardador de cabras?
Ter fases diferentes de humor é difícil, principalmente para os que me rodeiam, é o mesmo que aturar as mulheres em fases pré-monstruais, ficam com o humor péssimo, teem mudanças repentinas de humor, hora nos dão um abraço como logo a seguir fazem uma chave de braço e partem-nos o rádio (osso).
Que fazer caso uma pessoa tenha várias crises de identidade, comprar roupa a mais, de estilos diferentes? Fazer dois cortes de cabelo rapar a metade direita da cabeça e fazer rastas na outra?
Sinceramente não sei como se lida com crises de identidade, acho que não é coisa para se lidar. Grande parte das vezes são passageiras essas crises, mas ao mesmo tempo teem carácter permanente, estão constantemente a chegar e a partir, logo não sei se são passageiras por não durarem muito tempo, se são permanente por estarem sempre a aparecer.
Sinceramente não sei nada, até a frase só sei que nada sei, parece-me de uma imbecilidade extraordinária, se só sabe que nada sabe então como sabia que nada sabia, e é constante estes trocadilhos na filosofia, quem não sabe não teme, se não sabem como sabem do que temer, quem não deve não teme, tão agora tenho de andar com medo se tiver a dever 5 centimos ao Zica?
Os filósofos não nos ajudaram em muito, a maior coisa que fizeram foi em prole da igualdade, a universalização da dúvida, das questões filosóficas mais abrangentes, quem somos, de onde vimos, para onde vamos, que cuecas usar hoje.
Foi isto acompanhado de umas histórias de sodomia que nos deixaram esses filósofos gregos, esse povo que foi responsável pela gestação de tão belas ciências como a matemática, filosofia, tudo matérias com que os portugueses se dão muito bem.
Se tivéssemos um passo à frente dos gregos, tínhamos revolucionado essas ciências todas, em todas elas incluíamos música, futebol e gastronomia.
Na história de que momentos podemos nos orgulhar seriamente? De descobrir África, e depois explorar todos os povos que lá encontramos, de sermos impulsionadores da escravatura racial, apesar de já muito antes se promover a escravatura, mas era em guerras, não em comercio.
Foi Colombo que descobriu a América, mas nós portugueses fornecemos África, que para os EUA apenas significa uma coisa, lucro. Escravatura veio de lá, e de alguns povos índios, mas esses como jogavam em casa foram mortos pelos Ianques.
África, ouro, diamantes, petróleo, e em troca fomentamos guerras, vendemos armas e fomentamos guerras, e para disfarçar mandamos pacotinhos de maionese e ketchup junto com os hamburgers que enviam para lá e que em troca pedem uma data de petrodólares ou diamantes.
Portugal pode se orgulhar de quê? Claro que podemos ter orgulho em andar a brincar ás espadinhas com os espanhóis, os descobrimentos, mas comparado a outros povos, como os gregos, ingleses, asiáticos, podemos nos gabar de que história?
O maior problema de crise de identidade é esse, é que a nível internacional somos uma colónia espanhola, o Brasil é que nos descobriu, os Açores são americanos, o Figo é espanhol, e ao mesmo tempo é o maior símbolo desta nossa região espanhola, até os Bascos teem mais identidade que nós, mas porque raio nos agarramos ás glórias do passada, que até nem foram assim nada demais, porque raio não evoluir?
Se calhar até estamos evoluídos, de tal modo que ninguém sabe quem é, ninguém sabe qual é o símbolo de Portugal, qual a nossa imagem no estrangeiro?
Sinceramente estou-me a cagar, mais importante é a nossa imagem para nós mesmos, para nós portugueses, povo patriota, qual a imagem de Portugal?
Quais os nossos símbolos, quais são as nossas glórias? Quais são os nossos sonhos e objectivos, como nos classificamos? Se calhar isso nem importa a ninguém, somos de tal maneira evoluídos e avançados que nem nos preocupamos com isso. Objectivos para quê? O que preocupa as pessoas é ter algo com que pagar a comida no fim do mês, mas só depois de comprar o carro e a casa, a comida lá se arranja.
Querem todos enriquecer sem mexer um dedo, também eu não censuro ninguém, mas se meterem a mão na consciência, alguém sinceramente julga que pode enriquecer sem fazer nada, sem saber a sua verdadeira identidade, sem objectivos, sem luta?
Ok a corrupção até está a dar aqui neste nosso cantinho à Beira-Mar (sem querer incriminar alguém). Não queremos cá os imigrantes, os Ucranianos, os Paquistaneses, os Africanos, todos fora, tão a roubar emprego aos portugueses, é assim mesmo, rua, vota CDS para pôr esses animais todos na rua, queremos o trabalho só para nós, ficarmos de cu na cadeira a receber a pensão. Se não fossem os imigrantes, nem quero imaginar a situação deste sitio, se não fosse por mão de obra, muitas das vezes mais qualificada, nem queria saber o que era de Portugal, num raio de uma nação onde por uma ninharia, milhares de pessoas de outros povos, dão o couro dia a dia, de sol a sol, ainda há quem se dê ao luxo de ser racista e guiar um Jaguar e um Mercedes, receber dinheiro e apoios de todo o lado, e dizer que tudo está bem, tudo na descontração, relax, no problem, o estado da nação vai de vento em popa, e são uns mentirosos de uns gatunos e chupistas do crlh.
Isto é do caraças, ninguém sabe o que é nem o que quer ser, assim vamos todos ser o quê, eu não gosto de imitadores por isso ai de quem seja pobre, cá em Portugal ninguém gosta de ser igual a ninguém, já viram como é se formos todos pobres, que balburdia, numa situação dessas tínhamos uma Ministra das Finanças que além de filha do diabo, é filha do FMI também, Deus nos livre disso acontecer.
Tudo começou na porra de um post sobre não sei o que, escrevi porque me apeteceu escrever, inicialmente ia falar mal dos jogadores do sporting que fizeram uma má figura no Europeu de Sub-21, mas achei que nem mereciam comentário, depois comecei a escrever sobre a minha falta de identidade, motivado pela Xiribitatatata, que não assina com o nome, e acabei por falar mal da terrinha que me abriga.
A culpa é da febre, morre maldita, não está aqui o Ben Hur para dar cabo de ti mas tenho o Ben-u-ron. para te fecundar as hastes. (trocadilhos médicos)
Está ai a chegar o Fim-de-semana, vão todos ao cinema pá... escolhas não faltam.
Pedro Almodóvar é sem dúvida um dos melhores realizadores europeus de sempre, tirando Bergman e poucos mais, será sem dúvida um dos cinco melhores realizadores europeus de sempre, e está nos vinte primeiros mundiais com nomes como Tim Burton, Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Ron Howard, Peter Jackson, os irmãos Wachowski, Steven Soderbergh, John McTiernan, Ridley Scott, Wolfgang Petersen, Oliver Stone, Roland Emmerich, e muitos mais.
O último filme de Almodóvar depois de dois brilhantes filmes como foram o Hable con ella (2002) e o Todo sobre mi madre (1999), é o filme que acabou de estrear em Portugal intitulado de La Mala Educación (2004).
Este filme retrata uma série de abusos num colégio católico durante a época do ditador Franco, com a euforia dos anos 80 em Espanha, envolve um rapaz, um padre, a igreja ligada ao assédio, e como tem sido hábito de Pedro Almodóvar, o tema da homossexualidade, e tal como no filme de 1999, Todo sobre mi madre, volta a inserir um travesti no filme. Esse papel é interpretado pelo jovem actor mexicano Gael García Bernal, o mesmo que interpretou o papel de Padre Amaro, no filme realizado por Carlos Carrera utilizando a obra de Eça de Queirós, o Crime do Padre Amaro.
Este actor está sem dúvida ligado a filmes que envolvem a religião, tema que nos últimos tempos tem sido muito explorado em vários filmes, desde Sleepers em 1996 até à Paixão de Cristo de 2004.
Gael García Bernal teve o seu ascendente no Festival de Cannes após o filme de 2002, Crime do Padre Amaro, e passou do papel de padre para o papel de travesti.
O filme é bom e recomenda-se, basta dizer que tem o toque irreverente e critico de Pedro Almodóvar.
Outro filme que conta com o veterano Dennis Quaid e a linda actriz Emmy Rossum, e que vale sem dúvida a pena ver e pagar bilhete, é o filme datado deste ano, Day After Tomorrow, do mesmo realizador do filme Independence Day de 1996, Roland Emmerich.
Um filme que retrata o último dia do mundo após uma sucessão de catástrofes naturais, devido à camada de ozono e ao spray’s que as meninas usam para pôr no cabelo.
Um filme que sem dúvida vai agradar a todos, até aos islâmicos que podem ver a destruição completa de Nova Iorque, com uma gigantesca onda de seu nome Tsunami, habitual no Pacifico.
Outro filme recomendado é o filme Tróia, com participação de nomes conhecidos como Brad Pitt, Eric Bana do filme Hulk, Orlando Bloom que participou na saga Lord of The Rings como o elfo Legolas, e o realizador alemão Wolfgang Petersen, realizador de filmes como Air Force One e The Perfect Storm.
O filme retrata o facto histórico da batalha de Tróia, envolvendo uma grande briga entre Menelaus e Paris por causa da vacória da Helen, as mulheres só arranjam confusão, e Helena mulher do Rei de Esparta Menelaus conseguiu meter a União Grega liderada por Agamemnon à turra com os Troianos de quem figuras principais eram os irmãos Hector e Paris.
Depois até vem à baila a história do cavalo de Tróia, devido à grande habilidade de domar cavalos dos troianos, e tudo ali perto da terra da sarrrdinha, tudo aqui em Portugal, ao trabalho que estes gregos se deram, dai veio a expressão, agradar a gregos e a troianos, por causa da Helena que não sabia que narso acarinhar, se um grego se um troiano, logo não podia agradar aos dois, poder podia, mas acho que o ménage a trois naquela época não era prática comum.
É estranho, mas o povo espartano cultivava a sodomia entre os soldados que eram treinados desde os sete anos de idade, de modo a que estes criassem laços não só de camaradagem mas também afectivos, fazendo com que os espartanos lutassem ao lado dos seus amantes, além de usarem cabelos longos e encaracolados para assustar os inimigos. (e ainda dizem que o canal História não compensa, sem dúvida a história é instigadora de curiosidade e interesse)
Pá ó Miguel podias ter dominado esta época com a tua rotice toda...
quinta-feira, maio 27, 2004
Somos Felizes a Cantar o Fado...És Grande AH FADISTA...FORÇA ROUXINOL
Isto de andar a ouvir o Fado do Estudante lembrou-me desta pequena cantiguinha que me mandaram para o mail tempos atrás. Cá vai Esdruball Rouxinol e o seu fadinho das batatinhas...
Fado das Batatinhas
MAL O ANO COMEÇOU
COM AS AMBIÇÕES INTACTAS
DERAM UM SALTINHO AO PORTO
VIERAM COM 4 BATATAS
FOI AI QUE DESCOBRIRAM
E ADOPTARAM NOVO LEMA
"SEMPRE QUE SOMOS ENRABADOS
A CULPA É DO SISTEMA"
VIERAM DEPOIS UNS TURQUINHOS
QUE NINGÚEM SABIA O NOME
DEIXARAM TRÊS BATATINHAS
PARA LHES MATAR A FOME
VEJAM LÁ ESTA DESGRAÇA
DA EUROPA FORAM EMBORA
NÃO GANHAM NADA CÁ DENTRO
QUANTO MAIS GANHAR LÁ FORA
A SEGUIR VIERAM UNS MOÇOS
LÁ DA TERRA DA SARRRDINHA
NÃO OFERECERAM TREMOÇOS
MAS DERAM A "TAL" BATATINHA
ORA LÁ SE FOI A TAÇA
O MUNDO NÃO VAI ACABAR
OU ACABAMOS EM PRIMEIRO
OU EM SEGUNDO LUGAR
DO QUE OS LAGARTOS SE ESQUECERAM
SEMPRE COM AQUELE AR RANHOSO
FOI QUE AINDA LHES FALTAVA
ENFARDAR DO GLORIOSO
FOMOS LA AO "WC"
PRA FAZER UM MIJINHA
COMO PROVA DE GRATIDÃO
OFERECEMOS UMA BATATINHA
FOI UMA FESTA BONITA
MUITOS RISOS E ABRAÇOS
PARECIA QUE ESTAVAMOS NO CIRCO
ATÉ ENTRARAM PALHAÇOS
A CONCLUSÃO A QUE SE CHEGA
NUMA TIRADA FINAL
PARA QUÊ UM ESTADIO NOVO
SE A MERDA É SEMPRE IGUAL
Dedicado ao Zica, e a todos os bem humorados sportinguistas que conheço, especialmente para o Alguidar Pneumático que tem o blog todo em verde :)
O tema não é da minha autoria, não tenho qualquer responsabilidade na sua gestação, apenas na sua difusão.
Isto de estar sempre a meter um título é que me dá cabo do juízo.
Se algo não falta no mundo são manias.
Os betinhos são cheios de manias, então as betinhas, deus nos livre.
As manias vão desde a forma de andar, de vestir, de falar, de gesticular, uma ideologia pode ser uma mania, uma mania é a repetição casmurra de uma acção, já nem se faz por ser necessário, nem se faz por comodismo, faz-se porque sim, e ninguém tem nada a haver com isso.
Estava a conversar no MSN com o Zica e falamos de manias, de uma mania dele na escrita bloguistica.
Foi ai que comecei a pensar, eu devo estar pejado de manias, mas não sei quais, uma pessoa muitas vezes é totalmente inconsciente quanto aos seus maneirismos.
Como eu tenho a mania que eu não interesso para nada, mania que por acaso é a realidade, comecei a pensar em manias de pessoas que conheço.
Eu tenho a mania de falar das pessoas sem pedir autorização, e tenho a mania de pô-las zangadas comigo quando falo delas sem autorização. Já começo a descobrir manias, mas pensando bem não sei se são mesmo manias, não interessa.
A começar pela família, que dificilmente ficam chateados comigo por causa da publicidade que lhes faço, também nunca vêem aqui a este espaço.
O meu Pai tem algumas manias, mas a mais freqüente é a mania de que é filosofo, e de facto é, mas para qualquer tópico de conversa arranja uma teoria filosófica, toda elaborada e floreada com ética e moral, até que finalmente decide passar o sal.
O meu Pai não cozinha nada, talvez faça uns ovos e mete um bife na frigideira, abre um pão mas mais que isso duvido, já ouvi histórias que sabia fazer sopa, de pacote, mas como não cozinha tem sempre a mania de servir todos os que estão na mesa, e põem sempre mais no prato do que as pessoas querem, além de lavar os pratos, o que é bom para a minha Mãe que já teve o trabalho a cozinhar, mas nunca ninguém lá em casa pode servir-se tem de ser o meu Pai.
A minha Mãe não é de ter muitas manias, muitas vezes a maior mania é a de espicaçar e sorrir ao mesmo tempo, como se fosse um forcado a brincar à apanhada com o touro, fora isso não tem muitas manias, além de coçar a cabeça e enrolar o cabelo, pode ter a mania dos joguinhos na Internet, e o facto de não conseguir dormir sem o meu Pai.
Podia ir para os meus irmãos, e vou mesmo, mas de maneira resumida, alguns deles é difícil de apontar manias, mas a minha irmã Joana tem a mania de que pode resolver tudo, a chatice é que a falar resolve mesmo, tem a mania que é tudo como ela quer, ela é muito meiga e afectiva, mas não lhe toquem numa ferida pelo bem da humanidade.
O meu irmão Rodrigo é das pessoas mais inteligentes que conheço, sabe de tudo um pouco, anda sempre bem informado, mas tem mania que tem sempre razão e que tudo o que ele diz impera. A minha irmã Catarina tem algumas manias mas nada de grave, talvez a maior mania é de que não gosto dela, o que é uma vil mentira pelo qual já a ameacei de cortar a língua...(agora vinha aqui um lol, mas acho que um lol é uma coisa muito estúpida).
Estou a pensar se falo de manias de amigos, pode ser perigoso, há sempre represálias, mas que se lixe. O Zica deixo para o fim, agora o Nélio é o primeiro, o grande Nélio, tem sempre a mania de que não sabe cantar, e não sabe, mas mesmo assim tenta sempre que pode presentear-nos com a sua estridente voz, que de agudo tem muito mais do que se pedia.
O Telmo é o nosso guia espiritual, o xamã da turma, provido de sapiência e bom senso até não mais, tem a mania de que tem de ser muito gentleman para todas as raparigas, e que devemos amar os nossos amigos e inimigos, para ele tudo é bonito neste mundo, sorte tem ele de ver o mundo assim.
A Catarina, tem sempre a mania que ela é que sabe, ela é que tem a razão, é um bocado a mistura do meu irmão Rodrigo com a minha irmã Joana, é muito meiga e carinhosa, ajuda muito, mas não lhe pisem os calos.
A Raquel tem a mania que é gira, que se pode fazer? Ok ela até é gira. Tenho muitos amigos com manias que podia referir, o Luís tem mania que sabe tudo de música, sabe muito, mas por vezes falha, mas é uma pessoa muito inteligente, existem várias manias de várias pessoas. O Zica, rapaz cheio de manias, talvez porque é daquelas pessoas de quem estou mais próximo, é como um irmão para mim, não que me faltem irmãos, mas é sem dúvida um amigo especial, tanto como os outros, mas talvez esteja mais perto dele porque falo mais com ele e partilhamos o projecto do blog, é alguém que eu percebo e que me percebe.
Podia dizer várias manias que encontro nele, mas acho que são saudáveis, são raras as manias que mencionei ao longo do post, que não são a realidade, são escassas aquelas que não são da essência da pessoa, são a imagem da pessoa, são manias puras e boas, mas a mania do Zica em usar no blog as suas história do Mestre e do Aprendiz, sff, já cansa pá, farto de ouvir histórias do Mestre e do Gafanhoto, ao menos variavas na terminologia, usa Pai e filho, usa animais, o mocho e o rato, qualquer coisa mas o Mestre e o Aprendiz mesmo ao estilo oriental já farta.
Atenção não tenho nada contra o oriente, gosto muito do oriente e das suas culturas, é algo que me cativa muito, mas já estou cansado fogo (para não dizer palavrões a ver se aumento a quantidade de leitores). Xiça Penico...com o camandro...caramba...com o catano e com o caneco. Muda lá o disco ó Zica.
Post das fezes né? Parece que foi escrito por um bovino com cérebro de batráquio. Pá que se esfole a madeira, estou-me a a fecundar para isto, post dos genitais masculinos, isto não vale um cólon.
Nostalgia que me tirou o sono.
O meu amigo Xiribitatatata levou-me hoje a recordar-me da primária.
Tempos gloriosos esses, tempos felizes, pejados de inocência, farto em brincadeiras, correrias, brincar no recreio, as aulas de música (a tocar flauta, mas já sei que vem ai um chorrilho de brincadeira ao juntar palavras como flauta, inocência e brincadeira), educação física, os meus colegas, as fotos anuais da escola.
Maior parte da minha primária foi na Escola do Pinheiro no Imaculado Coração de Maria, mesmo frente a uma igreja e a uma espécie de jardim botânico. Era uma escola pequena, a área total em salas de aulas não era mais de 300 metros quadrados, para quatro turmas da primeira à quarta classe cada uma com mais de 30 alunos, depois tinha um campo desportivo com uma grande árvore bem a meio do campo, o que não dava jeito para os jogos de bola, campo esse com mais de 150 metros quadrados.
Havia três a quatro auxiliares de educação, lembro-me de uma pelo menos, a Dona São, era dos Açores, e a minha professora sempre foi a Dona Eva, cabelos pretos muito batôn, óculos acastanhados lentes escuras, sempre com um sorriso, nariz comprido, cara magra, devia ter os seus 45 anos, ainda foi professora da minha irmã mais nova na escola da Sé, mesmo na baixa do Funchal, perto do Centro Comercial Europa, ainda estive nessa escola na quarta classe só para ter aulas com a Dona Eva que se transferiu para essa escola e eu e mais duas amigas a Sandra e a Ana Sofia fomos para lá.
Mas na escola do Pinheiro é que era, bons tempos, acabado de sair com 4 anos e muito da creche do Til, fui com 5 anos para a escola primária do Pinheiro. Encontrei lá vários colegas da creche, o Ruben Marote o meu melhor amigo, o Daniel de quem o pai era bombeiro, o Duarte, o Ricardo, até um colega do Panamá. Só a Sara, a minha paixão da creche não foi para a Escola do Pinheiro.
No primeiro dia levei uma camisa amarela e verde com uns calções brancos que o meu avô me tinha dado, só não levei a estúpida gravata de elástico que combinava com a camisa. Ao entrar naqueles pequenos portões vi logo o meu melhor amigo, que me recebeu com um pontapé nos genitais, nunca percebi porquê, mas depois da dor já não queria saber, mas suspeito que fosse ainda uma recordação da creche de quando lhe parti os dedos na porta da creche, tinha sido mesmo nos últimos dias.
Vi o Duarte, outro que talvez me fosse massacrar os genitais, visto ter sido por causa dele que levei a primeira carga de porrada na creche por parte da Fátima a minha educadora. É óbvio que tinha feito asneira, mas só lhe atirei umas pedras à cabeça, quem nunca fez isso na creche? Vi o Daniel, morava mesmo ali no Imaculado Coração de Maria, eu vivia na Rua do Cabo na Quinta do Deão, Carne Azeda, éramos praticamente vizinhos, era um grande amigo, tinha uma irmã muito gira, disso tenho a certeza.
Como sempre o primeiro dia foi de choro, choro geral, todos queriam os seus progenitores, queriam ir para casa, eu não fugia à regra. Conheci bons amigos, a Ana Sofia, rapariga de olhos azuis muito bonitos, que chegou a ser minha colega do 11º ao 12º, a Sandra excelente aluna a matemática e com um sorriso muito bonito, o Alexandre, o grandalhão da turma, tinha mais 3 anos que nós, vinha dos Estados Unidos, o Paulo era o outro de 13 anos, era burro mesmo, o João David, rapaz magrinho bem comportado, o bonitão da turma, hoje em dia tem mais de 2 metros, é jogador de basquete.
O Mauricio, o trapalhão, comia borracha, comia pontas de lápis, mucosidades esculpidas, os feijões crus que usávamos para contas, giz, e tudo o que apanhava pelo caminho, no Inverno andava sempre constipado, e as miúdas não gostavam dele por causa do ranho congelado, um dia tomou a liberdade de se assoar com o cachecol de uma amiga, como é óbvio levou umas quantas reguadas. O Vítor era um caso problemático, era muito pobre, o pai tinha graves problemas de alcoolismo, e um dia esfaqueou um professor lá da escola, duvide que fosse por razões académicas do filho, Vitor esse que também proporcionou uma boa cena, descobriram piolhos no rapaz, e deram-lhe banho em frente de toda a gente de mangueira e sabão azul.
Havia, como sempre, a dupla de irmãos terroristas, eram gêmeos, o António e o Duarte II, tinham manias de maus, e só faziam merda, provavelmente eram os que tinham as mãos mais fustigadas das réguadas da Dona Eva, uma régua bem dura se bem me lembro. A Marisa, a bela da Marisa, a ingénua da turma, numa aula apanhou mais de dez borrachas diferentes, teve o infortúnio de levar saia sem cuecas, então foi a diversão do dia. A Vanessa, a morena da turma, tudo de bom naquela rapariga, era da Venezuela, tinha cá um corpaço, vá lá vai.
A Maria João era a tímida, era muito gira, mas era feminista demais, era muito tímida, mas muito talentosa, praticava um ou dois desportos, tocava piano já falava algumas línguas, era a betinha da turma numa escola no meio de uma zona de bairros sociais. O Ricardo era o pequenino que defendia os outros pequeninos, praticava judo, dava porrada em todos os que tinham mais um palmo que ele, defendia os oprimidos.
A Cátia foi a personagem mais cómica que já encontrei, era tal e qual a loira do Sexo e a Cidade em versão mini, sem tirar nem por, era muito divertida, brincalhona, era gira tirando os dentes, mas era burra, burra até doer, não apanhava uma que fosse, quando jogávamos a qualquer coisa a rapariga levava meio recreio a perceber a teoria da apanhada. Tínhamos a Ana Sofia, o anjinho da turma, a rapariga bonita, inteligente, olhinho azul, ar angelical, a minha paixão nos primeiros anos de instrução, andava sempre com a Sandra, outra rapariga muito inteligente.
Lembro-me agora de tanta coisa desses tempos, de levar carrinhos e Transformers para a escola para brincar com os colegas, de jogar futebol, de jogar ao mata, à apanhada, a vários jogos, como a mamã dá licença, ao jogo do lenço, cabra cega (não confundir com a professora de educação física que nos cravava as unhas pejadas de cheiro a tabaco nas orelhas), ao stop, ao macaquinho do chinês (e lá sou eu racista de novo), jogar à macaca, aos berlindes, ao pião, à versão modificada da apanha em que se juntava uma catrafada de apalpadelas, dava tempo para tudo, eram bons tempos.
Preocupações era coisa que não havia. Saudades de subir a uma cadeira para chegar ao negro quadro feito de xisto, pegar no giz, escrever alguma coisa, se alguém falhava levava com a régua na palma da mão, quanto maior o erro ou asneira, ia mesmo nos canhotos, aos betinhos era com o apagador na cabeça.
Saudades daqueles tempos, sem preocupações, sem responsabilidades, sem pensamentos para além da pura diversão e bem estar.
A liberdade, nunca pura mas sempre presente, aproveitada ao máximo, até ao expoente da loucura que era subir a uma árvore e lixar uma colméia de abelhas que depois nos perseguiu para a sala, ai é que foi a balburdia total.
O meu único problema era não poder ter a minha família ali na escola, ali eu reinava, era feliz, brincava, ria, pura felicidade irrefletida, o meu único problema era a falta que sentia da minha mãe, lembro-me de um dia ver a minha mãe a cortar o cabelo, e fui ao lavatório recolhi umas madeixas e guardei dentro de um lenço, levei para a escola sentei-me começou a aula da primeira classe, estávamos a aprender a fazer os m’s, e a professora pediu para desenhar ondas, eu fiz o sol, a ilha e a palmeira, estúpido, mas abri o lenço e pousei os cabelos na mesa para me sentir mais perto da minha mãe, nisto de repente a Ana Sofia sentou-se mesmo ao meu lado e soprou os cabelos para o chão de madeira negra como ébano, e perguntou como é que aquilo podia estar tão sujo que já tinha cabelos nas carteiras.
Sinceramente fiquei calado, mas naquele momento apeteceu levar a mão à testa, à minha e à dela. Há momentos que nunca esqueço, por muito pequeno que fosse, tal como não me esqueço de ter 2 a 3 anos e fugir para o meio da rua saindo a correr da creche da Cegonha, um belo infantário no Bairro do Hospital.
Tanta coisa na memória, tanto momento bom a recordar, tenho pena de não poder voltar a viver momentos desses, mas fico igualmente feliz por alguns que vivo hoje, hoje tenho histórias muito mais mirabolantes para contar com os bons amigos que tenho.
Foi bom recordar.
quarta-feira, maio 26, 2004
Eu é que sei pá?
E ainda não almocei, nem sei se vou almoçar, mas estava aqui a pensar nas últimas coisas que me teem ficado na mente.
Sem ser a miúda dos Fingertips, que dizem que é um gajo, más línguas, invejosos só porque a rapariga tem traços da Christina Aguilera, o que fica retido na mente é o que oiço. Enquanto escrevo tenho a televisão ligada no Sic Noticias, e na ordem do dia está o FCP, e todo o mundo do futebol, como sempre alguma política, um puto que morreu, um acidente de viação, um corrupto qualquer a dar a cara, e penso, é isto que chamam de informação?
Pois é. (In)Felizmente é isto que nos dão como serviço noticioso, é claro que no Sic Noticias sempre fazem a opinião publica, que se revela sempre de extremo interesse, a opinião popular, pejada de faciosismo, de convicções cerradas e impetuosas, com o coração a falar mais que a mente, e assim é que deve ser. Imparcialidade? Está bem está. Hoje em dia não há disso, igualdade é tudo muito bonito mas onde anda?
Respeito? Para isso é preciso ser respeitado e em Portugal paga o justo pelo pecador, não respeito nada nem ninguém enquanto não me respeitarem. Isso é que era bom.
O FCP? É o maior, é o melhor, é o campeão, vai ganhar, e isso tudo bem pode ser verdade, mas alguém perde oportunidade de desrespeitar os outros? De imiscuir terceiros no assunto? De ofender este ou aquele? E o apoio dos outros alguém agradece? Fazem desdém e tudo. Mas neste mundo alguém respeita alguém?
Ninguém vela pelo respeito, e podem fazê-lo? Não há condições, ninguém explica pá, não explicam pá prontos é uma chatice pá.
Muitos valores são esquecidos na onda da liberdade, mas no conservadorismo também se perde progressão e margem de manobra, mas quando essa margem de manobra é muita dá-se azo a abusos, que fazer? Refrear? Encontrar um meio termo? Isso de agradar a Gregos e a Troianos nunca deu resultado. Ficam todos amuados, isto não presta, isto está tudo mal, e realmente estar no centro é mau, ninguém gosta de ir mesmo no meio do elevador, do autocarro, do metro, bom mesmo é estar nos recantos, mas esses são mais escondidos, clandestinos, há quem diga que são radicais e tudo, outros usam extremistas, é por ser nos extremos olha, antes extremistas que exterminadores, mas isso em qualquer lado.
A política é interessante, mas conseguem sempre torná-la chata, é das coisas mais fáceis de fazer, saturar a política, as opiniões. Não há respeito. Ninguém dá o exemplo, somos todos uns coitados a perguntar porquê eu, porquê eu. Somos todos uns coitados pobrezinhos consumistas elitistas, mas somos do povo, somos todos saloios, todos vulgarzinhos vanguardistas, graças a Deus que não devia ser metido ao barulho, o que não falta é infortúnio no meio da estupidez. Somos estúpidos mas é sem querer, a culpa não é de ninguém, aconteceu, acontece todos os dias, a culpa não é da televisão, é o alimento das massas.
A televisão não tem culpa, o poder político não tem culpa, o povo não tem culpa, é tudo anjos no inferno, é tudo infortúnio, é tudo puro acaso, mas ninguém se mexe, e uns dizem que merda de povo este, não faz nada, mas eles também tão de cu na cadeira, olha que bom. Movimento coletivo para alcançar alguma coisa só na bola, é disso que o meu povo gosta, é essa a cultura de um povo.
Será?
Somos um povo rico em cultura, em momentos, em história, temos um orgulho lusitano tão nobre, tão patrióticos que nós somos, quem não gosta de Portugal que vá para Espanha, mas ninguém se inibe de mamar no Estado, é tudo a chupar essas grandes tetas estatais, alimentar em subsídios e baixas e reformas, e queremos mais e choradinho trabalho que é bom está quietinho, mas o povo só trabalha se tiver condições. É verdade, sem condições não há trabalho, sem trabalho não he condições. E então e agora? Vivemos de futebol e sardinha?
Limitamos as conversas ao futebol para não falar de temas sérios e preocupantes, realmente mais vale afastar a desgraça, sempre se poupa em depressivos e álcool. Ai que povo este, tão resignado a glórias de outros tempos, a verdade é que não deixamos de ser grandes, não somos é grande coisa. Ou então até somos, até nisso somo um impasse internacional, todos os anos perdem a cabeça sem saber como nos classificar.
Eu por mim digo viva a democracia, viva a monarquia viva o anarquismo, já estou por tudo, qualquer coisa que traga mudança, farto de estar estagnado, até a circulação sanguínea do Zahovic consegue ser menos estagnada que o estado desta nação.
Já não sei, tirem as vossas elacçoes, cada um com o seu juízo, agora algo não está bem, todos dão palpites, ninguém faz nada, pelo menos não podem dizer que não mantemos as tradições.
Bocage..Bocage seu ordinário..fazes falta num grupo de estudantes universitários.
Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Depois da meia-noite na janela:
Fazê-la vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertá-la nos braços casta e bela:
Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:
Vê-la rendida enfim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
É este o maior gosto que há no mundo.
----------//dividir os poemas porque o Zica pediu, e ele é o dono do blog\\--------------
Vem cá, minha Marília, tão roliça,
So'as bochechas da cor do meu caralho,
Que eu quero ver se os beiços embaralho
Co'esses teus, onde amor a ardência atiça:
Que abrimentos de boca! Tens preguiça?
Hospeda-me entre as pernas este malho,
Que eu te ponho já tesa como um alho;
Ora chega-te a mim, leva esta piça...
Ora mexe... que tal te sabe, amiga?
Então foges c'o sesso? É forte história!
Ele é bom de levar, não, não é viga.
"Eu grito!" (diz a moça merencória).
Pois grita, que espetada nesta espiga
Com porrais salvas cantarei vitória.
Dedicado ao gang do croquete lá da faculdade... vocês sabem quem são =)
Ainda não almocei (ninguem atinge o trocadilho da cedilha)
Que é a vida senão trivialidades diárias, soluções por encontrar, problemas por resolver, momentos a desfrutar, memórias a esquecer.
Não esqueço tudo, apenas lembro-me do que posso, daquilo que cabe em mim.
Arranjo um espaço para a dor, outro para a alegria, momentos para o amor, momentos em euforia, bebendo a seiva do pensamento distante e no entanto tão perto.
Quero voltar a sentir o que sentia, no entanto inibo-me de sentir, já não lá vejo o que via, não te vou mentir.
Estou com medo, as fronteiras que criei entre a dor e a saudade, são linhas muito ténues, maior parte das vezes invadem o espaço uma da outra, misturando-se, criando um espaço em que reina a confusão.
Já nem sei o que mais me dói, se os bons momentos passados, se os obstáculos encontrados, se a dureza das palavras, se a frieza que mostramos.
Que é a vida senão trivialidades, que era do homem sem questões, que era do homem sem complicar as coisas, tornar difícil a vida, rasgar os momentos e no momento seguinte procurar colá-los com arrependimento.
O meu grande amigo costuma usar o ensinamento dos Mestres, mestres na vida, mestres de sapiência reconhecida, mestres que sabem ensinar aquilo que não podem controlar.
Para mim não há mestres, não há quem domine a vida, nem Deus em que tanto acredito é capaz de dominar sentimentos, momentos, emoções, encantamentos, desilusões.
Todos sofrem, ninguém tem a vida perfeita, ninguém, ninguém.
Não sou eu que a quero, sinceramente nem a procuro, e podem dizer que devo lutar por ela tentar conseguir o melhor mesmo que não seja possível alcançar o sonho, não luto pela vida perfeita, não luto pelo que não existe, não luto por algo que não me trás paz e conforto, não luto por algo que não me afaga a face e diz que tudo vai correr bem.
Só quero ser feliz, não de maneira perfeita, não quero uma felicidade omnipresente, uma felicidade constante e arrebatadora, quero uma felicidade simples, que esteja onde tiver de estar, que venha quando tiver de satisfazer a minha necessidade de dar um sorriso, uma felicidade que seja cumpridora do seu dever, não quero viver um sonho, não quero um paraíso, não quero que o mundo que vejo seja um Éden, quero que seja real, mas sempre que possa com um pouco de surrealismo profano, com um momento estagnado no tempo, para que o possa desfrutar com deleite.
Quero uma felicidade obsoleta, opaca, quero ter de procurar a minha felicidade, não quero nada de bandeja, mas no entanto estou cansado de correr.
Já pensei em correr, apanhar, e guardar num frasco, mas a felicidade não é para ser presa, deve ser solta, deve ser livre para melhor proveito, no entanto é embriagante o pensamento de poder ter felicidade na palma da mão. Não quero assim, não quero nada disso, pareço um maluco a falar, e sou um maluco, sou doido, por nada nem por ninguém, sou doido por mim, sou maluco por causa dos pontapés da vida que me danificaram a mente, sou um resignado com alma de lutador.
Não sei o que sou, nem sei o que quero, nem por isso deixo de querer saber quem sou e o que quero, a vida são trivialidades.
(o trocadilho da cedilha é algo que a Dona Eva, a minha professora primária, costumava fazer, ela escrevia "eu almoçei o quê?" e a turma num coro desafinado dizia, a cedilha... fds um gajo já não pode fazer a merda de um trocadilho, comer a cedilha, tirar a cedilha...vejam o post Eu é que sei pá? e está lá escrito almocei. Antes era o parcer, fds comi um aletra olha a merda, escrever mais devagar e rever os textos mas tou a cagar se ficar alg oassim ou faltr uma letra, vocês continuam a ler o mesmo vocábulo, arranjem o que fazer pá :p ) eu almoçei o quê? a cedilha, sempre achei piada a isto e ao meu colega de carteira a comer borracha, que ei de fazer =| bolas catrapázios...
Parabens ó o crlh o que quiserem
Depois da miúda dos Fingertips, um dos meus orgulhos é este blog, o trabalho realizado em si, e todas as baboseiras que lá estão escritas.
Eu sempre quis um muro para graffitar, mas como não me deixam ir à rua tive de me contentar com um blog. Damm.
Eu sou apenas um associado do blog, geralmente não sou apreciado, e na verdade entrei no blog um mês depois do seu nascimento, e não fui parte na sua gestação.
Sou como a escória que vai habitar um bairro que anteriormente era um bairro de bem.
Sei que sou o elo mais fraco do blog, mas ao menos dei jeito no HTML, escrevi um ou dois post’s de qualidade aceitável, pelo menos satisfaz, nem peço um satisfaz bem. O resto foram todos insuficientes, pecadores a nível do incompleto, de joelhos a meio dos trajectos, a minha escrita não evoluiu, o meu cérebro também não.
Este blog tornou-me autodestrutivo, agressivo com a sociedade, transformei-me num ser repugnante e vil, de cara pálida e rugosa, coração de pedra, mãos geladas e pejadas de lágrimas híbridas, banhadas em raiva. Ou isso era antes?
Sinceramente pediram-me para escrever porque esta casa de repasto faz um ano de existência, na verdade estou sem pachorra para escrever seja o que for, por isso limito-me a escrever baboseiras, como de costume.
Queria avisar que o tempo da bandalheira neste blog acabou, exijo respeito quando se fala nesta instituição criada em 1904. Gostava muito de ter a piada do Herman José para vos entreter aqui, mas invejo mais o seu cabelo e é isso o meu objectivo de vida, o blog é só um meio de atingir o fim.
Queria agradecer ao Zica pelo seu bom trabalho...blá blá blá....
Gosto muito deste espaço, e acho que devem visitá-lo mais vezes e deixar muitos comentários...blá blá blá.....
Sei que não gostam de mim...(não vou dizer duh.... é uma palavra que me causa muito remorso e memórias nefastas, completamente embriagadas por dor e na sei o que dos testículos.)
Isto de escrever e ouvir noticias é perigoso, porque vou juntando palavras soltas apanhadas da dicção noticiosa e adicionando a esta prosa de merda, e depois já nem sei o que digo, palavras como esperma congelado podem ser embaraçosas, tal como casal real e Espanha.
Sinceramente tenho sono fico muito feliz pelo blog é um bom trabalho vale a pena o esforço mas agora quero dormir. Obrigado a todos, fiquem na paz de Deus e vão-se tocar à pala da chavala dos Fingertips e da Rosa Mota.
Além de racista não tenho qualquer respeito pela religião, é verdade sou um pecador, sou um pulha um salafrário, sou um altruísta da sacanagem, sou um crápula, um malicioso de mente disforme e Dalizada (qualquer coisa a haver com Salvador Dali), sou um peguilha.
Vão em paz e com as mãos nos bolsos, dêem um sorriso mesmo ás pessoas de quem não gostam, tenham paciência, bebam melaço com cana de açúcar, vão à Nicarágua, morram os fadistas, viva ao ZZZZttttt, que se foda a coca cola, abaixo os pneus continental, viva a LG, para a puta que pariu com a Samsung, viva ao Islamismo, viva os Estados Unidos, morte ao FMI, VIVA José Mário Branco, que se foda a política, os anarquistas, os monárquicos, os liberais, os idealistas, os niilistas, os keynesianos, os kafkanianos, os iranianos, viva os aumentos da gasolina, VIVA VIVA VIVA.
Sem net durante três a quatro dias, o que faz ás pessoas... AI... QUE TRISTE SINA VER-ME ASSIM....
quarta-feira, maio 19, 2004
Mas o que é que é isso ó meu...
Vai realizar-se mais um encontro intitulado de jantar de turma, vão quase todos os indivíduos que teem o inevitável dever, (des)prazer, de se encontrar todos os dias da semana.
É sempre uma tarefa herculiana arranjar uma casa de pasto onde se possa realizar o repasto, com alguma qualidade, barato, e com pinga.
Normalmente vamos a um sitio onde se paga por volta dos 12€ e temos comida e bebida à descrição, nunca é bem à descrição mas o certo é que ninguém passa fome e saem sempre tocados, fracos a beber, deviam ter um fígado esponjoso.
Já fomos a dois restaurantes, não faço publicidade porque era desleal para as outras casas de pasto, posso dizer que eram em Santos e um era o Sapador e o outro o Restaurante Coisas Boas, perto do IADE. Foi bom, comeram todos bem beberam, e já lá vi muitos jantares de aniversários e jantares de turma, aliás foi lá o primeiro.
Já fizemos uma reunião no Chimarrão, restaurante de macho, onde se paga 12€ e come-se até rebentar, aquelas carnes nos espetos, com o sangue ainda a escorrer, ainda com o cheiro a matança, como se nós fossemos os predadores, todos deliciados com tão belo manjar, comer à bruta ali à homem. Pelos vistos foi negado esse pequeno deleite, por causa de uns quantos bêbados nefastos, querem apanhar uma tosga, quando com um bombom com licor fazia o efeito, é como andar com uma bebedeira no bolso.
Então ali na zona do parque das nações onde à uma casa de morfes decente e que puxe pouco pela carteira, não há assim grandes opções, mesmo assim optaram pela única opção que eu não queria, Chinês.
Eu não tenho nada contra esse belo povo oriental, ou contra os seus costumes, agora a gastronomia é um bocado para a brincadeira. Comida chinesa é um bocado como uma malga com duas folhinhas de alface e um pedacinho de tomate que nem dá para as grainhas.
Em primeiro lugar das únicas coisas que não tenho nada de negativo a apontar é a decoração dessas casas de pasto repletas de hentai, até não desgosto da decoração oriental, podiam era deixar de usar o vermelho sangue de boi, já enjoa, qualquer dia parecem casas do Benfica. Quem serve num restaurante chinês normalmente tem sempre tamanho de bolso, parecem chaveiros, é raro o oriental com mais de metro e meio, não há problema, mas ficamos sempre a nos sentir como a Branca de Neve ao ser servidos por anões.
Depois temos sempre de estar atentos e evitar desatar ás gargalhadas sempre que falam, teem sempre a mania de trocar os “r” pelos “l”, sempre foi um fartote de galhofada pedir uma sumol lalanja, ou os clepes, polco doce, etc.
Vamos ao que interessa, a comida, o que interessa num antro de restauração é o seu propósito, o servir a comida, a comida é o conteúdo de todo o propósito, e a comida nos restaurantes chineses, normalmente nem servem para forrar o esôfago quanto mais o estomago. Eu compreendo que eles sejam pequeninos e não comam muito, mas ao virem para Portugal teem de fazer uma pesquisa, somos um povo que tem como prato tradicional o Cozido à Portuguesa, acham mesmo que nos contentamos com algas, bambu, soja e cogumelos acompanhados por um peito de frango que mais parece o forro dos genitais de um pinto?
Mas o que é isto? Onde está a comida? É tudo delicatessen?
Pá os indianos que estão ali ao lado comem com as mãos e os chineses teem a mania das refeições ligth? Os gajos comem com pauzinhos meus amigos, quem é o gajo que leva o pau à boca para comer?
Eu nem precisava dizer mais nada, comida chinesa é rota. Há quem goste tudo bem, eu não aprecio, não digo que seja intragável, mas não aprecio. Pá os gajos são estranhos, servem a porra de um crepe embebido em óleo que dava pa bronzear metade da sua população, e depois para não abusar do coração servem refeições ligeiras? Refeições essas que teem umas misturas um bocado estúpidas, é o mesmo que fazer remix das musicas do José Cid, tão que merda é esta de porco agridoce? Quero carne de porco, e porque raio há de ser essa carne prendada com um travo adocicado?
É para embuchar a refeição e a sobremesa de uma vez? Já agora se forem prendados começam a regar o chao min com café e já nem se toma o cafezinho no fim.
As comidas é tudo com misturas rotas, pato com amêndoas, frango com bambu, bambu é o que comem os pandas mas tão a dizer-nos que temos cara de ursos? Talvez ate temos, quem paga para comer aquelas migalhas pelo amor de deus se não é burro é urso.
Mas serão as misturas saudáveis, não será perigoso se começar a misturar pistachos com iogurte e clara de ovos com tabasco e carne moída embebida em Casal Garcia e Vinagre Rego de Bufa? Meus amigos, os restaurantes chineses são uma farsa, não vou dizer que nunca fui a um, mas rara foi a vez em que tive de pagar o meu prato, e sempre que pedia um prato era o que tivesse mais cozinhado, excetuando a vez em que pedi raviólis chineses e parecia amigdalas envoltas em borracha, de resto peço sempre o pato mais esturricado que há, aquela carne que parece cozinhada com uma lata de desodorizante e um isqueiro, para mim não há cá mariquices de massas três delicias,e chao mins, e pratos nas chapas e porco doce, misturas mariconças.
Depois no fim como sobremesa teem uma bola de gelado frita embebida em rum, mas quer dizer estes gajos teem panca em misturar as fases das refeições, então vão me fritar o gelado misturado com o digestivo? Organizem-se...
No fim o acto mais roto de todos, já é bastante roto usar uma tacinha com água e limão para quando se come coisas com a mão, os gajos no chinês atiram-nos para as mãos uma toalha a ferver par alimpar as mãos, e não há nada mais roto que ver um homem a rir e a dar gritinho sai que isto ta quente, chica isto queima isto devia ser para por nos pés não nas mãos eheheheh...
Dásssilva pá.
Então que é isto, já agora não nos querem cortar o cabelo? Arranjar as unhas? E para tornar a ida ao chinês no dobro da diversão nada como ter um paquistanês a vender flores, como se já não tivesse farto do oriente, ainda me obrigam a snifar rosas com cheiro a interrogações intestinais ao mesmo tempo que como uma coisa que não sei se é vegetal se animal.
Faço sinceros votos que a jantarada não se faça no chinês, que não é digno do nome de casa de pasto, pois há o sério risco de não estar presente.
O Nélio homolga este meu parcer.
terça-feira, maio 18, 2004
Sinceramente não sei...
Eu sei que tu sabes que eu sei que sabes que eu sei o que tu sabes que eu sei.
Agora eu sei o que certas pessoas deviam saber e não sabem.
Mourinho – Pegar num dicionário e descobrir vários significados de modo a aumentar o vocabulário, falta-lhe descobrir que existem determinadas coisas, outras tem em demasia. Por falar em demasia isto rima com azia, algo que está em demasia no treinador do Fcp, palavras como arrogância, humildade, simpatia, sinceridade são também elas palavras chave, umas para mais e outras para menos.
Miguel Sousa Tavares – Palavra chave cérebro, pelo menos um que funcione, nada como os Fiat’s no inverno. Futebol, podia aprender alguma coisa de futebol, excluir termos como faccioso, aprender a diferença entre ala esquerdo e ponta de lança e avançado, aprender algo relacionado com o desporto que tanto gosta de opinar.
Já agora barbeiro também fazia jeito, cabelinho à foda-se não lhe fica muito bem, talvez termo chapada se aplique.
Santana Lopes – Sei que a culpa não é sua pelos erros ortográficos e gramaticais dados nos cartazes para receber quer quem venha ao Europeu de futebol, quer quem venha ao Rock in Rio, quer em português quer em inglês, já agora escrevia Roque ine Riu ou Éro doies milhe i katre. Sei que dava zero erros nos ditados lá nos saudosos tempos da primária, mas responsabilidade é um termo em falta no fundo é responsável pela publicidade feita com o aval da Câmara Municipal de Lisboa, muito mais quando apenas se assina um cartaz com o respectivo logotipo. O maior erro nem é o ortográfico é o solidário e a responsabilidade, também não fui eu que dei azo à camada de ozono, mas provavelmente contribui.
Alexandra Solnado – o termo a aplicar será em sede de língua anglo-saxónica, o termo aplicado é GET A LIFE. Tudo bem fala com Deus, então era isso, posso não ser grande apologista das religiões, acho que são demasiado falíveis para serem seguidas, demasiado incongurgentes para serem credíveis, mas apesar de tudo acredito piamente em Deus. Tudo bem eu também falo para Deus, não com Deus, ele sinceramente não me responde, não sei se é pelo tema da conversa se é pelo facto de Ele não responder a ninguém pelo menos por uma forma de comunicação como a linguagem, nem mesmo a gestual. Agora se acredita que Deus existe e fala com ele veja lá se não foi um orgasmo.
Não queremos confusões, olhe que pode haver quem acredite em si, talvez o Miguel Sousa Tavares. (eu li os livros da sua mãe, gostei, fiquei chocado no 6º ano ao saber que tinha esse individuo como filho)
Morais Sarmento – lâmina de barbear, máquina de barbear, FOICE, objecto cortante, faca da manteiga, algo que dê para fazer a barba, vê-lo nos Laureus de smoking foi emocionante, muito emocionante, parecia um arrumador em noite de gala, melhor mesmo só Rosa Mota e o seu vestido de gala, tal e qual o chupa chupa e o seu invólucro.
Talvez o termo a aprender é imagem, não que seja fundamental, eu não tenho imagem, mas também não me meto em muitos locais públicos, muito menos em eventos com comunicação social.
Estou farto de dizer mal, não é costume, mas à coisas que me tiram do sério, isto tudo começou depois de ouvir o Sousa Tavares a falar sobre futebol... Bandido...ok bandido não, palhaço mesmo. (não ponho FDP porque fica mal e o Zica não deixa, mas a verdade é que FDP é pouco)
domingo, maio 16, 2004
Fados? Dasilva...
Tenho de sentir alguma coisa. Procuro e procuro o que será?
Só sei que tenho de sentir algo. Algo de alguém, de ninguém, por ninguém, para alguém, sentir dor, carinho, afecto, tristeza? Tenho de sentir algo, algo pede para ser sentido, tenho de saber o que é.
Preciso de algo para me aparar as quedas, mas não consigo procurar sozinho.
Tenho de procurar sozinho? É algo no meu interior que tenho de encontrar?
Não sei o que me atormenta, não sei que sentimento nefasto é este, que raio estou a sentir?
Posso tentar adivinhar, mas se sou eu que sinto porque raio divagar no meio de emoções, deveria saber o que é.
A verdade é que não sei o que é, estou aborrecido, cansado de estar cansado, nem sei, talvez cansado de não saber, só sei que nada sei, tão e como saber que só sei que nada sei, e é a tendência para complicar as coisas, para remeter mais questões ao que não vale a pena questionar.
Onde encontrar o meu sol? E se não for sol que quero?
O sol é bom, é agradável, mas queima, queimar trás dor, porque tem tudo de ser equilibrado?
Tudo tem dois lados, dois pólos, negativo e positivo, tudo tem dois caminhos, duas saídas, nem que seja o fazer e o não fazer, o saber e o não saber, o querer e o não querer.
Temos sempre duas alternativas para nos complicar a vida, e se assim não fosse teria a vida alguma graça, alguma motivação, se não tivéssemos liberdade de escolha sentíamos-nos reprimidos, sem hipótese de escolher, sem poder optar, vinculados a uma escolha que nunca seria a nossa.
E quando temos escolhas, a que escolhemos nunca foi a que queríamos, não era bem aquilo, nunca estamos satisfeitos.
O homem nunca se contenta com o que tem persegue sempre mais, mentira, não persegue, queixa-se do que tem e do que não tem, alguns seguem o sonho, outros atiram pedras. Se metade do descontentamento fosse aplicado em sede de procura de sabedoria, talvez houvesse respostas.
Mas quem quer respostas, o homem não gosta de perguntas, se vos pedirem dinheiro nunca perguntem para que é o dinheiro, a outra pessoa não gosta de perguntas, se alguém vos perguntar um caminho, não perguntem o que lá vai fazer, o homem não gosta de perguntas, se vos pedirem um favor não perguntem porque raio vos foram pedir logo a vocês, o homem não gosta de perguntas, muito menos de perguntas que vêem ao encontro de outras.
No fundo o homem quer saber e não quer saber, não quer que o importunem com trivialidades, por outro lado tem sempre o lado curioso de querer saber o porquê, ele até gosta de saber, se pergunta deve querer resposta, mas alguma vez será totalmente satisfatória?
Sinceramente já nem quero saber, nem sei o que faço aqui, mas sinceramente já nem quero saber, quem quiser que diga, e o homem contradiz-se em cada passo que dá, somos seres peculiarmente curiosos, somos interessantes, talvez não sei lá eu.
Não gosto que me façam perguntas, mas gosto de fazer, gosto de saber coisas, e gosto de dar a saber, logo gosto que façam perguntas, mas só as que eu quero, mas isso nunca acontece, as pessoas fazem as perguntas que lhes interessa tal como eu, e então em que ficamos?
Sinceramente não quero saber, mas na mesma procuro.
quarta-feira, maio 12, 2004
Não faço ideia do que isto é...
Estou cansado, é verdade que estou cansado, mas de quê, como, quando?
Estou cansado agora, dormi pouco estudei muito, a pressão foi alguma, os problemas não ajudam.
Fisicamente estou cansado, não é que tenha o sono pesado, e nem sou de dormir muito, é por fases, o dia foi longo cansativo, e estar constantemente em sobressalto também cansa.
Estou cansado psicologicamente, primeiro porque fiz algum esforço mental, não tive descanso entre esforços, e qualquer coisa que nos obrigue a reflectir cansa, não quer dizer que não seja um cansaço que de algum prazer.
Também estou cansado por nunca dar 100% de mim a não ser para coisas que depois me correm mal, mas não é por isso que deixo de dar 100%, mesmo sabendo do hipotético insucesso, mais provável que hipotético.
Estou cansado da vida, nem por isso, desta vida, talvez um pouco, as coisas teem corrido mal e talvez seja normal pensar assim, nem por isso deixo de viver.
Descansar, é uma boa ideia, mas sempre que chegue ao momento penso, mas descansar do quê? De que esforço herculiano? Estou cansado de estar cansado, ou cansado de não saber porque estou cansado?
O stress tanto existe que cansa, é verdade que o stress altera o metabolismo, sentimos diferenças no organismo, a fadiga aparece, a falta de paciência acompanha, e muitas vezes mistura um pouco de fadiga com abatimento, para não usar tristeza.
A vida é dura, ou então nem tanto, ou então é mesmo porque pensamos que assim é.
Não ponho de parte a existência do stress, sei que existe, sei que afecta, mas muitas vezes parece que o stress não é mais do que uma desculpa para não ir mais longe, para não nos recriminarmos pela estagnação, desculpa para ver se os outros se mexem.
Sei lá o que é o stress, sei lá o que é estar cansado. Sei lá o que é estar triste, sempre que estiver deprimido alguém me pode dizer que há pessoas bem piores que eu, olha que bom. Pá mas será tudo nesta vida opinativo, empírico, não há certeza absoluta de nada?
Pois parece que sim, podem dizer que a morte é uma certeza, é o fim, e não há nada para além disso? Não há uma coisa que se possa dar por certa, posso sempre mudar-lhe a designação e já é diferente, raramente as coisas podem ser apelidadas de iguais stricto sensu, quanto mais há semelhanças, podemos encontrar sempre algo diferente. Até faz sentido que regra geral seja tudo opinativo, senão qual o sentido da filosofia? Filosofia é um acto opinativo, que pergunta mais do que dá respostas, ou então talvez não, sei lá eu.
Não é por isso que não vale a pena discutir ou pensar, de debater opiniões, mas cansa.
Mas o que cansa mais? Estar sempre a debater com base em meras opiniões, sempre sem certeza, raramente há opiniões iguais, são sempre semelhantes, e regra geral contradizentes. Estou cansado de pensar. Não, estou mas é cansado de pensar que estou cansado. Alguma coisa do que disse fez sentido? De qualquer dos modos ninguém lê.
Só espero que a vida comece a melhorar, preciso mesmo de arranjar o que fazer. É caso para dizer a mim próprio... Get a Life Stupid.
domingo, maio 09, 2004
Music allied to Image.
Would you know my name
If I saw you in heaven
Would it be the same
If I saw you in heaven
I must be strong
And carry on’
’Cause I know I don’t belong
Here in heaven.
Would you hold my hand
If I saw you in heaven
Would you help me stand
If I saw you in heaven
I’ll find my way
Through night and day’
’Cause I know I just can’t stay
Here in heaven.
Time can bring you down’
Time can bend your knees.
Time can break your heart’
Have you begging please’ begging please.
Beyond the door’
There’s peace I’m sure’
And I know there’ll be no more
Tears in heaven.
Would you know my name
If I saw you in heaven
Would it be the same
If I saw you in heaven
I must be strong
And carry on’
’Cause I know I don’t belong
Here in heaven.
Eric Clapton - Tears in Heaven /-/ Ilustração - Foto minha de Belém no Memorial ao Combatente
Um passeio produtivo para a mente e corpo.
Numa ida a Belém com amigos, aproveitei e levei a máquina fotográfica, tirei algumas fotos, não muitas, não tenho o hábito de fotografar e só tenho a máquina desde Março, e foi a minha primeira máquina mais a sério.
Enquanto iamos andando a conversar, ia tirando algumas fotos, no meio de conversas sobre a vida, sobre o estudo, conversas sobre sentimentos e desvaneios, lá ia um click para algum sítio mais recondito.
Ao longo da jornada, lá ia eu conversando, e no meio de palavras soltas mais um disparo, uns com maior intenção que outros, uns numa esperança de sair melhor, outros com o desejo de ser mais artístico.
Por vezes lá me contorcia para apanhar uma prespectiva diferente, enquanto estava a apontar a máquina que nem um sniper, ouvia "Eish olha o profissional, agora tá armado em fotografo, tem a mania que sabe tirar fotos", depois vinha um sorriso e a foto já não me saia tão bem, por essas distrações houve muitas fotos merdosas.
Como sempre houve fotos mais do meu agrado, fotos que depois de editadas ficaram com um bonito efeito, umas mais editadas que outras, umas em que dei o simples toque a preto e branco, outras em que mexi nas cores, na saturação e na quantidade de gamma.
Sem dúvida, e com modestia, algumas fotos ficaram muito giras, não digo boas porque também não sou profissional, nem amador, deve ter sido uma das primeiras vezes que tirei fotos com intenção.
Mas nem foram as fotos o mais proveitoso desse dia, também não foi a viagem de eletrico para o Mosteiro dos Jerónimos, acho que foi mesmo a companhia, as conversas, o passeio acompanhado de uma bonita tarde de sol. Melhor companhia foram os amigos, talvez dos dois melhores amigos.
Falei tanto nas fotos que não podia deixar de mostrar uma ou outra.
Todas as fotos foram editadas e alteradas.
quarta-feira, maio 05, 2004
My mind is playing trick's on me...
I dream about, how it’s going to end,
Approaching me quickly,
Leaving a life of fear,
I only want my mind to be clear,
People, making fun of me,
For no reason but jealousy,
I fantasise about my death,
I’ll kill myself from holding my breath,
My suicidal dream,
Voices telling me what to do,
My suicidal dream,
I’m sure you will get yours too,
Help me, comfort me,
Stop me from feeling what I’m feeling now,
The rope is here,
Now I’ll find a use,
I’ll kill myself,
I’ll put my head in a noose,
My suicidal dream,
Voices telling me what to do,
My suicidal dream,
I’m sure you will get yours too,
Dreamin’ about my death, dream,
Suicidal, suicidal, suicidal dream,
I’m suicidal,
Suicidal dream, (guitar solo)
Silverchair - Suicidal Dream
terça-feira, maio 04, 2004
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